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O País – A verdade como notícia

Um acidente de viação ocorrido, no sábado, na Estrada Nacional número 1 (EN1), posto administrativo de Ligonha, distrito de Gilé, na Zambézia, matou 13 pessoas e feriu outras 10.

O acidente envolveu um transporte semi-colectivo de passageiros que capotou após um dos pneus ter rebentado.

Os 13 óbitos foram transportados para o Hospital distrital de Alto-Molocuè e seis feridos evacuados para o Hospital Central de Nampula.

O director distrital de saúde de Alto-Molocuè, Maurício Pene, que forneceu a informação, à Rádio Moçambique, refere que neste momento estão internados no Hospital local 4 feridos.

Pene apela aos automobilistas para que, antes de se fazerem à estrada, verifiquem as condições mecânicas das viaturas e cumpram com as mais elementares regras de trânsito.

Uma pessoa morreu e outras 18 contraíram ferimentos moderados e ligeiros este domingo, em consequência de um acidente de viação ocorrido na Cidade de Maputo, que envolveu dois veículos de transporte de passageiros, no cruzamento das avenidas Fernão Magalhães e Albert Lithule.

Testemunhas oculares contaram que o embate entre os veículos de transporte de passageiros foi violento que atingiu uma outra viatura que estava estacionada nas proximidades.

Algumas das vítimas já tiveram alta hospitalar.

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) manifestou ontem “profunda preocupação” face ao “elevado nível de violência” após a eleições autárquicas, que “revela um descrédito nas instituições que administram o processo eleitoral”.

Através de um comunicado de imprensa, a Ordem dos Advogados de Moçambique mostrou a sua preocupação com a onda de manifestações dos partidos da oposição após a votação no dia 11 de Outubro.

“Os níveis de violência, para além de poderem desacreditar qualquer resultado eleitoral, podem igualmente gerar suspeição relativa à integridade do próprio acto eleitoral, como um todo e das instituições que o administram”, refere um comunicado da Ordem, assinado pelo bastonário, Carlos Martins.

Partidos da oposição apontam várias denúncias de fraude eleitoral na contagem dos votos, alteração ou desaparecimento de actas de votação, para além de membros de mesas surpreendidos com boletins de voto preenchidos e intervenção da Polícia no processo.

“Entendemos que é em momentos eleitorais que se deve renovar a confiança nas instituições estaduais, incluindo nos órgãos eleitorais. Para o efeito, as instituições devem ter um comportamento republicano, garantindo solidez e credibilidade do processo eleitoral, incluindo os mecanismos de resolução de conflitos, evitando-se, por conseguinte, comportamentos que possam desaguar em tragédia coletiva”, apela a Ordem dos Advogados.

A Ordem acrescenta que “a violência verificada após o processo de votação revela um descrédito nas instituições que administram o processo eleitoral, quer dos principais protagonistas, quer dos eleitores.

A Ordem dos Advogados de Moçambique alerta que o autoritarismo dos contendores não é o caminho para a consolidação democrática e reitera a necessidade incontornável de credibilizar estas eleições com processos transparentes. “Moçambique e os moçambicanos não precisam de mais violência, já a enfrentaram num passado recente”, assinala a Ordem.

Passam 24 horas e ainda é difícil, para família e amigos acreditar que Alice Mabota se foi. Segundo a família da malograda, Mabota lutou contra a doença por muito tempo, mas neste ano sua enfermidade agravou-se.

Esteve por algum tempo internada na Índia. Quando apresentou melhorias  regressou ao país, mas nos últimos dois meses a situação piorou e teve de ir à África do Sul, onde perdeu a vida no princípio desta quinta-feira. 

“Esta notícia pegou-nos de surpresa, caiu-nos como um grande peso e uma grande dor. Porque ela mesmo doente, lutava e dava-nos esperança de que tudo ia ficar bem. sempre que estivesse apresentar melhorias, ia ao escritório, cozinhava, brincava com os netinhos, ela não sentava, então ela mesma mostrava sinais de muita vitalidade”, lamentou Custódio Duma, familiar. 

Neste momento, a família organiza a trasladação dos restos mortais da campeã dos direitos humanos e a previsão é de que os mesmos cheguem ainda este fim de semana.

“Entretanto, até agora ainda não temos uma data e nem um programa definitivo das exéquias fúnebres, mas temos a certeza que entre terça e quarta-feira será possível realizar as cerimônias fúnebres”, explicou, para depois acrescentar que no domingo, poderão ter informações mais concretas. 

Já para o colega e pupilo de Mabota, Sousa Chele, saudades é algo que vai sentir de Mabota daqui para frente, pois segundo disse, tudo e mais um pouco que sabe sobre direitos humanos e sobre a vida de um homem íntegro, aprendeu com campeã dos Direitos Humanos.

Chele acredita que foi Mabota que trouxe na teoria e na prática a questão dos direitos humanos para o país, que deu voz aos que não tinham voz, na altura mulheres e jovens e que ensinou as pessoas a reivindicarem os seus direitos. 

“A doctora Maria Alice Mabota, para mim e para todos outros que trabalharam com ela,  é patrimônio moçambicano, é patrimônio da história da República de Moçambique, e o nome dela deve constar nos anais da história, com letras garrafais, douradas e indeléveis”, homenageou. 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou, esta sexta-feira, uma mensagem de condolências pela morte da activista dos direitos humanos, Alice Mabota, e pela morte do Bispo Emérito de Guruè, Dom Manuel Chuanguira Machado.

No passado dia 12 de Outubro, o país perdeu um dos pilares mais altissonantes defensores dos direitos humanos. Trata-se de Alice Mabota, que perdeu a vida aos seus 74 anos de idade, vítima de doença. 

A morte de Mabota foi antecedida pela morte do  Bispo Emérito de Guruè, Dom Manuel Chuanguira Machado, esta quarta-feira. 

Por seu turno, o Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de condolências pela perda destas duas figuras que contribuíram para a construção de uma sociedade moçambicana equipada de valores.

Numa mensagem, o Chefe do Estado refere que Alice Mabota, advogada e defensora dos direitos humanos, sempre trabalhou, erguendo a sua voz contra as injustiças, a corrupção e outros males que afligem a sociedade moçambicana.

“Foi pensando na defesa das franjas mais vulneráveis da nossa população que criou e dirigiu a Liga dos Direitos Humanos, uma organização interventiva e de mediação de processos delicados.

Recordo-me da sua verticalidade e irreverência, manifestadas durante diversos encontros que mantivemos, nos quais abordamos assuntos candentes da actualidade, como o diálogo entre o Governo e a Renamo”, lê-se na mensagem do Presidente da República.

Filipe Nyusi enalteceu, por outro lado, o trabalho do Bispo Emérito de Guruè, por sinal o primeiro Bispo da Diocese de Gúruè, após esta se desmembrar da Diocese de Quelimane da qual fazia parte.

O Presidente da República endereçou condolência às famílias enlutadas.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) diz que o acesso desigual aos serviços sociais básicos, tais como finanças e seguros, deixa a maior parte das pessoas em risco e, sobretudo, expostas ao perigo de desastres.

Numa mensagem por ocasião do Dia Internacional da Redução do Risco de Desastres, que hoje se assinala, a SADC considera que os impactos dos desastres não só agravam as desigualdades como também empurram para a pobreza a maior parte das pessoas da região.

Para reverter o cenário, a SADC está empenhada, por intermédio do seu Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional 2020-2030, em melhorar a gestão do risco de desastres em apoio à resiliência e integração regionais. Lê-se na mensagem, citada pela Rádio Moçambique.  

O Dia Internacional da Redução do Risco de Desastres é celebrado, este ano, sob o lema: “Combate à desigualdade por um futuro resiliente”.

O Presidente da República diz que há desafios na garantia da qualidade do ensino no país, entretanto apela à sociedade para debater soluções para a sua melhoria. Filipe Nyusi falava hoje, durante a saudação dos membros do Sindicato Nacional dos Professores, pela passagem do Dia do Professor.

O Presidente da República recebeu, esta quinta-feira, uma saudação dos membros do Sindicato Nacional dos Professores, por ocasião da passagem do Dia do Professor.

Na sua intervenção, Filipe Nyusi começou por criticar as pessoas que colocam dúvidas sobre a qualidade de ensino em Moçambique.

“E discutível quando se fala de qualidade na educação. Eu tenho dito que as pessoas que avaliam que a educação não tem qualidade, se têm capacidade de analisar é porque têm qualidade, conseguem fazer comparação de um e outra coisa e foram formadas por estes professores sem qualidade. Não quero dizer que está tudo bem, nunca estará em nenhum momento, em nenhum país, mas é preciso discutir a questão qualidade não no sentido de provar que as coisas estão mal, mas sim no sentido de fazer com que as coisas fiquem melhores”, defendeu.

O Chefe de Estado apontou o crescimento demográfico como um dos principais desafios da qualidade de educação. Fez uma comparação, olhando para a situação infra-estrutural desde 1975, até aos dias de hoje, apontando um grande crescimento.

Para Nyusi, “o crescimento demográfico afecta a nossa capacidade de expandir a oferta de vagas nas escolas, reduzir o rácio professor-aluno, de formar e recrutar mais professores, bem como de equipar adequadamente as instituições de ensino e garantir condições profissionais e de vida, aceitáveis para os docentes”.

Segundo Filipe Nyusi, as mudanças ocorridas com a implementação da Tabela Salarial Única afectaram, em grande medida, os professores.

“Isso implica a paragem de alguns actos, como o pagamento atempado de horas extraordinárias, referentes aos anos 2022-2023, pagamento de subsídios de funeral, assistência médica e medicamentosa, mudanças e progressões de carreiras, entre outros benefícios a que os professores e outros funcionários têm direito.”

O terrorismo em Cabo Delgado deslocou mais de mil professores, porém estes não abdicaram das suas actividades e trabalharam para a qualidade de ensino.

A ONP celebra, este ano, 42 anos de criação, por isso o seu representante aproveitou a ocasião para reafirmar o compromisso de promover um diálogo permanente por entidade sindical sólida e reforçada.

Pela passagem do dia, que contou com a presença da ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, a ONP ofereceu ao Chefe do Estado uma bengala.

Eram por volta das 13 horas quando os residentes de Vilankulo decidiram amotinar-se defronte do edifício onde funciona a Comissão Distrital de Eleições.
Os mesmos exigiam que tivessem acesso a sala onde decorria o apuramento dos resultados de votação para acompanhar o processo.
Segundo apurou o “O País” os manifestantes diziam que não confiavam naquele órgão, uma vez que na madrugada de quinta-feira já circulavam informações que davam conta da victória da Renamo. Entretanto, na manhã do mesmo dia, as informações que circulavam davam conta que na verdade, foi a FRELIMO quem ganhou.
Depois de negociações com os mesmo que se mostravam irredutíveis a ordem de se retirar dali, houve agitação, a Unidade de Intervenção Rápida foi acionada para dispersar a população.
Quando aquela unidade da polícia chegou começou a disparar gás lacrimogêneo, como medida para que os manifestantes abandonassem o local.
Segundo a Porta Voz da Polícia em Inhambane Nércia Bata, não houve pessoas feridas e nem detidas e afirma que a situação já está controlada, sendo que a população já pode se deslocar, sem problemas.

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano afirma que nunca houve orientação ministerial para a manipulação de resultados pedagógicos, em benefício dos alunos com aproveitamento negativo. Carmelita Namashulua  reagia à reportagem divulgada pela STV, onde directores de escolas afirmam se tratar de uma orientação superior. 

É a primeira vez que a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, aceita falar à imprensa sobre a reportagem divulgada da STV, que revelou a existência de escolas que manipulam resultados pedagógicos, apenas para atingir a meta de alunos transitados.

Namashulua diz que nenhum professor é orientado a trazer resultados falsos nas pautas. 

Carmelita Namashulua falava esta quinta-feira, à margem do encontro que Filipe Nyusi manteve com os professores, pela passagem do seu dia.

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