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O País – A verdade como notícia

Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

A Igreja Presbiteriana na Matola homenageou o seu maestro pelo contributo na formação de jovens e para o desenvolvimento da congregação. Na ocasião, o homenageado disse que a Frelimo deve realizar reuniões de autocrítica, para fortalecer a união entre os seus membros.

Num ambiente de festa, crentes da Igreja Presbiteriana na Matola renderam uma homenagem a alguém que deu os primeiros passos e se entregou de corpo e alma aos trabalhos da igreja. Uma homenagem ao maestro e conselheiro da Igreja Presbiteriana, considerado pai e dinamizador dos cultos.

Chama-se Gil Maússe, é religioso desde a sua infância. Neste sábado, crentes decidiram falar do seu percurso na edificação da Igreja Presbiteriana.

Na voz dos crentes, foram lidas mensagens que destacaram, quase todas, um maestro admirado e escolhido para grandes missões.

“Subimos ao alto graças à preparação de papa Maússe. Papa Maússe, na sua qualidade de crente, com a especialidade de crente convicto e abnegado, ontem e hoje, Deus nos permita afirmar, sempre, que exerceu e continua a exercer com zelo, paixão e responsabilidade de maestro, conselheiro e dinamizador do culto em portugues”, homenageou um dos crentes daquela igreja.

Faz parte da história, de tal forma que reconhece o seu contributo para a formação de jovens crentes. Segundo Gil Maússe, nada ultrapassa a sua missão e gosto de incutir nos jovens o gosto pelo canto e considerou uma forma também de rezar.

O maestro homenageado reagiu ao actual ambiente político tenso na Frelimo e disse que o partido precisa de tirar a lama do seu sapato.
“Reuniões de crítica e autocrítica, dizia Samora Machel, mas, quando vamos para estas reuniões, vamos juntos para discutir e lutar pela união. Nessas reuniões, é onde se deve tirar a lama e, se há infiltrados, quem está fora não pode saber, lá dentro do partido é onde se deve fazer a limpeza”, disse Gil Maússe.

Sobre os resultados das eleições autárquicas, Gil Maússe disse que o Conselho Constitucional poderá trazer a verdade.

Dois indivíduos estão detidos indiciados na tentativa de rapto de um cidadão de origem asiática, na semana passada, na Cidade de Maputo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz que os indiciados pertencem a uma quadrilha de seis membros e os restantes quatro estão ainda a monte

Uma tentativa frustrada de rapto de um cidadão de origem asiática, na semana passada, terminou na detenção de dois membros da mesma família, no caso concreto um pai e seu filho, pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, na Cidade de Maputo.

A vítima do rapto, que saiu ilesa, é um empresário de origem asiática. Os indiciados faziam-se transportar em duas viaturas ligeiras.
Esta segunda-feira, o SERNIC apresentou os indiciados em conferência de imprensa.

“Sobre estes factos, o SERNIC teve informações no âmbito dos trabalhos investigativos que tem feito, de que estavam em curso execuções para a prática do crime de rapto na Cidade de Maputo. A partir daí, conseguimos chegar ao local onde estavam seis indivíduos e onde foi possível aprender dois e suas respectivas viaturas”, disse Hilário Lole, porta-voz do SERNIC.

A detenção dos visados ocorreu por volta das 12h na baixa da Cidade de Maputo, quando um grupo de seis pessoas estava prestes a raptar um empresário moçambicano de origem indiana.

“Destes seis, foi possível neutralizar, no local, dois indivíduos que, por sinal, são pai e filho, um de 59 anos e outro de 28”, referiu Hilário Lole, acrescentando que um dos supostos raptores estava em liberdade condicional, após ter sido condenado a 17 anos de prisão, em 2012, pela prática do mesmo tipo de crime.

Junto dos dois homens, para além das viaturas, foram obtidas imagens de várias vítimas de raptos que iriam ocorrer após a execução do crime frustrado pela Polícia moçambicana na quinta-feira.

“No âmbito da sua detenção, foi possível colher várias informações de raptos ocorridos no passado, assim como raptos a serem executados”, disse o porta-voz do SERNIC.

Lole referiu ainda que as informações obtidas vão ajudar a esclarecer os diversos casos de raptos que já ocorreram, assim como a prevenir os futuros casos na lista dos detidos.

Segundo o porta-voz do SERNIC, a Polícia está a desenvolver acções, para garantir a protecção do empresário que escapou ao rapto e da sua família.
“Queremos acreditar que, com esse trabalho. será possível termos uma certa acalmia por esses dias para essa prática dos crimes de rapto”, a avaliar pelo trabalho que está a ser feito pelo SERNIC em coordenação com as diversas forças, quer moçambicanas quer sul-africanas, segundo disse Hilário Lole.

Os indiciados não negaram nem aceitaram as acusações, limitando-se ao silêncio.

Os detidos são membros de uma quadrilha de seis elementos, quatro dos quais colocaram-se em fuga e estão em parte incerta. Do grupo, quatro pessoas são de nacionalidade moçambicana e duas, sul-africana, avançou o SERNIC.

A Polícia moçambicana falou ainda da tentativa de rapto do empresário Juneid Lalgy, que, à saída da mesquita, foi bloqueado por duas viaturas, tendo conseguido fugir até à sua empresa e posteriormente apresentado uma queixa na 1.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique, na cidade da Matola.

Bispos da Igreja Anglicana em Moçambique e Angola pediram a resignação imediata do bispo da Diocese dos Libombos, Dom Carlos Matsinhe, do cargo de Arcebispo. 

Num comunicado datado de 9 de Novembro, a que o jornal O País teve acesso, a Igreja Anglicana em Moçambique convocou para esta terça-feira uma reunião da Comissão Permanente da 23ª Sessão do Sínodo Diocesano para discutir sobre uma carta dos bispos da denominação, no país e em Angola, exigindo a resignação imediata do Arcebispo Dom Carlos Matsinhe.

O jornal O País sabe que a Comissão Permanente é o órgão que detém o poder de decisão sobre o futuro de Dom Carlos Matsinhe.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) defende acções conjuntas para financiar a implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. O PNUD, que é um dos financiadores, diz que a dificuldade de obter dinheiro é o principal desafio para travar a pobreza em Moçambique.

Reduzir o índice de pobreza, melhorar o Sistema Nacional de Educação, da Saúde e reforçar a governação democrática no país, através de programas de descentralização, são alguns dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável a serem alcançados até 2030.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem estado a apoiar a implementação dos objectivos em algumas províncias e fala de desafios no terreno, conforme fez saber Cristiano Pedroza, Conselho Principal do PNUD para Descentralização.

Apesar dos desafios, o PNUD reitera que vai continuar a apoiar os programas de descentralização e desenvolvimento sustentável.

Para os programas de descentralização, em curso desde o ano passado, o PNUD trabalha em coordenação com os ministérios da Economia e Finanças e da Administração Estatal e Função Pública.

Com vista a avaliar a implementação dos programas de desenvolvimento, diferentes instituições nacionais e internacionais estão reunidas entre esta segunda e quinta feira, na Cidade de Maputo.

 

A província da Zambézia registou, nos primeiros nove meses deste ano, um incremento na ordem de mil casos de tuberculose, quando comparado com o igual período do ano passado, em que os casos chegaram a 17 mil. O jornal O País traz história de pacientes que conseguiram dar a volta à situação, tomando regularmente a medicação e hoje estão livres da doença.

Nos primeiros nove meses deste ano, a província da Zambézia registou pouco mais de 18 mil casos de tuberculose, contra 17 mil do ano passado. A subida este ano de casos, de acordo com as autoridades de saúde, surge devido ao incremento da capacidade de diagnóstico nas diversas unidades sanitárias da província.

Virgílio Lalue, responsável-adjunto do Programa Nacional de Controlo de Tuberculose, explicou que a subida dos casos “se deve ao reforço na capacidade de diagnóstico. Ou seja, a província reforçou com os aparelhos de raio X para diagnóstico da doença em 20 distritos, faltando apenas dois. Paralelamente a isso, a ajuda de activistas também reforçou o contacto com pacientes e levá-los para o tratamento nas unidades sanitárias. Estas acções todas ajudaram a identificar casos da tuberculose”.

O nosso jornal chegou à localidade de Pinda, a 30 quilómetros do distrito de Morrumbala, para apurar casos de sucesso no tratamento da doença. Começámos com Cristovão Castigo, casado e pai de um filho. Explicou que contraiu a tuberculose no ano passado. Na altura, conta que foi duramente estigmatizado pela família, “a minha esposa chegou a desprezar-me e afastar-se de mim com medo de contaminação da doença, foi uma situação que constrangeu a minha vida, deixando-me isolado de tudo e todos”, disse Cristóvão Castigo, para quem, com ajuda de grupo de activistas da organização ADPP, através do projecto “One Impact”, conseguiu avançar para a toma regular da medicação sem interrupção e assim conseguir a cura da doença.

Castigo contou ainda que muitos conhecidos seus  morreram em Pinda, vítima da tuberculose, por não tomarem regularmente a medicação para combater a doença. “Eu tenho motivo para me orgulhar e entristecer. Primeiro porque acredito que consegui vencer a tuberculose e a segunda porque vi muitas pessoas morrer pela doença por abandonarem a toma regular do medicamento.”

Hortência Francisca, nome fictício, é outra paciente que reside, igualmente, na localidade de Pinda, distrito de Morrumbala. Tem HIV e testou positivo para tuberculose. Quando a nossa reportagem chegou a Pinda, acompanhou a sua caminhada até à unidade sanitária, onde foi recebida pelo técnico para avaliação do seu estado, visto que já cumpriu a toma regular dos medicamentos de tuberculose e hoje está livre.

Ela contou que o diagnóstico de tuberculose a levou a ter alguns problemas com a família, sobretudo o seu esposo, na aceitação da doença. “O que me agradou é que, depois de longos dias de conversa, o meu esposo aceitou a minha doença e comecei a tomar os medicamentos de forma regular. Hoje, estou livre de tuberculose, embora tenha que continuar a lutar contra o HIV. Sinto-me bem e quero aproveitar para apelar a todos os que residem em Pinda, e não só, para que, se tiverem a tuberculose, tomem devidamente a medicação”, apelou.

A organização ADPP introduziu, em cinco dos 22 distritos da Zambézia, nomeadamente Morrumbala, Quelimane, Namacurra, Mocuba e Milange, o projecto “One Impact”, que visa dar voz aos seus pacientes, no sentido de reportarem as barreiras que enfrentam ao longo do tratamento.

Pires Paulino, responsável da organização ADPP na Zambézia, fez saber que “One Impact” confere dignidade aos pacientes, na medida em que permite, através de um aplicativo, localizá-los e compreender o seu seguimento na toma de medicamentos. Em caso de alguma dificuldade, não só no acesso à medicação, toma e alguma situação que inquiete o paciente, este pode entrar em contacto e colocar a inquietação e assim não pára com a toma de medicamentos”.

Em Pinda, a taxa de positividade é de 66%. Chadul Ribeiro, director do Centro de Saúde de Pinda, explicou que “temos tuberculose sensível cujo tratamento é de seis mês e esta mesma tuberculose tem uma positividade alta, isto quer dizer temos muitos pacientes que estão a acusar positivo depois de fazer o rastreio, o resultado vem positivo para a tuberculose sensível”.

Aliás, as autoridades de saúde têm um grande desafio em relação aos contactos, ou seja, os doentes da tuberculose saem das suas famílias e as possibilidades de contaminar os outros é maior, porquanto eles (os doentes) aspiram, usam utensílios que, na sequência, devem ser exclusivos a si. Esta é a grande preocupação do momento e que deve ser corrigida.

Centenas de famílias continuam nos centros de  acomodação transitórios na Cidade   Maputo, vítimas das inundações causadas pela chuva da época  2022-2023. O edil de Maputo diz que continua a procurar recursos para resolver a situação.

O país já observa a época chuvosa 2023-2024, mas as marcas da época passada continuam a fustigar famílias na Cidade de Maputo.

Teresa Mbeve ocupa duas tendas, onde vive com os filhos e netos. Diz que, ao somar lá os meses de permanência, a vida tornou-se insustentável.

“Estou aqui com o meu marido, meus sete filhos e dois netos. A minha casa, no Bairro das Mahotas, desapareceu; estou aqui onde o sofrimento é tanto. O que queremos é sair daqui porque já estamos cansados. Já vieram aqui e prometeram reassentamento e até aqui não houve nada ainda.”

As tendas não oferecem muita segurança, diz Moisés Cardoso, que viu a sua casa inundada e por isso foi forçado a viver no centro de acomodação. “Quando chove, estas tendas metem água para dentro, temos depois de andar de um lado para outro com os nossos bens. A comida molha aqui e nós não temos para onde ir. O que nós queremos é ajuda para sairmos daqui.”

Sheila Meque está no centro desde o início deste ano e pede às autoridades para resolverem o problema. “Para termos acesso à energia, por exemplo, temos de contribuir entre 10 e 20 Meticais por dia, de modo a comprarmos energia que, às vezes, nem chega. Quanto à água, o director da escola ao lado deixa-nos tirá-la sem problemas e assim conseguimos viver, mas confesso que não tem sido fácil viver nessa realidade”.

O edil de Maputo, Eneas Comiche, disse, aquando das celebrações dos 136 anos da Cidade de Maputo,que sabe a gravidade da situação em que as famílias se encontram.

“Continuamos a procurar recursos para acudir os munícipes que ainda se encontram a viver em centros de acomodação, ao mesmo tempo que procuramos recursos para responder a eventualidades decorrentes da época chuvosa 2023-2024, que já começou.”

Bem ao lado do Bairro Romão, muitas casas do Bairro das Mahotas estão no meio de águas e as ruas estão intransitáveis. Algumas casas foram abandonadas e tudo piora porque a água ali estagnada não tem canais de escoamento.

 

 

Uma mulher de 26 anos acusa os profissionais de saúde do Hospital Provincial da Matola de a terem cobrado 1000 Meticais, para que a ajudassem a dar parto. Uma vez que a mulher não tinha o valor, acredita que, por isso, não teve a devida assistência e acabou por perder a bebé.

O caso deu-se na quinta-feira, 26 de Outubro. A mulher de nome Hortência Francisco deu entrada no Hospital Provincial da Matola por volta das 14 horas. Quando chegou, diz que pagou os 100 Meticais na recepção, valor pago por lei; após isso, foi encaminhada para uma sala onde foi observada por um médico.

Após o procedimento normal, a mulher ficou com as profissionais de saúde. Conta que era uma enfermeira e duas estagiárias, que a questionaram se precisava de ajuda, tendo ela respondido positivamente.

“Então, disseram que, se eu quisesse ajuda, devia pagar 1000 Meticais e respondi que não tinha o valor. Daí, elas perguntaram se o meu marido não tinha como arranjar e eu respondi que não, que ele começou a trabalhar fazia pouco tempo e que ainda não tinha dinheiro, daí levaram-me para sala de parto e uma delas disse às colegas que eu estava à espera do meu marido, fiquei espantada, porque não estava a entender o que meu marido tinha a ver com o meu parto e com aquelas senhoras?, desabafou a mulher, chorando.

Ali, começava o pesadelo de Hortência. Ela conta que as contracções ficaram fortes e as dores não davam tréguas, pedia ajuda, mas a única resposta que obtinha das parteiras eram insultos e palavras como “se estás a sentir dor, onde é que nós entramos?!”. Hortência diz que o pior não aconteceu porque, horas depois, o médico voltou, foi nesse momento em que as parteiras começaram a “mexer-se”, já às 19 horas.

Conforme conta, a bebé nasceu viva, mas com complicações de saúde, por isso foi encaminhada para a Sala de Reanimação, mas não terá resistido e perdido a vida horas depois. Entretanto, Hortência duvida que a sua filha esteja morta.

“No dia seguinte, por volta das oito horas, vieram-me informar que o bebé falecera às 23 horas, chorei muito… Horas depois, chegou a minha cunhada e fomos à morgue ver o cadáver; quando lá chegámos, vimos que o bebé era gordo e tinha cabelo, e logo vi que não era o meu, pois o meu tinha cabelo e era magrinho, não acredito que, das 23 horas que morreu para as 14, ele tenha inchado”, lamentou.

Outro facto que diz ser estranho é que a criança não tinha nenhuma identificação e que, no momento em que teve alta, lhe deram um documento que indicava que, para além dos comprimidos que devia tomar, sete dias depois devia levar a criança para o primeiro peso e isso a fez questionar: “Como levar uma criança morta para o peso?!” E, acrescentou: “Eu tenho certeza de que tudo isso aconteceu porque eu sou pobre, não tenho dinheiro e não sou daqui de Maputo (Hortência é natural de Nampula), porque, se tivesse pago os 1000 Meticais, teria voltado para casa com a minha bebé”.

Hortência conta que partilhou o quarto com sete mulheres, que igualmente foram vítimas de cobranças ilícitas e todas pagaram valores que partiam de 300 até 2000 Meticais, conforme relataram durante uma conversa com as colegas de quarto.

A mulher pede apoio, para que os responsáveis sejam responsabilizados criminal e disciplinarmente, pois acredita tratar-se de um crime que tem feito muitas mulheres vítimas.

O jornal O País entrou em contacto com o Hospital Provincial de Maputo, que não aceitou nem negou as acusações, mas prometeu investigar o caso e pronunciar-se em uma semana.

Docentes universitários e pesquisadores defendem a necessidade do Estado e as instituições do ensino superior em Moçambique potencializarem os jovens inovadores com ferramentas necessárias para que os mesmos possam ajudar a trazer ideias e soluções dos problemas que enfermam as comunidades.

A região do vale do Zambeze é considerada uma área potencialmente rica e com condições favoráveis para que as comunidades que nela residem prosperem. entretanto, a situação em que elas se encontram actualmente, não reflete a realidade, e o nível de desenvolvimento da população continua baixo.

Para inverter este cenário, professores universitários e pesquisadores, defendem a necessidade de se potencializar cada vez mais jovens inovadores com ferramentas que possam impulsionar suas actividades de modo que os mesmos possam apoiar na solução dos problemas que enfermam as comunidades.

Os intervenientes referem também que as investigações viradas às pesquisas e extensão universitária no país devem ser mais aprimoradas.
Os docentes falavam, nesta sexta-feira, em Tete, durante o primeiro fórum de investigação e inovação, uma iniciativa da Agência do Vale do Zambeze e dirigida pela Secretaria de Estado naquela província.

O primeiro fórum de investigação e inovação científica, decorre desde esta sexta feira, tem duração de dois dias e conta com a participação de membros do Governo, investigadores, docentes , pesquisadores, estudantes e associações juvenis das províncias de Tete, Manica e Sofala.

No dia da celebração dos 136 anos da Cidade de Maputo, o edil revelou que o Município abandonou o projecto de aterro sanitário conjunto em Matlemele, na Matola. Eneas Comiche diz que não estava a haver avanços em Matlemele, daí que a edilidade se vai concentrar só no aterro da KaTembe.

Muito se disse e se prometeu acerca do aterro sanitário de Matlemele, no Município da Matola. Até 2019, devia ter começado a primeira fase do funcionamento do aterro, mas até hoje nada avançou. O presidente do Município de Maputo diz que, face aos impasses que o projecto regista, acabou por optar por um projecto próprio em KaTembe, que já tem apoio do Banco Mundial, no âmbito do financiamento de 100 milhões de dólares à autarquia da capital do país.

“Abandonámos já há muito tempo porque o aterro sanitário de Matlemele já foi do meu mandato, mas isso era na Matola; não conseguiram retirar as famílias. E em 2019, quando iniciei funções, procurei efectivamente encontrar formas de trabalhar conjuntamente e criar condições. E nós procurámos ter um espaço e encontrámos esse espaço em KaTembe”, avançou Eneas Comiche, edil de Maputo.

Comiche diz que o encerramento da lixeira de Hulene pode acontecer ao longo do próximo ano ou pouco depois.
“O encerramento vai acontecer em 2024, pensamos que, daqui em um ano e meio ou dois, vamos encerrar o aterro.”
Sobre a requalificação e a reabilitação do prolongamento da Avenida Julius Nyerere, Eneas Comiche diz que está sob responsabilidade do Ministério dos Transportes e Comunicações, no âmbito do projecto BRT.

“A Avenida Julius Nyerere está inserida no âmbito do projecto de mobilidade urbana da área metropolitana do Grande Maputo, que está a ser coordenado por sua Excelência o Ministro dos Transportes e Comunicações. E nós temos feito reuniões regulares, portanto ali vai ser utilizado o sistema BRT.”

Quanto ao prometido sistema de transporte com veículos suspensos, designado FUTRAN, que estava previsto para 2022, o edil da capital do país explica que já foi assinado o contrato com parceiros chineses, visando a sua implementação.

“Mas o FUTRAN, eu já disse que o contrato já foi assinado, podem falar com o presidente da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento, o professor doutor e engenheiro João Ruas, quem esteve na China, onde esse contrato foi assinado. Nós procuramos não fazer grandes revelações, queremos ver as coisas do concreto.”

Em marcha cerimonial, ao som da banda da Polícia Municipal e da Polícia da República de Moçambique, o presidente do Município de Maputo depositou uma coroa de flores por ocasião da passagem, esta sexta-feira, dos 136 anos da Cidade de Maputo. No seu último discurso nesta efeméride, na qualidade de edil de Maputo, Comiche destacou realizações.

“No domínio das infra-estruturas entre as diversas obras realizadas e iniciadas, é de mencionar as seguintes: a construção do Balcão do Munícipe, a construção da pediatria do Centro de Saúde de Zimpeto e a melhoria de mobilidade para pessoas com deficiência no Centro de Saúde da Malhangalene.”

Já no fim de mandato, o edil de Maputo, que, quando começou a governação, tinha no plano o projecto “Txuna Maputo”, que consistia na melhoria das condições de vida dos munícipes, desde o transporte, o saneamento, a saúde, as vias de acesso até ao comércio, Comiche diz que alcançou o objectivo pretendido: “Txunámos Maputo  e muito bem”.

Ainda assim, persistem desafios: “A persistência de vendedores informais em lugares impróprios continua a ser um calcanhar de Aquiles na Cidade de Maputo; continuamos a procurar recursos para resolver os problemas de saneamento de meio”.
O combate à erosão em diferentes bairros é, também, um dos problemas notáveis que aguardam pela solução da edilidade.

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