Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o
Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do
O cabeça-de-lista da Renamo, na Cidade de Maputo, Venâncio Mondlane, esteve nos bairros Magoanine A, B e C. Venâncio Mondlane precisou de botas para chegar ao local onde ia trabalhar. É uma zona cheia de água, com casas inundadas e onde, para a movimentação de um ponto para o outro, os residentes improvisaram um barco, feito com carcaça de frigoríficos. Mondlane também embarcou.
Foi sentado nessa “embarcação” que Venâncio Mondlane explicou o grande problema que levou àquela situação. “Deixaram a população crescer aqui e não se criaram canais para que a água, retida na bacia natural, fosse escoada para, ou Ricatla ou o rio Infulene”, explicou.
Assim sendo, em troca de voto, a Renamo prometeu construir valas de drenagem para escoar a água. Mas antes, “será necessário um estudo pormenorizado para sabermos quais devem ser as soluções mais adequadas”, avançou.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Matola propõe-se a acabar com negociatas na recolha de lixo. O MDM diz que há um esquema fraudulento levado a cabo pela actual liderança da edilidade, em coordenação com a Electricidade de Moçambique (EDM).
Segundo o partido do “galo”, o valor canalizado aos cofres do município à luz do pagamento da taxa de lixo não é usado de forma sustentável, facto que concorre para a má gestão de resíduos sólidos nesta autarquia.
“Como se não bastasse, esse valor não é actualizado desde 2011. O município continua a receber 400 mil Meticais, numa altura em que a realidade é outra”, disse Renato Muelega, presidente da Liga da Juventude do MDM.
O MDM, que este domingo trabalhou no bairro Khongolote, pretende ainda acabar com o negócio de venda dos espaços públicos destinados à construção de infra-estruturas para o bem do município. No bairro Khongolote, onde esta formação partidária manteve contacto interpessoal, já tem projectos específicos, um dos quais a construção do terminal de transporte semi-colectivo de passageiros, na perspectiva de criar um ambiente de trabalho condigno aos transportadores. Na sua carteira de promessas, o Movimento Democrático de Moçambique garante ainda combater acerrimamente as construções desordenadas, que na sua opinião tiram o brilho à edilidade.
Apesar de reconhecer que Khongolote não é um bairro propenso a inundações, o MDM diz ter na manga o projecto de construção de bacias de retenção de água, assim como valas de drenagem, como forma de precaver situações extremas no futuro.
“Os problemas da Matola são os mesmos em todos os bairros. Desafiamo-nos a acabar com todos eles”, garante Muelega.
O MDM, que para o sexto dia de campanha não contou com o seu respectivo cabeça-de-lista, Augusto Pelembe, que, ao que apurámos esteve reunido com os fiscais desta formação partidária, trabalhou ainda no bairro de Intaka, mais a norte do município da Matola, onde reiterou o compromisso de, em caso de vitória, apostar numa gestão em que os munícipes serão o centro das atenções.
A Renamo acusa a Frelimo de estar a criar grupos de choque com o objectivo de inviabilizar a sua campanha. Segundo o cabeça-de-lista desta formação partidária na Matola, António Muchanga, essas atitudes têm embaraçado as suas actividades.
“Além de inviabilizar a nossa campanha, a Frelimo já está no terreno a preparar a fraude. Temos conhecimento de várias movimentações que estão a ser feitas a partir do STAE. Eles temem a derrota”, alerta.
Ao sexto dia da campanha, a Renamo dedicou o dia para fazer o balanço do que já foi feito. Membros e simpatizantes reuniram-se na sede deste partido, no bairro da Liberdade.
António Muchanga diz estar satisfeito com o trabalho que levou a cabo durante os primeiros seis dias, tendo em conta que os munícipes têm acolhido de forma positiva o seu manifesto. O cabeça-de-lista entende que a proposta de governação do seu partido, que está centrada nas infra-estruturas, vai ao encontro dos anseios dos matolenses.
“Os munícipes da Matola estão connosco. O nosso manifesto é esclarecedor, razão pela qual não temos dúvidas de que a vitória é certa”, disse António Muchanga. A Renamo propõe-se a apostar nos jovens, através da criação de postos de trabalho, a fim de reduzir o desemprego naquela autarquia. A educação vai, também, merecer especial atenção desta formação partidária, que pretende que a sua gestão passe para o município.
No quinto dia da campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 11 de Outubro próximo, a Frelimo na Matola realizou, este sábado, duas actividades. Começou a caça ao voto no lançamento do torneio de futebol recreativo, que leva o nome do seu cabeça-de-lista, Júlio Parruque, no bairro de Khongolote.
Júlio Parruque disse, na ocasião, que é sua pretensão usar o desporto e a cultura como meios para unir os munícipes da Matola.
“Hoje, estamos aqui para mostrar que o futebol e a cultura têm força e podem unir todos os bairros da Matola. Queremos dar oportunidade aos munícipes de terem espaço para lazer, por isso queremos criar mais campos de futebol e mais espaços para a cultura. Posso-vos garantir que este campo ninguém vai vender, ninguém vai desviar, porque é um caminho de unir os residentes deste bairro. Queremos continuar a fazer mais e melhor”, prometeu Júlio Parruque aos residentes de Khongolote.
Parruque quer ainda expandir as vias de acesso aos vários bairros e continuar a dar oportunidade aos jovens para se desenvolverem e desenvolverem o município.
Depois, foi a Malhampsene e Tsalala onde interagiu com os vendedores do mercado, o maior daquele município. E as promessas continuaram: “este é o maior mercado e, por isso, merece a nossa atenção. Queremos um mercado bem organizado, onde todos tenham espaço para fazer as suas actividades para o seu benefício”, garantiu o cabeça-de-lista da Frelimo na Matola.
Neste quinto dia da campanha eleitoral, Júlio Parruque teve o apoio do Governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, que, para além de encorajar o cabeça-de-lista e persuadir os munícipes, prestou um apoio financeiro à campanha da Frelimo na Matola.
O cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique, Augusto Pelembe, disse estar preocupado com a situação em que vivem os munícipes dos bairros Nkobe e Machava Socimol. Segundo disse, são pessoas que vivem debaixo das águas devido ao fraco escoamento naqueles bairros quando chove.
“As pessoas vivem dentro da água como se fossem peixes e os carros como se fossem barcos. Isto é inconcebível e nós queremos mudar isso. A solução é o Movimento Democrático de Moçambique”, disse Pelembe, para quem a solução passa por “construir bacias de água para escoar estes bairros em caso de inundações”.
Ademais, Augusto Pelembe está afastado com as condições sanitárias e promete melhorar também as vias de acesso. “Queremos reabilitar as estradas que ligam Machava Socimol e Nkobe, Machava Socimol e Matola Gare e outras vias, porque estão completamente degradadas”, disse.
Para solucionar estes problemas, Augusto Pelembe diz que vai usar os fundos do município e as parcerias que já tem.
“Nós vamos usar os fundos do Município porque há muito dinheiro, mas também temos parceiros que se identificam com a nossa causa e que querem nos apoiar, por isso com o Movimento Democrático de Moçambique é possível”, concluiu Pelembe.
A Renamo escalou, este sábado, a zona norte do município da Matola, onde em caravanas esteve nos bairros Muhalaze, Matibjana, Ngolhoza e outros, para apresentar o seu manifesto eleitoral.
O cabeça-de-lista da Renamo na Matola, António Muchanga, fez várias promessas aos munícipes para minimizar as suas preocupações.
Dentre elas, Muchanga quer aumentar o número de Postos Administrativos na Matola de três para cinco, para beneficiar os munícipes que percorrem longos quilómetros para chegar aos existentes para tratar dos seus documentos.
“Os residentes de Muhalaze têm que apanhar três chapas para chegarem a Machava para tratarem seus documentos e os de Boquisso também devem apanhar muitos chapas. Então queremos diminuir as distâncias e criar mais Postos Administrativos para permitir que os serviços estejam mais próximos dos cidadãos”, disse Muchanga.
Outra promessa é a construção de morgues em dois Centros de Saúde, nomeadamente em Boquisso e Matola Gare.
“O centro de saúde de Boquisso tem condições para ter uma morgue e nós queremos construir, para permitir que as famílias possam deixar o ente querido lá e prepararem o funeral. A mesma coisa queremos fazer no centro de saúde da Matola Gare, porque tem condições para isso”, prometeu Muchanga.
O cabeça-de-lista da Renamo falou das estradas, tendo dito que “não faz sentido que um presidente construa e inaugure a mesma estrada duas vezes no mesmo mandato”. As estradas devem ter 15 anos de bom estado, por isso nós queremos fazer estradas resilientes para durarem mais tempo”.
O cabeça-de-lista da Renamo em Quelimane pede a reversão de serviços básicos de saúde e educação para a gestão municipal. A Frelimo prometeu melhorar o saneamento do meio, mais água e iluminação pública. O MDM prometeu reabilitar todas as estradas da cidade, construir pontes e comprar mais autocarros para os munícipes.
Os três principais partidos que concorrem à governação do Município de Quelimane concentraram, ontem, as duas agendas em diferentes mercados da capital provincial da Zambézia .
O cabeça-de-lista da Renamo recebeu, primeiro, na sede distrital do seu partido, o manifesto eleitoral de criança de Quelimane que esperavam ser incluídas na próxima governação municipal, caso seja eleito.
Dentre as várias preocupações das crianças, o destaque vai para a melhoria de serviços de saúde e educação.
“Nós já pedimos para descentralizarem os serviços primários de saúde e educação. O Governo da Frelimo está a nega cumprir um processo que é legal à luz do decreto de 2006. Não quer porque sabe que vai perder o controlo sobre os professores que têm sido usados para roubar votos”, acusou Manuel de Araújo, cabeça-de-lista da Renamo em Quelimane.
Depois disto, Manuel de Araújo seguiu para o mercado Aquima, onde prometeu melhoria de condições da infra-estrutura.
“Queremos colocar uma creche para que as mães vendedeiras coloquem os seus filhos a serem cuidados enquanto elas (as mães) estão a trabalhar. Nós recebemos ajuda dos nossos irmãos de Portugal. São dois contentores que têm os produtos que são para vocês que sofreram com o ciclone Freddy. Quando o meu primo vier aqui (no mercado Aquima), perguntam-lhe porquê Nyusi e Maleiane não querem libertar os vossos produtos”, disse Manuel de Araújo.
O cabeça-de-lista da Frelimo escolheu o mercado Brandão para convencer o eleitorado que o seu partido é a opção certa para governar Quelimane e explicou porquê.
“Nós queremos melhorar as condições de saneamento, dar estradas de qualidade, água e teremos fundo para apoiar as mães e pais vendedores a crescerem no negócio”, prometeu Lourenço Gani, cabeça-de-lista da Frelimo em Quelimane.
Caso seja eleito, Gani promete que será um edil presente. “Eu serei o presidente que, se for para sair, será para ir buscar soluções fora do país para desenvolver o nosso município e melhorar a vida dos munícipes”, assegurou Lourenço Gani.
O cabeça-de-lista do MDM para a cidade de Quelimane esteve no mercado, onde partilhou o plano que tem para o município caso o seu partido vença as eleições de 11 de Outubro.
“Nós vamos trazer sistemas de abastecimento de água para os bairros; queremos comprar autocarros para transporte de passageiros em todos os bairros e reabilitar todas as estradas. Isto faremos seis meses depois de sermos eleitos. Vamos comprar 12 camiões. O orçamento já está garantido”, prometeu Bruno Dramusse, cabeça-de-lista do MDM em Quelimane.
O Presidente da República diz que, este ano, o país não pode ser palco de violência eleitoral. Filipe Nyusi apela à denúncia sincera dos ilícitos eleitorais e não à vitimização. Nyusi falava na manhã de hoje, em Maputo, após a inauguração de dois tribunais distritais.
Por conta do momento político em que o país vive, o mote do discurso do Presidente da República foram as eleições, tendo destacado que, apesar de este ser um momento de festa, a experiência mostra que a realização de eleições resulta, nalgumas vezes, em actos que podem colocar em risco às actividades económicas, políticas, jurídicas e até de seguranca.
Isso porque, segundo Nyusi, algumas pessoas preferem usar a violência, tanto física como verbal, para resolver os conflitos, o que resulta na violação da lei.
“No decurso do processo eleitoral, há situações em que pessoas mal-intencionadas usam a oportunidade para fazer importações ilegais, para depois justificar que fizeram para sustentar as acções político-partidárias. Deparamo-nos com o abuso das liberdades fundamentais, por falta de literacia jurídica, ou seja, cidadãos que não sabem quais são os seus direitos e deveres são facilmente manipulados por interesse de quem pretende alcançar o poder”, disse.
Nyusi exemplificou dizendo que algumas pessoas são instadas a agredir os opositores sem saber os motivos e até a sabotar o material de propaganda dos partidos rivais.
Ademais, falou dos conflitos entre delegados dos partidos no acto de contagem dos votos, privação da liberdade dos membros da mesa e assembleia de voto por tentativa de fraude, mas também do que chamou de ordens ilegais.
“É nosso entendimento que, só com a denúncia sincera dos ilícitos, não falo de denúncias fabricadas, isto é sem esforço de vitimização e a resolução dos contenciosos eleitorais, baseados na teoria constante de diálogo e na criação da confiança mútua, dos diversos actores, teremos cada vez mais melhores processos eleitorais.”
Essas denúncias, conforme explicou o Presidente da República, deverão ser feitas aos tribunais distritais, que são a primeira instância para resolução desses conflitos, por isso exigiu dos mesmos celeridade no julgamento desses casos.
“Devem estar cientes de que, ao julgar, é necessário observar os princípios de neutralidade e transparência. É essencial conciliar os diferentes pontos de vista, considerando que as actividades eleitorais são do mais elevado interesse nacional e têm prioridade sobre as demais neste período em que nos encontramos”, ordenou.
Nyusi referiu que a imparcialidade e a celeridade dos órgãos de justiça geram credibilidade e respeito pelo voto depositado na urna, como também vai garantir o respeito das instituições pela sociedade e pelos partidos políticos, não só nesta época, como sempre.
Por fim, Nyusi apelou para que haja eleições ordeiras, pacíficas e que se evitem tumultos.
PR INAUGURA DOIS TRIBUNAIS NA CIDADE DE MAPUTO
Foto: O País
Filipe Nyusi falava na manhã de sexta-feira, após inaugurar dois tribunais, um no distrito de KaLhamanculo e outro na KaMavota, na Cidade de Maputo. Estes tribunais juntam-se a outros dois já inaugurados na capital do país, que são os tribunais judiciais de KaNyaka e KaTembe.
Segundo o Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, a Cidade de Maputo absorve metade do movimento processual de todo o país, uma demanda muito grande, para um local onde não há salas suficientes para julgamentos, “o que nos obriga, muitas vezes, a recorrer ao arrendamento e a uma prática que não ajuda naquilo que é o desiderato da celeridade processual, por causa da exiguidade de espaços e número de sala de audiências; a Cidade de Maputo recorre à escala de julgamentos, portanto, mesmo que o juiz tenha processos prontos para julgamentos, porque as salas não são suficientes, temos que fazer escalas”, relatou.
É por isso que, segundo Muchanga, com a entrega destes dois tribunais, estes dilemas serão ultrapassados.