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O País – A verdade como notícia

Convidados destacam regresso às raízes e inovação no discurso de Chapo

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o

Calcorreando alguns  bairros periféricos da capital do país, o cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, passou uma mensagem de mudanças ao nível do ordenamento territorial e acesso ao financiamento aos jovens. Mondlane garante apostar no desporto, área na qual pretende acabar com a transformação de campos de futebol em espaços de comércio.

Este fenómeno tem “tirado sono” aos desportistas que, regra geral, lamentam o facto de os jovens deixarem de ter um espaço privilegiado não só para práticas saudáveis como também para evidenciarem o seu potencial.

“Os campos estão a ser substituídos pela actividade comercial. Então, nós queremos reverter este cenário. Os parques, os jardins, as infra-estruturas desportivas, os lugares onde se faziam ginástica, nós queremos retomar isso para aumentar a oferta de espaço para a prática desportiva.”

Venâncio Mondlane reiterou que vai apostar na revitalização  de parques na capital, tendo prometido que vai transformar o espaço do Jardim Zoológico no maior parque da região.

“Nós queremos converter o Jardim Zoológico numa coisa bonita, coisa única que nunca existiu em Moçambique. Portanto, em termos simples e directo, o que isso significa? Vamos converter numa éspecie de um jardim em grande dimensão em que vais ter, dentro do próprio espaço, serviços variados. Estamos a falar de serviços bancários, serviços de telefonia móvel, galerias de arte, espaço para prática desportiva e piqueniques e escolas técnico-profissional ali dentro”, garantiu o cabeça-de-lista da Renamo.

Na periferia de Maputo, Venâncio Mondlane disse ainda que, acima de tudo, pretendia transmitir uma mensagem de valorização da dignidade humana.
Mondlane entende que “quando referenciamos à dignidade humana, passamos para outro ponto capítulo que tem a ver com o valor do trabalho que as pessoas fazem”.

Dar o melhor “tratamento” aos jovens que ganham o seu pão no dia-a-dia, exercendo actividades na rua, debaixo de muitas dificuldade, é, segundo Mondlane, uma das suas grandes apostas caso seja eleito edil de Maputo.

“Nós queremos quebrar o mito de que há uma espécie de um conflito entre o formal e o informal. Estamos a passar a mensagem de que, na nossa governação, o estar no informal e  estar no formal, ter uma licença ou não ter uma licença, é meramente uma questão de um papel ou documento. Mas o que nós queremos é a intenção que a pessoa tem de trabalhar honestamente para alimentar a sua família e para dignidade dos seus filhos.”

O cabeça-de-lista da Renamo frisou ainda que “a mensagem que estamos a transmitir não é de levar o emprego feito, neste caso empresas registadas do grupo A” porque são, segundo suas palavras, “o país não consegue ter mais de cinquenta mil empregos feitos por ano do Rovuma ao Maputo. Só em Maputo temos 300 mil desempregados.”

Neste mesmo prisma, Venâncio Mondlane considerou que a sua visão passa por “apostar em escolas de formação técnico-profissionais que vão ter representações em todos os distritos nos quais iremos formar os jovens a custo zero”.

Mondlane diz ainda que “estamos a falar de cursos de curta duração de seis meses até um ano como serralharia, carpintaria, construção civil, portanto, cursos modernos como designer, edição de vídeos e produção”.

O cabeça-de-lista da Renamo diz pretender “resgatar Maputo”, o que não passa apenas pelo seu “aspecto exterior como as estradas, lojas e árvores”, mas sim “resgatar a dignidade do maputense para que se sinta orgulhoso de estar na Cidade de Maputo.”

O Presidente da República desafiou, hoje, a nova secretária de Estado em Sofala a trabalhar para a conclusão do DDR. Filipe Nyusi lançou o desafio no empossamento de Cecília Chamutota.

Nomeada semana passada, a nova secretária de Estado da província de Sofala foi empossada, esta segunda-feira, pelo Presidente da República.
Durante a cerimónia, Filipe Nyusi apontou algumas áreas cruciais, que deverão merecer a atenção de Cecília Chamutota, com maior destaque para o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

“Encontramo-nos numa fase derradeira de implementação das acções de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, o que exige de nós a reafirmação do nosso compromisso com a paz, tolerância e coexistência social”, disse o Chefe de Estado.

Filipe Nyusi recomendou, igualmente, à nova secretária de Estado em Sofala a trabalhar com pessoas experientes e competentes para o benefício da população, uma vez que a província de Sofala é ciclicamente afectada pelos efeitos das alterações climáticas.

“Para o efeito, procura tirar proveito da existência de quadros competentes e experientes na província de Sofala, desde os administradores distritais, membros do Conselho dos Serviços de Representação do Estado e do Conselho Executivo Provincial e do sector privado”, exortou.

Por seu turno, Cecília Chamutota diz contar com o apoio das equipas dos diferentes ramos de actividade, em Sofala, para o alcance dos objectivos traçados.

A empossada acredita que só com o apoio de todas as forças vivas da província de Sofala poderá alcançar as metas traçadas.
Na mesma cerimónia, foi empossado Fernando Chomar como chefe de Protocolo de Estado.

A Renamo em Quelimane privilegiou contacto interpessoal no Mercado Lixo e uma passeata pelas artérias da cidade. A Frelimo optou por campanha porta-a-porta para conquistar o voto. Já o MDM prometeu mudar pontes, estradas e água caso sua lista seja eleita.

Os três principais partidos, que concorrem à governação da cidade de Quelimane, estão a acelerar o seu passo para garantir que, no dia 11 de Outubro, a sua lista seja eleita. 

Esta segunda-feira, ao sétimo dia da campanha eleitoral, os cabeças-de-lista foram à rua para vender os seus projectos de desenvolvimento para a cidade de Quelimane.

O cabeça-de-lista da Renamo continua a privilegiar passeatas pelas artérias da cidade de Quelimane, arrastando membros e simpatizantes do partido.

Ainda esta segunda-feira, Manuel de Araújo, na companhia da sua esposa, manteve contacto interpessoal com os vendedores do Mercado Lixo, onde prometeu desenvolver a cidade. 

A Frelimo fez chegar, de porta em porta, a sua mensagem aos eleitores, não só através do seu cabeça-de-lista, mas também da secretária-geral da OMM, Mariazinha Niquice. 

“Queremos mudar a cidade de Quelimane; está cheia de covas, de lixo. Então, nós como Frelimo, temos o manifesto e o programa para mudar o cenário”, disse Mariazinha Niquice, em contacto com os eleitores. 

Lourenço Gani reiterou a sua pretensão de mudar Quelimane caso seja eleito. “Votar Frelimo é votar nas melhores condições de vida. O bairro está todo degradado e com problemas de saneamento. A solução está com os jovens. Quem decide são vocês. Estamos a pedir o vosso voto”, pediu Lourenço Gani, cabeça-de-lista da Frelimo em Quelimane. 

Já o MDM manteve contacto interpessoal com os potenciais eleitores e deixou promessas. 

“Somos número um no boletim de voto. Se escolherem o MDM, estarão a votar em projectos que vão desenvolver a cidade de Quelimane. Está a votar na ponte sobre o rio Inhangome, na estrada boa e machimbombos que hão-de vir até aqui (interior do bairro)”, prometeu Bruno Dramusse, cabeça-de-lista do MDM em Quelimane. 

Em Quelimane, as caravanas da Frelimo e Renamo cruzaram-se num ambiente pacífico.

Júlio Parruque, cabeça-de-lista da Frelimo, na autarquia da Matola, afirmou que vai garantir um bom ambiente de negócios para os empresários da cidade da Matola.

Neste sétimo dia da campanha eleitoral, Júlio Parruque centrou as suas energias a apresentar a cerca de 100 agentes económicos, que estiveram em representação de vários que actuam nos três postos administrativos da autarquia, nomeadamente da Matola-sede, da Machava e de Infulene, os seis pontos-chave da sua governação, caso vença, nas eleições de 11 de Outubro.

Júlio Parruque assegurou aos empresários que, para a Frelimo, o sector privado é parceiro mais que fundamental, é estratégico.

“Este encontro com o sector privado é muito importante, queremos emitir o sinal de que estamos juntos, hoje, na campanha e durante os próximos cinco anos. Sentimos que a Matola está connosco, sentimos conforto, encoraja-nos muito, é sinal de que os munícipes reconhecem o esforço da Frelimo, apesar da conjuntura na Matola. Nós queremos servir a Matola com humildade, transparência e competência”, frisou.

Na ocasião, Parruque partilhou as seis linhas de força para a sua governação, destacando a sua importância para a actividade dos empresários da autarquia. Para o cabeça-de-lista da Frelimo, a segurança, a recolha de lixo, a boa condição de estradas e o transporte de passageiros, a urbanização, o emprego para jovens e a boa governação e inclusão são as prioridades.

“Queremos contribuir para dar resposta aos raptos. Queremos que o empresário se sinta protegido e viva tranquilo. Havemos de apelar à colaboração do sector privado. Porque a estrada beneficia à população e aos empresários. A Matola, nos últimos cinco anos, reinventou-se para construir e garantir a manutenção das estradas. No transporte de passageiros o sector privado também entra com os chapa 100. Queremos matolenses fortes no transporte”

No ponto de emprego para jovens, “precisamos muito da vossa colaboração, a colaboração dos empresários. Queremos que a juventude “matolense” sinta que está a ser valorizada e beneficiada pelas oportunidades existentes.

Júlio Parruque acrescentou que o desenvolvimento do sector privado na Matola, é o desenvolvimento dos mais de um milhão de habitantes da autarquia. Deixou ainda a promessa de que a burocracia será minimizada e a corrupção será combatida. Nós queremos caminhar juntos. Queremos que vocês se sintam incluídos, com bom ambiente de negócios, onde a burocracia é minimizada e a corrupção é combatida. Porque nós queremos que os negócios corram bem. Para que possamos contribuir para os impostos e porque devemos empregar os jovens. Porque esta cidade tem potencial”, concluiu.

O cabeça-de-lista de lista da Renamo, na Matola, voltou hoje ao mercado de Malhampsene para prometer aos seus vendedores um sistema de combate a incêndios.

Foram as primeiras palavras proferidas pelo homem da Renamo, que se propõe, tal como disse, a resgatar Matola do abismo. Rodeado de dezenas de membros e apoiantes da sua formação política, enquanto falava, Muchanga avançou que para além de um sistema de prevenção e combate a incêndios todos os comerciantes daquele mercado serão inscritos na segurança social.

“Vamos criar condições para o combate a incêndios, neste mercado, vamos criar condições para que os vendedores tenham comparticipação na segurança social. Queremos, em geral, que vocês tenham melhores condições no mercado, o dinheiro colectado será, primeiro, investido no mercado para saneamento, para termos um mercado limpo, com sanitários, com iluminação, água potável e segurança”, prometeu o cabeça-de-lista da Renamo.

O combate aos raptos na Matola foi outra garantia de Muchanga, porque segundo defende, sem investimento de empresários, a economia da cidade regride.

“Os raptos estão a destruir o nosso país, os empresários estão a fugir, não estão a investir e a pobreza está a tomar conta de nós. Votem no número dois, votem na Renamo, vamos mudar isso”.

Ao som de música tradicional e com cânticos locais, a comitiva de António Muchanga, que privilegiou, esta terça-feira, o contacto interpessoal com comerciantes de Malhampsene, prosseguiu em caravana para a Matola-Gare, onde deu continuidade à campanha eleitoral.

Stella Zeca, cabeça-de-lista da Frelimo, esteve, esta segunda-feira, no bairro de Cerâmica, onde prometeu construir, caso vença as eleições, um centro de formação municipal.

“Iremos trabalhar em parceria com outras instituições de formação profissional. Os jovens daqui, em Cerâmica, irão beneficiar-se de cursos de serralharia, electricidade, carpintaria e pedreiros, para quando estiverem a construir as vossas casas não depender de profissionais de outros bairros ou até da cidade de Dondo. Aqui, em Cerâmica, iremos também, se nos elegerem, construir uma escola secundária. Queremos que os jovens deste bairro deixem de percorrer vários quilómetros a pé em busca de um local para estudarem”, prometeu Zeca.

Ainda em Cerâmica, a Frelimo, através da chefe da Brigada Central de Assistência a província de Sofala, Margarida Talapa, acusou o MDM de nada fazer em prol da comunidade daquela zona.

“Aqueles outros estão no poder há cerca de 20 anos. Estão sem escolas e as estradas estão degradadas aqui, em Cerâmica. Vote na nossa menina de ouro, porque só com Stella Zeca e a Frelimo é que Cerâmica terá dias melhores”, prometeu Talapa.

A Polícia da República de Moçambique registou, nos primeiros quatro dias de campanha eleitoral, cinco casos de ilícitos eleitorais nas cidades Maputo, Xai-Xai, Quelimane e Nampula.

Trata-se de ilícitos ligados à destruição de material de propaganda eleitoral.

Segundo o porta-voz da PRM, Orlando Mudumane, citado pela Rádio Moçambique, houve igualmente registo de três casos criminais, com destaque para ofensas corporais, em que membros de partidos políticos envolveram-se em agressões físicas.

O Movimento Democrático de Moçambique garantiu, esta segunda-feira, estar convicto de que a vitória é certa no dia 11 de Outubro, deixando claro que se necessário vai dar a vida pelos munícipes da Matola.

O partido disse ainda estar pronto para governar a autarquia e promete a melhor gestão de todos os tempos.

A garantia foi dada por Elias Langa, membro da comissão política nacional do MDM a um residente do bairro Fomento, que se disse cansado da actual gestão do município da Matola, à entrada para o oitavo dia da campanha para as sextas eleições autárquicas de Moçambique.

“Nós estamos cansados. E essa pessoa da qual estamos cansados, vocês conhecem. É uma pessoa que está sempre a fazer coisas negativas”, lamentou Armando Macamo.

Uma lamentação prontamente respondida, em forma de apelo, pelo membro do MDM, Elias Langa, que assegurou mudanças, em troca do voto, no dia 11 de Outubro.

“Nós, agora, queremos que vocês dêem oportunidade a nós, MDM. Quando se afirmar que nós ganhamos, meus amigos, ainda que seja à força, nem que seja para a gente morrer, vamos entregar a vida pelos munícipes da Matola. Nós só queremos de vocês confiança”, vincou Elias Langa.

O cabeça-de-lista desta formação política, Augusto Pelembe, que manteve contacto interpessoal e porta-à-porta com os moradores do Fomento, ouviu outras lamentações, como de Adelina Mabote, vendedeira que se mostra agastada com o alto custo de vida, a falta de transporte, de saneamento condigno, mesmo depois das promessas, feitas em 2018, pelo actual edil da Matola.

“Eu já não voto na Frelimo, já chega, não temos nem salário, a vida está cara, eu tenho uma banca em casa que não rende, porque tudo está caro, este ano vamos dar a vocês a chance, porque mesmo a Renamo não valorizou o voto que demos, há cinco anos”, reafirmou Adelina.
O MDM esteve esta segunda-feira a trabalhar nos bairros Fomento e Matola “F”.

Esta é a segunda e última semana de campanha eleitoral no país. Os partidos políticos na Cidade da Beira começam a intensificar suas actividades de “caça ao voto”.

Esta manhã o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) está a trabalhar no bairro 21, mais conhecido por Ngupa, no posto administrativo de Inhamizua, onde promete reabilitar a principal Estrada que dá acesso ao bairro, caso seja eleito. Albano Carige promete também financiar formação de jovens, reabilitar a escola local e a unidade sanitária do bairro 21.

A estratégia que está a ser usada pelo MDM continua a ser o contacto interpessoal.

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