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O País – A verdade como notícia

Chapo ameaça mão pesada contra posse ilegal de armas após fim da amnistia

Presidente da República anuncia medidas coercivas contra quem não entregar voluntariamente armas de fogo em situação irregular e exige maior disciplina e respeito pelos direitos humanos às Unidades de Operações Especiais e de Reserva da PRM. O Presidente da República, Daniel Chapo, advertiu que o Estado moçambicano vai adoptar medidas

O Presidente da República desafia as instituições da justiça a actuarem de forma integrada para uma justiça mais célere e acessível aos cidadãos. Filipe Nyusi falava hoje, durante uma saudação por ocasião do Dia da Legalidade.

O Presidente da República recebeu no seu Gabinete de trabalho titulares e membros de diversas instituições do sistema da administração da justiça para uma saudação, no âmbito do Dia da Legalidade, assinalado este domingo.

Filipe Nyusi, falou da responsabilidade destes actores na garantia do acesso a uma justiça célere e destacou os avanços alcançados.

A par das realizações, o Presidente da República referiu-se ao que continua a desafiar o sistema nacional de justiça. Nyusi entende que só serão alcançados resultados positivos com uma actuação integrada.

No encontro, o Presidente da República recebeu das instituições de administração da justiça um troféu alusivo às conquistas da administração da justiça.

O vice-presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Fernando Mazanga, diz que a informação contida no acórdão do Conselho Constitucional com relação ao provimento dado à Renamo na autarquia de Quelimane não constitui a verdade. Mazanga responsabiliza o presidente da CNE,  Dom Carlos Matsinhe,  por tudo o que está a ocorrer em torno dos resultados eleitorais em Quelimane. 

Na última quinta-feira, o Conselho Constitucional deu a conhecer, através de um  acórdão, que deu provimento à reclamação da Renamo com relação aos resultados não apurados correspondentes a 39 mesas. O vice-presidente da CNE, Fernando Mazanga, rebate o Conselho Constitucional e  diz que a informação não corresponde à verdade.

“Não corresponde à verdade. Este acórdão do Conselho Constitucional não corresponde à verdade. Na Comissão Nacional de Eleições, como vos disse, anteriormente, aquilo que se concluiu é que deviam chegar a Maputo essas 39 actas que, na verdade,  são 15 actas, para poderem ser reverificadas pela CNE. Entretanto, aquilo que diz o acórdão do Conselho Constitucional não corresponde à verdade, repito, não corresponde à verdade. E isto pode impactar negativamente na sua tomada de posição”.

Mazanga diz ainda que não houve consenso na CNE no processamento da informação enviada ao Conselho Constitucional, tendo acusado o presidente da Comissão Nacional de Eleições de sonegar informações.

“O Conselho Constitucional diz que as 39 actas e editais foram incluídos no apuramento da Comissão Nacional de Eleições e que este apuramento foi por consenso na Comissão Nacional de Eleições. Não houve consenso”.

Na conferência de imprensa decorrida este domingo, na sede nacional da Renamo, Abílio da Fonseca, coordenador-adjunto da comissão de operações eleitorais, apresentou  dados que sustentam a posição da Renamo.

“Para o caso da Comissão Nacional de Eleições, são apenas 15 mapas, de acordo com o mapa que diz que 15 actas não foram processadas e não 39. São 15 actas que não foram processadas, entretanto, o mapa traz 100% de mesas. Aí estamos em dúvidas até aqui em relação ao resultado que saiu em Quelimane”.

Fernando Mazanga responsabiliza o presidente da CNE, Dom Carlos Matsinhe, por tudo o que está a ocorrer em torno dos resultados eleitorais em Quelimane.

“A essência desta conferência de imprensa é no sentido de denunciar a apatia, a inércia e negligência do Presidente da Comissão Nacional de Eleições em não ter levado a sério este assunto que acaba por impactar nos resultados, sobretudo de Quelimane”.

Mazanga diz que a situação que está a ocorrer em Quelimane é apenas um exemplo do que está a acontecer em municípios que Renamo reclama vitória.

Os juízes dizem que tudo o que os tribunais decidiram sobre a anulação da votação ou recontagem de votos em alguns distritos foi com base na lei, a mesma que atribui poderes a estes órgãos distritais na época das eleições como tribunais eleitorais para decidirem sobre os pleitos.

Foi através de Holden Phele, porta-voz da Associação Moçambicana de Juízes (AMB), que esta reacção veio a público, depois de o jornal O País questionar sobre o seu entendimento acerca dos pronunciamentos do  Conselho Constitucional (CC)através dos acórdãos sobre o processo eleitoral, que afirma que não compete aos tribunais distritais anular ou validar os resultados das eleições, e chama para si essa prerrogativa.   

Phele não quis apontar quem tem ou não razão nesta situação. Pelo contrário, foi cauteloso, ao afirmar que o  CC é um “órgão soberano e que decidiu com base naquilo que lhe foi apresentado e, do mesmo modo, os tribunais são entidades soberanas e decidiram, os juízes, em função daquilo que lhes foi solicitado em consonância com a lei”.

O posicionamento do órgão de competência especializada em questões jurídicas constitucionais começou, no presente processo eleitoral, quando chumbou o despacho do Tribunal Distrital de Chókwè, na província de Gaza, que tinha declarado nulos os resultados da votação naquele município, no dia 11 de Outubro, e que deram a vitória à Frelimo.

Holden Phele foi questionado, também, sobre a detenção e julgamento de cidadãos supostamente envolvidos em tumultos, durante as manifestações em contestação dos resultados eleitorais.

De acordo com Phele, o julgamento desses casos foi igualmente com base na lei e não cabe aos juízes interpretar a actuação da Polícia durante os tumultos.

“Os tribunais julgam com base na Constituição e nas demais leis. Os processos que chegam têm uma determinada base que cabe aos tribunais apreciar, é dever os tribunais decidir estes litígios, e onde o tribunal entende que não há matéria para condenar, naturalmente, vai absolver, e os tribunais que o fizeram assim fizeram-no com base no material que foi apresentado”, disse Phele.

Ainda sobre os tumultos, o juiz do Tribunal Judicial de Alto-Molócuè está a ser vítima de ameaças de morte, por supostamente ter ordenado a liberdade condicional de 34 pessoas supostamente envolvidas nos motins.

Segundo o juiz, o caso é uma prova de que a classe, no país, não tem segurança, até porque são poucos os juízes que têm seguranças para eles e para a família, e esses só acontecem quando os casos nos quais os juízes trabalham são mediáticos.

“Costumamos dizer que se os juízes continuam a caminhar é porque os que pretendem fazer-lhes mal ainda não decidiram o fazer”, lamentou.

Phele falava após a Assembleia-Geral da Associação Moçambicana de Juízes, na qual, dentre as várias questões, se discutiu a Tabela Salarial Única, que ainda é causa de descontentamento na classe, e as conversações continuam até que as reclamações sejam resolvidas.

Na reunião, foram aprovados, ainda, a alteração do estatuto dos magistrados e o plano estratégico do quadriénio 2023-2027.

O MDM convocou à imprensa, neste sábado, na cidade da Beira, para através do seu mandatário, Domingos de Albuquerque, acusar o Conselho Constitucional de ter desvalorizado as provas apresentadas por este partido, no seu recurso, nomeadamente actas e editais originais relativas as mesas onde foram registados discrepâncias que alegadamente prejudicaram este partido em cerca de 24 mil votos que, foram atribuídos ao partido Frelimo.

“Como se explica que quer o tribunal Judicial da cidade da Beira, quer o Conselho Constitucional, não tenha recorrido diligências a Comissão Distrital de Eleições da cidade da Beira para este demonstrar a origem dos 24 mil votos que foram inventados a favor da Frelimo, prejudicando o MDM”, perguntou o mandatário.

De acordo com o acórdão do CC, o recorrente, neste caso o MDM, no seu recurso não detalhou as irregularidades e nem apesentou provas documentais da subtração dos 24 mil votos.

Reagindo o MDM referiu que “no nosso recurso para além das actas editais, devidamente autenticadas, ainda reforçamos com um documento indicando com clareza, as escolas e o número das mesas onde aconteceram as discrepâncias, que foram submetidos ao Tribunal Judicial da cidade d Beira e ao Conselho Constitucional”, garantiu Albuquerque.

Para o MDM o CC não fez justiça eleitoral. “É pena que a nossa Constituição da República, diz que os acórdãos do Conselho Constitucional são irrecorríveis. Vamos informar isso aos beirenses e um dia o povo irá recorrer contra as injustiças eleitorais”, terminou Albuquerque.

Refira-se que dados da CNE indicam que na Beira o MDM ganhou com 113 mil votos, a Frelimo obteve 73 mil e a Renamo 7 mil.

O director adjunto distrital do STAE em Quelimane, Maia Madeira Maia, denúncia irregularidades no processo de verificação de lacunas referente as actas e editais do apuramento Autárquico intermédio, efectuado pela Comissão de Eleições da Cidade de Quelimane, segundo ordena a Comissão Nacional de Eleições ,na Instrução Nr 19/CNE/ 2023 de 25 de Outubro. 

Face ao recurso que a Renamo interpôs para a contagem das 39 actas e editais que não tinham sido contabilizadas no processo intermédio, pela comissão distrital de eleições de Quelimane, por alegada irregularidades, no acórdão 44/Cc/2023 o Conselho Constitucional deu provimento parcial para a contagem.  A comissão Distrital de Eleições reuniu-se esta sexta-feira e o director adjunto do STAE reagiu ao encontro. 

Mia Couto espera que a actuação dos órgãos de justiça sobre as irregularidades eleitorais mostre que a democracia vale a pena. O escritor espera que a justiça não sofra pressão do poder político. 

Apesar das várias contestações à volta das eleições autárquicas, o escritor Mia Couto tem um olhar positivo sobre o processo. 

Perante vários processos de contencioso eleitoral nas mãos dos órgãos de administração da justiça, o escritor espera dos tribunais e do Conselho Constitucional uma actuação independente da pressão do poder político. 

Mia Couto espera que as contestações sobre os resultados eleitorais sejam resolvidas, de modo a que não se perca esperança sobre a democracia e a importância da participação dos cidadãos na vida política.

A primeira-dama da República de Moçambique, que visita a República da Turquia desde a passada terça-feira, manteve um encontro, esta quarta-feira, com a sua homóloga Turca, Emine Erdoğan.

As primeiras damas não prestaram declarações à imprensa, entretanto o Jornal O País sabe que a presença de Isaura Nyusi naquele país do Médio Oriente visava fortalecer a cooperação nas áreas social e ambiental.

Foi nessa sequência que as duas nações assinaram instrumentos Jurídicos, segundo explicou o Director da Planificação e Cooperação no Ministério da Terra e Ambiente, Francisco Sambo.

No primeiro dia da visita de Trabalho àquele País, Isaura Nyusi participou, na capital Istambul, no evento alusivo ao Dia das Cidades, promovido pela ONU Habitat.

Neste encontro, foi igualmente destacada a necessidade do reforço da consciência dos gestores dos pelouros da Terra e ambiente dos dois países e seus povos, sobre o Compromisso Global de Zero Resíduos para o Mundo, um compromisso assumido à margem da 77ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

O Presidente da República diz que a pobreza não se acaba com palavras ou simpósios e que, quando foi convidado, involuntariamente, a dar a sua contribuição à pátria, escolheu resolver os problemas do povo. Filipe Nyusi falava no distrito de Machaze, após inaugurar a segunda maior unidade sanitária da província de Manica, depois do Hospital Provincial de Chimoio.

No seu discurso, Nyusi explicou o conceito de liderança que norteia a sua governação. “Liderança é gerir a Nação por objectivos e resultados, garantindo hospitais, provendo água e mais emprego aos moçambicanos. Lançamos à terra a semente, a iniciativa presidencial ‘Um distrito, um hospital’, e hoje, orgulhosamente, estamos a colher o fruto, este fruto chama-se Hospital Distrital de Machaze, um hospital que reduz a distância de muitos cidadãos, um hospital que descongestiona o Hospital Provincial de  Chimoio. Compatriotas, isto se chama liderança”, afirmou o Presidente da República.

No seu discurso, Filipe Nyusi explicou que, quando foi escolhido para servir aos moçambicanos, adoptou um modelo de governação que não se limita a intenções. “O modelo de governação que nós escolhemos é o de resolver problemas do povo, da cidade para o campo, ou do campo para a cidade, em pouco tempo. Este foi o nosso entendimento quando involuntariamente fomos convidados para dar a nossa contribuição modesta a esta pátria”, justificou.

O hospital ora inaugurado por Filipe Nyusi esta quinta-feira, em Machaze, Manica, tem serviços de maternidade, laboratório, radiologia, entre outros que, antes, para ter acesso, a população recorria ao Hospital Provincial de Chimoio, ou de Muxungue, na província de Sofala.

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