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O País – A verdade como notícia

Convidados destacam regresso às raízes e inovação no discurso de Chapo

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o

O Presidente do Movimento Democratico de Moçambique (MDM), Lutero Simango, apela para a participação de todos no processo de votação e reitera que a Polícia da República de Moçambique deve ser imparcial e garantir apenas a ordem e tranquilidade nas assembleias de voto.

O líder do terceiro maior partido da oposição escalou, esta quarta-feira, a escola Secundária Josina Machel, na Cidade de Maputo, para exercer o seu direito de voto.

Após depositar, na urna, o seu voto, Lutero Simango apelou para o envolvimento de todos os eleitores no processo de votação.

O líder do MDM diz que todos os eleitores são convocados para decidir o futuro das 65 autarquias que foram, esta quarta-feira, à votação.
O político lançou ainda um apelo à Polícia da República de Moçambique, para que seja republicana e não partidária.

“Quero apelar à nossa Polícia da República de Moçambique para que seja republicana; aos nosso oficiais e generais da nossa Polícia para que deixem de ser comissários políticos, o que devem fazer é garantir a defesa da Constituição da República e cumprimento das leis”, apelou Simango, para depois pedir aos cidadãos que garantam que o processo eleitoral seja transparente e justo.

“Por isso, a nossa vigilância total é chamada para que, no fim do dia, seja de facto transmitida, através das urnas, a vontade popular”, reiterou Simango.

A presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, pede respeito pelas opiniões políticas. O Primeiro-ministro diz que a comunidade só fica bem quando todos votam. 

São mensagens como estas que caracterizam o dia de votação na Cidade de Maputo. Depois de exercer o seu direito cívico, a presidente da Assembleia da República, Esperança Bias apelou ao respeito pelas opiniões políticas durante as 11 horas previstas para o processo de eleição de autarcas no país.

No geral a Campanha eleitoral correu bem, todos estamos de parabéns e é isso que temos que fazer, continuar a respeitar as opiniões, disse.

Apelou, também, a calma e tranquilidade, o Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, segundo o governante, a comunidade só fica bem quando todos nós votamos.

Na manhã desta quarta-feira, várias individualidades do Governo foram logo cedo às Assembleias de Voto, no centro da Cidade de Maputo, para escolher o novo edil da urbe. 

Estou satisfeita e gostaria de apelar aos outros cidadãos a afluir nos locais de voto, recomendou Luísa Diogo, antiga primeira-ministra do país.

E porque o processo decorre num ânimo exaltado, no sentido de garantir transparência na contagem dos votos, a Presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, reiterou a importância de manter a calma e confiança nas entidades responsáveis por este ponto.

“Depois de votar, se afastem dos locais de votação, em pleno cumprimento da lei. A pessoa votou e regressou a casa. Eu penso que a partir do fecho das urnas, pelo trabalho que a imprensa tem feito, teremos conhecimento dos resultados eleitorais, sem a necessidade de violarmos a lei e estarmos junto às mesas de votação”, disse.

O presidente do Tribunal Supremo reiterou que os tribunais estão em prontidão para responder a possíveis ilegalidades. Adelino Muchanga recomendou, por isso, a todos a usarem os caminhos legais.

“No lugar de optarmos pela violência ou manifestações legais é melhor que se enverede pela via legal, usando dos mecanismos que  a lei oferece para contestar qualquer situação considerada irregular”, destacou.

Quem também garantiu haver condições de segurança foi o Comandante-geral da PRM.

“Há condições de segurança, de funcionamento, tudo está criado, venham votar”, exortou Bernardino Rafael.

Na cidade de Maputo, o processo de votação decorre com o registro de alguns casos que atentam à ordem, por exemplo, um jovem foi detido esta manhã, na Escola Primária do Triunfo após ter sido encontrado, aparentemente, a tirar fotos do processo de votação. A presidente de mesa disse que é o segundo caso registado. 

Um alegado agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afecto à Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi detido em flagrante na posse de boletins pré-votados na Escola Comunitária 1 de Janeiro, na cidade de Nampula. 

O aludido agente da UIR foi levado pela PRM numa mini-bus quando a população preparava-se para linchá-lo após ver que estava na posse de boletins de voto.

A PRM em Nampula diz não ter informações sobre o alegado agente da UIR que saiu escoltado numa viatura civil de umas das Assembleias de Voto. 

Ainda na cidade de Nampula,  dois delegados de mesa da Renamo foram detidos acusados de ilícitos eleitorais. Um dos detidos foi flagrado com dois cartões de eleitor, segundo a Polícia. O outro detido da Renamo invadiu uma cabine de votação por alegar que um eleitor estava a demorar a exercer o seu direito de voto. 

A PRM diz que os autos foram lavrados e os dois membros vão responder à justiça as fases subsequentes dos processos.

O líder da Renamo, Ossufo Momade, já votou. Depois de exercer o seu direito cívico, na Cidade de Maputo, o presidente da Renamo convidou a todos munícipes, das 65 autarquias, a votarem com a “consciência no lugar”.

“Hoje é dia de festa, não é dia de guerra. Nos queremos uma eleição livre, justa e transparente. Queremos exortar a Policia da Republica de Moçambique (PRM) a cumprir com a lei para que os eleitores possam exercer o seu voto cívico sem ser ameaçado e intimidado”, afirmou Ossufo Momade.

No seu discurso pós-votação, Momade realçou que os eleitores não devem ser intimidados.

Os eleitos cujos nomes não constam da lista são impedidos de votar na cidade de Quelimane. Há, ainda, relatos de morosidade no processo de votação.

Na cidade de Quelimane, os postos de votação abriram, pontualmente, às 08 horas e os eleitores estão a afluir em massa.

Na Escola Primária de Coalane, os eleitores reclamam a questão da morosidade no atendimento e dizem que os idosos e deficientes não estão a ter prioridade.

Na mesma escola, os delegados de candidatura dos partidos políticos reclamam o facto de as listas que eles têm não coincidirem com as dos membros da mesa de assembleia de voto.

Ainda em Quelimane, na Escola 03 de Fevereiro chega-nos a informação de que alguns eleitores não estão a votar porque os seus nomes não constam das listas.

E acrescido a isso, os eleitores, que vão votar nesta escola, também queixam-se da morosidade no processo.

Por volta das 10 horas, num dos postos de votação da cidade da Beira, foram encontrados boletins de votos já preenchidos a favor da Frelimo.

Os boletins de voto ainda não tinham sido inseridos nas urnas quando um dos delegados fez a denúncia.

Trata-se de uma Assembleia de voto instalada no bairro 21, no posto administrativo de Inhamizua, na área de inspecção de viaturas. Os três votos previamente preenchidos foram apreendidos pelos delegados do MDM e encaminhados às autoridades competentes.

Os delegados políticos de todas as formações políticas com representação na Assembleia da República estavam presentes no interior da assembleia de voto.

O “O País” ouviu os outros delegados presentes, mas nenhum confirmou o facto.

O facto gerou muita confusão e a Assembleia de voto deixou de funcionar por algum momento, devido ao incidente.

O cabeça-de-lista da Frelimo em Inhambane,  já exerceu o seu direito cívico. “Estou feliz. Sinto que estou a contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade. Espero que os munícipes da cidade de Inhambane recenseados possam afluir as mesas de votaacao”, apelou Benedito Guimino.

Guimino apelou esta quarta-feira aos eleitores para se retirarem das assembleias de voto, após votarem.

Quem também fez este pedido foi o presidente da assembleia provincial de Inhambane, Eduardo Mussanhane.

“Nós devemos escolher os nossos representantes na administração e gestão do nosso município de Inhambane. Apelo que todos os eleitores que receberam se dirijam muito cedo para poder exercer o seu direito. Depois de votar devem se retirar da assembleia de voto. A nossa função como eleitores é só votar e depois nos dirigirmos as nossa residências”, afirmou Eduardo Mussanhane

O Vice-presidente da CNE, Fernando Mazanga faz um balanço positivo das primeiras três horas de campanha eleitoral, apesar de já terem sido registados alguns incidentes e casos de fraude. 

Nas redes sociais, já circulam vídeos com urnas cheias e boletins de voto já preenchidos, apesar dos apelos feitos anteriormente, para se evitar os casos de fraude. Sobre o assunto, Fernando Mazanga apelou aos partidos políticos a usarem as vias oficiais para denunciarem tais casos, para que os prevaricadores sejam punidos. 

Quanto aos apelos de alguns partidos políticos para que os eleitores se mantenham no local de votação, Mazanga rebate e diz que só se pode ficar a 300 metros do local de votação.

Mazanga usou a ocasião para uma vez mais apelar que o processo seja justo e transparente. “Não podemos ter jogadores que jogam a bola com às mãos”.

Os cabeças-de-lista dos três principais partidos, que concorrem à presidência do município de Quelimane, exerceram o dever cívico nas primeiras horas.

Manuel de Araújo votou na Escola Primária de Coalane, onde apelou a todos os os eleitores a se fazerem às urnas para exercer o seu dever cívico para que, futuramente, não reclamem sobre o tipo de presidente do município terão.

O cabeça-de-lista da Renamo em Quelimane caracterizou as primeiras horas de votação como sendo calmas e garantiu que, mais tarde, voltará ao local da votação para controlar o seu voto no raio de 300 graus conforme manda a lei.

De Araújo queixou-se da Polícia da República de Moçambique que não está a observar o distanciamento de 300 metros das urnas, o que configura um ilícito eleitoral.

O cabeça-de-lista da Frelimo votou no Instituto Industrial e Comercial na cidade de Quelimane, apelando aos eleitores que se façam às urnas e diz estar confiante na vitória.

Lourenço Gani reforçou o apelo para que os eleitores fiquem em casa depois da votação, aguardando pelos resultados.

O cabeça-de-lista do MDM em Quelimane votou na Escola Primária 03 de Fevereiro e disse estar de consciência tranquila após cumprir o seu dever cívico.

Bruno Dramusse também exortou aos eleitores que se façam às urnas para poder decidir o tipo de edil querem para Quelimane.

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