O Governo do distrito da Matola diz que o consumo de bebidas alcoólicas nos recintos escolares não é um caso isolado da Escola Secundária Bonifácio Gruveta. Para lidar com o fenómeno, a PRM na Província de Maputo vai passar a fiscalizar pastas dos alunos antes de entrarem na escola.
Na última sexta-feira, 07 de Agosto, em declarações ao “O País”, pais e encarregados de Educação da Escola Secundário Bonifácio Gruveta Massamba, no bairro Khongolote, no município da Matola, denunciaram o “consumo de bebidas alcoólicos e comportamentos desviantes” de alguns alunos matriculados naquele estabelecimento de ensino, caracterizados por “sabotagens de aulas e roubos e pancadarias entre alunos”.
Nesta segunda-feira, o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, no distrito da Matola, reconheceu que as denúncias dos alunos são reais, e está a disciplinar os alunos sem medidas de expulsão.
De acordo com Danilo Ventura, director distrital, o sector que dirige já realizou “duas grandes reuniões multi sectoriais incluindo a Polícia e a procuradoria para encontrar soluções conjuntas uma vez os visados na sua maioria serem menores que entram em conflito com a lei”.
Os referidos encontros terminaram com planos de acção, e, em cumprimento dos mesmos, o Serviço Distrital acrescenta não serem poucas as vezes que sancionou alunos por embriaguez na escola.
“O que não podemos fazer, é tomar medida de expulsão, porque a escola é também centro de reabilitação. Nessa perspectiva, temos trabalhado com a saúde e outras organizações não-governamentais para a reabilitação desses jovens e adolescentes”, explicou, acrescentando terem sido reactivados em todos os estabelecimentos de ensino do distrito os núcleos antidroga.
A Polícia da República de Moçambique, que esteve, na última sexta-feira, na Escola Secundária Bonifácio Gruveta Massamba a sensibilizar os estudantes, assegurou já ter destacado equipas para “várias escolas para sensibilizar, conversar com alunos e fiscalizar as pastas para ver quem entra com substâncias estranhas”, explicou Carmínia Leite, porta-voz da PRM na Província de Maputo.
A polícia e o Serviço Distrital de Educação dizem que o consumo de álcool nas escolas não é um fenómeno novo e apelam à vigilância de toda sociedade.
É oficial. A Guiné Equatorial declarou, esta segunda-feira, o fim do surto do vírus de Marburg no país, que causou 17 casos confirmados laboratorialmente e 23 mortes em casos reportados como prováveis
“Depois de não se terem registado infeções por Marburg durante os 21 dias estipulados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e após o magnífico trabalho e resultados obtidos na luta e contenção deste vírus: declarei hoje o fim do vírus de Marburg na Guiné Equatorial”, escreveu o vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue, na rede social Twitter, citado pela RTP.
De acordo com dados da OMS, a Guiné Equatorial registou, até 20 de Abril, 12 mortes entre os casos confirmados laboratorialmente, com uma taxa de mortalidade de 75%. Quatro dos casos confirmados recuperaram, sendo desconhecido o que aconteceu ao outro infectado.
O vírus continua activo na Tanzânia, que registou um total de nove casos entre 16 de março e 30 de abril, incluindo oito confirmados laboratorialmente e um provável.
Até à data, foram notificadas na Tanzânia seis mortes, incluindo um caso provável e cinco casos confirmados, e dos casos confirmados, três recuperaram.
O vírus de Marburg, para o qual não há vacina, é transmitido aos seres humanos através de morcegos e propaga-se através do contacto direto com os fluidos corporais de pessoas, superfícies e materiais infetados.
A doença começa de forma aguda, com febre alta, dor de cabeça intensa e mal-estar, podendo evoluir para sintomas hemorrágicos graves e a taxa de mortalidade varia, podendo chegar aos 80%.
Nos últimos cinco anos, a China investiu, em Moçambique, cerca de um bilião de dólares norte-americanos, principalmente em infra-estruturas. A informação foi avançada, hoje, pelo ministro da Indústria e Comércio, durante a abertura da promoção da terceira exposição económica e comercial China–África.
Moçambique vai participar, de 29 de Junho a 2 de Julho, na província de Wuhan, na China, na 3ª Exposição Económica e Comercial China–África, dois anos depois da pandemia da COVID-19.
A participação do país neste evento resulta da forte cooperação existente entre Moçambique e aquele país asiático, segundo defendeu Silvino Moreno, ministro da Indústria e Comércio.
“A nossa participação como país parceiro também assinala a importância das relações económicas e comerciais entre Moçambique e a China como um dos três maiores parceiros bilaterais a nível do comércio. O Governo tem vindo a edificar um ambiente e clima atractivo ao investimento através de um portfólio de reformas estruturais à competitividade de Moçambique em muitos domínios, designadamente na revisão da Lei de Investimentos, Regime da Mera Comunicação e alguns incentivos fiscais no Código de IVA, Imposto de Consumo Específico e Imposto de Rendimento de Pessoas Colectivas”, disse o governante.
O ministro da Indústria e Comércio referiu que o Governo continua na busca de acesso a mercados internacionais para exportação, mas também para investimentos em infra-estruturas diversas.
“A China tem vindo a investir no país em áreas estratégicas e prioritárias, designadamente a agricultura, recursos minerais, transportes e comunicações, turismo e indústria, sendo, por isso, nosso interesse a partir da CAETE incrementar e diversificar a carteira de investimentos. Nos últimos seis anos (de 2017 a 2022), a China esteve entre os países com maior Investimento Directo Estrangeiro em Moçambique, tendo investido cerca de um bilião de dólares norte americanos”, disse.
Já a Câmara do Comércio de Moçambique apela aos empresários moçambicanos, dos sectores público e privado, para aderirem a este evento internacional.
“A Terceira Feira Económica e de Comércio China–África vai ser, sem dúvida, um momento ímpar para a exposição de Moçambique ao mundo e ao mercado chinês em particular. Também vai ser um momento para reforçar a nossa parceria nos sectores da indústria, agro-processamento, recursos minerais, energia, infra-estruturas, fintech, construção e turismo”, explicou Yolanda Fernandes, vice-presidente da Câmara de Comércio de Moçambique
O foco, segundo a gestora, é a busca de estratégias de trabalho conjunto, por forma a incrementar “exportações de produtos de valor acrescentado em vários sectores da nossa economia, com destaque para a agricultura e recursos minerais”.
Os intervenientes falavam, hoje, em Maputo, por ocasião da visita da delegação chinesa da província de Wunan, no âmbito da promoção da Terceira Exposição Económica e Comercial China–África.
Os trabalhadores da Tmcel dizem que só a gestão do Instituto de Gestão das participações do Estado (IGEPE) já está a dar bons frutos e que, por isso, podem avançar sem a intervenção da comissão liderada por Mateus Magala, anunciada na última semana, na Assembleia da República
Não é de hoje, desde a sua criação, na fusão da Mcel e TDM, por decisão do Governo, a Tmcel é descrita como uma empresa problemática. No mês passado, o ministro dos Transportes e Comunicações anunciou uma nova decisão em relação à gestão da firma, que passava por esta ser gerida, no dia-a-dia, pelo IGEPE.
Isso era enquanto se esperava uma segunda opinião de especialistas, já que a primeira não fora acolhida pelo Governo. Na última semana, em sessão de respostas aos deputados, Magala falou também da LAM, outra empresa problemática, mas descreveu-a como melhor que a Tmcel. Por isso, esta última passaria à gestão de uma comissão composta por si, pelo ministro da Economia e Finanças e pela presidente do IGEPE.
“A Tmcel está a perder a sua quota no mercado e a percepção dos clientes em relação à sua marca está em declínio”, assim como as suas receitas.
É aqui onde começa o problema. Os trabalhadores não têm a mesma percepção em relação ao estado da Tmcel. Até convocaram uma reunião geral entre ele e uma conferência de imprensa para falar do que eles sentem no dia-a-dia da operadora de telefonia. “Temos sentimento de esperança e de que a situação está a melhorar e sentimos as mudanças a todos os níveis, por isso acreditamos em nós e achamos que podemos avançar com esta intervenção do IGEPE.”
Ou seja, sem a comissão que Mateus Magala anunciou no Parlamento, composta por si, ministro dos Transportes e Comunicações, pelo ministro da Economia e Finanças e pela presidente do IGEPE. Ademais, há investimentos que correm e que sustentam a esperança.
Dizem mais, que “se não sentíssemos essas mudanças poderíamos estar em condições de dizer que a empresa está em vias de colapso”, disse Fausto Maurício, secretário-geral do Comité de Empresa, que é a representante dos interesses dos trabalhadores da empresa.
A outra questão que criou agitação nos trabalhadores é a possível redução da força de trabalho em 60%, que o governante falou como sendo uma das possíveis saídas. “É que nós não sabemos que critérios serão usados até que se atinja essa meta.”
Bom, o facto é que os 60% não são ainda o dado adquirido, aliás foi uma sugestão de um possível parceiro que queria comprar 80% das acções da Tmcel, passar a dívida de 300 milhões de dólares ao Estado e fazer a diminuição dos trabalhadores. Sobre o que vai acontecer com a empresa, o ministro disse, no Parlamento, que a comissão que ele dirige vai dar o veredicto até ao fim deste mês.
Moçambique já não vai organizar, em 2024, os Jogos do Conselho Superior do Desporto da União Africana – Jogos da Região 5 da União Africana (AUSC-R5), passando a Zâmbia a sediar o evento. A Secretaria de Estado de Desporto fala de elevados custos, perto 1,3 mil milhões de Meticais, num ano de grandes realizações desportivas e políticas. A Reunião do Secretariado do Sector do Desporto da Região 5 do Conselho do Desporto da União Africana, evento que terminou no domingo, em Maputo, confirmou a decisão.
Não será desta que o país voltará a juntar, vinte anos depois, cerca de seis mil pessoas para darem corpo aos jogos do Conselho de Desporto da União Africana, AUSC, Região 5.
É que, em ano de várias realizações desportivas como os Jogos Africanos de ACRA, no Gana; Jogos Olímpicos Paris 2024; Jogos Desportivos Escolares e eleições gerais, o Governo entende ser dispendioso organizar uma prova que vai acarretar custos elevadíssimos. O executivo fala também dos efeitos provocados pelo ciclone Freddy, que deixou um rasto de destruição e forçou intervenções em sectores-chave.
O director de Desporto de Alto Rendimento, Francisco da Conceição, confirmou que Moçambique e a Zâmbia chegaram a acordo para que os zambianos possam acolher a prova, em 2024, e o país sediar a mesma dois anos depois.
“Nós temos vários cenários que podem ter contribuído para que Moçambique não possa organizar os Jogos da AUSC-R5 em 2024: há uma enorme pressão sobre os recursos financeiros do nosso país em 2024. Vale lembrar que, sob o ponto de vista desportivo, no próximo ano haverá a realização dos Jogos Africanos em Acra, teremos os Jogos Olímpicos em Paris, teremos em 2024, os Jogos Desportivos Escolares, e terão lugar as Eleições Gerais. Portanto, há um conjunto de actividades que vão pressionar muito, sob o ponto de vista de tesouraria, o Estado moçambicano, pelo que se chegou à conclusão de que, ao trazer os jogos nessa altura, nós teríamos alguns desafios que poderiam perturbar o bom andamento dos jogos”, explicou Francisco da Conceição.
O certo é que o país se comprometeu, ano passado, a acolher este evento mesmo sabendo que, em 2024, terá pela frente o desafio de participar em várias competições internacionais, definidas como prioritárias.
Porque, afinal, a SED não olhou atempadamente o calendário desportivo antes mesmo de assinar acordos com o Conselho Superior do Desporto da União Africana? Esta foi a colocação feita a Francisco da Conceição, ao que respondeu: “Temos vindo a participar de forma frequente nos Jogos da AUSC-R5. É verdade que no ano passado tivemos uma participação significativa em termos quantitativos de atletas, porque nós íamos receber os jogos e havia necessidade de apresentar a imagem do país e termos a maior representatividade possível. Às vezes, temos desafios que fazem com que a gente não possa levar as modalidades colectivas e apostemos nas modalidades individuais que, por acaso, até têm representado condignamente o país lá fora.”
FEDERAÇÃO E ASSOCIAÇÃO DE CLUBES DIVERGEM SOBRE ARRANQUE DA LIGA ANGOLANA
A Federação Angolana de Futebol (FAF) e a Associação Angolana de Clubes (ANCAF) divergiram hoje sobre o arranque da Liga profissional em Angola, semanas depois de os clubes anunciarem a pretensão da sua implementação na próxima época.
O presidente da FAF, Artur Almeida e Silva, não confirmou a implementação da Liga na próxima época, por considerar faltar ainda melhor sintonia entre as duas instituições, e adiantou apenas que na época 2023/2024 a FAF vai trabalhar para o aumento financeiro por parte do consórcio (Sonangol, Endiama e Sodiam), empresas angolanas que patrocinam o Girabola.
Já o presidente da ANCAF, Alves Simões, disse que os clubes cumpriram com todos os trâmites jurídico-administrativos para a efetivação da Liga de futebol em Angola já na próxima época.
Alves Simões, que disse que a Liga depende apenas da FAF, defendeu a aceleração do processo e consequente implementação urgente da prova, de modo a conferir nova dinâmica ao futebol angolano no que tange a adesão de patrocinadores, qualidade desportiva e melhor aproveitamento das infraestruturas.
Entretanto, o O Petro de Luanda, comandado pelo treinador português Alexandre Santos, vai receber 25 milhões de kwanzas (cerca de 45 mil euros) pela conquista, no domingo, do campeonato angolano de futebol.
m jogo da 29.ª jornada, Kinito, aos 15 minutos, e Tiago Azulão, aos 56, marcaram os golos, que levaram os bicampeões angolanos a conquistar o 17.º campeonato, com 69 pontos, a uma jornada do fim do campeonato.
Com esta derrota, o Interclube caiu de terceiro para quinto, com 49 pontos.
O Petro de Luanda não vai jogar a última jornada por força de calendário.
O Desportivo da Huila, sob comando do treinador português Paulo Torres, venceu o Desportivo da Lunda Sul por 4-3.
Leonel, aos seis minutos, 36 e aos 45, e Jenibi, aos 18, marcaram os golos dos vencedores, enquanto Balakay, aos 35 e 70, e Betinho, aos 55, foram os autores dos golos dos derrotados.
O 1.º de Agosto, segundo classificado, com 60 pontos, perdeu diante do Wiliete de Benguela por 1-0, na província angolana de Benguela, após golo de Nelito, aos 45 minutos.
A Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) procede, esta terça-feira, na sede social da agremiação, ao lançamento da edição 2023 do Torneio de Abertura, primeira competição oficial da época. Trata-se, de resto, de um certame há muito esperado pelos clubes cujas oficinas abriram há três/quatro meses, mas sem competições ao nível da capital devido à dívida de 130 mil Meticais com os árbitros e oficiais de mesa, um valor acumulado desde ano passado.
Procede que, com a aproximação aos homens do apito, a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo conseguiu sensibilizar os mesmos a apitarem aos jogos inseridos no certame “12 horas de basquetebol” realizado no passado dia 5 de Maio, nos pavilhões do Maxaquene e Desportivo Maputo.
Espera-se, aliás, que esta aproximação tenha sido um caminho para se encontrar a solução airosa para que as provas não só sejam retomadas na capital do país como também o pagamento de subsídio aos árbitros e oficiais de mesa seja feito sem sobressaltos.
A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo deve apresentar, igualmente, os passos que pretende dar para que as provas sejam regulares, assim como o calendário que definiu tendo em conta os compromissos das selecções nacionais em competições continentais.
É que, com o arranque tardio das provas, há que acomodar as datas de participação da selecção sénior masculina, por exemplo, no “Afrocan”, competição a realizar-se de 8 a 16 de Julho, em Angola. Esta prova é reservada apenas a atletas que evoluem nas respectivas competições internas, sendo que a mesma irá movimentar 12 selecções.
Há, por outro lado, que ter em conta o “Afrobasket” feminino a decorrer de 28 de Julho a 6 de Agosto, em Kigali, no Ruanda. Mas há também que se acelerar para a realização do Campeonato da Cidade, competição que vai definir os representantes da capital na “poule” de apuramento da zona sul para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal e a Sasol (femininos).
Com o aperto de calendário, a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo é desafiada ainda a definir melhor o calendário por conta dos “nacionais” em masculinos e femininos, assim como a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.
“O que nós prevemos é dar mais jogos durante a semana, ou seja, as equipas fazerem dois ou, se calhar, três jogos. Vamos avançar com uma proposta, que vai permitir dar ritmo aos atletas. Logo que terminar, e se formos a tempo da competição africana, iremos iniciar o Campeonato da Cidade, prova na qual prevemos também fazer disputar dois a três jogos por semana. Apesar de tudo, somos um país com alguma deficiência relativamente a treinos e condições físicas. Isto pode colmatar-se com mais jogos e torneios”, disse Sérgio Hitie em entrevista ao programa “Ao Ataque”.
A agremiação está, igualmente, em conversações com os clubes para definição dos pavilhões que irão acolher os jogos, sendo esta componente fundamental para o sucesso das provas. “Temos o pavilhão do Maxaquene, com luz, desde sábado passado. Reabilitámos o pavilhão anexo do Maxaquene devido aos jogos das camadas de iniciação, isto no período da manhã. Iremos agilizar tudo isto, em coordenação com os clubes, para que todos os jogos decorram sem sobressaltos. Já conversamos com o Maxaquene e vamos assumir que os acordos devem ser feitos por escrito para que não haja dúvidas nem recuos. Decorrem, neste momento, obras de reabilitação do pavilhão do Desportivo, sendo que as mesmas estão numa fase conclusiva. Vamos conversar com a direcção deste clube e também da A Politécnica, que está disponível.”
TORNEIO “TREINADOR”: COSTA DO SOL E FERROVIÁRIO DECIDEM O TÍTULO
É a final esperada. É o decisivo jogo entre as duas melhores equipas na fase regular do Torneio “O Treinador”, prova organizada com o propósito de rodar os jogadores das equipas da capital do país. Costa do Sol e Ferroviário de Maputo defrontam-se, próxima sexta-feira, às 20h00, no pavilhão da A Politécnica, na decisão do título.
Para chegarem à final, os “locomotivas” derrotaram, sábado, o Costa do Sol “B” por 76-50, num duelo em que dominaram todos os quartos. Os parciais foram os seguintes: 21-17, 21-7, 17-13 e 17-13.
Já o Costa do Sol sentiu algumas dificuldades para ultrapassar a A Politécnica, formação a qual derrotou por dois pontos: 51-49.
A final vai opor, por sinal, duas formações que dominaram o panorama do basquetebol na capital do país, tendo os “canarinhos” vencido os “locomotivas” na final do Campeonato da Cidade por 2-0 nos “play-offs” da final com vitórias por 57-49 (jogo 1) e 57-50 (jogo 2).
Na fase regular do torneio “O Treinador”, o Ferroviário de Maputo venceu a equipa principal do Costa do Sol que vai procurar, seguramente, “dar o troco”.
Ao nível dos seniores femininos, e como era de esperar, a final será entre as formações da A Politécnica “A” e Costa do Sol.
Sexta-feira, na última meia-final, o Costa do Sol venceu a A Politécnica “B” por 61-34. O conjunto de Leonel “Mabê” Manhique controlou todos os quartos desta partida e fez a rotação do seu plantel. O grande ausente desta prova é o Ferroviário de Maputo, vice-campeão nacional e campeão da cidade.
O Costa do Sol, até pela estrutura que apresenta, parte como principal favorito a conquistar esta competição. A organização da prova recorreu a antigos árbitros e entusiastas para apitarem os jogos do Torneio O Treinador, e o pagamento dos mesmos é feito imediatamente.
Várias crianças morreram, vítimas de fome, nos últimos dias, no Quénia, depois que foram ordenadas a jejuar ao sol para que morressem mais depressa. As mortes ocorreram na sequência do chamado massacre de Shakahola, ocorrido numa seita religiosa, no sudeste daquele país. O Presidente William Ruto assume responsabilidade pelas mortes.
De acordo com a imprensa internacional, os fiéis da referida congregação foram informados de que chegariam ao céu mais rápido se passassem fome, expostos ao sol.
Um líder religioso revelou que as crianças morreram primeiro, tendo mulheres e homens seguido o plano da seita.
As autoridades citadas pela imprensa internacional avançam que estão a investigar um alegado suicídio em massa, depois de já terem sido exumados 201 corpos de crentes, até ao momento.
A polícia acredita que a maioria dos corpos encontrados são de seguidores de um antigo taxista e autoproclamado pastor e fundador da Igreja Internacional da Boa Nova, agora detido. Outros 25 responsáveis de seitas foram presos pela polícia, no Quénia.
O Presidente do Quénia, William Ruto assumiu toda a responsabilidade pelas mortes e prometeu que as autoridades irão ao fundo da questão para esclarecer o caso.
Passa hoje um mês após o início de confrontos entre as tropas dos dois generais, que lutam pelo poder no Sudão. Contam-se até aqui mais de 750 mortos, há também milhares de feridos e cerca de um milhão de deslocados e refugiados.
De um lado o general Abdel Fattah al-Burhane, chefe das Forças Armadas e Presidente do Sudão, desde o golpe de Estado de 2021, e do outro, Mohamed Hamdane Daglo, vice de al-Burhane, que lidera o grupo paramilitar, Forças de Apoio Rápido, uma milícia acusada de matar membros de minorias étnicas não árabes na região de Darfur.
São os dois homens em guerra aberta desde 15 de Abril passado, num dos países mais pobres do mundo, no qual não há ainda perspectivas de um ponto final nos confrontos.
Um mês após o início do conflito armado, mais de 750 pessoas morreram e milhares ficaram feridas.
Sem água nem electricidade, os habitantes de Cartum aguardam, em casa, por um hipotético cessar-fogo no meio de ataques aéreos, tiroteios e fogo de artilharia.
Os combates estão a provocar uma catástrofe de proporções inimagináveis, alertam ONG. O país com 45 milhões de habitantes poderá ver, em breve, 19 milhões ameaçadas pela fome.
Esta segunda-feira, o Exército sudanês realizou mais ataques aéreos, no norte da capital Cartum, enquanto luta para repelir os rivais paramilitares.
O conflito fez, ainda, com que cerca de 200.000 civis fugissem para os países vizinhos e mais de 700.000 se deslocassem dentro do Sudão, desencadeando uma crise humanitária que ameaça desestabilizar a região, o que está a preocupar países vizinhos, como Sudão do Sul, Egipto e Etiópia.
Desde a primeira semana dos confrontos, mais de seis tentativas de impor um cessar-fogo fracassaram, mesmo quando fossem para criar corredores humanitários.
O presidente da Ucrânia continua a sua campanha de mobilização internacional em busca de apoio contra a Rússia. Depois de viagens à Itália e Alemanha Volodymyr Zelensky faz uma visita a França.
Zelensky reuniu-se ontem com o Presidente da França, Emmanuel Macron. Na ocasião, segundo o Observador, Macron reforçou apoio militar a Ucrânia e concorda com mais sanções à Rússia.
Esta será a segunda vez que Volodymyr Zelensky está em Paris desde o início da guerra na Ucraniaa, em Fevereiro de 2022, para tentar obter mais apoio do governo francês.
Em Fevereiro deste ano, o presidente francês recebeu Zelensky no Palácio do Eliseu, juntamente com o chanceler alemão, Olaf Scholz.
Volodymyr Zelensky esteve no sábado em Roma, onde se encontrou com o presidente e primeira-ministra de Itália, e com o Papa Francisco. No Domingo voou até à Alemanha, para receber o Prémio Internacional Carlos Magno, que lhe foi atribuído em conjunto com o povo da Ucrânia.
Milhares de fiéis católicos escalaram, este sábado, o Santuário de Namaacha, na Província de Maputo, para dar início às celebrações dos 106 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima. Na sua bagagem levaram pedidos de restabelecimento da paz em Cabo Delgado.
Segundo alguns crentes, a caminhada até ao santuário é uma das demonstrações de sacrifício, fé e adoração. Um momento reservado para os católicos e não só. É o caso de Bernardo Luís, jovem de 23 anos de idade, crente da igreja anglicana, que decidiu caminhar de Boane a Namaacha sozinho.
No Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na vila de Namaacha, geralmente pouco movimentada, eram esperados 12 mil fiéis.
Fiéis oriundos de vários pontos do país, bem como de países vizinhos reuniram-se no início das celebrações dos 106 anos de aparição da Nossa Senhora de Fátima, em Portugal.
Com as mãos cruzadas em oração, celebrava-se um dos momentos mais altos com a procissão de velas e exposição do considerado santíssimo sacramento.
“Este é um momento único, em que pedimos perdão e amor ao próximo. Pedimos, igualmente, que o senhor de todos nós acabe com os conflitos no país”, disse Luísa Maria, crente da igreja católica.
Para o pároco da Sé Catedral de Maputo, Giorgio Ferretti, recordar a aparição de Nossa Senhora de Fátima é uma oportunidade de se restaurar.
Este ano, as comemorações do 13 de Maio decorreram sob o lema “Maria modelo do anúncio e testemunho da palavra de Deus hoje”.