O Governo do distrito da Matola diz que o consumo de bebidas alcoólicas nos recintos escolares não é um caso isolado da Escola Secundária Bonifácio Gruveta. Para lidar com o fenómeno, a PRM na Província de Maputo vai passar a fiscalizar pastas dos alunos antes de entrarem na escola.
Na última sexta-feira, 07 de Agosto, em declarações ao “O País”, pais e encarregados de Educação da Escola Secundário Bonifácio Gruveta Massamba, no bairro Khongolote, no município da Matola, denunciaram o “consumo de bebidas alcoólicos e comportamentos desviantes” de alguns alunos matriculados naquele estabelecimento de ensino, caracterizados por “sabotagens de aulas e roubos e pancadarias entre alunos”.
Nesta segunda-feira, o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, no distrito da Matola, reconheceu que as denúncias dos alunos são reais, e está a disciplinar os alunos sem medidas de expulsão.
De acordo com Danilo Ventura, director distrital, o sector que dirige já realizou “duas grandes reuniões multi sectoriais incluindo a Polícia e a procuradoria para encontrar soluções conjuntas uma vez os visados na sua maioria serem menores que entram em conflito com a lei”.
Os referidos encontros terminaram com planos de acção, e, em cumprimento dos mesmos, o Serviço Distrital acrescenta não serem poucas as vezes que sancionou alunos por embriaguez na escola.
“O que não podemos fazer, é tomar medida de expulsão, porque a escola é também centro de reabilitação. Nessa perspectiva, temos trabalhado com a saúde e outras organizações não-governamentais para a reabilitação desses jovens e adolescentes”, explicou, acrescentando terem sido reactivados em todos os estabelecimentos de ensino do distrito os núcleos antidroga.
A Polícia da República de Moçambique, que esteve, na última sexta-feira, na Escola Secundária Bonifácio Gruveta Massamba a sensibilizar os estudantes, assegurou já ter destacado equipas para “várias escolas para sensibilizar, conversar com alunos e fiscalizar as pastas para ver quem entra com substâncias estranhas”, explicou Carmínia Leite, porta-voz da PRM na Província de Maputo.
A polícia e o Serviço Distrital de Educação dizem que o consumo de álcool nas escolas não é um fenómeno novo e apelam à vigilância de toda sociedade.
Alguns produtores agrícolas dizem-se obrigados a reduzir a produção devido à subida do preço do gasóleo. O facto aumenta a dependência do país para com o mercado sul-africano, e, por outro lado, os preços poderão subir pela escassez dos produtos em Moçambique.
Na semana passada, o litro de gasóleo saiu de 87,97 para 94,75 Meticais. É já o segundo reajuste que coloca o chamado “combustível da indústria” mais caro do que a gasolina. Os agricultores comerciais, que dependem deste combustível, dizem que não há alternativa senão reduzir o que produzem.
Uma dessas pessoas é o produtor Spensa Dambikwa, de 37 anos de idade, com uma área total de 48 hectares, onde há diversas culturas, com destaque para 14 hectares de tomate. Dos seus campos, saem, todos os dias, 10 toneladas para o mercado Grossista do Zimpeto, que é de maior referência em Maputo e não só. Porém, isso terá de mudar. “Vou passar a tirar sete a cinco”.
Não é uma mudança estratégica, é mesmo porque o custo de produção dispara cada vez que se aumenta o preço do gasóleo. Por dia, Spensa precisa de pelo menos 200 litros. Isto quer dizer que, se antes gastava 17 594 Meticais, agora, com o aumento de 6 Meticais e 78 centavos por litro, precisará de quase 19 mil Meticais diários. Por mês, cerca de 570 mil Meticais com o combustível. “Aqui pára tudo, precisamos de combustível. Temos tractores, máquinas para puxar água, duas, isso sem contar com os camiões que transportam os produtos para o mercado”.
Em teoria, quando os custos de produção sobem, há duas alternativas: ou passa-se o custo ao consumidor através do aumento imediato do preço ou reduz-se a quantidade. De todas as formas, o consumidor paga mais. Por agora, aumentar o preço não é opção, isso porque, segundo os produtores, “o mercado não depende de nós”, até porque, “60% do tomate que, por exemplo, está no Zimpeto, vem da África do Sul”.
Por enquanto, essa proporção aparentemente beneficia o consumidor na medida em que o produto vindo da África do Sul é mais barato, mas constitui um desincentivo aos produtores nacionais e, no final, com maiores quantidades a virem de fora, muitos riscos se levantam; Spensa sabe disso, principalmente porque, além de tomate, produz batata reno. “Estava a pensar em tirar 100 toneladas, mas agora vou tirar cinquenta. Claramente, vou produzir menos e, com menos produtos no mercado, obviamente, os preços vão disparar”, alerta Spensa Dambikwa.
Vasco Zitha, de 74 anos de idade, é outro produtor que tenciona reduzir a quantidade do que produz e vende no mercado Grossista do Zimpeto. Tem uma área de plantio de 40 hectares, dos quais cerca de 10 são de tomate. Com a subida do preço do gasóleo, diz que vai reduzir a área cultivada para 20 hectares, já que, para piorar, “não há apoio”.
Para ele também, o facto de o preço não compensar o custo do gasóleo é também razão para a decisão de produzir menos. “No mercado, não somos nós que decidimos o preço e as pessoas que o fazem não têm em conta os nossos custos de produção”, explica Zitha.
Outro alerta vem de Chókwè, onde se produz tomate e todos os outros que se produzem em Maputo, acrescentando arroz. Eles também se sentem sufocados pelo novo preço do gasóleo e dizem que vão ter de reduzir a área cultivada.
E, porque Chókwè é, também, um grande fornecedor do Zimpeto, a redução de lá traduzir-se-á na diminuição do produto disponível no mercado nacional. Ou seja, está iminente um aumento do nível da dependência nacional em relação às importações.
Aliás, mesmo agora, há dependência, porém o produto nacional concorre de forma equilibrada com o estrangeiro. Olhemos, por exemplo, para batata reno, cebola e tomate que entraram no Grossista no último sábado.
O mercado recebeu 13 camiões de tomate, dos quais 7 vindos da África do Sul e seis, do mercado nacional; sete viaturas levaram batata ao Zimpeto. Destas, cinco são nacionais e dois, da África do Sul. Dois carros de cebola, ambos vindos da África do Sul.
A redução da produção nacional é descrita por economistas como prenúncio de maus dias em termos de preços ao consumidor. Isto é, os 3,58% de aumento do nível geral de preço atingidos de Janeiro até Abril podem crescer ainda mais nos próximos tempos.
Duas horas antes do seu concerto iniciar, Selma Uamusse confessou estar nervosa. Habituada a pisar grandes palcos e de vários cantos do mundo, em casa parece que as coisas ganham outro sentido, outra dimensão. Ainda assim, na celebração do Dia da Europa, iniciativa da União Europeia e do Franco-Moçambicano, a natural não tremeu. Paciente e natural, a cantora apresentou ao público maputense as músicas do seu segundo álbum, Liwoningo, afinal nome da filha do seu velho amigo: Cheny Wa Gune. Com o timbileiro, Selma partilhou o palco em alguns temas, mas a crónica não deve começar por aqui…
Quando o som dos instrumentos começou a soar por cada milímetro da Sala Grande do Franco, este sábado, Selma Uamuse apresentou-se em palco dançando o tema “Mamã”, composição de Deltino Guerreiro por si interpretada. Nesse instante, a artista parecia uma “ilustre desconhecida”, pois, ao contrário do que poderia acontecer, quase ninguém a acompanhou no canto ou com vigorosos aplausos. Entre sussurros, os espectadores perguntavam uns aos outros: E agora, o que vem aí? Bem, Selma Uamusse não ouviu essa pergunta. Talvez, por isso, apenas dedicou-se a fazer o que para a artista parece fácil: conquistar a atenção e o respeito dos que, mesmo sem entender as letras das composições, gradualmente, entregaram-se a uma vibe absolutamente convincente.
Partindo de Portugal, onde vive desde 1988, Selma Uamusse aterrou em Maputo para mostrar a sua conexão com a Pérola do Índico, com as tradições, com o quotidiano, com a sua gente e com os artistas que vivem cá e lá fora. Também por isso, logo no início da apresentação do seu repertório, cantou “No guns” com o já apresentado Cheny Wa Gune, um tema para pensar a paz, a harmonia social e a tão difundida unidade nacional. Aí a Sala Grande começou a aquecer. A cantora ia na sua segunda música e os assentos já incomodavam. Como era possível alguém estar sentado com uma 7 de Abril ali a cantar e a dançar rigorosamente bem, calçando um salto alto com tantos quilómetros percorridos? Não, não era possível e a artista não permitiu.
Firme no seu registo performativo desconcertante, Selma Uamusse foi subindo de intensidade na actuação… A uma velocidade de cruzeiro. Aos passageiros, só lhes restava desapertar os cintos de segurança, levantar e fingirem, com movimentos, que um dia souberam dançar. Do palco, a autora dos álbuns Mati e Liwoningo não deve ter reparado nos vários “paus de vassoura” que a tentavam imitar ou corresponder às suas provocações… Crianças, jovens, mulheres, homens, pretos, brancos, moçambicanos, suecos, portugueses, franceses e etc., de repente, viram-se envolvidos numas coreografias originais, mas que hoje seriam incapazes de repetir, não fossem os movimentos confusos e improvisados.
Neste regresso a Moçambique, Selma Uamusse quis cantar para e com toda a gente. Deve ser por essa razão que, não podendo estar com uma das filhas no palco, primeiro, chamou a Liwoningo para a acompanhar no tema “Hoyo-Hoyo”. A menina que não parece ser bailarina ficou ali meio contida no palco, entre sorrisos, abraços e a emoção de dançar ao som da timbila do pai. A essa altura, os dois corredores de acesso da Sala Grande já não se viam. Todos em todo o lado. Como que hipnotizados, o público percebeu as particularidades que tornam a música universal e a arte performativa, às vezes, inefável. Foi um misto de emoções e sentimentos ver uma irmã e uma filha de regresso a casa, explorando ritmos tradicionais e imaginários locais. De Portugal, Selma Uamusse tem o sotaque e tantas outras coisas, mas, quando o assunto é música, os seus processos criativos assentam em matrizes culturais moçambicanas, do Norte ao Sul, do Sul ao Norte. Há um Moçambique efervescente e subtil em Selma Uamusse, um Moçambique plural com a capacidade de se afirmar artisticamente no estrangeiro, um Moçambique envolvente, comovente e dinâmico.
Ao interpretar “Ngono utana”, aquilo já não era saltar. Às alturas, a cantora lá ia buscar uma energia inigualável. Selma Uamusse parece ter o dobro dos pulmões de um ser humano. Talvez, depois de Azagaia, é a artista moçambicana que melhor testa a resistência do palco no qual actua. Viu-se isso no Franco, uma cantora incapaz de estar quieta, mas, simultaneamente, boa na serenidade. Por exemplo, com “Mati” a coisa foi mais pausada. Esse tema que há alguns anos mereceu uma versão com Sara Tavares, desta vez, teve outra versão com Milton Gulli, esse monstro da música que também voltou a casa na celebração do Dia da Europa.
Com “Mati”, Selma faz as pessoas pensar nas coisas essenciais da vida muitas vezes ignoradas, nas coisas e nas pessoas que nos alimentam a existência. Logo, em jeito de agradecimento a uma certa pessoa, a cantora com o “coração que tem o suficiente para abraçar o mundo inteiro”, conforme disse, desceu do palco cantando, passou entre os espectadores, tocou-os, deixou-se fotografar e, de assento em assento, foi procurar a mãe até encontra-la lá no meio de tanta gente. Julieta Massimbe levantou-se orgulhosa. Não precisou dizer É minha filha! Selma Uamusse tratou de a apresentar para quem não sabia e aí alguns telemóveis atrasaram-se a registar o momento do abraço. Os mais atentos, sim, captaram essa celebração do amor às mães.
Numa noite a passar célere, Selma Uamusse convidou Stewart Sukuma para juntos interpretarem um tema. Foi um cruzamento de gerações, entre a exaltação do afecto e da saudade. Uma vez mais, Stewart, esse menino de apenas 60 anos de idade, deixou ficar a impressão de que os anos, para si, não mudam nada em termos físicos. Depois, chegou a vez de Lenna Bahule também fazer um duo com Selma. Isso não levaria muito tempo. O concerto inebriante já estava a terminar. Selma Uamusse agradeceu pelo calor, pelos kulunguwanas e, com o coração cheio de liwoningo, recolheu ao backstage, deixando, para mim, a crónica de uma noite bem anunciada.
Três meses depois da onda de queima de viaturas de matrícula moçambicana, os transportadores continuam a usar a via mais cara para fugir de prováveis novos ataques. Além do alto custo, os operadores reclamam de assaltos e de burocracia nas fronteiras.
A onda de queima de viaturas de matrícula moçambicana na África do Sul, no início deste ano, continua a preocupar os transportadores rodoviários.
A afluência tímida de passageiros e os assaltos frequentes têm caracterizado o negócio desde que cerca de 14 viaturas, particulares e de transporte de passageiros, foram incendiadas.
Segundo os transportadores, o negócio de transporte internacional já não prospera.
“As pessoas, quando chegam aqui e vêem um caro moçambicano, nem querem apanhar, preferem um sul-africano”, disse um transportador, no terminal da Baixa da Cidade de Maputo.
“Nesta semana, partiram 10 carros com matrícula sul-africana, mas os nossos foram poucos. Isto já foi à falência, só nos falta parar, um dia”, lamentou outro.
Por segurança, há um mês, os transportadores usam uma via alternativa que passa pela fronteira da Swazilândia. Uma opção mais cara por implicar que os veículos moçambicanos percorram 123 quilómetros a mais de Maputo para Durban.
“É mais tempo e mais dois carimbos no passaporte, mais alguns quilómetros, mais combustível e mais custos”, afirmou Fernando Lopes, presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários Internacionais.
A via alternativa, segundo explicam os transportadores, pode deixar de ser útil em breve.
“Ouvimos dizer que vão encerrar a fronteira na Suazilândia para os moçambicanos”, avançou um transportador.
Três meses depois, o medo de novos ataques e a insegurança reinam no negócio de transporte, em Maputo. No terminal rodoviário da Junta, os transportadores relatam assaltos frequentes.
“Na semana passada, um dos nossos colegas foi assaltado e seus bens levados. Tinha carteira, dinheiro e telefone”, revelou um transportador.
Sem solução à vista por parte dos Governos nacional e sul-africano, os transportadores avançam medidas próprias.
“Vamos ter uma reunião, na terça-feira, entre nós, transportadores do sul do Save e, depois, vamos convocar os outros colegas do outro lado”.
Os ataques tiveram mais incidência em Fevereiro deste ano. As comunidades locais de KwaZulu-Natal queixavam-se de roubos de veículos, alegadamente contrabandeados para Moçambique.
A 13 de Maio de 1960, nasceu um bebé chamado Jaquelina Novela. Nessa data, a recém-nascida nem poderia imaginar que, precisamente 63 anos depois, isto é, no dia 13 de Maio de 2023, pela primeira vez, estaria num concerto da sua querida filha: Assa Matusse. Quis o destino que fosse na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo. Ali, Jaquelina Novela viu a sua “pequena” conquistar a cidade, desinibida como quando, há alguns anos, ainda mamava ansiosa no seu colo. Durante a presença na Sala Grande, Jaquelina Novela poderia ter pensado nesse passado ainda presente na sua memória, poderia ter-se perguntado quando a sua “criancinha” deixou para trás os becos de Mavalane para se tornar numa cidadã do mundo, tendo Paris, agora, como o centro do seu universo. Mas não, não houve naquela sala lotada muito tempo para inventar pensamentos que se poderia transformar em lágrimas no rosto. À semelhança de toda a gente, sem sequer poder se anunciar, Jaquelina Novela ficou ali quieta, e, num lugar discreto, viu a dona daquela voz vibrante apresentar-se ao palco entre gritos e aplausos do público.
Ao som do xigubo, mesmo a condizer com o título do seu segundo álbum, Mutchangana, Assa Matusse interpretou o tema homónimo. Os ponteiros do relógio, a essa altura, registavam 18 horas. No entanto, como se o horário não valesse para nada, Assa Matusse levou os bons apreciadores da música a uma intensa viagem pela magia da sua sonoridade, ora promovendo as composições do seu mais recente disco, ora recuperando os já conhecidos temas do álbum +Eu.
Antes do concerto começar, confessara estar ansiosa em apresentar o trabalho discográfico lançado recentemente na capital francesa. No palco, essa ansiedade não teve razão de ser percebida. Pelo contrário, actuou como se cantasse a vida inteira, como se tivesse nascido apenas para alimentar essa cumplicidade com o microfone. Numa noite muito bem celebrada, Assa Matusse revelou-se uma artista madura, treinada e consistente na forma como se apresenta e controla cada momento do seu concerto. Nada a escapou e ainda respeitou quem foi ao Franco para ouvir boa música com banda.
Um pouco mais elegante do que a sua última aparição naquela mesma Sala Grande, há algum tempo, a Menina do Bairro mostrou o que tem estado a fazer lá fora do país: cantar com dedicação como quem valoriza o legado do pai que, bem antes de partir para eterna viagem, seguiu a carreira de músico. O velho Matusse não chegou tão longe quanto podia na música. Cedo, as armadilhas do percurso traíram o seu entusiamo. Por isso mesmo, no princípio, não era nada de música o que queria para a filha. Não queria que a sua menina corresse o risco, que se frustrasse ou que se perdesse na música. Ainda assim, contra todos os argumentos, Assa assumiu as ferramentas do pai e continuou a caminhada sempre pensado em homenageá-lo. Assim foi no álbum +Eu. A cantora retrabalhou o tema Txintxile, original do pai. Ficou legal, como diriam os brasileiros! Neste Mutchangana, o tema “Aprendeste aonde”, por exemplo, diz o seguinte: “Gostaria de dizer o meu pai que sinto amor”. Aliás, o Mutchangana a que Assa se refere é o pai. Quer isto dizer que ao tentar desconstruir tabus inerentes à educação das raparigas em Moçambique, ao pensar na condição das mulheres em temas como “Xo teka mintxumu sva ku”, Assa coloca a figura do pai para incitar uma certa aproximação entre pais e filhos.
Bem dito, no Franco-Moçambicano, com efeito, Assa Matusse revelou que o seu segundo álbum é um pretexto para reflectir à volta dos dramas da mulher de origem pobre. Partindo do seu bairro, Mavalane, inclusive, assume como suas as dores daquelas mulheres que, neste mundo banal e machista, são violentadas, humilhadas e mortas por terem escolhido amar. Há-de ser por tudo isso que a música “A que preço?”, a última de Mutcangana, coloca perguntas graves e expressa sentimentos muito além de serem apenas da cantora.
Claro está, passa-se muita coisa na cabeça de Assa Matusse, e não é só a cabeleira farta. Na cabeça de Assa passam-se também os jogos dos equilíbrios, a capacidade de conduzir o concerto e as pessoas para onde ela quer. Assa explorou tanto a vibração do público quanto soube criar pequenos intervalos para descansar as cordas vocais que um dia poderia ter perdido; soube gerir os timings, tomar sei lá o quê numa pequena chávena bem a lembrar-nos o que era comum nos concertos do eterno Queen, Freddie Mercury.
Na Sala Grande, foi mesmo isso tudo e mais alguma coisa o que aconteceu neste sábado. Quando quis ver o público cantar, bater palmas, sorrir, brincar ou dançar, Assa conseguiu. Foi um concerto interactivo, com respostas recíprocas e, como diriam os docentes primários, muita elaboração conjunta. Assa ofereceu-se às pessoas, amou-as e fez valer os 600 meticais que custou a entrada. Mais, como nunca tinha feito antes, a artista ainda teve a sagacidade de felicitar a mamã pelos seus 63 anos de idade. Quem não conhecia a senhora Jaquelina Novela, ali pôde ver o berço da Menina do Bairro, que, afinal, conquistou a(s) cidade(s).
Prosseguem escavações e investigações à procura de pessoas desaparecidas devido à seita de jejum até à morte no Quénia. A polícia está também a tentar localizar 609 pessoas desaparecidas.
O número de alegados membros de uma seita cristã que jejuou até à morte no Quénia para se encontrar com Jesus Cristo subiu de 150 para 179, depois de as autoridades terem encontrado mais 29 corpos, informaram as autoridades locais.
Segundo o comissário da polícia regional da costa do Quénia, Rhoda Onyancha, os novos corpos foram enterrados na floresta de Shakahola, no condado costeiro de Kilifi, onde prosseguem as escavações e as investigações.
A polícia está também a tentar localizar 609 pessoas desaparecidas, disse Onyancha, embora não seja claro se todos os casos estão relacionados com o culto.
O número de pessoas resgatadas com vida continua a ser de 72.
Quase todos os mortos do chamado “massacre de Shakahola” foram exumados de sepulturas e valas comuns encontradas na floresta, com exceção de alguns que morreram no hospital em estado grave.
As autópsias efetuadas a mais de uma centena de corpos revelaram que, embora todos apresentassem sinais de fome, os corpos de pelo menos três menores e de um adulto apresentavam também vestígios de estrangulamento e sufocação.
O número de corpos exumados num terreno utilizado por uma seita cristã no Quénia subiu para 150. Este é o número de vítimas que morreram de fome, numa acção promovida pelo líder do grupo.
O comissário da polícia na região da Costa, Rhoda Onyancha, disse que mais cinco corpos tinham sido recuperados nas últimas horas, depois de uma segunda ronda de exumações ter começado na área na terça-feira, elevando o número de pessoas resgatadas em Shakahola para mais de 70.
Segundo o Notícias ao Minuto, que cita o diário queniano “The Nation”, Onyancha sublinhou também que o número de pessoas desaparecidas, que poderiam estar ligadas às actividades da seita, continuou a aumentar e ronda agora as 600.
Os principais líderes da seita, liderados por Paul Mackenzie, exortaram os seguidores a jejuar até à morte, com a promessa de que se encontrariam com Jesus Cristo numa nova vida.
O Presidente do Quénia, William Ruto, descreveu Mackenzie, que pode vir a ser acusado de terrorismo, como um “criminoso terrível”.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou esta quinta-feira com o recurso da sentença que na terça-feira o considerou culpado de abuso sexual e difamação da jornalista E. Jean Carroll.
A intenção de recorrer foi apresentada esta quinta-feira no tribunal federal de Manhattan, onde o juiz Lewis A. Kaplan presidiu ao julgamento.
O aviso foi assinado pelo advogado de Trump, Joe Tacopina, que tinha referido após o veredicto de terça-feira acreditar que havia vários motivos fortes para recorrer.
Um júri considerou Donald Trump responsável por abuso sexual a E. Jean Carroll em 1996, mas rejeitou as alegações de violação.
De acordo com o veredicto proferido pelo júri, Trump ficou ainda obrigado a pagar cinco milhões de dólares a Carroll, que disse ter levado o caso ao tribunal “para limpar o nome e recuperar a vida”, antes de dedicar a sentença a “todas as mulheres que sofreram”.
Donald Trump avança com recurso à sentença de abuso sexual a jornalista
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou esta quinta-feira com o recurso da sentença que na terça-feira o considerou culpado de abuso sexual e difamação da jornalista E. Jean Carroll.
A Stv transmite, sábado, às 16h00, o jogo Manchester Ciy vs Wolves, inserido na 36ª jornada da Liga Inglesa de futebol. À entrada desta ronda, o Manchester United ocupa a quarta posição com 63 pontos, enquanto o Wolves é 13º classificado com 43.
A tentativa do Manchester United de garantir uma vaga na próxima edição da Liga dos Campeões será testada novamente no sábado, em Old Trafford, contra o Wolverhampton Wanderers, conjunto que pretende terminar a temporada em alta.
À entrada desta ronda, o Manchester United ocupa o quarto lugar com 63 pontos, portanto, com 19 pontos de atraso em relação ao primeiro classificado, Manchester City.
O quinto classificado, o Liverpool, o primeiro clube fora da zona que dá acesso à Liga dos Campeões, está um ponto atrás do Manchester United. Os “red devils” perderam na última partida na Liga Inglesa, por 1-0, diante do West Ham United em pleno London Stadium.
O Wolverhampton, por sua vez, arrancou uma vitória suada no encontro com o Aston Villa (1-0) em casa. Este resultado coloca a equipa com mais portugueses na Liga Inglesa na 13.ª posição com 40 pontos. O saldo do Wolverhampton, na Liga Inglesa, é de 30 golos marcados e 50 sofridos em 35 jogos.
No último confronto entre as duas formações, o Manchester United venceu por 1-0 com golo solitário de Marcus Rashford aos 76’.
As actuações de Rashford têm sido importantes para o Manchester United esta temporada. O avançado inglês é o melhor marcador da equipa com 16 golos, sendo também o quinto melhor marcador da Liga Inglesa na temporada 2022/2023.
Rúben Neves e Daniel Podence são os melhores marcadores do Wolverhampton Wanderers, cada um com seis golos.
O Manchester United tem sido formidável em casa esta temporada, com 12 vitórias, três empates e apenas uma derrota em 16 partidas. O United tem uma sequência invencível de 15 partidas em casa (12 vitórias, 3 empates e 0 derrotas) desde Agosto de 2022.
O Wolves tentará inverter uma sequência de maus resultados fora de casa esta temporada, sendo que o seu registo é de cinco empates, 10 derrotas e apenas duas vitórias. Os Wolves procura reverter uma sequência sem vitórias de seis partidas fora de casa. A última vez em que venceram fora foi a 11 de Fevereiro contra o Southampton.
Nos últimos seis jogos do campeonato, o Manchester United venceu três, empatou um e perdeu dois. O Wolves, por sua vez, venceu quatro e perdeu duas.
ESCÂNDALO DE APOSTAS ATINGE FUTEBOL ESPANHOL E JÁ HÁ QUATRO DETIDOS
Dois jogadores do Conil CF, da terceira divisão, terão recebido cerca de um milhão de euros. De acordo com informações veiculadas pela imprensa espanhola, cerca de 30 mil apostadores terão sido afectados devido ao esquema montado por dezenas de intervenientes do mundo do futebol.
Há mais um escândalo de apostas a interferir na actualidade do futebol, desta vez em Espanha, tratando-se de uma polémica que surge algumas horas após a Operação Penalidade Máxima no Brasil.
Segundo informações apuradas pelo jornal ABC, a operação Monybet realizada na província de Cádiz já conduziu à detenção de quatro pessoas, entre os quais um guarda-redes e um defesa do Conil CF, da terceira divisão de Espanha, acusados de receber cerca de um milhão de euros, além de dois dirigentes.
A juntar às quatro detenções, há ainda 34 indivíduos sob investigação das entidades espanholas, sendo que seis ainda actuam no referido escalão, sendo acusadas de receber quantias financeiras em troco de acções e resultados combinados, tendo levado à identificação de um valor a rondar os 17 mil euros através de várias contas de “criptomoedas”.
De acordo com as mesmas informações, cerca de 30 mil apostadores terão sido afectados devido ao esquema montado por dezenas de intervenientes do mundo do futebol.
ESCÂNDALO ABALA BRASIL
O escândalo de apostas no futebol brasileiro continua a dar que falar e já conta com a identificação de 19 suspeitos, sendo que a polémica foi comentada por Abel Ferreira, esta quinta-feira, após o triunfo frente ao Grémio (4-1).
“O futebol é maior do que todas as polémicas, e a verdade é que já tivemos tantas… Posso dizer que é lamentável, mas o futebol, para mim, é isto que vimos aqui no jogo [triunfo por 4-1 diante do Grémio]. Acredito que as entidades farão o seu trabalho de excelência. O futebol vai sobreviver e continuar”, atirou sobre o caso Operação Penalidade Máxima em conferência de imprensa, após o jogo na madrugada desta quinta-feira.
“A máquina para mim é o trabalho. Somos uma máquina de trabalho que sabe lidar com as adversidades com muito equilíbrio. Acima de tudo, peço aos jogadores que cada um trabalhe com os recursos que tem e seja a sua melhor versão. Os nossos adeptos vão reconhecer o trabalho a seu tempo. São apenas três pontos e daqui a três dias temos mais um caminho de pedra”, acrescentou de seguida.
O Torneio “O Treinador” entra, este fim-de-semana, na sua fase decisiva com a realização de jogos das meias-finais da competição em seniores masculinos e femininos. Esta sexta-feira, às 18h00, no pavilhão d’A Politécnica, a equipa “B” bate-se com o Costa do Sol em duelo de acesso à final. O conjunto orientado por Leonel “Mabê” Manhique, campeão nacional, parte como principal favorito a vencer a partida. Aliás, o Costa do Sol apresenta melhor estrutura com jogadoras de selecção nacional que, em Fevereiro último, disputaram as eliminatórias da zona VI de acesso ao “Afrobasket” do Ruanda. Este ano, o Costa do Sol recebeu as atletas Sheila Chaguala e Benezita Muchave (que representavam o Ferroviário de Maputo) bem como Isabel Mavamba, atleta que regressa à competição.
Com uma formação constituída por atletas jovens, a A Politécnica procura construir uma equipa equilibrada. Ao nível dos seniores masculinos, numa partida marcada para as 20h00, o Costa do Sol joga acesso à final também com a A Politécnica. Os vice-campeões nacionais têm, à partida, mais argumentos para se qualificarem para a final. O Costa do Sol terminou a fase regular na 2ª posição com nove pontos, menos um que o Ferroviário de Maputo.
Os “politécnicos”, com ousadia, vão entrar para a quadra com o objectivo de dificultar no máximo a prestação do Costa do Sol.
No sábado, às 17h00, o Ferroviário de Maputo mede forças com o Costa do Sol sub-20 (uma espécie de equipa “B” “canarinha”) na segunda meia-final da competição. Com uma campanha cem por cento vitoriosa, na fase regular, o Ferroviário de Maputo parte para este duelo com os olhos postos na vitória. De resto, na fase regular, o conjunto comandado por Horácio Joaquim Martins foi mais forte que os “canarinhos”, um conjunto formado por jogadores que, em Janeiro último, foram campeões nacionais de juniores, em Quelimane, sob orientação de Paulo “Mangolê” Sambo.
Na fase de grupos, o Costa do Sol sub-20 teve um saldo de duas vitórias e três derrotas, números que colocaram esta formação na quarta posição com sete pontos.
Os jogos da final do torneio “O Treinador” estão agendados para o próximo dia 19 de Maio, no pavilhão da A Politécnica.
“NACIONAL” DE NATAÇÃO DE INVERNO MOVIMENTA MAIS DE 300 ATLETAS
Arrancou, hoje, na piscina de 50 metros da Escola Secundária Estrela Vermelha, a edição 2023 do Campeonato Nacional de Inverno, competição que vai movimentar acima de 300 nadadores.
Os mesmos vão disputar, até domingo, sete jornadas, ao fim das quais serão encontrados os grandes vencedores. Estão inscritos nesta competição os clubes Naval, Tubarões, Ferroviário de Maputo, Barracudas, Golfinhos e Ferroviário da Beira, esta última colectividade com mais de 20 nadadores.
Barracudas e Tubarões são potenciais candidatos ao título nesta prova, não fossem as colectividades que, nos últimos tempos, têm bipolarizado a modalidade.
Ano passado, o Clube Barracudas foi o grande vencedor da prova tanto em masculinos quanto em femininos, numa prova que decorreu na Piscina Olímpica do Zimpeto. O Clube Tubarões ficou em segundo lugar, seguido dos Golfinhos e Ferroviário de Maputo.
Clube Naval, Ferroviário da Beira e Clube de Zimpeto ocuparam a quarta, quinta e sexta posições da prova, respectivamente.
O campeonato contou com a participação 222 nadadores em representação do Ferroviário da Beira, Associação provincial de Natação de Tete, Barracudas, Tubarões, Ferroviário, Golfinhos, Zimpeto e Naval.
MARÍTIMO DE ZAINADINE JR E GENY JOGA CARTADA DIFÍCIL EM ALVALADE
O Marítimo, formação em que evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Júnior e Geny Catamo, vai contar com o apoio dos madeirenses no jogo com o Sporting, em Alvalade, no sábado, em desafio inserido na 32ª jornada da I Liga Portuguesa.
Os responsáveis do clube verde-rubro esperam contar com a presença de 300 adeptos, a maioria dos quais estudantes madeirenses residentes em Lisboa ou nos arredores da capital. Um apoio importante para um jogo que se prevê como de extrema dificuldade para os insulares, que continuam na luta pela permanência, nem que seja através do “play-off”.
Entretanto, o treinador José Gomes tem, de momento, apenas uma baixa, o extremo Geny Catamo, por estar emprestado pelo Sporting.
Ainda no sábado, o Chaves de Bruno Langa recebe, às 16h30, o Paços de Ferreira, formação que ocupa a penúltima posição com 20 pontos. À entrada desta ronda, o Chaves é o sétimo classificado com 43 pontos.
Por sua vez, o Estoril de Mexer, 15º classificado com 28 pontos, joga em casa na próxima segunda-feira, 15 de Maio.