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O Governo do distrito da Matola diz que o consumo de bebidas alcoólicas nos recintos escolares não é um caso isolado da Escola Secundária Bonifácio Gruveta. Para lidar com o fenómeno, a PRM na Província de Maputo vai passar a fiscalizar pastas dos alunos antes de entrarem na escola.

Na última sexta-feira, 07 de Agosto, em declarações ao “O País”,  pais e encarregados de Educação da Escola Secundário Bonifácio Gruveta Massamba, no bairro Khongolote, no município da Matola, denunciaram o “consumo de bebidas alcoólicos e comportamentos desviantes” de alguns alunos matriculados naquele estabelecimento de ensino, caracterizados por “sabotagens de aulas e roubos e pancadarias entre alunos”.

Nesta segunda-feira, o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, no distrito da Matola, reconheceu que as denúncias dos alunos são reais, e está a disciplinar os alunos sem medidas de expulsão.

De acordo com Danilo Ventura, director distrital, o sector que dirige já realizou “duas grandes reuniões multi sectoriais incluindo a Polícia e a procuradoria para encontrar soluções conjuntas uma vez os visados na sua maioria serem menores que entram em conflito com a lei”.

Os referidos encontros terminaram com planos de acção, e, em cumprimento dos mesmos, o Serviço Distrital acrescenta não serem poucas as vezes que sancionou alunos por embriaguez na escola.

“O que não podemos fazer, é tomar medida de expulsão, porque a escola é também centro de reabilitação. Nessa perspectiva, temos trabalhado com a saúde e outras organizações não-governamentais para a reabilitação desses jovens e adolescentes”, explicou, acrescentando terem sido reactivados em todos os estabelecimentos de ensino do distrito os núcleos antidroga.

A Polícia da República de Moçambique, que esteve, na última sexta-feira, na Escola Secundária Bonifácio Gruveta Massamba a sensibilizar os estudantes, assegurou já ter destacado equipas para “várias escolas para sensibilizar, conversar com alunos e fiscalizar as pastas para ver quem entra com substâncias estranhas”, explicou Carmínia Leite, porta-voz da PRM na Província de Maputo.

A polícia e o Serviço Distrital de Educação dizem que o consumo de álcool nas escolas não é um fenómeno novo e apelam à vigilância de toda sociedade.

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Apesar do cessar-fogo decretado esta segunda-feira no fim do dia, a capital do Sudão, Cartum, continua a ser palco de guerra, com vários bombardeamentos e confrontos entre o exército e a Força de Apoio Rápido.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a agência espanhola de notícias, a EFE, a capital sudanesa está desde o início da semana a assistir a bombardeamentos aéreos no sul e no noroeste, havendo relatos de confrontos entre o exército e a Força de Apoio Rápido, em vários pontos da capital.

O exército sudanês levou a cabo vários bombardeamentos antes da entrada em vigor da trégua, na segunda-feira às 21h45 locais, acordada em Jeddah com a mediação da Arábia Saudita e dos Estados Unidos da América.

Pouco antes do início da trégua, o líder da Força de Apoio Rápido, Mohamed Hamdan Dagalo, publicou uma mensagem em que condenava os bombardeamentos e pedia às forças paramilitares para continuarem os combates até à derrota do exército, de acordo com o portal sudanês de notícias Sudan Tribune.

Desde o início dos combates, a 15 de Abril, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas, mais de 840.000 procuraram abrigo em áreas rurais e outras localidades, enquanto 250.000 pessoas cruzaram as fronteiras sudanesas.

Na sexta-feira, sábado e domingo, a Cidade de Maputo foi, uma vez mais, palco da 10ª edição do Festival AZGO. Alguns anos depois de o evento ter sido adiado, por razões sanitárias, o regresso materializou-se com um espectáculo de abertura, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano. No local, coube a Fayazer, artista da Ilha da Reunião, levar o público a descobrir sons tradicionais da sua cultura, misturados com a música moderna. Trata-se da junção de Maloya e rap/trap, que o artista designa de Malotrap.

Depois da actuação de Fayazer, no Jardim do Franco houve a apresentação dos The Hood Brodz, duo composto pelos irmãos Helio Beatz e Dj Granda Beatz. A este grupo moçambicano juntaram-se Thobile Makhoyane (Eswatini) e Dona Saquia (Moçambique), do Tufo da Mafalala.

Conforme lembra uma nota de imprensa sobre o AZGO, The Hood Brodz ofereceu todos os seus sets de Afro house music, misturando batidas pulsantes e ritmos contagiantes. Thobile Makhoyane, através do Makhoya e outros instrumentos musicais tradicionais, mostrou sua musicalidade e influências, contribuindo para uma fusão emocionante de estilos.

No final da noite, coube ao artista haitiano, radicado no Canadá, Vox Sambou, encerrar a abertura do festival. O artista e activista investiu na mistura de ritmos, entre os tradicionais haitianos com elementos contemporâneos do hip-hop e reggae.

A 10ª edição do AZGO prosseguiu no dia seguinte, sábado, sob o lema “Diversidade cultural e paz. “Foi sem dúvidas uma edição de exaltação da arte na verdadeira acepção da palavra, notório em todos os momentos da sua programação. A partir da concepção visual da 10ª Edição do AZGO, Hugo Mendes ou simplesmente Psiconautah, mostra a profundidade da arte a partir da tradição, identidade e modernidade”, lê-se igualmente na nota de imprensa sobre o festival: “A curadoria encontra no ‘Afrofuturismo’ uma outra forma de inovar e gerar interesse dos festivaleiros, que foram viver uma experiência marcante trajados de roupas do futuro. A audiência foi desafiada a imaginar a África e os africanos do futuro através da indumentária”.

O melhor traje afrofuturista premiado pela organização do festival, com um valor de cinquenta mil meticais, foi do estilista Valter Mudanisse. “Tentei imaginar a mim mesmo e os africanos de modo geral nos próximos 50/90 anos. Contudo, criei a partir da tradição e da riqueza cultural que nos caracterizam como povo”, disse o vencedor.

No Campus da UEM, foram montados três palcos, a saber, 16 Neto, Zena Bacar e Fany Mpfumo.

O 16 Neto apresentou um alinhamento alternativo com a energia e o talento dos artistas: Pizzaw/Pineapples, Ckarina Miller, DJ Dub Rui, DJ Bob, Karen Ponto e Denilson LA.  Esta foi a primeira vez que o AZGO apresentou este palco, concebido para artistas emergentes na área da música e artes cénicas. E nesta edição, foi possível assistir neste palco a apresentação de uma peça teatral.

Nos palcos Zena Bacar e Fany Mpfumo, os grandes actos foram protagonizados por estrelas nacionais e internacionais que ofereceram uma verdadeira festa ao público que aderiu em massa ao AZGO 2023.

Os mais novos Mark Exodus, Helio Beatz, Radjha Ally, Dehermes e Yaba Buluku Boys se estreiam no AZGO com apresentações ricas e cheias de emoção. “Acho que acabo de realizar um sonho”, disse Mark Exodus logo a sua saído do palco.

Stewart Sukuma e Banda Nkuvu cantaram Moçambique com toda energia já conhecida. “O AZGO é um projecto consistente e hoje provou mais uma vez a sua relevância”, disse o músico.

Elvira Viegas, rosto da 10ª Edição do Festival AZGO, ofereceu uma áurea de nostalgia e despertou lembranças de um passado, apresentando os seus sucessos de sempre “Grito de Criança”, “Lizeze”, “Xikala Vitu” ou “Tiva Taku”.

Eduardo Paim matou “Saudades” de Maputo, cantando “Rosa Baila” com um suporte de uma banda composta por instrumentistas moçambicanos. “Sinto-me amado e orgulhoso de todo percurso que trilhei. Há um calor especial e diferente dos moçambicanos. A esperança é voltar para muito mais, porque hoje essa semente foi lançada e ganhou uma nova vida”.

Os sul-africanos K.O, Sdala B & Paige apresentaram o house music, amapiano, rap/trap, entre outros géneros. O público cantou os sucessos de K.O, desde “SETE”, “Run Jozi” entre outros. Sdala B & Paige com “Khanyisa”, “Ghanama” e “Forever”.

“O agrupamento Yaba Buluku Boys presenteou a audiência com uma das maiores apresentações da 10ª Edição do AZGO. O grupo com projecção internacional apresentou os seus hinos “Yaba Buluku”, “Madam De Madam”, entre outros êxitos”, lê-se na nota de imprensa, na qual se acrescenta: “Pela primeira vez em Moçambique, um evento de artes criou uma zona específica para pessoas com deficiência. Trata-se de uma área que ofereceu ao público uma visualização do palco principal do Festival de forma privilegiada e confortável, com presença de uma equipe de voluntários preparados para ajudar com questões de logística como comprar bebidas, comidas, acesso a sanitários, entre outras necessidades pontuais”.

Além de lazer, o AZGO reafirmou o seu compromisso com temas importantes da vida do país. O recinto do evento serviu de espaço para a passagem de mensagens sobre preservação do meio ambiente e importância do recenseamento eleitoral.

Integrado no programa de responsabilidade social, o Azgo Mafalala voltou ao campinho da Mafalala.  Fruto de uma parceria entre a Khuzula, a Associação IVERCA e Lithos Stage Sound and Design, a festa do campinho iniciou ao som da percussão e da coreografia de mulheres pintadas de mussiro. O Tufo da Mafalala esteve em palco, a fazer as honras da casa. Logo de Helio Beatz canta e encanta com o Pandza do futuro; Stewart Sukuma brindou o público com um acústico dos seus maiores sucessos; Júnior Boca com o seu reggae levou a energia do Brasil e de outros quadrantes do mundo ao AZGO Mafalala.

Assim foi a 10ª edição do Festival AZGO!

 

O futuro de Cristiano Ronaldo continua a estar rodeado de incertezas, pese embora o contrato com o Al Nassr ser válido até Junho de 2025. O Mundo Deportivo revelou, esta terça-feira, que o craque português está farto do Al Nassr e já se desespera por uma saída do clube ao qual chegou no fim do mês de Dezembro.

A mesma publicação espanhola explica que CR7 terá ficado desiludido com a realidade que encontrou na Arábia Saudita, país onde as infra-estruturas estão muito longe de uma sociedade moderna. Terá sido isso que Ronaldo partilhou com os amigos mais próximos e por isso mesmo vai tentar regressar ao futebol europeu já no próximo verão, altura em que o mercado de transferências volta a abrir.

O Mundo Deportivo explica, ainda, que caso Cristiano Ronaldo decida rescindir contrato sem justa causa poderá ser obrigado a pagar uma indemnização ao Al Nassr, segundo os regulamentos da FIFA.

Recorde-se que Cristiano Ronaldo acumula, até ao momento, um saldo de 13 golos em 17 jogos com a camisola do Al Nassr, clube que na noite desta terça-feira irá medir forças com o Al Shabab, em mais um jogo do campeonato cujo título continua por decidir.

 

MALDINI FALA DE RONALDO

Paolo Maldini, antigo defesa do AC Milan, concedeu uma entrevista ao podcast Muschio Selvaggio, divulgada esta segunda-feira, a falar de Cristiano Ronaldo e Messi, embora não considere nenhum dos dois como o melhor jogador da história do futebol.

“Diria que o Maradona e o Ronaldo Fenómeno são os mais fortes. Nunca joguei contra Messi, graças a Deus. E quanto ao Cristiano Ronaldo, bem, é ótimo, é um grande goleador, mas tem menos magia do que outros dois jogadores, neste caso o Maradona e o Ronaldo Fenómeno”, começou por dizer.

“Lembro-me que eu era rápido e forte fisicamente, mas eles eram ainda mais rápidos. O Diego [Maradona] era muito simpático, até fiquei com vergonha de ter lhe dado tantas surras e pedi desculpas”, acrescentou, entre sorrisos.

Recorde-se que a antiga lenda do AC Milan – equipa que representou toda a carreira – ocupa agora um lugar na direcção do emblema de Milão.

O  Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou os insultos racistas proferidos contra Vinícius Júnior durante o jogo do Real Madrid frente ao Valência, e apelou às autoridades para tomarem medidas. “Não é possível que quase no meio do século XXI o preconceito racial esteja a ganhar força em vários estádios da Europa. Espero que a FIFA e outras entidades tomem medidas para evitar que o racismo tome conta do futebol”, disse Lula.

Vínicius criticou a LaLiga e os adeptos do futebol espanhol pelo “racismo normal” na competição, depois de insultos racistas terem marcado o duelo contra o Valência, com o jogador brasileiro a recusar jogar a partida, em que o Real Madrid perdeu 1-0.

“Não foi a primeira vez, nem a segunda, nem a terceira. O racismo é normal na LaLiga. A competição acha que é normal, a Federação acha que é normal e os adversários encorajam-no. Lamento-o. O campeonato que já pertenceu a Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi. Hoje pertence aos racistas”, escreveu o futebolista no Twitter.

“Uma nação linda, que me acolheu e que eu amo, mas que aceitou exportar para o mundo a imagem de um país racista. Lamento pelos espanhóis que discordam, mas hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas”, acrescentou.

 

“PRETO E IMPONENTE”: A REACÇÃO DO CRISTO REDENTOR

O Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do Mundo e símbolo maior da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, ficou sem iluminação durante uma hora numa acção de solidariedade para com Vinícius Jr., internacional brasileiro do Real Madrid vítima de racismo na LaLiga (ver notícias relacionadas), escreve o jornal “A Bola”. Uma iniciativa conjunta do Núcleo de Desporto e Fé do Santuário, da Confederação Brasileira de Futebol e do Observatório da Discriminação Racial no Futebol que pretende ser “um símbolo da luta colectiva contra o racismo e em solidariedade com o jogador e com todos os que sofrem preconceito no mundo inteiro”. Um gesto que mereceu reacção de Vinícius Jr. “Preto e imponente. O Cristo Redentor ficou assim há pouco. Uma acção de solidariedade que me emociona. Mas quero, sobretudo, inspirar e trazer mais luz à nossa luta”, escreveu nas redes sociais. “Agradeço demais toda a corrente de carinho e apoio que recebi nos últimos meses. Tanto no Brasil quanto mundo afora. Sei exactamente quem é quem. Contem comigo porque os bons são a maioria e não vou desistir. Tenho um propósito na vida e, se eu tiver que sofrer mais e mais para que futuras gerações não passem por situações parecidas, estou pronto e preparado”, acrescentou.

 

GOVERNO “ENVERGONHADO”

O Governo espanhol assegurou, esta segunda-feira, que não haverá “qualquer cobertura” para casos de racismo como aquele de que foi alvo o jogador do Real Madrid, Vinícius Júnior. “Estes incidentes são intoleráveis e absolutamente condenáveis, não apenas no espaço desportivo como num país como Espanha, terra de acolhimento e que faz da diversidade a sua bandeira. A xenofobia demonstrada por alguns energúmenos envergonha-nos como sociedade”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, numa conferência de imprensa em Bruxelas. “Da parte do governo de Espanha não haverá qualquer dúvida nem qualquer cobertura para qualquer atitude de racismo, de intolerância ou de rejeição do pluralismo”, acrescentou Albares.

A Confederação Africana de Futebol chumbou, há dias, o  Huye-Huye Stadium, palco escolhido pelos ruandeses para o duelo com os Mambas, a 18 de Junho, por não reunir os requisitos exigidos pelo órgão reitor do futebol africano para acolher jogos internacionais.

O Ruanda acaba de sofrer um duro revés ao ver a Confederação Africana de Futebol (CAF) reprovar o Huye-Huye Stadium, recinto que havia indicado para acolher a partida diante de Moçambique, inserida na quinta jornada do grupo L de acesso ao Campeonato Africano das Nações, prova a realizar-se na Costa do Marfim.

O estádio multiúso, localizado em Butare, Ruanda, não reúne os requisitos exigidos pela Confederação Africana de Futebol para acolher jogos internacionais.

Com capacidade para 10 mil espectadores, o Huye-Huye Stadium é usado principalmente para jogos de futebol e é a casa do Mukura Victory Sports FC.

Os ruandeses, segundo fonte da CAF, tinham até ontem para apresentar à CAF um novo campo para acolher esta partida decisiva para os Mambas nas contas de qualificação para o CAN.

Com o aperto para a decisão de onde irão efectuar o jogo, os ruandeses tinham poucas escolhas, pelo menos até à última informação, sendo que o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) pode ser uma das alternativas.

A Confederação Africana de Futebol não aprovou também estádios da Namíbia, Níger, São Tomé e Príncipe, Sudão, Uganda, Zimbabwe e Sudão do Sul.

À entrada da penúltima jornada da fase de qualificação, lembre-se, o Ruanda ocupa a última posição com apenas dois pontos, num grupo que é liderado pelo Senegal com 12 (já qualificado para o CAN), seguido de Moçambique e Benim, com quatro pontos cada.

Na primeira volta, os Mambas foram forçados a jogar com a África do Sul no FNB Stadium, em Joanesburgo, África do Sul, face ao facto de o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) ter sido chumbado nas vésperas por não reunir os padrões exigidos pela Confederação Africana de Futebol para receber jogos internacionais.

Na altura, o Governo teve que despender um milhão, duzentos e sete mil, trezentos e oitenta e seis Meticais e 25 cêntimos para que a selecção nacional jogasse neste recinto.

O internacional moçambicano Clésio Baúque esteve em destaque, segunda-feira, ao marcar dois golos na vitória do Honka sobre o Oulu FC, por 3-1, em desafio da jornada 8 da I Liga Finlandesa.

Segunda-feira (21 de Maio de 2023) para ficar no registo de carreira de Clésio Baúque. Pois, em jogo da 8.ª jornada da Primeira Liga Finlandesa, o internacional moçambicano arrancou uma exibição cinco estrelas, coroada com dois golos e uma assistência.

Clésio Baúque foi determinante ao fazer, aos 31’, um centro para a finalização do colega de equipa Juan Alegria, que anulou, desta forma, a vantagem conseguida pelos visitantes aos 12’ com golo da autoria de Niklas Jokelainen.

Com o empate a uma bola, as duas formações recolheram aos balneários. Na segunda metade, Clésio Baúque esteve inspiradíssimo. Aos 47’, o internacional moçambicano fez um disparo certeiro que colocou o Honka em vantagem de 2-1 na partida.

O melhor de Clésio Baúque ainda estava por vir. O internacional moçambicano bisou, aos 64’, ao concluir da melhor forma uma assistência de Mateo Ortiz. Com o jogo controlado, o internacional moçambicano foi substituído no minuto 75.

O internacional foi eleito, com a grande exibição arrancada, “homem do jogo” nesta partida. Esta vitória coloca o Honka na quarta posição na tabela classificativa da Primeira Liga Finlandesa de Futebol com 12 pontos, menos sete que o líder KuPs.

Na próxima jornada, o Honka desloca-se, no sábado, ao terreno do Inter Turku, lanterna vermelha com apenas quatro pontos. O próximo adversário de Clésio Baúque soma uma vitória, um empate e três derrotas em cinco, apresentando ainda um saldo de seis golos marcados e dez sofridos.

 

MEXER BATE-SE COM ZAINADINE E GENY ÀS 16H30 DE SÁBADO

A Liga Portugal anunciou, segunda-feira, dia 22 de Maio, em comunicado, o horário oficial dos jogos referente à jornada 34 e última da Liga Portugal Bwin.

O Marítimo, conjunto onde evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Jr. e Genny Catamo, desloca-se, sábado, ao Estádio António Coimbra da Mota para defrontar o Estoril Praia de Mexer, às 16h30.

O Marítimo vai disputar o “playoff” da Liga Portugal Bwin, a 3 e 11 de Junho, frente ao Estrela Amadora, terceiro classificado da II Liga, em jogos marcados para 3 e 11 de Junho, com a segunda mão a disputar-se na Madeira. Já o Estoril de Mexer garantiu a manutenção na Liga Portugal Bwin após vencer o Arouca, por 2-0, em desafio da 33ª jornada da competição.

Ainda no sábado, o Chaves, formação onde evolui o internacional moçambicano Bruno Langa, fecha a sua participação na competição, no sábado, com o Boavista, 10º classificado com 41 pontos.

O Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa (FBLP) e o Banco de Moçambique (BM) entregaram, na primeira quinzena deste mês, 1770 livros de temática diversa a 30 escolas primárias localizadas nos distritos de Marrupa, na província de Niassa (região Norte), Inhassunge, na província da Zambézia (região Centro) e Matutuine, na província de Maputo (região Sul do país).

A oferta, composta por obras de literatura moçambicana e infanto-juvenis diversos, dicionários, prontuários e gramáticas, é parte do projecto “Bibliotecas-Caixa”, concebido pelo FBLP e financiado pelo BM, tendo em vista apoiar escolas primárias sem bibliotecas, em materiais bibliográficos extra-curriculares, para incentivar o gosto pelo livro e pela leitura, assim melhorando as competências de leitura e escrita nos alunos abrangidos.

O projecto consiste na alocação de caixas contendo livros, numa rede de 10 escolas primárias de um distrito ou localidade, obedecendo, as referidas caixas, a uma rotatividade mensal dentro da rede de escolas. A entrega dos materiais é sempre acompanhada pela realização de um seminário de capacitação dos directores das escolas beneficiárias, para a implementação plena do projecto.

Nesse âmbito, foram contempladas as seguintes escolas: Distrito de Marrupa – EPC de Chumula, EP1 Massaca, EPC Marrupa-sede, EPC 04 de Outubro, EPC de Mepelia, EPC de Manlia, EPC de Namuera, EPC de Namarrupi, EPC de Mirorane e EPC de Macuvango; Distrito de Matutuine – EPC Bela Vista, EPC Missão Roque, EPC Madjuva, EPC Massindla, EPC Mudada, EPC Mudissa, EPC Pedreira, EPC Salamanga, EPC Mondoene, e EPC Manchafane; Distrito de Inhassunge – EPC Gonhane, EPC Eduardo Mondlane, EPC de Mucupia, EP1 de Linda, EPC1 de Matilde, EPC de M’bereme, EPC Mussama, EPC de Masabado, EPC de Muailado e EPC de Boane.

O projecto já beneficiou redes de escolas nos distritos de Namuno, em Cabo Delgado, Angónia, em Tete, e Chongoene, em Gaza. Ainda este ano, irá contemplar redes de escolas nos distritos de Angoche, em Nampula, Vanduzi, em Manica, e Funhalouro, na província de Inhambane.

O ensaísta e professor universitário Martins JC Mapera é o grande convidado para a sessão de conversa designada “Os meus livros de cabeceira”, organizada pela Associação Kulemba. Marcada para esta terça-feira, a iniciativa com leitores, autores e entusiastas de literatura vai iniciar às 18 horas, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, devendo prolongar-se até perto das 19 horas.

Numa sessão descontraída, durante uma hora, Martins JC Mapera vai debruçar-se sobre os livros que, ao longo dos anos, contribuíram para que se tornasse um leitor e a autor consequente. De igual modo, a partir da sua experiência literária, o ensaísta vai referir-se à importância das obras literárias no seu processo de formação intelectual, ora chamando atenção para o poder da literatura na reconstrução da vida social, ora enaltecendo a função da leitura na consciencialização dos cidadãos.

A sessão com Martins JC Mapera desta terça-feira será a segunda da rubrica “Os meus livros de cabeceira”, depois de, no passado mês de Abril, a docente universitária Carla Karagianis ter inaugurado o encontro com autores e leitores na Livraria Fundza.

Martins JC Mapera é Professor Associado da Universidade Licungo, Doutor em Hermenêuticas Culturais pela Universidade de Aveiro em consórcio com a Universidade do Minho e antigo Director da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Zambeze. Actualmente, Investigador é do CECS — Universidade do Minho — Projecto Memórias, culturas e identidades: o passado e o presente das relações interculturais em Moçambique e Portugal. Tem publicado, no âmbito da Crítica literária, estudos culturais, Sociologia da cultura, Sociologia da Comunicação, Comunicação Intercultural e Filosofia da Linguagem. É autor de Cinzas de cão: ensaios críticos de literatura (2018).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta segunda-feira que o mundo terá um défice de vacinas contra a cólera até 2025 e que um bilião de pessoas de 43 países podem ser infectadas com a doença.

Num alerta para o aumento de casos de cólera em todo o mundo, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) realça que esta “é uma emergência e é preciso intensificar a imunização para conter o cenário.

A ONU News comunicou que o maior problema é o acesso à vacina. Uma parceria da OMS nessa área, a Aliança Global de Vacinação Gavi, já avisou que a falta de doses deverá persistir até 2025.

Para Gavi é possível garantir uma entrega de doses para a vacinação preventiva em larga escala até 2026, mas para isso, os países precisam de agir com urgência.

Atualmente, de acordo com dados da OMS, 24 países registam casos de cólera. E segundo a ONU, a doença pode se espalhar para 43 nações colocando um bilião de pessoas sob risco.

Atualmente, 24 países registam casos de cólera e, de acordo com a OMS, a doença pode espalhar-se para 43 nações, colocando 1 bilião de pessoas em risco.
Entre os factores para que as pessoas sejam infectadas estão a pobreza, conflitos, alterações climáticas e deslocamentos.

Moçambique é um dos países com aumento de pacientes na década de mudança sazonal nos casos de cólera. O risco é que haja retrocessos, após avanços alcançados no controlo da doença em décadas anteriores.

A OMS calcula que mais 10 milhões de unidades de vacinas foram utilizadas para responder a surtos entre 2021 e 2022.

A procura foi maior do que a soma de toda a década anterior.

Para o diretor administrativo da Gavi para Mercados de Vacinas e Segurança de Saúde, Derrick Sim, “a boa notícia é que existem doses para manter o atendimento a toda a procura de emergência, apesar do aumento de surtos”.

A OMS já tinha alertado para um cenário sombrio em relação às perspetivas para controlar a doença a curto prazo.

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