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A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.

O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.

Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.

Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano. 

“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.

O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.

“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.

As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.

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De um mar de incertezas para… certeza. A bola voltou a ser lançada ao ar, na Cidade de Maputo, com a retoma de provas seis meses depois. O Torneio de Abertura, primeira prova realizada pela Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), está ao rubro com as formações participantes a darem o seu melhor na quadra para atingirem os seus objectivos.

Para não variar, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, dois dos conjuntos que mais investem na contratação de atletas, estão a dominar as provas em masculinos e femininos.

No plano masculino, e no rescaldo da dupla-jornada realizada no final de semana, o Costa do Sol não esteve para meias medidas, aplicando, quinta-feira, “chapa 100” ao Maxaquene “B”.

Os “canarinhos”, campeões da cidade, derrotaram os “tricolores” por 113-28, num duelo em que controlaram todos os quartos.

Perante a equipa principal do Maxaquene, já no sábado, o Costa do Sol experimentou algumas dificuldades, tendo vencido por sete pontos: 67-60.

Estas duas vitórias mantêm o conjunto de Miguel Guambe na primeira posição com 14 pontos. Na perseguição ao líder, o Ferroviário de Maputo, segundo classificado com 11 pontos, cumpriu outrossim na dupla jornada.

A formação verde-e-branca começou por vencer, sexta-feira, a A Politécnica por 72-43. Sábado, em desafio da 7ª jornada, o Ferroviário de Maputo bateu as Águias Especiais por 78-36.

Quem também arrancou duas vitórias na prova é o Ferroviário “B”, formação comandada por Rui Rafael. Este conjunto, maioritariamente constituído por atletas que saltaram dos juniores, derrotou o Maxaquene “B” por 58-53.

Embalado, o Ferroviário “B” voltou a fazer mais uma vítima ao vencer a Universidade Pedagógica por 69-36.

Nota de destaque para a equipa sub-20 do Costa do Sol que, no sábado, se impôs no duelo com a A Politécnica, vencendo por 56-46. Os “politécnicos” somaram a sua terceira derrota consecutiva, depois de um arranque bem conseguido no Campeonato da Cidade. Por sua vez, o Maxaquene não teve dificuldades para vencer sábado o vizinho e rival Desportivo Maputo, por 100-79. O Desportivo Maputo perdera, na véspera, com as Águias Especiais por 61-47.

 

FERROVIÁRIO DE MAPUTO INVICTO…

Mais um jogo, mais uma vitória para a equipa sénior feminina de basquetebol do Ferroviário de Maputo. A formação comandada por Nasir “Nelito” Salé reforçou a liderança da prova – agora com 12 pontos – ao derrotar, sexta-feira, a sua equipa secundária (Ferroviário B, entenda-se) por 76-39.

Segundo classificado, o  Costa do Sol “despachou” a Lázio – conjunto que participou na edição 2022 da Liga Sasol – ao vencer por 65-34. O Desportivo Maputo, por sua vez, venceu a estreante Águias Especiais por 56-48.

Claramente que a prova será dominada pelo Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, campeão e vice-campeão nacional, respectivamente. São, de resto, as duas formações que contribuem com mais jogadores para a selecção nacional de basquetebol sénior feminina.

Lembre-se que, na jornada inaugural, o Costa do Sol perdeu com o Ferroviário de Maputo por 70-40.

 

Quadro de resultados:

Seniores masculinos

 

Sexta-feira, 9 de Junho de 2023

A Politécnica 43-72 Ferroviário A

Maxaquene “B” 53-58 Ferroviário B

Desportivo 47-61 Águias Especiais

Costa do Sol 67-60 Maxaquene

 

Seniores femininos:
Ferroviário A 76-39 Ferroviário A

Costa do Sol 65-36 Lázio

Desportivo 56-48 Águias Especiais

 

Sábado, 10 de Junho de 2023

Ferroviário B 69-36 UP

Costa do Sol SUB-20 56-46 A Politécnica

Ferroviário 78-36 Águias Especiais

Maxaquene 100- 79 Desportivo

Os comissários de pista Filipe Machado e Luís Tenifala marcaram presença, sábado e domingo, no tradicional e histórico “24 horas Le Mans”, um dos maiores eventos de resistência automobilística do mundo, realizado em Sarthe, em Le Mans, na França. Curiosamente, os moçambicanos foram os únicos africanos convidados pela organização para participar do evento também conhecido como “24 horas Le Mans Centenário”.

Durante a estadia na França, Filipe Machado e Luís Tenifala, que fizeram parte de um leque de 2000 comissários, foram recebidos pelo director de provas, num encontro em que deram a conhecer o estágio do desporto motorizado em Moçambique.

Os moçambicanos tiveram o privilégio de estar na prova que marcou o regresso da Ferrari após 50 anos de auseíncia. Os italianos dominaram a prova e colocaram um ponto final a hegemónica da Toyota, equipa que venceu as cinco últimas edições das “24 horas Le Mans”.

A Ferrari n51 dos italianos Alessandro Pier Guidi e Antonio Giovinannazi e do britânico James Calado foi mais rápida ao final da lendária prova de “endurro” à frente da Toyota N.8.

Com menos de duas horas para o final da prova, os carros da Ferrari e Toyota tinham menos de 30 segundos de diferença, sendo que o piloto Ryo Hirakawa (da Toyota) cometeu um erro de freagem na curva “Arnage” e bateu em uma barreira. Ainda que a viatura da Toyota tenha conseguido continuar, o piloto japonês teve que parar nas “boxes” para concertar os danos, deixando a “scuderia” livre para conseguir conquistar a sua primeira vitória desde 1965. O Cadilac N.2 ficou na terceira posição em frente de seu outro veiculo, o N.3, quarto classificado.

Ace Magashule, antigo secretário-geral do ANC, foi expulso do partido. A notícia foi tornada pública, hoje. Magashule é acusado de desacreditar o partido ao suspender, unilateralmente, o presidente do partido no poder na África do Sul, Cyril Ramaphosa.

É o fim da carreira de Ace Magachule no Congresso Nacional Africano, ANC. O secretário-geral foi expulso do partido na África do Sul, segundo anunciou, esta segunda-feira, o porta-voz do ANC, Mahlengi Bhengu-Motsiri, citado pela News24.

“Depois de um veredicto de culpado pelo Comité Nacional de Disciplina no partido, o camarada Ace Magashule foi autorizado a mostrar o motivo pelo qual não deveria ser expulso do ANC. Após o lapso de sete dias, o Comité Nacional de Disciplina não recebeu nenhuma representação nesse sentido”.

Suspenso desde Maio de 2021, o antigo secretário-geral é acusado de violar alguns artigos dos estatutos da formação política no poder na África do Sul, ao suspender, unilateralmente, o presidente do partido, Cyril Ramaphosa.

Na altura, Magachule alegou que Cyril Ramaphosa enfrenta acusações de compra de votos durante a sua campanha política para a presidência do ANC.

Antes do seu afastamento definitivo, Magachule movimentou vários expedientes dentro do partido e nos tribunais sul-africanos, para contrariar o posicionamento do ANC, que até exigiu que o antigo secretário-geral apresentasse um pedido de desculpas em público pela tentativa de suspender Cyril Ramaphosa.

Magashule, que enfrenta na justiça uma acusação por alegada fraude e corrupção pública que envolve milhões de rands, entende que as acusações que ditaram a sua expulsão do ANC foram politicamente motivadas, e prometeu “responder no momento certo”, de acordo com a News24.

O Marítimo de Portugal, equipa em que militam os internacionais moçambicanos, Zainadine Jr e Geny Catamo, desceu de divisão 38 anos depois. Os insulares perderam nos play offs diante do Estrela da Amadora, por 4-2 na lotaria das grandes penalidades, no jogo da segunda mão.

É o fim da linha para o Marítimo de Portugal. Depois da derrota por 1-2 no jogo da primeira mão, os insulares tinham uma missão espinhosa para passar a eliminatória.

A equipa madeirense não merecia este desfecho, mas no futebol, já se sabe, o que conta são os golos e, na lotaria, a eficácia esteve do lado dos amadorenses.

A titularidade de Val Soares, por troca com João Afonso, foi a única alteração no onze do Marítimo face ao jogo da Reboleira. Já o Estrela da Amadora foi a jogo com o mesmo onze de há uma semana.

Sem medo de um Caldeirão a abarrotar, o Estrela entrou a querer assumir o jogo, pressionando alto ou guardando a bola na procura da baliza de Marcelo Carné de forma organizada. Mas os verde-rubros, uma vez em posse, não se deixaram enganar e começaram a mostrar ao que vinham.

Não começou bem, é certo, mas as transições rápidas madeirenses, lançadas logo após a recuperação do esférico, começaram a incomodar, em crescendo, o último reduto da equipa de Sérgio Vieira. Faltou alguma clarividência nos lances de Val Soares e Félix Correia, antes do quarto de hora, mas Bruno Xadas, aos 18, a passe de Geny Catamo, encarregou-se de mostrar como se faz. O português trabalhou bem em frente à grande área e rematou de forma indefensável para o 1-0.

Mas o Estrela recompôs-se rapidamente e, após algumas aproximações, acabou por restabelecer a igualdade, na sequência de um lance algo confuso, precedido de um pontapé de canto, aos 26 minutos. Regis cabeceou à trave, e Miguel Lopes, após uma série de ressaltos, fez a recarga ao segundo poste.

A partida ameaçou ficar partida, até porque o Estrela fez questão de não descansar em cima do empate, mas foi o Marítimo, aproveitando o adiantamento dos amadorenses, a voltar marcar a festejar, embora por pouco tempo, pois André Vidigal, bem servido por Félix Correia, foi apanhado em fora de jogo por oito centímetros…

O lance aconteceu aos 39 minutos e, caso tivesse contado, teria sido um prémio justo para o trabalho realizado pelos madeirenses no primeiro tempo ante um Estrela que viveu alguns momentos de sofrimento, só atenuados pela ansiedade patenteada pela equipa de José Gomes na hora de definir no último terço.

Com tudo em aberto para o segundo tempo, o Marítimo regressou das cabines com uma alteração forçada. O capitão Zainadine, que actuou os últimos minutos da primeira parte algo condicionado, cedeu o lugar a René Santos. Do lado da equipa da Amadora voltou o mesmo onze e a mesma predisposição táctica.

A equipa de Sérgio Vieira apostava na gestão, mas acabou por apanhar vários sustos antes dos 60, com dois remates de Félix Correia a serem desviados em defesas e ao ver poste negar o golo a Gany Catamo, após passe de Val Soares.

Apesar de estar por cima, José Gomes mexeu na equipa e o jogo do Marítimo acabou por perder capacidade para chegar ao último terço do Estrela, que foi renovando as suas peças sem alterar a estratégia de jogar sempre pelo seguro, mas sem perder de vista a baliza de Carné, embora só lá tivesse chegado perto em lances de bola parada.

O jogo, contudo, foi perdendo qualidade, com muitas quezílias, faltas e paragens. O Estrela sentia-se confortável, ao contrário do Marítimo, que ia revelando muito coração e pouca cabeça. Antes de ser anunciado o tempo extra, que foi festejado com euforia pelo Caldeirão (nove minutos), o recém-entrado Chucho Ramírez deixou o primeiro aviso, cabeceando para defesa de Brígido.

Os insulares apostavam no chuveirinho e o venezuelano, já nos descontos, voltou a cabecear, desta vez por cima. Mas aos 90+6, Cláudio Winck cruzou milimetricamente e a cabeça de Chucho não perdoou, para delírio do Caldeirão que não havia deixado de acreditar no empate. Balde de água gelada servido ao cair do pano num estádio em ebulição, e já com o Estrela sem Sérgio Vieira no campo, após ter visto cartão vermelho directo, aos 87.

E como decorreu o prolongamento? Bem, a primeira parte só deu Marítimo. Tanto assim foi que chegou a pairar no ar a sensação de que era inevitável mais um golo madeirense. Winck estava com a corda toda e foi lançando o pânico entre a defesa amadorense, e Chucho, novamente de cabeça, obrigou Brígido à defesa da noite.

Na segunda parte, o Marítimo voltou a ser superior e a ficar mais perto do golo, apesar de o Estrela ter criado mais perigo, embora definindo muito mal. Mas já faltavam pernas a ambos os lados, e a decisão sobre quem ficava na I Liga ficou reservada para a marca dos 11 metros.

Na lotaria, o Marítimo apenas converteu duas de cinco, enquanto o Estrela falhou uma de quatro.

António Sitole

 

Com a entrada em vigor da Lei nº 16/2014, de 20 de Junho, Lei de Protecção, Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica (Lei de Conservação-LC), republicada pela Lei n.º 5/2017, de 11 de Maio, as infracções contra o meio ambiente, mormente contra a vida selvagem e flora, que antes eram punidas como contravenção pela Lei n.º 10/99, de 07 de Julho (Lei de Florestas e Fauna), passaram a ser tipificados como crimes.

Condutas como as de abate sem autorização de espécies proibidas e protegidas de flora e fauna; posse, transporte, comercialização, importação, exportação e venda sem permissão legal de recursos florestais e faunísticos, entre outros, deixaram de ser punidas apenas com multa e passaram a ser sancionadas com penas de prisão que variam de 8 a 16 anos e multa correspondente (art. 62 da LC).

Por forma a desencorajar os prevaricadores, os Tribunais têm sido implacáveis na punição, existindo casos em que são aplicadas penas concretas de até 30 anos de prisão.

No entanto, em 2020 um tribunal nacional aplicou uma pena não privativa de liberdade, concretamente a de prestação de serviços socialmente úti, a um maior de 21 anos por ter ficado provado que o mesmo cometeu um crime de abate ilegal de espécies protegidas de fauna, ilícito punível com pena de 12 a 16 anos de prisão.

Não se vai aqui questionar o mérito da decisão do Tribunal, mas tão-somente a possibilidade de aplicação ou não de penas não privativas de liberdade aos agentes de crimes contra a vida selvagem.

O Código Penal (CP) enumera no seu artigo 71 as penas não privativas de liberdade. Assim, são penas não privativas de liberdade: a multa; a prestação de serviços socialmente útil; e a interdição temporária de direitos. No entanto, o legislador penal proibiu que se aplicasse penas alternativas a prisão a determinados tipos de crime, dos quais há que destacar a caça, abate ou pesca de espécies de flora e de fauna protegidas ou proibidas – vide al. l) do nº 1 do art. 69 do CP. Não só proibiu a aplicação de penas não restritivas de liberdade aos crimes contra a vida selvagem, mas também limitou o seu uso aos delitos cujas penas a serem aplicadas não excedam a 3 anos.

Diferentemente do que acontecia com o anterior CP, aprovado pela Lei nº 35/2014, de 31 de Dezembro, em que dedicava alguns artigos aos crimes contra a vida selvagem, mormente a exploração ilegal de recursos florestais (art. 352), abate de espécies protegidas e proibidas (art. 353) caça e pesca proibida (art. 359 e 360), a previsão dos mesmos não consta do actual CP. Contudo, engana-se aquele que pensar que os mesmos deixaram de ser crime, visto que, a Lei de Conservação não se aplica apenas aos crimes ambientais e contra a vida selvagem cometidos dentro das áreas de conservação, pois nos termos do nº 1 do seu artigo 3, o seu regime jurídico “aplica-se a todos valores e recursos naturais existentes no território nacional e nas águas sob a jurisdição nacional”.

Ora, a LC, no nº 2 do art. 53, contém uma disposição legal que prevê a aplicação de penas alternativas à prisão, segundo a qual: “em casos devidamente justificados, ao infractor pode ser aplicada pena alternativa, incluindo de trabalho para a compensação ao esforço da conservação”.

Da formulação constante da disposição legal citada, resulta que, em regra, se pode aplicar todas penas alternativas à prisão constantes do CP, incluindo a da compensação ao esforço da conservação.

Questão por resolver é a de saber se a norma contida no já referido n.º 2 do art. 53 da LC está em vigor, tendo em conta que o actual Código Penal é uma Lei nova, comparativamente a LC, limita a aplicação das penas alternativas aos crimes contra vida selvagem e aos ilícitos criminais puníveis com penas superiores a três anos. Ao conversar com o actual CP, para encontrar uma resposta à questão suscitada, constatou-se que não existe uma norma que expressamente revogou o nº 2 do artigo 53 da Lei de Conservação, ou quaisquer normas deste diploma legal que a contrariem.

Nos termos do n.º 3 do art. 7.º do Código Civil: “A lei geral não revoga a lei especial, excepto se outra fora a intenção inequívoca do legislador”. Desta disposição legal resulta que o actual código penal ao não declarar de forma expressa a revogação do já referido nº 2 do art. 53, a norma nele contida mantém-se em vigor.

Assim, partindo das premissas segundo as quais: (i) o actual código penal não contém uma norma que expressamente revoga as disposições da LC; (ii) A Lei geral não revoga a especial; a conclusão óbvia é de que, enquanto não existir uma revisão pontual da LC, aos crimes contra a vida selvagem é permitida a aplicação de penas não privativas de liberdade independentemente da pena aplicável, cabendo, em cada caso concreto, ao juiz decidir tendo em atenção, entre outra circunstâncias atenuantes, as constantes do art. 56 da Lei de Conservação, designadamente: (i) a gravidade do facto; (ii) os antecedentes do infractor; (iii) conhecimento ou noção das consequências do acto praticado.

Morreu, na manhã desta segunda-feira, aos 86 anos, vítima de doença, o antigo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

Notícias avançadas pela imprensa italiana indicam que Sílvio Berlusconi tinha um histórico de problemas de saúde. O político estava internado desde a última sexta-feira no Hospital San Raffaele de Milão, na Itália.

Entretanto, Berlusconi havia sido, antes, internado no hospital devido a problemas respiratórios.

O político, que por muito tempo foi considerado a figura pública mais marcante da Itália, ocupou o cargo de primeiro-ministro durante nove anos, sendo o que por mais tempo permaneceu no cargo no pós-guerra, e o terceiro com mais tempo desde a unificação da Itália.

Berlusconi era o líder do Povo da Liberdade, um partido de centro-direita que fundou em 2009.

Perde a vida enquanto ocupava o cargo de deputado do parlamento europeu desde 2 de Julho de 2019.

 

LÍDERES MUNDIAIS LAMENTAM MORTE DE SÍLVIO BERLUSCONI

Líderes descrevem Sílvio Berlusconi como um homem sábio e um político que contribuiu para o desenvolvimento da política espanhola.

A Primeira-Ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou Silvio Berlusconi como um dos homens mais influentes da história da Itália, considerando que, dele, o país aprendeu que não deveria deixar mais que lhe impusesse limites.

Por seu turno, o presidente russo, Vladmir Putin, diz que sempre admirou a sabedoria e a capacidade com que Berlusconi tomava as decisões equilibradas e com visão de futuro, mesmo nas situações mais difíceis.

Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, recordou o antigo Primeiro-Ministro italiano como um homem de coragem e determinação, o que fez dele um dos homens mais influentes da história de Itália e lhe permitiu fazer verdadeiros progressos no mundo da política, da comunicação e dos negócios.

Ausência dos jogadores da União Desportiva de Songo e do Ferroviário de Nampula, para além de alguns que actuam fora de portas, marca o arranque dos trabalhos da selecção nacional de futebol, os Mambas, para o embate de domingo, diante do Ruanda. O conjunto estará completo a partir desta terça-feira e a viagem para Kigali está marcada para quinta-feira.

É um arranque a meio gás dos trabalhos dos Mambas rumo ao embate do próximo domingo, em Kigali, diante do Ruanda. Chiquinho Conde não teve todos jogadores convocados disponíveis no primeiro dia de trabalhos, com ausências de realce, principalmente de jogadores que actuam intramuros.

Trata-se dos jogadores da União Desportiva de Songo, nomeadamente Bhéu, Danito e Amadou, e do Ferroviário de Nampula, Fasistêncio e Telinho, que tiveram seus jogos do Moçambola disputados na tarde de domingo, em Songo e Nampula, respectivamente, e sem ligações imediatas para Maputo, o que fez com que a sua chegada tivesse sido tardia.

A União Desportiva de Songo jogou com o Ferroviário da Beira, enquanto os “locomotivas” de Nampula receberam o Baía de Pemba na capital da mesma província.

Já dos jogadores que actuam fora de portas e que não estiveram na sessão desta segunda-feira, destaque para Geny Catamo, do Marítimo, que esteve envolvido no jogo do play-off de manutenção à primeira liga portuguesa, tendo perdido nas grandes penalidades e visto a sua equipa cair para a segunda liga.

Não estiveram outros tantos, casos de David Malembane, Witi e Clésio Baúque, que jogou no sábado pela sua equipa, o Honka, tendo empatado a um golo com Ilves, para o campeonato finlandês.

Vale dizer que a sessão matinal desta segunda-feira, a primeira dos Mambas, comandada por Chiquinho Conde, contou com apenas nove jogadores, sendo seis deles que actuam fora de portas.

Mexer e Gildo, que jogam em Portugal, Kambala e Edmilson Dove, que actuam na vizinha África do Sul, Domingues, agora sem clube depois de ter estado, também, na África do Sul, e Gianluca Lorenzoni, repescado para os Mambas, foram os “estrangeiros” presentes na sessão desta segunda-feira.

Dos que jogam internamente, estiveram presentes os jogadores do Costa do Sol e do Ferroviário de Maputo, que jogaram na sexta-feira e sábado.

Depois de terem treinado durante a manhã no Estádio Nacional do Zimpeto, no período da tarde desta segunda-feira, na segunda sessão, os Mambas realizaram o treino no relvado sintectico do campo do Costa do Sol, já com a integração de alguns jogadores que se juntaram ao grupo na manhã desta segunda-feira.

A sessão no campo dos “canarinhos”, visava permitir que os jogadores tivessem contacto com o relvado sintéctico, uma vez que o jogo entre Ruanda e Moçambique terá lugar no campo com relva similar.

 

PLANO DE ACTIVIDADES NÃO INCLUI EMBATE COM MALAWI

Entretanto, os Mambas voltam a ter uma sessão de treinos esta terça-feira, no período matinal, no Estádio Nacional do Zimpeto, já com a integração de todos jogadores convocados.

Será, do resto, uma sessão mais dura, contrariamente aos dois desta segunda-feira, que foram mais para recuperação física e para traçar estratégias de preparação para os próximos embates.

Quarta-feira haverá outra sessão matinal, no Estádio Nacional do Zimpeto, a porta fechada, no dia que estava reservado para o jogo de controlo com o Malawi. Para já não se sabe se será neste treino que os Mambas vão defrontar o Malawi, ou será apenas uma sessão, tal como as outras.

Chiquinho Conde vai falar na sessão matinal de quinta-feira, novamente no Estádio Nacional do Zimpeto, numa sessão de treinos de despedida do solo pátrio, uma vez que a partida para Kigali está prevista para a mesma data, no período da tarde.

Os Mambas, recorde-se, ocupam a segunda posição do grupo L de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, CAN-2023, que terá lugar próximo ano na Costa do Marfim, com os mesmos quatro pontos do Benin, atrás do já qualificado campeão em título, Senegal, e com dois pontos de vantagem em relação ao seu adversário de domingo, que é lanterna vermelha com apenas dois pontos.

 

EIS A CONVOCATÓRIA DOS MAMBAS

Guarda-Redes: Fasistêncio João (Ferroviário de Nampula), Victor Guambe (Costa do Sol) e Ivane Urrubal (Associação Black Bulls).

Defesas: Bheu Januário (União Desportiva do Songo), Domingos Macandza (Costa do Sol), Daniel Mutambe (União Desportiva de Songo), Edmilson Dove (Kaizer Chiefs), Francisco Muchanga (Costa do Sol), Martinho Thauzene (Associação Black Bulls), Edson Sitoe (Estoril Praia) e David Malembana (Lokomotiv Sofia).

Médios: Manuel Kambala (Magesi FC), Amade Momade (União Desportiva do Songo), Shaquille Nangy  (Ferroviário de Maputo), Ali Abudo (Costa do Sol), Elias Pelembe (Royal AM), Geny Catamo (CS Marítimo), Stélio Ernesto (Ferroviário de Nampula), Witiness Quembo (FC Nacional da Madeira), Gildo Vilanculos (Sporting Clube Covilhã) e Clésio Baúque (FC Honka).

Avançados: Melque Alexandre (Associação Black Bulls) e Stanley Ratifo (CfR Pforzheim).

As decisões dos Estados Unidos e do Programa Mundial de Alimentação (PMA) das Nações Unidas de suspender a ajuda alimentar à Etiópia devido ao alegado desvio desse apoio está a punir milhões de pessoas. Este alerta é do porta-voz do governo etíope, Legesse Tulu.

Legesse considera esta decisão política.

“Tornar apenas o governo responsável pelos desvios é inaceitável”, disse Legesse Tulu, durante uma conferência de imprensa.

Na quinta-feira, a USAID, a agência de ajuda internacional do governo dos EUA anunciou a suspensão de ajuda alimentar ao país e denunciou uma operação de desvio generalizada e coordenada.

No dia seguinte, o PMA anunciou que suspendia temporariamente a ajuda alimentar, citando também desvio de alimentos e afirmou que a assistência nutricional a crianças, grávidas e lactantes, programas de refeição escolar e actividades de fortalecimento de agricultores e criadores devido aos choques externos continuaria sem interrupção.

Num comunicado de imprensa, as autoridades etíopes e a USAID garantiram que decorria uma investigação conjunta para que os autores dos desvios sejam responsabilizados.

De acordo com os dados da ONU, citados pelo Notícias ao Minuto, cerca de 20 milhões de pessoas dependem de ajuda alimentar.

A Etiópia também abriga quase um milhão de refugiados, principalmente do Sudão do Sul, Somália e Eritreia.

Desde meados de Abril, quase 30 mil pessoas que fogem do conflito no Sudão também encontraram refúgio no leste da Etiópia.

A Associação Kulemba realiza, entre quarta-feira e sábado, a sexta edição do Festival do Livro Infanto-Juvenil da Kulemba (FLIK). O evento terá lugar na Casa do Artista e na Livraria Fundza, na Cidade da Beira, e vai juntar diferentes actores das artes e letras do país e do estrangeiro.

Segundo a nota de imprensa da Associação Kulemba, nesta sexta edição, o FLIK decorre sob o lema “Ler para reduzir o risco de desastres”, pois parte considerável da população mundial está constantemente exposta às calamidades naturais. Como Moçambique, e, particularmente, a Cidade da Beira, tem sido, nos últimos tempos, afectado pelos efeitos das mudanças climáticas, o festival pretende fazer da educação e da cultura factores importantes na redução da vulnerabilidade e na formação da resiliência nos mais novos. Para o efeito, o FLIK 2023 vai investir na leitura e na escrita como instrumentos de construção do conhecimento, de habilidades e atitudes necessárias para se evitar e/ou lidar com os desastres climáticos.

Um dos momentos altos do festival infanto-juvenil será o anúncio dos vencedores dos seguintes prémios: Declamação de Poesia, Concurso Literário e, principalmente, do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, na sua primeira edição, pelo presidente do júri Alberto da Barca.

No festival, estão previstas actividades formativas, nomeadamente, oficina de ilustração, de narração de histórias, de teatro, de escrita criativa e de pintura, que serão orientadas pelos autores convidados. No evento, está programada, igualmente, uma residência literária, na qual os autores irão produzir livros infanto-juvenis com a temática de redução de riscos de desastres.

Entre os autores confirmados para celebrar o livro infanto-juvenil, constam Agnaldo Bata, Hotélio Alberto, Japone Arijuane, Nayara Homem, Rafo Diaz, Roberto Savanguanni, Tânia Pereira, Vânia Óscar, Walter Zand e Teresa Noronha, que é a patrona desta edição do FLIK.

Todos os convidados, para além de realizar actividades na Casa do Artista e na Livraria Fundza, vão deslocar-se às escolas localizadas dentro e fora da Cidade da Beira para partilhar as suas experiências com alunos e professores, procurando despertar neles o gosto pela leitura e escrita.

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