A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.
O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.
Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.
Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano.
“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.
O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.
“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.
As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.
Um funcionário da Organização Mundial da Saúde foi morto durante um ataque a um hotel em Mogadíscio, capital da Somália, cometido por combatentes islamitas radicais do Shebab.
Na sexta-feira à noite, um comando de sete combatentes islamistas invadiu o hotel Pearl Beach, na orla marítima de Mogadíscio. De acordo com a polícia somali, citada pelo Notícias ao Minuto, seis civis foram mortos e 10 ficaram feridos durante o cerco de seis horas, onde também morreram três membros das forças de segurança.
“Estou desolado com a perda de um funcionário da OMS no recente ataque em Mogadíscio”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, na rede social Twitter, acrescentando: “Condenamos todos os ataques contra civis e trabalhadores humanitários”.
Os shebab, que reivindicaram a autoria do atentado, alegando que tinham como alvo um local frequentado pelas autoridades, têm vindo a travar uma insurreição contra o governo federal da Somália há mais de quinze anos e têm frequentemente como alvo hotéis, que normalmente albergam altos funcionários somalis e estrangeiros.
Subiu para 32 o número de pessoas que perderam a vida devido ao surto de cólera que afecta a África do Sul. De acordo com o Ministério sul-africano da Saúde, 29 mortes foram registadas na província de Gauteng, perto da capital Pretória.
As vítimas são na maioria da região de Hammanskraal, no norte da cidade de Pretória, o epicentro da doença.
As autoridades de saúde na África do Sul dizem que, até ao momento, 166 casos foram confirmados e há também o relato de mais de 100 casos suspeitos, nas províncias de Mpumalanga, Limpopo, Free State e North west.
O Presidente Cyril Ramaphosa esteve, esta quinta-feira, em Hammanskraal onde pediu desculpas pela má qualidade da água fornecida na região.
Ramaphosa disse ainda que as investigações prosseguem para determinar a causa do surto de cólera, mas admitiu que o governo esteve aquém das expectativas da população daquela região.
“Lamentamos que a cólera tenha causado a morte de várias pessoas, embora ainda não tenhamos a confirmação de que as mortes por cólera são resultado da água fornecida aos moradores. O vosso direito humano básico é ter água limpa. Não correspondemos às vossas expectativas como povo de Hammanskraal.”
Problemas de saneamento sempre foram reportados em Hammanskraal, com perto de 120 mil habitantes.
O presidente Cyril Ramaphosa disse que são necessários quatro bilhões de rands para garantir água potável àquela região.
O ex-presidente dos Estados Unidos é acusado de ter cometido 37 crimes no caso dos documentos confidenciais levados da Casa Branca. Donald Trump é também acusado de ter colocado em risco alguns dos maiores segredos de segurança dos Estados Unidos da América.
O ex-presidente norte-americano deverá fazer-se presente no tribunal federal de Miami, na próxima terça-feira, para ser acusado formalmente de 37 crimes no caso dos documentos confidenciais levados da Casa Branca.
As autoridades norte-americanas acusam Donald Trump, entre vários crimes, de retenção ilegal de segredos do Governo, obstrução da justiça, conspiração e de ter colocado em risco alguns dos maiores segredos de segurança dos Estados Unidos, que poderão colocar em evidência as vulnerabilidades do país em caso de ataque.
Numa acusação, de 49 páginas, tornada pública pela Justiça norte-americana consta que:
“Os documentos confidenciais que TRUMP guardou nas suas caixas incluíam informações sobre as capacidades de defesa e armamento dos Estados Unidos e de países estrangeiros; programas nucleares dos Estados Unidos; potenciais vulnerabilidades dos Estados Unidos e dos seus aliados a ataques militares; e planos para uma possível retaliação em resposta a um ataque estrangeiro”.
A acusação acrescenta que:
“A divulgação não autorizada destes documentos classificados poderia pôr em risco a segurança nacional dos Estados Unidos, as relações externas, a segurança das forças armadas dos Estados Unidos, as fontes humanas e a viabilidade contínua de métodos sensíveis de recolha de informações”.
Donald de Trump reagiu à acusação alegando ser inocente e que a incriminação não passa de uma caça às bruxas.
O antigo ministro da Juventude e Desportos, Joel Libombo, diz que o Estado tem todo o poder de travar a violência nos campos e disciplinar a sociedade. O antigo governante diz ainda que é preciso que se faça um estudo profundo, de modo a entender o fenómeno e o motivo que leva as pessoas a serem intolerantes.
O desporto moçambicano, particularmente o futebol, tem sido marcado por actos de violência nos campos. O fenómeno, que tem acontecido todos os anos, coloca a nu algumas fragilidades no que diz respeito à segurança nos recintos desportivos.
Recentemente, um jogo do Moçambola entre o Ferroviário de Lichinga e o Matchedje de Maputo terminou em escaramuças, com a Polícia da República de Moçambique a recorrer ao gás lacrimogêneo para serenar os ânimos. Em causa, estava o facto de os jogadores e os membros da direcção dos “militares” terem exigido explicações à equipa de arbitragem, por esta ter marcado uma grande penalidade a favor da equipa da casa.
Ainda na presente edição da prova, cenário idêntico verificou-se em Songo, em que os adeptos locais se envolveram em actos de violência. O fenómeno tem levantado vários debates em vários círculos do desporto moçambicano e os sinais de preocupação vêm de todos os lados.
Para o caso de Lichinga, Augusto Pombuane, Secretário-geral da LMF, diz que houve má interpretação por parte da Polícia da República de Moçambique. A Liga Moçambicana de Futebol considera que este caso não pode manchar todo um esforço que está a ser feito para que o Moçambola seja uma prova atractiva.
A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol diz que está preocupada com o fenómeno e atira para os que colocam em causa o trabalho desta classe.
Os recentes acontecimentos levaram a que a Secretaria de Estado do Desporto, através da Inspecção-geral do Desporto, convocasse a Liga Moçambicana de Futebol e a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol.
O encontro com as três entidades tinha em vista procurar soluções para travar a violência nos recintos desportivos.
A Assembleia da República aprovou, no ano passado, a Proposta de Revisão da Lei do Desporto. O documento prevê a criação de uma nova estrutura desportiva mais inclusiva e que responsabilize atitudes anti-desportivas, como é o caso da violência nos recintos desportivos.
Está tudo a postos para a realização, amanhã, no Autódromo Internacional de Maputo, do 3º Grande Prémio Picanto Cup. O dia de hoje – sexta-feira- é reservado para o ensaio e montagem da estrutura do grande evento.
Centro das atenções no final de semana, o Autódromo Internacional de Maputo abre as suas portas sábado, 10 de Junho, para receber muita acção e aceleração dos pilotos para os lugares de pódio no Super Grande Prémio Picanto Cup e Bravantic.
Cada prestação dos pilotos é preparada ao mínimo detalhe por uma equipa nos bastidores que verifica, ao pormenor, a condição mecânica das viaturas. E no 3º Grande Prémio Picanto Cup, com um alinhamento de quatro mangas, não será diferente.
É neste sentido que, esta sexta-feira, os pilotos, chefes de equipa, mecânicos, organização e outros intervenientes estão concentrados no Autódromo Internacional de Maputo para a preparação da prova e acerto de vários aspectos a esta inerente.
Com a estrutura montada, os pilotos ganham maior concentração e cresce a responsabilidade para oferecer um grande espectáculo ao público que se fizer presente à “catedral” do desporto motorizado em Moçambique.
O 3º Grande Prémio Picanto Cup vai comportar quatro mangas, nomeadamente Manga A-1 (agendada para às 12h00), Manga B-1 (a realizar-se às 13h15), Manga A-2 (alinhada para às 15h00) e Manga B-2 (a fechar o dia, às 16h30).
A prova será marcada de momentos de grandes emoções com exibição de “drift”, modalidade na qual os pilotos mostram a técnica de direcção ao volante.
O 3º Grande Prémio Picanto Cup vai movimentar 28 pilotos em representação de quatorze equipas, sendo de esperar provas renhidas e dominadas por incerteza quanto aos vencedores.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, admitiu esta quinta-feira, nomear Domingos Simões Pereira, vencedor das legislativas de domingo, ao cargo de primeiro-ministro, depois de ter dito o contrário durante a campanha eleitoral
Durante a campanha eleitoral, Sissoco Embaló disse que não iria nomear Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro, nem o vice-presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Geraldo Martins, enquanto ambos não respondessem a casos pendentes na justiça.
Com os resultados das eleições a darem vitória a Domingos Simões Pereira, candidato da coligação Plataforma Aliança Inclusiva, PAI – Terra Ranka, Embaló não teve alternativa senão admitir e nomear Pereira ao cargo de primeiro-ministro.
Umaro Sissoco Embaló disse, numa comunicação à nação, que teve que recuar da decisão para o bem-estar do país.
A Comissão Nacional de Eleições divulgou esta quinta-feira os resultados das eleições legislativas que deram a vitória à coligação PAI – Terra Ranka com 54 dos 102 deputados no parlamento, conquistando assim a maioria absoluta.
Os resultados provisórios indicam também que o Movimento para Alternância Democrática obteve 29 assentos na Assembleia Nacional Popular, mais dois assentos do que em 2019.
O Gabinete do Governador da Zambézia está, desde esta quinta-feira, privado de água. Deve cerca de cinco milhões de Meticais e Águas da Região Centro tratou de cortar o contador. Pio Matos promete pagamento, mas não concorda com o corte registado no Hospital Central de Quelimane.
É uma situação que leva o Governador da Zambézia, Pio Matos, a coçar a cabeça. É que o seu Gabinete deve cerca de cinco milhões de Meticais à empresa Águas da Região Centro, em Quelimane. O governador tem o sentimento de que a firma está a avançar por esta mendida para recuperar os seus valores. No entanto, Matos não defende corte de água, por exemplo, no Hospital Central de Quelimane, situação que ocorreu esta quarta-feira.
A apreciação que se tem é que o Governo pode estar a passar por uma situação de crise financeira, já que há muitos serviços que não está a conseguir pagar.
Sobre o corte do fornecimento de água, na maior unidade sanitária da província da Zambézia, a Secretária de Estado já reagiu. Ao jornal O País, Cristina Mafumo garante esforços para o pagamento.
Já o Director do Hospital Central de Quelimane diz que os impactos do corte de água ainda não são visíveis, já que o corte do contador ocorreu quando os reservatórios estavam cheios.
Dos 182 milhões de Meticais que os clientes devem à empresa Águas da Região Centro, só o Estado tem a pagar 52 milhões de Meticais.
A Fiba-Mundo se compromete a apoiar o país na construção de uma Arena de basquetebol no âmbito das suas acções de desenvolvimento da modalidade. A promessa foi feita pelo respectivo presidente, Hamane Niang, no encontro que manteve esta quinta-feira com o presidente da República, Filipe Nyusi.
Está em Maputo para participar do Congresso da FIBA-Africa, que inicia esta sexta-feira em Maputo, e que vai reeleger Anibal Manave como presidente do organismo que gere o basquetebol africano.
E foi à margem deste evento continental que Hamane Niang, presidente da FIBA-Mundo, foi recebido pelo presidente da República, Filipe Nyusi, esta quinta-feira. No encontro entre os dois líderes ficou a promessa do organismo mundial da bola ao cesto de apoiar o país na construção de uma arena de basquetebol em Maputo, na potenciação e descoberta de talentos e na organização de eventos mundial de basquetebol.
No final do encontro, coube ao Secretário-geral da FIBA-Mundo, Andreas Zagklis, em representação do presidente da FIBA-Mundo, o maliano Hamane Niang, dar a conhecer aquilo que foi o teor do encontro entre os dois líderes.
“É sempre parte das conversações que temos com todos os Governos de todo o continente e este nosso trabalho é abrir as conversações com os Governos. O mais importante é que no futuro tenhamos a possibilidade de demonstrar para as pessoas o verdadeiro potencial de Moçambique. E nós estamos focados, como FIBA, nesses aspectos: a construção de infraestrutura que respondam às necessidades do país, como vimos na última Taça dos Clubes Campeões Africanos, em Dezembro”, disse Andreas Zagklis.
Vale dizer, segundo Zagklis, que “a FIBA está aqui para dar um impulso para que mais jovens possam jogar esta modalidade e identificar os talentos, masculinos e femininos, para jogarem ao máximo nível”.
Ademais, de acordo com o Secretário-geral da FIBA-Mundo, é preocupação deste organismo “o crescimento de atletas africanos que jogam nas melhores ligas da bola sexto no mundo”.
Andreas Zigklis assegurou ainda que a FIBA-Mundo tem estado sempre em coordenação com os Governos, Ministérios e Federações na implementação dos projectos de desenvolvimento da modalidade e, “no futuro, quando eles todos decidiram, no momento oportuno para o país, estaremos aqui para acompanhar os projetos que forem implementados”.
A FIBA-Mundo reconheceu ainda que o país está propenso a acolher provas de gabarito mundial de basquetebol, facto comprovado pelas recentes provas que organizou com sucesso.
“Estamos muito abertos a conversar, a partir de 2026, das disponibilidades do continente africano acolher campeonatos mundiais. Esses são os nossos planos. E não temos como limitar as competições as ambições das federações”, disse Zigklis para depois acrescentar que “creio que Moçambique já demonstrou, com Afrobasket masculino e feminino, que pode organizar tudo. Tem conhecimento, tem capacidade operacional da federação e do Comité Olímpico. Com o apoio do Governo, não temos nenhuma dúvida que podem ser excelentes anfitriões de cada tipo de evento da FIBA”.
PAÍS ABERTO PARA ACOLHER PROJECTOS DA FIBA-MUNDO
Por seu turno, o Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, em representação do Presidente da República, mostrou-se satisfeito pela escolha na realização do Congresso em Maputo e assumiu o compromisso de trabalhar em conjunto com a FIBA-Mundo no projecto de construção da Arena de basket de Maputo.
“Tivemos uma conversa muito interessante com sua excelência o Chefe de Estado e abordamos vários assuntos desde as competições e escorremos o próprio perfil do Chefe do Estado que é o homem do desporto e que foi importante, em alguma fase da vida da FIBA. Falamos também das infraestruturas, do nosso sonho de um dia construirmos a nossa Arena de Maputo e com a qual a FIBA já se prontificou em apoiar na busca de equipamento e na mobilização”, disse Gilberto Mendes.
Ou seja, de acordo com Mendes, “quando formos ao terreno à procura de fundos para construir a nossa Arena, eles estarão connosco”.
Até porque o projecto de construção de uma Arena já está na manga e é um desenho que já está feito. “Iremos atrás, em conjunto com os nossos parceiros da FIBA e contando com a prestação do presidente ao nível do continente, que curiosamente é moçambicano e homem do basquetebol e que, certamente, não quererá terminar os próximos 4 anos sem deixar uma Arena aqui no país”, frisou Gilberto Mendes.
Recorde-se que o Congresso da FIBA-Africa decorre esta sexta-feira e sábado em Maputo, e para além da reeleição de Aníbal Manave como presidente do organismo vai realizar o sorteio do AfroCan, em masculinos, e Afrobasket, em femininos, esta sexta-feira.
Arrancaram, hoje, as obras de construção do novo edifício do Tribunal Supremo, na Cidade de Maputo. O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que a nova sede vai dar mais dignidade e respeito à instituição.
Avaliada em mais de 3,85 mil milhões Meticais, a nova sede do Tribunal Supremo terá cinco pisos. A infra-estrutura será moderna e financiada pelo Governo. O Presidente da República diz que o investimento é para dar mais dignidade e respeito ao Supremo.
As obras deverão durar 16 meses, e Filipe Nyusi exige rigor no cumprimento dos prazos.
“Esperamos do empreiteiro a observância rigorosa do contrato de empreitada de obras públicas, assim como as medidas de higiene e segurança no trabalho.”
No evento, o presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, disse que novo não deve ser só o edifício, mas também o atendimento ao cidadão.
Além do Chefe do Estado e dos órgãos de justiça, estiveram presentes no lançamento da primeira pedra da nova sede do Supremo os ministros das Obras Públicas, Finanças e do Interior.