A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.
O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.
Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.
Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano.
“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.
O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.
“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.
As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.
Emoção a rodos. Motivados como nunca, os jogadores dos Mambas manifestaram, no final do jogo com o Ruanda, a sua satisfação pela vitória diante dos “Amavubi”. Geny Catamo desatou o nó, Clésio Baúque tranquilizou a armada moçambicana.
“Fiz o golo. Um avançado vive de golos. Tive essa sorte. Vamos continuar a trabalhar. O campo é sintético e condicionou o nosso modelo de jogo. O importante não é jogar bem mas sair com os três pontos”, disse o internacional moçambicano que evolui no Honka da I Liga Finlandesa.
Depois de ter assegurado a vitória dos Mambas no embate diante do Benin, inserido na 2ª jornada do grupo L de acesso ao CAN 2023, Geny Catamo voltou a fazer o gosto ao pé ao serviço da selecção nacional de futebol. O jogador- contratualmente ligado ao Sporting mas emprestado ao Marítimo na última época-, concluiu da melhor forma um passe genial de Domingues. “No início, a bola saltava muito, não conseguíamos ficar com o esférico. O Ruanda não esteve assim tão mal, esteve muito bem. Temos que ser mais unidos e pensar mais no jogo. Esteve com posse”, começou por dizer Geny Catamo.
O talentoso jogador refere que “tivemos que ser mais unidos para pensar mais no jogo e resolver a saída deles com a bola e, felizmente, conseguimo-nos encaixar na forma deles de abordar o jogo”. Para Catamo, foi a partir daí que os Mambas “tiveram sucesso”. Geny Catamo apela ao público a marcar presença em peso no próximo jogo dos Mambas, em Setembro, que poderá confirmar a presença, 13 anos depois, na fase final do Campeonato Africano das Nações. “Esperamos que as pessoas marquem presença no estádio e nos apoiem. Vai ser uma autêntica final para todos os moçambicanos porque é o jogo das nossas vidas”.
Domingues continua a ser mágico. É como o vinho do Porto. E, no domingo, o “puto maravilha” deu indicações de ter muito a dar, primeiro, com um toque de classe de calcanhar que quase resultava em golo de Ratifo. Depois, e em fase de aflição dos Mambas face à pressão do Ruanda que entrou com tudo e condicionou o conjunto orientado por Chiquinho Conde, fez um passe de trivela que constituiu nada mais nada menos que meio golo. E, como sempre, o capitão dos Mambas mostrou-se cauteloso na abordagem apesar da equipa estar apenas a um ponto do CAN-2023.
“Ainda temos mais um jogo. Nada está decidido. Mas acredito que vamos atingir o nosso objectivo”, manifestou Domingues. E concluiu, depois, o seu fio de raciocínio: “Acho que esta é uma das vitórias mais saborosas porque soubemos jogar como equipas, soubemos sofrer todos. Por vezes, a equipa não joga aquilo que é o seu melhor. Fizemos um jogo espectacular contra Senegal mas não conseguimos um bom resultado. Felizmente, conseguimos fazer um jogo mais ou menos contra o Ruanda e ganhámos. Estamos todos de parabéns”, finalizou.
À entrada da sexta e última jornada do grupo L de apuramento ao CAN-2023, a selecção nacional de futebol ocupa a 2ª posição com sete pontos, menos seis que o Senegal, líder da prova e já qualificado. O Benin é 3º classificado com cinco pontos, enquanto o Ruanda ocupa a última posição com apenas três pontos.
No jogo da 1ª volta, os Mambas derrotaram o Benin em Junho do ano passado por um a zero, com o tento a ser apontado por Geny Catamo aos 38’.
ZAINADINE, GENY CATAMO E BRUNO LANGA TROCAM DE TREINADORES

O Marítimo, conjunto onde evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Jr e Geny Catamo- este último por empréstimo do Sporting- oficializou a contratação de Manuel Tulipa para treinar a equipa principal na Liga 2. O técnico, de 50 anos, regressa aos Barreiros onde já esteve em 2020/21 para treinar os sub-23, sendo que poderá orientar Zainadine Jr , caso se mantenha no clube uma vez ter sido associado à equipas da Espanha e França, e Geny Catamo, se o Sporting voltar a emprestar o jogador ao Marítimo.
«Tulipa é treinador do Marítimo. Manuel Jorge da Silva Cruz, conhecido nos meandros futebolísticos por Tulipa, é o homem escolhido para devolver o Maior das Ilhas à I Liga”, lê-se no comunicado. O clube insular escreve ainda que: “Profissional com profunda ligação aos verde-rubros, Tulipa foi Leão do Almirante dentro de campo. Na temporada 98/99, Tulipa disputou 28 jogos e assinou 3 golos. Campeão do Mundo sub 20 em 1991, Tulipa cedo iniciou a carreira de treinador. Aos 36 anos, estreou-se na I Liga aos comandos do Trofense. Agora, Tulipa assume o comando técnico da equipa de honra do Marítimo, depois da passagem, na época 2021/2022, pelo banco dos Sub23”.
Já o Chaves, formação de Bruno Langa, oficializou a contratação de José Gomes para a época 2023/2024. O internacional moçambicano, associado a clubes ingleses e o Benfica, ainda não tem o seu futuro definido na verdade, pelo que pode dar o salto para outra colectividade. Mas, caso de mantenha nos flavienses, deve mesmo estar no arranque da época a trabalhar com o treinador de 52 anos, que esta semana deixou o Marítimo. “O Chaves é um grande clube, um histórico do futebol português e com uma representatividade muito grande, não só representa todos os transmontanos, como também, e simbolicamente, o interior. É um orgulho poder representar o Chaves”, afirmou José Gomes num vídeo publicado pelo clube e que mostra o técnico reunido com a estrutura da SAD liderada por Francisco José Carvalho e a visitar as instalações do Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira.
José Gomes deixou também uma mensagem com destinatário bem identificado: “Os adeptos transmontanos são fervorosos, são o 12.º jogador e peço que o sejam com muita força e que me ajudem a ajudar os nossos jogadores, e vamos ter muitos novos jogadores que vão precisar desse apoio, e que encham o nosso estádio.”.
O vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alisson, reconhece que há problemas para a emissão das cartas de condução, mas garante que a situação já está a ser ultrapassada com a descentralização dos serviços para as escolas de condução, que consistem em as escolas fazerem a captação de dados biométricos e marcação de exames.
Com a descentralização desses serviços, segundo o governante, uma das melhorias registadas é a redução dos processos que há muito estavam pendentes. Por exemplo, na Província de Maputo, havia cerca de três mil processos e com a implementação desse modelo, os números caíram para 1500, e espera-se, nos próximos três meses, que os números baixem mais.
Por isso, considerou a solução que já está ser implementada, na Cidade e Província de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Nampula, eficiente, contribuindo, assim, para a celeridade na emissão desses documentos.
“Neste momento, as escolas têm uma porção muito grande de responsabilidade para fazer a marcação dos exames, e isso de alguma forma faz parte da obrigação do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO), de fazer a descentralização e permitir que as escolas assumam esta responsabilidade e com base nesta actividade estamos a conseguir ver grandes melhorias”, disse.
Amilton Alisson falava após uma visita à delegação do INATRO na Matola, na Província de Maputo, onde interagiu com alguns utentes, que, na ocasião, se queixaram da lentidão para obter a carta de condução; há quem chegou a dizer estar neste processo desde 2020, ou seja, há três anos.
A fonte reconheceu a culpa, isso porque, conforme justificou, os sistemas do INATRO estavam ineficientes, as escolas não canalizavam os processos a tempo.
Mas, da visita, Alisson fez balanço positivo e viu melhorias nos serviços: “Saio com boa impressão, a digitalização é um processo irreversível e, à medida que o INATRO se vai digitalizando, os utentes vão tendo melhor proveito da economia digital, e também a própria instituição porque há trabalhos que eram feitos humanamente e já conseguimos libertar algum recurso humano para atender a outras actividades”.
Acrescentou que outra melhoria é no processo de renovação das cartas, em que os utentes levam, em média, três minutos para ter o processo finalizado e para ter a carta de condução temporária.
MTC REAGE AO ALUGUER DE AUTOCARROS DA EMTPM
Sobre o aluguer de viaturas da Empresa Municipal de Transportes de Maputo, o número dois do Ministério dos Transportes e Comunicações, “passou a batata quente” para o Município de Maputo.
“Sobre o aluguer de viaturas, o Município [de Maputo] está melhor posicionado para responder; o que o Ministério está a fazer é criar ambiente para que seja o Município, seja o sector privado, encontrem as plataformas necessárias para poder incrementar os meios, mas também melhorar a eficiência dos meios que já existem.”
Outrossim, disse que o Estado está agora a apostar não só no transporte rodoviário, mas também no ferroviário e para o caso de algumas províncias já está a ser feita a entrega de alguns meios fluviais.
Os funcionários do Conselho Municipal de Maputo paralisaram, na manhã de hoje, as actividades, em reivindicação do pagamento salarial com base na nova Tabela Salarial Única (TSU).
Esta é a segunda vez em menos de seis meses que os funcionários do Município de Maputo paralisam as actividades. A primeira foi em Dezembro passado e, hoje, voltaram a parar de trabalhar.
Aquilino Francisco diz que já houve várias reuniões e promessas que nunca resultaram em nada, pelo que decidiram paralisar, hoje, as actividades.
“O que nos leva a manifestar-nos é porque assinámos um documento em Novembro do ano passado de enquadramento para novos salários e até agora não estamos a receber consoante o nosso enquadramento. Se não atendermos este assunto da TSU, muitos de nós já estamos na idade da reforma, então vamos reformar com esses quatro mil Meticais?”, questionou Aquilino Francisco, funcionário do Município de Maputo.
Outra funcionária cuja identidade não revelou disse estar agastada com a situação: “Viemos aqui porque nós recebemos quatro mil Meticais enquanto não nos dão a TSU. Estamos há muitos meses à espera da TSU, mas não sai, não aumentam e não fazem nada. Vivemos com os quatro mil Meticais na nossa vida, isso nos dói”.
São funcionários de quase todos os sectores, desde cemitérios, morgues, pessoal administrativo, alguns que ocupam cargos de direcção e chefia e o pessoal de apoio.
O director dos Recursos Humanos, Octávio de Jesus, explicou que o Município de Maputo conta com cerca de três mil funcionários e não está em condições de pagar salários com base na nova Tabela Salarial Única.
“A Lei tem que ser cumprido por todos e todo o trabalho que foi feito resultou no seguinte: o Município de Maputo não estava em condições de pagar com base da Tabela Salarial Única e sabe que se tinha que envolver a partir do salário mínimo e outras categorias salariais que nós temos aqui, no Município”, avançou Octávio de Jesus, director dos Recursos Humanos.
O número 1 do artigo 2 da Lei que aprova a Tabela Salarial Única diz: 1. A presente Lei aplica-se: a) aos órgãos de soberania; b) à Administração Directa do Estado; c) à Administração Indirecta do Estado, cujo pessoal seja regido pelo Direito Público; e d) às Entidades Descentralizadas.
Os conselhos municipais são parte das entidades descentralizadas a que se refere a lei. O director municipal de Planificação e Finanças, Ossemane Narcy, argumenta que o Município de Maputo, nas suas receitas mensais, tem um défice de 30 milhões de Meticais para suprir todas as necessidades da instituição.
“Bem dos cálculos que fizemos, das projecções indicava que precisaríamos de um adicional de cerca de 30 milhões de Meticais por mês para podermos assegurar o pagamento de salários com base na nova Tabela Salarial Única. Até conseguimos produzir esse valor, mas em função dos compromissos que já temos, assumimos antes da aprovação da nova Tabela Salarial Única… essa situação fica como condição deficitária. Se assumirmos pagar os salários com base na nova Tabela Salarial Única em função da capacidade actual, significaria que temos que prescindir de outros compromissos inadiáveis, como a recolha de resíduos sólidos, limpeza das valas de drenagem, entre outros”, explicou Ossemane Narcy, director municipal de Planificação e Finanças.
Enquanto os funcionários do Conselho Municipal da capital do país se manifestavam em frente ao edifício-sede da edilidade, Eneas Comiche até saiu à escadaria do edifício-sede, mas não para dialogar com os seus funcionários e sim para se despedir de um visitante.
Já no interior do edifício-sede, foi notável a ausência dos funcionários, muitos gabinetes fechados; os serviços funcionaram de forma condicionada, sobretudo por ausência da massa laboral que esteve do lado de fora a reivindicar melhorias salariais.
Ivan Mazuze foi, recentemente, indicado membro do Comité Conselheiro para a Directoria Cultural Norueguesa Arts Council, especificamente para administração de assuntos ligados a organizadores de eventos e festivais em todo território norueguês.
Segundo uma nota de imprensa, o saxofonista junta-se a um elenco de membros com diversas competências literárias e experiência na área das artes performativas na Noruega. “O comité é formado por especialistas em suas áreas de especialização e que fornecem informações ao conselho cultural nacional sobre questões profissionais e melhoramento na própria área. A Directoria de Cultura é um órgão administrativo estadual que tem como área de actuação toda a Noruega. O conselho tem como tarefa administrar o Fundo Norueguês para a Cultura e outros subsídios do governo que forem adicionados ao conselho. O organismo também se propõe a ser um órgão consultivo do Estado em matéria cultural”, lê-se na nota de imprensa.
Para Mazuze, citado na mesma fonte, esta é uma oportunidade de provar que as suas habilidades vão para além de saber tocar. “Estou muito orgulhoso por estar inserido no Arts Council e quero agradecer ao Governo da Noruega por me confiar grandes missões. Darei o melhor de mim de modo a contribuir para o crescimento das artes na Noruega, mas também me orgulha o facto de que vou representar Moçambique neste órgão e faço isso pela bandeira do meu país”.
O objectivo da Directoria Cultural Norueguesa é estimular diversas expressões artísticas e culturais contemporâneas e contribuir para que a arte e a cultura sejam criadas, preservadas, documentadas e disponibilizadas ao maior número de pessoas possível.
Ivan Mazuze é saxofonista, compositor, musicólogo e administrador cultural.
Lançou vários álbuns a solo, aclamados pela crítica internacional. Paralelamente ao seu trabalho musical, Mazuze é produtor e consultor cultural para Interkultur no Município de Drammen, sendo responsável pelo programa cultural e pelo desenvolvimento conceptual. Mazuze também foi consultor artístico do Dia Internacional do Jazz e do programa de talentos para Førdefestivalen na Noruega, bem como membro do júri do JazzIntro, como representante do comitê orgânico artístico do Jazzforum Norueguês. Actualmente, Mazuze também está a escrever um trabalho comissionado para a Oslo Global Music. Mazuze vive na Noruega desde 2009.
O antigo Presidente do Brasil Jair Bolsonaro pediu este domingo desculpa por ter afirmado, de forma errada, que as vacinas com mensageiro RNA (mRNA) contra a COVID-19 continham grafeno, indicando que se acumula “nos testículos e ovários”.
“Como é do conhecimento geral, estou entusiasmado com o potencial de trabalho do óxido de grafeno e, inadvertidamente, associei a substância à vacina, facto que foi desmentido em agosto de 2021. Mais uma vez arrependo-me do que disse e peço desculpas”, disse o ex-presidente no Twitter, citado pela imprensa internacional.
Na sua intervenção, Bolsonaro disse, segundo o Observador, que a bula das vacinas desenvolvidas com tecnologia mRNA tinha uma referência a grafeno. “A vacina tem dióxido de grafeno, tá? Onde ele se acumula? Nos testículos e ovários”, afirmou, exclamando: “Eu li a bula”.
O pedido de desculpas de Bolsonaro acontece nas vésperas do início de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político através da disseminação de notícias falsas sobre as eleições, o que poderia, em última análise, desqualificá-lo de concorrer às próximas presidenciais.
Mais uma vez, há um novo prazo para a entrega da estrada que dá acesso aos bairros Chamissava e Incassane, no distrito de KaTembe. Depois de prometer para Junho, o Vereador do distrito garante o término das obras até Agosto deste ano.
No dia 6 de Junho de 2022, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, lançou a primeira pedra para a construção da estrada que dá acesso aos bairros Incassane e Chamissava, no distrito de KaTembe.
A estrada de pavê devia ter sido entregue em oito meses, ou seja, até Fevereiro de 2023.
Entretanto, a promessa falhou e uma das causas apontadas para o atraso foi a chuva, segundo justificou, em meados de Fevereiro, o vereador do distrito.
“O prazo para esta estrada é que até Junho tenhamos a estrada pronta para ser usada. Se Junho passar, se calhar é um mês ou dois meses. Temos que compreender que, devido à chuva, ficámos parados durante 15 a 20 dias”, disse Celso Fulano, vereador de KaTembe, a 19 de Fevereiro de 2023.
A menos de 15 dias para o fim do mês de Junho, apenas 1,4 quilómetros de estrada foram construídos, dos 3,2 pretendidos.
O vereador do Distrito Municipal de KaTembe faz novas promessas.
“Estamos a 78% de realização e acreditamos que até ao mês de Agosto vamos conseguir concluir”, afirmou Fulano.
Para os munícipes, a poeira que inalam há cerca de três meses e as dunas de areia que condicionam a transitabilidade contrariam o optimismo do vereador.
Nelson Júlio e Rosa Silvana reclamam e não mais acreditam na possibilidade de conclusão.
O vereador de KaTembe reconhece os desafios e apela à paciência dos munícipes, uma vez que se trata de “um feito bastante importante, que vai beneficiar todos”.
Recorde-se que a construção da estrada de pavê que dá acesso aos bairros Incassane e Chamissava está orçada em mais de 65 milhões de Meticais.
A embarcação Bagamoyo, que durante vários anos fez a travessia Maputo–KaTembe, está a ser destruída e transformada em sucata. O “ferryboat” estava avariado e atracado na ponte-cais de KaTembe há cerca de sete anos.
Durante vários anos, os “ferryboats” Bagamoyo e Mpfumo foram indispensáveis na baía de Maputo, garantindo a travessia diária de pessoas e bens, entre a Cidade de Maputo e o distrito de KaTembe.
Em 2016, a imponente embarcação Bagamoyo, em estado bastante obsoleto, que já operava com apenas um dos dois motores, saiu de circulação, dando-se, assim, o princípio do fim da sua longa serventia.
Em 2021, já não era apenas o ferryboat Bagamoyo que precisava de reforma. O Mpfumo também.
A Transmitiam, empresa responsável pela gestão, já avaliava o provável destino das duas embarcações.
“Provavelmente o Bagamoyo poderá ir a abate e vendido como sucata, tendo em conta a sua condição obsoleta e a sua idade. Afinal, estamos a falar de uma embarcação construída em 1972”, disse José Mpwete, director-geral da Transmarítima, a 21 de Maio de 2021, numa entrevista exclusiva ao “O País”.
E assim foi. Dois anos depois, a embarcação, com 51 anos de existência, está a ser transformada em sucata.
De Bagamoyo, que durante anos transportou, de Maputo para KaTembe e vice-versa, mais de 200 pessoas e oito viaturas ligeiras a cada viagem, só existirá em lembranças.
Abdul Manafi, nativo de Katembe, passou a sua adolescência usando a embarcação, defende que em vez de o destruir, devia ser recuperado e alocado a outros pontos que, neste momento, se ressente de crise de embarcações.
A nossa equipa entrou em contacto com a Transmarítima para entender as razões da destruição da embarcação, o destino da sucata e o passo a seguir em relação ao “ferryboat” Mpfumo, que, obsoleta, se encontra atracada na ponte-cais do lado de Katembe.
A área de assessoria da Direcção-Geral da empresa prometeu pronunciar-se esta segunda-feira.
As obras de alargamento da Estrada Nacional Número quatro (EN4) estão atrasadas. A situação agrava o congestionamento entre o Nó de Tchumene e Malhampsene.
Actualmente a EN4 tem duas tem duas faixas de rodagem. Em setembro do ano passado iniciaram as obras de alargamento da mesma, passaria de duas para quatro, numa extensão de 10 quilómetros, no troço da entre o Nó de Tchumene e Malhampsene.
Os trabalhos deveriam terminar em Agosto deste ano, mas estão atrasadas.
O Ministro das Obras Públicas, habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita visitou as obras esta semana para acompanhar o nível de execução, no local não gostou do que viu.
“Estou preocupado com as obras do Nó do Tchumene, junto do empreiteiro e do fiscal, a quando da visita, há um atraso de cerca de 30 dias, para a conclusão, de acordo com o que está no cronograma”, disse Mesquita
A justificação do empreiteiro e da concessionária da estrada, a Track, é que a época chuvosa que foi longa condicionou o decurso normal das obras, mas para Carlos mesquita essa não deve ser a desculpa.
“Uma obra dessas, no período em que ela estava planeada para ser executada de 12 meses, haveria uma época chuvosa no meio, portanto é uma questão de planeamento, o importante é que o empreiteiro reconhecendo, redobrou as equipas de trabalho e ele acredita que para poder recuperar”, explicou o ministro.
Um outro impasse para é este muro de vedação da lixeira de Malhampsene construído pela edilidade orçado em cerca de quatro milhões de meticais, que está próximo a estrada, entretanto ainda não há um acordo entre o município da Matola e o empreiteiro da obra para o destino a dar ao muro.
O Ministro deu ao empreiteiro o prazo de três semanas para trazer novos detalhes sobre o andamento das obras.
O Ministro exige flexibilidade e que as partes cheguem a um consenso para tirar o muro.
A monitoria vai continuar entretanto, Carlos Mesquita diz que não será feita muita pressão para não implicar na qualidade da obra, orçada em 1.65 bilhões de meticais.
O novo prazo para entrega indica Outubro deste ano.
A artista plástica Dora Chipande inaugurou, sexta-feira, na Galeria do Porto de Maputo, uma individual de pintura que procura exaltar a arte maconde. Uma das telas da mostra Dinembo será leiloada a favor dos deslocados em Cabo Delgado.
A individual de pintura de Dora Chipande é intitulada Dinembo. Do maconde, o termo quer dizer tatuagens em português. Na exposição inaugurada sexta-feira, a artista procura recuperar uma das essências da cultura maconde, que, na sua percepção, tem-se perdido: as tatuagens.
“Esta é uma exposição sobre a cultura maconde. Eu escolhi as tatuagens como tema porque esse é o símbolo mais elevado da cultura maconde”, começou por dizer Dora Chipande, admitindo que, dessa forma, pretende contribuir para a promoção tradicional através das telas.
Na sua percepção, o recurso às tatuagens maconde têm-se perdido por vários factores e circunstâncias sociais. Por isso mesmo, a artista plástica decidiu transmitir nas suas obras de pintura a prática cultural maconde, tendo como pano de fundo as vivências daquela etnia do Norte de Cabo Delgado.
Na sua individual de pintura, Dora Chipande expõe emoções, sentimentos, hábitos, costumes e imaginários. O efeito estético sempre constituiu uma preocupação, mas não foi a única coisa que a interessou. Além de se dedicar ao belo ou ao que isso pode significar, a artista propôs-se leiloar uma das suas telas e o valor será revertido a favor de causas sociais: uma no Norte e outra no Sul do país. “O que será arrecadado neste leilão vai servir para apoiarmos aos deslocados dos conflitos em Cabo Delgado e também para uma escola que estamos a ajudar a ampliar a administração e a construção de uma biblioteca em Boane”, [Província de Maputo].
Presente na cerimónia da inauguração, Hortência Chipande, mãe de Dora Chipande, confessou: “Estou contente e orgulhosa pela obra que a Dora está a fazer, porque é uma obra que a vai permitir ajudar aos necessitados”.
Dinembo, de Dora Chipane, está patente na Galeria do Porto de Maputo.