Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

Vídeos

NOTÍCIAS

Pelo menos 150 pessoas foram detidas, na madrugada desta quarta-feira, após um adolescente negro de 17 anos ter sido baleado no peito num posto de controlo da polícia, na cidade de Nanterre, em Paris.

O jornal diário francês Le Figaro, citado pelo Notícias ao Minuto, noticiou que depois da morte do adolescente, a polícia denunciou uma tentativa de atropelamento e fuga, embora um vídeo tenha desmentido esta versão.

O Governo enviou, entretanto, cerca de dois mil polícias para Nanterre.

“Uma noite de violência intolerável contra os símbolos da República: câmaras municipais, escolas e esquadras de polícia incendiadas ou atacadas. 150 pessoas detidas”, escreveu esta manhã o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, na sua conta na rede social Twitter.

A morte do jovem Nael por um polícia que alegou ter usado a arma em legítima defesa, uma versão desmentida pelas imagens de vídeo do incidente, já tinha provocado tumultos na noite anterior, nos quais cerca de 30 pessoas foram detidas, cerca de 40 veículos incendiados e 24 polícias feridos.

Na quarta-feira, após a primeira noite de incidentes violentos, concentrados principalmente em Nanterre e noutras zonas suburbanas de Paris, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e vários membros do seu gabinete apelaram à calma e expressaram solidariedade para com a família do Nael, sublinhando que a sua morte é “inexplicável e indesculpável”.

Em Nanterre, onde os confrontos foram mais violentos, vários edifícios públicos e privados, incluindo escolas, sofreram danos significativos e inaceitáveis, por vezes irreparáveis.

O Presidente Emmanuel Macron convocou entretanto um gabinete de crise com vários ministros para lidar com a situação: a noite foi marcada por tensão e violência em vários pontos do país, saindo já dos limites de Nanterre.

Os confrontos, que se espalharam por vários municípios em redor de Paris, tinha já levado à detenção de 31 pessoas, ferimentos ligeiros em 24 elementos das forças de segurança e cerca de 40 carros queimados, indicou o Ministério do Interior francês.

Os manifestantes atacaram vários veículos da polícia, esquadras e câmaras municipais, incendiaram uma escola primária e uma loja.

Pelo menos 11 pessoas morreram e outras oito ficaram feridas, ontem, na sequência de um acidente de viação envolvendo um transporte semicolectivo de passageiros e um camião, em Lionde, distrito de Chókwè, na província de Gaza.

O transporte semicolectivo de passageiros, segundo a Rádio Moçambique, fazia o trajecto Chókwè-Macia. O sinistro deu-se quando um dos pneus traseiros do “chapa” rebentou e  projectou a viatura para o canal de regadio, situado na berma da estrada.

O administrador de Chókwè, Eseu Muianga, explicou também que a principal causa do sinistro foi o rebentamento de um dos pneus da “mini-bus”.

“Por volta das 7h30, na manhã desta quarta-feira, no posto administrativo de Lionde, uma mini-bus que seguia o trajecto Chóckwè-Maputo rebentou o pneu e sido projectado para o canal. Tivemos mortes por afogamento. Consta que o autocarro mergulhou dentro do canal. Tivemos onze óbitos no local do acidente e outros sobreviventes”, explicou Eseu Muianga.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Júlio Nhamússua, em Gaza, aponta, como causas do acidente, o rebentamento do pneu, aliado à velocidade excessiva.

A fonte, citada pela RM, apela aos automobilistas para um maior controlo do estado mecânico das viaturas, aliado ao cumprimento das normas que regem a circulação rodoviária.

Os acidentes de viação são a maior causa de morte violenta, sendo responsáveis por 26 por cento deste tipo de óbito, segundo um estudo do Instituto Nacional de Saúde e o de Estatística. Seguem-se quedas com 22%, homicídios com 15%, suicídios com 11%, afogamentos e submersões 10% e outras causas juntas ocupam 16%.

O relatório sobre as principais causas de morte aponta ainda que as pessoas que mais morrem por acidentes de viação e quedas têm entre 5 a 14 anos, com 18% dos óbitos.

Decorre em Manica o primeiro fórum de agro-negócio na província, organizado pelo Standard Bank, instituição bancária que se propõe a trazer soluções de financiamento ao sector agrícola, que tem estado a encontrar barreiras devido aos riscos que a actividade apresenta.

A província de Manica tem enorme potencial de negócio no sector agrário, mas a falta de financiamento impede os produtores locais de diversas culturas de sonharem alto. É neste contexto que o Standard Bank promove, desde esta terça-feira, no distrito de Gondola, o fórum de agro-negócio, que tem por objectivo melhorar a balança agrária.

De acordo com Bernardo Aparício, administrador-delegado do Standard Bank, “Manica tem características climáticas únicas que permitem a produção de variedade de produtos, como frutas, grãos, leguminosas e até florestas”, pelo que, no seu entender, há necessidade de se reflectir sobre as oportunidades de desenvolvimento do agro-negócio.

Aparício anotou, por outro lado, que, no evento, serão partilhadas soluções inovadoras e de serviços financeiros que melhoram a resiliência e a competitividade do sector.

“Assumimos a responsabilidade de proporcionar os serviços financeiros de forma holística ao sector do agro-negócio, beneficiando todos os actores da cadeia de valor, desde comerciantes, operadores logísticos, processadores, produtores, fornecedores de produtos e serviços”, revelou.

E porque a banca não tem estado a financiar o sector agrícola por causa dos riscos da actividade, o conselho empresarial de Manica, através do seu presidente, Alcides Cintura, avança algumas soluções.

Presentes no encontro, os dirigentes da província instaram o sector bancário a criar facilidades de financiamento aos pequenos produtores como forma de alavancar o agro-negócio.

No encontro de dois dias, participaram dirigentes a vários níveis e diferentes actores da área do agro-negócio.

Muçulmanos defendem que nenhum crente mata, rouba ou destrói bens alheios em nome da religião. Para eles, é preciso reforçar os apelos à paz e o não ao derramamento do sangue humano. As declarações foram feitas, hoje, durante a celebração do Eid-ul-Adha.

Centenas de crentes muçulmanos reuniram-se esta quarta-feira para celebrar o Eid-ul-Adha. Na Cidade de Maputo, as orações estiveram viradas ao respeito pela vida e coube ao Sheikh Umar Ayuba orientar a cerimónia.

Segundo o líder religioso, os crentes devem inspirar-se na história do Profeta Ibrahim que, sem questionar, entregou o seu único filho para sacrifício, mas Allah (Deus) preferiu, em alternativa, sangue animal.

Falou-se também sobre o valor dado aos bens materiais, em detrimento da vida humana.

“Tais bens materiais e tais valores materiais devem ser usados para salvar vidas humanas. Se é isso que o alcorão nos ensina, alguém aqui acredita que o sangue derramado em Cabo Delgado seja resultado de algum ensinamento islâmico? O Islão ensina a salvar vidas, ensina a proteger o sangue humano, porque o sangue humano é valioso”, disse Sheikh Umar Ayuba.

Amade Camal, que esteve atento à oração, diz que os conflitos não são de origem religiosa, independentemente da localização.

“É muito fácil acusar a religião, seja em Moçambique, seja noutras regiões, como Médio Oriente e Irlanda, como um factor de culpabilidade. As religiões, de uma forma geral, ensinam a convivência em paz”, disse Amade Camal.

Uma convivência que precisa de ser aperfeiçoada, tanto no seio dos muçulmanos, bem como de outras religiões.

Mohamed Yassin, deputado da Renamo, reitera que o Islão é feito de paz e é esse o ensinamento partilhado com os seus praticantes, mas é normal que haja desvios.

“O muçulmano é uma pessoa como qualquer outra, que peca, que falha. Pode estar a cometer erros como muçulmano, mas devemos separar o Islão do muçulmano. No caso de Cabo Delgado, por exemplo, as pessoas têm as suas acções particulares, independentemente de serem muçulmanas ou não. Não está provado que os que se envolvem no terrorismo em Cabo Delgado são apenas muçulmanos, o que significa que o problema não está ligado à religião, mas sim a uma manifestação local, que tem a ver com qualquer situação desagradável”, disse.

Segundo os crentes, os próximos três dias devem ser de reflexão profunda sobre a vida humana.

Salimo Abdula e Celso Correia dizem que este é um momento de reflexão sobre a necessidade de as pessoas partilharem a paz e o amor ao próximo.

A celebração do Eid-ul-Adha é em comemoração à devoção do profeta Ibrahim a Allah e à sua disposição para sacrificar o seu filho, Ismail, como prova da sua fé.

 

CONSELHO ISLÂMICO CONTRA PERSEGUIÇÃO DE BENEFICIÁRIOS DE DDR

O Conselho Islâmico de Moçambique em Manica apela à não perseguição dos membros da Renamo que recentemente se beneficiaram do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração.

O apelo foi feito à margem da celebração do Eid-ul-Adha. O evento serviu igualmente para os membros da agremiação apelarem à sociedade para receber os homens da Renamo que acabam de ser integrados na vida civil.

Tomaram posse, hoje, os novos órgãos sociais da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM). Carlos Martins é oficialmente o novo bastonário e garante cumprir as promessas feitas durante a campanha, uma delas garantir melhores condições aos advogados e defender o exercício das liberdades democráticas do cidadão, como o caso do direito à manifestação.

Carlos Martins, eleito a 25 de Março último, foi empossado depois de muita contestação no seio da classe. No cargo, substitui Duarte Casimiro, que esteve na direcção da OAM nos últimos três anos.

Na cerimónia de tomada de posse, reconheceu que a tarefa que o espera é pesada e com grandes desafios, mas prometeu de tudo fazer para vencê-los, começando pela inclusão dos membros da OAM nas diversas actividades. Martins diz que serão chamados a tomar posição nos diversos temas relacionados à classe, na administração da justiça e da sociedade.

Outra garantia é criar um escudo contra os ataques à instituição e acções que visam desacreditar e enfraquecer a instituição, mas também defender os direitos dos advogados.

“Zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de advogado e promover o respeito pelos princípios deontológicos; defender os interesses, direitos e prerrogativas e imunidade dos seus membros; atribuir o título profissional de advogado, advogado estagiário e regular o exercício da profissão e exercer jurisdição disciplinar sobre os seus membros”, prometeu o novo bastonário.

Martins garantiu ainda a olhar para a função social da OAM, que é defender o Estado de Direito Democrático, os direitos e as liberdades fundamentais, participação na boa administração da justiça e na sua promoção e contribuir para o fortalecimento da cultura jurídica e o aperfeiçoamento do direito.

“A OAM deve continuar a ter um papel interventivo, batendo-se contra o afunilamento das liberdades democráticas, quer dentro do sistema político, quer no espaço público, porquanto este afunilamento provoca constrangimentos no exercício pelos cidadãos das suas liberdades democráticas”, explicou o bastonário.

Seguiu com o discurso e deu exemplo das manifestações pacíficas, que, conforme disse, constituem um direito consagrado na Constituição da República, sendo que o Estado deve perceber que são a única arma que os cidadãos têm para mostrar o seu descontentamento em relação às dificuldades que enfrentam e, por isso, a necessidade de o Estado garantir a ordem e segurança nas manifestações e não agir de forma agressiva.

Já o bastonário cessante, Duarte Casimiro, agradeceu pelo apoio que teve durante os três anos à frente da OAM e falou do que foi feito durante o período e um dos avanços foi a integração do serviço de atendimento e assistência jurídica.

Mencionou, igualmente, a integração nos serviços de atendimento e assistência jurídica, a elaboração e a aprovação do plano estratégico da OAM, entre vários feitos. Lamentou, porém, o facto de não ter conseguido a criação de uma escola de advocacia.

As eleições do novo bastonário foram marcadas por confusão e contestação. Para Flávio Menete, antigo bastonário, esse é um direito que as pessoas têm, mas que foi usado de forma abusiva e colocou em causa a boa imagem da OAM, por isso recomendou aos novos órgãos sociais a trabalharem para resgatar a reputação da organização.

Tomás Timbana, que também foi bastonário, acrescentou e instou a nova direcção a aproximar a classe.

“A força da advocacia está justamente na diferença, no facto de cada um ter as suas opiniões e ter as suas ideias, e o desafio que o bastonário tem é procurar unir os advogados, procurar congregar e procurar realizar todos os grandes desafios que a democracia precisa”, recomendou.

Ainda no evento, foram empossados outros órgãos sociais da OAM, cujo mandato termina em 2026.

Diversas empresas expuseram, hoje, os seus serviços e suas inovações tecnológicas na feira Moztech. Da exposição, o maior destaque vai para aplicação da tecnologia nos sectores da educação, saúde e segurança cibernética.

A Moztech não só é uma plataforma de discussão de ideias sobre tecnologia, mas é, também, um espaço para que as empresas exponham os seus serviços e inovações tecnológicas.

É por isso que, na décima edição da maior feira de tecnologia, houve exposição e foi o ministro dos Transportes e Comunicações que “deu o primeiro passo”, para que os demais presentes se aproximassem e tirassem as suas curiosidades no que à tecnologia diz respeito.

Na companhia do PCA da DHD e do INCM e do embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Mateus Magala interagiu com os expositores stand em stand.

Na interacção, o governante ficou a saber como é que a tecnologia está ao serviço da saúde. “Nós, como ICOR, viemos mostrar aquelas tecnologias que nós temos, não só no âmbito do diagnóstico, mas também em termos de tratamento. Nós temos exames como tomografia axial computorizada em 64 slides; temos mamografia com capacidade de 2D e 3D; temos a sala de cateterismo que serve para o diagnóstico como para o tratamento. Vamos expor também outras formas de tratamento de patologia cardíaca e não só”, explicou Artur Júnior, médico generalista do Instituto de Coração.

Para que a tecnologia esteja ao serviço da saúde, é preciso criar sequência de dados para armazenar informações. A PHC está na Moztch para mostrar como é que faz.

“Estamos a falar de soluções de gestão de empresas, contabilidade, de capital humano. Estamos a falar de soluções que ajudam as empresas a decidir melhor e a melhorar os seus processos. Estamos a falar de empresas que precisam de automatização de processos. Então, isto é o que o nosso software traz às empresas”, expôs Jennifer Cau, da PHC.

Na feira tecnológica, há também soluções para a segurança cibernética e para aqueles problemas frequentes em instituições pública, como o conhecido “não há sistema”. “Nós fornecemos uma maior consistência e uma maior resiliência na protecção de dados. Por exemplo, nós deparamo-nos com situações em que, mesmo na administração pública e bancos, dizem sempre que não há sistema. Então, a RAXIO Moçambique vem eliminar esse tipo de problemas, oferecendo uma maior interacção com mais resiliência, facilidade entre a internet e o consumidor”, indicou Rosemera Faite, representante da RAXIO Moçambique.

E o consumidor vai ter, a partir do dia 1 de Julho, um serviço alternativo, rápido e seguro de internet via satélite com a entrada para o mercado da VivaNet. “Nós estamos a fazer uma redução em cerca de 50 por cento daquilo que são os preços aplicados no mercado e acreditamos que isso vai ser mais-valia para a população. Nós temos uma forma única de subscrição. A pessoa pega a mensalidade e tem um custo mínimo de instalação que varia um pouco em relação à localização do local da instalação”, detalhou Igor Frechaith, director da Interactive.

Mais-valia terão, também, os municípios que têm, à sua disposição, uma plataforma electrónica para, por exemplo, pagamento de alguns serviços. “A principal novidade que nós trazemos para Moztech deste ano são os sistemas integrados de gestão dos municípios”, revelou Énia Dedé, representante da MCNET, detalhando que “sabemos nós que os municípios têm vários serviços e várias taxas que cobram e, com um sistema de gestão integrada, vai ser possível fazer esta cobrança ou colecta de forma eficiente”.

Com esta plataforma apresentada na décima edição da Moztech, eficientes serão também os estudos das crianças, porque junta diversão e ensino. “Nós estamos a expor uma plataforma de jogos digitais para crianças. Nós somos uma start up de desenvolvimento de jogos digitais para crianças. O nosso foco é tornar o serviço de ensino e aprendizagem mais dinâmico, envolvente porque permite uma interação entre professores alunos e os pais”, descreveu Shally Gossolo, da plataforma Dondza.

Esta interação pode ser feita através do inglês e, em caso de dificuldades, é possível aprender a língua através da internet. “Wise Up, como o próprio nome já diz, significa “sabe” e é para quem quer aprender inglês da vida real. Então, é um inglês mais profissional, virado para vida adulta. Então, quem quer desenvolver as suas habilidades, o Wise Up online está habilitado a capacitar a pessoa a engrenar no mercado com mais facilidade e é digital”, promoveu Starleny Banze, da Wise Up.

O ministro dos Transportes e Comunicações teve a oportunidade de viajar na tecnologia 5G da Vodacom.

 

MOZTECH É PLATAFORMA DISCUTE INCLUSÃO DIGITAL NO PAÍS

Além das empresas, estiveram presentes na 10ª edição da Moztech, a feira contou com a presença de várias pessoas que amantes, apreciados e que trabalham com a tecnologia. Todas elas ficaram impressionadas com o que viram e ouviram.

“Estando na Moztech, colho uma boa experiência. Assim como o ministro dos Transportes e Comunicações disse, esta é uma iniciativa que deve permanecer porque impulsiona o negócio, a tecnologia. Então, é de louvar esta iniciativa e espero participar mais vezes”, afirmou Lucas Gamboa, participante da Moztech.

E há quem faz questão de sempre de estar na Moztech. Aliás, já lá estive por mais de cinco vezes. “Vim ver as melhores práticas que são feitas a nível de tecnologia em Moçambique e também lá fora que nós possamos aproveitar e também fazer networking, conhecer outras pessoas, empresas e trocar experiências, indicou Ricardo Manuel, que estive no primeiro da Moztech.

Também assíduo da Moztech, o advogado Tomás Timbana descreve a feira como plataforma de discussão de ideias para a inclusão digital no país.

“Creio que é uma boa plataforma para o desenvolvimento tecnológico de Moçambique. Acho que o país só fica a ganhar se acompanhar o que melhores faz aqui e o que os vários empreendedores têm estado aqui. Está de parabéns a promoção por cada vez mais, todos os anos, trazer-nos melhores produtos e melhores referências. Creio que todos nós saímos a ganhar e o país, também”, observou Tomás Timbana, antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique e participante da 10ª edição da Moztech.

Os participantes dedicaram o dia para, também, apreciar a exposição, o melhor dos serviços e das inovações tecnológicas que o país oferece. Amanhã, há mais.

O valor faz parte de um total de pouco mais de 1,5 biliões de dólares que o Estado deverá reembolsar, este ano, aos serviços de dívida, segundo o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, que garantiu que o Governo tem condições para cumprir a meta até Dezembro deste ano.

O Estado tem uma dívida de 14,4 mil milhões de dólares norte-americanos, sendo 70% externa e 30% interna.

Até ao momento, nenhum esclarecimento sobre o estágio actual do endividamento público havia sido dado pelo Estado.

Esta terça-feira, em conferência de imprensa para a qual apenas foram convidados jornalistas de órgãos estrangeiros, o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, deu algumas explicações sobre este e outros assuntos atinentes à economia nacional.

O jornal O País teve acesso a uma gravação de áudio, em que o ministro informa que o Estado já pagou cerca de 48% dos encargos da dívida pública projectados para este ano.

“Para este ano, nós temos, do ponto de vista do reembolso do capital e dos juros, quer com a dívida interna, quer com a dívida externa, recursos avaliados em um bilião, quinhentos e setenta e um milhões de dólares americanos e, até a este momento, foram já pagos pelo Estado 764 milhões de dólares americanos, cerca de 48% do serviço de dívida pública projectado para este ano e o Governo tem todas as condições para continuar a cumprir”, desvendou o ministro.

Segundo o dirigente, tais condições reflectem-se nas decisões tomadas pelo Governo, como a Tabela Salarial Única. “As outras têm a ver com a diversificação de fontes de receitas”, esclareceu Max Tonela.

O ministro da Economia e Finanças também explicou porquê a agência de notação financeira Standard and Poors classificou, recentemente, como mais arriscada a posição do país em termos de emissões de dívida comercial em moeda local.

Max Tonela justificou que tal se deveu às bases que o estudo tomou como base. “Houve uma avaliação recente, de rating do país, que se baseou num quadro retroactivo, sobretudo nos primeiros meses do ano, num período em que o impacto da reforma salarial, implementada pelo Estado, no ano passado, era muito elevado do ponto de vista financeiro.”

Para resolver esta questão, “o Governo tomou medidas, de forma sucessiva, e mais recentemente, através da revisão da lei que estabeleceu a reforma para assegurar que, a partir de Julho, as contas estejam nos carris, de acordo com as projecções estabelecidas e com o orçamento do ano”.

Max Tonela explica que o país poderá receber, em média, 750 milhões de dólares do gás natural por ano, durante 25 anos, e 100 milhões de dólares nos primeiros anos, números que, “de forma escalonada, vão depois crescer para 300/500 até chegar a mais de um bilião por ano”.

Segundo Max Tonela, a economia nacional poderá crescer, este ano, 5%, um nível que poderá aumentar para 7% nos próximos dois anos.

Um incêndio de grandes proporções consumiu, na noite de quarta-feira, pelo menos onze bancas no mercado Cambinde, na cidade de Tete. Presume se que o incidente terá sido causado por uma beata de cigarro deixada por um dos vendedores. No local, era visível a aflição dos vendedores que perderam quase todas suas mercadorias. “O incêndio destruiu as nossas barracas. Quando chegámos para tentar tirar os nossos produtos, estes já haviam sido destruídos pelo fogo. Conseguimos tirar poucas coisas”, contou Carla Américo, uma das vendedeiras.

Por sua vez, Isabel Fernando, igualmente vendedeira no mercado Cabinde, disse que começou na minha barraca e perdi quase tudo. Estamos a pedir ajuda”.

O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), em Tete, que prontamente se fez  ao  local para debelar as chamas, não descarta a possibilidade de o incêndio ter sido provocado por uma beata de cigarro.

“Há um hábito errado de algumas pessoas. Talvez até seja por parte dos vendedores. Quando falámos de mau hábito, falamos de pessoas que fumam cigarro e lançam a beata de qualquer maneira, isto em forma de sabotagem. Este é um mau comportamento”, observou o Comandante do Serviço Nacional de Salvação Pública em Tete, Lemos Supuleta.

A edilidade, que igualmente esteve no local para se inteirar do ocorrido,  prometeu apoiar as vítimas que ficaram sem os seus produtos. “Esta situação preocupa-nos. É por isso mesmo que estamos aqui para apoiar porque eles são vendedores que trabalham connosco. São nossos filhos de casa. Quando um filho está triste, o país não pode ficar contente”, notou a vereadora de Mercados e Feiras no Município de Tete.

Refira-se que  esta é a terceira vez  que se regista um incêndio de grande dimensão e destruição de dezenas de bancas e mercadorias no mesmo mercado.

Em 2021, um incêndio de grandes proporções destruiu o mercado Municipal 1º de Maio, na cidade de Tete. Apesar dos danos, ninguém ficou ferido e as autoridades afirmaram, na altura, não saber as reais causas do incêndio.

Na sequência deste incidente, 400 vendedores, que exerciam actividades no mercado municipal 1º de Maio, no centro da cidade de Tete, viram a maior parte de seus produtos serem consumidos pelas chamas, tudo porque as bancas ficaram completamente destruídas.

O Serviço Nacional de Salvação Pública fez-se ao local e enfrentou, como sempre, dificuldades para extinguir o fogo.

O conflito no Sudão está a intensificar-se na região do Darfur, o alerta é Organização das Nações Unidas (ONU).

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está cada vez mais alarmado com as crescentes necessidades humanitárias das pessoas afectadas pela crise no Sudão, uma vez que o número de deslocados continua a aumentar e a prestação de ajuda continua a ser severamente limitada pela insegurança e pela falta de acesso e financiamento.

Raouf Mazou, alto-comissário adjunto do ACNUR, citado pelo Notícias ao Minuto, disse aos jornalistas em Genebra que a situação no Darfur é provavelmente “a que mais nos preocupa”.

“Há uma intensificação do conflito em Darfur. A dimensão étnica que vimos no passado, infelizmente, está a voltar”, alertou o alto-comissário adjunto do ACNUR disse Mazou.

O responsável do ACNUR referiu que um número crescente de refugiados fogem também para o Chade e muitos chegam com feridos.

Até agora, o ACNUR estimou que estes confrontos mortais deixariam um milhão de refugiados em seis meses.

“Infelizmente, dadas as tendências e a situação em Darfur, é provável que ultrapassemos um milhão”, disse Mazou.

Enquanto a Agência das Nações Unidas para os Refugiados estimou que 100.000 pessoas chegariam ao Chade em seis meses, este número é agora estimado em 245.000. No entanto, o ACNUR ainda não actualizou todas as suas projecções para a região.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria