O desporto nacional esteve em destaque esta quarta-feira, no Circuito de Manutenção Física António Repinga, na Cidade de Maputo, com a realização de uma cerimónia de homenagem ao pugilista profissional moçambicano Tiago Muxanga. Promovido pela Amaramba Capital Dealer, o evento serviu para enaltecer e premiar o mérito, a dedicação e o impacto internacional das recentes vitórias do atleta.
A sociedade financeira reuniu dirigentes desportivos e a imprensa para celebrar o trajecto invicto do pugilista moçambicano e reforçar o seu compromisso com a responsabilidade social.
Tiago Muxanga ostenta actualmente um percurso invicto no boxe profissional, impulsionado pela conquista de dois títulos de prestígio global, obtendo como palmarés o título de Campeão Africano da International Boxing Organization (IBO All Africa), sendo igualmente detentor do Cinturão de Prata da Commonwealth (Commonwealth Silver Belt).
Estes marcos não só elevam o estatuto do pugilista, como colocam Moçambique no mapa das grandes decisões do boxe internacional. Durante a cerimónia, o Director Financeiro da Amaramba Capital Dealer,
Baptista Machava, destacou a necessidade de apoiar referências nacionais que inspiram a juventude e projectam o país no panorama internacional.
“Tiago Muxanga demonstra que, com disciplina, foco e determinação, é possível alcançar o topo do mundo. Na Amaramba Capital Dealer, acreditamos que a nossa missão ultrapassa os mercados financeiros e o investimento de capital. O nosso compromisso social exige que sejamos catalisadores do desenvolvimento humano e da excelência moçambicana. Homenagear o Tiago é reconhecer um símbolo de superação e investir no orgulho de toda uma nação.”, disse Baptista Machava, em representação de Joaquim Bazar, PCA da Amaramba Capital Dealer.
A direcção da Federação Moçambicana de Boxe (FMBoxe) marcou presença no evento e enalteceu a iniciativa da Amaramba Capital Dealer, sublinhando que o envolvimento do sector privado é determinante para a sustentabilidade do desporto de alta competição.
“A trajectória do Tiago Muxanga no boxe profissional é fruto de anos de entrega, mas consolida-se de forma muito mais sólida quando o sector empresarial se junta à causa desportiva. Agradecemos à Amaramba Capital Dealer por este gesto exemplar de reconhecimento. Esperamos que esta acção sirva de inspiração para que mais instituições financeiras e empresariais apostem nos nossos atletas.”, disse Gabriel Júnior, Presidente da Federação Moçambicana de Boxe.
O pugilista reiterou a sua determinação em continuar a defender as cores do país nos ringues internacionais.
“Receber esta homenagem da Amaramba Capital Dealer dá-me ainda mais força para continuar a trabalhar no duro. Estes títulos não são apenas meus, pertencem a Moçambique, à minha equipa e a todos os que acreditam no nosso boxe. O meu objectivo é continuar invicto e trazer mais cinturões para a nossa terra.”, promete Tiago Muxanga.
O Governo do Marrocos anunciou ontem um orçamento de cerca de 11 mil milhões de euros destinados à reconstrução, realojamento e desenvolvimento socioeconómico das zonas afectadas pelo terramoto, que atingiu o país no início de Setembro.
De acordo com um comunicado de imprensa, citado pelo Notícias ao Minuto, a quantia prevista pelas autoridades deverá beneficiar 4,2 milhões de habitantes num período de cinco anos.
“O programa diz respeito em particular ao realojamento das pessoas afectadas, à reconstrução de habitações e à reabilitação de infraestruturas”, especificou a nota, publicada no final de uma reunião presidida pelo monarca Mohammed VI.
Além disso, o programa também vai permitir a “abertura e modernização dos territórios” e pretende encorajar a “actividade económica” nestas regiões largamente desfavorecidas.Desde o sismo, os sobreviventes foram colocados em acampamentos, onde vivem com a ajuda das autoridades e de voluntários.
O número de desalojados resultantes do terramoto ainda é desconhecido. Segundo o mais recente balanço oficial, quase 3.000 pessoas morreram e mais de 5.600 ficaram feridas no terramoto que atingiu a província, loca
Decorreu, hoje, na Cidade de Maputo, a primeira Conferência Anual de Seguros. O serviço de seguro abrange apenas 1,85% da economia nacional. O dado foi revelado pela vice-ministra da Economia e Finanças que desafia o sector a alargar o seu campo de actuação.
Desde a criação da Associação Moçambicana de Seguradoras em 2007, a agremiação realizou, hoje, a primeira Conferência Anual.
O evento realizado nesta quarta-feira, na Cidade de Maputo, contou com as principais seguradoras que operam no país e corretores de seguros.
Numa sala completamente cheia, a vice-ministra da Economia e Finanças, no seu discurso, falou da importância das seguradoras.
“Dados do mercado segurador indicam que, actualmente, o país passou a contar com 19 instituições seguradoras, das quais 13 do ramo não vida, dois do ramo vida e quatro explorando os dois ramos, bem como três microsseguradoras, uma resseguradora, sete sociedades gestoras do fundo de pensões, 128 corretores, cinco corretores de resseguros e 30 agentes de sociedade comercial”, revelou a vice-ministra da Economia e Finanças, Carla Louveira.
São todas estas instituições que contribuíram para um ganho no sector de seguros, “perfazendo uma taxa de penetração de seguros na economia de um 1,85 por cento e uma média, dos últimos cinco anos, da taxa de crescimento de prémios brutos emitidos de 9,2%”.
Ainda assim, Carla Louveira diz que é preciso, também, assegurar o crescimento do ramo Vida, Pensões e Microsseguros no país.
“E é, neste contexto, que recomendamos os operadores dessa indústria a intensificar as suas acções, no sentido de trabalhar, conjuntamente, com o Governo de Moçambique, para fazer face aos seguintes desafios: primeiro, a educação financeira do consumidor; segundo, o desenvolvimento do seguro inclusivo; terceiro, contribuir para a integridade financeira do sector de seguros, através da melhoria de mecanismos de controlo do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo; quarto, assegura a tranformação digital do mercado de seguros e quinto, consolidar os mecanismos de protecção dos bens e infra-estruturas públicas, cuja iniciativa se materializou com a introdução, em 2022, pela primeira vez, do seguro de riscos parametros para desastres naturais”, exortou a vice-ministra da Econome e Finanças.
Assim, a Associação Moçambicana de Seguros lembra a sua resiliência diante da Covid-19 e diz estar pronta para alargar os seus serviços.
“Neste caminho, os seguros de vida e de pensões terão que desempenhar um papel fundamental na protecção e no futuro sólido das pessoas. Os seguros gerais estão longe de em Moçambique terem atingido todo o seu potencial de melhorar a segurança financeira das famílias e das pequenas e médias empresas”, reconheceu Ruben Chivale, presidente do Conselho de Direcção da Associação Moçambicana de Seguros.
E o tema da primeira conferência anual de seguros é, segundo, Ruben Chivane, “um chamamento à reflexão de todos sobre o papel que cada um deve desempenhar no aumento da penetração dos seguros na economia, no aumento da literacia sobre seguros, no aumento dos níveis gerais de aumento da confiança do público e na melhoria da perfeição de valor do sector”.
Para o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, o evento vem agregar valor ao negócio das seguradoras.
“Este evento irá desempenhar um papel fundamental para o desenvolvimento e melhoria contínua do sector de seguros, beneficiando as seguradoras, os profissionais do sector, os regulares e os consumidores. Esta é uma oportunidade valiosa para a comunidade de seguros se reunir, aprender, partilhar e colaborar em prol do crescimento e do sucesso do sector de seguros em Moçambique”, apontou Ester dos Santos, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique.
Participaram ainda na conferência representantes da PGR, do Banco de Moçambique, da CTA, Bolsa Valores de Moçambique, entre outros.
O lema do evento é: As soluções da Indústria Seguradora aos Desafios Económicos e Sociais de Moçambique.
As seguradoras dizem-se excluídas nos projectos de petróleo e gás por suposta falta de capacidade para assumir grandes riscos. Na conferência anual de seguros, defenderam a necessidade de rever o regime jurídico do sector para adequá-lo à realidade actual.
Na exploração de petróleo e gás, as seguradoras queixam-se de exclusão e desmentem não ter capacidade para assumir grandes riscos.
“Existe capacidade local, a associação tem estado a promover uma interacção cada vez maior entre as seguradoras para, ainda que não haja legislação, os riscos sejam retidos no país e só depois de esgotar a capacidade. Ainda não estamos neste nível, já estamos no nível de partilha de grandes riscos a nível local. Portanto, a indústria de seguros, como mercado, está preparada para responder a estes desafios”, afirmou Isaías Chembeze, orador do painel sobre o conteúdo local nos projectos de petróleo e gás: o caso das seguradoras moçambicanas.
No mesmo pensamento, alinhou Simoni Santi. “É verdade. Neste momento, há empresas com grandes dificuldades de trabalhar no sector de petróleo e gás porque é um sector onde há padrões complicados, sobretudo porque temos competitividade empresarial em Moçambique”.
Só que há considera o problema é que as empresas não definem com clareza o que precisam. “Para mim, o grande desafio é, primeiro, a falta de política de conteúdo local sobre o que realmente queremos porque, muitas vezes, as próprias empresas não sabem o que as multinacionais podem fazer por elas”, observou Afonso Machaca.
Só que o problema não é só esse. É preciso incorporar no regime jurídico de seguros a obrigatoriedade de as multinacionais priorizarem as seguradoras nacionais.
“O que é que nós ainda podemos salvar. Podemos considerar que a Bacia de Rovuma é um assunto perdido, mas temos aqui uma oportunidade nobre de fixar, se margem, para possível contorno na nova era que os riscos, seja qual for, tem que ser colocado aqui em Moçambique. A questão da capacidade vai-se discutir depois”, sugeriu Ruben Chivale.
Ainda sobre a lei, fundamenta Matias Guente, “o mais importante neste momento é que, olhando o actual contexto, temos de fazer uma assembleia de moçambicanos para moçambicanos e perguntar: o que nós queremos para o novo regime?”.
Para o Instituto Nacional de Petróleos, as seguradoras não devem, apenas, prender-se nos negócios de petróleo e gás. “Nós temos muitas outras disciplinas, muitas outras áreas aqui, no nosso país, que se podem tomar em consideração, mas as operações petrolíferas adicionam um grande valor no desenvolvimento do país”, fundamentou Inocência Maculuve, do Instituto Nacional de Petróleos.
Na revisão do regime jurídico dos seguros, os oradores defendem que se tenha em conta a questão da separação de capitais por danos corporais e materiais.
“Três milhões de meticais é manifestamente pouco. Todos os dias, vemos no jornal acidentes com 10 ou 15 vítimas e eu pergunto se três milhões de meticais servem para indemnizar 10 vítimas ou temos uma noção do valor da vida em Moçambique da vida muito baixa e eu acho que temos que alterar isto e isso passa por os próprios capitais acompanharem a evolução”, defendeu Carlos Leitão.
Todas as preocupações levantadas pelos oradores vão ser acomodadas no regime jurídico ainda em revisão.
Num contexto em que o país é assolado por eventos extremos da natureza, as seguradoras mostraram-se dispostas e capazes de cobrir os riscos.
Trata-se do Estrela Vermelha de Maputo (Cidade de Maputo), Liga Desportiva de Sofala (Sofala), Matchedje de Mocuba (Zambézia), Ferroviário de Pemba (Cabo Delgado) e Real de Cuamba (Niassa), que conquistaram as provas provinciais. Na Província de Maputo, Gaza, Inhambane e Manica, as decisões serão nos próximos dias, enquanto, em Tete e Nampula, ainda haverá a segunda fase provincial
O Estrela Vermelha de Maputo conquistou o Campeonato da Segunda Divisão ao nível da capital do país, de forma virtual, uma vez que a prova ainda vai disputar a última jornada este fim-de-semana.
Os “alaranjados” suplantaram a concorrência de outros candidatos e clubes históricos que se esperava que dessem alguma luta, mas acabaram por baquear na corrida, casos do Desportivo, Maxaquene, Liga Desportiva e outras.
Aliás, essas equipas ficaram aquém das expectativas dos amantes do futebol na capital do país, ao se posicionarem longe do top-3 da tabela classificativa, quando falta uma jornada por disputar.
É que, ao cabo de 29 jornadas, o Estrela Vermelha soma 60 pontos, tem um jogo ainda por disputar, contra 53 da Black Bulls B, que tem dois jogos ainda por disputar. Ou seja, mesmo que os “alaranjados” percam na última jornada diante da Académica, em sua casa, no jogo da coroação, não podem ser alcançados pelos “touros”, que podem fazer, no máximo, 59 pontos.
Na jornada passada, que ditou a conquista do título, o Estrela Vermelha goleou o Costa do Sol B por claros 4-0, enquanto os “touros” levavam de vencida o Matchedje B.
Na classificação, o Estrela é líder com 60 pontos, seguido pela Black Bulls B com 53 e pelo 1º de Maio, com 52 pontos. Liga Desportiva de Maputo, despromovido do Moçambola na época passada, está na quinta posição, com 49 pontos, atrás da Águias Especiais e acima do Maxaquene, sexto.
Também campeão virtual, mas em Sofala, está a Liga Desportiva local, que, ao cabo de 19 jornadas (falta uma para o fim da prova), tem mais quatro pontos que o mais directo perseguidor, o FC da Beira.
A Liga Desportiva de Sofala, que é uma das equipas do topo do futebol em Sofala, alcançou a proeza, sábado passado, após vitória diante do Matchedje da Beira, numa jornada em que o FC da Beira esteve de fora devido ao número ímpar de equipas que disputam a prova.
Se a situação da Liga Desportiva de Sofala está resolvida, quer em termos de conquista do título, quer pela sua qualificação à poule de apuramento ao Moçambola 2024, o mesmo não se pode dizer do FC da Beira, que ainda deve lutar pelo segundo lugar com o Têxtil de Púnguè. As duas equipas estão separadas por três pontos, o FC de Sofala visita o Sports Beira Center, enquanto o Têxtil terá pela frente a Liga Desportiva de Sofala.
Já na Zambézia, é o Matchedje de Mocuba que conquista o “provincial” com larga vantagem sobre os concorrentes. Há uma jornada do fim da prova, os “militares” mostraram interesse em regressar ao Moçambola, vencendo a fase provincial, agora com 38 pontos, mais oito que o directo perseguidor, a Só Protecção de Quelimane.
Aliás, a Só Protecção, que soma 30 pontos, vai discutir a segunda vaga da poule com a Associação Desportiva de Gurué e AD 3 de Fevereiro de Quelimane, ambas com 28 pontos, na última jornada, este domingo.
No Norte, concretamente em Cabo Delgado, o Ferroviário de Pemba venceu no confronto directo com o Desportivo de Pemba, domingo passado, por uma bola sem resposta e conquistou o “provincial”. É que as duas equipas estão separadas por seis pontos, a maior para os “locomotivas”, que, no confronto directo, tem vitória e empate sobre o seu concorrente, a duas jornadas do fim da prova.
Entretanto, o Real de Cuamba foi a primeira equipa a sagrar-se campeã provincial, em Niassa, numa prova que terminou há quase um mês. O Real de Cuamba terminou a prova com 24 pontos, seguido da UD Barreira de Mandimba, que vai a poule, ainda que tenha os mesmos pontos da UD de Mecanhelas.
ÁGUIAS ESPECIAIS E FERROVIÁRIO DISCUTEM TÍTULO DE GAZA
Na província de Gaza, o título disputa-se este sábado, quando as Águias Especiais de Xai-Xai, líder com 15 pontos, visitarem o Ferroviário de Gaza, segundo com menos um ponto, em partida da última jornada da prova.
Uma competição disputada por cinco equipas tem uma incógnita em relação ao vencedor devido à irregularidade das equipas. As Águias Especiais, por exemplo, até há duas jornadas atrás, era terceiro, mas aproveitou-se do deslize do Ferroviário para ascender à liderança, graças a duas vitórias consecutivas.
Esta é uma luta que se avizinha cerrada, tendo em conta a rivalidade entre as equipas e os objectivos traçados, com o Clube de Gaza ainda à espreita pela segunda vaga que dá acesso à poule de apuramento ao Moçambola 2024, caso vença a lanterna vermelha, Penitenciária de Mabalane, também no sábado, e Águias Especiais ou Ferroviário percam no jogo entre si.
Será, do resto, uma jornada de grandes emoções que fecha a fase provincial da segunda divisão do futebol moçambicano.
Em Inhambane, ainda há campeonato, com quatro equipas a disputarem títulos. FC de Homoine (38 pontos), Temusa Costa do Sol da Massinga (36), Billa Shopping da Massinga (36) e União Desportiva de Zavala (35) são os clubes que lutam pelo título, quando faltam por disputar cinco jornadas.
Em Manica, quase o mesmo cenário de Inhambane. Com duas jornadas por disputar, Textáfrica do Chimoio, líder com 41 pontos, tem a concorrência de Mini Mundo de Inchope, segundo com 37 pontos. São as duas equipas que ainda podem conquistar o título provincial, a duas jornadas do fim.
Em Tete e Nampula, terminaram as séries, sendo que, agora, vai entrar para a segunda fase das respectivas provas.
As cidades de Inhambane, Beira e Pemba foram seleccionadas para sediar as fases de qualificação para a Liga Sasol de basquetebol feminino, prova cuja fase final irá decorrer de 29 de Outubro a 14 de Novembro na capital do país.
Novo modelo, novos pólos de disputa da competição e novas perspectivas (por se aprofundar, claro, com o contributo de todos os fazedores da modalidade da bola ao cesto) para melhorar o quadro competitivo do basquetebol feminino.
A corrida à edição 2023 da Liga Sasol de basquetebol feminino, prova que se pretende que venha a ser muito mais atractiva e competitiva no futuro, arranca já no dia 28 de Outubro na cidade de Inhambane, palco da fase de qualificação da zona Sul.
Quatro equipas estão alinhadas para a competição, nomeadamente Maxaquene e Desportivo (em representação da Cidade de Maputo); Clube Traquejadas e Clube de Desportos Eagles da Maxixe (província de Inhambane).
Os jogos realizam-se no Pavilhão do Instituto de Formação de Saúde, sendo que o vencedor se qualifica para a fase regular da Liga Sasol.
Com Lourenço Buque ao leme (“coach” com experiência ao nível das camadas de formação, tendo trabalhado no Ferroviário de Maputo e nas selecções de iniciação, e igualmente na alta competição com passagens por vários clubes), o Desportivo de Maputo vai procurar, decerto, fazer um bom papel nesta prova.
Sexto classificado da edição passada da Liga Sasol com três triunfos (derrotou por duas vezes Mucopelinhas de Nacala, por 57-13 e 52-47, e Ferroviário da Beira, por 55-52), o Maxaquene tem, agora, no seu comando Deolinda Carmen Ngulela e “coach Paito”, duas figuras que pretendem montar uma equipa competitiva.
E, fazer regressar o clube mais titulado do basquetebol moçambicano à Liga Sasol, deve, seguramente, ser um dos desafios de Deolinda Ngulela, ex-capitã da selecção nacional e “coach” adjunta nalgumas campanhas.
A Escola Superior de Hotelaria e Turismo devia representar Inhambane neste certame, na qualidade de vencedora do Campeonato Provincial do ano passado, mas desistiu por problemas internos.
Actualmente, Clube Traquejadas e Clube de Desportos Eagles da Maxixe ocupam a primeira e segunda posições, respectivamente, no Campeonato Provincial de Basquetebol de Inhambane.
CIDADES DA BEIRA E PEMBA IGUALMENTE SELECCIONADAS
A cidade da Beira será palco, de 22 a 24 de Setembro, da fase de qualificação da zona Centro para a Liga Sasol de Basquetebol feminino. Para já, estão confirmadas as presenças da Liga Desportiva de Chimoio (Manica) e C.D. Municipal da Beira, faltando por indicar os representantes da Zambézia e Tete.
No outro extremo do país, ou seja, em Pemba, realiza-se, nas mesmas datas, a fase de qualificação da zona Norte para a Liga Sasol.
O certame vai contar com a participação da A.D Mucopelinhas de Nampula, SDEJT de Lichinga, New Vision de Pemba e U.J Napipine de Nampula.
Realizou-se esta terça-feira, à noite, o debate entre quatro candidatos à liderança da Matola. A Frelimo não se fez presente numa sessão em que os cabeças-de-lista discutiram e apresentaram soluções aos problemas daquela autarquia.
Foram 80 minutos de intenso debate, entre quatro candidatos à governação do Município da Matola, marcado por interrupções e acusações. Assim, foi o debate desta terça-feira à noite entre António Muchanga, Augusto Pelembe, Miguel Mabote e Pascoal Lichucha.
No segundo dia de Debate Eleitoral, na Stv, discutiram-se, essencialmente, emprego e habitação para jovens, saneamento, transporte, vias de acesso e combate à corrupção.
António Muchanga, da Renamo, que se candidata ao cargo que quase conquistou em 2018, diz ter domínio do município que quer dirigir.
“Se o jovem tem habitação, tem o dever de cuidar dos seus progenitores e de cuidar dos seus filhos. Portanto, investir na habitação e emprego para jovens é garantir alimentação para os mais novos e os mais velhos”, defende Muchanga.
Augusto Pelembe tinha sempre na ponta da língua um problema antigo, mas sempre actual: o saneamento do meio.
“O principal pilar, hoje, para resolver os problemas da Matola é o saneamento do meio. Matola, hoje, é um xitala mati (lugar onde enche de água)”, considerou o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique.
Sem infra-estruturas, não há desenvolvimento. Foi esta uma das principais ideias defendidas por Pascoal Lichucha, representante da Nova Democracia.
“A questão da falta de infra-estruturação, no Município da Matola, no entender da Nova Democracia, é que impede o desenvolvimento da própria Matola. Não é possível ter um município a desenvolver-se sem que tenha estradas, sem espaços reservados para o investimento privado”, argumentou.
Para Miguel Mabote, cabeça-de-lista da Coligação Esperança do Povo, parte das soluções para Matola passa por revitalizar as empresas inoperacionais, mas que há anos foram referências.
“Nós vamos fazer uma negociação forte para revitalizar as empresas da Matola inoperacionais, neste momento. Temos de ver a viabilidade disso. Temos empresas como IMA, Indústria Moçambicana de Aço, Lusalite de Moçambique, TEXLOM, Fábrica Têxtil, Vidreira de Moçambique, entre outras”.
ANALISTAS ALERTAM PARA PROMESSAS “UTÓPICAS”
Tão importante como o voto são os cuidados que os candidatos devem ter com promessas que são irrealizáveis, advertem os comentadores do Debate Eleitoral, Borges Nhamirre e Job Fazenda, que analisaram, logo a seguir, o debate havido entre os presentes.
“Há que ser objectivo nos debates. Os telespectadores não querem perder tempo a ouvir pessoas que, na verdade, não vão implementar as suas ideais”, diz Nhamirre.
Para Job Fazenda, há ideias que nem são exequíveis. “Quando você não está a governar, evidentemente que tem muitas utopias”.
As críticas foram também para a ausência da Frelimo nos debates.
“A Frelimo diz: ‘nós não nos queremos meter’, porque se sente muito grande, tem meios próprios, o que no fim se descobre que são meios do Estado. Penso, por isso, que é um mau exemplo, e quero acreditar que nem todos os candidatos da Frelimo concordem com isso, mas há uma ideia imposta ao nível central”, entende Borges.
“Se não o fazem na media, nesta fase, eu entendo que é uma estratégia que tenha adoptado. Se é boa ou não, isso prejudica ou beneficia o próprio partido Frelimo. Ou seja, o prejuízo é para a Frelimo, que acredito que vai encontrar uma solução para ultrapassar o assunto”, explica Fazenda.
Depois de quase hora e meia, resta saber se o que o eleitorado viu e ouviu pode decidir quem será o mais votado no dia 11 de Outubro.
A Cornelder de Moçambique e a Associação Kulemba anunciam, esta quinta-feira, na Cidade da Beira, os grandes vencedores da primeira edição do Prémio Literário Mia Couto. A iniciativa pretende estimular a produção literária de qualidade em Moçambique, distinguindo as melhores obras publicadas anualmente.
Eduardo Quive, Belmiro Mouzinho, Amosse Mucavele, Deusa de África, Sónia Sultuane e Bento Baloi são alguns dos escritores que concorrerem nesta primeira edição do Prémio Literário Mia Couto, refere uma nota de imprensa enviada ao “O País”.
O anúncio das obras vencedoras será feito durante a Feira do Livro da Beira (FLIB 2023), que decorre entre 20 e 23 deste mês de Setembro. Cada vencedor do Prémio Literário Mia Couto vai receber 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais).
Nesta edição inaugural, o Prémio Literário Mia Couto tem como membros de júri Francisco Noa, Fátima Mendonça, Teresa Manjate, Tânia Macedo e Daniel da Costa.
Costa do Sol e Ferroviário de Maputo protagonizam, esta quinta-feira, às 20h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, o jogo de destaque da jornada 7 do Campeonato da Cidade de Basquetebol da Cidade em seniores masculinos. Frente-frente, campeão e vice-campeão num “ajuste” de contas.
Onze meses depois de terem travado argumentos no “play-off” da final do Campeonato da Cidade, série ganha pelo Costa do Sol por 2-0 (triunfos por 57-50 e 57-40) em jogos disputados no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), “canarinhos” e “locomotivas” voltam ao mesmo palco para protagonizarem o jogo “must” da jornada 7 da prova.
Com a particularidade, disputadas seis jornadas da fase regular, do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo estarem separados por apenas um ponto, com vantagem para o conjunto de Miguel Guambe com onze mas com um jogo a mais.
Na ressaca da derrota com a ciclicamente renovada equipa d’ A Politecnica (59-51), o Costa do Sol vai procurar quebrar a invencibilidade do Ferroviário de Maputo na prova.
Mais, provar que a derrota frente ao adversário o qual venceu, categoricamente, na final da Taça Maputo não abalou a estrutura naquilo que são os seus objectivos na prova.
Motivados depois de terem vencido três jogos consecutivos nesta fase regular do Campeonato da Cidade na jornada do fim-de-semana, os vice-campeões da Cidade apontam para mais um sinal de “vitalidade”, depois de terem falhado a final da Taça Maputo.
As “vitimas” da sua força na quadra na tripla jornada do Campeonato da Cidade as foram Aguias Especiais (60-42), A Politecnica (63-57) e Maxaquene “B” (79-32).
À mesma hora, A Politécnica do persistente Jose “Matilo” Macuácua bate-se com o Desportivo de Maputo de Carlos “Carlinhos” Ferro, no pavilhão da primeira formação. Na quadra, dois conjuntos com a mesma filosofia: sem grandes recursos financeiro cuja aposta recai na juventude!
Sem derrotas na prova, e na quarta posição com dez pontos na tabela classificativa da ABCM, os “alvi-negros” estão a fazer uma campanha interessante no certame. O seu adversário ocupa a quinta posição com nove pontos!
Ainda esta quinta-feira, às 19h30, no seu recinto, o Ferroviário “B” mede forças com as Aguias Especiais, enquanto o Aeroporto trava argumentos com a UP no pavilhão do Desportivo.
Na grelha de jogos para esta quinta-feira, destaque ainda para o embate que vai colocar frente-a-frente o Maxaquene “B” e o Costa do Sol sub-20.
O Burkina Faso aprovou, esta terça-feira, uma lei que autoriza o envio de um contingente militar por três meses para o vizinho Níger, ameaçado de intervenção armada após um golpe de Estado.
Proposta pelo Governo de transição, a lei foi aprovada por unanimidade pelos 71 membros da assembleia e prevê o envio de um contingente militar por três meses renováveis.
A lei estabelece um quadro jurídico para o envio de um contingente militar do Burkina Faso para o Níger, cuja missão é prestar assistência militar à República do Níger, em caso de uma intervencao externa, mas também para lutar contra o terrorismo.
De acordo com o ministro da Defesa do Burkina Faso, a adopção da lei permitirá ao Burkina Faso dispor de pontos de apoio no Níger para lutar contra os grupos terroristas, que muitas vezes se refugiam no país.
O Burkina Faso, Níger e o Mali partilham a chamada “zona das três fronteiras”, onde os grupos extremistas realizam frequentemente ataques.
Os três países, governados por regimes militares, assinaram uma carta em Bamako, no sábado, estabelecendo uma aliança de defesa colectiva e assistência mútua.
O Níger está ameaçado de intervenção militar pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que exige a restauração da ordem constitucional, após um golpe de Estado que derrubou o Presidente eleito Mohamed Bazoum a 26 de Julho.