A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
Arranca, hoje, a feira de agro-negócio Mozgrow, na Arena 3D, KaTembe, Cidade de Maputo. São esperados no evento mais de dois mil participantes e acima de 30 empresas expositoras de produtos e serviços.
A maior feira de agro-negócio do país, a Mozgow, já vai para a sua quinta edição, que arranca hoje e com duração de três dias. No evento, são esperados mais de dois mil participantes e acima de 30 empresas que vão expor os seus produtos e serviços.
Para esta grande feira, os expositores, com o suporte da organização, desdobraram-se para dar forma aos seus stands, fechar negócios, firmar parcerias e trocar experiencias.
“Para além de partilhar a experiência do Vale do Zambeze no sector do agro-negócio, nós esperamos expor a parte dos produtores que nós temos apoiado no sector do agro-negócio, de modo a permitir que façam parcerias com outras empresas de Moçambique”, disse José Cardoso, da Agência do Vale do Zambeze.
A feira Mozgrow é, também, um espaço para se mostrar o que de melhor se faz em Moçambique.
“Espero aprender mais com outros expositores, trocar ideias, fechar parcerias, ter mais clientes, expandir o nosso negócio e mostrar o que de melhor se produz em Moçambique para o mundo”, afirmou Ana Carla, da Quiana Ervas Medicinais, um dos expositores da Mozgrow.
E nesta quinta edição, a inovação científica e tecnológica está em destaque. “Temos a parte de alavancar a inovação tecnológica. Então, no agro-negócio da UNISCED, está mesmo a vir pegar os profissionais que já estão no desenvolvimento agrário como extensionistas e mostrar-lhes a utilidade do agro-negócio para o nosso país, porque, na realidade, todos nós estamos a exercer só que não conhecemos e essência e nós estamos aqui para mostrar isso”, apontou Leopoldina Pimentel da UNISCED.
A Mozgrow vai ter todos os serviços que são parte da cadeia de valor do sector do agronegócio.
“Do lado exterior, vamos ter diversas máquinas e equipamentos ao serviço da agricultura. Vamos ter vários serviços, desde os de veterinária, consultoria, empresas que actuam no sector da distribuição de insumos agrícolas entre outras áreas, incluindo a componente de financiamento que é bastante estratégica quando se fala de agro-negócio no país”, detalhou Patrício Manjate, director do projecto Mozagrow.
Além da exposição, a feira terá, até sexta-feira, sete painéis que vão debater o sector do agro-negócio no país.
“Tudo está organizado para que as pessoas possam vir a Mozgrow e tenham uma experiência diferente de contacto com o actual sector agro-negócio que existe em Moçambique. Nós ainda estamos abertos para receber participantes. Todos aqueles que pretendem visitar a feira, acompanhar os vários debates que vão acontecer aqui podem ainda o fazer. Podem dirigir-se ao local. O evento abre, pontualmente, às 8 horas todos os três dias e fecha às 17 horas”, acrescentou Patrício Manjate.
A primeira-dama de Moçambique, Isaura Nhusi, diz que a conquista do terceiro lugar do torneio Cosafa pela selecção feminina de futebol é corolário de trabalho árduo e enaltece a imagem do desporto moçambicano internacionalmente. Isaura Nyusi diz ainda que esta conquista alavancou a mulher moçambicana no desporto.
As meninas da selecção nacional de futebol feminino já estão em Maputo, depois do feito histórico alcançado no torneio regional do Cosafa: a conquista da medalha de bronze, fruto do terceiro lugar, que fechou o pódio do torneio.
Um bom pretexto para a primeira-dama de Moçambique, Isaura Nyusi, receber a delegação que esteve na África do Sul, para uma merecida homenagem.
“Quero, em nome das mulheres moçambicanas, e em meu nome próprio, felicitar a delegação feminina de futebol, a equipa técnica e a Federação Moçambicana de Futebol, pelo empenho demonstrado no decurso do torneio da Cosafa, garantindo a conquista do terceiro lugar neste campeonato”, começou por dizer Isaura na recepção as meninas bronzeadas no Cosafa-2023.
Isaura Nyusi considerou que esta conquista valoriza a mulher moçambicana e eleva a imagem do desporto nacional além fronteiras.
“A participação da selecção feminina de futebol no torneio do cosafa veio enaltecer ainda mais a imagem do desporto moçambicano internacionalmente e contribuiu para o apetrechamento do medalheiro nacional. Outrossim, alavancou a inclusão da mulher moçambicana no desporto e enalteceu a capacidade de habilidades das mulheres para o empoderamento da mulher a todos os níveis. Bem haja a mulher no desporto”, frisou Isaura Nyusi.
A primeira-dama lembrou que a preparação para esta competição não foi tarefa fácil, teve início em Março, com várias competições nacionais e internacionais, o que permitiu que a equipa técnica tivesse mais espaço para a escolha das melhores.
“Estejamos cientes de que o terceiro lugar alcançado no torneio da Cosafa é o corolário de um trabalho árduo, conjunto e contínuo e sobretudo de muita disciplina e dedicação”, realçou a primeira-dama para depois acrescentar que “orgulha-nos bastante a dedicação e empenho e espírito patriótico que a selecção feminina de futebol tem demonstrado nas diversas provas em que toma parte, com vista a alavancar a bandeira nacional ao mais alto nível de competição”.
Isaura Nhusy felicitou as meninas pela proeza, a equipa técnica e ao organismo que gere o futebol mundial dizendo que “vocês honraram a nossa pátria amada e queremos que continuem trabalhando arduamente com vista ao alcance dos melhores resultados, inspirando as raparigas que desejam ingressar no futebol feminino”.
JOGADORAS PROMETEM CONTINUAR A TRABALHAR MAIS
Para a equipa técnica e as jogadoras, este é um reconhecimento há muito esperado e prometem continuar a trabalhar para valorizar ainda mais o futebol feminino moçambicano.
Deolinda Gove, capitã da selecção feminina de futebol e uma das mentoras dessa conquista, frisou que “é uma emoção única, fruto de muito trabalho”, e que este reconhecimento era esperado há bastante tempo.
“Fomos trabalhando ao longo deste tempo para merecermos este reconhecimento”, disse Gove e deixou ficar a promessa do conjunto: “prometemos trabalhar ainda mais pois a nossa missão é manter o nível que nos encontramos agora para podermos estar lá onde as outras equipas se encontram”.
Luís Fumo, seleccionador nacional, recordou que esta conquista iniciou com a prestação que a selecção teve na edição do ano passado desta mesma competição. “Tivemos uma preparação bem conseguida e bem planeada, uma vez que tínhamos estado no torneio da Cosafa no ano passado para ganhar experiência e tentarmos nos qualificar para as meia-finais, não tendo conseguido. Nesta edição o objectivo foi o mesmo e felizmente conseguimos atingir o objectivo”, começou por dizer Fumo.
Luís Fumo vai mais longe ao afirmar que os dois embates que teve com o Senegal ajudaram a atingir o objectivo. “Os jogos que nós fizemos para a qualificação para o CAN, com o Senegal, também foram no momento certo para nós porque foi aí que conseguimos notar que podíamos ir mais longe, principalmente aqui na região”.
A selecção nacional de futebol feminino terminou o Cosafa-2023 com a medalha de bronze, após derrotar no jogo de atribuição do terceiro lugar ao Zimbabwe por duas bolas sem resposta. Em cinco jogos, quatro moçambicanas foram eleitas melhores em campo.
Algumas escolas da Cidade de Maputo continuam com fraca afluência de alunos devido a supostas ameaças de manifestação de repúdio aos resultados das sextas eleições autárquicas.
Na hora do recreio, não se via a habitual correria de alunos no pátio, nem nos corredores da escola.
As salas que habitualmente são preenchidas por mais de 40 alunos da quarta classe estavam vazias e uma das únicas que esteve ocupada por alunos de cinco turmas, tinha algumas carteiras vazias.
“Os professores estão aqui, os alunos é que não estão a aparecer e é difícil interpretar a situação”, disse Berlino Mário, director-adjunto da Escola Primária 3 de Fevereiro, onde há, no primeiro turno, 16 turmas da quarta, quinta e sexta classes.
Entretanto, a fraca afluência dos alunos obrigou a que os juntassem em turmas únicas e formaram apenas três.
“Comparativamente ao dia anterior, o fluxo de alunos reduziu”.
A fraca afluência de alunos assistiu-se em várias escolas da Cidade de Maputo, desde esta segunda-feira.
A Escola Primária Completa de Maxaquene foi uma delas, onde, do universo de 174, estavam na escola apenas 73.
Noutras escolas, como a 16 de Junho, por exemplo, a situação de ausências de alunos agravou-se esta terça-feira e até se teve de interromper as aulas de algumas classes, porque os alunos eram poucos.
Uma situação anormal, segundo os directores da escola, mas tem uma explicação.
“Deve ser a situação actual da Cidade de Maputo, os pais estão apreensivos e com receio de sair e também a maioria das nossas crianças vem de carinha e estas não estão a transportar e também por conta do que se diz por aí, acerca das manifestações” , explicou Lídia Ribeiro, directora da EPC 16 de Junho.
As faltas registadas nestes dois dias poderão comprometer o processo de ensino e aprendizagem.
Esta segunda-feira, a Universidade Politécnica emitiu um comunicado de paralisação das actividades, segundo o qual “A segurança dos estudantes, docentes e corpo técnico administrativo tem a mais elevada prioridade para a direcção. Face aos anúncios de possíveis manifestações públicas nas cidades de Maputo e Matola informamos que não haverá aulas no dia 17 de Outubro”.
Por Deusa d’Africa
Edita-se “O Caçador de Pássaros” de João Baptista pela Editorial Fundza em 2022; o autor é poeta e escritor moçambicano nascido em Malawi e residente em Manica. Publicou o livro de poesia, Águas cristalinas em 2022. Venceu o concurso de conto infantil “Nó da gaveta´com o livro “As aventuras de Manuelito”.
De acordo com a Ananaz (2018), a literatura infantil dedica-se especialmente às crianças, jovens e adolescentes. Fazendo parte desta literatura as histórias fictícias infantis e juvenis, biografias, novelas, poemas, obras folclórias e culturais.
Ruz (2011) citado por Ananaz (2018), diz que os livros infantis são compostos por ilustração e texto, embora o formato varie. Sendo importantes elementos como a forma, a cor, textura e dimensão do texto. Vemos isto no livro ‘’O Caçador de Pássaros’’.
Por que um livro infantil? Porque a infância é um lugar que representa o primeiro estágio do desenvolvimento da criança. É um jardim que se guarda adentro de um homem. É o reino dos sonhos de cada humano, onde a água, a luz, o pão com queijo, ovo e leite são alimentos gratuítos e o mundo é perfeito porque o mal é apenas um personagem de classe baixa, na maioria dos casos tem sido um personagem negro, tal como retrata a Disney e algumas telenovelas, um personagem que chora quando vare o quintal da casa e quando lava a louça nas manhãs ou porque não se pode juntar à roda com outras crianças porque o vestido está roto ou porque é larápio e etc. Guardar a infância como um lugar sagrado é transformar um canhão numa causa, numa sociedade em que o som do canhão se ouve a detonar em todas as famílias e avenidas, onde homens e mulheres dedicam-se a trocar os sonhos por baldes de violência de diversificadas formas, desde a verbal à física. O desrespeito pelas leis e pelos símbolos nacionais. A cobrança ao outro do que nós próprios nunca o fizemos. Amotinamos dessa forma os canhões nas igrejas que discute-se o poder enquanto Deus é colocado em canhões. Nas instituições públicas e privadas onde os canhões detonam os sonhos de quem tem uma causa pela qual vive.
Logo a prior o autor começa de forma sábia oferecendo doses de coragem a cada leitor que é medicado por estas palavras terapéuticas na tentativa de silenciar os canhões, dizendo: “Nao se envergonhe dos seus medos, pássaros medrosos também voam. Na natureza.”
Para Nietzshe (1973; pág.54), erro de causas imaginárias – tomando como ponto de partida o sonho: a uma sensação determinada, por exemplo, à sensação produzida pela detonação de um canhão, soando ao longe, é substituída depois por uma causa. Imagino o processo criativo deste livro tendo começado pela causa imaginária em que o sonho tenha sido o ponto aludido por Nietzshe. Oates (2008), descreve Faulkner que na composição do seu romance “o som e a fúria” começou por uma inexplicável imagem através duma janela, a visão de uma rapariga dessconhecida com roupa coberta de lama a trepar uma árvore…ou Hemingway escrevendo em todas manhãs num café de Paris para mais tarde se tornar o seu primeiro romance. Nesta senda, vejo o autor imaginando que as pessoas pudessem voar, e porque o voo é a sublimação de nobreza, só as aves dispõem desse privilégio, embora os homens o façam por dentro dos seus sonhos, vejo o autor sonhando com as asas de quem vem suportando quem não as tem e um menino que ama as aves sendo arrastado pelo bico dos pássaros que usam das suas asas para fazer dele um ser voador. Começa assim a escrita deste livro que imagino ter sido do voo para a iniciação de um menino que dorme e se esquece do mundo e da escola para viver um sonho de caçar pássaros, não para aprisioná-los, mas sim para se tornar um deles e voar tal como eles o fazem. E assim o sonho torna-se uma causa.
Vejamos 4 áreas de estudo do livro:
Estudo do espaço;
Estudo de tempo;
Estudo da acção.
Exercícios de análise gramatical e estética.
Estudo do espaço:
De acordo com Ananaz (2018), existem espaços físicos, sociais, psicológicos e culturais. Espaços físicos, indicam o lugar onde acção se realiza; espaços sociais, o meio social onde os personagens se movimentam; espaços psicológicos, vivenciados pelos personagens de acordo com o seu estado do espírito; espaços culturais, referências culturais no texto.
João Baptsita Caetano Gomes, apresenta os seus personagens inseridos numa casa que representa a família, um menino sonhador que vai à escola onde sonha com pássaros. Vide o excerto da pág. 11: ‘’Voam pelas ruas da cidade. Casa na rua.”
Em “O Caçador de Pássaros’’, encontra-se a presença do ritmo temporal na isocronia estabelecida entre o Benjamim, personagem principal do conto e pinguim e os demais pássaros que estabelecem um diálogo num espaço físico onde narram as aventuras de Benjamim.
O sonho movido por um mundo inclusivo, justo e de igualdades revela-se na escrita do autor, tal como se pode ver no excerto da pág 10: ”Surgem pássaros de todas as cores. Pássaros de todas as idades.’’
Estudo do tempo
Há descrições cronológicas que ocorrem no texto, o autor se dedica a associar as acções à determinadas marcas de passagem de tempo. Vejamos na pág. 9: “o dia já amanheceu’’ e na pág 11: “orvalho da manhã, ou no sol da tarde”
Estudo da acção
A narrativa apresenta uma acção aberta em que a imaginação se tece ao longo da descrição do conto. A imaginação move os personagens e o leitor que se põe a reflectir na acção psicológica do personagem convista a antecipar os factos.
Benjamim, o menino descrito no conto de João Baptista, tem um sonho. Para viver o seu sonho abandona a sua família para viver na rua com os pássaros.
Exercícios de análise gramatical e estética:
A categoria gramatical da palavra presente no texto mostra a enumeração de substantivos, o uso de texto corrido para maior interactividade das crianças e o uso de figuras de sintaxe e de pensamento fazem do texto aqui apresentado num contributo de relevo para a nossa literatura infantil. Vide o excerto da pág 9: “nas árvores verdejantes. Nas acácias, nas mangueiras, nas laranjeiras.’’
João Baptista é um poeta que se auto-denuncia ainda que num infanto-juvenil, pelo uso de figuras de pensamento e de sintaxe:
Vide os excertos da pág. 9: “vê-se a aurora do sol. O girassol….vai à escola com sua sacola de sonhos.”
O autor apresenta as asas como realização de um sonho no conto, sustentando a ideia que a sociedade tem, quer seja na religião cristã, onde as asas simbolizam pureza e santidade. Por isso, o símbolo do espírito santo, a pomba, tem asas. Quer seja para os gregos, as asas representavam ser mensageiro de divindades ou ser divindade. Para os xamanistas as asas representam o voo da alma e para taoistas o poder de voar significa alcançar a imortalidade. É assim que se nos oferece, o sonho em o “Caçador de Pássaros”. Onde o autor busca a significação das asas representadas em pássaros sonhados por Benjamim, para mostrar-nos que o céu é todos nós e com asas ou sem asas se pode partilhar a liberdade uns com os outros como um bem comum e que deve beneficiar a todos de forma inclusiva.
É caso para dizer que mais do que viver com as riquezas do mundo há que se libertar a alma de cada canhão e viver uma causa que move-nos à luz e ao encontro de nós próprios. Um dever que é também uma necessidade individual. E por esta via o autor convida-nos a sorvermos a liberdade.
Referências Bibliográficas:
ANANAZ, Kanguimbu. “A Literatuta Infantil Angolana no Período Pós-Independência: Estudo sobre a Escritora Cremilda de Lima”. Editora das Letras. Angola. 2018, Pág 23-27.
NIETZSHE, Frederico. “O Crepúsculo dos Ídolos”. Editorial presença. Portugal. 1973. Pág. 54.
OATES, Joyce Carol. “A Fé de um Escritor. Vida, Técnica, Arte”. Casa das Letras. Portugal. 2008. Pág. 96-98 .
Imaculado. É, em termos gerais, como se pode definir a campanha das equipas seniores masculinos e femininos do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo na presente edição do Campeonato da Cidade.
Nos masculinos, o conjunto de Miguel Guambe impô-se diante da A Politécnica, vencendo sexta-feira última por 58-47, depois de terem levado à melhor no duelo da série “A” da fase de apuramento para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, em Nampula.
No sábado, os “canarinhos” aplicaram “chapa 100” no confronto com o Maxaquene “B” derrotando a formação secundária “tricolor” por 118-37.
Antes, na quinta-feira, o Costa do Sol não facilitou às Águias Especiais, emblema ao qual ultrapassou com o resultado de 62-41.
Quem também esteve em bom plano foi o Ferroviário de Maputo que, na quinta-feira, venceu o Aeroporto por 81-45. Já no segundo duelo, a equipa de Horácio Joaquim Martins levou a melhor sobre as Águias Especiais (78-39). Num duelo bastante equilibrado, o Ferroviário de Maputo completou a tripla jornada com uma vitória sobre a A Politécnica, por 52-51.
Ainda no escalão de seniores masculinos, a mesma equipa da A Politécnica bateu, na tripla jornada, o Maxaquene “B” por 109-47, em duelo realizado quinta-feira última. E, na sexta-feira, os “politécnicos” sentiram imensas dificuldades para ultrapassar o Maxaquene “A”: 37-36 foi o resultado final.
A equipa principal do Maxaquene (A) venceu, quinta-feira, o Costa do Sol “sub-20” por 71-54. No mesmo dia, o Desportivo de Maputo, orientado por Carlos “Carlinhos” Ferro, derrotou a Universidade Pedagógica por 54-51.
Já sexta-feira, o Desportivo de Maputo alcançou nova vitória, desta feita diante do vizinho e rival Maxaquene, por 84-80. O Costa do Sol “sub-20”, esse, redimiu-se dos desaires nas vésperas e venceu o Aeroporto, sábado, pela marca de 56-51.
Há ainda a assinalar, na maratona de jogos do Campeonato da Cidade, a vitória do Maxaquene “A” frente ao Ferroviário “B” (74-56).
AO RITMO (TAMBÉM) DO COSTA DO SOL E FERROVIÁRIO EM FEMININOS
Costa do Sol e Ferroviário de Maputo cumpriram, igualmente, nos jogos de seniores femininos realizados entre quinta-feira e sábado.
O Costa do Sol começou por vencer a A Politécnica (71-31) na quinta-feira, tendo, depois, derrotado sucessivamente o Ferroviário “B” (74-56) e Maxaquene (77-23). O rival e actual campeão da cidade, Ferroviário de Maputo, derrotou a sua equipa “B” por 83-52, em desafio disputado quinta-feira.
No sábado, o Ferroviário “A” não facilitou a Lázio, vencendo o duelo com esta formação por 66-28. Por sua vez, o Ferroviário “B” bateu o Desportivo de Maputo (58-18) e a A Politécnica levou a melhor sobre as Águias Especiais (48-38).
Leia “Tanucha” Dongue, com 19 pontos contabilizados, não chegou para evitar, domingo, a derrota do Oxygen Roma Basket diante do Dínamo Banco di Sardegna Sassari, por 91-87, em jogo inserido na terceira jornada da Liga Feminina de Basquetebol da Itália (Série A 1).
Em 37:04 minutos na quadra, a poste moçambicana concretizou 5 em 6 lançamentos de campo (83%) e 9 em 10 lançamentos livres (90%) para além de ter “capturado” cinco ressaltos e terminado o jogo com uma valoração de 19%.
Num duelo em que brilharam jogadoras africanas no Oxygen Roma Basket, a Leia “Tanucha” Dongue viu ainda a nigeriana Ezine Kalu contribuir com 23 pontos e cinco ressaltos nos 39:28 minutos em que permaneceu na quadra (foi a atleta mais utilizada).
Do lado do Dinamo Banco di Sardegna Sassari, D. Carangelo, com 21 pontos, e A Joens, com 19, fizeram a diferença no duelo de domingo.
O Dínamo Banco di Sardegna Sassari saiu do primeiro quarto vencendo por um parcial de 24-21. Já no segundo quarto, voltou a ser favorável para a equipa da casa (Dínamo Banco di Sardegna Sassari) com um parcial de 22-15, sendo que ao intervalo o conjunto de Leia “Tanucha” Dongue perdia por dez pontos: 46-36.
No terceiro quarto, o Oxygen Roma Basket esteve melhor na quadra, tendo saído a vencer pelo parcial de 22-17.
No derradeiro quarto, a equipa da internacional basquetebolista moçambicana pressionou mais o adversário, e fechou a vencer por um parcial de 14-19 e a forçar o prolongamento após o marcador indicar 77-77 no final da partida. Foi preciso recorrer-se ao prolongamento, etapa na qual o Dínamo Banco di Sardegna Sassari controlou com parcial de 14-10, selando uma vitória por 91-87.
Esta foi a segunda derrota do Oxygen Roma Basket esta temporada, depois de ter caído aos pés do La Molisana Magnolia Campobasso (perdeu por 66-64), numa partida disputada no passado dia 8 de Outubro.
Nesse embate, Leia Dongue arrancou um “duplo-duplo”, ou seja, 15 pontos marcados e dez ressaltos.
TAMARA SEDA TAMBÉM PERDE
Na Liga Feminina de Basquetebol da Espanha, o RPK Araski de Tamara Seda perdeu, sábado, com o Zaragoza, por 62-53. Integrada no cinco inicial, a internacional basquetebolista moçambicana esteve perto de conseguir um duplo-duplo ao registar 10 pontos e oito ressaltos em 34:36 minutos. Seda foi, de resto, a jogadora mais utilizada na sua formação. Esta foi a terceira derrota do RPK Araski na competição, depois de ter “sucumbido” nas partidas com o Ferrol F (66-71, na primeira jornada) e Jairs (77-67, na segunda ronda). Na próxima jornada, agendada para domingo, o RPK Araski irá medir forças com o Barcelona CBS.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, é esperado em Israel na quarta-feira, antes de viajar para a Jordânia, para se encontrar com líderes árabes, anunciou hoje o secretário de Estado, Antony Blinken.
Segundo um porta-voz da Casa Branca, no final da visita a Israel, Joe Biden desloca-se a Amã, na Jordânia, para se encontrar com o rei Abdullah II, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, e o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
Por seu turno, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, disse que o Presidente “irá reiterar a nossa convicção de que o Hamas não representa a grande maioria do povo palestiniano, que também é vítima”.
Ontem, o secretário de Estado anunciou que os Estados Unidos tinham igualmente obtido garantias de Israel relativamente à entrega de ajuda humanitária estrangeira à Faixa de Gaza bloqueada, numa altura em que Israel prepara uma ofensiva terrestre contra o território governado pelo movimento islamita Hamas.
O Presidente russo, Vladimir Putin, aterrou hoje em Pequim, onde vai reunir-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, e participar no 3.º Fórum da Faixa e Rota, informou a agência noticiosa oficial Xinhua, citada pelo Notícias ao Minuto.
O líder russo vai encontrar-se com Xi para trocar pontos de vista sobre as relações bilaterais, que “estão a crescer”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, na segunda-feira, em Pequim, após reunir-se com o homólogo chinês, Wang Yi.
Durante o encontro, que vai decorrer no dia 18, os dois líderes vão discutir questões bilaterais e internacionais num diálogo “amigável e franco”, de acordo com o Kremlin.
O conselheiro da Presidência russa, Yuri Ushakov, recordou, na segunda-feira, que Putin vai participar no 3.º Fórum da Faixa Rota como “convidado principal” e discursar no evento logo após o anfitrião, Xi Jinping.
Está agendado para hoje o início das manifestações “pacíficas” diárias da Renamo em todo o país, convocadas pelo presidente do partido, Ossufo Momade, contra o que afirma ter sido a “fraude” nas eleições autárquicas de 11 de Outubro.
“O que eu quero é uma manifestação nacional, não é a guerra”, disse o líder da Renamo, no domingo, após a reunião extraordinária alargada da Comissão Política Nacional da Renamo, em que o partido decidiu não reconhecer os resultados intermédios das eleições autárquicas que estão a ser anunciados pelos órgãos eleitorais.
Na Cidade de Maputo, as manifestações de reivindicação estão a acontecer desde o dia 12 de Outubro, um dia após a realização das eleições. Na ocasião, o cabeça-de-lista da Renamo na capital, que liderou a marcha, disse que tinha como objectivo “agradecer aos citadinos de Maputo pelos votos e confiança na Renamo”.