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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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A nomeação do combinado nacional a esse importante evento do futebol africano deve-se ao facto de ter feito uma excelente campanha que culminou com a qualificação, 13 anos depois, para o CAN.

A selecção nacional de Futebol (Mambas) foi nomeada para o CAF Awards 2023. Os Mambas vão concorrer para a categoria de melhor selecção do ano. Por sua vez, Chiquinho Conde está entre os 10 nomeados para melhor treinador africano do ano.

Moçambique vai, pela primeira vez, desfilar entre as grandes selecções de África. Os Mambas foram nomeados para o CAF Awards na categoria de melhor selecção africana.

Moçambique integra a lista onde pontificam países como Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, Marrocos, Namíbia e Tanzânia.

A cerimónia de premiação terá lugar na cidade de Marrakech, em Marrocos, no dia 11 de Dezembro. O evento vai contar com a presença de várias estrelas do futebol africano.

A nomeação do combinado nacional a esse importante evento do futebol africano deve-se ao facto de ter feito uma excelente campanha que culminou com a qualificação, 13 anos depois, para o CAN.

Por sua vez, Chiquinho Conde faz parte da lista dos 10 treinadores nomeados  para melhor técnico africano do ano. O seleccionador nacional conduziu, com sucesso, os Mambas à quinta presença na mais alta roda do futebol africano. Chiquinho Conde é o primeiro treinador moçambicano a ser nomeado para essa categoria.

O CAF Awards comporta outras categorias, com destaque para o melhor jogador do ano, tendo sido nomeados 30 jogadores.

Dessa lista destacam-se os atletas Sadio Mané, Riyad Mahrez, Mahomed Salah e Achraf Hakimi. Para a categoria de melhores gurda-redes foram nomeados Mphamed ElShenawy, Yassine Bounou e Andre Onana.

O CAF Awards é um dos momentos mais importantes do calendário do futebol africano, destinado a reconhecer e premiar os melhores jogadores, treinadores e equipas do continente.

 

 

 

 

 

Por: Chádia Sofia Chicohe

Considerado autor de um dos melhores livros africanos do século XX,Terra sonâmbula, vencedor do Prémio Camões 2013 e um dos nomes mais sonantes da literatura mundial, Mia Couto é autor do texto “A porta”, publicado no livro O país do queixa andar (2003), que reúne um conjunto de crónicas jornalísticas sobre vários temas da sociedade moçambicana.

Em geral, “A porta” é um texto que, a partir de uma narrativa polissémica, representa, através de um porteiro sob comando de “vozes desconhecidas”, factos comuns à sociedade moçambicana, os quais nos conduzem a um horizonte intrigante sobre a postura e as relações socioculturais de Moçambique.

Através da crónica de Mia Couto, somos levados a reflectir sobre Moçambique e sobre a possibilidade de uma “porta” poder descrever a realidade de um povo.

Além do título que desperta a nossa atenção, na estrutura do texto encontramos uma série de diálogos mediados por um narrador que nos intriga com várias eventuais perguntas. Que porta seria essa? Quem pode abri-la? Não obstante estas questões, o texto deixa-se enriquecer pela sua plasticidade lexical, que faz com que o autor e/ou leitor brinque com as palavras e com isso crie determinadas conexões.

Ainda na estrutura do texto, encontramos personagens que, na sua maioria, apresentam o mesmo atributo “moçambicano”, mas com núcleos diferentes. Por exemplo, “Indiano moçambicano”; “mulato moçambicano”; “moçambicano branco”; “negro moçambicano”.

Duas das personagens apresentadas pelo narrador chamam a nossa atenção pelas suas particularidades: “um estrangeiro mandando a inglês” e um “porteiro” que não se deixa caracterizar. Mas quem seria esse porteiro?

Ao longo do texto, também nos é apresentado um conjunto de elementos que colocam à tona algumas questões, tais como: O que significa ser moçambicano? E o que significa uma porta abrir-se de Moçambique para Moçambique?

Na escrita de Mia Couto, em “A porta”, somos assaltados por um conjunto de temas expressos durante as intervenções das personagens. Mas um tema, em particular, atrai a nossa especial atenção, a construção da imagem de Moçambique através de um porteiro. Vejamos, a título de exemplo, as seguintes passagens:

(1) Era uma vez uma porta que, em Moçambique, abria para Moçambique. Junto da porta havia um porteiro. Chegou um indiano moçambicano e pediu para passar. O porteiro escutou vozes dizendo:- Não abras, essa gente tem mania que passa à frente!
E a porta não foi aberta. (2) Chegou um mulato moçambicano, querendo entrar. De novo, se escutaram protestos:
– Não deixa entrar, esses não são a maioria.
(3) Apareceu um negro moçambicano solicitando passagem. E logo surgiram protestos:
– Esse aí é do Sul! Estamos cansados dessas preferências…
(4) Foi então que surgiu um estrangeiro, mandando em inglês, com a carteira cheia de dinheiro. Comprou a porta, comprou o porteiro e meteu a chave no bolso.
(5) Depois, nunca mais nenhum moçambicano passou por aquela porta que, em tempos, se abria de Moçambique para Moçambique.

A partir das passagens (1), (2), (3) e (4), poderíamos formular o seguinte: que a porta representa uma entidade e o porteiro a consciência dessa entidade, que também é guiada por outra consciência: “as vozes”. Porém, na última passagem (5), percebemos uma atitude alienante do porteiro e a ênfase na imagem do “estrangeiro, mandando a inglês”, como superior.

Não obstante, verifica-se no texto, quando a porta é comprada pelo estrangeiro, o silenciar das vozes que outrora gritavam ao porteiro. Portanto, observamos aqui a submissão do porteiro a um ideal e, eventualmente, a um regime.

Concluindo, “A porta” é um bom exercício de cidadania, que nos leva a questionar o seguinte: Será que somos independentes, se considerarmos que o materialismo estrangeiro define o nosso destino, como povo? Até quando precisaremos de estar submetidos a um regime opressor e que coloca fronteiras entre nós? Comparando os cenários da crónica de Mia Couto com a actualidade moçambicana, será que o porteiro representa a imagem do nosso país?

 

Bibliografia
– Couto, Mia (2003). O país do queixa andar. Maputo: Editorial Ndjira.

*Texto escrito como actividade da oficina A escrita e a crítica literária e jornalística, orientada pelo ensaísta e jornalista José dos Remédios, no Centro de Língua Portuguesa, Faculdade de Letras e Ciências Sociais, Universidade Eduardo Mondlane.

A poetisa Énia Lipanga vai lançar, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, às 17h30 desta quarta, o seu mais recente livro, intitulado “Ensaios da partida”, com a chancela da Gala-Gala Edições.

Composto por 80 páginas e 62 poemas, no terceiro seu terceiro livro, Énia Lipanga consolida, segundo uma nota de imprensa, a sua potente voz como poetisa moçambicana contemporânea. “As suas palavras, cuidadosamente tecidas, abrangem temas profundos e reflexões sobre a vida, o amor e a partida. O livro é um convite para mergulhar num mar de sentimentos e emoções, expressos através de uma poesia sem preconceitos, pouco ou nada pretensiosa”, lê-se na nota de imprensa.

Para o escritor e professor brasileiro, Lau Siqueira, que assina o prefácio, “Énia nos traz uma poesia toda configurada no acto de existir”. Avança, ainda, “é uma poesia de confrontos, de ruturas que produz e propõe para a própria vida”, lê-se ainda na nota de imprensa.

A cerimónia de lançamento do livro “Ensaios da Partida” vai contar com a apresentação do professor e escritor Lucílio Manjate, com a actuação de Beauty Sitoe e com leituras de Sandra Clifton.

Énia Lipanga nasceu 1993, em Maputo. É poetisa, rapper e activista social dedicada à defesa dos direitos das mulheres e à inclusão social das pessoas com deficiência. É mentora do sarau “Palavras São Palavras”, criado em 2012, e do movimento “Incluarte”. O seu poema, “Sou África”, inspirou, em 2019, uma linha de roupa da grife brasileira “Gdarkestampas”. Em 2018, Lipanga foi considerada uma das 10 mulheres mais inspiradoras de Moçambique, pela revista tanzaniana “Hamasa Magazine”. Publicou os livros de poesia “Sonolência e alguns rabiscos” (2019), o primeiro livro de poesia em tinta e braille de Moçambique, e “Para enxugar as nódoas dos meus olhos” (2021). É coordenadora na Associação H2n, onde trabalha, especialmente, com questões do género.

O Governo realizou despesas de mais de 316 mil milhões de Meticais de Janeiro a Setembro deste ano. A dois meses do fecho deste ano, a quantia equivale a 67% da despesa total. Nesse período, a economia nacional cresceu 4,4%.

Os dados sobre o estágio da cobrança de receitas e execução das despesas do Estado programadas para este ano foram revelados, após a reunião do Governo desta terça-feira. Segundo o Conselho de Ministros, de Janeiro a Setembro, a vida ficou 8,7% mais cara.

“No período em análise, registou-se uma estabilidade macroeconómica interna, caracterizada por uma inflação a situar-se em 8,7%, abaixo dos 11,5% previstos para o período e reservas internacionais líquidas suficientes para cobrir as importações”, disse Filimão Suazi, porta-voz do Conselho de Ministros.

Na sessão, o Executivo abordou questões ligadas à saúde, tal é o caso da instalação de uma unidade de hemodiálise no Hospital Central de Quelimane.

“A resolução autoriza o ministro da Saúde a celebrar e assinar contratos para a instalação de unidades de hemodiálise em modelo de parceria público-privada e autoriza o ajuste directo, à sociedade comercial, constituída pela Renal Care, para, em regime de concessão, executar os trabalhos de construção, gestão, operação, manutenção e devolução de instalação dos Serviços de Hemodiálise do Hospital Central de Quelimane, a ser efectuado pelo Governo da República de Moçambique.”

Foi também aprovado, esta terça-feira, o decreto que cria o Sistema Nacional de Avaliação e Garantia da Qualidade do Ensino Superior, designado por SINAQES.

De acordo com Filimão Suazi, o decreto estabelece as normas e procedimentos para assegurar a promoção e garantia de qualidade das instituições do ensino superior, cursos e programas em todas as modalidades de ensino.

O porta-voz do Conselho de Ministros referiu ainda que o Governo aprovou ainda um decreto que cria o Estatuto Orgânico da Inspecção-geral de Saúde.

Foram, hoje, restituídos à liberdade os 17 manifestantes detidos na marcha organizada pela Renamo, na Cidade de Maputo. A juíza do caso disse que os autos apresentados pela Polícia não foram assinados.

Foi aos cânticos que enalteciam a vitória da Renamo na Cidade de Maputo, que os 17 jovens que foram detidos na última sexta-feira celebravam a liberdade. Trata-se de integrantes da marcha de contestação de resultados eleitorais e outros nem por isso.

Em mãos, todos eles ostentavam o papel branco. Era um mandato de soltura, a carta de alforria dos manifestantes. Para a atribuição do tal documento, a juíza da segunda secção criminal de Kampfumo usou, como fundamento, o facto de os autos da Polícia da República de Moçambique não terem sido assinados e, por isso, eram inválidos.

Depois da soltura, os jornalistas lá estiveram para ouvir, de quem sentiu na pele, como é ser privado quatro dias de liberdade nas celas da PRM.
“É uma situação difícil e lamentável. Os direitos humanos foram violados. Estivemos a dormir no pavimento e sem cobertor e muito menos algo para estender. Quanto à alimentação, se não fosse pela nossa família, que veio três dias depois, não sei em que estado estaríamos. Foi muito difícil. Um quarto que deviam dormir quatro pessoas, estão lá mais de 100 pessoas”, narrou um dos jovens detidos e já restituído à liberdade.
Um dos jovens conta que foi detido, simplesmente, por andar na rua no dia da manifestação.

“As vias são para as pessoas poderem locomover -se e/ou passar por elas. Eu fui preso sem justa causa. Fui privado de poder cuidar da minha família. Passei dois dias, estou a falar de sexta-feira e o dia de ontem sem ir à faculdade. Eu sou alguém que preza pela família, tenho uma filha que nasceu com problemas e fiquei privado de poder cuidar da minha filha por conta do comportamentos dos agentes da PRM. A nossa Polícia, naquele dia, agiu de má-fé”, lamentou um outro jovem que alega ter sido detido inocentemente.

O cabeça-de-lista da Renamo, na Cidade de Maputo, esteve na soltura dos 17 jovens e disse que o partido vai responsabilizar a Polícia que os detivera.
“Tudo que a Polícia montou para deter estes jovens é outro crime. Por isso, nós estamos a instaurar e a solicitar os advogados da Renamo e ficamos com os nomes de todos os jovens, vamos pedir, em nome destes jovens, indemnização ao próprio Estado. Eles ficaram privados da sua liberdade, da escola, da sua família, dos seus negócios, houve injúria moral, há danos morais que foram causados a estes jovens por um acto que o Tribunal considera inválido ou, por outras palavras, um acto incompetente e falsificado”, revelou Venâncio Mondlane, cabeça-de-lista da Renamo na Cidade de Maputo.

E quinta-feira vai haver mais uma marcha e os jovens dizem que lá estarão. “Na quinta-feira, vamos retomar as marchas para celebrar a soltura dos jovens e a nossa vitória na Cidade de Maputo. Quinta-feira, às 09 horas, haverá a nossa concentração na Praça da Juventude em Magoanine”, deu a conhecer Venâncio Mondlane.

E mais uma vez, os jovens dizem “sim” à marcha: “Irei voltar, sim, por isso é uma revolução. Isto não termina aqui. O caminho é para frente. Enquanto não ouvirem o que o povo quer, isso não termina. O caminho é para frente”, sublinhou o jovem manifestante.
“O País” soube de alguém próximo ao processo que os detidos eram acusados, dentre outros crimes, de associação para obstruir a via pública, porte de bombas caseiras e vandalização de bens públicos e privados.

Em todo o país, contavam-se mais de 100 jovens detidos em marchas de contestação de resultados eleitorais.

O início dos jogos do Grupo B da Divisão Leste da Elite 16 da Liga Africana de Basquetebl, onde o Ferroviário da Beira irá participar, foi remarcado para os dia 21 de Novembro próximo pela FIBA-África. O adiamento está relacionado com questões organizativas, segundo deu a conhecer o órgão reitor da modalidade da bola ao cesto ao nível continental.

O arranque da “Road To Bal 2024”, fase de acesso à Liga Africana de Basquetebol em Joanesburgo, África do Sul, estava, inicialmente, previsto para o dia 14 de Novembro, mas foi adiado devido à questões logísiticas por parte da Federação Sul Africana da modalidade.

Assim sendo, os jogos jogos do Grupo B da Divisão Leste da Elite 16 da Liga Africana de Basquetebl foram reagendados para os dias 21 a 26 de Novembro, sendo que esta fase contará com a participação de cinco equipas. Trata-se do Ferroviário da Beira, Jozi (Zimbabwe), City Oilers ( Uganda), Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar, sendo que o primeiro classificado qualifica-se para a fase final a decorrer próximo ano.
Os bicampeões nacionais de basquetebol já mediram forças com City Oilers do Uganda e o Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar. Em Maio deste ano, o Ferroviário da Beira perdeu com o City Oilers do Uganda, por 96-75, em desafio inserido na quinta jornada da Conferência Nilo da Liga Africana de Basquetebol.

Recuando ainda mais no tempo, e situando-se em Novembro do ano passado, a equipa moçamnbicana arrancou uma vitória sobre o Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar, por 84-53. O duelo contava para a segunda jornada do Grupo”B” da divisão Este de acesso à terceira edição do Basketball África League (BAL), que se disputou em Joanesburgo, África do Sul.

Lembre-se que, no Grupo A da Divisão Leste, est ão o Cape Town Tigers ( África do Sul), Pazi Basketball (Tanzânia), Academia da NBA em África e o quarto integrante a ser convidado pela organização do certame.
Já no Grupo A de Divisão Oeste, encontram-se as formações do FAP (Camarões), Al Ahly Benghazi ( Líbia), BC Vitinha (RD Congo) e Stade Malien (Mali).

Grupo B, por sua vez, será constituído pelo SLAC (Guiné), Bangui SC (República Centro Africana), FUS Rabat ( Marrocos) e ABC (Costa do Marfim).
Quinze das dezesseis formações das divisões Leste e Oeste foram divididas em quatro grupos de quatro equipas cada.

As eleições na Federação Moçambicana de Futebol, agendadas para sexta-feira, 3 de Novembro, no auditório Ferdinand Wilson, já mexem no seio dos amantes do desporto, no geral, e futebol, em particular.

O escrutínio, que terá como concorrentes Feizal Sidat e Namoto Chipande, será, segundo uma nota da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), supervisionado por uma delegação da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e Confederação Africana de Futebol (CAF), que deverá desembarcar na capital nos próximos dias.

Trata-se de Gelson Fernandes, director da FIFA para a África, figura que irá liderar a delegação do órgão reitor do futebol mundial, sendo descrito pela FM como alguém que “traz consigo vasta experiência em assuntos relacionados ao futebol africano”, e Silimara Sousa, Coordenadora FIFA do Programa de Desenvolvimento. A Confederação Africana de Futebol será representada por Jean Diene, Chefe de Governança da CAF que “traz sua expertise em questões de governança desportiva, garantindo, deste modo, que as eleições ocorram de maneira justa e transparente”, segundo escreve a FMF na sua rede social “Facebook”. “Um evento de grande importância para o futebol moçambicano ganha destaque com a chegada de representantes das organizações de futebol internacional a Maputo. Os mesmos chegam para supervisionar o processo eleitoral da casa do futebol e igualmente para assegurar que as eleições sejam conduzidas de acordo com as directrizes estabelecidas pelos órgãos internacionais, garantindo a integridade do processo”, lê-se no comunicado da Federação Moçambicana de Futebol publicado nas suas plataformas digitais. Segundo a Federação Moçambicana de Futebol, “a presença destes observadores internacionais de renome realça o empenho das entidades desportivas internacionais em impulsionar o progresso do futebol em Moçambique”.

FMF FALA DE TRANSPARÊNCIA NA PREMIAÇÃO DOS MAMBAS

Em comunicado publicado na sua página do “Facebook”, a Federação Moçambicana de Futebol anuncia que irá divulgar os prémios dos Mambas publicamente, até para “travar as preocupações em torno das recorrentes cobranças de valores de ‘pocket money’ e outros subsídios pelos jogadores da Selecção Nacional AA – Mambas, durante campanhas no exterior.” Segundo o órgão reitor do futebol moçambicano, “a FMF passará a divulgar publicamente, através dos seus canais oficiais de comunicação, toda a informação necessária inerente à premiação dos Mambas nas competições internacionais. Esta posição visa restaurar a transparência e integridade de todos os processos administrativos e desportivos no seio dos Mambas e das restantes selecções nacionais.”

Chuvas torrenciais matam oito pessoas e destroem mais de 60 casas no distrito de Gurúè. A secretária de Estado na Zambézia, Cristina Mafumo, diz que os dados ainda são preliminares, mas o certo é que “sabíamos que haveria este período de chuva, mas não na magnitude com que está a acontecer e muito menos com os estragos que a mesma está a causar”.

Além de mortes e destruição de casas, “há eclosão de diarréias agudas, com 20 internados por consumo de água não tratada”, disse secretária de Estado na Zambézia, adiantando que uma equipa multi-sectorial, incluindo o INGD, já foram ao terreno para aferir a situação socorrer as famílias.

Antes de Gurúè, segundo a fonte, o distrito de Gilé também registou chuvas, tendo causado destruição de uma unidade sanitária e surto de diarreia.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse, esta segunda-feira, que um cessar-fogo na Faixa de Gaza “não aconteceria”, pois representaria uma rendição ao Hamas e ao terrorismo.

“Os pedidos de cessar-fogo são pedidos para que Israel se renda ao Hamas, se renda ao terrorismo, se renda à barbárie. Isso não vai acontecer”, afirmou.

Falando em conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu disse ainda que a comunidade internacional deve ajudar na luta pela libertação dos mais de 230 reféns israelitas, capturados pelo Hamas nos ataques de 7 de Outubro.

O líder afirmou que entre os reféns encontram-se 33 crianças e que o Hamas está a aterrorizá-las, escreve a DW

Netanyahu afirmou que Israel lutará até que esta batalha seja vencida e que o exército está a fazer tudo o que está ao seu alcance para “evitar vítimas civis” em Gaza.

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