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A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.

O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.

A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.

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Cumpriu-se, no pavilhão do Ferroviário da Beira, a profecia. Os santos da casa, ou melhor, os campeões nacionais, fizeram milagres. E estenderam o seu ciclo sem derrotas na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal ou em provas associadas ao “nacional” de basquetebol masculino. Foi somente somar à pujança da equipa a uma dose de previsibilidade.

É que, de 24 a 28 de Outubro, o Ferroviário da Beira provou que a falta de ritmo competitivo não supera a mentalidade ganhadora. É, pois, por isso que, em quatro jogos da fase de apuramento da zona Centro para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, o conjunto de Luis Hernandez Lopez acossou os seus adversários, somando, desta forma, por vitórias igual número.

Nas vésperas de disputar o acesso à Liga Africana de Basquetebol, em Joanesburgo, na África do Sul, os campeões nacionais, mesmo sem grandes exibições, (de)mo(n)straram força na quadra. Os “locomotivas” da Beira começaram por bater, por 17 pontos, o Ferroviário da Beira (77-60) no duelo mais esperado desta fase de apuramento da zona Centro para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

É verdade que o Ferroviário de Maputo (ainda que os campeões nacionais tenham controlado a marcha do marcador e reduzido para nove pontos) procurou ir buscar o resultado. É também factual que o Ferroviário da Beira se apresentou mais eficaz, nos tiros exteriores, e também na zona restritiva.

Os visitantes, foi notório, mantiveram em estado de permanência a ansiedade na quadra. E tal pesou, também, para a derrota!
Deu, igualmente, para dar algum ritmo competitivo a Ismael “Timo” Nurmamad e Helton Ubisse, duas das pedras-de-toque do Ferroviário da Beira acabadinhos de sair do boletim clínico da equipa. Deu ainda para reenquadrar William Perry e Michael Murray, reforços norte-americanos já sintonizados com os processos do Ferroviário da Beira. Feitas as contas, o Ferroviário da terminou a prova com oito pontos, resultantes de quatro vitórias diante do homónimo de Maputo (77-60), New Vision (74-41), Associação Provincial de Sofala (104-30) e  Maxaquene (86-62).
O segundo lugar ficou nas “mãos” do Maxaquene que, curiosamente, bateu o Ferroviário de Maputo (78-76), num jogo de loucos, e fechou a prova com sete pontos. Os miúdos de Hermínio “Rasta”  Changule voltaram, uma vez mais, a impor-se diante dos “locomotivas”, depois de terem vencido na fase de qualificação disputada em Maputo (66-62).
No pavilhão do Ferroviário da Beira, a aguerrida formação bateu ainda  a Academia de Basquetebol de Sofala, por 79-50.

PEMBA: HÁ SEMPRE UMA PRIMEIRA VEZ

Há sempre uma primeira vez na vida! E a primeira vez de uma equipa de Pemba, a disputar a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, foi confirmada sábado quando New Vision derrotou a Associação Provincial de Sofala, por 90-56, na derradeira ronda da fase de apuramento da zona Centro. Festa de arromba, sem sombra de dúvidas, na capital de Cabo Delgado.

O New Vision de Pemba ocupou, de resto, a última vaga de acesso (quarto lugar) à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, ao contabilizar cinco pontos, resultantes de três derrotas e uma vitória.

No entanto, não foi apenas nesta partida decisiva que a turma de Ângelo Budulo se destacou. Na segunda jornada, frente ao Maxaquene, a New Vision deu cartas e forçou a equipa de Maputo a aplicar-se a fundo para vencer por três pontos: 77-74. Há a assinalar as derrotas com os Ferroviários de Maputo (98-47) e da Beira (74-41).

Serve de referência destacar o facto de os elementos da New Vision terem evidenciado, durante a competição, a bandeira que ostenta a marca “Visite Cabo Delgado” durante da fase de qualificação da zona Centro para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

“A New Vision já deixou a sua marca positiva, ao fazer estremecer a equipa do Maxaquene no jogo da sua estreia. Vale lembrar que é a primeira vez que Cabo Delgado participa no campeonato nacional de basquetebol em seniores masculinos, um marco na história do desporto a nível da nossa província. É  uma demonstração clara do excelente trabalho que a Academia New Vision está a fazer na área desportiva. Com certeza, esta participação irá trazer olhares e virar os holofotes desta modalidade para Cabo Delgado, e assim abrir portas para mais equipas poderem fazer parte desta competição”, escreve o clube na sua página do “Facebook”.

Com o desfecho da fase de apuramento da zona Centro, estão já encontradas as oito equipas apuradas para a fase final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, nomeadamente, Ferroviário da Beira, Ferroviário de Maputo, Costa do Sol, A Politécnica, Maxaquene e Ferroviário de Nampula.

O Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos diz que a Polícia tem cometido excessos nas manifestações contra os resultados eleitorais, divulgados pela CNE. Luis Bitone alerta à PRM para que pare de usar balas reais para reprimir os manifestantes.

Em entrevista ao “O País”, o Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos,  Luís Bitone, disse que a Polícia tem de parar de usar balas reais para dispersar os manifestantes.

“A Polícia tem-se excedido na sua actuação, principalmente no uso de meios de persuasão. A Polícia continua a usar balas verdadeiras no lugar das que deviam ser usadas nas manifestações nas cidades, por exemplo, balas de borracha, gás lacrimogénio, algemas e outros meios alternativos ao uso da força real.”

Bitone afirma ainda que “esta não é a forma de intervenção numa manifestação urbana. Então, é importante que a Polícia se equipe em meios alternativos, para que qualquer intervenção não cause danos fatais”.
Sobre os actos de vandalismo e violência nas marchas da Renamo, Bitone chama atenção aos partidos políticos para o risco de perderem legitimidade.

Mais do que isso, a CNDH afirma que o Ministério Público deve sofisticar-se para lidar com casos de infiltrados nas marchas.
As marchas de contestação aos resultados das autárquicas foram convocadas pela Renamo, para decorrerem a nível nacional.

As chuvas que caem um pouco por toda a zona Sul do país poderão continuar até amanhã. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

As chuvas poderão ser entre moderadas a fortes, acompanhadas de   trovoadas e ventos com rajadas.

O alerta vai para os distritos de Zavala, Inharrime, Jangamo, Panda, Homoíne e cidades de Inhambane e Maxixe, em Inhambane; Matutuíne, Namaacha, Moamba, Magude, Boane, Manhiça, Marracuene, Changalane e cidades de Maputo e Matola, em Maputo; Mandlakazi,Chokwé, Limpopo, Chibuto, Guijá Massingir, Mabalane e cidade Xai-xai, em Gaza.

Por: Afonso Vaz Vassoa

Retrato de Checha Santana onde a cabeça e o coração se entendem

 

De forma propositada, componho estas linhas no Dia Mundial do Escritor, 13 de Outubro, para tentar, como se diz na gíria, “matar dois coelhos com uma cajadada”: em primeiro lugar, no geral, para voltar a reflectir mais um pouco acerca o processo criativo e o que pode motivar as pessoas a escreverem livros, independentemente da natureza e do estilo destes; em segundo lugar, especificamente, para entender e enquadrar a Checha Santana na sua natureza e no seu estilo literário, como escritora que brota de uma cidadã consciente e crítica.

Em termos gerais, acredito que o processo criativo varia de pessoa para pessoa e o seu fim, consciente ou inconsciente, é de resolver problemas e/ou satisfazer necessidades, sejam estes psicológicos ou sociológicos, materiais ou imateriais, mesmo que seja apenas para alimentar a alma e elevar o espírito.

Em conversa preliminar que tive com a Checha Santana, entendi que na sua marcha criativa – que consistiu em seguir os passos sugeridos na teoria da “Arte do Pensamento”, desenvolvida em 1926 pelo psicólogo inglês Graham Wallas –, a autora pretendeu resolver um problema (expresso implicitamente no véu das entrelinhas) e satisfazer alguma necessidade (expressa explicitamente fora do véu na jornada desta mãe ousada). Até certo ponto, com determinação e guiada por uma fé em acção, ela alcançou os dois objetivos ao compor este rico produto literário, onde, mostrando a sua natureza de humanismo – uma vez que coloca a pessoa humana no centro de todas as atenções –, se apresenta com um estilo cinematográfico de fazer a autobiografia.

Para começar a navegar na paisagem panorâmica, no conteúdo e no discurso que a Checha Santana nos apresenta em “Além do véu: uma jornada de uma mãe ousada”, arrisco-me em fazer um certo paralelismo entre esta obra e a da canadense Margaret Atwood, intitulada “O conto da Aia”. Nesta breve leitura comparada, o meu foco não é o estilo literário em si (uma vez que a Margaret se expressa num romance e a Checha, numa autobiografia), mas o objecto e a ideologia sobre os quais as duas escritoras se debruçam: em defesa e promoção da diversidade, inclusão, direitos e deveres das mulheres, bem como da redução do desequilíbrio da quantidade e qualidade de oportunidades entre homens e mulheres nas sociedades contemporâneas.

As cenas do romance “O conto da Aia”, escrito originariamente em 1985, acontecem, segundo alguns críticos literários, num futuro “muito próximo”, numa terra onde não há mais livros, jornais, revistas nem filmes. Não existem advogados, uma vez que ninguém tem direito à defesa. Nesse ambiente totalitário e caótico, as mulheres são as sofredoras pré-definidas, invalidadas por uma opressão indescritível. Com esta história apavorante, Margaret Atwood, conhecida por seu activismo social, ambiental e em prol das causas femininas, convida o leitor a reflectir sobre a liberdade, direitos civis, poder, o futuro e, sobretudo, o presente.

Por sua vez, tal como acontece em “O Conto da Aia”, as mulheres em “Além do véu: uma jornada de uma mãe ousada” também se ressentem de escassez de liberdades, incluindo a de expressão e a de escolher a sua própria trilha social e profissional.

Muito longe de se identificar como “feminista”, é nesta conjuntura de escassez de liberdades em que a Checha Santana também convida o leitor a se despir do preconceito e mergulhar no âmago do grito das mulheres que ela representa, visto que a autora se apresenta “em nome das sem voz, sem nome e sem lágrimas, isto é, cujas lágrimas pouco importam”.

Em “Além do véu: uma jornada de uma mãe ousada”, vive-se num contexto em que a Checha Santana expressa pensamentos, sentimentos e crenças através de um discurso inclusivo – onde, tanto nas relações sociais como profissionais, reconhece e respeita as diferenças biológicas entre homens e mulheres e as suas complementaridades naturais; mas, também, ao mesmo tempo, defende um ambiente de respeito pela diversidade, enaltecendo e acreditando em mulheres fortes, com capacidade e coragem para concretizar suas aspirações sem interferências bloqueadoras. Por isso, pela forma, conteúdo e discurso, a presente obra pode ser recomendada para todos aqueles e aquelas que se identificam com estas causas milenares que, cada vez mais, vão se replicando e metamorfoseando nas nossas sociedades.

Para melhor me inteirar na letra e no espírito deste livro, tive de fazer e refazer três tipos de leituras: obliqua, horizontal e de profundidade, tendo, nesta última fase, tentado tirar o véu para poder entrar na alma da escritora. Esta façanha foi relativamente conseguida não apenas através da análise do discurso constante nas linhas e entrelinhas, mas também por meio de uma breve conversa que tive com a autora sobre os reias motivos que a levaram a escrever esta autobiografia.

Na primeira fase da leitura, cingi-me em sobrevoar a paisagem que a obra nos apresenta de forma panorâmica. Neste breve processo ainda meio superficial, consegui observar colinas pintadas de cores quentes e frias, criando, ao mesmo tempo, um contraste de tonalidades e uma complementaridade fenomenal entre elas.

Depois deste exercício panorâmico e atmosférico, aproximei-me mais da obra para contemplar de perto o detalhe do seu conteúdo, porque, conforme a própria Checha Santana sustenta, “como em toda bela pintura, é necessário se aproximar para ver as pequenas rachaduras e imperfeições”. Foi neste contacto um pouco mais íntimo com o livro que percebi que a autora apresenta situações ora por detrás do véu, ora fora deste.

Por detrás do véu, encontram-se situações difíceis e bloqueadoras, como, por exemplo, “O mistério do pai ausente” e “O aroma da injustiça”, entre outras revelações que acontecem atrás da cortina, como sinónimo de obstáculos e injustiças de vária ordem, incluindo a falta de protecção e liberdade.

Estas cenas assombradas são contrastadas por outras que acontecem relativamente fora do véu, como, por exemplo, “As pequenas alegrias”, “Um pilar inesperado”, “A queda da máscara”, entre outras, como sinal de esperança e superação.

Esperança e superação são virtudes que a escritora sugere aos leitores, no sentido de que não se deve perder muito tempo e energia pensando nos problemas, mas na busca de soluções. Aqueles devem servir apenas como lições e uma espécie de alavanca para o alcance de algo melhor.

É por isso que, já na fase de entender o verdadeiro conteúdo desta proposta literária, ficou claro para mim que a autora, mais do que mero prazer de expor a sua história, pretende que esta sirva de fonte de reflexão e inspiração para outras mulheres e a sociedade em geral. É com este propósito que ela afirma, numa das passagens, em jeito de relativo alívio, o seguinte: Agora, olhando para trás, percebo que cada desafio, cada obstáculo e cada lágrima foram fundamentais para moldar a mulher que sou hoje. E espero que a minha história inspire outras mulheres a abraçar seus desafios, acreditar em si mesmas e encontrar força mesmo nas circunstâncias mais adversas.

Como já me referi, depois das fases de leituras panorâmicas e de conteúdo, senti a necessidade de submergir um pouco mais na obra, analisando o discurso e recorrendo, inclusive, às entrelinhas, por estar ciente de que seria importante ter em conta a intenção dissimulada na comunicação da Checa Santana, porque, geralmente, como já fiz menção em análises literárias anteriores, existe o “não-dito” numa obra, algo que fica por detrás ou no fundo da mensagem explícita.

A minha tentativa de analisar o discurso nas entrelinhas do “Além do véu: uma jornada de uma mãe ousada” faz-me inferir que a autora, ao escrever este livro, tal como acontece em muitas obras de cunho sócio-cultural, usa as categorias do discurso com um certo relativismo, pois os valores do bem e do mal, da novidade e antiguidade, da grandeza e pequenez, da beleza e feiura, da causa e efeito, bem como do maléfico e benéfico de um ser, acto ou fenómeno só podem ser comparativamente mensuráveis a partir de circunstâncias, referências e contextos de indivíduos e sociedades.

Com estas últimas reflexões asserções, pretendo inferir que foi na análise de discurso que entendi que, no livro, a Checha Santana nos apresenta um retrato em que o coração e a cabeça se entendem, porque a autora tenta equilibrar a emoção e a razão. Além disso, esta obra ostenta todos os órgãos dos sentidos, incluindo o sexto, o que faz com que o leitor sinta a magia de usá-los quase em simultâneo enquanto lê, visto que as cenas aqui contadas e cantadas têm aromas, sabores, sons e intuições; são audíveis, visíveis e tacteáveis de forma explícita e implícita, isto é, sem véu e por detrás do véu.

Maputo, 13 de Outubro de 2023

A artista multidisciplinar moçambicana, Withney Sabino, vai participar na sessão “Juventude do Sul global: tornando suas vozes audíveis”, do fórum “Nosso futuro: diálogos África-Europa”, a realizar-se nos dias 3, 4 e 5 de Novembro, nas Maurícias.

De 3 a 5 de Novembro, o Instituto Francês em Paris e o Instituto Francês das Maurícias e os seus parceiros locais irão realizar um fórum de debate público-regional, nas Maurícias. A inicitiva será a quarta de uma série de nove fóruns regionais África-Europa, que terão lugar nos próximos três anos, no continente africano.

Assim, no fórum “Nosso Futuro: diálogos África-Europa”, a artista Withney Sabino terá a oportunidade de trocar impressões sobre questões de interesse comum à juventude do Sul global. Afinal, o encontro intercontinental pretende promover uma discussão renovada e honesta entre os dois África e Europa e colmatar diferenças, de modo que em conjunto se encontre soluções para desafios partilhados.

Nesta sua primeira vez nas Maurícias, além da ansiedade inerente à busca do conhecimento do local que considera “bela ilha do Índico”, Withney Sabino espera trocar e confrontar as suas ideias e experiências com a juventude, num encontro de três dias, subordinado ao lema “O horizonte além das fronteiras”.
No evento, portanto, a artista vai participar na sessão com o tema “Juventude do Sul global: tornando suas vozes audíveis”, que visa reflectir sobre como os jovens do Sul global podem tornar suas vozes audíveis e capazes de gerar impacto nos seus países, no continente e no mundo.

Para a artista, o fórum “Nosso futuro: diálogos África-Europa” é fundamental porque: “Estes encontros são uma oportunidade incrível de intercâmbio cultural. Ter a oportunidade de aprender da liderança e das experiências de outros contextos, abre espaço para repensar as nossas acções, para inovar e sem dúvidas. As conexões globais transformam as vidas de quem participa a nível profissional, mas também individual”, defendeu.

Antes do fórum “Nosso futuro: diálogos África-Europa”, agendado para Maurícias, realizaram-se três, respectivamente, em Joanesburgo (África do Sul), Yaoundé (Camarões) e Argel (Argélia). O evento das Maurícias vai promover as recomendações feitas na sequência da Nova Cimeira África-França (Montpellier, 8 de Outubro de 2021).

Withney Sabino é uma jovem líder de 28 anos, defensora dos direitos das mulheres e raparigas. É artista moçambicana multidisciplinar. Activista dos movimentos feministas, é apaixonada por orientar e treinar mulheres e meninas em liderança e participação activa. Para além de ter passado pelo curso de Ciência Política, na Universidade Eduardo Mondlane, teve oportunidade de ser formada e apresentar o seu trabalho em Portugal, França, Estados Unidos, Espanha, Quénia, Etiópia, Costa do Marfim, Inglaterra e África do Sul.

Como activista e facilitadora de acções formativas, capacitou mais de 2500 mulheres e raparigas em matérias de participação política e cidadania, mentoria e liderança transformativa de género, resiliência e liderança em contexto de crise humanitária. Foi chefe do Departamento de Género do Conselho Nacional da Juventude de 2014-2020.

A nível continental, Withney Sabino foi uma das 10 jovens líderes seleccionadas para “The Africa We Want”, uma sessão TedTalk da ONU Mulheres África na Costa do Marfim, em 2019. Representou a juventude moçambicana no grupo de referência de jovens líderes africanos no contexto da Revisão da Declaração de Pequim +25.

Desde 2020, é membro do comité directivo da AWLN (African Women Leadership Network) – Mozambique Chapter, uma iniciativa continental coordenada pela União Africana, ONUMulheres e Gabinete da Enviada Especial de Mulheres Paz e Segurança. No âmbito desta rede, lidera o seguimento de Moçambique.

A nível global participou do Labcitoyen em Paris, e, em 2022, foi oradora do painel de feminismos no Fórum Imaginando os Futuros de África (IFA), na série Diálogo África-França.

No âmbito da Geração Igualdade, campanha global das Nações Unidas, coordenou o engajamento de jovens líderes moçambicanos no Fórum Geração Igualdade, em 2021, e liderou a sessão de interacção entre jovens de todas as províncias e a Sub-secretária Geral das Nações Unidas e Directora-Executiva da ONU Mulheres, no âmbito da sua visita a Moçambique. Ainda no contexto desta campanha, em 2022, liderou a organização da 1ª Consulta Nacional da Juventude sobre Género e mudanças climáticas a caminho da COP27.

Actualmente lidera a iniciativa Manas, a primeira revista social e feminista moçambicana, uma plataforma física e digital que coloca a inovação e a tecnologia ao serviço da igualdade de género. Através da Manas e com o apoio do FUNUAP, FDC e Coalizão da Juventude Moçambicana, concebeu o Cantinho da rapariga, espaço na Manas onde raparigas de diversos cantos do país contam suas estórias de sucesso e de luta. Paralelamente, actua como formadora e consultora em género, participação política e liderança.

 

 

 

 

 

 

 

Derrota do Ferroviário da Beira, vitória do Ferroviário de Nampula e da Black Bulls, e derrota da União Desportiva do Songo, campeão em título, adiam a decisão do título do Moçambola para o próximo fim-de-semana, na última jornada da prova, e serão apenas três equipas que vão discutir o “canecão”: os Ferroviários da Beira e de Nampula e a Black Bulls.

Ainda há muito jogo pela frente no campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2023. Sim, porque a decisão do título ficou adiada para a última jornada.

O Ferroviário da Beira, que dependia somente de si para conquistar o troféu, bastando para o efeito que tivesse vencido na deslocação ao Santuário 25 de Junho, em Nampula, acabou por perder diante do seu homónimo da capital do Norte.

Num jogo de grande qualidade e de algum risco, tendo em conta as possibilidades das duas equipas, o Ferroviário de Nampula fez das tripas coração para não entregar o título de bandeja ao seu homónimo. O equilíbrio foi a nota dominante em toda a partida, e só mesmo o detalhe ditou o resultado final.

Os “locomotivas” de Chiveve foram a Nampula em busca da vitória ou do empate, que, conjugado com os resultados dos outros jogos, ditaria o título, mas no terreno encontrou um adversário que não queria entregar os pontos. Teve de ser Belito, aos 59 pontos, a fazer a diferença e a adiar a decisão do título para a última jornada.

Perde o Ferroviário da Beira, que ainda assim continua na liderança, vence o Ferroviário de Nampula, que alcança o seu adversário e homónimo na frente da tabela classificativa, ambas com 36 pontos e a deixar para a última jornada a batalha final.

O Ferroviário da Beira vai querer festejar o título em casa, quando receber a Associação Desportiva de Vilankulo, já conhecendo a sua situação em relação à manutenção ou pelo menos ainda na disputa pela vaga na próxima edição da prova. É que a turma do Alto Macassa disputa com o Ferroviário de Nacala a fuga à despromoção, a dois jogos que as duas têm para o fim da prova.

Os “hidrocarbonetos” recebem o surpreendente Baía de Pemba, enquanto o Ferroviário de Nacala se desloca à casa emprestada do já despromovido Matchedje de Maputo, na quarta-feira, em partidas do prosseguimento desta penúltima jornada.

A turma de Vilankulo precisa de pontuar para continuar no Moçambola, em 2024, enquanto a turma de Nacala deve vencer os dois jogos e esperar que a AD Vilankulo perca o igual número de jogos. Ou seja, pode ser um outro jogo duro para a turma de Chiveve, que tem oscilado muito nesta recta final, não cabendo a possibilidade de perder o título com um empate ou derrota, deixando a turma de Nampula ou mesmo a Black Bulls festejarem nos seus jogos.

O Ferroviário de Nampula vai jogar em Songo, diante do campeão em título e que foi arredado do título após derrota diante do Costa do Sol, este domingo. Ou seja, outro jogo em que a União Desportiva de Songo não vai querer, de certeza, entregar o título e ver o Ferroviário de Nampula festejar em sua casa.

A Black Bulls, por seu turno, que durante muito tempo, principalmente na primeira volta, esteve na liderança da prova, relança-se na corrida ao título graças a uma vitória bem conseguida diante do Ferroviário de Maputo, por duas bolas sem resposta.

Victor, de grande penalidade, e Ejaita colocaram os “touros” novamente na trilha do título, ainda que dependa mais de terceiros para alcançar a liderança no final da prova. É que a Black Bulls está a um ponto da dupla dos Ferroviários da Beira e Nampula, e para conquistar o troféu tem de vencer o embate caseiro diante do Ferroviário de Lichinga e esperar que as duas “locomotivas” não vençam nos seus jogos.

Mas também pode ser um jogo difícil para os “touros”, tendo em conta que o Ferroviário de Lichinga ainda pode intrometer-se na luta pelo título, caso vença o Ferroviário de Quelimane, esta segunda-feira, para a 21ª jornada, uma vez que vai passar a somar 34 pontos, a dois dos líderes e a um do seu próximo adversário.

São contas e mais contas que só depois dos apitos finais, na última jornada do Moçambola 2023, serão dissipadas, quando se conhecer o campeão nacional de futebol, edição 2023, que vai substituir a União Desportiva do Songo no trono do futebol nacional.

Doze pessoas deram entrada no Hospital Central de Maputo (HCM) em consequência dos ferimentos contraídos durante as manifestações desta sexta-feira, na Cidade de Maputo, em contestação dos resultados eleitorais. O movimento voltou, sábado, à normalidade.

Dos 12 feridos nas manifestações caracterizadas por lançamento de gás lacrimogéneo, arremesso de pedras e barricadas na via pública, três são mulheres. As agressões físicas figuram no topo dos ferimentos.

“Dessas doze vítimas, duas foram por intoxicação, não se sabe ao centro se foi por gás lacrimogéneo ou por fumo do fogo que lá existia; três foram por feridas provocadas pela agitação que as populações iam fazendo e sete por agressões físicas embora com ferimentos leves. E graças a Deus e aos colegas que estiveram a observar, todos os pacientes tiveram alta ainda na própria sexta-feira”, explicou a médica Maria Augusta Eduardo Sitoe, afecta ao Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo.

Depois do cenário de lojas fechadas, sem o habitual comércio informal e movimento que tem caracterizado a Cidade de Maputo, este sábado a vida voltou à normalidade na capital do país, embora ainda com alguns vestígios de queima de pneus na via pública.

Augusto Mabombo foi uma das pessoas que tiveram de suspender as suas actividades no dia das manifestações, no caso, o transporte de passageiros.

Cremildo Mulhovo, vendedor informal, diz que somou prejuízos. “Houve prejuízos, sim, e ficámos sem trabalho, o que quer dizer que passámos fome”.

Os turistas pousavam para fotografias na estátua do primeiro Presidente de Moçambique. E do outro lado da via, era  notável a retoma da actividade comercial.

Os principais bairros periféricos da Cidade de Maputo estavam num ambiente calmo e ordeiro.

Um furacão de categoria 5, a mais alta da escala, atingiu a costa do México e matou pelo menos 30 pessoas. O Governo mexicano classificou o furacão como sem precedentes e decretou estado de emergência na região.

Com ventos de 270 quilómetros por hora, o furacão Otis deixou dezenas de mortos e causou estragos nos edifícios, em Acapulco, uma cidade mexicana.

O governo do estado de Guerrero, onde se localiza Acapulco, informou que 80 por cento dos hotéis da cidade turística sofreram danos.

A região permanece parcialmente isolada e o aeroporto e a rodovia que ligam a cidade à capital continuam fechados. A Organização Meteorológica Mundial descreve o furacão Otis como um dos ciclones tropicais de intensificação mais rápida já registados.

Os furacões atingem o México todos os anos, geralmente entre Maio e Novembro, embora poucos cheguem à costa com a mais alta categoria, como Otis.

Cientistas alertam que as tempestades têm se tornado mais poderosas à medida que o mundo fica mais quente em função das alterações climáticas.

Os Estados Unidos impuseram hoje novas sanções ao grupo islamita Hamas, incluindo redes financeiras da organização e funcionários iranianos que treinaram os seus combatentes.

As sanções impostas, esta sexta-feira, pelo Departamento do Tesouro sucedem às que o Governo norte-americano anunciou no dia 18 de do mês em curso contra o Hamas, após o ataque a Israel, no início deste mês.

O pacote de sanções anunciado inclui empresas de um dos financiadores do Hamas baseado no Sudão e um cidadão jordaniano que reside em Teerão como representante do grupo no Irão.

O Departamento do Tesouro também incluiu nas sanções a Associação de Caridade Al-Ansar, organização ligada à Jihad Islâmica que recebe dinheiro do Irão para ajudar as famílias de militantes de organizações islâmicas de Gaza.
Ainda esta sexta-feira, o Hamas recusou libertar os cerca de 230 reféns israelitas e disse que só o fará assim que houver um cessar-fogo.

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