O líder do principal partido da oposição na Tanzânia, Tundu Lissu, foi condenado, esta sexta-feira, a quatro anos de prisão, por incitação à violência, depois de ter sido absolvido da acusação de traição, que poderia resultar na aplicação da pena de morte. A decisão está a gerar fortes críticas da comunidade internacional, que considera o processo judicial politicamente motivado.
Tundu Lissu, de 58 anos, líder do partido Chadema, foi detido antes das eleições presidenciais de Outubro de 2025, tendo permanecido 19 meses na prisão. O tribunal considerou-o inocente da acusação de traição, mas condenou-o por incitação, apesar de este crime não constar formalmente do processo. Durante a leitura da sentença, o juiz afirmou que as declarações do político tinham como objectivo perturbar o processo eleitoral e instigar actos de violência.
Em reacção, Lissu classificou o julgamento como uma perseguição política e acusou os magistrados de actuarem sob ordens do Governo da Presidente Samia Suluhu Hassan.
A condenação surge num contexto de crescente tensão política na Tanzânia, onde o Governo tem sido acusado de reprimir opositores e críticos. Antes das eleições de Outubro de 2025, foram registadas detenções e raptos de membros da oposição, seguidos de manifestações de grande dimensão.
Samia Suluhu Hassan venceu as eleições com 98 por cento dos votos. Segundo a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos, milhares de pessoas terão sido mortas pelas forças de segurança durante a repressão dos protestos. O Governo, por sua vez, reconhece oficialmente 518 mortos.
A decisão judicial provocou reacções de condenação no estrangeiro. Parlamentares britânicos e a União Europeia consideram o processo politicamente motivado e exigem a libertação imediata de Tundu Lissu. O embaixador dos Estados Unidos da América na Tanzânia, William Trachman, também manifestou preocupação com as implicações do julgamento para o Estado de Direito no país.
Na Tanzânia, as medidas de segurança foram reforçadas na capital comercial, Dar es Salaam, e nas imediações do tribunal, antes da leitura da sentença.
Este é o terceiro julgamento por traição de grande repercussão na história da Tanzânia continental. Os dois anteriores ocorreram nas décadas de 1970 e 1980, envolvendo acusações de conspiração para derrubar e assassinar o primeiro Presidente do país, Julius Nyerere.
Em 2017, Tundu Lissu sobreviveu a uma tentativa de assassinato, durante a qual foi atingido por 16 tiros. O político, que acredita que o ataque teve motivações políticas, foi submetido a cerca de 20 intervenções cirúrgicas na sequência dos ferimentos.
A cidade da Matola vai ter, em 100 dias, um estaleiro municipal que vai se dedicar à manutenção das estradas e tapamento de buracos. Ainda neste período, a edilidade promete reabilitar três troços de estradas.
Circular de carro em muitas zonas do Município da Matola é desgastante, frustrante, irritante e aborrecedor devido às péssimas condições das vias de acesso.
Já lá se foram os últimos dois mandatos de governação municipal, mas as estradas esburacadas continuam a ser o cartão de visita, por estarem cada vez piores.
Júlio Parruque é o novo edil da Matola e sabe que herdou as estradas esburacadas, mas em 100 dias promete dar o primeiro passo para ultrapassar o problema.
“Estamos a construir uma base sólida para a implantação do nosso estaleiro municipal de obras para dar mais valor e importância ao investimento muito grande das estradas que nós fazemos na nossa Matola”, revelou Júlio Parruque, presidente do Município da Matola.
De forma detalhada, explica Parruque, “o nosso estaleiro terá a vocação de tapar os buracos, reparar as estradas e fazer manutenção a custos controlados porque será capacidade do município. Entretanto, não queremos substituir o sector privado, as empresas que façam e reparam as estradas”.
As empresas que façam e reparem as estradas, porque Parruque promete ser intolerante a má qualidade das vias de acesso.
“Não iremos admitir que os empreiteiros façam-nos estradas de baixa qualidade, que durem muito pouco, que em pouquíssimo tempo, elas se transformem em farinha, praticamente. Não queremos. Os empreiteiros, também, serão expostos no sentido de os munícipes saberem quem é o empreiteiro que está a fazer uma determinada obra de forma muito visível para que comecemos a preencher uma lista cinzenta, caso haja empreiteiros que não correspondem àquilo que desejamos”, avisou Júlio Parruque.
Ainda no plano de governação dos primeiros 100 dias, o presidente do município de Matola promete reabilitar algumas vias de acesso.
“Nós temos uma grande perspectiva, que está à beira do início de execução, que é de reparação de algumas estradas que sofreram, profundamente, com as chuvas. Por exemplo, a estrada que sai do quilômetro 15 até Nkobe é uma das vias que vai inter intervencionada, a estrada que sai de Dom Bosco, no Bairro, até ao Patrice. É uma estrada antiga que precisa de intervenção.
Temos, igualmente, a estrada velha, também, vai merecer uma intervenção”, revelou o edil da Matola.
Júlio Parruque garante que já existem 250 milhões de meticais desembolsados pelo Banco Mundial, em coordenação com a Administração Nacional de Estradas.
A melhoria da recolha de lixo e transporte público no Município da Matola são outras prioridades da governação do actual executivo municipal.
Este pedido do público de Assa Matusse pode se concretizar dado que a cantora disse estar a estudar possíveis colaborações com seus colegas nacionais. A cantora uniu, assim, o útil ao agradável, pois brindou ontem à noite o seu público com um concerto intitulado Mutcangana.
Não podia ser menos do que foi. Mesmo depois de muito tempo longe da terra natal, a menina do bairro não perdeu a sua essência. Mutcangana de etnia, Assa Matusse elevou todas as etnias do país no seu concerto, sexta-feira à noite.
Houve luzes, som alto, mas foi só ao som da contagiante energia de Assa que o público, de várias partes do país, vibrou muito.
“Vim da cidade da Beira, cheguei hoje mesmo. A Assa em palco é sempre espetacular, sempre traz novodades”, disse uma espectadora.
A casa, ou melhor, o Centro Cultural Moçambique-China esteve cheio e teve uma noite, como nenhuma outra.
No cair do pano, fim do espetáculo, o público só tinha um pedido para a cantora “ Que ela volte mais vezes”.
Depois da actuação, Assa Matusse, que considerava o concerto uma dívida, falou de dívida paga.
“Senti muita energia do público. Acho que foi um show que vai ficar na minha memória”, afirmou o artista.
Sobre o pedido dos seus fãs, a cantora diz que “Depende muito da vossa demanda aqui. É preciso que Moçambique me queira de volta, mas se depender de mim eu posso voltar solo, mais uma vez, mas é preciso que haja demanda dos outros produceres”, declarou.
Assa Matusse vive em Paris, França, e revela que está em Moçambique também para estudar novas colaborações.
“Há muito trabalho pela frente, coisas novas que vem. era preciso antes fazer esta pesquisa antes de começar a trabalhar e ficar trancada, no estúdio”, explicou.
No “menu” do concerto de Assa e Deltino Guerreiro contribuiu com participação na música, que tem em comum, “Rokotxi”.
Apesar de não ser a primeira vez que actuam juntos, Deltino considera que desta vez foi “ épico, incrível, o público… estou sem palavras”, disse o músico.
Por outro lado, a artista e o músico renomado Antonio Marcos dividiram o palco pela primeira vez, momento que considerou o espetáculo “Esplêndido” e acrescentou que “foi uma grande honra ser convidado pela Assa Matusse”.
O Centro Cultural Moçambique-China teve uma noite, como nenhuma outra. Mesmo depois de encerrar as portas, o público continuava a festejar o regresso da “Mutchanga” do lado de fora do edifício.
O grupo armado instalado em Cabo Delgado desde 2017 está desde a manhã de hoje, 2 de Março, na sede do distrito de Quissanga. O facto foi confirmado pelos habitantes da vila que supostamente foram obrigados a participar numa reunião dirigida pelo grupo.
Eles chegaram por volta das oito horas, arrombaram uma loja e retiraram produtos alimentares que foram transportados por crianças para as matas”, contou um residente de Quissanga.
Depois de terem transportado os produtos em direção a aldeia Mussomero, segundo relatos, o grupo armado regressou à vila.
“Eles voltaram à vila com as crianças e voltaram retirar produtos alimentares das lojas, cozinharam e comeram aqui mesmo”, confirmou a fonte.
O grupo armado, de acordo com relatos da população, está desde a noite de ontem, 1 de Março na aldeia Mussomero, e devido ao medo, as FDS incluindo membros do Governo distrital acabaram se retirando da vila na manhã de hoje, pouco antes da chegada do grupo armado, que não chegou a fazer vítimas muito menos destruir infraestruturas.
“Quando eles chegaram disseram que só vinham à procura de comida por causa da fome, e pediram que ninguém fugisse porque não estavam para fazer mal a ninguém”, disse outro habitante de Quissanga.
Em contacto via telefone com o “O PAÍS”, o administrador do distrito recusou-se a prestar informações sobre o assunto.
“Senhor jornalista, eu não estou autorizado para falar sobre a situação de segurança no distrito e recomendo que entre em contacto com o comando da Polícia da República de Moçambique “, respondeu Sidónio José.
Esta é a terceira vez este ano que o grupo armado ocupa temporariamente a vila de de Quissanga, que fica a quase 100 quilômetros de Pemba, a capital de Cabo Delgado.
Um dos maiores e mais antigos hotéis do país, cartão de visita de Quelimane, o hotel Chuabo, está abandonado e a degradar-se sob olhar de quem devia cuidar dele. Pessoas mal intencionadas estão a vandalizar a infraestrutura.
O empreendimento tem uma beleza natural e vista ao mar de dar inveja. Seu interior coberto de madeira de primeira classe, fazia daquele lugar um cartão obrigatório para quem entrasse na cidade de Quelimane. O Hotel Chuabo é do Estado e está sob a gestão do Instituto Nacional do Turismo ( INATUR). Faz parte do conjunto dos primeiros hotéis 4 estrelas do país. Foi um verdadeiro patrimônio turístico da província da Zambézia.
O primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Mache,l entregou a gestão privada aquela infraestrutura, por forma a garantir a melhor manutenção e funcionalidade do hotel, oque viria acontecer até pelo menos 2010. Daí seguiu uma outra gestão até meados de 2017. A referida gestão devolveu o patrimônio ao Estado que por sua vez concessionou o empreendimento a Muhimbe África.
Consta que a Muhimbe África devia seguir para reabilitação da infraestrutura. Para isso, solicitou ao Estado que retirasse todos os móveis nos 65 quartos e respectivas salas, o que aconteceu em 2019.
Há cerca de cinco anos nem água vem, nem água vai para o desespero de pelo menos 28 trabalhadores do hotel Chuabo que estão sem salários a 2 anos e 2 meses.
“ Já estamos a fazer 26 meses sem salários, fomos informados pela Muhimbe África a ficar em casa para dar lugar a reabilitação, com promessa de pagamento de salários. Nos primeiros meses, apesar de ser com complicações, recebíamos os nossos ordenados. Passaram dois a quatro meses, fizemos barulhos e recebíamos gota a gota o nosso salário. Através do ministério do turismo, fomos orientados a levar o caso ao centro de mediação de conflito laboral, junto da Muhimbe África. Na acta do encontro, a Muhimbe África se comprometeu a pagar o salário até o dia 30 de Julho, quando somamos 19 meses de salários em atraso, o que não veio a acontecer” disse Manuel Sicaleta trabalhador e membro do comitê sindical da empresa.
Sicatela disse que na sequência os trabalhadores fizeram uma nova ginástica para que as instituições ajudassem a pressionar a Muhimbe África para honrar o compromisso feito.
“Foi nisto que escrevemos para o governador e Secretária de Estado da província da Zambézia, ministra do Turismo, INATUR cujo os documentos estão devidamente assinados e comprovados o recebimento, mas até aqui não existe nenhum avanço” disse.
O certo é que o hotel está a atingir níveis assustadores de degradação, aliás está voltado ao abandono e os amigos do alheio estão a vandalizar dia após dia. Já removeram a instalação eléctrica, toda tubagem de canalização de água entre outros bens.
O governador da província da Zambézia, Pio Matos, reagiu com preocupação ao actual estágio desta infraestrutura.
“Nós temos grande patrimônio ao nível da cidade de Quelimane, um dos hotéis que no país era de referência, mas com a mudança da gestão para o Instituto Nacional do Turismo, nunca mais se encontrou caminho certo para dar continuidade uma exploração devida. Acreditamos nós que o INATUR já tentou contactar melhores operadores, mas que nunca honraram com compromissos, infelizmente os anos não param e a infraestrutura degrada-se. Provavelmente, se os tempos continuarem deste jeito e sem ninguém tomar conta, a reabilitação poderá ser mais cara que a construção de um novo hotel. É necessário que o Governo central por via do Ministério do Turismo e o INATUR pegue a peito a matéria e ponha a andar o projecto” disse o governador da Zambézia.
Pio Matos foi categórico ao afirmar que “ se entenderem que de facto está difícil, o único conselho que posso dar é que devolvam o patrimônio a Zambézia, e o governo local encontrará parceiros para juntos reparar ou reconstruir o patrimônio que muito nos dói olhar para o estado em que está” disse Pio Matos.
Só para se ter uma ideia da história do referido hotel, foi dos preferidos do primeiro presidente de Moçambique independente Samora Machel.
O Presidente Joaquim Chissano sempre que visitasse a Zambézia, por vezes se hospedava naquele hotel. Consta, também, que o falecido presidente da República do Malawi, Kamuzu Banda, também se hospedava no hotel Chuabo, das vezes que entrava no país.
O gráfico da inflação observa uma queda desde finais do ano passado. A tendência manteve-se no início de 2024 visto que no primeiro mês do ano, a subida generalizada de preços situou-se em 4,19%. Entretanto, o economista Dimas Sinoia alerta para a necessidade de prudência na política fiscal para não colocar em causa os ganhos alcançados e adverte que o terrorismo e a realização de eleições configuram grandes riscos para a estabilidade de preços.
As últimas estatísticas sobre a inflação, apontam para uma queda na subida generalizada do preço comparativamente a igual período do ano anterior. No primeiro mês do ano (Janeiro), a subida generalizada de preços foi de 4,19%. Entretanto, para o economista Dimas Sinoia, a queda da inflação e sua manutenção abaixo de dois dígitos não é o suficiente para estimular a economia, a olhar para a manutenção da taxa de reservas obrigatórias que “sufocam os bancos comerciais”.
O Economista explica que “ainda que o Banco de Moçambique prossiga com a redução da taxa MIMO, não vai impactar directamente nas concessões de empréstimos, porque, se olharmos para o que está acontecer, os bancos comerciais não têm falta de liquidez, mas não tem preferência de ceder este financiamento para famílias e empresas, optando por bilhetes de tesouro”.
A esta equação, o economista soma outros factores tais como a estabilidade de preços no panorama internacional, cuja oscilação pode impactar directa ou indiretamente a economia. E no contexto interno, aponta factores que podem impactar de forma mais agravante, por exemplo, a instabilidade militar que afecta o norte do país como um dos elevados riscos que ameaçam a inflação.
Fora estes aspectos, a conjuntura orçamental evidencia que há elevadas despesas a serem realizadas pelo Estado este ano, com destaque para as eleições que vão custar cerca de 19 mil milhões de meticais, para além da contínua pressão resultante da reforma salarial.
“Este é um risco elevado para a inflação. Se observarmos, a inflação de janeiro foi de cerca de 4%, mas com perspectivas de que até finais do ano, atinja cerca de 6%, e estes factores podem estar entre os que podem trazer mudanças no nível dos preços”, acrescentou.
De acordo com a nota de imprensa divulgada na semana finda pelo Instituto Nacional de Estatísticas, a redução da inflação anual é explicada, fundamentalmente, pelo comportamento favorável dos preços dos serviços de Educação e de Saúde, comparativamente a igual período do ano anterior.
Os dados indicam que as divisões de Educação e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com 13,85%, 7,05%, respectivamente.
A subida do nível geral de preços foi registada em todos os centros de recolha, com maior destaque para a Cidade de Quelimane, seguida das Cidades da Beira, Chimoio, Maputo, Província de Inhambane, das cidades de Nampula, de Xai-Xai, Tete.
Comparado ao mês anterior, a variação foi de 0,93%. Nesta comparação, “as divisões de alimentação, bebidas não alcoólicas, restaurantes, hotéis, cafés, e similares foram as de maior destaque, ao contribuírem no total da variação mensal com cerca de 0,65 e 0,17 pontos percentuais (pp) positivos”.
Dos produtos que se tornaram mais caros para os consumidores, o destaque vai para a subida de preços do tomate (17,5%), de refeições completas em restaurantes (3,1%), do peixe seco (7,4%), da couve (10,3%), do açúcar castanho (9,7%), do óleo alimentar (2,5%) e da alface (17,3%).
A actividade económica global continua a enfrentar obstáculos significativos, devido a políticas monetárias restritivas, condições financeiras apertadas e um crescimento fraco do comércio mundial, desempenhando um papel crucial nesse cenário desafiador. As perspectivas do Banco Mundial variam consideravelmente entre diferentes regiões.
O cenário económico global continua a enfrentar desafios significativos, de acordo com o Banco Mundial. Em relatório, a instituição financeira avança que, embora as perspectivas a curto prazo mostrem uma divergência entre diferentes regiões, há preocupações sobre o impacto a longo prazo dessas tendências.
Segundo análises, é projectado que o crescimento das economias avançadas, em conjunto com a China, desacelere em 2024, atingindo um ritmo mais próximo da média registada entre 2010 e 2019. Enquanto isso, espera-se que o crescimento agregado permaneça estável nos Países em Desenvolvimento com Economias Emergentes (EMDE) que possuem classificações de crédito sólidas, mantendo-se próximo das taxas médias pré-pandémicas.
No entanto, para os EMDE com classificações de crédito mais baixas, as perspectivas continuam incertas, com altos custos de dívida e financiamento, além de desafios como conflitos.
“Embora se preveja também que o crescimento global se espere também que o crescimento global se firme um pouco em relação ao seu mínimo de 2023 nos EMDE com notações de crédito fracas, as perspectivas para muitos desses países continuam precárias, dados os elevados custos da dívida e do financiamento, bem como de factores adversos idiossincráticos, como os conflitos”, refere o Banco Mundial.
Embora tenha havido uma diminuição na inflação global e na inflação subjacente desde os picos de 2022, a inflação permanece acima das metas em muitas economias avançadas e cerca de metade dos EMDE que têm como alvo a inflação. Prevê-se que a inflação mundial permaneça acima dos níveis de 2015-19 para além de 2024.
O crescimento do comércio mundial em 2023 foi o mais lento fora dos períodos de recessão global nos últimos 50 anos, reflectindo uma contração no comércio de mercadorias em meio a uma produção industrial global enfraquecida. Embora haja expectativas de aumento no crescimento do comércio global para 2024, atingindo 2,3%, isso ainda representa uma recuperação modesta, especialmente considerando que a recuperação projectada para o período de 2021 a 2024 é a mais fraca após uma recessão global em décadas.
“O comércio de serviços continuou a recuperar dos efeitos da pandemia, mas a um ritmo mais lento do que o anteriormente previsto. Prevê-se que o crescimento do comércio mundial global aumente para 2,3 por cento em 2024, reflectindo em parte uma recuperação da procura de bens e, de um modo mais geral, do comércio das economias avançadas. A continuação do recente aumento da utilização de políticas comerciais restritivas poderá resultar numa maior fragmentação de cadeias de abastecimento mais fragmentadas e um crescimento do comércio mais lento do que o projectado na base de referência”, avança a instituição financeira.
Além dos desafios económicos, recentes ataques a navios comerciais no Mar Vermelho já estão a causar perturbações nas principais rotas marítimas, reduzindo a capacidade das redes de abastecimento e aumentando as pressões inflacionárias.
“A maioria dos preços das matérias-primas enfraqueceu em graus variáveis a par de uma oferta robusta e de uma procura moderada; no entanto permanecem acima dos níveis pré-pandémicos. O recente conflito no Médio Oriente teve, até à data, apenas um impacto moderado nos preços dos produtos de base”, afirma o BM.
Enquanto os preços das commodities têm sido variáveis, permanecendo acima dos níveis pré-pandémicos, o recente conflito no Oriente Médio teve um impacto moderado nos preços das commodities até o momento. Prevê-se que os preços do petróleo em 2024 diminuam para cerca de 81 dólares por barril, devido à oferta adequada e ao abrandamento da atividade global.
Apesar da recente volatilidade desencadeada principalmente pelo conflito e pelas hostilidades em curso, prevê-se que os preços médios do petróleo em 2024 desçam para 81 dólares por barril em 2024, tendo em conta a oferta adequada de petróleo, bem como o abrandamento da actividade mundial e a continuação da desaceleração da economia chinesa.
Ademais, segundo reporta o Banco Mundial, os preços dos metais caíram 10 por cento em 2023, devido à fraca procura das principais economias – nomeadamente a China, que representa mais de 60% do consumo mundial de metais, no meio de uma prolongada fraqueza no sector imobiliário do país.
“Os preços dos metais devem cair novamente, uma vez que o crescimento mais lento na China procura de metais. Os preços dos géneros alimentícios, em especial os dos cereais, caíram 9 por cento em 2023”, revela o Banco Mundial.
Nos Estados Unidos, espera-se que o crescimento diminua para 1,6% em 2024, com a diminuição da poupança e taxas de juros ainda elevadas. A escassez de mão de obra e incertezas económicas e políticas também devem afectar o investimento empresarial.
Na zona euro, prevê-se que o crescimento em 2024 se estabilize em 0,7%, com efeitos contínuos da política monetária restritiva e uma recuperação lenta do investimento empresarial. Espera-se que o crescimento aumente para 1,6% em 2025, apoiado pelo aumento do investimento público.
A pensar na revalidar o título de campeão nacional e numa boa campanha na Liga dos Campeões, o Ferroviário da Beira assegurou, recentemente, a contratação de três jogadores estrangeiros, nomeadamente Edwin Ayiba (Nigéria), Gustavo Viera Lopes (Brasil) e Thomas Chideu (Zimbabwe).
Os reforços já se encontram na Beira, esperando-se, naturalmente, que consigam ter melhor enquadramento nos “locomotivas” do Chiveve.
Sabe-se que os contratos assinados são válidos por duas épocas, no caso do brasileiro e nigeriano, e uma temporada para o zimbwabweano.
Esta temporada, o Ferroviário da Beira será orientado pelo luso-moçambicano Daúto Faquirá, que projecta uma equipa competitiva.
O Ferroviário da Beira irá participar, fim-de-semana, num torneio quadrangular que contará com a presença do Textile do Pungue, União Desportiva do Songo e Textáfrica de Chimoio.
Munícipes da Cidade de Maputo queixam-se de embaraços à circulação e de cheiro nauseabundo no bairro Chamanculo “A”, com a reabilitação da rua Estácio Dias. O edil, Rasaque Manhique, visitou o local e exigiu celeridade do empreiteiro.
Não é novidade que a rua Estácio Dias, no bairro Chamanculo “A”, na Cidade de Maputo, é tomada pela água sempre que chove.
A solução foi reabilitar a via e as obras correm já há cerca de oito meses, para a insatisfação dos munícipes, que se queixam de prejuízos com o que consideram lentidão por parte do empreiteiro da obra.
Naquela via, as águas de esgoto tomaram parte dos 250 metros de extensão da rua Estácio Dias e o cheiro é nauseabundo, segundo contaram os munícipes à nossa equipa de reportagem.
Alguns residentes têm as entradas das suas casas condicionadas, devido à areia acumulada, e a passagem de viaturas é quase que impossível.
As queixas chegaram aos ouvidos da edilidade.
Esta quinta-feira, Rasaque Manhique efectuou uma visita ao local e não gostou do que viu.
Segundo o edil, há incumprimento dos prazos por parte do empreiteiro.
“Não é correcta a forma como estão a trabalhar. Como Conselho Municipal, não estamos satisfeitos, porque não estão a melhorar a vida das pessoas. Nós vamos pronunciar-nos depois de conversarmos com o empreiteiro para que sejam flexíveis e buscar soluções”, disse Manhique.
Entretanto, o empreiteiro rebateu.
“Esta obra tem as suas complexidades, e o sistema está a funcionar em todas as casas, então é normal que tenhamos água a circular”, explicou Ângelo Catruva.
As obras estão orçadas em cerca de 12 milhões de Meticais e devem ser concluídas até 3 de Abril.
Porque também tem havido queixas de demora na atribuição de DUAT, Manhique escalou a Direcção de Ordenamento Territorial e Construção para se inteirar da situação. O edil exigiu celeridade dos funcionários para travar construções ilegais e desordenadas.
A arbitragem moçambicana continua a destacar-se a nível internacional e, esta quinta-feira, 20 Árbitros de três categorias do futebol receberam reconhecimento através de insígnias. Destes, há árbitros que renovam o estatuto e aqueles que entram pela primeira vez.
Trata-se de seis árbitros centrais de futebol de 11, nomeadamente Celso Alvação, Simões Guambe, Wilson Muianga, Artur Alfinar e Ema Novo, para além da Cacilda Fernando, que entra pela primeira vez neste leque de árbitros internacionais, bem como dos assistentes Arsénio Maringule, Zacarias Baloi, Venestácio Cossa, Teófilo Mungoi, Olívio Saimone, Olinda Augusto e Roda Mondlane.
No Futsal, foram reconhecidos os árbitros Hilário Vicente, Santos Mahumane, Lúcio Namaroi e Alberto Júlio, enquanto no futebol de praia passam à categoria de internacionais os árbitros Ângelo Almeida, Dique Salvador e João Armindo, alguns deles que vão ajuizar jogos do torneio regional Cosafa, em Março próximo.
Para a Federação Moçambicana de Futebol, representada no acto pelo respectivo secretário-geral, Hilário Madeira, é um orgulho para o país continuar a ter muitos árbitros internacionais.
“Esta classe é uma das mais sacrificadas e nos últimos anos temos sido solicitados em várias provas do mundo, e é sinal de que temos estado a fazer um bom trabalho e o desafio é estarmos em mais provas e termos mais quartetos para árbitros de sexo feminino, e acreditamos que vamos ter sucessos nas provas que vão ser realizadas nos próximos dias”, disse Madeira.
O presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), Francisco Machel, diz que é mais um desafio que se coloca à arbitragem moçambicana, que deve ser representada pelos vinte árbitros que receberam insígnias da FIFA.
“É um desafio para eles, e esperamos que continuem a fazer um bom trabalho para dignificar a arbitragem moçambicana”, disse Machel, acrescentando que “o trabalho deles começa aqui dentro, onde devem mostrar um trabalho que evite situações em que a arbitragem é posta em causa”.
Já os árbitros que receberam o reconhecimento internacional mostraram-se satisfeitos e prometeram realizar um trabalho que evite situações que não abonam a classe.
20 Árbitros que receberam insígnias internacionais:
Árbitros centrais:
Celso Alvação (I’bane)
Artur Alfinar (Sofala)
Wilson Muianga Mapto
Simões Guambe Maputo
Cacilda Fernando (Niassa)
Ema Novo (Mapto Prv.)
Assistentes:
Arsénio Maringule (
Zacarias Baloi
Venestácio Cossa
Teófilo Mungoi
Olívio Saimone
Olinda Augusto
Roda Mondlane
Futsal:
Hilário Vicente
Santos Mahumane
Lúcio Namaroi
Alberto Júlio
Futebol de praia:
Ângelo Almeida
Dique Salvador
João Armindo