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Cerca de uma em cada quatro mulheres grávidas no distrito de Quelimane, província da Zambézia, não recebeu com satisfação a confirmação da gravidez, segundo um estudo do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), que aponta as adolescentes e a falta de apoio dos parceiros como alguns dos principais factores associados a essa realidade.

A investigação concluiu que 24,5% das 1.546 mulheres inquiridas afirmaram não se ter sentido felizes quando souberam que estavam grávidas. Entre as adolescentes, essa percentagem ascendeu a 42,2%, enquanto entre as mulheres cujos parceiros manifestaram insatisfação com a gravidez atingiu 74,5%. Já entre aquelas que não mantinham diálogo com os companheiros sobre questões reprodutivas, a proporção foi de 48,9%.

O estudo analisou dados recolhidos entre 2023 e 2024 através do Sistema de Vigilância de Gravidezes (PregSurv), implementado no âmbito da Plataforma de Vigilância Demográfica e de Saúde de Quelimane.

Segundo os investigadores, as principais razões apontadas pelas mulheres para a falta de satisfação com a gravidez foram o facto de esta não ter sido planeada (30,2%), tratar-se de uma gravidez indesejada (26,5%) e o receio das consequências que poderia trazer para as suas vidas (17,7%). Foram ainda referidos o curto intervalo entre gravidezes e a decisão de não querer ter mais filhos.

Entre as participantes que afirmaram ter recebido a notícia com felicidade, as razões mais frequentes foram o desejo de ter um filho (34,1%), a percepção da gravidez como uma bênção ou uma boa surpresa (28,5%) e a vontade de aumentar a família (24,7%).

O estudo avaliou igualmente a reacção dos parceiros. Cerca de 16,9% das mulheres indicaram que os companheiros não ficaram satisfeitos com a gravidez. Nestes casos, as razões mais apontadas foram tratar-se de uma gravidez indesejada (30,2%), não planeada (29,0%) ou ocorrer pouco tempo após uma gravidez anterior (3,4%).

Entre os parceiros que acolheram positivamente a gravidez, 43% manifestaram o desejo de ter um filho, 21,8% afirmaram querer aumentar a família e 12% preparavam-se para ser pais pela primeira vez.

Apesar de 97,3% das mulheres referirem que os parceiros aceitaram a gravidez, o estudo identificou situações de rejeição. Entre os companheiros que recusaram assumir a gravidez, 39% não quiseram aceitar responsabilidades parentais e 34,2% alegaram não ser os pais da criança. Cerca de 26,2% das mulheres abandonadas durante a gravidez afirmaram desconhecer os motivos dessa decisão.

Para Ariel Nhacolo, os resultados evidenciam a necessidade de reforçar intervenções dirigidas não apenas às mulheres, mas também aos seus parceiros, promovendo uma abordagem centrada no casal.

“A comunicação entre os parceiros, o apoio emocional e o envolvimento de ambos nas decisões relacionadas com a gravidez são factores determinantes para melhorar a saúde materna e infantil”, refere o investigador.

A investigação identificou igualmente as adolescentes como o grupo mais vulnerável, apresentando níveis mais elevados de gravidezes não intencionais, menor conhecimento sobre métodos contraceptivos modernos e menor comunicação com os parceiros sobre planeamento familiar.

Os autores defendem que uma melhor compreensão da forma como as mulheres vivem emocionalmente o início da gravidez poderá contribuir para o reforço dos programas de saúde materna e infantil, recomendando uma maior participação dos parceiros nas consultas pré-natais e nas acções de aconselhamento, bem como uma atenção reforçada às adolescentes e às mulheres em situação de maior vulnerabilidade.

O estudo foi desenvolvido no âmbito da Rede CHAMPS, financiada pela Fundação Gates através da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth. Além do CISM, participaram investigadores do Instituto Nacional de Saúde, do ISGlobal, do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane, da Universidade de Barcelona, da Universidade de Washington e de outras instituições parceiras.

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Há quase um mês que se rompeu um dos canais do sistema de drenagem de águas negras do Hospital Geral da Machava e das cadeias Central e de Máxima Segurança, na Província de Maputo, provocando cheiro nauseabundo e expondo a saúde dos moradores ao perigo.

Cesarina Tamele, que tem a sua casa encostada à conduta de águas negras que rompeu, não resistiu ao cheiro e abandonou a casa.

“Eu já não vivo aqui. Praticamente, estou de dia, mas a partir das 17 horas eu devo sair daqui. Tenho uma família de quatro membros e não podemos ficar aqui. Eu pago a alguém para ficar aqui enquanto eu saio.”

Com a situação, há quase um mês, um dos filhos de Cesarina Tamele está doente e suspeita-se que a causa da doença sejam as águas negras.
“Não vou dizer que é por causa das águas, mas ela é sensível, tem problemas de respiração. Não sei se tem alguma coisa a ver com isto. É muito complicado eu continuar a deixar as crianças nesta situação.”

Isto está a acontecer no bairro do Vale de Infulene, autarquia da Matola, Província de Maputo, onde os moradores receiam que a sua saúde se deteriore e exigem das autoridades competentes uma solução urgente.

As autoridades do bairro dizem que já foram identificados o problema e a solução, mas está tudo encalhado num dos quintais por onde passa a conduta, pois o proprietário da casa exige indemnização de 80 mil Meticais para remover o amendoim plantado por cima da conduta, segundo contou Invis Rafael, que é chefe do quarteirão.

“O que se devia fazer? Vieram falar connosco, como estrutura do bairro, e, já que o tubo passa pelo meio desta casa, pediram-nos que falássemos com o dono da casa para nos ceder, para permitir que trabalhem naquela área onde o tubo passa. Só que quando fomos falar com a dona de casa tivemos dificuldades.”

A escassos metros do ponto onde transbordam as águas negras, está a funcionar uma padaria, cujo dono, Imtiaz Amuji, reclama de impactos negativos.

“Não é bom para quem tem indústria de panificação aqui, isto aqui cria problemas para os próprios clientes não é, os clientes não querem passar por aqui e sentirem este mau cheiro, então pedimos a intervenção de quem é de direito para resolver isto.”

É recorrente o rompimento e consequente transbordo de águas negras naquele ponto da Matola. As águas negras são provenientes das cadeias de Máxima Segurança e Central, bem como o Hospital Geral da Machava.

A Sala da Paz diz que o enchimento de urnas, tiroteios, violência e intimidações pela polícia voltaram a marcar as eleições autárquicas, nas autarquias de Marromeu, Gurué, Milange e Nacala Porto.

Tal como orientado pelo Conselho Constitucional, os munícipes das autarquias de  Marromeu, Gurué, Milange e Nacala Porto voltaram às urnas, este Domingo,  para escolher os edis. Entretanto, nem tudo correu bem. 

Entre enchimento de urnas que terminaram em detenções e troca de cadernos eleitorais, a Sala da Paz diz que mais uma vez, o processo foi marcado por irregularidades.

“Em Marromeu, na EPC 4 de Outubro foi detido o delegado de candidatura do MDM depois de desentender-se com Membros das Mesas de Voto; Registou-se uma agitação numa das mesas de voto que funciona na EPC 25 de Junho. Um eleitor tentou introduzir mais de um voto na urna e foi detido; Ainda na EPC 25 de Junho, uma jovem foi encontrada com boletins de voto a favor da Frelimo e foi agredida fisicamente. Na mesma escola o presidente de uma das mesas de voto foi retirado sob escolta policial, depois de uma agitação por se ter detectado que já existiam boletins pré-votados a favor da Frelimo na urna antes do início da votação”, disse Duarte Amaral, porta-voz da Sala da Paz, que falava em conferência de imprensa. 

Apesar da fraca afluência dos eleitores, às mesas de voto, a plataforma de Observação Eleitoral Conjunta disse que houve também agitação e tiroteios.

“Houve disparos policiais na Escola Secundária Geral de Gurué para conter os ânimos da população que agredia um cidadão que foi flagrado com boletins pré-votados e alguns eleitores alegam estar a ser impedidos de votar. Em alguns casos, em Gurué, o partido Nova Democracia tinha mais de um delegado de candidatura. Estes ofereceram resistência quando convidados a retirar-se para que mantivesse apenas um por mesa”.

Na autarquia de Nacala Porto, os membros das mesas de voto pertencentes ao partido Renamo boicotaram o processo, o que segundo a Sala da Paz, poderá contribuir de forma preocupante para os números de participação eleitoral na autarquia.   

“O processo foi marcado pela ausência dos delegados de candidatura e membros da mesa indicados pela Renamo. Uma situação que, embora decisão do partido, vai impedir de poder fiscalizar o processo. Apesar da ausência da Renamo nas mesas, o ambiente de votação foi no geral calmo nas primeiras horas em Nacala Porto”. 

A plataforma de Observação Eleitoral Conjunta, Sala da Paz, entende que se deve esclarecer todas as irregularidades, para não comprometer a credibilidade do processo. 

Um membro da Polícia municipal da Beira foi detido pela PRM, na manhã deste domingo, em Marromeu, indiciado de ter espancado, por razões ainda desconhecidas, um delegado do partido Frelimo,  que zelava pelo processo de repetição das eleições, na Escola Primária Completa Joaquim Chissano. 

De acordo com Isidro Nhamacha, comandante distrital da PRM em Marromeu, “outras 18 pessoas,  membros do MDM, ora a monte, também espancaram o referido delegado de candidatura”.

O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, convocou para quarta-feira, 13, a sessão plenária do órgão actualmente dissolvido por ordens do Presidente do país, refere um comunicado do órgão a que a Lusa teve acesso, citada pelo Notícias ao minuto.

No documento, Simões Pereira convoca os deputados para comparecerem no parlamento para que a sessão plenária, interrompida no passado dia 04, possa ser retomada e ainda exorta o Governo a garantir as condições de inviolabilidade do espaço, conforme o regimento.

No passado dia 4, a sessão plenária foi interrompida quando foi anunciada por um decreto do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embalo, a dissolução do parlamento. O Presidente evocou a existência de uma grave crise institucional no país em decorrência de confrontos armados entre elementos da Guarda Nacional e as Forças Armadas.

Desde o dia em que foi anunciada a dissolução do parlamento, o líder do órgão, Domingos Simões Pereira tem repetido que aquela decisão do chefe do Estado não tem força jurídica à luz da Constituição da Guiné-Bissau.

A extremo moçambicana Ingvild “Inga” Mucauro vai reforçar o Interclube de Angola  na Liga Africana de Basquetebol feminina da FIBA (AWBA), certame a decorrer de 11 a 17 de Dezembro na cidade de Cairo, Egipto.  

Trata-se, de resto, de um processo de reintegração num conjunto no qual sagrou-se, em Agosto do ano passado,  campeã em Angola bem como foi  nomeada a jogadora mais valiosa da prova ( MVP).

Mucauro, com 19 pontos, oito ressaltos e cinco assistências, foi decisiva no jogo 4 do “play-off” da final para que as “polícias” erguessem o troféu. 

 Para além de Ingvild “Inga” Mucauro, o Interclube vai contar nesta prova com os préstimos das norte-americanas Adrienne Godbold e Taylor Hosendave  (postes),  Tyra Johnson (base) e Cristina Matiquite  (1º de Agosto).

A contratação de Ingvild “Inga” Mucauro e as restantes quatro atletas foi a pedido de  Elisa Pires, “coach” do Interclube.

Mucauro já foi considerada MVP (Jogadora Mais Valiosa) da Taça dos Clubes dos Campeões Africanos, em 2019, ano em que representou o Ferroviário de Maputo, clube no qual conquistou dois títulos africanos, em 2018 e 2019.O clube da policia procura voltar ao olimpo do continente, depois de ter conquistado a Taça dos Clubes Campeões Africanos em 2010, 2011, 2013, 2014 e 2016. 

Aliás, o Interclube ostenta o estatuto de equipa mais titulada na competição, seguida pelo 1º de Agosto (também de Angola) e Dakar UC, de Senegal, com três cada um.

 Além do Interclube, a Liga Africana de Basquetebol feminina da FIBA (AWBA) conta com as participações de Sporting de Alexandre (campeã de 2022-Maputo), Al Ahly Sporting Club, Autoridade Portuária do Quénia, Rwanda Energy Group, Overdose Up Station e Université Doula de Camarões.

CARLA MASSUNDA PENE INDICADA COMISSÁRIA

Carla Massunda Pene foi nomeada pela FIBA-África  como Comissária Técnica da Liga Africana de Basquetebol, prova a realizar-se de 11 a 19 de Dezembro, no Cairo, Egipto.  Esta será a primeira edição da competição que visa, essencialmente, dar maior dinamismo ao basquetebol feminino no continente.

Carla Massunda Pene foi indicada para o certame depois de, em Outubro deste ano, a Fiba-África  a ter indigitado como Comissária do Grupo “D”  da  fase de apuramento para Liga Africana de Basquetebol Feminino, certame havido em Kigali, Ruanda. 

 A moçambicana esteve, ano passado, no Campeonato Africano de Basquetebol sub-18, prova realizada em Madagáscar.

Os egípcios iniciaram hoje três dias de votação para as presidenciais, em que o actual chefe de Estado, Abdel Fattah al-Sisi, surge como favorito para ganhar um terceiro mandato de seis anos.

Al-Sisi foi um dos primeiros a votar logo na abertura da assembleia de voto de Nustafa Emerira, no bairro de Masr al-Jadida, na zona oriental do Cairo, segundo a agência espanhola EFE, que cita as televisões estatais.

Espera-se que mais de 67 milhões de egípcios, de um total de 105 milhões de habitantes do país africano, compareçam às urnas durante os três dias de votação.

A votação termina às 21:00 deste domingo em cada dia e os resultados deverão ser anunciados a 18 de Dezembro.

Al-Sisi tem como adversários Farid Zahran, líder do Partido Social Democrata Egípcio (PES), Abdel Sanad Yamama, presidente do Partido Wafd, e Hazem Omar, do Partido Popular Republicano (RPP).

Dércio Alfazema diz que haverá sempre um debate aberto sobre a integridade do processo eleitoral. O representante da sociedade civil afirma que a repetição de eleições comprova que o processo eleitoral foi problemático.

Iniciou-se hoje a repetição da votação no municípios de Marromeu, Nacala-Porto, Milange  e Gurúè. Logo às primeiras horas, já se reportaram casos suspeitos de ilícitos eleitorais, com destaque para a detenção de um indivíduo que alegadamente depositou votos a mais na urna, em Marromeu, província de Sofala.

Em Gurúè, província da Zambézia, a Polícia teve de fazer disparos ao alto para dispersar a população e acalmar os ânimos. 

Analisando o decorrer do processo, no programa Manhã Informativa, da Stv Notícias, Dércio Alfazema, da plataforma de observação eleitoral, Sala da Paz, afirmou que haverá sempre dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral nas sextas eleições autárquicas.

“Quanto à questão da repetição e tudo o que nós acompanhámos no acórdão do Conselho Constitucional, eu penso que haverá sempre um debate. Se nós estamos perante irregularidades que se verificam em municípios onde até houve a repetição de eleições, isto comprova que as eleições foram problemáticas”, disse Alfazema, para depois questionar “até que ponto ficou provado que as irregularidades foram apenas nestes pontos? Até que ponto está provado que as irregularidades em Nacala-Porto foram somente nestas assembleias?”.

Em Nacala-Porto, as primeiras horas do dia foram caracterizadas por fraca adesão dos eleitores às urnas.

A repetição de eleições decorreu igualmente em Milange, na Zambézia. desta vez, segundo os órgão eleitorais, não haverá apuramento intermédio dos resultados.

A noite de sábado para domingo foi agitada no distrito de Gurúè, província da Zambézia, nos centros de votação de Nacuacue e UP4. Membros do partido Nova Democracia envolveram-se em pancadaria, ao tentar evitar que eleitores vindos de outros distritos se infiltrassem. Houve pessoas que ficaram feridas e foram levadas ao hospital local.

A Polícia diz que teve de disparar para repor a ordem, uma acção que foi criticada pelos partidos da oposição, que acusam a Frelimo de ser responsável pela confusão.

Já esta manhã, voltou a haver confusão entre os eleitores, mas foi contida com a intervenção da PRM.

No posto de votação Nacuacue, havia, nas primeiras horas, uma forte afluência de eleitores.

O STAE local ficou de se pronunciar oportunamente sobre o assunto.

O antigo deputado e jurista Saimon Macuiane diz que há fragilidades na relação entre o Governo e o Parlamento que limitam a fiscalização ao Executivo pela Assembleia da República. Tais fragilidades são impostas por lei. O deputado diz também que o Parlamento deixa de lado os interesses nacionais sempre que se está em época eleitoral, porque as bancadas passam a não ter entendimento.

Saimon Macuiane foi um dos oradores na cerimónia de lançamento dos 30 anos do Parlamento multipartidário em Moçambique, e a ele cabia a responsabilidade de falar do papel da oposição para o progresso da democracia.

Falou e não poupou. A começar por aquilo que considera serem limitações aos deputados no seu trabalho de fiscal do Governo.

“Se um fiscalizado tem a prerrogativa de fixar o orçamento daquele que vai fiscalizar, é óbvio que a fiscalização não será feita em conformidade. Devia ser o contrário. O fiscalizador fixa o orçamento do fiscalizado”, argumenta Saimon Macuiane. 

Indo mais a fundo, propriamente sobre o papel da oposição na democracia, Macuiane diz que para o caso de Moçambique, este papel é ofuscado pelo voto maioritário da bancada que tem mais assentos, no caso, a Frelimo, tanto que mesmo quando há propostas de interesse nacional, se vem da oposição não passam. Tal é mais notável em épocas de eleições.

“Aí há problemas. Já não há aquela comunicação normal das bancadas”, lamenta o jurista, para quem além das épocas eleitorais, no geral, os interesses nacionais voltaram a ficar de lado com a última mexida da Constituição da República, tudo porque não interessava a bancada maioritária viabilizar a realização de eleições distritais, nem em 2024 nem em outro futuro próximo.

O deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo, a segunda com mais deputados, diz também que o contacto entre os parlamentares e o eleitorado é frágil. Sugere, por isso, mexidas de leis que possam colmatar as lacunas por si constatadas.

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