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Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.

Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”

“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado

Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.

“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra” 

Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.

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O Presidente da República, Daniel  Chapo, lançou, nesta sexta-feira , na cidade de Moatize,  província de Tete, a primeira pedra do Projecto Mineiro de Revúboè,  uma iniciativa considerada estratégica para o fortalecimento do  sector extractivo e para a dinamização do crescimento económico  nacional. 

Falando na cerimónia, o Chefe do Estado afirmou que o projecto  representa um marco importante na valorização dos recursos minerais  do país e na atracção de investimento directo, sublinhando que o  Governo continuará empenhado em promover iniciativas que geram  emprego para a juventude, aumentam as receitas do Estado e  contribuem para a melhoria das condições de vida da população.

“A nossa presença neste acto atesta a aposta do nosso Governo na  atracção de mais investimentos, orientados para a criação de postos  de emprego para a nossa juventude e para a geração de receitas  para o Tesouro Público”, declarou o Presidente da República. 

O estadista saudou igualmente a empresa Jindal Steel & Power, novo  accionista do empreendimento, pela confiança depositada no  potencial mineiro de Moçambique e pela decisão de investir na  reactivação e desenvolvimento da mina de Revúboè. 

Segundo o Chefe do Estado, a província de Tete possui algumas das  mais importantes reservas de carvão do continente africano e do  mundo, sendo historicamente reconhecida como o coração  carbonífero do país. Contudo, frisou que o principal desafio continua a  ser transformar essa riqueza geológica em desenvolvimento humano  concreto. 

“O nosso desafio histórico tem sido transformar essa riqueza geológica  em desenvolvimento humano mensurável, em estradas; em escolas,  em centros de saúde e em melhores condições de vida para cada  família moçambicana”, afirmou. 

De acordo com o Presidente da República, o projecto de Revúboè  apresenta um elevado potencial económico, social e estratégico. Na  primeira fase prevê-se uma produção anual de cerca de 3,5 milhões  de toneladas de carvão, com possibilidade de atingir 7 milhões de  toneladas por ano na segunda fase, projectada para 2032. 

A iniciativa deverá igualmente criar 1.500 empregos directos e cerca  de 8 mil indirectos, beneficiando, sobretudo, jovens e trabalhadores da  província de Tete. Com uma vida útil estimada em 35 anos, o projecto  deverá contribuir de forma consistente para o aumento das receitas  do Estado e para o financiamento de sectores prioritários como  educação, saúde, agricultura e infra-estruturas. 

O Chefe do Estado destacou, ainda, que a entrada em  funcionamento da mina reforçará o posicionamento de Moçambique como um dos principais produtores de carvão da África Austral, além 

de optimizar o uso das infra-estruturas logísticas nacionais,  nomeadamente, os corredores ferroviários da Beira e de Nacala. 

Na ocasião, o Presidente da República enfatizou que o projecto se  enquadra na estratégia nacional de industrialização, defendendo que  o país deve deixar de exportar apenas matérias-primas em bruto. 

“Por décadas, Moçambique exportou matérias-primas sem valor  acrescentado, deixando para outros países os benefícios do  processamento industrial. Esse paradigma tem de mudar, e com  Revúboè começamos a mudar”, afirmou. 

Segundo explicou, o carvão produzido na mina será, em grande  parte, utilizado em unidades industriais da própria empresa para a  produção de aço, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia  de valor no território nacional. 

O estadista exortou igualmente ao operador do projecto a apresentar,  com urgência, uma estratégia clara de contratação de empresas  nacionais e da promoção da moçambicanização da mão-de-obra,  garantindo que os benefícios da exploração mineira sejam partilhados  com as comunidades locais. 

No mesmo contexto, sublinhou a necessidade de o projecto respeitar  rigorosamente os padrões de responsabilidade social e ambiental,  advertindo que o Governo acompanhará de perto a sua  implementação. 

“Não aceitaremos que as oportunidades geradas por este projecto  passem ao lado das nossas comunidades e das nossas empresas”,  advertiu. 

Entre outras medidas, está prevista a construção de uma nova vila de  reassentamento com habitações dignas, serviços básicos e infra estruturas sociais, incluindo um centro de saúde comunitário. 

Para o Presidente da República, a exploração responsável dos  recursos naturais deve traduzir-se em benefícios concretos para as  populações locais, através de oportunidades económicas em áreas 

como fornecimento de bens alimentares, serviços logísticos, transporte  e outras actividades associadas à cadeia mineira. 

“A maior riqueza de Tete não é apenas o carvão, mas sim o seu povo,  trabalhador, resiliente e orgulhoso. É para este povo que  trabalhamos”, sublinhou. 

O Chefe do Estado manifestou ainda a expectativa de que o projecto  de Revúboè marque o início de uma nova relação entre o sector  extractivo e as comunidades, baseada na transparência, no respeito e  no benefício mútuo. 

Na parte final da sua intervenção, felicitou ao Ministério dos Recursos  Minerais e Energia, aos investidores, às autoridades locais e à população da província de Tete pela concretização do projecto,  desejando sucesso na sua implementação. 

“Esperamos que este projecto contribua para reforçar o  posicionamento de Moçambique como um destino atractivo para o  investimento mineiro e para consolidar o sector como um dos pilares  do desenvolvimento económico nacional”, concluiu.(GI)

O Fórum Global de Baku, iniciou nesta quinta-feira com apelos ao diálogo para pôr fim à guerra do Irão, que tem causado impactos na região e no mundo.

O Fórum Global de Baku realiza-se anualmente. Para este ano o tema escolhido foi “Colmatar as divisões num mundo em transição”, tendo centrado os discursos de abertura nesta quinta-feira no conflito no Médio Oriente. 

O presidente do Azerbaijão, ao abrir o fórum , disse que o que está a acontecer agora no mundo é uma ameaça à estrutura comportamental internacional.

“É uma ameaça ao direito internacional quando o direito e as normas internacionais não são respeitados, quando a integridade territorial dos países é violada e quando as resoluções das organizações internacionais são ignoradas” disse Aliyev.

Referiu também o aspeto da segurança energética, uma vez que o Irão disparou contra navios no Estreito de Ormuz e contra os países petrolíferos do Golfo, fazendo subir o preço do petróleo para mais de 100 dólares por barril.

“Estamos a ver que o aumento sem precedentes dos preços do petróleo e do gás cria muitos problemas para os consumidores e não só. Como membro responsável do formato OPEP Plus, somos a favor de um preço do petróleo equilibrado e previsível, e os nossos esforços na como mediador e como país que investiu muito na procura de uma solução comum, são muito apreciados”.

Enquanto fornecedor de gás à UE, o Azerbaijão está a aumentar os seus fornecimentos para ajudar a colmatar a lacuna resultante do encerramento dos fornecimentos do Golfo em consequência da guerra com o Irão, disse durante o fórum o principal conselheiro do presidente do Azerbaijão.

O fórum terá a  duração de três dias.

O nível geral de preços em Moçambique voltou a registar uma subida no início do ano, com a inflação anual a fixar-se em 3,20% em Fevereiro, segundo dados do Índice de Preços no Consumidor (IPC). O indicador, que mede a variação média dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias nas principais cidades do País, confirma uma tendência de encarecimento gradual do custo de vida.

De acordo com o relatório do Índice de Preços no Consumidor, os preços aumentaram 0,68% apenas no mês de Fevereiro, enquanto a inflação acumulada desde o início do ano atingiu 1,94%.

“Em termos homólogos, a variação do Índice de Preços no Consumidor fixou-se em 3,20%”, lê-se no documento, que sublinha que a subida dos preços foi influenciada, sobretudo, pelo comportamento do sector alimentar e de alguns combustíveis domésticos.

Na prática, o indicador mostra que os consumidores estão a pagar mais pelos mesmos bens e serviços quando comparados com o mesmo período do ano passado, com impacto directo sobre o poder de compra das famílias.

A análise da composição da inflação revela que a divisão de alimentação e bebidas não-alcoólicas voltou a assumir um peso determinante na variação mensal do índice.

Segundo o relatório, “esta divisão foi a que mais contribuiu para o aumento do índice no mês em análise”, reflectindo a subida de preços de vários produtos de consumo corrente.

Entre os itens que mais pressionaram a inflação, destacam-se o carvão vegetal, o tomate, o carapau, a couve e a alface. O carvão vegetal, amplamente utilizado nas zonas urbanas como fonte de energia doméstica, registou um aumento de cerca de 9,8%, posicionando-se entre os produtos com maior impacto na inflação do mês.

No período em referência, produtos alimentares frescos, particularmente hortícolas e pescado, registaram variações positivas de preços, tendência frequentemente associada a factores como custos logísticos, disponibilidade de oferta e sazonalidade agrícola.

Tratando-se de produtos que integram a base alimentar da maioria das famílias urbanas, a subida destes preços tende a repercutir-se rapidamente no orçamento doméstico.

Apesar da trajectória de subida, alguns produtos registaram redução de preços durante o período em análise, contribuindo para moderar a variação global do índice.

Entre os bens que registaram descidas figuram o coco, a batata reno, os ovos de galinha, a cenoura, o milho em grão e a cerveja consumida fora de casa.

“O comportamento descendente de preços destes produtos contribuiu negativamente para a variação mensal do índice”, refere o relatório.

Ainda assim, a magnitude destas reduções não foi suficiente para neutralizar a pressão exercida pelos aumentos registados em alimentos e combustíveis domésticos.

A análise em termos anuais mostra igualmente aumentos em sectores ligados aos serviços. A divisão de restaurantes, hotéis, cafés e estabelecimentos similares registou uma subida próxima de 4,95% em termos homólogos.

Esta evolução reflecte, em grande medida, o encarecimento de insumos utilizados por estes estabelecimentos, incluindo alimentos, energia, transporte e outros custos operacionais, que acabam por ser parcialmente transferidos para os preços finais cobrados aos consumidores.

Embora o relatório se limite a apresentar a evolução estatística dos preços, a dinâmica inflacionária é frequentemente explicada por uma combinação de factores estruturais da economia.

Entre eles destacam-se custos de transporte, dependência de importações, variações na produção agrícola e oscilações de preços nos mercados internacionais.

Moçambique continua dependente da importação de diversos bens de consumo e matérias-primas, o que torna a economia sensível a alterações nos custos de importação e nas cadeias globais de abastecimento.

Paralelamente, o comportamento da produção agrícola interna, fortemente condicionado por factores climáticos, influencia a disponibilidade de alimentos no mercado e, consequentemente, a formação de preços.

Para os consumidores, a inflação traduz-se numa redução gradual do poder de compra. Quando os preços aumentam, o rendimento disponível tende a adquirir uma quantidade menor de bens e serviços.

Este efeito é particularmente visível em produtos de consumo frequente, como alimentos e energia doméstica, que representam uma parcela significativa das despesas das famílias.

Nas áreas urbanas, onde o carvão vegetal continua a ser amplamente utilizado para cozinhar, a subida do preço deste combustível pode representar um encargo adicional relevante para milhares de agregados familiares.

Perante o comportamento dos preços, as autoridades económicas têm reiterado o compromisso de manter a inflação dentro de níveis considerados sustentáveis.

O Banco de Moçambique tem mantido uma política monetária orientada para a estabilidade macroeconómica, procurando equilibrar o controlo da inflação com a necessidade de apoiar o crescimento económico.

Ao mesmo tempo, o Governo tem apostado em iniciativas destinadas a reforçar a produção agrícola nacional, com o objectivo de aumentar a oferta de alimentos e reduzir a vulnerabilidade do país a choques externos.

Programas de incentivo à produção e melhoria das cadeias de abastecimento são frequentemente apontados como instrumentos fundamentais para estabilizar os preços no médio prazo.

Apesar da aceleração registada em Fevereiro, os níveis actuais de inflação permanecem relativamente moderados quando comparados com períodos anteriores marcados por aumentos mais expressivos do custo de vida.

Ainda assim, o comportamento dos preços ao longo de 2026 continuará dependente de factores como a evolução dos preços internacionais de combustíveis, o desempenho da campanha agrícola e as condições logísticas de abastecimento interno.

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, fez o seu primeiro discurso ao país, abordando a situação após os ataques dos EUA e Israel. E deixou uma promessa: “Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos mártires”.

A declaração, que surgiu numa altura em que se suspeitava que Khamenei estaria em coma na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, foi previamente gravada e transmitida sem vídeo, apenas com uma fotografia do líder religioso. 

Khamenei começou por referir que “soube do resultado da votação da Assembleia de Peritos ao mesmo tempo” que o resto do país, através da televisão da República Islâmica, e disse ser “difícil ocupar o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei”, referindo-se ao líder da Revolução Iraniana de 1979 e ao pai, que morreu no primeiro dia de ataques, a 28 de Fevereiro.

“Tive o privilégio de visitar o seu corpo após o seu martírio. O que vi foi uma montanha de firmeza, e ouvi dizer que ele tinha cerrado o punho da sua mão ilesa”, acrescentou.

O líder supremo do Irão agradeceu “a perspicácia e a inteligência da grande nação iraniana”, que “no recente incidente” permaneceu com “firmeza, coragem e presença”, inspirando “admiração entre os amigos e perplexidade entre os inimigos”. 

“Foram vocês, o povo, que lideraram o país e garantiram a sua autoridade”, afirmou.

Sobre a guerra no Médio Oriente, Mojtaba Khamenei defendeu que “o bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar” e destacou a “solidariedade” da Frente de Resistência, que, “sem dúvida”, irá “encurtar o caminho para a libertação da sedição sionista”.

“Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos vossos mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do Líder Supremo da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado na nossa vingança”, acrescentou.

Lembrou, ainda, o ataque a uma escola, em Minab, onde morreram mais de 100 crianças e prometeu que a “vingança continuará a ser prioridade”. 

“O crime que o inimigo cometeu deliberadamente na Escola Shajarah Tayyba Minab e outros casos semelhantes ocupam um lugar especial nesta intervenção”, frisou.

Referindo-se aos Estados Unidos como “o inimigo”, o aiatolá (ayatollah) lembrou a existência de bases norte-americanas em países vizinhos e afirmou que essas bases militares serão atacadas porque “foram usadas no recente ataque”. Ainda assim, deixou a garantia que não iria “atacar esses países” vizinhos. 

“Os países da região devem assumir a responsabilidade pelos agressores da nossa amada pátria e pelos assassinos do nosso povo. Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, atirou.

Garantindo que o Irão “não quer estabelecer domínio e colonialismo” no Médio Oriente, o líder supremo frisou que o país está “plenamente preparado para a união e relações mútuas calorosas e sinceras com todos os seus vizinhos”.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) já concluiu, da sua parte, o processo negocial com vista à assinatura de um novo contrato com Chiquinho Conde, permitindo que o treinador moçambicano inicie um novo ciclo no cargo de Seleccionador Nacional dos Mambas. Conde passará a auferir 1,5 milhões de meticais. 

Segundo escreve o LanceMZ, a Direcção da FMF já chancelou a continuidade de Conde nos Mambas e o novo contrato foi rubricado por Feizal Sidat e endereçado a Chiquinho Conde para os devidos efeitos. Porém, 24 horas depois de ter recebido o contrato assinado, Conde ainda não assinou, reivindicando que o tenha efeitos retroactivos a partir de 1 de Fevereiro, período em que esteve livre e a tentar contrato com a Federação Angolana de Futebol para assumir o cargo de Seleccionador dos Palancas Negras.

Ainda de acordo com o LanceMZ, as negociações foram concluídas a meio da presente semana, com a elaboração dos termos que irão ditar a ligação entre Chiquinho Conde e a FMF, sendo que o treinador continuará na sua “cadeira de sonho” por mais um período de cerca de um ano.

O novo contrato entre a FMF e Chiquinho Conde, anota o LanceMZ,  tem como data de início o dia 1 de Março de 2026, devendo estender-se até ao dia 31 de Julho de 2027, o que equivale a dizer que o mesmo irá abranger a fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (que para Moçambique inicia em Setembro próximo) e deverá terminar no fim do CAN-2027, que terá lugar na Tanzânia, Quénia e Uganda.

O tablóide escreve ainda que a nova ligação entre a FMF e Chiquinho Conde prevê a possibilidade de rescisão antecipada do contrato, facto que impõe multas bilaterais. Ou seja, o novo “casamento” apresenta cláusulas que permitem o “divórcio” caso uma das partes entenda não existirem condições para a sua continuidade. Para a FMF, essa possibilidade poderá decorrer de resultados desportivos que não sejam favoráveis aos interesses federativos, enquanto  para o treinador, a cláusula poderá ser accionada caso surjam novas oportunidades de trabalho.

Para consumar o divórcio, cada uma das partes — neste caso, a que estiver interessada na rescisão do contrato — será obrigada a pagar uma penalização equivalente a dois meses de salários.

As chuvas que caem na cidade de Maputo voltaram a criar preocupação. Nos bairros de Magoanine e Zimpeto, por exemplo, casas estão alagadas e famílias viram-se obrigadas a retirar alguns dos seus bens para evitar danos. 

Na cidade e província de Maputo chove com alguma intensidade desde o fim da tarde desta quarta-feira. As águas inundaram casas e ruas de acesso, colocando à vista velhos problemas de saneamento.

“Não sabemos o que pensar e à noite choveu bastante. Assim não sabemos com que intensidade a chuva voltará a cair. Se continuar assim, esta água vai invadir a casa”, diz um dos moradores do bairro de Magoanine, na cidade de Maputo. 

No bairro Magoanine “A”, um quarteirão inteiro encontra-se inundando. Famílias abandonaram casas e as que ainda resistem temem o pior, se a chuva não abrandar. 

“Esta zona é assim mesmo, a água inunda casas. E não temos onde ir. Outros [moradores] transferiram-se e vivem nas escolas. Nós também seguiremos”, conta.

Em Magoanine, a situação é crítica como em vários outros bairros da periferia da capital do país, desde as chuvas de Janeiro passado. Mas com a precipitação desta quarta e quinta-feira, as casas ficaram neste estado: águas com tendência de atingir a cobertura, impossibilitando qualquer acção dos proprietários. 

No quarteirão, segundo os moradores, o Conselho Municipal de Maputo já alocou uma bomba para sucção da água, mas não foi eficaz e a máquina foi retirada do local.

“Essa bomba está aí, não aguenta nada, não pode aguentar nada com essa água, porque aquela água é uma bomba que é para machamba, não é uma bomba industrial que pode baixar em um sítio de água. Não pode aguentar, porque tem um pouco de diâmetro, não pode trabalhar aquela bomba, só trabalha mais ou menos. Em seis horas, eles desligam, dizem que está quebrado”,  disse Ernesto Rodrigues,  morador Magoanine “A”.

No quarteirão 11 do bairro Zimpeto, também na Cidade de Maputo, sempre que chove, há vários anos a água cria pânico nos moradores. Depois da chuva torrencial em Janeiro deste ano, a água parecia estar a evaporar, mas o problema voltou a agravar-se. Nesta quinta-feira, este era o cenário que se via: casas inundadas e as famílias procurando salvar os seus pertences. 

Essas casas todas, por acaso, toda essa parte aqui, todas abandonaram. Só uma ou outra família que ficou para guardar os seus pertences, porque na medida que você sai, há vandalismo. Entram, vandalizam a casa, roubam aquilo, mais aquilo, são prejuízos para nós. Denunciou Elsa Chilaule  Moradora de Zimpeto

Os habitantes dizem terem encontrado a solução para o problema das águas junto de uma fábrica de colchões localizada nas proximidades,  no entanto, dizem que foram barrados. 

E nós tínhamos uma bomba do chinês que nós recolhemos, fizemos um documento, pedimos para a empresa Amado. Então, nós falamos com a empresa, a empresa disse que precisava de assinaturas dos responsáveis daqui do bairro.

Nós recolhemos as assinaturas e começou a puxar a água, puxava um dia sim, um dia não, um dia sim, um dia não. E, sei lá quem decidiu para que a empresa não puxasse mais água ali. Então, de repente, vimos que já não dá para puxar, procuramos saber o que está acontecendo. E a empresa disse que não era para mais ligarmos a bomba. Denunciou  Custódio Julião Morador de do bairro

Os moradores do quarteirão 11, no Zimpeto, pedem a construção de valas de drenagem na periferia, à semelhança do que acontece no centro da cidade. 

“Se essa pessoa que diz que senta na cadeira do poder do município, não pode sentar e ver o sistema da cidade, não. Verifica nas zonas recônditas também que possam trabalhar, fazer valas de drenagem, porque nós não vamos ficar em um período só de sol e aquecimento” disse Victor,  Morador de Zimpeto

Enquanto não existir solução eficaz e definitiva para o problema de inundações, os moradores pedem a abertura de canais que permitam a drenagem das águas da chuva até ao rio Mulauzi.

O Parlamento do Senegal aprovou, nesta quarta-feira, uma nova lei que agrava as penas para relações homossexuais no país. O diploma legal duplica a pena máxima, passando de cinco a dez anos de prisão para os chamados “actos contra a natureza”, expressão usada na legislação para se referir a relações entre pessoas do mesmo sexo.

A lei segue nesta altura para promulgação pelo presidente Bassirou Diomaye Faye.

A proposta foi aprovada por ampla maioria na Assembleia Nacional, com 135 votos a favor, nenhum voto contra e três abstenções. Durante o debate parlamentar, alguns deputados defenderam a medida com discursos duros contra a homossexualidade, refletindo a forte oposição ao tema em parte da sociedade senegalesa.

Além das penas de prisão que duplicaram de 5 para 10 anos, a nova lei estabelece multas que podem variar entre dois e dez milhões de francos, valores muito superiores aos previstos anteriormente. A legislação também prevê penas de três a sete anos de prisão para pessoas consideradas culpadas de promover ou financiar relações homossexuais. A pena máxima será aplicada quando o acto envolver menores.

A aprovação ocorre em meio a uma onda recente de detenções no Senegal. Desde fevereiro, dezenas de homens foram presos com base nas leis anti-LGBTQ do país, muitas vezes após denúncias ou buscas em telefones. O tema tem gerado forte controvérsia no país da África Ocidental, onde organizações religiosas defendem punições mais severas, enquanto entidades de direitos humanos alertam para o aumento da repressão e da discriminação.

O Governo do Irão alertou que o mundo deve preparar-se para uma possível subida do preço do petróleo até 200 dólares por barril, devido ao conflito no Médio Oriente.

O conflito no Médio Oriente tende a intensificar-se. As forças iranianas atacaram navios mercantes nesta quarta-feira, numa zona estratégica que se encontra, actualmente, bloqueada.

Segundo  a imprensa internacional, Teerão também lançou ataques contra Israel e alvos em várias partes do Médio Oriente, demonstrando que ainda tem capacidade de resposta, apesar do que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América descreveu como os ataques mais intensos de sempre conduzidos pelas suas forças e por Israel.

Os preços do petróleo, que tinham disparado no início da semana, aliviaram, entretanto  os mercados bolsistas recuperaram, com investidores a acreditarem que o Presidente dos EUA vai encontrar rapidamente uma forma de terminar este conflito.

Enquanto isso, o governo do Irao alerta para uma subida brusca do preço do petróleo de até 200 dólares por barril.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu hoje, em audiência, a Comissão Nacional  dos Direitos Humanos (CNDH), encontro no qual a instituição  apresentou a sua avaliação sobre a evolução da situação dos direitos  humanos no país, os desafios decorrentes de conflitos sociais e  situações de emergência recentes, bem como a necessidade de  reforço institucional e financeiro da Comissão para cumprir os  mandatos que lhe foram atribuídos. 

Falando à imprensa no final da audiência, o presidente da CNDH,  Albachir Macassar, explicou que o encontro se enquadra no processo  de acompanhamento que o Presidente da República tem vindo a  realizar com diversas instituições públicas e organizações da  sociedade civil sobre a situação dos direitos humanos no país.

Durante o encontro, a Comissão apresentou a sua leitura sobre a  evolução da situação dos direitos humanos, particularmente tendo em  conta acontecimentos registados no ano passado e no início do  presente ano (manifestações violentas e calamidades naturais), que  colocaram novos desafios nesta área. 

Segundo Macassar, a actuação da Comissão neste contexto centrou se na sensibilização, promoção e acompanhamento de medidas  destinadas a garantir a protecção dos direitos dos cidadãos,  sobretudo em cenários marcados por conflitos sociais ou situações de  emergência. 

“E o papel que a Comissão teve neste momento foi, por um lado, de  sensibilização e promoção, e, por outro, de acompanhamento  daquilo que seriam as medidas a curto e longo prazos que podem ser  realizadas pelo Estado para garantir os direitos do cidadão em  situações principalmente como estas adversas, de conflitos sociais e  também de emergência, no caso deste ano”, acrescentou. 

A audiência serviu igualmente para apresentar ao Chefe do Estado as  preocupações da instituição relacionadas com o cumprimento das  suas atribuições e responsabilidades. 

“E também a Comissão apresentou aquilo que são as suas  preocupações em termos de trabalho, de uma forma geral, sobre  aquilo que é a própria tarefa fundamental do Estado, que o Estado  está a atribuir à Comissão”, referiu. 

Entre os pontos destacados esteve a ampliação dos mandatos  confiados à CNDH ao longo dos últimos anos, incluindo novas  responsabilidades na monitoria de instrumentos internacionais de  direitos humanos. 

“Falamos aqui, necessariamente, para além do mandato amplo que a  Comissão tem, desta recepção que a Comissão tem estado a ter de  novos mandatos. Há um mandato especial que foi atribuído à  Comissão em 2013, que é o mecanismo preventivo contra a tortura,  mas também, a bem pouco tempo, recebeu mais um mandato  especial que é o mandato como mecanismo de monitoria da 

implementação da Convenção sobre as Pessoas com Deficiência”,  explicou. 

Face a estas responsabilidades acrescidas, Macassar sublinhou a  necessidade de reforçar a capacidade institucional e financeira da  Comissão para garantir uma resposta adequada às suas funções. 

“São mandatos amplos, importantes, mas que é preciso, também,  para além de reforçar a parte institucional, reforçar o lado financeiro,  a robustez institucional da própria Comissão para que ela possa  responder melhor àquilo que seria o seu papel”, afirmou. 

No final, o presidente da CNDH considerou que o encontro decorreu  num ambiente de abertura e permitiu transmitir ao Chefe do Estado as  principais preocupações da instituição. 

“Portanto, esta foi a conversa que tivemos com Sua Excelência  Presidente da República. Foi muito bem conseguida, conseguimos  fazer chegar aquilo que são as nossas preocupações e Sua Excelência  Presidente da República recebeu também à altura destas  preocupações”, concluiu.

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