O ministro da Planificação e Desenvolvimento desafia os municípios a arrecadar receitas que se traduzem em infra-estruturas, desenvolvimento e melhoria das condições de vida dos moçambicanos. As declarações foram feitas hoje, na Matola, durante a abertura do fórum de negócios e Feira Empresarial Matola 2026.
O Município da Matola é, de 1 a 3 de Julho, a capital do diálogo e de investimento, por acolher o fórum de negócios e Feira Empresarial, um evento cuja finalidade é fortalecer a economia da província.
O Edil da Matola, Júlio Parruque disse se tratar de uma oportunidade para juntar homens de negócios, para debater ideias de negócios, firmar parcerias, como foco no desenvolvimento das comunidades.
“Com este Fórum pretendemos proporcionar um ambiente de convergência entre os homens de negócios, para trocar informações, partilhar experiências e oportunidades, de forma a dinamizar a economia, atrair investimento privado e consequente gestão ou melhor geração de emprego, em particular para a juventude e ainda o combate à pobreza, à pobreza urbana na nossa cidade”, disse parruque, com apelos para diálogos mais intensos e produtivos.
O sector privado, representado no evento, entende ser esta uma oportunidade para o crescimento económico da província de Maputo, em áreas como imobiliária, logística e serviços.
“Precisamos transformar potencialidades em projectos concretos, precisamos transformar projectos em investimentos e precisamos transformar investimentos em emprego, rendimento e prosperidade para os cidadãos. Este Fórum de Negócios e Feira Empresarial 2026 deve ser visto precisamente como uma plataforma de construção dessas parcerias, de promoção de investimento e de identificação de soluções para os desafios que enfrentamos”, disse Onório Manuel, vice-presidente da CTA.
Manuel disse mais. apelou aos Governos a olharem, sempre, nas Pequenas e Médias empresas, na cadeia do desenvolvimento. Uma das propostas é a facilitação do acesso a financiamentos.
“Não podemos falar de desenvolvimento econômico da Matola sem destacar o papel fundamental das micro, pequenas e médias empresas. As PME’s representam a esmagadora maioria do tecido empresarial moçambicano e constituem o principal motor da geração de emprego. Precisamos, sim, criar condições mais favoráveis, facilitar o acesso a financiamento, simplificar procedimentos administrativos, promover programas de capacitação empresarial e aumentar a participação das PMEs nas cadeias de valores nacionais e regionais”, disse Manuel, afirmando que o crescimento económico sustentável só será possível quando as PMEs crescerem juntamente com as grandes empresas.
Receitas públicas devem se traduzir em riqueza para a população
Falando em representação do Presidente da República, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, diz que a fusão dos sectores público e privado deve resultar em desenvolvimento que reduza as desigualdades sociais.
“Nenhum investimento alcança plenamente o seu potencial quando não encontra instituições preparadas, mão de obra qualificada, comunidades envolvidas e serviços públicos eficientes. O desenvolvimento exige parceria, exige diálogo, exige confiança, exige capacidade de ouvir, corrigir, inovar e persistir. É precisamente por isso que fóruns desta natureza são relevantes, porque criam um espaço de encontro entre quem decide, quem investe, quem trabalha, quem produz, quem forma, quem financia e quem vive diariamente os desafios da nossa cidade da Matola, da província de Maputo e do nosso Moçambique”.
Valá defende ainda a cooperação entre os estados.
“O desafio é transformar estes activos em resultados cada vez mais concretos, criando mais confiança, mais cooperação, mais organização, mais oportunidades, mais inclusão, mais sustentabilidade, mais impacto na qualidade de vida dos Matolenses, dos habitantes da província de Maputo e dos moçambicanos. Que este Fórum seja um momento de convergência em torno desta visão que o Governo procurou transmitir de forma sumária nesta intervenção. Que seja uma oportunidade para renovar compromissos, que seja um espaço de diálogo construtivo, de aproximação entre instituições”.
No final do evento, os municípios da Matola e Boane e o distrito de Moamba assinaram um acordo para a viabilização da partilha de espaços para construção de residências e industriais, bem como para a requalificação da zona costeira da cidade da Matola.