Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, garantiu, esta segunda-feira, numa extensa entrevista concedida à estação televisiva mexicana Univision, que o Irão irá mesmo participar no Campeonato do Mundo, apesar da guerra com os Estados Unidos da América, um dos organizadores da prova, juntamente com o Canadá e o México.
“Isso é fundamental, e temos, todos juntos, de defendê-lo. Vivemos num contexto geopolítico muito complexo. Nós não temos a possibilidade de resolver problemas e conflitos geopolíticos, mas temos, sim, a possibilidade de unir, de criar oportunidades para unir o mundo, fisicamente”, começou por afirmar o líder do organismo que rege o futebol internacional.
“São 48 países, com milhões de adeptos, que virão ao México, ao Canadá e aos Estados Unidos da América, e virão com um espírito de paz, um espírito de celebração, porque querem estar juntos e querem celebrar. Temos de defender… Sim, no mundo, há divisões. O nosso objetivo, a nossa tarefa, a nossa visão e o nosso trabalho é a união, construir pontes para todos”, acrescentou.
Gianni Infantino assumiu, ainda assim, que a tarefa não é fácil: “É claro que vivemos no mundo real, e sabemos qual é a situação, que é muito complicada, mas trabalhamos e vamos fazer com que o Irão jogue este Mundial nas melhores condições. Uma seleção nacional, seja ela a do Irão ou qualquer outra, é a seleção do povo, de todo o povo”.
“Do povo que está com o governo, do povo que está contra o governo, em qualquer país, seja da oposição ou dos que estão no poder. É igual, é o povo, e o Irão representa o seu povo, viva ele no Irão ou fora do Irão. Qualificaram-se desportivamente para este Mundial, foi uma seleção que se qualificou muito cedo”, sublinhou.
“É um país de futebol. Queremos que jogue, e vai jogar o Mundial. Não há planos B, C ou D. É o plano A. Vamos unir, juntos, em harmonia e felicidade. É isso que temos de fazer, e vamos fazer”, completou o ítalo-suíço, que ocupa este cargo já desde 2016, aquando da polémica exoneração de Joseph Blatter.
“O Irão não tem condições para participar no Mundial”
Esta tomada de posição por parte de Gianni Infantino surge menos de um mês depois de o próprio ministro do Desporto do Irão, Ahmad Donyamali, ter aberto caminho à desistência do Campeonato do Mundo, face ao escalar da tensão bélica que se tem vindo a viver, ao longo de todo o Médio Oriente.
“Uma vez que este governo corrupto assassinou o nosso líder [o aiatola Ali Khamenei], não temos condições para participar no Mundial”, afirmou, em declarações reproduzidas pela agência noticiosa alemã Deutsche Presse-Agentur (DPA), referindo-se ao executivo norte-americano, liderado por Donald Trump.
“Na sequência das medidas maliciosas tomadas contra o Irão, duas guerras recaíram sobre nós, no espaço de oito ou nove meses, e vários milhares de pessoas foram assassinadas. Nesse sentido, não temos, definitivamente, possibilidade de participar desta forma”, acrescentou.
O Irão, recorde-se, está inserido no Grupo G do Mundial, juntamente com Nova Zelândia, Bélgica e Egito, e irá disputar todos os jogos desta fase inicial nos EUA, ainda que o México já se tenha disponibilizado para os receber, de maneira a contornar qualquer tipo de conflito entre ambos os países.
A selecção nacional de futebol da categoria de sub-17, Mambinhas, prepara-se para participar no Campeonato Africano das Nações que está previsto para os finais de Abril e início de Maio no Reino de Marrocos. Os Mambinhas sub-17 sonham com a primeira qualificação ao Mundial da categoria depois do aumento do número de selecções a disputar a prova intercontinental de três para dez vagas para África.
Há sensivelmente um mês que a selecção nacional de futebol de sub-17 prepara a sua participação na edição deste ano do Campeonato Africano das Nações da categoria, a ter lugar em Marrocos.
São 32 jogadores que trabalham às ordens do técnico português Luís Guerreiro, que buscam um lugar na convocatória final para a prova a ter lugar no final deste mês de Abril e início de Maio, em Marrocos.
A participação de Moçambique no CAN da categoria foi conquistada após o terceiro lugar alcançado no torneio regional do COSAFA, ano passado, abrindo a possibilidade de sonhar com a primeira presença de sempre no Campeonato do Mundo do Qatar.
É que desde o ano passado que o continente africano tem direito a dez vagas para o Mundial sub-17, em detrimento das três que tinha nas edições anteriores, após aumento do número de selecções que vão disputar a prova.
O sorteio da fase de grupos será realizado após a conclusão da etapa de qualificação na zona norte do continente africano.
Os dois primeiros classificados dos quatro grupos da fase final do CAN sub-17, garantem automaticamente a vaga na fase final do Mundial. Os três colocados da fase de grupos defrontam-se em play-offs para ocupar as últimas duas vagas.
Para já, a lista dos pré-convocados apresenta como principal novidade a integração de sete atletas que actuam no estrangeiro, com destaque para Espanha, de onde vêm Tiago Francis (Deportivo Mosquito) e Eros Monteiro (Alcocom). De Portugal chegaram Muhammed Omar (Vitória de Setúbal) e Ricky Santos (Famalicão), completando o grupo dos “estrangeiros” António Nhampule (SG Eintracht, Alemanha), Khensani Machel (Curitiba, Brasil) e Kevin Vilanculos (Allashornetts, Estados Unidos da América).
Os clubes internos contribuem com mais atletas, sendo a Black Bulls a que mais manda jogadores, num total de dez atletas, nomeadamente Allan Perreira, Diego Pelembe, Chausson Nhabanga, Ricardo José, Nelton Picardo, Demi Pascoal, Pires Vieira, Jaydane Namali, Joel Catamo e Carlos Júnior.
O Costa do Sol contribui com cinco jogadores, nomeadamente João Jofrisse, Kristoph Machava, Shelton Sitoe, Joaquim Mubai e Valentim Pecane, sendo que da Academia de Dondo foram chamados Marcos Lázaro e João Pega, enquanto o Ferroviário de Quelimane contribui com Inácio Luís e Joel Francisco. Integram igualmente a lista Rodolfo Sérgio e Hanifo Madeira, do Ferroviário de Maputo, bem como Sekou Kante (Académica de Maputo), Cloude Bangue (Ferroviário da Beira), Euclésio Nhampossa (Atlético de Moçambique) e Steys José (Ferroviário de Nampula).
Nos próximos dias a lista será reduzida aos 25 jogadores que Luís Guerreiro levará para Marrocos, onde vai lutar pela honra e glória de chegar ao Mundial pela primeira vez.
Recorde-se que sob o comando de Luís Guerreiro, os Mambinhas de sub-17 conquistaram o torneio lusófono de Cascais, em Portugal, e terminaram em terceiro lugar no torneio regional do COSAFA.
A crise alimentar que assola a população da Somália está a ser agravada pelo aumento dos preços dos combustíveis, provocado pela guerra no Médio Oriente, denunciou, nesta segunda-feira, a organização Save the Children.
Segundo a Save the Children, os preços dos combustíveis neste país do Corno de África aumentaram neste mês 150%, atingindo 1,5 dólares (quase 90 meticais) por litro, o que provocou uma subida no preço dos alimentos num território onde um terço da população passa fome diariamente.
“O aumento vertiginoso dos preços está a agravar uma das crises de fome mais graves que a Somália enfrentou nos últimos anos, após três épocas de chuvas escassas que reduziram ainda mais a agricultura local”, revelou a organização num comunicado.
Os cereais básicos para os somalis, como o sorgo e o milho, registaram um aumento de 25% e 33% no seu preço.
O director da Save the Children na Somália, Mohamud Mohamed Hassan, sublinhou que o país “não pode suportar mais crises sem consequências catastróficas para a infância” e apelou a uma mobilização da comunidade internacional para fazer face a esta crise.
“Os alimentos que antes eram apenas acessíveis são agora inatingíveis, o custo do combustível afecta todos os aspectos da resposta e os alimentos terapêuticos que mantêm vivas as crianças gravemente desnutridas estão retidos nas cadeias de abastecimento”, referiu.
Esta situação deve-se, também, ao facto de as importações de alimentos representarem mais de 70% do consumo alimentar na Somália, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas anunciou, também, que os preços dos produtos básicos aumentaram pelo menos 20%.
Mais de 6,5 milhões de pessoas na Somália, quase um em cada três habitantes, enfrentam uma situação de insegurança alimentar aguda, e mais de 1,84 milhões de crianças com menos de cinco anos correm o risco de sofrer de desnutrição aguda, de acordo com a Classificação Integrada da Segurança Alimentar por Fases (IPC, na sigla inglesa).
Esta situação é agravada pelos recentes surtos de diarreia, cólera, sarampo e difteria registados em algumas localidades do Sul e Centro do País.
A Save the Children lamentou ainda que o Plano de Resposta Humanitária da Somália para 2026 continue a apresentar um “défice crítico” de financiamento, com, no início de Março, apenas 10,9% dos 852 milhões de dólares necessários.
Os países do Golfo estão unidos no seu apelo pelo fim da guerra do Médio Oriente, afirmou esta terça-feira o Governo do Qatar, enquanto o Irão continua a atacar os vizinhos na região. Os Emirados Árabes Unidos distinguiram-se nos últimos dias dos seus vizinhos ao adoptarem um tom mais ofensivo em relação a Teerão.
Os Estados ricos em petróleo da região têm sido alvo de centenas de mísseis e drones iranianos desde o lançamento da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão a 28 de Fevereiro, enquanto as exportações de hidrocarbonetos são afectadas pelo encerramento do estreito de Ormuz por Teerão.
Uma situação que levou os países do Golfo a unirem-se no seu apelo pelo fim da guerra do Médio Oriente, segundo disse o Governo do Qatar esta terça-feira, enquanto o Irão continua a atacar os vizinhos na região.
“Parece-nos que existe uma posição muito unânime no Golfo a pedir uma desescalada e o fim da guerra”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, numa conferência de imprensa em Doha.
Na segunda-feira, uma comissão parlamentar iraniana aprovou um plano para impor taxas de passagem aos navios que transitam pelo estreito estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo bruto e gás natural liquefeito do mundo.
O estreito foi “fechado devido a uma operação militar” e o seu futuro é “uma questão que toda a região e os parceiros internacionais devem decidir colectivamente”, disse ontem o responsável qatari.
“Creio que tomámos uma decisão colectiva, no Golfo, de tratar isto como uma ameaça colectiva”, insistiu.
Os Emirados Árabes Unidos, o país que tem sido mais atingido pelos ataques iranianos, distinguiram-se nos últimos dias dos seus vizinhos ao adoptarem um tom mais ofensivo em relação a Teerão.
“Um simples cessar-fogo não chega. Precisamos de um resultado conclusivo que aborde todas as ameaças iranianas: capacidades nucleares, mísseis, drones, proxies terroristas e bloqueios das rotas marítimas internacionais”, escreveu o embaixador qatari em Washington, Yousef Al Otaiba, na semana passada num artigo de opinião no Wall Street Journal.
O diplomata afirmou que Doha estava pronta “para aderir a uma iniciativa internacional para reabrir o estreito e mantê-lo aberto”.
Costa pede a Teerão “espaço para diplomacia” e desbloqueio de Ormuz
O presidente do Conselho Europeu pediu esta terça-feira ao Presidente do Irão um “espaço para a diplomacia” na guerra iniciada por Israel e Estados Unidos, que a União Europeia pode mediar, bem como o desbloqueio do Estreito de Ormuz.
“A situação actual no Médio Oriente é extremamente perigosa. Hoje, na minha conversa telefónica com o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, apelei ao alívio das tensões e à moderação, à protecção dos civis e das infraestruturas civis, bem como à necessidade de todas as partes respeitarem plenamente o direito internacional”, informou António Costa numa publicação na rede social X.
Além disso, e para atenuar a situação, Costa diz que “exortei o Irão a pôr termo aos ataques inaceitáveis contra países da região e a empenhar-se de forma positiva na via diplomática, nomeadamente com as Nações Unidas, para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.
“Tem de haver espaço para a diplomacia. A UE está pronta a contribuir para todos os esforços diplomáticos destinados a reduzir as tensões e a encontrar uma solução duradoura para pôr fim às hostilidades, abordando simultaneamente as preocupações de segurança mais amplas suscitadas pelo Irão”, defendeu o antigo primeiro-ministro português, que agora assegura a representação externa da União Europeia (UE) nas novas funções.
O contacto surge quando se assinala um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de Fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.
Na mensagem, António Costa disse ainda que “a perda de vidas inocentes, incluindo na escola de Minab, é profundamente lamentável”.
A tensão no Médio Oriente volta a escalar depois de o parlamento do Irão aprovar um plano que prevê a cobrança de portagens a navios que atravessem o estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo.
A proposta inclui mecanismos financeiros em moeda local e cooperação com Omã, país que partilha o controlo da via marítima.
O plano vai mais longe e estabelece a proibição de passagem para embarcações associadas aos Estados Unidos e a Israel, bem como a outros países que tenham imposto sanções a Teerão. A medida surge num contexto de forte escalada militar, após ataques registados a 28 de Fevereiro, que levaram o Irão a declarar o encerramento da rota.
Desde então, o tráfego marítimo caiu drasticamente, com uma redução estimada em cerca de 95%, afectando directamente exportadores como a Arábia Saudita e o Qatar. As consequências já se fazem sentir nos mercados globais, com pressão sobre os preços e risco crescente de instabilidade energética à escala mundial.
Ainda assim, Washington garante que a situação tende a normalizar. Enquanto isso, o Presidente norte-americano, Donald Trump fala em progressos diplomáticos, mas mantém ameaças de novas acções caso não haja acordo com Teerão.
O parlamento de Israel aprovou uma lei que prevê a aplicação da pena de morte a palestinianos condenados por ataques considerados terroristas, uma decisão que está a gerar forte contestação internacional e a intensificar as tensões na região.
A proposta foi aprovada com maioria parlamentar, com apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
A legislação estabelece o enforcamento como método de execução e define prazos curtos para a sua aplicação, podendo ocorrer até 90 dias após a sentença.
A reacção foi imediata. O movimento Hamas prometeu uma resposta proporcional, enquanto a Autoridade Palestiniana acusou Israel de tentar legitimar execuções extrajudiciais.
Organizações de direitos humanos já avançaram com recursos judiciais, alertando que a decisão pode agravar ainda mais o conflito e comprometer a estabilidade no Médio Oriente.
A deportação do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, voltou a falhar, devido à falta de articulação entre a Embaixada de Moçambique nos Estados Unidos e a transportadora aérea TAP Air Portugal.
Em causa está um problema relacionado com o documento de viagem de emergência emitido pela missão diplomática moçambicana, que não terá sido previamente validado pelas autoridades portuguesas, condição obrigatória para a escala em Lisboa.
Libertado a 26 de Março, Manuel Chang continua a enfrentar dificuldades para regressar ao País, sendo que, desta vez, o impasse envolve directamente a transportadora aérea portuguesa.
Segundo uma carta dos advogados do ex-governante, dirigida ao juiz Nicholas G. Garaufis, a viagem estava prevista para o mesmo dia da sua libertação, com partida do Aeroporto Logan, em Boston, com destino a Maputo, via Lisboa.
O que parecia um plano definido acabou por falhar no último momento. A defesa refere que a TAP recusou o embarque por falta de validação do documento de viagem pelas autoridades portuguesas.
“Infelizmente, quando o Sr. Chang chegou ao aeroporto, foi informado que a TAP Air Portugal não permitiria o seu embarque porque o documento de viagem de emergência não tinha sido previamente aprovado pelas autoridades em Portugal”, lê-se na carta.
Sem autorização para viajar, Chang voltou à custódia das autoridades norte-americanas, sob responsabilidade da ICE.
“Como resultado, o Sr. Chang não foi autorizado a embarcar, permaneceu sob custódia da ICE e encontra-se detido no Estabelecimento Correcional do Condado de Plymouth, em Plymouth, Massachusetts, há cerca de 24 horas à data desta comunicação”, escreve.
Desde então, os advogados dizem estar a enfrentar dificuldades para viabilizar a deportação, incluindo limitações no acesso a informações junto das autoridades migratórias.
“Desde que o Sr. Chang foi colocado sob custódia da ICE, os seus advogados têm envidado inúmeros esforços para coordenar com o escritório da ICE em Boston, com vista a permitir a sua deportação imediata para Moçambique, conforme previamente acordado e aprovado”, destaca.
Outras dificuldades relatadas pelos defensores de Chang têm a ver com a ausência de informações para compreender que documentos adicionais são necessários para a sua deslocação. Face a esta situação, os advogados de Manuel Chang temem pela saúde do seu cliente, que se tem vindo a tornar crítica.
Extraditado para os Estados Unidos a 12 de Julho de 2023, Manuel Chang foi condenado a mais de oito anos de prisão, no âmbito do escândalo das dívidas ocultas, por crimes de fraude e branqueamento de capitais.
O Governo vai financiar com mais de 11 milhões de dólares, iniciativas rurais de desenvolvimento econômico no país. A informação foi partilhada, esta segunda-feira, após a assinatura de um memorando de entendimento entre o Ministério da Planificação e Desenvolvimento e o Moza Banco.
A assinatura deste acordo, entre o Ministério da Planificação e Desenvolvimento e o Moza Banco visa estabelecer uma Linha de Financiamento para apoiar iniciativas dos sectores agrícola e agro-industrial como forma de impulsionar a economia.
“E estes recursos são para dar o suporte financeiro a empresas, a empreendimentos rurais, e nós sabemos ainda que em Moçambique 65% da população vive nas áreas rurais, e é lá onde existe o grande potencial de desenvolvimento econômico do nosso país. Mas esta iniciativa também está orientada para as micro, pequenas e médias empresas.Elas hoje em Moçambique representam mais de 95% da paisagem económica moçambicana”, explicou Salim Valá, ministro da Planificação e Desenvolvimento.O Moza Banco, gestor financeiro, explica que os beneficiários do crédito têm a missão de garantir a continuidade da linha, por meio dos reembolsos.
“Sabemos que o acesso a financiamento é um dos maiores constrangimentos ao crescimento das micro, pequenas e médias empresas, às cadeias agrícolas e aos empreendedores rurais.É precisamente para responder a este desafio que nasce a Linha de Financiamento de Empreendimentos Rurais, a LFER. Com ela, queremos garantir que o crédito chegue de forma estruturada, transparente e sustentável, permitindo que projetos produtivos floresçam e que o impacto positivo se espalhe por toda a comunidade. Mas não podemos deixar de referir que os beneficiários têm um papel importantíssimo no sucesso desta linha. Sem o reembolso, não será possível expandir para outros beneficiários. O Moza Banco assume com orgulho a responsabilidade de gestor financeiro da linha, intermediário entre os recursos disponibilizados e os beneficiários finais, e garante que cada metical aplicado esteja alinhado com critérios técnicos rigorosos e com os mais altos padrões de integridade e transparência”, explicou Manuel Soares, representante da comissão Executiva do Moza Banco.
A Linha de Financiamento é de mais de 11 milhões de dólares e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento agrícola promete continuar a mobilizar fundos para cofinanciar outras iniciativas.
“Neste projeto, o governo, com base na experiência de projetos anteriores na área de finanças rurais, inovou, adaptou-se e criou um veículo especial para assegurar o financiamento para os empreendedores rurais de uma forma adaptada, ajustada e sustentável” , explicou Jaana Keitaanranta , representante do IFAD em Moçambique
Com esta iniciativa pretende-se promover o empreendedorismo rural, criar mais fontes de emprego e a inclusão financeira.
Os seis detidos são dos distritos de Muembe e Mandimba, com o administrador deste último a avançar que os funcionários em causa forneciam os fármacos a proprietários de farmácias privadas.
As autoridades da província de Niassa, no norte de Moçambique, detiveram seis funcionários da saúde por suspeitas de envolvimento no desvio de medicamentos e material médico-cirúrgico.
“O ponto mais alto foi a captura de dois indivíduos que, neste momento, aguardam julgamento”, disse Cássimo Abudo, administrador de Muembe, citado pela imprensa nacional, apontando os antimaláricos como os fármacos mais desviados naquele distrito.
Os seis detidos são dos distritos de Muembe e Mandimba, com o administrador deste último a avançar que os funcionários em causa forneciam os fármacos a proprietários de farmácias privadas.
Emídio Xavier apontou os centros de saúde de Mitande e Mississi, em Mandimba, como os que registam frequentemente casos de desvio de medicamentos, tendo também relatado desvio de bolsas de recolha de sangue, o que obrigou ao reforço de medidas de segurança nas unidades de saúde do distrito.
Em Janeiro, uma técnica de farmácia foi condenada em Sofala, centro de Moçambique, a 10 meses de prisão por furto agravado de medicamentos, num contexto em que o Governo declarou ‘guerra’ ao contrabando de fármacos.
No mesmo mês, bem como este mês de Março, o ministro da Saúde, Ussene Isse, voltou a declarar “tolerância zero” ao contrabando de fármacos no país, numa menção aos recentes casos conhecidos de roubos de medicamentos nas unidades sanitárias.
Profissionais de saúde acusam Governo de incumprimento
Os profissionais de saúde, em greve desde Janeiro, acusaram esta segunda-feira o Governo de não cumprir as recomendações acordadas nas negociações e ameaçaram paralisar totalmente as actividades numa nova fase da greve, que já fez 1.872 mortes.
“A greve continua e o diálogo nada está a trazer de avanços. As recomendações acordadas com o Governo não foram cumpridas e a situação nacional do Sistema Nacional de Saúde está catastrófica”, disse em conferência de imprensa o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM).
Segundo Anselmo Muchave, actualmente, pacientes estão a morrer nas unidades de saúde nacionais por falta de oxigénio, medicamentos e equipamentos básicos, e outros perdem membros por infecções causadas por falta de material médico esterilizado.
“As consultas de uma simples doença é marcada para nove meses e quando o Governo decide mandar cobrar, cobra os pacientes que praticamente têm doenças do foro cirúrgico nos hospitais centrais. Isto é um genocídio silencioso”, avançou o representante, acrescentando que os profissionais de saúde trabalham em condições desumanas, sem recursos e sem apoio.
Quando passam quase três meses desde o início da greve da classe, iniciada a 16 de Janeiro, em reivindicação do pagamento completo do 13.º salário de 2025 e melhores condições de trabalho no sector, Muchave aponta para milhares de mortes causadas pela escassez de materiais médicos, associados a falta de atendimento nas unidades sanitárias moçambicanas.
“Há mais de 1.872 mortes por três meses por falta de medicamentos, material médico-cirúrgico e de atendimento nas unidades sanitárias”, referiu o responsável.
A APSUSM exigiu do Governo “acção imediata” para resolver a crise na saúde, garantindo o fornecimento de medicamentos e material médico cirúrgico, melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde e justiça para as vítimas das pessoas que estão a morrer nos hospitais, por falta de medicamentos.
“A APSUSM não vai recuar. A luta é pela vida, pela dignidade e pelos direitos na saúde, não vamos permitir que o Governo negligencie o Sistema Nacional de Saúde e coloque em risco a vida dos profissionais de saúde e dos moçambicanos”, reiterou Anselmo Muchave.
O presidente daquela associação, que abrange cerca de 65.000 profissionais de saúde de diferentes departamentos, garantiu que a classe continuará a lutar “até que a justiça seja feita”, assinalando também que a próxima etapa da greve, que será lançada em alguns dias, caso não se chegue a um consenso com o Governo, vai paralisar na totalidade as actividades nas unidades hospitalares nacionais.
Recorde-se que foi a 16 de Março que os profissionais de saúde prolongaram por mais 30 dias a greve, alegando falta de responsabilidade do Governo nos compromissos assumidos.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |