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Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.

Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”

“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado

Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.

“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra” 

Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.

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Pelo menos 30 pessoas morreram após terem sido atacadas por um grupo criminoso na localidade de Jean-Denis, no Haiti. A informação foi partilhada por fonte oficial na capital daquele país, Porto Príncipe.

População haitiana continua a ser vítima de massacres perpetrados por gangues criminosos, denuncia a porta-voz da Comissão de Diálogo, Reconciliação e Sensibilização de Haiti, citada pela African News.

De acordo com a organização denunciante, o grupo Gran Grif, cujos membros já estiveram envolvidos em outros ataques deste tipo, é responsável pelo ataque. Segundo um jornal local, há cinco pessoas da mesma família que foram mortas.

Os atacantes incendiaram também casas e estabelecimentos comerciais. Duas pessoas morreram carbonizadas no interior das suas casas, enquanto outras em consequência de ferimentos provocados por disparos e enquanto fugiam.

Os atacantes tentaram assumir o controlo da localidade de Jean-Denis, mas depararam-se com a resistência de grupos de autodefesa da zona, que acusaram a Polícia de intervir demasiado tarde, após os confrontos terem terminado.

Os ataques foram protagonizados na madrugada do último domingo e, segundo activistas de direitos humanos citados pela African News, o grupo de criminosos voltou a atacar na última segunda-feira.

52 anos depois, a República Democrática do Congo garantiu a segunda qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol, ao derrotar a Jamaica por uma bola sem resposta no jogo dos playoffs de acesso à competição. 

Marcou presença na maior montra do futebol mundial em 1974, na Alemanha. Depois seguiram-se mais de cinco décadas de tentativa, queda e superação. O mundo deu muitas voltas e a República Democrática do Congo voltou a sorrir, esta terça-feira. 

Sem o seu icónico adepto estátua, Kuka Muladinga, impedido de viajar para o México por questões burocráticas, a RDC transformou o Estádio de Guadalajara num palco de realização de um sonho. 

Perante a Jamaica, a selecção congolesa mostrou-se destemida e pronto para o embate. Golo anulado ainda na alvorada do jogo. Era, afinal, um aviso de que o perigo rondava na baliza jamaicana. Seguiram-se outras tentativas que não deram em nada. 

A Jamaica, sem a velocidade de Usain Bolt, mas com vontade de vencer e fazer história, também tentou um lugar ao sol. No fim, lá mesmo no fim, a República Democrática do Congo usou o martelo para sentenciar o jogo. 

É a segunda qualificação para o Mundial da RDC, que completa a lista de 10 selecções africanas na prova, e está inserida no Grupo K juntamente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. Assim, ficam completas as 48 selecções que se vão exibir ao mundo nos Estados Unidos da América , Canadá e México.

O Papa Leão XIV afirmou esperar que o presidente norte-americano, Donald Trump, “procure uma saída” para a guerra no Médio Oriente, reiterando o seu apelo à paz a poucos dias da Páscoa.

“Disseram-me que o presidente Trump declarou recentemente que quer pôr fim à guerra, espero que ele procure uma saída”, afirmou o papa aos jornalistas no início da noite, à saída da residência papal de Castel Gandolfo, perto de Roma.

 “Espero que ele procure uma forma de reduzir a violência e os bombardeamentos, o que contribuiria grandemente para apaziguar o ódio que se cria e não cessa de crescer no Médio Oriente e noutros locais”, acrescentou.

“Continuarei, sem dúvida, a apelar a todos os líderes mundiais para que regressem à mesa das negociações para dialogar e encontrar soluções para os problemas”, prosseguiu o papa.

Com a aproximação das festividades da Páscoa, “este deveria ser o momento mais santo e sagrado de todo o ano”, insistiu.

“É um tempo de paz, um tempo de recolhimento, mas, como todos sabemos, em muitos lugares do mundo, constatamos novamente tanto sofrimento, tantas mortes, até mesmo de crianças inocentes, lançamos incessantemente um apelo à paz, mas, infelizmente, muitos procuram promover o ódio, a violência e a guerra”, acrescentou Leão XIV, que se prepara para celebrar a Páscoa pela primeira vez como soberano pontífice no domingo.

O exército do Mali negou, nesta segunda-feira, que tivesse libertado cerca de 200 suspeitos de serem jihadistas em meados de Março para garantir o fim dos ataques a comboios de combustível que estão a paralisar a economia da Nação.

Fontes de segurança e políticas citadas pela imprensa internacional tinham inicialmente reportado a libertação de mais de 100 jihadistas, e posteriormente houve confirmação de que cerca de 200 tinham sido libertados.

Estas declarações, segundo o exército do Mali, têm como objectivo manchar a imagem do pais e minar a confiança entre o povo e as suas instituições, e particularmente entre o povo maliano e as suas forças de defesa e segurança.

Desde Setembro, jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, um grupo filiado da Al-Qaeda, têm atacado comboios de camiões-tanque. 

Apesar de vários meses de calma, os habitantes de Bamako enfrentaram uma escassez de gasóleo no início de Março, com o combustível a ser prioritariamente destinado ao sector energético.

O académico moçambicano Elísio Macamo reagiu ao relatório do Banco Mundial que coloca Moçambique na segunda posição entre os países mais pobres do mundo, responsabilizando também a instituição internacional pelo fracasso na redução da pobreza no País.

Segundo Macamo, não faz sentido que, passados mais de quarenta anos de apoio financeiro e técnico do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, Moçambique continue a enfrentar elevados níveis de pobreza.

“Eu acho engraçado que o Banco Mundial não diga que há 40 anos está a ajudar-nos a ficarmos pobres. Há 40 anos que nós estamos com este programa de assistência do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Então, o falhanço de Moçambique é também o falhanço do Banco Mundial. Se eu ajudo você há 40 anos a deixar de ser pobre e você continua pobre, a culpa não pode ser só sua, é também de quem está a ajudar”, afirmou Elísio Macamo, em declarações feitas na cidade de Nampula.

O académico criticou ainda a falta de transparência nas negociações entre o Governo moçambicano e as instituições financeiras internacionais, apontando que os processos muitas vezes ocorrem sem o escrutínio do parlamento ou consulta à sociedade civil.

“Há uma diferença muito grande entre o nosso governo negociar com o Fundo Monetário Internacional quando o Fundo Monetário Internacional sabe que o nosso Governo não fala com ninguém, não fala com o parlamento, não submete esses projectos de negociações, esses programas de negociações, não submete isso ao escrutínio do parlamento, pura e simplesmente vai conversar lá, em Washington, com essas instituições e ir lá sabendo que as pessoas disseram ‘olha, isso nós não queremos fazer’”, declarou.

Para Elísio Macamo, enquanto persistir o secretismo e a ausência de mecanismos de responsabilização, o País continuará a enfrentar dificuldades para encontrar soluções estruturais que reduzam a pobreza.

“O mais grave é que isso não tenha consequências imediatas na forma como a gente faz política em Moçambique, não tenha quem responsabilizar por isso, que não haja nenhuma possibilidade de alterar o tipo de política que nós estamos a fazer”, concluiu.

As chuvas que têm caído nos últimos dias na cidade de Chimoio estão a agravar o estado das estradas, criando crateras que dificultam a circulação de pessoas e o transporte de bens. Em vários pontos da cidade, a situação é considerada crítica, sobretudo para viaturas, e levanta preocupações quanto à segurança dos munícipes.

Em alguns troços da cidade de Chimoio as chuvas estão a agravar o estado das estradas, criando crateras que dificultam a circulação de pessoas e o transporte de bens. Os buracos condicionam seriamente a transitabilidade e representam risco não apenas para os automobilistas, mas também para os peões. 

Há ainda relatos de danos que ameaçam infraestruturas, como postes de energia eléctrica, que podem desabar devido à erosão do solo.

Os bairros 16 de Junho, Josina Machel e Nhamaonha estão entre os mais afectados. Mesmo a estrada alcatroada que liga o centro urbano a estas zonas não resistiu à força das águas, apresentando sinais visíveis de degradação.

Os residentes mostram-se preocupados e pedem uma intervenção urgente por parte das autoridades municipais. “Há muitos buracos, a estrada está muito mal. Durante algum tempo, nem os carros vão conseguir passar por aqui”, lamentou o munícipe Hermenegildo Armando.

Perante a situação, o município de Chimoio garante que já tem em curso medidas para reabilitar as vias. O edil João Ferreira afirmou que está a ser preparado um trabalho conjunto com uma empresa chinesa, com vista à melhoria das estradas da cidade.

“Vamos trabalhar para ter mais estradas asfaltadas e também melhorar as de terra batida, com sistemas de drenagem adequados para garantir maior durabilidade”, explicou. Segundo o edil, a estrada de Nhamaonha será uma das prioridades, devendo ser parcialmente asfaltada e requalificada.

Apesar das garantias, o arranque das obras ainda depende da melhoria das condições climáticas. A edilidade apela à compreensão dos munícipes, sublinhando que as chuvas contínuas têm condicionado o avanço dos trabalhos.

Com o contrato já rubricado, as autoridades asseguram que as intervenções terão início nos próximos dias, com o objectivo de melhorar a mobilidade urbana e garantir maior segurança para os cidadãos.

O sector da Educação na província da Zambézia enfrenta um défice significativo de carteiras, necessitando de cerca de 650 milhões de meticais para a aquisição de aproximadamente 130 mil unidades, com o objectivo de melhorar as condições de aprendizagem de mais de dois milhões de alunos.

Apesar das dificuldades, nos últimos dois anos foram registados alguns avanços. Cerca de 11.700 alunos passaram a estudar em carteiras, após a aquisição de 2.925 unidades, num investimento superior a 16 milhões de meticais. No mesmo período, também foram construídas e requalificadas várias salas de aula convencionais.

O Director Provincial da Educação, Joaquim Casal, destacou os esforços em curso para reduzir o défice e melhorar as infraestruturas escolares. Segundo explicou, actualmente milhares de alunos deixaram de estudar em condições precárias graças às intervenções realizadas. 

“Temos alunos que passaram de condições mais ou menos precárias para condições condignas”, afirmou Joaquim Casal.

Para o ano de 2026, o sector tem em plano a aquisição de mais de quatro mil carteiras, embora parte já tenha sido distribuída às escolas. Ainda assim, persiste um défice de cerca de 1.500 unidades, que as autoridades procuram colmatar.

Entretanto, o principal desafio continua a ser a limitação de recursos financeiros. Anualmente, são disponibilizados cerca de três milhões de meticais para a compra de carteiras, um valor considerado insuficiente face às necessidades. 

Além disso, há vários anos que não se registam desembolsos efectivos do Orçamento do Estado para este fim, o que agrava a situação.

“Precisaríamos de 130 mil carteiras para garantir que todas as crianças estejam sentadas, mas os recursos são escassos”, explicou Joaquim Casal, sublinhando que a aquisição depende dos valores efectivamente disponibilizados.

Por sua vez, o governador da Zambézia, Pio Matos, apelou aos professores para reforçarem o compromisso com o ensino, destacando a importância da pontualidade e assiduidade nas escolas como factores essenciais para melhorar a qualidade da educação.

Actualmente, o défice de carteiras continua a ser um dos principais entraves no setor, condicionando o processo de ensino e aprendizagem e exigindo soluções urgentes para garantir melhores condições aos alunos da província.

A Universidade Rovuma abriu oficialmente o seu ano académico, em Nampula, com uma aula inaugural orientada pelo académico Elísio Macamo, que destacou a necessidade de repensar as soluções aplicadas aos problemas que afectam o país.

Durante a sua intervenção, subordinada ao tema do papel do conhecimento universitário em tempos de crise, o orador defendeu que Moçambique enfrenta dificuldades persistentes devido à repetição de abordagens que não produzem resultados eficazes. 

Para sustentar a sua posição, apresentou exemplos concretos em diferentes áreas de formação.

“Pensemos, por exemplo, na arquitetura. Nós formamos arquitetos nas nossas universidades, mas continuamos muitas vezes a construir casas que acumulam calor e se tornam extremamente desconfortáveis durante grande parte do ano. Nós formamos médicos altamente qualificados, mas continuamos a ter dificuldades para encontrar soluções eficazes para alguns dos problemas de saúde pública. Formamos agrónomos, mas o País continua a lutar com desafios estruturais na produção e no acesso ao alimento”, afirmou.

Segundo Elísio Macamo, o principal desafio não está necessariamente na falta de conhecimento técnico, mas sim na sua aplicação prática. “O nosso problema, nesses casos, não é necessariamente a falta de conhecimento técnico. O problema pode residir na dificuldade de traduzir esse conhecimento em soluções adequadas às condições específicas em que nós vivemos”, explicou.

O académico defendeu ainda que o País vive uma crise em vários sectores, resultante da insistência em aplicar soluções inadequadas. Como exemplo, referiu programas de desenvolvimento que, na sua perspectiva, não abordam as causas estruturais dos problemas. 

“A ideia de que o problema da alimentação em Moçambique era, sobretudo, um problema de cadeias de valor orientou vários investimentos. Mas, na minha crítica, eu disse que o problema era o desemprego rural, um problema que já tinha sido constatado logo depois da independência nacional”, destacou.

Na mesma ocasião, Macamo criticou a eficácia das estratégias de fiscalização rodoviária, considerando que as medidas actuais não têm produzido resultados visíveis na redução de acidentes. 

“A polícia de trânsito trabalha, mas sem impacto. Gente com imaginação iria mudar alguma coisa. Ou, pelo menos, havia de se perguntar se vale a pena continuar a controlar velocidade e documentos nesses postos físicos, se isso não tem nenhum impacto nos níveis de sinistralidade”, afirmou.

A cerimónia contou com a presença de estudantes, docentes e diversas individualidades, marcando o início de mais um ano académico na instituição, num contexto de reflexão sobre o papel da universidade na busca de soluções inovadoras para os desafios do País.

Quatro famílias vivem de favor de vizinhos e pessoas de boa fé, depois de perderem suas casas e  bens, num incêndio registado na madrugada de domingo último, no bairro Chamanculo C, na cidade de Maputo. As famílias pedem intervenção das autoridades municipais.

A madrugada de domingo último foi fatal para quatro famílias, que viram seus lares serem reduzidos a nada pela fúria do fogo, no bairro Chamanculo C, cidade de Maputo.  

Alfredo Pedro é uma das vítimas do incêndio. Perdeu tudo, como conta.

“O que escapou são as pessoas, mas de bens, negativo. Nada escapou. Estamos de luto, conforme pode ver. Assim, estamos à espera do Governo”, desabafou.     

Três dias depois da tragédia, as famílias continuam a viver praticamente ao relento, dependendo da boa vontade dos vizinhos, até para passar refeições. 

“Roupa de vestir, os vizinhos é que nos dão. Os vizinhos oferecem matas, lenços, capulanas, blusas, etc. Para dormir, pedimos favor aos vizinhos, mas não é certo, entrar em casa de uma pessoa com a sua família, quando ela também tem família, dormir no mesmo sítio, custa muito”, desabafou. 

Sem tempo para tirar nada das casas, as crianças já começam a se ressentir do drama.

“A minha filha, de 15 anos, estuda na Escola Secundária Armando Guebuza, na 10a classe. Chama-se Lura Moisés Bangane. Perdi tudo, não consegui tirar nem documentos, nem cadernos escolares. Hoje ela não foi à escola, mas foi alguém para justificar a sua ausência, por falta de cadernos e uniforme”, disse Lina Chilaule, uma das vítimas.

O futuro para estas famílias é , agora, incerto. 

O incêndio foi provocado por um curto circuito e os bombeiros confirmam o facto, apesar de não terem estado lá, durante o sinistro e há uma razão para isso. Eles chegaram depois de debelado o fogo, por isso foram escorraçados. 

O porta-voz do SENSAP aponta os acessos às residências e a comunicação tardia como uma das causas de alguns atrasos ou ausências dos bombeiros. 

“Não há nenhum sistema de GPS que permita uma monitoria constante na cidade de Maputo para ver o que vai acontecer em qualquer situação de incêndio, então tem que haver uma comunicação, tem que haver uma informação que vai chegar ao SENSAP”.

Por isso apela a população a colaborar mais.

Este não é o primeiro caso de incêndio que destroi residências no bairro Chamanculo. O primeiro caso, e mais mediático, aconteceu em 2021, cujo saldo foi de 22 casas completamente consumidas pelo fogo no bairro de Chamanculo D. E a má ligação da corrente elétrica sempre esteve por detrás das principais causas dos incêndios.  

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