Os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos da América realizaram, esta quinta-feira, em Maputo, uma formação em inteligência artificial e computação em nuvem, em parceria com a empresa tecnológica Google, dirigida a funcionários públicos moçambicanos.
A formação, denominada “Google Super Intelligence (SI) & Cloud Computing”, teve a duração de um dia e abordou as possibilidades de aplicação da inteligência artificial na Administração Pública, a gestão de dados e a utilização de infra-estruturas de computação em nuvem.
A iniciativa contou com a participação de funcionários de vários sectores do Estado, incluindo os Ministérios da Justiça; da Agricultura, Ambiente e Pescas; e das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.
Orientada por Joylynn Kirui, especialista em inteligência artificial da UpSkill Universe, a formação incidiu sobre quatro áreas: oportunidades da inteligência artificial em África, infra-estruturas de computação em nuvem, políticas de dados e de inteligência artificial, e aplicação destas tecnologias nos serviços públicos.
Durante as sessões, os participantes analisaram possíveis aplicações destas ferramentas nas respectivas instituições, através de estudos de caso, debates e exercícios práticos. O programa incluiu ainda questões relacionadas com a protecção de dados, a privacidade e as medidas necessárias para garantir uma utilização segura e responsável das novas tecnologias.
A iniciativa foi promovida no âmbito da cooperação entre os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos, com a participação da Google. Segundo a informação divulgada, a actividade dá continuidade a uma formação virtual destinada a 100 empreendedores moçambicanos e constitui a segunda acção formativa da empresa no país durante o mês de Outubro.
A formação enquadra-se nos esforços de transformação digital da Administração Pública moçambicana e na cooperação económica e comercial entre Moçambique e os Estados Unidos, com envolvimento do sector privado norte-americano.
Os pilotos moçambicanos voltaram a demonstrar o seu talento além-fronteiras ao alcançarem resultados de destaque na 3.ª prova do Campeonato Rotax Northern Regions, disputada no circuito de VKC, em Vereeniging, África do Sul. Em representação de Moçambique, do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) e da equipa Rasteirinho Racing, Teresa Bettencourt, Tiane Resende e Daniel Resende enfrentaram alguns dos melhores pilotos sul-africanos, deixando boas indicações sobre o crescimento do karting nacional.
O grande destaque da jornada foi Teresa Bettencourt, da Rasteirinho Racing, que brilhou na sua estreia no exigente circuito sul-africano. A jovem piloto qualificou-se na sétima posição entre 13 concorrentes da categoria Micro Max, ficando a apenas 0,645 segundos da pole position. Ao longo das três mangas, evidenciou um ritmo competitivo e consistente, terminando a primeira e a segunda corridas no quarto lugar e alcançando um excelente segundo lugar na derradeira manga, a apenas 153 milésimos de segundo da vitória.
A prestação confirmou a evolução da piloto moçambicana, que competiu pela primeira vez naquele traçado e conseguiu discutir os lugares cimeiros com alguns dos principais pilotos da categoria. O desempenho reforça o estatuto de Teresa Bettencourt como uma das maiores promessas do karting moçambicano. A piloto voltará a representar Moçambique e o ATCM no próximo dia 29 de Agosto, na última prova do Campeonato Nacional disputado em território sul-africano.
Na categoria Bambino, Tiane Resende também esteve em evidência ao terminar a prova no quinto lugar da classificação geral. Integrando uma grelha composta por 13 pilotos, o vice-campeão moçambicano começou por concluir a primeira manga na sétima posição, melhorou significativamente na segunda corrida ao subir para o quarto lugar e encerrou a competição em sexto na terceira manga. A regularidade demonstrada permitiu-lhe assegurar um lugar no Top 5 da classificação final.
Além da boa prestação em Vereeniging, Tiane Resende continua a liderar o Campeonato CKA, principal competição de karting de Moçambique, promovida pelo ATCM, mantendo-se focado na quarta prova da temporada, agendada para 19 de Setembro, no Kartódromo do ATCM.
Já Daniel Resende enfrentou um fim de semana particularmente exigente na categoria Mini Max. O piloto competiu pela primeira vez no circuito de Vereeniging, depois de um período de férias afastado dos treinos, o que condicionou o seu ritmo competitivo.
Apesar das dificuldades, Daniel demonstrou determinação ao longo da prova. Na segunda manga, apresentou melhorias no desempenho, mas um incidente em pista comprometeu o resultado, relegando-o para a última posição. Na terceira corrida, foi desclassificado, devido a uma irregularidade relacionada com o peso do kart, situação posteriormente atribuída a uma diferença de cerca de um quilograma na balança utilizada para as verificações técnicas. Sem pontuar na última manga, terminou a prova na última posição da classificação geral.
As prestações dos três pilotos evidenciam a crescente competitividade do karting moçambicano e reforçam a capacidade dos jovens talentos nacionais em competir com sucesso nas principais provas da região, representando com mérito Moçambique e o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.
“Estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, queixam-se funcionários e até executivos da FIFA, que se revoltam contra Gianni Infantino.
A proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objectivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do Mundo), está a deixar Gianni Infantino numa posição cada vez mais insustentável, inclusive, no seio da própria FIFA.
A estação televisiva francesa RMC Sport emitiu, nesta segunda-feira, uma reportagem que teve como base testemunhos dados sob garantia de anonimato por parte de funcionários e até executivos do organismo que rege o futebol internacional, que já não escondem a revolta com os métodos de trabalho do próprio presidente.
“Nós adoramos o futebol, é a nossa vida, e, agora, estamos a ser retratados como assassinos do futebol, por causa de uma pessoa”, lamentou um assalariado da FIFA, que trabalha na sede, em Zurique, na Suíça, e que só recentemente regressou na Europa, depois de ter passado semanas na América do Norte, nos ‘bastidores’ do Mundial 2026.
Este colaborador assumiu que “vários incidentes” ocorridos durante a prova possam ter “ofendido” o público geral. A expectativa era de que o organismo tivesse “limitado os danos” provocados por estas polémicas, mas apontou a iniciativa da FFE como “a gota de água” para a credibilidade planetária do mesmo.
“Ele envergonha-nos. Estou a dizer isto sem rodeios, é uma vergonha total”, acrescentou, claramente indignado para com os métodos utilizados pelo advogado ítalo-suíço, que colocam, agora, inclusive em causa a reeleição no cargo, no sufrágio que está agendado para o próximo dia 18 de Março de 2027.
A publicação chegou também à fala com um alto quadro da FIFA, que sublinhou que Gianni Infantino tem cada vez menos apoiantes entre aqueles que o rodeiam: “Nós temos uma conversa de grupo, no WhatsApp, com outras pessoas que trabalham na FIFA, a não ninguém a apoiar aquilo que ele fez”.
“É importante compreender que estamos cada vez mais num sistema em que já não temos palavra a dizer nas decisões do quotidiano, temos apenas de executar”, relatou, alertando para a importância de levar a cabo uma profunda alteração da liderança do organismo, o mais depressa possível.
“Nós somos vistos como uma federação internacional que só pensa em dinheiro, que tem um presidente que fez milhões de quilómetros num jato privado, no Campeonato do Mundo, e que vive como um milionário, e vocês acham verdadeiramente que o futebol é uma prioridade e que estamos a passar uma boa imagem aos apaixonados do futebol?”, concluiu.
As federações de País de Gales e Inglaterra tornaram-se, nesta segunda-feira, nas duas primeiras a fazer saber que irão retirar o apoio a Gianni Infantino relativamente à candidatura à presidência da FIFA para o mandato de 2027 a 2031. No entanto, a revolta não deverá ficar por aqui, e espera-se que a decisão seja partilhada por várias outras das 211 federações-membro que compõem o organismo.
A Federação de Futebol da Sérvia (FSS) recuou no posicionamento face ao sufrágio para o papel de líder máximo do organismo que rege o futebol internacional, que está agendado para 18 de Março de 2027 (sendo o prazo limite para a apresentação de novas candidaturas o próximo dia 18 de Novembro).
“A Federação de Futebol da Sérvia retirou o seu apoio a Gianni Infantino para um novo mandato enquanto presidente da FIFA. Gostaríamos de recordar que oferecemos ao Sr. Infantino apoio escrito, a 25 de Maio deste ano, mas, depois de considerarmos cuidadosamente os eventos que danificaram seriamente a reputação, quer da FIFA, quer do seu presidente, no passado recente, esta é a única decisão lógica e racional”, pode ler-se.
“A Federação de Futebol da Sérvia acredita que o futuro do futebol mundial deve ser baseado na transparência, no diálogo, no respeito mútuo e na parceria entre todas as confederações e federações nacionais. Acreditamos que nenhuma decisão de importância estratégica para o futuro do futebol deve ser tomada sem um amplo consenso e uma consulta aberta com todos os ‘stakeholders’ relevantes”, prossegue.
“A Federação de Futebol da Sérvia permanece comprometida com a cooperação com a FIFA, a UEFA e todas as federações nacionais, de maneira a desenvolver e fazer evoluir o futebol, mas acredita que, desta feita, uma nova confiança, uma nova abordagem e uma nova liderança são necessárias para contribuir para a renovação do diálogo, da união e da credibilidade das instituições futebolísticas internacionais”, completa.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de condolências à Igreja Católica em Moçambique, à Diocese de Xai-Xai, aos familiares e a todos os fiéis pela morte de Sua Eminência Reverendíssima Cardeal Dom Júlio Duarte Langa, o 2.º Cardeal de Moçambique, ocorrida na madrugada de hoje.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado destaca o percurso de Dom Júlio Duarte Langa como uma figura de grande referência espiritual e humana, que dedicou a sua vida ao serviço da Igreja e do povo moçambicano.
O Presidente da República recorda que o Cardeal Dom Júlio Duarte Langa exerceu o cargo de Bispo Emérito de Xai-Xai durante quase trinta anos, com total dedicação às comunidades sob sua liderança pastoral, tendo-se distinguido pelo apoio às populações mais vulneráveis e pelo seu compromisso com a promoção da paz e da reconciliação nacional.
A mensagem presidencial enaltece, igualmente, o seu contributo na aproximação da Palavra de Deus às comunidades, através do trabalho de tradução de textos do Concílio Vaticano II para línguas nativas, valorizando a diversidade cultural e linguística de Moçambique.
O líder máximo da Igreja Católica, Papa Leão XIV, endereçou uma carta ao Presidente da República manifestando interesse no decurso das investigações à volta do assassinato do arcebisto de Quelimane, Dom Osório Citora. A igreja, de acordo com o arcebispo de Maputo, está preocupada com a falta de informação junto das autoridades policiais.
Quase dois meses depois do assassinato do arcebispo de Quelimane, Dom Osório Citora, ainda são desconhecidos os autores e as motivações do caso.
A Igreja Católica diz que continua a depender da imprensa para obter informações, daí que pediu o apoio do Chefe de Estado moçambicano para ter mais actualizações sobre o caso.
A informação foi partilhada pelo arcebispo da Diocese de Maputo, Dom João Carlos Nunes.
“A nível do cardeal Parolin, que esteve aqui também e fez uma visita, o Santo Padre endereçou uma carta à Sua Excelência, o Presidente da República, a manifestar essa nossa preocupação sobre esta situação, que apresentou também na carta as condolências pelo sucedido, mas manifestou o interesse também, sobretudo da Conferência Episcopal, que tenha conhecimento sobre como está o decurso das investigações, porque nós, até aqui, o meio de informação que temos é a imprensa, é o que se comunica a nível da imprensa, e é importante reconhecer que nós também somos interessados, queremos saber efectivamente o que se passou”, disse.
Para fazer face à falta de informação, a igreja já se reuniu e tomou algumas medidas.
“O que fizemos, até agora, é eleger dois bispos, nossos irmãos, que poderão também ajudar um pouco o administrador apostólico de Quelimane, porque vemos que é uma situação delicada que está a vivenciar, uma situação difícil, e provavelmente sozinho possa não conseguir efectivamente responder a todas as solicitações que esta situação demanda. Então, até aqui, mostramos essa proximidade, nomeando dois bispos, que ajudarão também a acompanhar a situação e ver se conseguimos aquilo que nós queremos, que é conhecer a verdade, o que se passou, e podermos também melhor prevenir situações como estas.”
A confimar-se o envolvimento de um padre no assassinato do arcebispo, Dom João fala da necessidade de purificação da igreja.
“A nível da história da igreja, sempre houve situações de Judas. Nós vemos logo no início, os apóstolos, houve alguém que traiu o mestre. Portanto, não é algo fora do comum. Provavelmente, possam ocorrer situações em que temos essa situação em que há padres que não vivem fielmente as suas obrigações, não cumprem o Evangelho. Pode ser que sim, mas mais do que para nós apontar este ou aquele, o que importa é saber em que situação estamos, concretamente, o que se passa. É real essa situação do envolvimento de pastores no assassinato? Aí, se ocorrer uma situação que se saiba, então é necessário purificar”, concluiu.
A nível da conferência episcopal, está prevista uma assembleia extraordinária, onde os bispos do País vão reunir-se e analisar a morte de Dom Osório.
Com esta morte, a diocese de Quelimane passa para gestão de um administrador apostólico, juntando-se a Beira e Xai-Xai, que funcionam sem arcebispo.
A universidade Eduardo Mondlane inaugurou ontem um novo centro de dados que vai reforçar a interoperabilidade, conectividade de sistemas de gestão e investigação. O ministro da transformação digital desafiou a UEM a reforçar a formação em cibersegurança e processamento automatizado de dados.
Não é o primeiro centro de dados da mais antiga universidade do país, mas a nova unidade, ampliada e modernizada, além de preservar o património digital da UEM, responde a exigência do mundo cada vez mais digital.
“Passamos de uma sala adaptada ao longo dos anos para uma instalação concebida de raiz como um centro de dados, com climatização de precisão, monitoria ambiental integrada, mecanismos reforçados de segurança, sistemas redundantes e capacidade de expansão. A integração da energia solar como fonte prioritária constitui igualmente uma inovação relevante, conciliando modernização tecnológica, eficiência estratégica e responsabilidade ambiental, fazendo jus à nossa agenda de transferência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na nossa instituição”, explica o reitor da UEM, Manuel Guilherme Jr.
Para o reitor desta instituição, o investimento está directamente alinhado com o Plano Estratégico da OIM 2018-2028, cujo propósito central é transformar a OIM numa Universidade de Investigação.
O avanço, segundo o reitor, responde a uma altura em que a universidade prepara-se para adotar novas diretrizes de uso de inteligência artificial.
“Em paralelo a estes desenvolvimentos tecnológicos, na nossa Universidade, encontra-se um processo de apreciação para aprovação às directrizes para a utilização da inteligência artificial na OIM. Este instrumento deverá orientar uma adopção responsável, ética, segura e pedagogicamente adequada da inteligência artificial no ensino, na investigação, na gestão e na extensão.”, anota.
A inauguração foi testemunhada por reitores de várias instituições de ensino superior, os quais, o ministro da transformação digital desafiou, Américo Muchanga, desafiou a reforçar a formação de técnicos de cibersegurança.
“Nenhum país pode se desenvolver sem inovação e não há inovação sem Universidades. As Universidades são elas que moldam a juventude, quero por isso solicitar que as Universidades continuem a liderar este processo de formação dos homens, sobretudo em áreas como cibersegurança, inteligência artificial, porque à medida que vamos colocando mais serviços na sociedade, também é preciso criar confiança e esta confiança só é criada se podemos proteger a informação que está lá”.desafiou o governante.
Américo Muchanga entende ainda que “podemos proteger os utilizadores e podemos assegurar que o nosso país está protegido contra ataques que podem ser perpetrados a partir do exterior ou a partir mesmo de dentro, mas de pessoas que querem, digamos, não só roubar informação como afectar o funcionamento dos nossos serviços.”, adverte.
Um sismo de magnitude 5,5 atingiu, na madrugada desta segunda-feira, o leste do Egipto, com epicentro localizado a cerca de 40 quilómetros a norte da cidade de Suez. O abalo foi sentido numa vasta área do país, incluindo a capital, Cairo, e chegou até El-Arish, nas proximidades da fronteira com a Faixa de Gaza.
O Instituto Nacional de Investigação de Astronomia e Geofísica do Egipto indicou que o sismo ocorreu por volta das 3 horas da madrugada, hora local.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos registou, por sua vez, o fenómeno com magnitude 5,0, depois de rever uma estimativa inicial. Apesar da intensidade dos tremores, não foram registadas, até ao momento, mortes, feridos ou danos materiais significativos.
Na sequência do sismo, o Ministro da Saúde egípcio, Khaled Abdel Ghaffar, determinou a activação dos planos de resposta a emergências em todo o país e ordenou que os serviços de ambulância permanecessem em estado de alerta máximo.
As autoridades e os serviços de emergência mantiveram-se em prontidão para responder a eventuais ocorrências, enquanto prosseguiam as avaliações nas zonas afectadas.
O Crescente Vermelho Egípcio aconselhou a população a manter-se vigilante e a evitar edifícios antigos ou estruturalmente fragilizados, sobretudo nas zonas densamente povoadas do Cairo, até que os riscos fossem devidamente avaliados.
Embora os sismos de grande intensidade sejam relativamente raros no Egipto, o país já registou fenómenos sísmicos com consequências graves.
Em Outubro de 1992, um sismo de magnitude 5,8 atingiu a região do Cairo, provocando mais de 500 mortos, milhares de feridos e deixando numerosas pessoas desalojadas.
O governo da República Democrática do Congo (RDC) subiu ontem para 1.621 o número de mortos e para 3.674 os casos confirmados de ébola pelo surto declarado no leste do país no dia 15 de Maio.
A taxa de letalidade situa-se atualmente em 44,1%, segundo o último boletim publicado pelo ministério da Comunicação congolês, com dados recolhidos até 31 de Julho.
Além disso, 760 pacientes encontram-se em “isolamento ou hospitalizados” e 666 pessoas conseguiram recuperar da doença, enquanto a taxa de rastreio de contactos encontra-se está em 78%.
“A atenção aos pacientes continua apesar da pressão exercida sobre certas estruturas de saúde, enquanto as actividades de comunicação de risco, de participação comunitária e de apoio psicossocial prosseguem com o objectivo de reforçar a adesão das populações às medidas de prevenção”, acrescentou o ministério.
Até ao momento, cinco províncias congolesas foram afetadas pelo surto de ébola: Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uele (leste), assim como Tshopo (centro-norte).
A atual epidemia tornou-se na última sexta-feira o segundo surto com mais contágios registados da história e o maior em termos de infecções em todo o país, superando o que também ocorreu no leste congolês entre 2018 e 2020, que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.
Trata-se da décima sétima epidemia que afecta a RDC, e é a que tem um crescimento mais rápido de contágios em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, segundo a OMS.
No entanto, ainda está longe da pior epidemia de ébola da história, que ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016 e que causou cerca de 11.000 mortos e 28.000 contágios.
Depois de ser declarada no passado dia 15 de Maio em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e Uganda, a epidemia propagou-se também a este segundo país.
No entanto, o Uganda deu alta no dia 16 de Julho ao último paciente que permanecia internado no país, depois de ter registado um total de 20 contágios confirmados, incluindo 15 casos considerados como importados da RDC, entre os quais houve duas mortes.
O Governo do Uganda declarou o país “livre de ébola” no dia 28 de Julho, depois de contar 42 dias sem novos contágios.
A epidemia corresponde à cepa de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera “alto” o risco de expansão do surto na África subsaariana e “baixo” em escala global.
O vírus do Ébola é transmitido por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
As autoridades francesas e italianas continuam em estado de alerta devido aos incêndios florestais e às temperaturas extremas que afectam os dois países.
Em França, prosseguem as operações de limpeza florestal no sudoeste do país, após o incêndio na região de Bordéus ter sido dado como controlado no sábado. Os trabalhos incluem a abertura de acessos, o corte da vegetação e a criação de faixas de protecção, com o objectivo de evitar a reactivação das chamas.
Segundo a imprensa internacional, o incêndio afectou sobretudo as zonas norte e nordeste da região de Bordéus, uma área de grande importância turística, bem como as zonas periféricas da cidade. Em dez dias, as chamas devastaram cerca de 42 mil hectares, elevando para mais de 117 mil hectares a área florestal consumida pelo fogo em França desde o início do ano.
As autoridades locais indicam que o incêndio já não apresenta progressão, mas ainda não foi completamente extinto. Por essa razão, o nível de alerta para incêndios florestais mantém-se no vermelho, enquanto as equipas de emergência permanecem mobilizadas para prevenir novos focos.
Em Itália, a principal preocupação centra-se na quarta vaga de calor que atinge o país. Este domingo assinalou o pico do fenómeno, com 23 cidades colocadas sob alerta vermelho devido às temperaturas elevadas.
De acordo com os últimos boletins meteorológicos e informações divulgadas pelo Ministério da Saúde italiano, são esperadas temperaturas próximas dos 40 graus Celsius, acompanhadas por níveis de humidade muito elevados, factores que aumentam os riscos para a saúde pública, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.
O Gabinete da esposa do Presidente da República recebeu um donativo de sete milhões de meticais para a reabilitação de um hospital em Mecanhelas, na província do Niassa. Segundo Gueta Chapo, os trabalhos deverão arrancar em breve.
A informação foi avançada pela esposa do Presidente da República no final de uma visita de três dias a Luanda, capital de Angola, onde participou na gala de angariação de fundos da Organização das Primeiras-Damas Africanas.
Na ocasião, Gueta Chapo fez o balanço da sua participação no evento e revelou que o seu gabinete regressou com o donativo destinado à reabilitação do hospital em Mecanhelas.
Durante a sua estadia em Luanda, a Primeira-Dama visitou o Centro de Ciências, a Feira de Artes e participou na inauguração de um hospital especializado na área das queimaduras, uma iniciativa que afirmou gostar de ver replicada em Moçambique.
A unidade sanitária foi baptizada Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere, em homenagem ao antigo Presidente da Tanzânia. A cerimónia contou com a presença de familiares de Julius Nyerere, bem como da actual Presidente daquele país.