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Uma agente prisional e outra mulher estão detidas na cidade de Xai-Xai, acusadas de maus-tratos contra os próprios filhos.

Uma delas terá agredido sistematicamente o filho menor de 12 anos, e outra é suspeita de agredir e tentar obrigar uma criança de sete anos de idade a ingerir fezes. Os casos já instaurados foram denunciados à Polícia da República de Moçambique (PRM) pela comunidade.

Entre as indiciadas está uma agente do Serviço Nacional Penitenciário, de 38 anos de idade, acusada de agredir de forma recorrente o próprio filho. A denúncia partiu da vizinhança, e os relatos foram posteriormente confirmados pelos restantes filhos da indiciada.

O chefe das Relações Públicas da PRM em Gaza, Carlos Macuácua, diz que a intervenção policial ocorreu depois das denúncias.

“A polícia tratou de averiguar. Encontradas as evidências, elas foram levadas para a subunidade, lavrados os autos e entregues às outras instituições para poderem ser responsabilizadas”, explicou Carlos Macuácua.

A Polícia da República de Moçambique assegura que a condição profissional da indiciada não altera o tratamento do processo, embora reconheça a particularidade de se tratar de uma agente de autoridade.

“Olhamos a situação preocupados quando é agente de autoridade envolvida. Mas o tratamento é normal de agente indiciado a um crime: lavrar o processo e entregar a outras instituições para sua responsabilização”, esclareceu Macuácua.

Na Segunda Esquadra da PRM em Xai-Xai, está também detida uma mulher de 39 anos, doméstica, suspeita de maus-tratos contra o filho, de sete anos. Neste caso, a mulher é acusada de agressões físicas e de tentar obrigar o menor a ingerir fezes.

A indiciada nega ter obrigado a criança a ingerir as próprias fezes. Diz estar arrependida e afirma que recorria a agressões depois de chamar a atenção do menor várias vezes.

Entretanto, a PRM enquadra o caso entre práticas de tratamento cruel contra a criança. “Uma é tortura, a outra é indiciada de alimentar a menor com excrementos humanos, entre outras situações de tratamento cruel a um humano”, afirmou Carlos Macuácua.

Segundo a PRM, os dois processos foram instruídos e deverão ser encaminhados às instituições competentes para a responsabilização das indiciadas.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu cerca de 1200 litros de combustível durante uma operação de combate à venda ilegal de gasolina e gasóleo realizada na manhã de sábado, na cidade de Tete. 

A acção foi conduzida em coordenação com a Polícia Municipal e surge numa altura em que a procura por combustíveis continua elevada, provocando longas filas nos postos de abastecimento da cidade.

A operação ocorreu cerca de 48 horas depois de denúncias públicas sobre o aumento da comercialização informal de combustíveis em diversos bairros da urbe, prática que se intensificou no meio das dificuldades de abastecimento verificadas nos últimos dias.

Segundo o porta-voz da PRM em Tete, Feliciano da Câmara, a acção permitiu identificar vários pontos de venda clandestina e apreender quantidades significativas de gasolina e gasóleo armazenadas em condições consideradas inadequadas e perigosas.

“Foi possível identificar alguns locais onde se efectuava a venda ilícita deste combustível e apreender cerca de 1200 litros entre gasolina e diesel. O produto era comercializado ilegalmente e em condições que não oferecem qualquer critério de segurança, criando um ambiente propício para a ocorrência de incidentes que poderiam causar danos à população”, explicou.

De acordo com a polícia, a operação foi antecedida por acções de sensibilização junto das comunidades, com o objectivo de desencorajar a proliferação deste tipo de actividade.

As autoridades apontam que, além dos riscos associados ao armazenamento inadequado dos combustíveis, a venda clandestina tem contribuído para a prática de preços especulativos, penalizando os consumidores.

“É um combustível comercializado em condições que não oferecem segurança e, muitas vezes, a preços superiores aos oficialmente estabelecidos”, acrescentou o porta-voz.

A PRM afirmou que manterá uma postura de tolerância zero em relação à comercialização ilegal de combustíveis, alertando que novas operações poderão resultar em detenções caso a prática persista.

“Hoje fizemos apreensões, mas não houve detenções. Contudo, se continuarem a existir situações desta natureza, poderemos desencadear acções mais enérgicas que culminem com a responsabilização criminal dos envolvidos”, advertiu Feliciano da Câmara.

Relativamente à origem do combustível apreendido, a polícia admite a possibilidade de o produto ter sido adquirido em postos de abastecimento autorizados para posterior revenda ilegal, sem excluir a hipótese de contrabando.

“Acreditamos que parte deste combustível tenha sido adquirido em pontos oficiais de venda, mas também pode haver casos de contrabando, situação que continua sob investigação”, afirmou.

Apesar da intervenção policial, a situação do abastecimento na cidade de Tete continua a preocupar os consumidores. Ao longo dos últimos dias, têm sido registadas extensas filas nos postos de combustível, reflectindo a elevada procura e a incerteza quanto à regularidade do fornecimento.

As autoridades garantem que continuarão a monitorizar o mercado e a combater práticas que possam agravar a escassez ou colocar em risco a segurança pública.

‎ As empresas do Grupo Yuxiao em Moçambique, a Africa Great Wall Mining Development Company e a Mozambique Heavysand Company, dedicadas à exploração de areias pesadas na província da Zambézia, têm levado a cabo um programa de responsabilidade social corporativa que abrange habitação, electrificação, estradas, saúde, educação, governação comunitária e prevenção de desastres.

‎Por exemplo, no reassentamento de Matilde, foram construídas e entregues 50 casas, transferidas integralmente em de Maio de 2024.

No reassentamento de Musama, 19 famílias mudaram-se para as novas residências. As habitações, devidamente planificadas, contam com água, energia e acessos, permitindo ocupação imediata e segura. A empresa apoiou ainda a construção da igreja de Cuinga e de vários furos de água potável.

‎No que diz respeito à electrificação rural, a empresa mobilizou equipas especializadas para a montagem de linhas de transmissão, postes e iluminação pública, levando electricidade a comunidades há muito privadas de energia. As noites das aldeias ganharam luz e nova vitalidade.

‎Já na área de stradas, foram financiadas a reabilitação e o alargamento de caminhos rurais que ligam aldeias, reassentamentos e instalações industriais, facilitando o acesso aos mercados, postos de saúde e escolas.

‎Ainda no quadro da sua responsabilidade social, o Posto de Saúde de Olinda foi integralmente renovado, com novo telhado, paredes recuperadas e ambiente de atendimento transformado. Em 2023, na sequência do ciclone tropical Freddy, a empresa doou três ambulâncias ao governo local e entregou, em Quelimane, um donativo de um milhão de meticais ao distrito de Chinde para mitigação dos efeitos da tempestade e recuperação das comunidades.

‎Para melhorar o sector da educação, foram doados computadores portáteis a instituições de ensino e estruturas comunitárias, reforçando a informatização escolar e abrindo às crianças rurais uma janela para as tecnologias de informação.

‎Em Agosto de 2023, a Africa Great Wall Mining Development Company doou 1.365 fardamentos a líderes comunitários de três distritos da Zambézia, num investimento total de 23.376.418 meticais (cerca de 370 mil dólares norte-americanos).

Na cerimónia, a Secretária de Estado na província da Zambézia, Cristina Mafumo, enalteceu o contributo da empresa chinesa, afirmando que “os líderes comunitários são os primeiros olhos do nosso Governo, e ter fardamentos novos confere-lhes dignidade e melhora a sua apresentação junto da população”.

‎E perante as calamidades naturais, a empresa manteve-se ainda ao lado das populações, articulando o socorro de emergência com a reconstrução de habitações e infra-estruturas de saúde.

‎ O Grupo Yuxiao reafirma o compromisso de continuar a apoiar as comunidades locais com acções concretas e duradouras, escrevendo um capítulo na cooperação entre a China e Moçambique, no quadro da iniciativa “Faixa e Rota”.

A Primeira Secretária Provincial da FRELIMO em Inhambane, Adélia Macucule, lançou um apelo firme aos quadros do partido para que assumam um papel mais activo na resolução dos problemas que afectam as comunidades, defendendo que o actual contexto nacional exige liderança, unidade e capacidade de transformar desafios em oportunidades.

A mensagem foi apresentada durante a Conferência Provincial de Quadros da FRELIMO, realizada em Inhambane, um encontro que decorre quase uma década depois da última edição e que serviu de espaço para reflexão sobre o papel do partido perante os novos desafios políticos, económicos e sociais que o país enfrenta.

Num discurso marcado por referências à história da luta de libertação nacional e por constantes apelos à responsabilidade política, Adélia Macucule afirmou que a conferência não deve ser encarada como um simples encontro interno, mas como um momento de redefinição do compromisso dos dirigentes com o povo.

“A história ensina-nos que os grandes desafios nunca foram vencidos pela improvisação, mas sim pela organização, disciplina, unidade e pela capacidade de transformar dificuldades em oportunidades”, afirmou perante centenas de quadros do partido.

A dirigente começou por enquadrar a reunião no contexto das celebrações dos 51 anos da Independência Nacional, considerando que a geração actual tem a responsabilidade de consolidar os ganhos alcançados e preparar o país para um novo ciclo de desenvolvimento.

Para Adélia Macucule, Moçambique atravessa uma fase particularmente exigente, marcada pelo desemprego juvenil, pelos impactos das mudanças climáticas, pelo aumento do custo de vida e pelo surgimento de discursos que, na sua perspectiva, procuram dividir os moçambicanos e enfraquecer as instituições do Estado.

Perante este cenário, defendeu que a resposta não pode ser a acomodação nem o silêncio.

“A FRELIMO foi forjada nos momentos mais difíceis da história deste país. Foi na adversidade que aprendemos a resistir e na escassez que aprendemos a construir. Este não é momento para desânimo. É momento para trabalho, para reforçar a ligação entre o Partido e o povo, para escutar mais, compreender melhor e responder com maior eficácia às preocupações dos cidadãos”, declarou.

Ao longo da intervenção, a Primeira Secretária insistiu que os quadros do partido devem assumir uma postura mais interventiva e próxima das comunidades, rejeitando uma actuação limitada à gestão administrativa.

Segundo afirmou, os dirigentes da FRELIMO devem posicionar-se como agentes de transformação social, capazes de mobilizar cidadãos, organizar comunidades e encontrar soluções concretas para os problemas locais.

“O povo não espera de nós discursos, mas sim respostas, liderança e exemplo”, sublinhou.

Num dos momentos mais marcantes da sua intervenção, Adélia Macucule alertou para aquilo que considera serem ameaças internas ao próprio partido, identificando a intriga, o individualismo, a indisciplina e a cultura de conflito permanente como factores que podem comprometer a capacidade de organização da FRELIMO.

Na sua visão, nenhuma organização consegue alcançar resultados quando as suas energias são consumidas por disputas internas, defendendo que a unidade continua a ser o principal activo político do partido.

A dirigente apelou, por isso, ao reforço da ética, da disciplina e da responsabilidade política, lembrando que os cargos de direcção representam uma missão de serviço público e não privilégios pessoais.

“Cada quadro deve sentir-se guardião dos valores da FRELIMO. Cada dirigente deve compreender que o cargo que ocupa não é um privilégio pessoal. É uma missão de serviço ao povo e ao país”, afirmou.

Num momento em que o partido começa a preparar futuras batalhas políticas e eleitorais, Adélia Macucule procurou afastar a ideia de que as vitórias se conquistam apenas durante os períodos de campanha.

Segundo explicou, o sucesso político constrói-se diariamente através da resolução dos problemas das comunidades, do fortalecimento dos órgãos de base e da manutenção de uma relação permanente de proximidade com os cidadãos.

Para a dirigente, a força da FRELIMO não assenta apenas no seu percurso histórico, mas sobretudo na capacidade de continuar presente nas comunidades, organizar a sociedade e responder às necessidades do país.

“A história, por si só, não garante o futuro”, advertiu, defendendo a necessidade de renovação permanente do partido, da formação de novos quadros, da valorização da juventude e da colocação do interesse nacional acima dos interesses individuais.

Ao encerrar a intervenção, Adélia Macucule afirmou que a actual geração recebeu uma missão diferente daquela que conduziu a luta de libertação nacional.

Se aos fundadores coube conquistar a independência, considera que cabe agora aos actuais dirigentes consolidar o desenvolvimento, preservar a paz, fortalecer a unidade nacional e criar melhores oportunidades para as futuras gerações.

“O futuro será conquistado pela nossa capacidade de nos reinventarmos, de corrigirmos erros, de valorizarmos a juventude e de colocarmos sempre o interesse nacional acima de qualquer interesse individual”, afirmou.

A Conferência Provincial de Quadros da FRELIMO decorre numa altura em que o partido intensifica o processo de preparação da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, prevista para Agosto próximo, e assume um papel estratégico na definição das prioridades políticas e organizacionais da formação política na província de Inhambane.

Mais do que uma reunião partidária, o encontro serviu para reafirmar uma mensagem central: perante um contexto marcado por desafios económicos, sociais e climáticos, a liderança da FRELIMO em Inhambane entende que a resposta deve passar por maior proximidade com as comunidades, mais disciplina interna e um envolvimento activo dos seus quadros na procura de soluções para os problemas que afectam diariamente os moçambicanos.

O Arcebispo da Arquidiocese de Maputo considera que a morte do bispo de Quelimane é uma grande perda para a Igreja Católica. Diz que a conferência Epoiscopal irá pronunciar-se, assim que forem esclarecidas as circunstâncias.

A Igreja Católica em Moçambique está de luto pela morte de Dom Osório Citora Afonso. 

O Arcebispo de Maputo, Dom João Carlos Nunes, recordou o legado do prelado, destacando a sua dedicação à missão evangelizadora, a experiência pastoral e a visão universal da Igreja que procurava transmitir.

Segundo Dom João Carlos, a morte de Dom Osório foi recebida com surpresa e tristeza. O arcebispo recordou que teve o privilégio de trabalhar com o falecido bispo durante o período em que este serviu como bispo auxiliar da Arquidiocese de Maputo.

Durante esse tempo, Dom Osório participou em diversas visitas pastorais, celebrou sacramentos, animou comunidades cristãs e esteve envolvido em iniciativas de reforma e renovação da vida diocesana. Para Dom João Carlos, a experiência que o prelado adquiriu junto da Santa Sé constituiu uma importante mais-valia para a Igreja em Moçambique.

Nós acreditamos que, acima de tudo, Deus é  Pai e o Senhor é Deus. Vai saber consolar os corações que estão sendo sentidos por esta terra. E a mensagem que temos, acima de tudo, é que não percamos a esperança. É mais uma provação que nós passamos e que penso que, juntos, unidos, focalizados na nossa missão de evangelizar, acima de tudo, penso que isso ajudará a todos neste momento.

O arcebispo lamentou que a missão de Dom Osório à frente da Diocese de Quelimane tenha sido interrompida prematuramente. Segundo explicou, o bispo encontrava-se ainda numa fase de reorganização e reestruturação da diocese, trabalho que ficou por concluir.

Num momento de dor, Dom João Carlos apelou aos fiéis para que mantenham a esperança e a confiança em Deus. 

Relativamente às circunstâncias da morte, o arcebispo referiu que ainda não existem informações conclusivas, aguardando-se o resultado das diligências em curso para o esclarecimento dos factos.

Ao recordar o legado deixado por Dom Osório, Dom João Carlos destacou a sua capacidade de transmitir uma visão ampla da missão da Igreja. Segundo afirmou, o prelado procurava constantemente recordar que a Igreja Católica é uma comunidade universal, presente em todo o mundo, e que os fiéis devem olhar para além das realidades locais, mantendo uma perspetiva global da fé e da vida cristã.

Para a Igreja Católica em Moçambique, a memória de Dom Osório permanecerá associada ao seu espírito de serviço, ao compromisso pastoral e à promoção da comunhão entre as comunidades cristãs.

 

O Governo moçambicano concluiu os preparativos para o repatriamento de mais 169 cidadãos afectados pelos actos de xenofobia registados na província sul-africana do Cabo Ocidental.

De acordo com um comunicado do Gabinete de Informação, os compatriotas encontram-se actualmente acolhidos em centros comunitários temporários nas localidades de Mossel Bay e Hermanus, estando a sua partida prevista para esta sexta-feira, com chegada ao Posto Fronteiriço de Ressano Garcia agendada para sábado.

As autoridades asseguram que estão reunidas todas as condições logísticas necessárias para garantir o transporte e a assistência dos cidadãos durante o percurso de regresso ao país. A operação segue-se a uma acção semelhante realizada anteriormente pelo Governo moçambicano.

Entretanto, as missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul continuam a acompanhar de perto a situação, prestando apoio aos cidadãos afectados e coordenando as acções necessárias para assegurar o seu regresso em segurança.

Por seu turno, as autoridades sul-africanas reiteraram a condenação dos actos de violência e intimidação dirigidos contra cidadãos estrangeiros. Após a sessão do Conselho de Ministros realizada na quinta-feira, a Ministra na Presidência da República da África do Sul, Khumbudzo Ntshavheni, garantiu que o Governo não permitirá qualquer paralisação nacional ou acções que comprometam a ordem pública e a segurança das comunidades residentes naquele país.

Apesar deste posicionamento, informações partilhadas pelas autoridades da província do Cabo Ocidental apontam para a possibilidade de novas manifestações anti-imigração nas próximas semanas, cenário que continua a ser monitorizado pelas autoridades moçambicanas.

O Governo assegura que o acompanhamento da situação prossegue em coordenação com as autoridades sul-africanas, com vista a garantir a assistência e a protecção dos cidadãos moçambicanos afectados.

A epidemia de Ebola volta a testar a capacidade do sistema de saúde congolês. Em Bunia, cidade que concentra a maioria dos casos, uma das principais unidades sanitárias está lotada e enfrenta dificuldades para atender a crescente procura por cuidados médicos.

A epidemia de Ebola volta a testar a capacidade do sistema de saúde da República Democrática do Congo. Em Bunia, cidade que concentra a maioria dos casos, uma das principais unidades sanitárias está lotada e enfrenta dificuldades para atender a crescente procura por cuidados médicos.

A situação agrava-se numa altura em que o número de infecções continua a aumentar rapidamente. Dados actualizados das autoridades congolesas indicam que o país já registou 452 casos confirmados de Ebola e 82 mortes desde a declaração do surto, em meados de maio. Só nas últimas 24 horas foram confirmados mais 71 novos casos, sinal de que a transmissão comunitária continua intensa. 

O surto  está concentrado principalmente na província de Ituri, mas já se estendeu a outras regiões do leste do país. As autoridades sanitárias enfrentam desafios relacionados com a falta de medicamentos, insuficiência de centros de tratamento e dificuldades no rastreio de contactos. 

Entretanto, a ajuda internacional começa a mobilizar-se. A Organização Mundial da Saúde e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças lançaram um plano de resposta avaliado em 518 milhões de dólares para apoiar o combate à epidemia, reforçar os sistemas de vigilância e preparar os países vizinhos para uma eventual propagação da doença. 

Dois cidadãos moçambicanos encontram-se detidos sob suspeita de envolvimento no assassinato de um casal sul-africano no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, e no roubo da viatura das vítimas. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) informa que a detenção dos implicados ocorreu na província de Gaza.

O crime de que os indivíduos são acusados ocorreu no dia 22 de Abril, no Parque Nacional Kruger, na vizinha África do Sul.

De acordo com o SERNIC, o casal foi assaltado, assassinado e despojado da sua viatura. Posteriormente, os corpos foram abandonados num riacho.

Após a realização de perícias no local e o desenvolvimento das investigações, as suspeitas recaíram sobre cidadãos moçambicanos, o que levou a Polícia sul-africana a solicitar a colaboração das autoridades moçambicanas.

A detenção dos dois suspeitos ocorreu em Phafure, na província de Gaza.

O SERNIC revelou ainda que a viatura das vítimas foi vendida por 600 mil meticais, facto que poderá implicar o envolvimento de mais pessoas no caso.

Dos dois detidos, um admite o seu envolvimento no crime, enquanto o outro rejeita todas as acusações.

“Eles estavam parados e nós apanhámo-los e amarrámo-los. Foi então que o meu amigo esfaqueou os dois, enquanto estavam amarrados, e deixámo-los no riacho. Eu disse ao meu amigo que não precisávamos de os matar, mas ele insistiu que era necessário. Continuei a insistir, mas ele pegou na faca e matou-os”, declarou um dos indiciados.

O outro suspeito nega qualquer envolvimento no crime.

Na ocasião, o SERNIC apresentou algumas peças apreendidas durante rusgas efectuadas no Mercado Estrela Vermelha, na cidade de Maputo, e espera devolvê-las aos respectivos proprietários.

As autoridades advertiram que irão intensificar as operações de combate ao roubo e comercialização ilegal de peças de viaturas.

Dois cidadãos moçambicanos estão detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, indiciados pelo assassinato de um casal sul-africano e pelo roubo da respectiva viatura, crime ocorrido a 22 de Abril no interior do Parque Nacional Kruger, na África do Sul.

Segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), as vítimas foram assaltadas, mortas e os seus corpos abandonados num riacho. As investigações conduzidas pelas autoridades sul-africanas apontaram para o envolvimento de cidadãos moçambicanos, levando a uma operação conjunta entre a Polícia da África do Sul e o SERNIC.

O porta-voz da instituição, Hilário Lole, explicou que as diligências permitiram localizar os suspeitos em território moçambicano.

“Foi instaurado o respectivo processo-crime que sustentou a realização de diligências operativas coordenadas com a nossa congénere dos serviços de polícia sul-africana, a SAPS, e culminaram com a identificação dos suspeitos autores que se encontravam na posse da referida viatura no distrito de Chókwè, província de Gaza”, afirmou.

A captura dos dois indivíduos, de 21 e 26 anos, ocorreu na localidade de Pafúri, distrito de Massingir. De acordo com o SERNIC, durante os interrogatórios preliminares os suspeitos confessaram a prática do crime.

“Durante os interrogatórios preliminares confessaram a prática dos factos, tanto o homicídio assim como o roubo da viatura em causa, admitindo ter tirado a vida às vítimas e, posteriormente, metido os corpos no riacho e apoderando-se da viatura”, disse Hilário Lole.

As investigações revelaram ainda que a viatura foi retirada da África do Sul com o alegado auxílio de um guarda florestal do Parque Nacional Kruger e posteriormente vendida em Chókwè por cerca de 600 mil meticais.

“Após a consumação do crime, os suspeitos contaram com o auxílio de um guarda florestal do Parque Nacional do Kruger para introduzir a viatura em território nacional, com o propósito de a comercializar na cidade de Chókwè pelo valor monetário de 600 mil meticais”, explicou o porta-voz.

O caso levou igualmente à identificação de uma alegada rede de receptação e comercialização de viaturas roubadas. Segundo o SERNIC, um cidadão apontado como líder do grupo encontra-se foragido, juntamente com outro suspeito responsável pela adulteração das características identificativas dos veículos.

Um dos detidos reconhece ter participado nos acontecimentos, mas atribui a autoria material dos homicídios ao comparsa.

“Eles estavam parados, e nós pegámo-los e amarrámo-los. Foi então que o meu amigo esfaqueou os dois, enquanto estavam amarrados, e os deixámos no riacho. Eu disse ao meu amigo que não precisávamos de os matar, mas ele disse que era necessário”, declarou.

Entretanto, o segundo indiciado rejeita qualquer envolvimento no crime.

“Nunca matei ninguém e nunca roubei nada. Fiquei a saber que eles tinham sido detidos e disseram que eu também estava envolvido, mas eu não estava envolvido”, afirmou.

Além de apresentar os suspeitos, o SERNIC exibiu diversas peças de viaturas recuperadas durante operações realizadas no mercado Estrela Vermelha, na cidade de Maputo. 

A instituição garante que prosseguirá com as investigações para responsabilizar todos os envolvidos e reforçar o combate ao roubo e tráfico transfronteiriço de viaturas.

Cerca de 1200 pessoas, incluindo 500 crianças, fugiram da vila de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, após uma vaga de ataques em Abril e Maio deste ano. A informação consta no relatório da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, publicado esta quinta-feira.

Os deslocados afectados por três ataques, durante os últimos 2 meses,  pertencem a 258 famílias, revela o relatório da Agência das Nações Unidas para os Refugiados.

Entre Abril e Maio de 2026, houve deslocação de  1.200 pessoas, dos quais 466 crianças, 45 mulheres grávidas, 62 idosos e 301 homens, provenientes de 258 famílias afectadas pelos ataques terroristas, na vila de Mocímboa da praia.

O relatório divulgado esta quinta-feira, aponta que a maioria das pessoas abandonou as suas comunidades em busca de segurança, enquanto outras permanecem em trânsito ou escondidas em zonas consideradas mais seguras devido ao receio de novos ataques.

Os testemunhos recolhidos pela agência das Nações Unidas descrevem um cenário de violência marcado por mortes, agressões físicas, saques, destruição de bens e perda dos meios de subsistência. 

Muitos deslocados relataram discriminação nas zonas de acolhimento, segundo a ACNUR. 

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