Dois agentes da Polícia da República de Moçambique estão detidos por alegadamente terem provocado, sob efeito de álcool e sem carta de condução, o acidente de viação que matou cinco pessoas e feriu outras seis, na noite de sábado, na zona de Chiluvane, distrito de Chongoene.
O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Gaza, Júlio Nhamussual, confirmou que as investigações preliminares apontam para o envolvimento dos dois agentes, que seguiam na viatura ligeira que esteve na origem da sequência de embates. Segundo a corporação, ambos foram detidos e serão responsabilizados nos termos da lei.
“Os dois agentes encontram-se detidos por conduzirem alegadamente sob efeito de álcool e sem carta de condução. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento das circunstâncias do acidente”, afirmou Júlio Nhamussual, porta-voz da PRM em Gaza.
Com este caso, sobe para nove o número de mortos, entre eles agentes da PRM, e para 53 o de feridos em apenas três acidentes de viação registados ao longo de uma semana na província de Gaza.
Perante o agravamento da sinistralidade rodoviária, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) diz estar preocupado com o aumento dos casos mortais durante o mês de julho, apontando o consumo de álcool ao volante como uma das principais causas dos acidentes.
“Temos registado um agravamento da sinistralidade neste mês de julho, sobretudo devido à condução sob influência de álcool. Estamos a intensificar a fiscalização para reduzir estes comportamentos de risco”, explicou Alfeu Macaringue, delegado do INATRO em Gaza.
Segundo a instituição, as operações de fiscalização realizadas nos distritos de Limpopo, Xai-Xai, Chongoene e Macia, considerados os mais críticos em matéria de acidentes mortais por serem atravessados pela Estrada Nacional Número Um (EN1), culminaram na apreensão de 300 cartas de condução, por diversas infracções relacionadas com a condução.
De janeiro até ao momento, a província de Gaza registou 23 acidentes de viação, que provocaram 26 mortos e mais de 150 feridos. Os números significam que, em média, mais de uma pessoa perdeu a vida por acidente este ano.
A UNITA, maior partido da oposição, apelou ao MPLA, partido no poder, e ao seu presidente, João Lourenço, que abandonem a linguagem do ódio, da intolerância e da diabolização de quem pensa diferente.
Num comunicado, citado pela agência Lusa, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) reagia a um discurso do líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), segunda-feira, na abertura de um encontro com os primeiros secretários dos Comités de Ação do Partido (CAP).
Na sua intervenção, João Lourenço acusou os adversários do partido “que não fazendo oposição, encorajam e fomentam a desordem, organizam e lideram a subversão”.
Face à acusação, a UNITA exortou ao MPLA e ao seu líder que se libertem da “tática de apontar o dedo aos outros, sempre que surge a necessidade de encobrir os seus próprios fracassos”.
Segundo a UNITA, o MPLA oferece aos cidadãos um país onde todos os que pensam diferente vivem já condenados, “até que o presidente do MPLA decida o contrário”.
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA apelou aos angolanos a rejeitarem e condenarem o discurso do presidente do MPLA, “com vestes de Presidente da República, que atenta contra a paz, a democracia e a reconciliação nacional’, encorajando o seu grupo parlamentar a pautar “os seus posicionamentos políticos pela defesa dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos e pelos valores e princípios inscritos na Constituição da República de Angola”.
Ferroviário de Maputo está em destaque nos escalões de formação ao nível do Campeonato da Cidade de basquetebol em ambos sexos. Em juniores femininos, a equipa verde e branca lidera com 20 pontos, resultantes de 10 vitórias em igual número de jogos. O Costa do Sol é segundo classificado com 16 pontos, mas com um jogo a menos (9).
Outrossim, nos iniciados femininos, o CfvM apresenta um registo 100% vitorioso, com 12 vitórias em igual número de partidas, contabilizando 24 pontos.
Com menos um ponto, 23 neste caso, o Costa do Sol vem na segunda posição. Ao nível dos juniores masculinos, os “locomotivas” estão na linha da frente com 18 pontos. O seu saldo, na prova, é de oito vitórias e duas derrotas. Na cola, e numa “louca” perseguição, encontramos o Costa do Sol com 17 pontos e menos uma partida.
Mais do mesmo, em termos de liderança, no escalão de iniciados masculinos, em que a equipa verde e branca se encontra na primeira posição com 19 pontos. Em dez jogos, o Ferroviário de Maputo venceu nove. Com oito triunfos em igual número de encontros, a Escola Moçambicana de Basquetebol (EMB) vem a seguir.
No escalão de juvenis femininos, o Desportivo de Maputo é líder com 17 pontos (oito vitórias e uma derrota), seguido do Ferroviário de Maputo com 16, mas com um jogo a menos (oito vitórias em igual número de jogos).
Nos juvenis masculinos, há partilha de liderança com o Costa do Sol e Maxaquene a contabilizarem 18 pontos cada (oito vitórias e duas derrotas). Na terceira posição, segue o Desportivo de Maputo com 17 pontos.
O piloto moçambicano, Nico Banze, teve uma experiência incrível nos dois campeonatos de velocidade da África do Sul, disputados no último fim-de-semana, no Circuito de Zwartkops, conquistando dois troféus para Moçambique.
Na sua estreia no campeonato sul-africano de velocidade “Clubsman”, em representação do país, Nico Banze teve uma prestação muito boa ao longo da competição.
Banze começou a projectar a sua vitória logo na sessão de qualificação. Na primeira corrida, arrancou na “P2” na grelha de partida, terminando a Manga 1 em 2.º lugar.
Na manga 2, o piloto moçambicano confirmou o seu favoritismo ao fechar a sua participação na corrida em 1º lugar e, no somatório das duas mangas, teve a maior pontuação e conquistou o pódio na sua classe para o país.
Ao nível do campeonato de velocidade “Silver Cup”, Nico Banze esteve em grande plano na primeira corrida na sua estreia na competição.
Banze começou a corrida na “P2”, arrancando um bom desempenho, que o fez terminar a Manga 1 em 2º lugar.
Na Manga 2, Nico Banze travou uma batalha renhida com os seus adversários directos e terminou a competição em 2º lugar.
Desta forma, Banze encerrou a sua participação em 2º lugar na classificação geral. Entretanto, nos dois campeonatos de velocidade em referência, disputados em Zwartkops, na vizinha África do Sul, o piloto moçambicano conquistou dois troféus.
Por seu turno, o piloto Faudo Sidique não teve a mesma sorte, apesar de ter feito uma boa qualificação na primeira corrida do campeonato de velocidade “Clubsman”.
Sidique arrancou a corrida “Clubsman” na “P3” e, depois, na “Silver Cup” no “P2”, sendo que, no global, a sua prestação não correu muito bem.
Na primeira manga, Faudo Sidique teve um acidente que comprometeu o resto do dia, tendo ficado sem carro.
Em pista, muitos factores acabaram por estragar as duas corridas de Faudo Sidique nos dois campeonatos de velocidade.
O antigo Ministro da Agricultura, Hélder Muteia, considera que Moçambique precisa combater a pobreza para, depois, sonhar em acabar com a fome. O antigo Governante e representante da Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO) em vários países e organizações alerta que para colocar a agricultura como meio de combate à pobreza é preciso facilitar o acesso a recursos naturais e financiamento para os agricultores.
O homem da agricultura com passagens pela direcção deste sector, no Governo de Moçambique, e representante do Fundo das Nações Unidas para Alimentação na Nigéria, Portugal, Brasil e CPLP, Hélder Muteia, diz que é uma armadilha considerar que a maior parte da população pratica agricultura de subsistência.
“Se nós conseguirmos combater a pobreza absoluta, estaremos a erradicar a fome. E o que está por detrás da pobreza é o analfabetismo, a inexistência de recursos e, algumas vezes, o fraco desenvolvimento das áreas em que temos vantagens. A agricultura não é apenas para erradicar a fome. Deve começar por tentar erradicar a pobreza, que é a mãe da fome”, disse Muteia.
Para o antigo Ministro da Agricultura, o acesso aos recursos naturais, como terra e água para irrigação, é fundamental.
Hélder Muteia entende que o país deve sair rapidamente da agriculura de subsistência, garantindo que as populações tenham acesso às novas tecnologias agrárias, sem que queimar etapas. “Temos de sair da agricultura de subsistência porque está desconectada do mercado, o que faz com que a pessoa não consiga sair da pobreza”.
Na gravação do programa Grande Entrevista da STV, que vai ao ar esta noite, Hélder Muteia defendeu ainda que o país deve eleger suas culturas de bandeira e com políticas que estimulam a produção.
As chuvas que caíram em Março e Abril criaram crateras nas vias do bairro Inhagoia, na Cidade de Maputo. A principal rua que liga o bairro à Estrada Nacional Número 1 está, praticamente, intransitável, devido à erosão.
Inhagoia, um dos 64 bairros que compõem a capital do país, vem sofrendo, nos últimos anos, inundações frequentes, devido à inexistência de bacias de retenção e valas de drenagem para o escoamento das águas em épocas chuvosas.
Os residentes relatam que as crateras são antigas e foram criadas pela fúria das águas das chuvas, que assolaram a zona Sul do país em Abril e Março do presente ano. Aliás, os mesmos dizem já ter lançado o grito de socorro à edilidade que, até agora, não se moveu para prover resposta.
Por temer o pior na próxima época chuvosa que se avizinha, Paulina pede intervenção urgente. “Tendo em conta que, dentro de dias, teremos mais chuvas, seria bom que tivéssemos uma intervenção a altura. Por aqui, pessoas que não têm domínio da via entram e estragam as suas viaturas.”
Para além de perigar a vida e mobilidade dos residentes, a erosão tende a alastrar-se para as residências, criando dificuldades para entradas e saídas nas casas.
“Estamos a pouco tempo de ficar sem acesso às nossas casas, devido a esta situação, por exemplo, hoje vim levar o meu pai para o hospital e foi difícil sair de carro, aliás terei o mesmo sofrimento para movimentar a viatura até à estrada. Pedimos uma intervenção urgente das estruturas municipais”, disse um residentes do bairro, que preferiu não se identificar.
MUNICÍPIO PROMETE INTERVIR DENTRO DE DUAS SEMANAS
A edilidade da Cidade de Maputo confessa estar a par da situação e promete uma intervenção urgente, apesar de não garantir o término antes da época chuvosa.
“Nós conhecemos o assunto, estivemos lá, os técnicos estão a trabalhar, fazendo um levantamento exaustivo e um projecto para a reabilitação da via, mas, sobretudo naquele caso, nós não temos um sistema de drenagem, portanto, não é uma questão só de recolocação dos solos, porque, se fizermos isso, todos estes solos vão ser novamente arrastados”, reagiu o vereador das Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe.
Apesar de prometer arranque das obras, o município admite que não irá terminar antes da época chuvosa os trabalhos que, para além de Inhagoia, deverão ser estendidos para demais bairros.
Munguambe adianta que “o que nós precisamos de fazer é levar lá e colocar um sistema de drenagem e, depois, fazer a reposição dos solos. Aí, sim, teremos uma obra duradoura. Portanto, nós reconhecemos que as pessoas estão preocupadas. É uma situação de emergência resultante das chuvas acima do normal e que tiveram impacto não só na Cidade de Maputo, mas também na Província de Maputo, em particular, e, de facto, temos hoje um lençol freático muito superficial, muito próximo, e alguns solos ainda se encontram até saturados. Portanto, é uma situação particular e esperamos que, até ao início das chuvas, possamos ter dado respostas, pelo menos para minimizar os impactos.”
O Município de Maputo queixa-se de problemas financeiros, que têm condicionado o avanço de vários projectos.
Papa Francisco considera um pecado grave rejeitar imigrantes. Numa reflexão sobre as mortes de imigrantes no Mar Mediterrânio e em zonas desérticas, o Sumo Pontífece foi crítico a medidas como adopção de leis mais restritivas e militarização de fronteiras.
Na catequese da audiência geral desta quarta-feira, o Sumo Pontífice falou do fenómeno da imigração massíva e as rotas migratórias que têm contribuido para a morte de muitas pessoas.
Papa Francisco avançou que o Mar Mediterrâneo e alguns desertos tornaram-se cemitério e que as mortes que acontecem nessas regiões poderiam ser evitadas.
O líder máximo da Igreja Católica diz que não consegue compreender por que razão, numa era de satélites e drones, há homens, mulheres e crianças imigrantes nos desertos e mares, que ninguém quer ver. Apenas Deus os vê e ouve seu grito de socorro.
Para o Papa, não é através de leis mais restritivas, nem por meio da militarização das fronteiras, muito menos pela rejeição, que será possível acabar a imigração em massa.
Papa Francisco sugere a expansão de rotas de acesso seguras, promoção por todos os meios de uma governação global da imigração baseada na justiça, fraternidade e solidariedade.
Cerca de 300 vendedores informais vendem diversos produtos nas bermas da Estrada Nacional Número Seis, no bairro de Inhamízua, na Cidade da Beira. Alguns usam a rodovia como banca, pondo em perigo permanente as suas vidas. Eles recusam-se a abandonar o local e até foram queixar para evitar serem removidos pelo munício.
Em princípios do ano passado, o Município da Beira projectou a construção de um mercado no bairro de Inhamízua. Pretendia-se com a iniciativa retirar cerca de 300 vendedores informais, que dedicavam as suas actividades nas bermas da estrada nacional número seis, no mesmo bairro, e outros até usam parte da estrada como bancas, pondo em risco as suas vidas.
A iniciativa foi bem acolhida por grande parte de vendedores que, em tempo recorde, ocuparam todos os espaços reservados para tal e começaram erguer as bancas. No local, o Município abriu vias de acesso, disponibilizou corrente eléctrica e foram construídos balneários públicos.
E como resultado dos actos, o novo Mercado de Inhamizua ficou praticamente deserto. As bancas estão fechadas e o capim está a tomar conta do local. Menos de 10 das cerca de 300 e mercearias é que estão abertas. Em contrapartida, cenário que se vive na Estrada Nacional Número Seis, no bairro de Inhamizua, é muito preenchido. Os vendedores invadiram a rodovia e disputam a mesma com os veículos, entre os quais pesados e ligeiros, correndo risco de vida permanente. Aliás, já houve registo de acidentes que culminaram com mortes.
O Município disse que já tentou todos os meios para mobilizar os vendedores a abandonarem o local. Segundo o vereador, devido à insistência e à tomada de algumas medidas, os vendedores foram queixar às autoridades de justiça e o processo está em curso.
O município deixou de cobrar receitas aos vendedores há mais de seis meses e está a perder por dia cerca de 40 mil meticais.
Mais de 100 imigrantes ilegais foram detidos, esta terça-feira, em Durban, África do Sul. Foram também confiscadas várias armas de fogo, uma quantidade não especificada de cocaína e notas de dólar correspondentes a mais de 4 milhões de rands.
É mais uma acção de combate ao crime organizado e transnacional, envolvendo imigrantes ilegais na vizinha África do Sul.
São mais de 100 pessoas de nacionalidades até aqui desconhecidas que estão a contas com a polícia sul-africana, depois de terem sido abordados sob porte de armas de fogo e várias munições, uma quantidade não especificada de cocaína e dólares norte-americanos falsificados num valor equivalente a mais de 4 milhões de rands.
Os mesmos foram ainda encontrados sem documentos numa ação de busca e captura que abrangeu seis edifícios. As nacionalidades são também desconhecidas.
Um dos edifícios é da tutela do Município e foi ocupado ilegalmente, de acordo com a polícia sul-africana. “Foram acima de 120 pessoas que encontramos, em diferentes edifícios, não apenas em um edifício, mas em diferentes edifícios em que estivemos operando hoje. Entre eles, temos aqueles que foram presos por Drogas, outros por porte de muitos dólares falsificados, mais de 4 milhões de rands destas notas. Prendemos estas pessoas por estarem no país sem documentos válidos”, disse a polícia sul-africana.
Já o governador da província de KwaZulu-Natal, Thamsanqa Ntuli, onde se situa a cidade portuária de Durban, declarou que a acção multidisciplinar das autoridades sul-africanas visa combater o crime, acrescentando que os estrangeiros indocumentados serão deportados.
Esta detenção de mais de 100 migrantes acontece um mês depois de ter sido desmantelado um campo de treinamento militar de pessoas cujas nacionalidades são desconhecidas.
O candidato presidencial do partido Frelimo promete criar mais oportunidades de emprego para os jovens da província de Tete. Daniel Chapo diz que a juventude não deve depender das mineradoras, daí que vai criar, também, pacotes de financiamento ao autoemprego.
A onda vermelha do partido Frelimo, liderada por Daniel Chapo, deixou a província de Sofala, ontem, e escalou a província de Tete, onde orienta, a partir de hoje, a campanha eleitoral.
Num comício concorrido por membros e simpatizantes da Frelimo, Daniel Chapo prometeu criar mais oportunidades de emprego para jovens. Como alternativa, Chapo vai apostar na agricultura e criação de mais farmas.
Ainda no capítulo da criação de emprego para jovens, Chapo diz que vai trabalhar para a criação de mais institutos de formação técnico-profissional, de modo a garantir que os jovens desenvolvam actividades remuneradas.