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Antigo porta-voz da RENAMO intensifica contestação à liderança de Ossufo Momade e defende que o partido não pode chegar a Novembro mergulhado na actual indefinição. António Muchanga quer a convocação urgente do Conselho Nacional e um congresso extraordinário para eleger uma nova liderança.

A crise interna na RENAMO ganhou um novo capítulo, desta vez a partir de Vilankulo, na província de Inhambane, onde António Muchanga voltou a subir o tom contra Ossufo Momade e defendeu mudanças urgentes na direcção do partido, considerando que a maior força da oposição durante décadas está a perder espaço político e, nas suas palavras, a “morrer aos poucos”. O antigo porta-voz da RENAMO quer que o partido convoque o Conselho Nacional e avance para um congresso extraordinário que permita eleger uma nova liderança, colocando Novembro como limite político para a resolução da actual crise e argumentando que qualquer adiamento poderá comprometer a preparação da formação para o próximo ciclo eleitoral.

A passagem por Vilankulo integra uma movimentação que Muchanga diz estar a realizar por diferentes pontos da província de Inhambane para mobilizar membros em torno da necessidade de reformas internas, depois de ter passado por Zavala, Morrumbene e Massinga. Em Vilankulo, município actualmente governado pela RENAMO, o antigo deputado procurou usar os resultados eleitorais alcançados pelo partido em diferentes autarquias como argumento para sustentar que existe uma distância entre aquilo que considera ser a força eleitoral da organização e o estado actual da sua liderança, afirmando que a RENAMO conquistou municípios onde acabou por não assumir a governação e que esse percurso não pode ser ignorado quando se discute o futuro da formação política.

“Viemos despertar os colegas sobre a necessidade de haver reformas que vão culminar com a realização do congresso extraordinário, onde vamos eleger nova liderança do partido”, afirmou Muchanga, defendendo que a RENAMO precisa primeiro de colocar os seus órgãos internos a funcionar regularmente e, depois, resolver a disputa em torno da liderança através dos mecanismos estatutários. Segundo o político, o Conselho Nacional deveria reunir com maior regularidade e a ausência desses encontros está a contribuir para prolongar uma crise que, no seu entendimento, já começa a afectar a capacidade do partido de se posicionar perante os principais assuntos nacionais.

A pressão de António Muchanga sobre Ossufo Momade não começou em Inhambane. O antigo deputado tem sido uma das vozes mais críticas da actual direcção e, nos últimos meses, intensificou a exigência de saída do presidente da RENAMO, acusando-o de ser responsável pelo enfraquecimento da formação. Em Maio, Muchanga voltou publicamente a defender a retirada de Momade da liderança, enquanto em Julho anunciou que pretendia recorrer à Justiça para viabilizar a realização de um congresso, acusando a direcção de atrasar o funcionamento dos órgãos internos. A disputa chegou igualmente aos tribunais depois de Muchanga ter sido suspenso pelo partido, decisão que viria a ser anulada judicialmente.

Em Vilankulo, Muchanga acrescentou agora um elemento novo à pressão política: o calendário. Na sua leitura, a RENAMO não pode entrar em Novembro sem uma definição sobre quem conduzirá o partido, porque precisa de tempo para reorganizar as estruturas e preparar-se para as próximas eleições autárquicas. O político invocou os prazos eleitorais para justificar a urgência e sustenta que prolongar a disputa interna reduzirá a margem disponível para uma nova liderança reconstruir o partido e preparar a máquina eleitoral.

É neste contexto que Muchanga dirige uma das mensagens mais duras a Ossufo Momade, defendendo que o presidente deve reconhecer que perdeu apoio dentro da organização e facilitar uma transição antes que a crise se agrave. O antigo porta-voz chegou a pedir aos membros da RENAMO em Inhambane que “orem” para que Momade reconheça aquilo que considera serem erros cometidos durante a sua liderança e aceite uma reconciliação interna, mas deixa claro que, na sua perspectiva, essa reconciliação deve passar necessariamente pela mudança no topo do partido.

“Não podemos chegar a Novembro com esta situação de indefinição dentro do partido”, advertiu Muchanga, acrescentando que é Ossufo Momade quem deve assumir responsabilidades pelo actual ambiente interno. A posição representa mais um endurecimento de uma contestação que vem sendo protagonizada por diferentes sectores da RENAMO e que já envolveu antigos guerrilheiros, quadros seniores e estruturas locais. Em Fevereiro, Muchanga e Alfredo Magumisse já tinham exigido publicamente a renúncia de Momade, acusando a liderança de estar a hipotecar o futuro da organização.

Para sustentar a necessidade de mudança, António Muchanga não limita as críticas à organização interna e acusa Ossufo Momade de manter silêncio perante alguns dos principais problemas que afectam o país. No discurso feito em Vilankulo, enumerou a violência terrorista em Cabo Delgado, a situação de moçambicanos na África do Sul, o custo de vida e o descontentamento manifestado por diferentes grupos profissionais, entre professores, profissionais de saúde e magistrados, para questionar a capacidade do actual presidente da RENAMO de se afirmar como voz da oposição.

Na avaliação de Muchanga, um partido que durante décadas ocupou o lugar de principal força de oposição precisa de ter posições claras sobre os grandes debates nacionais e o silêncio que atribui a Ossufo Momade está a contribuir para aquilo que descreve como perda de relevância política. “O nosso chefe tornou-se mudo, tornou-se surdo”, disparou o antigo porta-voz, depois de questionar a ausência de pronunciamentos públicos do líder sobre vários assuntos que considera determinantes para a vida dos moçambicanos.

A crítica ganha peso num momento particularmente delicado para a RENAMO. Depois das eleições gerais de 2024, o partido perdeu o estatuto de principal força da oposição parlamentar, mudança que aprofundou o debate interno sobre liderança, estratégia e futuro político da organização. A contestação a Momade cresceu desde então e passou a envolver manifestações de antigos combatentes e ocupações de instalações partidárias, enquanto Muchanga se consolidou como uma das figuras mais visíveis da frente que exige mudanças.

Em Inhambane, a contestação já conheceu episódios de maior tensão, com membros do partido a protagonizarem acções contra a liderança e a exigirem a saída de Ossufo Momade. É neste ambiente que Muchanga percorre a província procurando apoio para uma agenda que pretende transformar a insatisfação dispersa numa pressão organizada pela convocação dos órgãos partidários e, posteriormente, de um congresso extraordinário.

Ossufo Momade lidera a RENAMO desde a morte de Afonso Dhlakama, em Maio de 2018, tendo sido eleito presidente do partido no congresso realizado em Janeiro de 2019. Desde então, conduziu a formação em dois ciclos de eleições gerais e esteve à frente do partido durante a implementação do processo de paz e desarmamento que se seguiu ao acordo assinado com o Governo em 2019.

É precisamente o legado político da RENAMO que Muchanga coloca agora no centro da disputa. O antigo porta-voz entende que a organização corre o risco de continuar a perder influência se não renovar rapidamente a liderança, enquanto os seus pronunciamentos mostram que a contestação deixou de estar concentrada apenas na exigência de saída de Ossufo Momade e passou a apresentar uma proposta concreta de transição: Conselho Nacional, reformas internas e congresso extraordinário para escolher quem deverá conduzir o partido.

A batalha que se desenha dentro da RENAMO será, por isso, tanto sobre Ossufo Momade quanto sobre o modelo de partido que emergirá da actual crise. Muchanga quer uma decisão antes de Novembro e percorre estruturas partidárias à procura de apoio para forçar essa mudança, enquanto o calendário político continua a avançar e reduz o tempo disponível para a reorganização pretendida pelos contestatários.

Em Vilankulo, a mensagem foi inequívoca: para António Muchanga, a RENAMO já não tem tempo apenas para discutir a crise, precisa de decidir quem a vai liderar para sair dela.

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O candidato presidencial do partido Frelimo  promete criar mais oportunidades de emprego para os jovens da província de Tete. Daniel Chapo diz que a juventude não deve depender das mineradoras, daí que vai criar, também, pacotes de financiamento ao autoemprego.

A onda vermelha do partido Frelimo, liderada por Daniel Chapo,  deixou a província de Sofala, ontem, e escalou a província de Tete, onde orienta, a partir de hoje,  a campanha eleitoral. 

Num comício concorrido por membros e simpatizantes da Frelimo, Daniel Chapo prometeu criar mais oportunidades de emprego para jovens. Como alternativa, Chapo vai apostar na agricultura e criação de mais farmas. 

Ainda no capítulo da criação de emprego para jovens, Chapo diz que vai trabalhar para a criação de mais institutos de formação técnico-profissional, de modo a garantir que os jovens desenvolvam actividades remuneradas.

O cabeça de lista da FRELIMO em Inhambane, Francisco Pagula, trabalhou, nesta terça-feira, no distrito de Vilankulo, onde é administrador.

Pagula esteve com o primeiro edil de Vilankulo, Suleimane Amuji, e juntos percorreram algumas artérias da cidade turística para convencer o eleitorado a votar no seu partido e no seu candidato, Daniel Chapo.

Em conversa com os jovens, Pagula explicou que a Frelimo é a melhor opção para governar o país, porque tem um candidato presidencial jovem e um cabeça de lista que concorre para ser governador de Inhambane, que também é jovem. Foi nessa quantidade que Pagula explicou que conhece todos os problemas dos jovens, e citou como exemplo a dificuldade que os jovens enfrentam para ter uma habitação.

O político explicou que uma das apostas da FRELIMO para os próximos anos é dar terra infraestruturada aos jovens, como o primeiro dos principais passos para ter casa própria

Ainda na mesma cidade, Pagula interagiu com as vendedoras do mercado municipal e lá explicou que o candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, tem na manga um projecto para a criação de um fundo, que servirá de linha de financiamento para pequenos negócios dos vendedores dos mercados, que muitas vezes são obrigado a recorrer a microcréditos ou agiotas para financiarem suas iniciativas de negócio.

Para a concretização de tal atitude, Francisco Pagula pediu às mulheres presentes no mercado para votar na Frelimo e no seu candidato, Daniel Chapo.

O sistema que permite a emissão de cartas de condução e matrículas já está operacional, no entanto provocou prejuízos enormes aos importadores de viaturas. O jurista Mpasso Camblege defende que o Estado deve ser responsabilizado pelas falhas na prestação de serviços pelo INATRO. Não é de hoje que o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) tem enfrentado problemas para emitir cartas de condução e atribuir matrículas para viaturas.

Estas falhas têm causado prejuízos enormes a alguns importadores de viaturas, segundo revelou, em anonimato, ao “O País” um assistente de despachante.

“Há vezes que chega um navio e o INATRO não tem sistema e, quando é assim, o Terminal Automóvel de Maputo (Maputo Car), não pára de contar o parqueamento, porque o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários não tem sistema. As alfândegas até podem querer concluir o desembaraço aduaneiro na Janela Única Electrónica, mas sem a matrícula não tem como e isso tudo acaba por recair sobre os nossos clientes, que são obrigados a pagar altas taxas de parqueamento sem necessidade. Só para ter uma ideia, uma viatura ligeira paga 20 190 Meticais para dez dias de parqueamento. No décimo primeiro dia paga cinco mil adicionais, no décimo segundo dia paga seis mil, e assim sucessivamente”, explicou a fonte.

Sem a possibilidade de requerer uma saída antecipada nas alfândegas, há importadores que chegam a abandonar as suas viaturas no Porto de Maputo, devido à falta de dinheiro para pagar as multas de parqueamento.

“Às vezes, nós tentamos entrar em contacto com Maputo Car, para pedir algum desconto, mas é sempre sem sucesso. Temos situações em que levamos os clientes e entramos com eles, para implorarem pessoalmente, mas também não há margem de negociação, mesmo evidenciando os motivos que levaram a demora do processo de desembaraço. Há clientes que acabam por fazer empréstimos, mas há quem, por falta de opção, acaba por perder a viatura”, revelou.

Em exclusivo à Stv, o INATRO explicou, esta terça-feira, que o problema foi ultrapassado e pede desculpas pelos transtornos.

“Neste momento, estamos a atender normalmente o cidadão, mas também compreendemos que, por conta desse tempo que ficámos, o atendimento público, houve muitos processos que ficaram acumulados e estamos a trabalhar de modo a compensar, dando prioridade àqueles que deveriam ter sido atendidos neste período de interrupção, para, em breve, voltarmos à normalidade de prestação de serviços que é nosso dever”, justificou Napoleão Sumbane, porta-voz do INATRO.

Apesar do pedido de desculpas, o Estado pode ser responsabilizado, conforme explica o jurista Mpasso Camblege, segundo o qual foi violado o princípio da prestação contínua dos serviços públicos.

“O património que tiver sido, em algum momento, despendido para resolver determinadas situações por conta dos problemas que se verificam e que não são do controlo dos cidadãos, deve, de certa forma, ser imputado a estas entidades que pertencem ao próprio Estado, para que os lesados possam ser ressarcidos”, disse o Mpasso Camblege.

Em Março deste ano, o INATRO enfrentou um problema similar, tendo, na altura, afectado inclusive a consulta e o pagamento de multas.

A Galp fechou, hoje, na FACIM, um acordo que lhe permite fornecer os serviços da Solução Galp Frota à Chelsea Group. Através deste serviço, o mais novo cliente da Galp poderá poupar, de forma significativa, a energia que consome. Já a EDM está a inovar a forma como se comunica com o público. Agora, os clientes podem submeter suas queixas através de várias plataformas digitais.

O novo serviço da Galp, a Galp Frota, adquiriu, ontem, um novo cliente, na 59ª edição da FACIM. Trata-se de Chelsea Group, que passa a fazer parte da lista de clientes através da assinatura de um memorando de entendimento.

“É uma solução direccionada para empresas. É um cartão, como o próprio nome diz, para frotas e que permite um consumo mais racional e eficiente e, acima de tudo, permite poupanças significativas às empresas, no consumo de energia”, explicou Francisco Ferreira, director comercial da Galp.

É tudo isto que a Chelsea Group passa a ter ao integrar a lista dos clientes da Galp. “Há uma diversidade de soluções que Galp Frota permite e ficamos satisfeitos, porque as empresas estão a aderir e Chelsea Group é mais uma empresa que aderiu a esta nossa solução”, acrescentou o director comercial da Galp.

E a quinquagésima edição da FACIM não traz só solução para as empresas, mas, também, para o público em geral. A Electricidade de Moçambique anunciou, ontem, inovação na forma como se comunica com os seus clientes.

“Esta modernização consiste na passagem de um call centre de chamadas em voz para um contact centre, que permite a diversidade de canais de comunicação com os clientes, nomeadamente, serviços de SMS, redes sociais como Facebook, Twitter, WhatsApp e ainda atendimento através da unidade de interação de voz”, revelou Joaquim Ou-Chim, PCA da EDM.

Com a comunicação modernizada, reduz-se o tempo em que os clientes aguardavam resposta da Electricidade de Moçambique.

“Temos, também, um sistema de atendimento automatizado, que utiliza mensagem de voz pré-gravada para interagir e guiar o cliente, oferecendo um menu com opções de suporte, encurtamento de tempo de espera para falar com o agente e participar avarias”, referiu Joaquim Ou-Chim, PCA da Electricidade de Moçambique, acrescentando que “com a diversidade de canais de atendimento, teremos maior flexibilidade no acesso aos serviços da EDM, reduzindo os constrangimentos da linha telefónica.”

Ainda na FACIM, a Montepuez Rubby Mining (MRM) assinou um memorando de entendimento com a UniLúrio para a gestão ambiental e preservação da biodiversidade na área de operação da mineradora

“Sons da minha terra” é o título do concerto do músico de Radjha Ally. O espectáculo que levará o público numa viagem pelos ricos ritmos e danças de Moçambique, esta sexta-feira, 30 de Agosto, a partir das 20 horas, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).

Para o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), a apresentação promete ser uma celebração vibrante da cultura moçambicana, através da música e da dança.

No espectáculo “Sons da minha terra”, avança o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), Radjha não só explora as sonoridades do seu país como também apresenta, pela primeira vez, as músicas que farão parte do seu aguardado álbum de estreia, a ser lançado no final deste ano.

O concerto do músico contará ainda com as participações especiais das artistas moçambicanas Xixel Langa e Onésia Muholove, que se juntam a Radjha para tornar a noite ainda mais memorável.

Radjha Ally é natural de Nampula. Desde cedo, cresceu no mundo da música, interesando-se pelos ritmos tradicionais da região. O seu interesse pelas danças tradicionais levou-o a frequentar um curso de canto e dança na Escola do Exército de Moçambique.

Em 2014, concluiu a sua formação em música pelo Instituto Canzion, simultaneamente ao estudo de Teologia, curso que finalizou em 2016. Ainda em 2016, Radjha ingressou na Universidade Eduardo Mondlane para estudar Artes e Comunicação.

Radjha tem actuado com a sua própria banda, realizando espectáculos por todo Moçambique e participando em diversos festivais internacionais.

Um casal foi detido por tentar vender três menores a um milhão cada, no bairro Vieira, na Província de Nampula. Duas vítimas são os seus próprios filhos e a outra foi sequestrada no bairro de Natiquire, com a mesma intenção de ser vendida.

Tudo começou no dia 20 do mês em curso, quando uma mulher entrou em uma casa, no bairro Natiquire, na Cidade de Nampula, e na ausência de seus progenitores, sequestrou uma menor de 7 anos de idade. A criminosa levou a menor para a sua própria casa, no bairro Vieira, também na Cidade de Nampula.

“A minha mulher levou uma criança a casa de alguém no dia 20. Quando regressei a casa, à noite, encontrei a minha mulher e a criança. Perguntei como leva uma criança dos outros para cá. Ela respondeu que está cansada de sofrer e queria vendê-la”, contou um dos detidos.

Uma vez que a mulher é mãe de dois filhos, de quem o acusado é padrasto, diz que aconselhou à esposa a reconsiderar e devolver a criança, porém, seguiu o plano de vender a menor.

“Saímos para casa do meu cunhado e, quando chegamos lá, eu deveria convencê-lo de que é minha filha e que passaria dois ou três dias lá. Quando voltamos para casa, aconselhei a minha mulher para devolver a criança, mas ela não me ouviu”, contou.

Sobre os potenciais clientes, o acusado disse que ainda estava à procura. “Minha esposa entrava de casa em casa, quando o quintal era bonito ela dizia que compram pessoas”, acrescentou.

O SERNIC disse que o casal não só queria vender a vítima, menor de 7 anos de idade, mas também os seus próprios filhos, a um preço de um milhão de meticais por cada criança, ou seja, por 3 milhões de meticais.

“Pudemos apurar que as crianças estavam a ser comercializadas por um milhão de meticais por cada menor”, revelou Henina Tsinine, Porta-voz do SERNIC na Cidade de Nampula.

Em conexão, o irmão da mulher que orquestrou o crime, que recebeu a vítima do sequestro, também está detido sob acusação dos mesmos crimes.

O poeta Álvaro Fausto Taruma uniu um grupo de artistas multidisciplinares para criar a performance “Não deixa arder até tarde o fogo”, uma adaptação inspirada na sua obra literária Criação do fogo.

A apresentação da performance está marcada para esta quarta-feira, às 18 horas, no recinto do Estúdio Criativo Anima, na Cidade de Maputo.
“Baseado no livro lançado em Abril deste ano, Criação do fogo mergulha nos desafios que Moçambique enfrenta, com destaque para o terrorismo em Cabo Delgado. A obra estende, ainda, a sua análise aos conflitos armados que persistem em várias regiões do mundo, desde África até ao Médio Oriente e Europa. A metáfora do fogo é central, representando tanto a destruição quanto a resistência e renovação”, lê-se na nota de imprensa.

De acordo com a mesma nota de imprensa, “Não deixa arder até tarde o fogo” combina dança, teatro, música, poesia, e projecção de imagens para criar uma experiência envolvente. A peça conta com as performances do actor Mateus Nhamuche, da bailarina e coreógrafa Afifah Zualo, e do malabarista de fogos Filimão Francisco. A trilha sonora é composta por Fu da Siderurgia, e as projecções visuais complementam a atmosfera imersiva do espectáculo, que tem encenação inspirada nos temas do livro.

Quanto à iniciativa, Álvaro Fausto Taruma afirma que o “espectáculo nasce da ideia de levar o livro ao público de uma forma que vá além da leitura convencional. A integração de expressões artísticas, como a dança, a música e a projecção de imagens, permite uma nova leitura da obra, aproximando os espectadores ao ambiente íntimo de Criação do fogo. Queremos que a poesia seja vivida como uma experiência sensorial, algo que transcenda o texto e toque directamente no coração e na mente de quem assiste”.

Criação do fogo foi recentemente nomeado na lista das 60 obras semi-finalistas do Prémio Oceanos, ao lado de outras obras moçambicanas, incluindo Mia Couto e Jeremias F. Jeremias.

“Não deixa arder até tarde o fogo” tem uma duração aproximada de 45 minutos a uma hora, oferecendo ao público uma imersão completa no universo literário de Álvaro Fausto Taruma.

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) acusa o Fundo de Promoção Desportiva (FPD) de ter feito desvio de aplicação mais de 1,2 milhões de dólares, o equivalente a mais de 80 milhões de Meticais, valor desembolsado pela multinacional TotalEnergies para o apoio à selecção sénior feminina de basquetebol.

O valor, segundo o FPD, serviu para custear as despesas da delegação moçambicana nos Jogos Olímpicos, facto que viola o acordo estabelecido entre as partes.

Os pronunciamentos do secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, nesta segunda-feira, em relação ao que antecedeu a viagem da selecção para o México, a fim de participar na janela de pré-qualificação para o Mundial de basquetebol, em que dizia que a FMB deve organizar e planificar melhor as suas actividades, não caíram bem!

Na mesma reacção, o dirigente disse que “não podemos, toda a hora, estar à espera de concorrer a determinados cargos e, depois, passarmos as responsabilidades para os outros. Nós temos uma federação que é responsável pelo basquetebol e por tudo o que acontece na modalidade, sucessos e insucessos. As falhas devem ser assumidas pela entidade que rege a modalidade”, anotou Gilberto Mendes.

Sobre os factos, a Federação Moçambicana de Basquetebol tem a sua versão. O vice-presidente da FMB, César Tique, explica todos os contornos que estiveram à volta do pré e pós-viagem da selecção nacional ao México.

Tique esclarece que a viagem tardia se deveu ao facto de o Fundo de Promoção Desportiva não ter libertado o valor desembolsado pela Total para apoiar a selecção, avaliado em 1,2 milhões de dólares, o equivalente a mais de 80 milhões de Meticais.

“Acertou-se tudo com a Total. Durante o processo negocial com a Total, ficou acordado que iria canalizar os fundos para uma instituição governamental e não à Federação Moçambicana de Basquetebol. Nesse sentido, canalizou o valor através do Fundo de Promoção Desportiva e nós não recebemos o dinheiro. Esse facto condicionou a nossa planificação, tendo em conta que, a dado momento, recebemos a informação de que não iríamos mais ao estágio”, explica.

Esclarece, ainda, que o FPD justificou que o dinheiro alocado pela TotalEnergies serviu para custear as despesas da participação do país nos Jogos Olímpicos, o que viola o acordo estabelecido com a petrolífera francesa. O acordo entre a TotalEnergies e SED foi assinado em Novembro de 2022.

Não havendo disponibilidade do valor, a FMB teve, segundo explica César Tique, de estudar outras formas para viabilizar a ida da selecção nacional ao México, indo ao mercado em busca de parceiros para, pelo menos, assegurarem o pagamento das passagens de uma parte das jogadoras. A FMB fez a divisão do grupo, sendo que um viajaria na sexta-feira e outro no sábado.

Uma parte das jogadoras deslocou-se ao Aeroporto Internacional de Maputo a fim de seguir viagem para o México, facto que não aconteceu. Sobre esse assunto, César Tique explica que havia expectativa de que, naquele mesmo dia, haveria disponibilidade das passagens.

“A nossa colega da federação, Telma Manjate, esteve numa das agências de viagem desde as primeiras horas do dia até à noite, à espera da confirmação do Fundo de Promoção Desportiva sobre as passagens. O FPD garantiu que iria assegurar o pagamento das passagens. É por essa razão que o grupo que iria viajar na sexta-feira se deslocou ao aeroporto, na perspectiva de que, a qualquer momento, as passagens estariam disponíveis”, anota o dirigente.

Esse facto não aconteceu, porque, segundo explica, a referida agência de viagens não aceitou disponibilizar as passagens, tendo em conta que o FPD tem uma dívida enorme com a instituição. Diante disso, a FMB foi obrigada a cancelar a viagem, o que teve implicações para a selecção nacional.

“Esta confusão toda fez com que uma das nossas melhores jogadoras e principal poste, Tamara Seda, desistisse de seguir viagem com a selecção. Tentámos persuadi-la de todas as formas. Inclusive, algumas antigas praticantes e a nossa capitã, ingvild Mucauro, fizeram de tudo para que ela reconsiderasse a sua decisão, mas não foi possível”, explica César Tique.

O jornal O País contactou o Fundo de Promoção Desportiva, através da sua directora, Amélia Cabral, para colher a sua reacção em relação ao assunto, mas não respondeu às chamadas e mensagens

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, convocou para esta quarta-feira uma nova manifestação pública contra a decisão do Tribunal Supremo de Justiça de, após investigar possível fraude nos resultados, declarar Nicolás Maduro o vencedor das eleições.

Um mês depois das eleições presidenciais na Venezuela que deram vitória a Nicolás Maduro, o país continua mergulhado nas manifestações promovidas pelos simpatizantes do candidato da oposição derrotado, Edmundo González Urrutia, que afirmam que o antigo diplomata venceu o escrutínio.

“Não apresentaram nem um pedaço de papel e correram para se esconder atrás do seu TSJ submetidos à tirania que não tem vela neste funeral para lavar a cara da sua fraudulenta CNE. Não há maior confissão de derrota.Por isso nos vemos nas ruas nesta quarta-feira, dia 28, em Caracas, no interior, em cidades do mundo todo”, disse esta terça-feira María Carolina Machado.

Alias, ex-deputada e aliada de Urrutia, acusou, num vídeo publicado na sua rede social, os órgão eleitorais Venezuelanos de favorecer o candidato reeleito, Nicólas Maduro. Machado acrescenta que “há um mês depois da nossa gloriosa vitória no dia 28 de julho, quando votamos, ganhamos e recolhemos às nossas atas que demonstram a esmagadora vitória de Edmundo González.”

Urrutia e Machado chegaram a ser ouvidos pelo Ministério público, acusados de  usurpação de funções, difusão de informações falsas, incitamento à desobediência da lei e à insurreição e associação criminosa.

Para além de protestos, a declaração de vitória de Maduro originou operações policiais e foram confirmados 27 óbitos e mais de 2.400 detidos. 

O Conselho Nacional de Eleitoral local não divulgou os dados somatórios de cada partido, justificando a decisão com um alegado ataque cibernético contra o sistema electrónico de votação, porém dando vitória ao partido de Maduro.

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