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Antigo porta-voz da RENAMO intensifica contestação à liderança de Ossufo Momade e defende que o partido não pode chegar a Novembro mergulhado na actual indefinição. António Muchanga quer a convocação urgente do Conselho Nacional e um congresso extraordinário para eleger uma nova liderança.

A crise interna na RENAMO ganhou um novo capítulo, desta vez a partir de Vilankulo, na província de Inhambane, onde António Muchanga voltou a subir o tom contra Ossufo Momade e defendeu mudanças urgentes na direcção do partido, considerando que a maior força da oposição durante décadas está a perder espaço político e, nas suas palavras, a “morrer aos poucos”. O antigo porta-voz da RENAMO quer que o partido convoque o Conselho Nacional e avance para um congresso extraordinário que permita eleger uma nova liderança, colocando Novembro como limite político para a resolução da actual crise e argumentando que qualquer adiamento poderá comprometer a preparação da formação para o próximo ciclo eleitoral.

A passagem por Vilankulo integra uma movimentação que Muchanga diz estar a realizar por diferentes pontos da província de Inhambane para mobilizar membros em torno da necessidade de reformas internas, depois de ter passado por Zavala, Morrumbene e Massinga. Em Vilankulo, município actualmente governado pela RENAMO, o antigo deputado procurou usar os resultados eleitorais alcançados pelo partido em diferentes autarquias como argumento para sustentar que existe uma distância entre aquilo que considera ser a força eleitoral da organização e o estado actual da sua liderança, afirmando que a RENAMO conquistou municípios onde acabou por não assumir a governação e que esse percurso não pode ser ignorado quando se discute o futuro da formação política.

“Viemos despertar os colegas sobre a necessidade de haver reformas que vão culminar com a realização do congresso extraordinário, onde vamos eleger nova liderança do partido”, afirmou Muchanga, defendendo que a RENAMO precisa primeiro de colocar os seus órgãos internos a funcionar regularmente e, depois, resolver a disputa em torno da liderança através dos mecanismos estatutários. Segundo o político, o Conselho Nacional deveria reunir com maior regularidade e a ausência desses encontros está a contribuir para prolongar uma crise que, no seu entendimento, já começa a afectar a capacidade do partido de se posicionar perante os principais assuntos nacionais.

A pressão de António Muchanga sobre Ossufo Momade não começou em Inhambane. O antigo deputado tem sido uma das vozes mais críticas da actual direcção e, nos últimos meses, intensificou a exigência de saída do presidente da RENAMO, acusando-o de ser responsável pelo enfraquecimento da formação. Em Maio, Muchanga voltou publicamente a defender a retirada de Momade da liderança, enquanto em Julho anunciou que pretendia recorrer à Justiça para viabilizar a realização de um congresso, acusando a direcção de atrasar o funcionamento dos órgãos internos. A disputa chegou igualmente aos tribunais depois de Muchanga ter sido suspenso pelo partido, decisão que viria a ser anulada judicialmente.

Em Vilankulo, Muchanga acrescentou agora um elemento novo à pressão política: o calendário. Na sua leitura, a RENAMO não pode entrar em Novembro sem uma definição sobre quem conduzirá o partido, porque precisa de tempo para reorganizar as estruturas e preparar-se para as próximas eleições autárquicas. O político invocou os prazos eleitorais para justificar a urgência e sustenta que prolongar a disputa interna reduzirá a margem disponível para uma nova liderança reconstruir o partido e preparar a máquina eleitoral.

É neste contexto que Muchanga dirige uma das mensagens mais duras a Ossufo Momade, defendendo que o presidente deve reconhecer que perdeu apoio dentro da organização e facilitar uma transição antes que a crise se agrave. O antigo porta-voz chegou a pedir aos membros da RENAMO em Inhambane que “orem” para que Momade reconheça aquilo que considera serem erros cometidos durante a sua liderança e aceite uma reconciliação interna, mas deixa claro que, na sua perspectiva, essa reconciliação deve passar necessariamente pela mudança no topo do partido.

“Não podemos chegar a Novembro com esta situação de indefinição dentro do partido”, advertiu Muchanga, acrescentando que é Ossufo Momade quem deve assumir responsabilidades pelo actual ambiente interno. A posição representa mais um endurecimento de uma contestação que vem sendo protagonizada por diferentes sectores da RENAMO e que já envolveu antigos guerrilheiros, quadros seniores e estruturas locais. Em Fevereiro, Muchanga e Alfredo Magumisse já tinham exigido publicamente a renúncia de Momade, acusando a liderança de estar a hipotecar o futuro da organização.

Para sustentar a necessidade de mudança, António Muchanga não limita as críticas à organização interna e acusa Ossufo Momade de manter silêncio perante alguns dos principais problemas que afectam o país. No discurso feito em Vilankulo, enumerou a violência terrorista em Cabo Delgado, a situação de moçambicanos na África do Sul, o custo de vida e o descontentamento manifestado por diferentes grupos profissionais, entre professores, profissionais de saúde e magistrados, para questionar a capacidade do actual presidente da RENAMO de se afirmar como voz da oposição.

Na avaliação de Muchanga, um partido que durante décadas ocupou o lugar de principal força de oposição precisa de ter posições claras sobre os grandes debates nacionais e o silêncio que atribui a Ossufo Momade está a contribuir para aquilo que descreve como perda de relevância política. “O nosso chefe tornou-se mudo, tornou-se surdo”, disparou o antigo porta-voz, depois de questionar a ausência de pronunciamentos públicos do líder sobre vários assuntos que considera determinantes para a vida dos moçambicanos.

A crítica ganha peso num momento particularmente delicado para a RENAMO. Depois das eleições gerais de 2024, o partido perdeu o estatuto de principal força da oposição parlamentar, mudança que aprofundou o debate interno sobre liderança, estratégia e futuro político da organização. A contestação a Momade cresceu desde então e passou a envolver manifestações de antigos combatentes e ocupações de instalações partidárias, enquanto Muchanga se consolidou como uma das figuras mais visíveis da frente que exige mudanças.

Em Inhambane, a contestação já conheceu episódios de maior tensão, com membros do partido a protagonizarem acções contra a liderança e a exigirem a saída de Ossufo Momade. É neste ambiente que Muchanga percorre a província procurando apoio para uma agenda que pretende transformar a insatisfação dispersa numa pressão organizada pela convocação dos órgãos partidários e, posteriormente, de um congresso extraordinário.

Ossufo Momade lidera a RENAMO desde a morte de Afonso Dhlakama, em Maio de 2018, tendo sido eleito presidente do partido no congresso realizado em Janeiro de 2019. Desde então, conduziu a formação em dois ciclos de eleições gerais e esteve à frente do partido durante a implementação do processo de paz e desarmamento que se seguiu ao acordo assinado com o Governo em 2019.

É precisamente o legado político da RENAMO que Muchanga coloca agora no centro da disputa. O antigo porta-voz entende que a organização corre o risco de continuar a perder influência se não renovar rapidamente a liderança, enquanto os seus pronunciamentos mostram que a contestação deixou de estar concentrada apenas na exigência de saída de Ossufo Momade e passou a apresentar uma proposta concreta de transição: Conselho Nacional, reformas internas e congresso extraordinário para escolher quem deverá conduzir o partido.

A batalha que se desenha dentro da RENAMO será, por isso, tanto sobre Ossufo Momade quanto sobre o modelo de partido que emergirá da actual crise. Muchanga quer uma decisão antes de Novembro e percorre estruturas partidárias à procura de apoio para forçar essa mudança, enquanto o calendário político continua a avançar e reduz o tempo disponível para a reorganização pretendida pelos contestatários.

Em Vilankulo, a mensagem foi inequívoca: para António Muchanga, a RENAMO já não tem tempo apenas para discutir a crise, precisa de decidir quem a vai liderar para sair dela.

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A Dinamarca anunciou, esta segunda-feira, o encerramento de suas embaixadas no Mali e no Burkina Faso devido aos golpes de Estado, que segundo o país limitaram a sua acção na região do Sahel. O país europeu assegura tratar-se de uma nova estratégia para África.    

A limitação da sua actuação na região do Sahel está entre os principais motivos que conduziram a Dinamarca ao corte dos laços diplomáticos com o Mali e o Burkina Faso.  

É uma medida que de acordo com o país europeu serve como parte de uma nova estratégia para o seu reposicionamento em África, depois dos golpes militares nestes dois países africanos.  

Da nova estratégia para África, está o estabelecimento de embaixadas em países como o Senegal, Tunísia e Ruanda, incluindo o aumento de seu pessoal diplomático nas embaixadas já existentes no Egipto, Quénia, Nigéria, Gana e na África do Sul.  

Apesar da decisão, o país pretende nomear um representante especial para a região africana dos Grandes Lagos e do Sahel, num contexto de deterioração das relações com os países da África Ocidental.

O encerramento das relações diplomáticas entre a Dinamarca, Mali e Burkina Faso acontece há pouco mais de um mês depois dos dois países africanos terem também rompido relações com a Ucrânia.

Fátima Mimbire continua nos bairros da Matola onde está a “vender” o manifesto eleitoral do MDM. A estratégia de contacto inter pessoal continua a ser a aposta do MDM.

Na rua designada “sons de África”, no Bairro da Matola Santos, só se via do fundo vultos vestidos a branco acompanhados de cânticos e danças é era cenário da campanha eleitoral que até agora na província de Maputo é caracterizada por um ambiente ordeiro e de maior tranquilidade, diga-se . 

Fátima Mimbire, cabeça-de-lista do MDM, no contacto com o seu eleitorado, disse que caso vença e passe a governar a província de Maputo vai resolver os problemas da província.

“vamos juntos resolver os problemas da nossa província. Aqui onde estamos há problemas com as escolas, que precisamos resolver. Dizem aos alunos para contribuírem para o pagamento de guardas. Não é obrigação dos pais e encarregados de educação fazerem isso. Temos que organizar a nossa província e com o envolvimento de todos”, disse.

Esta terça-feira está a ser marcada pela presença de quase todas as formações políticas a conquistarem o eleitorado em quase todos bairros e distritos da província de Maputo.

Cento e trinta e duas pessoas morreram no Sudão devido às inundações ocorridas durante a estação das chuvas deste ano. 

“O número total de Estados afectados é de 10, enquanto o número (…) de pessoas afetadas é de 129.650”, detalhou o ministério em comunicado, citado pela imprensa internacional.

O número total de mortos é agora de 132, num primeiro balanço das inundações durante a estação das chuvas, que vai de Maio a Outubro.

O efeito das inundações acentua as dificuldades da população do Sudão, país que desde 15 de Abril de 2023 vive um conflito que opõe o exército governamental ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla inglesa).

O conflito provocou o colapso do sistema sanitário, com o Ministério da Saúde a anunciar, há quatro dias, 80% das unidades de saúde inoperacionais.

Com o colapso do sistema de saúde, e a falta de cuidados preventivos, aumentaram os casos de cólera.

O Observatório Africano da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) prevê precipitações acima do normal até Setembro em todo o Sudão.

A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte está a expor, na FACIM, mais de 50 projectos avaliados em mais de dois mil milhões de dólares, mas o índice de implementação é muito baixo. O Agronorte é a maior bandeira da ADIN nesta edição da feira.

No pavilhão denominado “corredor de desenvolvimento” da 59ª edição da Feira Internacional de Maputo, FACIM, está a ADIN, que expõe os seus projectos, busca parceiros e, acima de tudo, quer que o público saiba que organização é esta.

Chama-se Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte, ADIN, e o seu foco é desenhar, coordenar e implementar projectos que tirem as províncias do Niassa, Cabo Delgado e Nampula da miséria.

“O nosso foco é o ser humano, são as pessoas. Ao vermos o melhoramento na qualidade de vida das pessoas, cremos que a ADIN estará satisfeita. Por isso, estamos aqui (na FACIM) a expor projectos novos, que vão em busca de parceiros e financiamento”, referiu Jacinto Loureiro, PCA da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte.

Na Feira Internacional de Maputo, a ADIN está a expor projectos novos e em busca de financiamento, mas já tem alguns em marcha, ainda que a sua implementação não seja satisfatória.

“Estamos a demonstrar no nosso stand 54 projectos que, neste momento, estão a decorrer em Cabo Delgado, Niassa e Nampula, orçados em cerca de dois bilhões de dólares, que já estão a acontecer e com um nível ainda não satisfatório de realização, por isso a ADIN tem um papel extremamente grande em motivar e fazer com que estes projectos sejam acelerados para que, efectivamente, este montante, que já existe, e projectos aprovados tenham uma outra celeridade”, revelou Jacinto Loureiro.

Enquanto isso, a ADIN traz novos projectos ligados à agricultura, como é o caso do Agronorte. “É um projecto muito consistente, muito pé no chão para, gradualmente, começarmos a ver os campos que existem em Cabo Delgado, Niassa e Nampula, bastante ricos e produtivos, mas adormecidos. Este é o grande projecto que trouxemos para FACIM, entre outros, para procurarmos financiamento, com vista a iniciarmos este projecto que vai catalisar bastante o auto-emprego, a actividade produtiva para auto-sustento para as nossas populações e, ao mesmo tempo, com uma perspectiva de 10 ou 20 anos de sustentabilidade”, explicou o PCA da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte.

E esta sustentabilidade humana poderá buscar-se, também, para uma região do país em que pessoas sofrem as consequências do terrorismo desde 2017.

Fundo Global aprova uma doação de mais de 525 milhões de dólares ao Governo do Malawi, para o combate ao HIV/SIDA, tuberculose e malária.

O valor, a ser investido num período de três anos, visa construir sistemas de saúde resilientes e sustentáveis no Malawi.
419 milhões de dólares da subvenção destinam-se ao combate à tuberculose e ao HIV/SIDA, e os restantes cerca de 84 milhões de dólares para a malária.

O fundo será gerido pelo Ministério da Saúde como principal beneficiário do sector público, esperando-se que o financiamento apoie intervenções biomédicas.

A aprovação da subvenção segue-se a um pedido de financiamento apresentado pelo Malawi através do Comité de Coordenação do Fundo Global do Malawi, responsável pela supervisão dos recursos alocados.

O apoio do Fundo Global ao Malawi é crucial na luta contra o HIV, tuberculose e malária, pois contribuirá para o reforço dos sistemas de saúde do país e salvar vidas.

Por outro lado, a Visão Mundial no Malawi lançou um projecto de 44 milhões de dólares, numa campanha denominada “BASTA”, que visa erradicar a fome e a desnutrição entre as crianças no país.

O director nacional da Visão Mundial no Malawi, Francis Dube, destacou a campanha como um passo significativo para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e a visão Malawi 2063.

Dube observou que, apesar da capacidade do Malawi de produzir alimentos suficientes, muitas famílias ainda lutam para fornecer alimentos adequados aos seus filhos.

O projecto de três anos é centrado no fortalecimento dos sistemas alimentares locais, na defesa de políticas que priorizem a nutrição de crianças e capacitação das comunidades para construir resiliência contra a fome.

A ministra do Género, Jean Sendeza, reiterou o compromisso do Governo em garantir que todas as crianças recebam alimentação adequada.
A campanha BASTA será implementada em todos os 28 distritos do Malawi.

O presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Paulo Mazivila, diz que as atletas da selecção sénior feminina deram o seu melhor no torneio de pré-qualificação para o Mundial 2026, mas a chegada tardia ao México e a fadiga condicionaram o grupo. Mazivila diz, ainda, que é preciso não parar e começar a trabalhar arduamente para as frentes que as selecções nacionais terão em Novembro próximo.

Três jogos, igual número de derrotas. Este foi o saldo da selecção nacional de basquetebol sénior feminino no torneio de pré-qualificação para o Mundial da FIBA da Alemanha 2026. No México, diga-se, as “guerreiras” até mostraram disponibilidade e intensidade na estreia, chegando mesmo a controlar a marcha do marcador diante da equipa local, mas depois veio ao de cima o desgaste físico. Um jogo, de resto, em que podiam ter vencido e deixar marcas, mas a fadiga de um grupo que saiu, praticamente, do aeroporto para o pavilhão não disfarçou, no final, o desfecho.

Mesmo diante de Montenegro, a selecção nacional deu cartas, mas ficou evidente que todo o processo que norteou a viagem, marcada por indecisões e idas e regressos do aeroporto, acabou por afectar o grupo de trabalho. O que terá, de facto, falhado e que avaliação se pode fazer desta campanha toda são as questões colocadas ao presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Paulo Salvador Mazivila.

“Eu faço uma avaliação positiva porque, na verdade, estamos perante os melhores do mundo. É positiva, primeiro, porque ficou mais do que claro que, no primeiro jogo com o México, e no segundo diante de Montenegro, existiam todos os elementos para vencermos. Falo de todos os elementos e mais alguma coisa. Podíamos ter vencido os dois jogos, incluindo o contra a Nova Zelândia, mas tivemos aquele senão de não nos podermos adaptar a questões de altitude. O primeiro jogo com o México foi fatal”, frisou o dirigente.

A chegada tardia ao México, assumiu Mazivila, pesou para o desempenho da quinta classificada no “Afrobasket” 2023, em Kigali, Ruanda.

Chegamos no mesmo dia e saímos do Aeroporto para virmos jogar. Então, não há dúvidas de que isso foi um grande prejuízo para a selecção, mesmo no que diz respeito ao estado de espírito. Elas tentaram recuperar o jogo, mas a fadiga tomou conta delas. Mas, para mim, eu faço uma avaliação positiva, porque elas estiveram bem. Vamos manter este nível e competirmos sempre nesta dimensão.”

Esta não é, diga-se, a primeira vez que a selecção nacional de basquetebol sénior feminino é prejudicada pelos processos de preparação e viagem para fora do país. Aconteceu em Kigali, no Ruanda, em 2023. Houve episódio do género aquando do seu ciclo preparatório para o Campeonato Africano de 2021, em Yaoundé, nos Camarões. Isto a juntar-se a tantas outras novelas envolvendo fundos. O que deve ser feito, afinal, para que casos do género não voltem a acontecer, a bem do basquetebol feminino moçambicano com histórico de conquistas em África e presença inédita, em 2014, no Mundial de Ankara, na Turquia?

“Na verdade, é simples. Nós precisamos de ter pessoas envolvidas e comprometidas com o desporto. Precisamos de ter dirigentes que, na verdade, gostam e fazem desporto do coração. Precisamos de ter uma máquina de gestão de desporto no país. Precisamos de ter pessoas que sabem o que estão a fazer. Precisamos de ter uma máquina de desporto que não faz arranjos. Uma máquina de gestão de desporto que, quando as selecções querem sair ou mesmo querem preparar-se, criem condições. Para eles, é um encargo muito grande e não se pode olhar a coisa desta maneira. As pessoas têm que vestir a camisola de Moçambique e dizer, sim, nós precisamos melhorar ao nível do desporto e de todas as modalidades.”

A abordagem do presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol não se cinge à modalidade da bola ao cesto: “Não falo apenas sobre o basquetebol. Nós precisamos de melhorar ao nível do desporto, falo de todas as modalidades. Temos de arregaçar as mangas e trabalhar com aquilo que conseguimos. Temos de trabalhar com aquilo que é possível. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos tempos, com as mudanças que teremos. Se melhorar, o país vai avançar.”

Em Novembro, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino deve disputar, em Angola, a fase de qualificação para o “Afrobasket” 2025, na Costa do Marfim. Os masculinos, esses, têm compromissos também na corrida ao “Afrobasket”, estando inseridos no grupo “A” juntamente com o Sudão do Sul, Mali e República Democrática do Congo.

“Para a frente de Angola, nós não vamos parar. Vamos fazer a ponte. Vai ser um descanso de um mês para depois começarmos a trabalhar o mais breve possível. A selecção já está coesa. A selecção já se encontrou. Não podemos ficar muito tempo sem trabalhar. É preciso fazer a ponte a trabalhar arduamente para as frentes que teremos em Angola.”

Adiante, o número “1” na FMB abordou o acesso ao “Afrobasket” masculino. “Falando da selecção masculina, não tenho dados de que será de facto fora. Porque, há bem pouco tempo, houve dados da FIBA-África para realizarmos esta prova em Moçambique. E nós dissemos que, naquelas condições que realizámos em Maputo, em Fevereiro, é muito complicado. Os encargos todos ficam com Moçambique e fica muito difícil. Na verdade, vamos preferir sair. Ou mudam as condições.”

Foi detectado, no país, o primeiro caso suspeito da varíola dos macacos. O caso foi detectado no fim-de-semana, no Hospital Geral José Macamo, na Cidade de Maputo. O paciente tem 35 anos de idade.

O Hospital Geral José Macamo confirmou ao jornal O País, esta segunda-feira, a existência de um caso de suspeita da varíola dos macacos, também conhecida como Mpox.

“Recebemos, no Hospital Geral José Macamo, no sábado, ao meio dia, um indivíduo de 35 anos, de sexo masculino, e aproximou-se à unidade sanitária com erupções na pele. Porque estamos numa época em que devemos suspeitar de MPox, varíola dos macacos, então foram feitas diligências junto à Direcção de Saúde da Cidade de Maputo e do Instituto de Saúde para recebermos orientação do que fazer”, avançou Luís Wall, Director Clínico do Hospital Geral José Macamo.

De acordo com o Director Clínico do Hospital Geral José Macamo, o sujeito, de 35 anos de idade, encontra-se, neste momento, isolado e sob observação no Hospital Geral Polana Canico, até que a suspeita seja apurada.

“Foram colhidas amostras para se ter a certeza de que, realmente, se trata da varíola dos macacos ou não. Recomendamos à família que, se por acaso tiver alguma erupção na pele, se tiver febre, se tiver dores de cabeça, se aproxime à unidade sanitária para estudo e futura conclusão”, apelou.

Um dos principais sinais da doença é o aparecimento de borbulhas na pele, por isso as autoridades da saúde recomendam a lavagem frequente das mãos, uso da máscara e evitar o contacto físico com pessoas suspeitas, tosse e espirro.

Enquanto se esperam os resultados das amostras levadas ao Instituto Nacional de Saúde, as autoridades recomendam às pessoas para que, caso tenham alguma erupção na pele, se aproximem à unidade sanitária.

O país não tem história de desenvolvimento desta doença, dos casos que houve, nenhum foi confirmado como varíola dos macacos. No entanto, embora qualquer pessoa esteja vulnerável a contrair o vírus, as populações vulneráveis ​​incluem crianças menores de 8 anos e mulheres grávidas.

Ainda não existe um tratamento específico para a infecção pelo vírus da varíola dos macacos. Dessa forma, é perceptível que os sintomas da varíola geralmente desaparecem espontaneamente num período de 15 dias.

A imprensa portuguesa reportou, na semana passada, a morte de uma estudante moçambicana que cursava Medicina em Odivelas, em Portugal, após queda do quarto andar de um edifício.

A Embaixada de Moçambique em Portugal garante que as autoridades investigam as causas da morte da estudante moçambicana, Amara Shakirah Marques Aliz.

Amara Shakirah Marques Aliz terá sido alegadamente atirada do quarto andar de um edifício.

Em entrevista exclusiva à Rádio Moçambique, a Embaixadora de Moçambique em Portugal, Stela Pinto Novo Zeca, avançou alguns detalhes sobre este facto.

A Embaixadora de Moçambique em Portugal disse ainda que “a adida consular contactou a família em Maputo e aqui em Portugal, em Setúbal, e visitamos a familia onde expressamos os nossos sentimentos. Colocamo-nos à disposição para, em conjunto, podermos acompanhar todas as investigações e documentação necessária. A família também enviou uma procuração, onde indica duas advogadas para acompanharem o decurso das investigações”.

Segundo o jornal “Correio da Manhã”, a Polícia Judiciária (PJ) portuguesa foi accionada e já está a investigar o caso como um possível crime, pois, de acordo, com relatos dos moradores, a vítima terá ido à janela gritar, a pedir socorro.

“Depois, terá sido atirada e não resistiu aos ferimentos. Os vizinhos dizem ter ouvido um estrondo violento”, escreve a publicação.

Entre os dias 16 e 19 de Setembro, das 17h30 às 19h30, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo vai realizar o 33º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa.

O Curso de Literaturas é a iniciativa cultural mais antiga do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, realizada em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que em edições anteriores trouxe a Maputo autores como José Saramago e Lídia Jorge, ou, mais recentemente, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, David Machado, Pedro Mexia, Alexandra Lucas Coelho, Joana Bértholo e Lúcia Vicente.

Pretende-se, com o Curso, promover a leitura e o sentido crítico dos leitores, bem como proporcionar um espaço de debate e contacto com escritores ou académicos convidados.

A 33ª edição do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa destaca o quinto centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões, que viveu dois anos em Nampula, numa abordagem transdisciplinar.

O programa do Curso decorre durante quatro dias, em período pós-laboral, e conta geralmente com um grande número de participantes, entre estudantes, escritores e uma comunidade profissional variada. Para esta edição do Curso de Literaturas, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo convidou o escritor português Afonso Reis Cabral.

No dia 16 de Setembro, a abrir o programa do Curso, o convidado Afonso Reis Cabral partilhará a sua reflexão sobre a obra “Sonetos de Luís de Camões, escolhidos por Eugénio de Andrade”, mostrando um lado contemporâneo e transversal da obra do poeta. O dia seguinte, 17 de Setembro, será dedicado aos temas “A dimensão biográfica da poesia de Camões” e “Camões no Ensino Secundário em Moçambique: O que é que dele se sabe hoje?”, pelos docentes da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da UEM, José Camilo Manusse e Lurdes Rodrigues.

No terceiro dia do Curso, dia 18 de Setembro, será apresentada uma nova criação alusiva ao tema do Curso, encenada por Rogério Manjate, num momento que terminará com uma partilha do processo criativo do encenador. A finalizar este programa, o dia 19 de Setembro será dedicado à partilha de leituras de Luís Vaz de Camões, pelos dinamizadores e participantes do Curso.

Todas as sessões do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa contarão com a moderação de Mélio Tinga.

A participação no 33º Curso de Literaturas é livre, mas caso se pretenda certificado de participação no Curso, deverá ser feita uma inscrição prévia, entre 26 de Agosto e 6 de Setembro, e assistir a todas as sessões do Curso.

As inscrições poderão ser feitas na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo ou nos Centros de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane e da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da Universidade Pedagógica de Maputo.

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