O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.
Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.
Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.
A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.
O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.
Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.
Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.
A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.
Neste sábado, a Festa do Livro de Inhaca, na Ilha de Inhaca, vai reunir professores e livreiros nacionais. A quarta-edição do encontro literário é promovida pela Vereação de Educação, Cultura e Desportos do Conselho Municipal de Maputo.
Segundo se lê num comunicado de imprensa, “Práticas de leitura e educação financeira: potencialidades em contextos educativos” é o lema da Festa do Livro de Inhaca, um polo da Feira do Livro de Maputo.
Através do evento, a organização pretende inserir o distrito municipal na rota do livro e da leitura de Moçambique e do mundo.
A festa literária contará com a participação de editores, escritores, professores, dinamizadores de leitura e artistas moçambicanos, onde, segundo a coordenação da Feira, haverá painéis de apresentação, visitas às escolas, palestras, oficinas de escrita e ilustração, para além de diálogos entre os participantes.
Os munícipes de Inhaca terão a oportunidade de trocar ideias com escritores, aprofundar o intercâmbio literário e promover os hábitos de leitura e escrita.
O evento tem os seguintes objectivos, formar leitores e incentivar a leitura, aproximando o público do conhecimento amplo que os livros proporcionam; garantir o acesso aos livros, oferecendo, assim, a oportunidade de ampliar a cultura, o conhecimento por meio de lazer e entretenimento; despertar no público infanto-juvenil o interesse pela leitura, pela ciência e pelas artes através de prática lúdico-pedagógicas e oferta de actividades culturais e apresentar as actividades desenvolvidas em prol do livro e da leitura para a comunidade escolar e outras instituições do Distrito Municipal.
O MDM em Maputo promete melhorar o saneamento do meio no bairro da Machava-Bunhiça, na autarquia da Matola, onde há também o problema de desemprego dos jovens.
O Município da Matola é, nos últimos tempos, vítima de inundações. O bairro da Machava-Bunhiça é também vítima dos eventos extremos da natureza. É para aquele bairro que a cabeça-de-lista do MDM, Fátima Mimbire, trabalhou na manhã desta quinta-feira.
“Aqui onde estamos há problemas com o saneamento do meio, quando chove, este bairro todo fica alagado. Nós nos propomos a resolver os problemas de inundações aqui”, prometeu.
Mas a outra constatação é que naquela área residencial há jovens desempregados em número preocupante e a candidata diz ser necessário apostar no ensino técnico-profissional, de modo a adoptar os jovens de competências para que consigam promover o auto emprego.
AS Otohô, da República Democrática do Congo, é o próximo adversário da Associação Black Bulls na última eliminatória de aceso à fase de grupos da Taça CAF. O jogo da primeira “mão” está agendado para entre os dias 13 e 15 do próximo mês em Maputo, sendo que o da segunda será disputado entre os dias 20 e 22 do mesmo mês.
Para chegar a esta fase, a turma congolesa suplantou o 15 de Agosto, da Guiné Equatorial, por um agregado de 4-1, depois de vencer as duas mãos, por 2-0 e 2-1.
Com um histórico de presenças regulares nas competições africanas, o AS Otohô atingiu a sua maior prestação na época 2021/22, em que marcou presença na fase de grupos da Liga dos Campeões.
Por sua vez, para chegar a esta eliminatória, a Associação Black Bulls ultrapassou de forma categórica o Alizé Fort da Comores, com um agregado de 11-0, depois de vencer a primeira e segunda mão por expressivos 7-0 e 4-0.
O representante moçambicano vai procurar chegar pela primeira vez à fase de grupos, após falhar esse objectivo em 2022, ano em que se estreou na Liga dos Campeões Africanos.
“A direita fascista, golpista e violenta voltou a fracassar. Hoje é um dia de vitória, de paz, hoje temos de o repetir, um mês depois da vitória do povo venezuelano sobre as correntes fascistas”, disse o Presidente.
A UNITA, maior partido da oposição, apelou ao MPLA, partido no poder, e ao seu presidente, João Lourenço, que abandonem a linguagem do ódio, da intolerância e da diabolização de quem pensa diferente.
Num comunicado, citado pela agência Lusa, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) reagia a um discurso do líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), segunda-feira, na abertura de um encontro com os primeiros secretários dos Comités de Ação do Partido (CAP).
Na sua intervenção, João Lourenço acusou os adversários do partido “que não fazendo oposição, encorajam e fomentam a desordem, organizam e lideram a subversão”.
Face à acusação, a UNITA exortou ao MPLA e ao seu líder que se libertem da “tática de apontar o dedo aos outros, sempre que surge a necessidade de encobrir os seus próprios fracassos”.
Segundo a UNITA, o MPLA oferece aos cidadãos um país onde todos os que pensam diferente vivem já condenados, “até que o presidente do MPLA decida o contrário”.
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA apelou aos angolanos a rejeitarem e condenarem o discurso do presidente do MPLA, “com vestes de Presidente da República, que atenta contra a paz, a democracia e a reconciliação nacional’, encorajando o seu grupo parlamentar a pautar “os seus posicionamentos políticos pela defesa dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos e pelos valores e princípios inscritos na Constituição da República de Angola”.
Ferroviário de Maputo está em destaque nos escalões de formação ao nível do Campeonato da Cidade de basquetebol em ambos sexos. Em juniores femininos, a equipa verde e branca lidera com 20 pontos, resultantes de 10 vitórias em igual número de jogos. O Costa do Sol é segundo classificado com 16 pontos, mas com um jogo a menos (9).
Outrossim, nos iniciados femininos, o CfvM apresenta um registo 100% vitorioso, com 12 vitórias em igual número de partidas, contabilizando 24 pontos.
Com menos um ponto, 23 neste caso, o Costa do Sol vem na segunda posição. Ao nível dos juniores masculinos, os “locomotivas” estão na linha da frente com 18 pontos. O seu saldo, na prova, é de oito vitórias e duas derrotas. Na cola, e numa “louca” perseguição, encontramos o Costa do Sol com 17 pontos e menos uma partida.
Mais do mesmo, em termos de liderança, no escalão de iniciados masculinos, em que a equipa verde e branca se encontra na primeira posição com 19 pontos. Em dez jogos, o Ferroviário de Maputo venceu nove. Com oito triunfos em igual número de encontros, a Escola Moçambicana de Basquetebol (EMB) vem a seguir.
No escalão de juvenis femininos, o Desportivo de Maputo é líder com 17 pontos (oito vitórias e uma derrota), seguido do Ferroviário de Maputo com 16, mas com um jogo a menos (oito vitórias em igual número de jogos).
Nos juvenis masculinos, há partilha de liderança com o Costa do Sol e Maxaquene a contabilizarem 18 pontos cada (oito vitórias e duas derrotas). Na terceira posição, segue o Desportivo de Maputo com 17 pontos.
O piloto moçambicano, Nico Banze, teve uma experiência incrível nos dois campeonatos de velocidade da África do Sul, disputados no último fim-de-semana, no Circuito de Zwartkops, conquistando dois troféus para Moçambique.
Na sua estreia no campeonato sul-africano de velocidade “Clubsman”, em representação do país, Nico Banze teve uma prestação muito boa ao longo da competição.
Banze começou a projectar a sua vitória logo na sessão de qualificação. Na primeira corrida, arrancou na “P2” na grelha de partida, terminando a Manga 1 em 2.º lugar.
Na manga 2, o piloto moçambicano confirmou o seu favoritismo ao fechar a sua participação na corrida em 1º lugar e, no somatório das duas mangas, teve a maior pontuação e conquistou o pódio na sua classe para o país.
Ao nível do campeonato de velocidade “Silver Cup”, Nico Banze esteve em grande plano na primeira corrida na sua estreia na competição.
Banze começou a corrida na “P2”, arrancando um bom desempenho, que o fez terminar a Manga 1 em 2º lugar.
Na Manga 2, Nico Banze travou uma batalha renhida com os seus adversários directos e terminou a competição em 2º lugar.
Desta forma, Banze encerrou a sua participação em 2º lugar na classificação geral. Entretanto, nos dois campeonatos de velocidade em referência, disputados em Zwartkops, na vizinha África do Sul, o piloto moçambicano conquistou dois troféus.
Por seu turno, o piloto Faudo Sidique não teve a mesma sorte, apesar de ter feito uma boa qualificação na primeira corrida do campeonato de velocidade “Clubsman”.
Sidique arrancou a corrida “Clubsman” na “P3” e, depois, na “Silver Cup” no “P2”, sendo que, no global, a sua prestação não correu muito bem.
Na primeira manga, Faudo Sidique teve um acidente que comprometeu o resto do dia, tendo ficado sem carro.
Em pista, muitos factores acabaram por estragar as duas corridas de Faudo Sidique nos dois campeonatos de velocidade.
O antigo Ministro da Agricultura, Hélder Muteia, considera que Moçambique precisa combater a pobreza para, depois, sonhar em acabar com a fome. O antigo Governante e representante da Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO) em vários países e organizações alerta que para colocar a agricultura como meio de combate à pobreza é preciso facilitar o acesso a recursos naturais e financiamento para os agricultores.
O homem da agricultura com passagens pela direcção deste sector, no Governo de Moçambique, e representante do Fundo das Nações Unidas para Alimentação na Nigéria, Portugal, Brasil e CPLP, Hélder Muteia, diz que é uma armadilha considerar que a maior parte da população pratica agricultura de subsistência.
“Se nós conseguirmos combater a pobreza absoluta, estaremos a erradicar a fome. E o que está por detrás da pobreza é o analfabetismo, a inexistência de recursos e, algumas vezes, o fraco desenvolvimento das áreas em que temos vantagens. A agricultura não é apenas para erradicar a fome. Deve começar por tentar erradicar a pobreza, que é a mãe da fome”, disse Muteia.
Para o antigo Ministro da Agricultura, o acesso aos recursos naturais, como terra e água para irrigação, é fundamental.
Hélder Muteia entende que o país deve sair rapidamente da agriculura de subsistência, garantindo que as populações tenham acesso às novas tecnologias agrárias, sem que queimar etapas. “Temos de sair da agricultura de subsistência porque está desconectada do mercado, o que faz com que a pessoa não consiga sair da pobreza”.
Na gravação do programa Grande Entrevista da STV, que vai ao ar esta noite, Hélder Muteia defendeu ainda que o país deve eleger suas culturas de bandeira e com políticas que estimulam a produção.
As chuvas que caíram em Março e Abril criaram crateras nas vias do bairro Inhagoia, na Cidade de Maputo. A principal rua que liga o bairro à Estrada Nacional Número 1 está, praticamente, intransitável, devido à erosão.
Inhagoia, um dos 64 bairros que compõem a capital do país, vem sofrendo, nos últimos anos, inundações frequentes, devido à inexistência de bacias de retenção e valas de drenagem para o escoamento das águas em épocas chuvosas.
Os residentes relatam que as crateras são antigas e foram criadas pela fúria das águas das chuvas, que assolaram a zona Sul do país em Abril e Março do presente ano. Aliás, os mesmos dizem já ter lançado o grito de socorro à edilidade que, até agora, não se moveu para prover resposta.
Por temer o pior na próxima época chuvosa que se avizinha, Paulina pede intervenção urgente. “Tendo em conta que, dentro de dias, teremos mais chuvas, seria bom que tivéssemos uma intervenção a altura. Por aqui, pessoas que não têm domínio da via entram e estragam as suas viaturas.”
Para além de perigar a vida e mobilidade dos residentes, a erosão tende a alastrar-se para as residências, criando dificuldades para entradas e saídas nas casas.
“Estamos a pouco tempo de ficar sem acesso às nossas casas, devido a esta situação, por exemplo, hoje vim levar o meu pai para o hospital e foi difícil sair de carro, aliás terei o mesmo sofrimento para movimentar a viatura até à estrada. Pedimos uma intervenção urgente das estruturas municipais”, disse um residentes do bairro, que preferiu não se identificar.
MUNICÍPIO PROMETE INTERVIR DENTRO DE DUAS SEMANAS
A edilidade da Cidade de Maputo confessa estar a par da situação e promete uma intervenção urgente, apesar de não garantir o término antes da época chuvosa.
“Nós conhecemos o assunto, estivemos lá, os técnicos estão a trabalhar, fazendo um levantamento exaustivo e um projecto para a reabilitação da via, mas, sobretudo naquele caso, nós não temos um sistema de drenagem, portanto, não é uma questão só de recolocação dos solos, porque, se fizermos isso, todos estes solos vão ser novamente arrastados”, reagiu o vereador das Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe.
Apesar de prometer arranque das obras, o município admite que não irá terminar antes da época chuvosa os trabalhos que, para além de Inhagoia, deverão ser estendidos para demais bairros.
Munguambe adianta que “o que nós precisamos de fazer é levar lá e colocar um sistema de drenagem e, depois, fazer a reposição dos solos. Aí, sim, teremos uma obra duradoura. Portanto, nós reconhecemos que as pessoas estão preocupadas. É uma situação de emergência resultante das chuvas acima do normal e que tiveram impacto não só na Cidade de Maputo, mas também na Província de Maputo, em particular, e, de facto, temos hoje um lençol freático muito superficial, muito próximo, e alguns solos ainda se encontram até saturados. Portanto, é uma situação particular e esperamos que, até ao início das chuvas, possamos ter dado respostas, pelo menos para minimizar os impactos.”
O Município de Maputo queixa-se de problemas financeiros, que têm condicionado o avanço de vários projectos.