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Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.

Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.

“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença

O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.

“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”

O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.

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O Ferroviário de Maputo derrotou, esta quarta-feira, o ASB Makomeno da República Democrática do Congo por 88-38, em encontro da 3ª jornada da prova da Liga Africana de Basquetebol Feminino. As “locomotivas” de Maputo terminam a fase de grupos na liderança do Grupo C e apuradas para os quartos-de-final da prova.

Diante do ASB Makomeno adivinhava-se uma vitória folgada e apenas de cumprimento da jornada para o Ferroviário de Maputo, uma vez tratar-se da mais frágil formação no Grupo C da WBLA, Liga Africana de Basquetebol Feminina.

Ainda assim, nada que tivesse sido fácil no início, uma vez que as congolesas se bateram de frente com as “locomotivas”, terminando o primeiro período com apenas três pontos de diferença, 16-13 a favor da turma moçambicana.

Mas já no segundo quarto, as meninas de Nasir Salé começaram a confirmar o seu favoritismo, com lançamentos exteriores e penetrações que não davam tréguas às congolesas. 38-27 acabou por ser o resultado ao intervalo.

O ASB Makomeno não criava jogadas que dificultassem as acções das moçambicanas, o que fez com que as campeãs nacionais abrissem um fosso diferencial de pontos muito largo. É que, só nos dois últimos quartos, as congolesas apontaram apenas 11 pontos em 22 minutos, enquanto as “locomotivas” faziam 50 pontos, fixando o resultado final em 88-38.

Anabela Cossa foi a jogadora de destaque no jogo, ao apontar 19 pontos, com destaque para cinco triplos, para além de cinco ressaltos e duas assistências. Ingvild Mucauro terminou com 14 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências.

 

Jeanne D’Arc do Senegal é o adversário nos quartos-de-final

Para a fase seguinte da Liga Africana de Basquetebol Feminino, o Ferroviário de Maputo já conhece o seu adversário, e não é um mero desconhecido. Trata-se do Jeanne D’Arc do Dakar, que vai defrontar nos quartos-de-final, esta sexta-feira, às 21h00, no pavilhão Marius N’Diaye, no Senegal.

Na fase de grupos, o Ferroviário de Maputo derrotou o seu adversário desta sexta-feira por 34 pontos de diferença, ou seja, 64-30, o que dá algumas esperanças de chegar às meias-finais da competição.

Para chegar a esta fase, as “locomotivas” de Maputo fizeram um registo 100% vitorioso na fase de grupos, em que derrotaram o REG do Ruanda, por 78-74, o Jeanne D’Arc do Senegal, por 64-30, e, esta quarta-feira, o ASB Makomeno da República Democrática do Congo, por 88-38.

No pavilhão Marius N’Diaye, as “locomotivas” procuram garantir a sua nona presença nas meias-finais desta prova, depois de 2006 (Libreville), 2007 (Maputo), 2015 (Luanda), 2016 (Maputo), 2017 (Luanda), 2018 (Maputo), 2019 (Cairo) e 2022 (Maputo).

Caso siga em frente, o Ferroviário de Maputo vai defrontar, nas meias-finais, o vencedor do jogo FAB da Costa do Marfim e APR do Ruanda, este último em que joga Italee Lucas, em jogo agendado para sábado, às 21h00.

As senegalesas apuraram-se para esta fase a eliminar como umas das duas melhores terceiras classificadas entre os três grupos da prova.

As outras partidas dos quartos-de-final são: Al Ahly (Egipto) vs CNSS (República Democrática do Congo), FBA (Costa do Marfim) vs APR (Ruanda) e REG (Ruanda) vs ASVD (Senegal).

eias-finais desta prova, depois de 2006 (Libreville), 2007 (Maputo), 2015 (Luanda), 2016 (Maputo), 2017 (Luanda), 2018 (Maputo), 2019 (Cairo) e 2022 (Maputo).

Caso siga em frente, o Ferroviário de Maputo vai defrontar, nas meias-finais, o vencedor do jogo FAB da Costa do Marfim e APR do Ruanda, esta última onde joga Italee Lucas, em jogo agendado para sábado, às 21:00 horas.

As senegalesas apuraram-se a esta fase a eliminar como umas das duas melhores terceiras classificadas entre os três grupos da prova.

As outras partidas dos quartos-de-final são: Al Ahly (Egipto) vs CNSS (República Democrática do Congo); FBA (Costa do Marfim) vs APR (Ruanda) e REG (Ruanda) vs ASVD (Senegal).

Os mais de 150 professores da Escola Secundária da Manga, que decidiram boicotar a correcção de exames das 10 e 12ª classes, disseram, há dias, que o administrador da Beira faltou à verdade ao afirmar que os mesmos estão a receber, gradualmente, os seus subsídios de horas extras relativos aos últimos dois anos.

Os professores da Escola Secundária da Manga anunciaram, na segunda-feira, o boicote da correcção de exames do nível médio. Os profissionais voltaram a chamar a imprensa para mostrar a sua indignação em relação aos pronunciamentos do administrador da Beira, segundo a qual os subsídios de horas extras de 2023 e deste ano estavam a ser pagos de forma gradual.

Os professores indicaram que alguns colegas estão sem receber subsídios de horas extras desde 2020. A Associação Nacional dos Professores juntou-se a esta reivindicação, considerando que as reclamações são justas.

Os professores ponderam, por isso, não fazer horas extras a partir do próximo ano lectivo, tendo garantido que a sua reivindicação vai continuar até serem pagos.

 

A Polícia da República de Moçambique (PRM) exige a devolução das armas roubadas por supostos protestatários. Segundo o porta-voz do Comando-Geral da Polícia, trata-se de armas subtraídas durante a invasão de subunidades policiais durante os protestos.

A exigência foi feita, nesta terça-feira, por Orlando Mudumane, em conferência de imprensa sobre a situação do país no período pós-eleitoral. 

“Algumas armas que tinham sido roubadas já foram recuperadas. Neste momento, decorrem diligências no sentido de recuperar uma e outra, que ainda estejam nas mãos destes indivíduos malfeitores, porque nenhum manifestante político se atreve a atacar uma unidade ou subunidade policial. Neste momento, estão em curso diligências no sentido de neutralizar esses indivíduos, porque a Polícia da República de Moçambique tem imagens e vídeos que identificam esses indivíduos”, disse.

O porta-voz do Comando-Geral da PRM disse que foram registrados, no último domingo, 69 casos de perturbação da ordem pública no país, que culminaram com a detenção de dez indivíduos.

A selecção nacional de futebol feminino, no escalão de sub-17, perdeu e falhou a presença na final do torneio regional do Cosafa, diante do Lesotho, por uma bola sem resposta. As Nyeletinhas sofreram o golo aos 90+3 minutos.

Era a primeira vez que disputava as meias-finais do Cosafa feminino, em sub-17, e havia muita expectativa, principalmente tendo em conta que a adversária era uma Lesotho que havia vencido na fase de grupos.

Para o jogo das meias-finais, as Nyeletinhas tinham a responsabilidade de vingar o afastamento da selecção masculina da mesma categoria, na prova que decorre na vizinha África do Sul.

E até houve muita confiança da parte das meninas de Moçambique, que visitaram mais vezes a baliza adversária, sem, no entanto, haver calma suficiente na hora da finalização.

Aliás, a finalização é dos aspectos a serem melhorados no conjunto nacional, bem como as transições entre a defesa e o ataque, para além da concentração que é exigida nas grandes competições.

A espaços Lesotho também acreditava que era possível vencer o jogo e o equilíbrio foi tomando conta do jogo. Com a partida a caminhar para o seu final, as jogadoras das duas equipas começaram a sentir que o vencedor só seria encontrado na marca das grande penalidades, mas ainda haviam alguns minutos para compensar as paragens.

A juíza do encontro deu dois minutos de compensação e porque Lesotho aproveitou para fazer substituições, houve compensação dos descontos. Quando já passava o terceiro minuto dos descontos, eis que numa jogada mal abordada pela defensiva moçambicana, aparece Nteboheleng Sooane, à entrada da área a rematar para o fundo das malhas.

A guarda-redes moçambicana Graça acabou sendo apanhada de surpresa e só viu a bola caprichosamente balançar as malhas moçambicanas.

Lesotho venceu o jogo e garantiu lugar na final da prova, onde vai defrontar a Zâmbia, que na outra meia-final afastou Madagáscar com vitória por 3-0, com golos de Hellen Banda, Graci Phiri e Mercy Chipasula.

A final feminina entre Lesotho e Zâmbia está marcada para sexta-feira a partir das 11h00 de Maputo.

Angola garante lugar na final masculina

Entretanto, em masculinos, a selecção de Angola, carrasco de Moçambique na prova, após vitória na última jornada da fase de grupos por uma bola sem resposta, garantiu um lugar na final da prova.

No jogo das meias-finais, disputada esta quarta-feira, os palanquinhas não tiveram grandes dificuldades para derrotar a similar do Zimbabwe por duas bolas sem resposta. A selecção de Angola sempre esteve superior no jogo e a sua vitória acabou por não ter nenhuma contestação.

Na final, marcada para esta sexta-feira às 15h00, Angola vai medir forças com o vencedor da meia-final entre Zâmbia e África do Sul, interrompida esta quarta-feira devido a chuvas torrenciais que caíram em Soweto. 

Na altura da interrupção do jogo a Zâmbia vencia por duas bolas a uma, sendo que serão jogados apenas os últimos sete minutos do tempo regulamentar e o tempo de compensação.

Alguns cidadãos defendem que o diálogo para a pacificação do país deve incluir figuras influentes de diversas áreas, como antigos presidentes e líderes religiosos. 

Muitas vozes ouvem-se em relação à actual crise política que o país atravessa, marcada pelos protestos pós-eleitorais. O diálogo continua sendo a melhor solução para a resolução do problema. 

Segundo Amiel Gonçalves, o referido diálogo não deve apenas envolver o Presidente da República, Filipe Nyusi e o candidato presidencial suportado pelo PODEMOS, Venâncio Mondlane, mas sim outros intervenientes.

“O diálogo pode envolver também algumas figuras influentes, como é o caso dos dois antigos presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza”, sugere Amiel Goncalves. 

Mas a lista não termina por aí, sugere também a inclusão de figuras como Oscar Monteiro, Feliciano Gundana, António Hama Thai, Tobias Dai e os líderes religiosos. 

Já Pedro Nawela entende que o Presidente da República deve dar o primeiro passo para o diálogo. 

“O Presidente da República, na qualidade de pai da nação, tem a autonomia de dar o primeiro passo para o diálogo. Ele deve criar todos os mecanismos de convidar o Venâncio Mondlane onde quer que esteja dialogarem. Acredito que isso vai acontecer nos próximos dias”, anota. 

Os quatro candidatos presidenciais são, também, na sua opinião elementos fundamentais  na busca de soluções para a paz, razão pela qual devem fazer parte da mesa de diálogo. 

 

O Conselho Constitucional (CC) reuniu-se, nesta quarta-feira, com o partido PODEMOS, para dar a conhecer os detalhes do trabalho em curso sobre o processo de verificação e validação dos resultados das eleições gerais, submetidos pela Comissão Nacional de Eleições, e das actas e editais dos partidos políticos.

De algum tempo a esta parte, o Conselho Constitucional abriu as suas portas para dar a conhecer, a várias personalidades, o seu trabalho.

Nesse contexto, esta quarta-feira, foi a vez do PODEMOS, partido ao qual Lúcia Ribeiro começou por explicar que o processo eleitoral encontra-se numa fase de validação depois de se observar toda a fase do contencioso.

“Aliás, é sabido que, nestes processos eleitorais, o Conselho Constitucional actua, algumas vezes, como única instância e, outras vezes, como última instância”.

“O Conselho Constitucional é a única instância no caso das candidaturas a Presidente da República, das deliberações da Comissão Nacional de Eleições e de deliberações de outros órgãos, que são contestadas ou cujo contencioso corre nos tribunais distritais e depois soube, em recurso, para o Conselho Constitucional”, explicou Lúcia Ribeiro e acrescentou que, este ano, houve vários processos de contencioso eleitoral.

O partido PODEMOS foi o primeiro a receber o convite do mais alto órgão, para a apreciação e deliberação sobre as matérias eleitorais no país. “O critério foi único, o facto do PODEMOS ter maior parte dos processos no Conselho Constitucional. (..) Faremos encontros iguais com os outros partidos, que tenham submetido contenciosos (…)”.

Ao Conselho Constitucional, deram entrada cinco processos de recurso da deliberação de centralização dos resultados das eleições gerais de 09 de Outubro de 2024, pela Comissão Nacional de Eleições.

Os processos em referência, segundo Lúcia Ribeiro, passaram para a fase de validação, o que significa que “a anulação dos processos eleitorais pelo Conselho Constitucional, e de algumas matérias, como por exemplo, a verificação dos assentos, é feita na fase de validação e não na fase do recurso. Ou seja, o próprio Conselho Constitucional não tem a competência de anular eleições na fase dos recursos normais (…), com o entendimento de que quem valida é quem pode invalidar”.

O PODEMOS submeteu actas e editais que ficaram conhecidos como 300 kg em documentos, mas o processo eleitoral não avalia a quantidade ou o peso, mas sim o conteúdo. E, pela “seriedade do trabalho”, não se pode avaliar essa quantidade “em cinco dias”, de acordo com a Presidente do Conselho Constitucional, que garantiu que a verificação foi “província por província”.

“Reparámos que, relativamente à eleição presidencial, tivemos um pouco de tudo, menos Manica (…)”, acrescentou Lúcia Ribeiro.

“O Conselho Constitucional não recebeu, no decurso do contencioso, nenhum processo de contencioso das candidaturas a Presidente da República”, afirmou Ribeiro.

Por sua vez, Albino Forquilha disse que estava satisfeito por ter sido informado sobre o trabalho que o Conselho Constitucional está a levar a cabo para encontrar a “verdade eleitoral”.

Esperava, também, que o Conselho Constitucional incluísse os mandatários dos partidos políticos no seu trabalho de verificação de actas e editais.

A inclusão das partes, segundo Albino Forquilha, permitiria verificar “o processo todo” com o Conselho Constitucional.

“Temos, infelizmente, alguma desconfiança das instituições que gerem esses processos. Se calhar não teríamos este barulho todo”, disse Forquilha.

 

Professores da Escola Secundária Eduardo Mondlane, na Cidade de Maputo, estão a boicotar a realização dos exames da segunda chamada e correção dos primeiros exames. Já em outras escolas o processo de avaliação decorre sem sobressaltos.

Num ambiente tranquilo e livre de distrações, os alunos da décima e décima-segunda classes realizaram, esta quarta-feira, os exames da segunda chamada.

Foi assim na Escola Secundária Francisco Manyanga.

Os alunos da Escola Secundária Eduardo Mondlane foram transferidos para a Escola Secundária Francisco Manyanga, para realizarem os exames da segunda chamada, pois os professores decidiram boicotar a realização dos exames e a correção das primeiras avaliações.

Já na Escola Secundária da Polana, os alunos foram submetidos aos exames da segunda chamada e todos estiveram presentes.
Naquela escola, os exames da primeira chamada estão a ser corrigidos pelos professores e o processo decorre sem sobressaltos.

A equipa de Geny Catamo começou a marcar pelo internacional moçambicano, mas permitiu a reviravolta belga, somando, assim, a sua quarta derrota consecutiva e comprometendo a passagem para os oitavos-de-final.

O Sporting saiu derrotado da Bélgica, ao perder por 2-1 com o Club Brugge, em jogo da sexta jornada da Liga dos Campeões. Foi a quarta derrota consecutiva para os leões, desde que João Perreira assumiu o comando técnico. Os leões até começaram bem, com um golo madrugador de Geny Catamo, mas permitiu o empate ainda na primeira parte.

Na segunda parte, o jogo ficou dividido, mas os belgas mostraram sempre mais vontade de chegar ao golo, conseguindo fazê-lo aos 84 minutos. Com este resultado, as duas equipas estão empatadas na tabela da Liga dos Campeões, ambas com dez pontos.

Entrada a marcar, saída a sofrer

O treinador do Sporting, João Pereira, foi obrigado a recorrer ao jovem João Simões no “onze” inicial da equipa, para fazer dupla com Morten Hjulmand no meio-campo dos leões, devido a onda de lesões que caracterizam o plantel.

Mas também acabou contando com o regressado Franco Israel para a baliza, para além de Eduardo Quaresma que ocupou o lado direito do trio de centrais.

As complicações para o Sporting começaram ainda antes do apito inicial, com Gonçalo Inácio a sair do onze à última da hora, para dar o seu lugar a Matheus Reis. Contudo, os leões souberam ultrapassar esse contratempo e chegaram à vantagem bem cedo.

Boa jogada de envolvimento do ataque verde e branco com Gyokeres a lançar Maxi que rematou ao poste e, na recarga, Geny Catamo fez o 0-1. Foi o primeiro golo de sempre de um jogador moçambicano na Liga dos Campeões Europeus, o primeiro de Geny, que deu uma boa resposta às críticas após o erro que cometeu em Moreira de Cônegos, na última jornada da Liga Portuguesa.

Mesmo após o golo madrugador, o Sporting continuava por cima no jogo, a pressionar alto e não concedendo muitos espaços ao adversário para sair para o ataque. Com a chegada a meio da primeira parte, o Brugge começou a ter mais bola e mais iniciativa de jogo, contudo, tal não se traduzia em chegadas perigosas junto da baliza de Israel.

Todavia, a equipa da casa contou um pouco de sorte e chegou ao empate à passagem do minuto 24; cruzamento pela esquerda e Tzolis a rematar dentro da área, contando com um desvio em Quaresma para igualar o marcador.

O azar dos leões não se ficou por aqui, já que, na jogada seguinte, Maxi Araújo foi derrubado, alegadamente dentro da área, levando Anthony Taylor a assinalar de pronto grande penalidade. Contudo, o VAR disse que a falta teria sido feita fora da grande área.

O golo acalmou a equipa da casa, que conseguia agora chegar com mais perigo junto da área do Sporting e teve a melhor oportunidade para marcar através de um remate de Skov Olsen que obrigou Israel a aplicar-se. O guardião uruguaio foi novamente chamado a intervir mesmo em cima do intervalo, negando o ‘bis’ a Tzolis com uma bela defesa.

Pouca energia e um balde de água fria

Na segunda parte, os belgas tentaram manter o ritmo do fim da primeira, contudo o Sporting conseguiu conter o ímpeto do adversário, voltando a equilibrar as operações. As duas equipas dividiam o jogo, mas sem o partir, mantendo os blocos baixos no momento de defender e sem dar grandes espaços aos adversários.

Perante esta situação, só os rasgos individuais poderiam desequilibrar e Tzolis tentou isso mesmo aos 59 minutos, rematando com muito perigo após tirar dois adversários do caminho.

Com o avançar do relógio, o Club Brugge foi tendo mais iniciativa, empurrando mais vezes os verdes e brancos para o seu último terço, que agora tinham mais dificuldades para sair em transição. Porém, como fizera antes, a equipa de Alvalade soube suster a ofensiva belga e voltou a ter mais bola e equilibrar a partida, sem contudo criar lances de perigo.

Quem aproveitou foi o Brugge, que deu a volta ao marcador; Vanaken serviu o recém-entrado Nielsen que, na cara de Israel, não falhou e fez o 2-1.

Com este resultado, o Sporting desce para o 12º lugar da tabela, à condição, podendo descer ainda mais, com os resultados verificados nos jogos desta quarta-feira, com os mesmos dez pontos do Brugge, que subiu para 14º.

O Sporting voltou a perder pela quarta vez consecutiva, naquele que foi o pior arranque de um treinador no comando leonino. Este domingo vem o Boavista, para o campeonato português, com o agudizar de incertezas em relação ao resultado.

Facto é que o Sporting continua na luta pelos oitavos-de-final da Liga dos campeões, quer pela via directa, como pelo possível play-off. No campeonato ainda é líder, mas já pressionado pelo Benfica e FC Porto. 

A Ordem dos Enfermeiros de Moçambique  apela à sensibilidade e ponderação dos actores envolvidos nas manifestações, para facilitarem a circulação dos profissionais de enfermagem, no trajecto das suas casas até às unidades. 

Grácio Fenias Guambe, vice-bastonário, da Ordem dos enfermeiros explicou que vários profissionais não atendem aos seus turnos, gerando sobrecarga de trabalho, devido às dificuldades para se fazerem as unidades sanitárias. Guambe disse ainda que é fundamental garantir, de forma contínua, os cuidados de saúde dos cidadãos. 

“Reconhecer que o direito aos cuidados de saúde aos cidadãos deve ser garantida de forma contínua, sobretudo, para os pacientes internados e os que se encontram nos serviços de emergência”, explicou. 

O bastonário diz ainda que o pedido torna-se urgente e necessário, considerando os numerosos casos de profissionais que não atendem aos seus turnos, “comprometendo a continuidade e o início da prestação de cuidados, nos serviços de urgência”. 

A ordem, continuou, destaca que o uso de crachás deve ser reconhecido como identificação válida, para garantir acesso e mobilidade dos profissionais de enfermagem, durante a vigência dos protestos.

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