Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.
Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.
“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença
O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.
“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”
O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.
Oito pessoas morreram e outras três ficaram feridas, após o desabamento de um prédio de seis andares, na cidade do Cairo, no Egipto, nesta terça-feira. As autoridades locais decretaram a evacuação de residentes em vários edifícios vizinhos.
O edifício, construído na década de 1960, estava sob ordem de reparação desde 1993, segundo um funcionário do distrito de Waili, citado pelo diário estatal Al Ahram, e desabou na tarde de terça-feira, causando a morte de oito pessoas.
Segundo um comunicado do ministério da Saúde do Egito, o edifício de seis andares era residencial, e várias acções foram desencadeadas para socorrer as vítimas após o incidente.
“As equipas de resgate vasculharam os escombros para encontrar feridos ou corpos, os moradores recorreram da ordem, que nunca foi cumprida”, disse o porta-voz do governo, Hosam Abdel Ghafa.
Por precaução, as autoridades evacuaram, de seguida, vários edifícios vizinhos, informou a administração local. Muitos dos edifícios do centro da capital egípcia, datados dos séculos XIX e XX, não foram restaurados. Nos últimos anos, vários ruíram na Grande Cairo por sua deterioração e descumprimento de normas de planejamento e construção.
A selecção feminina de futebol do nosso país defronta, esta quarta-feira, a similar do Lesotho, em partida das meias-finais do torneio Cosafa no escalão de sub-17. É a segunda meia-final da prova, que terá no embate entre Madagáscar e Zâmbia, a outra meia-final
Uma caminhada cheia de sucessos continua a acompanhar a selecção feminina de Moçambique no regional da Cosafa, em sub-17, prova que decorre na vizinha África do Sul.
Depois de ter feito o pleno na fase de grupos, onde somou por vitórias os três jogos disputados, as Nyeletinhas, como é chamada a selecção feminina de sub-17, entra para a fase do mata-mata, esta quarta-feira.
As adversárias das moçambicanas são as meninas do Lesotho, selecção que terminou em segundo lugar no grupo A, o mesmo das Nyeletinhas, com seis pontos, frutos de duas vitórias e uma derrota.
A selecção de Moçambique iniciou a fase de grupos com uma goleada das antigas, imposta às Comores, por 5-0, com dois golos de Teresa Gogolo, um de Ana Armando, Judite Cumbi e Victoria Tennyson, respectivamente.
Seguiu-se então a Eswatini, onde as meninas de Moçambique enfrentaram algumas dificuldades, terminando a vencer por duas bolas a uma, com Fátima Houana e Teresa Gogolo a marcarem os golos de Moçambique.
Na terceira e última jornada, que decidia a qualificação às meias-finais, com o adversário directo, Lesotho, mais dificuldades surgiram, com um resultado quase enganador, após Ana Armando e Victoria Tennyson apontarem os golos da vitória por duas bolas sem resposta.
Liderança garantida e com distinção, somando três vitórias, nove golos marcados e apenas um sofrido, se destacando como a melhor defesa da prova.
Esta quarta-feira será o teste de fogo, novamente diante do Lesotho, pela segunda vez consecutiva, com aspirações de chegar à final da prova pela primeira vez na história, depois do feito de chegar às meias-finais, também pela primeira vez.
Madagáscar, Zâmbia e Lesotho avançam para as “meias”
Na vibrante competição do torneio Cosafa Sub-17 em feminino, a emoção atingiu o auge com a conclusão da fase de grupos da prova, na última segunda-feira.
Madagáscar, com uma exibição notável, garantiu o seu lugar nas meias-finais, surpreendendo as campeãs em título, a África do Sul, com uma vitória crucial de 1-0 no Grupo B. Oliva Rasoamanantena foi a heroína do dia ao marcar o único golo da partida no primeiro tempo, levando Madagáscar à sua primeira aparição na fase do mata-mata desta categoria.
Ainda no Grupo B, o Malawi encerrou sua participação com uma vitória de 6-1 sobre a Namíbia, proporcionando um final orgulhoso no torneio. Destaques para Emily Samuel, que abriu o marcador, e Jean Fyson, autora de um hat-trick.
Já no Grupo C, a Zâmbia demonstrou seu poderio ao golear Maurícia por 10-0, com Masela Sekeseke a brilhar, depois de marcar quatro golos. A capitã Mercy Chipasula contribuiu com dois golos, enquanto Natasha Nkaka também fez o bis.
No outro jogo do Grupo C, o Botswana superou o Zimbabwe por 3-1, garantindo o segundo lugar no grupo, insuficiente para chegar às meias-finais da prova.
Madagáscar e Zâmbia abrem a disputa das meias-finais, esta quarta-feira, a partir das 11h00 de Maputo, seguindo do embate entre Lesotho e Moçambique, na decisão da final inédita da prova.
As finalistas do ano passado, África do Sul, que acabou vencendo a prova, e Zâmbia, ficaram pelo caminho na competição.
O Ferroviário de Maputo somou a sua segunda vitória na Liga Africana de Basquetebol Feminino após vencer o Jeanne D’Arc do Senegal, por 64-30, em partida a contar para o Grupo C. As “locomotivas” de Maputo voltam a jogar nesta quarta-feira para a terceira jornada da prova.
Depois da vitória sobre o REG do Ruanda na primeira jornada, as meninas do Ferroviário de Maputo foram mais demolidoras na segunda jornada da Liga Africana de Basquetebol.
Diante do Jeanne D’Arc do Senegal, a demolição começou logo cedo, quando terminaram o primeiro período com 17 pontos de diferença: 20 a 03 a favor das moçambicanas.
No segundo quarto do jogo, as pupilas de Nasir Salé baixaram de intensidade e marcaram apenas 16 pontos, permitindo 15 pontos das senegalesas, terminando. No fim da primeira parte, o resultado era de 36-18.
Nasir Salé aproveitou a diferença pontual para rodar ainda mais a equipa, dando mais oportunidades para todas as jogadoras entrarem na quadra, o que teve influência no resultado do terceiro período, que terminou com 46-26.
No quarto quarto e a ritmo de treino, as “locomotivas” marcaram 18 pontos contra apenas 4 das senegalesas, terminado o jogo com vitória folgada de 34 pontos de diferença, ou seja, 64-30.
A americana Destiny Pitts foi um dos destaques das “locomotivas”, ao anotar 12 pontos, seguida de Ingvild Mucauro, que anotou 11 pontos e ganhou 8 ressaltos.
Ferroviário de Maputo volta a entrar em cena esta quarta-feira para defrontar o ASB Makomeno, da República Democrática do Congo, a partir das 17 Horas de Maputo.
No final do jogo diante do Jeanne D’Arc do Senegal, o técnico locomotiva, Nasir Salé, lamentou o facto de haver fraca participação das equipas da Zona VI, da qual o Ferroviário de Maputo faz parte, o que acaba por dar menos rodagem e competitividade às equipas que vão a competições continentais.
É que somente equipas de Moçambique e de Angola é que participam regularmente nas competições interclubes ao nível continental, o que não dá muitas possibilidades de conquistas para essas equipas.
Já Sílvia Veloso realçou o facto de a equipa estar focada na conquista da prova, destacando que o objectivo é enfrentar as equipas candidatas a vencerem a prova, como é o Sporting Clube de Alexandria do Egipto, com alguma tranquilidade e determinação.
Para tal, segundo Veloso, é importante que o grupo aproveite esta fase de grupos para encontrar coesão, conhecer-se ainda mais e aproveitar o facto de estarem juntas há muitos anos para conseguirem atingir o objectivo traçado para esta participação.
As “locomotivas” de Maputo lideram invictas o Grupo C, com duas vitórias em igual número de jogos, perfazendo quatro pontos, mais um que o REG do Ruanda e o Jeanne D’Arc, que somam uma vitória e uma derrota cada, enquanto o ASB Makomeno, próximo adversário das “locomotivas”, nesta quarta-feira, é lanterna vermelha com dois pontos, após somar duas derrotas.
A Liga Africana de Basquetebol em femininos decorre no Dakar, Senegal, até ao próximo dia 15 de Dezembro corrente.
A confederação das associações económicas (CTA) de Moçambique diz que decorrem diligências para se reunir com os partidos políticos, inclusive com Venâncio Mondlane, de forma a encontrar saídas para actual crise pós-eleitoral. Agostinho Vuma, que falava aos jornalistas, diz que solicitou, ao Presidente da República, a escolta dos camiões de carga da fronteira para o Porto de Maputo.
Depois do encontro com o presidente da República, a confederação das associações económicas de Moçambique chamou a imprensa, nesta terça-feira, para dizer que vai se reunir com partidos políticos em busca de soluções para a crise pós-eleitoral.
Enquanto o encontro não ocorre, o sector empresarial propõe o que chamou de trégua, para salvaguardar a economia.
Porque há, neste momento, longas filas de camiões à espera de entrar em Moçambique, o sector propôs a existência de escoltas militares ate ao porto de maputo.
CTA diz que está a somar prejuízos incalculáveis, sobretudo nos subsectores de turismo e hotelaria. Por isso, pede uma solução urgente.
Aos Líderes Políticos e à Sociedade Moçambicana,
Celebramos hoje, 10 de Dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos e encerramos a campanha dos 16 Dias de Activismo contra a Violência Baseada no Género (VBG). Comemoramos também um marco importante para Moçambique: o 5º aniversário da Lei de Prevenção e Combate as Uniões Prematuras e Forçadas, aprovada em Outubro de 2019. Esta lei representa um progresso histórico, simbolizando o compromisso de Moçambique em proteger o futuro das raparigas. No entanto, passados cinco anos, apesar de existir um quadro jurídico exemplar, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que esse compromisso se traduza em realidade. As uniões prematuras e forçadas continuam a limitar e destruir a vida de muitas raparigas, e a comprometer a sua saúde, segurança e o seu potencial.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), quatro em cada dez raparigas já estiveram envolvidas numa união prematura antes de completarem 18 anos. O que faz com que Moçambique seja um dos países que têm uma das taxas mais altas de uniões prematuras do mundo. A evidência demonstra que a situação é mais dramática em áreas afectadas por conflitos. Em Cabo Delgado, as raparigas têm sete vezes mais probabilidade de serem forçadas a uma união antes dos 18 anos, em comparação com a Cidade de Maputo.
As raparigas com quem temos conversado em todo o país, dão rosto a esta estatística. Dos relatos que ouvimos, percebemos como elas são privadas da sua infância, do direito a educação e da oportunidade de construir o seu futuro. Nas raparigas que conseguiram escapar destas uniões, sentimos a vontade de superarem as suas limitações e continuar a investir na sua educação e fontes mais sustentáveis de renda. A união prematura não só viola os direitos humanos como, perpetua o ciclo de pobreza, compromete o progresso social e impede o desenvolvimento económico. O país já tem a base legal, contudo, persistem áreas para melhoria, é necessário um cumprimento rigoroso da lei e uma forte vontade política para garantir que esta e outras leis sejam efectivamente implementadas em todo país.
Ao mesmo tempo que passam-se cinco anos da aprovação da Lei de Prevenção e Combate as Uniões Prematuras e Forçadas, passam-se também mais de 20 anos da adopção da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre Direitos das Mulheres em África (Protolocolo de Maputo), que define normas que os Estados devem seguir na promoção e proteção dos direitos das mulheres. Nos últimos cinco anos, o país enfrentou grandes obstáculos que tiveram impacto agravado na vida das raparigas, como os ciclones Idai e Kenneth, a pandemia da COVID-19 e os conflitos em Cabo Delgado. Estas crises aumentaram a pobreza e a instabilidade, levando mais famílias a recorrerem as uniões prematuras como uma forma de sobrevivência. Isto enfatiza o facto de que, em tempos de crise, os mais vulneráveis são mais atingidos.
O Grupo de Diálogo Político de Alto Nível sobre as Uniões Prematuras e Forçadas é um grupo informal de Embaixadoras e Altas Comissárias, com o compromisso de apoiar o Governo de Moçambique nos seus esforços para combater as uniões prematuras e forçadas, através de advocacia e diálogo político. Gostaríamos de apelar aos Líderes Políticos e a Sociedade Moçambicana para que assumam o compromisso da implementação integral da Lei como uma prioridade. Chegou o momento de fortalecer o impacto da Lei e apelamos a priorização dos pontos abaixo:
Aumentar a Conscientização Pública e a Educação: em muitas comunidades, as uniões prematuras e forçadas persistem devido a normas culturais profundamente enraizadas e à falta de conhecimento sobre as implicações legais. As campanhas nacionais precisam de ir mais longe, incluir também os rapazes, alcançando áreas remotas e de alto risco, com mensagens adequadas ao contexto culturalmente sensíveis para educar as comunidades sobre as consequências nocivas das uniões prematuras. A lei só pode ser eficaz quando as comunidades a compreendem e a apoiam.
Fortalecer o Papel dos Líderes Locais, Líderes Religiosos e Autoridades Tradicionais: os líderes tradicionais, comunitários e religiosos têm grande influência nas suas comunidades. Existem já esforços feitos pelos lideres religiosos para usarem a sua influência contra as uniões prematuras, isto é extremamente importante e deve ser encorajado. Continuar a envolvê-los como aliados na luta contra as uniões prematuras e forçadas pode ser transformador, oferecendo-lhes recursos e formação para que se tornem guardiões dos direitos das mulheres e raparigas. As suas vozes podem ser poderosas na mudança de atitude face a esta forma de violência.
Ampliar o Acesso a Educação para as Raparigas: a educação é fundamental para acabar com as uniões prematuras e forçadas. No entanto, milhões de raparigas moçambicanas não tem acesso a escola devido a questões estruturais, socioculturais e económicas. Há que continuar a investir-se em opções de educação seguras e acessíveis, especialmente para raparigas em áreas rurais e afectadas por conflitos. Adicionalmente, considerar-se incentivos como apoio financeiro e bolsas para a participação e conclusão escolar. Cada ano que uma rapariga permanece na escola é mais um ano em que evita a união prematura.
Reforçar os Serviços de Proteção e Apoio para Vítimas: as raparigas forçadas as uniões devem ter acesso a justiça, serviços de saúde e aconselhamento. Abrigos seguros, assistência jurídica e serviços de apoio psicossocial devem estar amplamente e gratuitamente disponíveis, especialmente nas áreas de alta incidência. A criação de espaços seguros e o aumento do número de profissionais treinados para lidar com casos de uniões prematuras e forçadas são essenciais para a implementação eficaz da lei.
Aumentar os Recursos para a Aplicação da Lei e Processos Judiciais: apesar da existência da lei, a sua aplicação permanece fraca em muitas regiões do país. Para inverter essa tendência, é preciso garantir que os agentes da lei e membros do judiciário estejam devidamente treinados e equipados para lidar com estes casos. A polícia, os procuradores e juízes devem ter as ferramentas e o conhecimento necessário para priorizar e tratar os casos com urgência e sensibilidade.
Acabar com as uniões prematuras e forçadas significa dar a cada rapariga a oportunidade de viver em segurança, realizar os seus sonhos, alcançar os seus objectivos e contribuir para o desenvolvimento da sociedade. As raparigas de Moçambique contam com todas e todos para que os seus direitos sejam protegidos de forma a garantir o seu futuro. Uma nação que coloca a rapariga no pulsar das suas políticas e investe nas raparigas, é uma nação próxima dum futuro próspero e equitativo.
Para finalizar, dada a actual situação política que se vive no país, gostaríamos também de apelar a todas as partes envolvidas a considerarem a igualdade de género como fundamental para alcançar a resolução de forma pacífica por via do diálogo, com o objectivo da unidade nacional, do desenvolvimento do país e do bem-estar do povo moçambicano.
Elsbeth Akkerman, Embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique
Helen Lewis, Alta Comissária Britânica para a República de Moçambique
Mette Sunnergren, Embaixadora da Suécia em Moçambique
Noora Rikalainen, Encarregada de Negócios da Embaixada da Finlândia em Moçambique
Sara Nicholls, Alta Comissária do Canadá para Moçambique
A economia do Botswana está em má situação, disse o vice-presidente e ministro das Finanças, Ndaba Gaolathe, ao seu parlamento – mas com trabalho árduo e medidas, por vezes, desconfortáveis, a nova administração pode limpar a confusão “indesejável” que herdou, escreve a News24.
Sob o antigo partido no poder, o Partido Democrático do Botswana (BDP), o Governo tem gasto muito acima das suas possibilidades, disse ele, com despesas equivalentes a cerca de 11 mil milhões de rands, por mês, enquanto as receitas foram de cerca de 2,65 mil milhões de rands.
O Botswana já tinha passado por tempos difíceis antes, afirmou Gaolathe, inclusive durante a pandemia de Covid-19, mas nada parecido com o risco económico que agora enfrenta.
“Na verdade, com esse tipo de hemorragia financeira, este caminho leva a uma implosão financeira de uma magnitude como este país nunca experimentou”, disse o vice-presidente do Botswana, citado pela News24.
Durante o seu primeiro discurso ao público, o Presidente Duma Boko destacou que a contabilidade do país não estava em boa situação, especialmente porque a principal fonte de rendimentos do país, a indústria dos diamantes, não estava a ter um bom desempenho.
Revivendo a economia
Este ano, a economia poderá contrair 1,7%, em vez da previsão de crescimento de 4,2%, que era esperada quando o antigo Governo apresentou a sua declaração orçamental em Fevereiro.
O plano de recuperação de Gaolathe é simples: ele quer uma “economia moderna, profunda, diversificada e focada na exportação que gere oportunidades de altos salários”.
Uma das principais áreas identificadas pela nova administração são as empresas estatais, a maioria das quais tem um mau desempenho, infestadas de corrupção e fugas, refere a publicação sul-africana.
Ele destacou a companhia aérea nacional, Air Botswana, como uma instituição que precisava de trabalho imediato.
“É claro que o moral do nosso sistema governamental do Botswana está baixo”, disse ele.
A África do Sul é o maior parceiro comercial do Botswana na região. Nos últimos dois anos, sob o antigo presidente Mokgweetsi Masisi, o Botswana proibiu as importações de vegetais da África do Sul, para proteger a sua indústria local.
No entanto, o novo Governo procurará melhorar as relações com a África do Sul. O Botswana quer ser um exportador líquido de electricidade e a África do Sul é um mercado potencial.
“Estamos a fazer progressos admiráveis na reparação das nossas relações com a África do Sul e esperamos até convencê-los a ser um mercado importante para o nosso sector de energia eléctrica”, disse Gaolathe.
A Autoridade sul-africana de Gestão de Fronteiras diz que resgatou, na última sexta-feira, 14 crianças moçambicanas sem documentos, que estavam a ser traficadas para a África do Sul.
O resgate ocorreu na fronteira de Libombo e o motorista que transportada os menores foi detido, sob acusação de auxiliar e encorajar a entrada ilegal de pessoas na África do Sul.
As crianças estão sob custódia do Ministério sul-africano de Desenvolvimento Social.
Já no sábado, oito cidadãos do Bangladesh foram detidos quando tentavam entrar, ilegalmente, na África do Sul, via fronteira com o Zimbabwe.
Segundo um relatório da Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome, a insegurança alimentar aguda poderá persistir até Janeiro de 2025, nas zonas afectadas pelo fenómeno El Niño e pelos conflitos armados em Moçambique.
“A insegurança alimentar aguda de Crise poderá persistir entre Outubro de 2024 e Janeiro de 2025 nas zonas afetadas pela seca durante a época agrícola 2023/2024, e nas zonas afetadas pelo conflito armado no norte do país”, lê-se no último relatório da rede Fews, citado por Lusa.
A rede coloca as regiões centro, sul e a província de Cabo Delgado, que enfrenta desde Outubro de 2017 um conflito armado, de risco alimentar, numa escala de um a cinco, de risco mínimo ao mais grave, a última apontando para a falta de alimentos.
“Isto deve-se a uma combinação de factores, incluindo o início da época de escassez em Outubro, colheita abaixo da média em 2024, oportunidades limitadas de geração de renda devido ao aumento da concorrência e preços dos alimentos básicos acima da média”, refere-se no relatório.
Segundo a rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome, estas condições irão dificultar o acesso aos alimentos pelas “famílias pobres e muito pobres”, com poder de compra abaixo da média.
“Em Cabo Delgado, certas zonas que têm recebido assistência alimentar humanitária regular poderão melhorar”, para a fase dois da classificação da insegurança alimentar aguda.
Refira-se que cerca de 4,8 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária em Moçambique, sendo necessários 64 milhões de dólares (60,6 milhões de euros) para responder às necessidades, estimou recentemente o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Mais de 150 professores da Escola Secundária da Manga, localizada na cidade da Beira, em Sofala, boicotaram a correcção de exames de 10ª e 12ª classes, como forma de exigir o pagamento de dois anos de horas extraordinárias. As autoridades garantem que os pagamentos serão feitos de forma gradual.
Esta foi a forma encontrada pelos professores da escola secundária da Manga para exigir o pagamento de horas extras de 2023 e de 2024.
Os professores dizem não receber nenhuma informação referente ao pagamento de horas extraordinárias e ouvem, através da imprensa, que está em curso uma inspecção para verificar a legalidade das horas extras.
Devido ao incumprimento das promessas, os professores da Escola Secundária da Manga dizem que vão boicotar a correcção dos exames. E pediram que o Governo tivesse mais consideração pela classe.
O Governo, por sua vez, reconheceu a dívida e reiterou que será paga de forma gradual.
Refira-se que arrancaram, hoje, os exames da segunda época, para os alunos que não puderam fazer a primeira.