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Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.

Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.

“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença

O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.

“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”

O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.

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Naquele que era o jogo de tudo ou nada para a Universidade Pedagógica de Maputo no Campeonato Africano dos Clubes Campeões da Zona VI de voleibol de sala, até mesmo porque defrontava a equipa da casa, as upenianas foram mais ousadas, sofreram e venceram.

No jogo que marcava a reedição da final do ano passado, em que a UP venceu e conquistou a região, a turma de Maputo não tremeu e venceu por 3-1, marcando presença na final.

A UP venceu o primeiro set por 27-25, enquanto as Tsuanas do Kutlwano venceram o segundo por 20-25, abrindo espaço para dúvidas em relação à equipa que iria se qualificar às meias-finais.

Mas enganou-se quem pensou que seria uma luta difícil de vencer, uma vez que as moçambicanas venceram os dois sets seguintes por 26-24 e 25-15, marcando encontro no penúltimo jogo antes da consagração.

Por seu turno, a Aliança Maputo, em masculinos, está apurada para as meias-finais da prova depois de na partida anterior ter eliminado a equipa do Police VI do Botswana por 3-2, num encontro disputado sob o signo de equilíbrio.

Os moçambicanos venceram os dois primeiros Sets por 25-16 e 25-18, mas os anfitriões trataram de igualar a contenda ao vencerem por 15-25 e 19-25. A Aliança acabou demonstrando a sua mais valia e venceu o quinto e último set por 15-12, desforrando a derrota na fase regular por 3-0.

Nas meias-finais a Aliança vai medir forças com o Royal Eswatini Police Service, partida que está agendada para este sábado, 14 de Dezembro.

O Conselho Constitucional reuniu-se nesta quinta-feira com o partido Renamo para explicar a sua metodologia de trabalho. A mandatária do partido apelou ao Conselho Constitucional para tomar uma decisão que tire o país da crise em que vive.

No âmbito do que designa “portas abertas”, a presidente do Conselho Constitucional recebeu, nesta quinta-feira, mais um partido político, a Renamo, para partilhar a metodologia de trabalho na verificação dos resultados eleitorais de 9 de Outubro.

“Nós chamamos mesmo para partilhar esta metodologia de trabalho que os processos estão a ser verificados um por um, compatibilizando os editais da CNE com os editais trazidos pelos partidos políticos, que são um meio de trabalho extremamente importante para o alcance ou para a busca desta almejada verdade eleitoral”, avançou Lúcia Ribeiro.

A Renamo, que apenas submeteu ao Conselho Constitucional dois recursos, apontou irregularidades no processo de votação.”O nível da Fraude até cá é maior que até colocam numa situação de não ter dúvidas de que decisão se pode tomar”, disse Glória Salvador, Mandatária da Renamo.

Sobre a discrepância de eleitores a Renamo questionou. “Sendo o Conselho Constitucional o órgão máximo, que decide sobre este processo, que resposta poderia ter para satisfazer essa situação”?, questionou Glória Salvador.

Lúcia Ribeiro voltou a tomar a palavra e explicou que o CC não está a fazer a recontagem, mas que quer perceber as razões da discrepância de eleitores.

“O Conselho Constitucional teria ordenado à CNE que se fizesse a recontagem, mas porque a própria CNE, lembrado que no dia da divulgação dos resultados, afirmou no seu relatório que havia discrepâncias entre as três eleições, mas que não tinha tido tempo para verificar.

Então, o Conselho Constitucional, sendo um órgão jurisdicional, não pode vir dar essa mesma resposta, mas fica uma curiosidade é uma responsabilidade e um dever de perceber por que razão é que há discrepância e onde é que existe essa discrepância, a partir de onde é que começou a existir essa discrepância”, disse.

A Renamo é o segundo partido que participou do encontro com o Conselho Constitucional, o primeiro foi PODEMOS.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta que perante a aproximação do ciclone tropical Chido ao norte do país, os ventos podem chegar até 220 quilómetros por hora (km/h) a partir de sexta-feira. Entretanto, o norte será mais afectado no domingo

É mais um aviso de alerta vermelho que é lançado pelo Instituto Nacional de Meteorologia INAM que reforça a chegada do ciclone Chido ao país, que evoluiu nas últimas horas desta quinta-feira para o estágio de “intenso”.

O ciclone aproxima-se do canal de Moçambique, devendo entrar ao final do dia de hoje, sexta-feira, com o epicentro previsto para a costa moçambicana dentro de 72 horas.

A entrada em terra do ciclone de categoria 3, o terceiro mais elevado numa escala de 1 a 5, é esperada nos distritos de Memba, província de Nampula, Chiúre ou Mecúfi, na província de Cabo Delgado, “com ventos de 200 quilómetros por hora e rajadas até 220 quilómetros por hora, segundo as projeções actuais”, refere o aviso do INAM.

O mesmo adverte ainda que “face à ocorrência de ventos fortes, trovoadas e chuvas muito fortes, recomenda-se a tomada de medidas de precaução e segurança”.

O aviso, válido até às 24:00 do dia 15 de Dezembro, define como áreas de risco vários distritos de Cabo Delgado e a capital provincial, Pemba, bem como de Nampula e a sua cidade capital provincial.

 

Ciclone pode afectar cerca de 500 mil pessoas

Entretanto, num encontro havido esta quinta-feira entre o Instituto Nacional de Meteorologia, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais e o sector de saúde, foi revelado que muitas pessoas poderão ser afectadas pela chegada do ciclone Chido.

De acordo com Ana Cristina Manuel, do INGD, mais de 500 mil pessoas ficarão afectadas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula e disse que vão precisar que sejam socorridas com base nos cenários que foram vistos no encontro.

“Primeiro, tendo em conta as medidas que devem ser intensificadas, a difusão de informação, a questão do abrigo, da população, a evacuação, o provimento de meios alimentares são necessários. Nós achamos que poderíamos usar a plataforma integrada, que já integra vários meios de difusão de informação, desde as mensagens curtas, a partir das telefonias móveis, a partir das rádios comunitárias que já estão a trabalhar no terreno na difusão de informação, comités locais de gestão de risco”, disse, como formas de prevenção.

E para casos de emergência, Ana Cristina Manuel disse que existem centros de acomodação activos e disponíveis para que possam acolher as pessoas. “Na região norte temos 68 e temos também os meios para apoiar na busca e salvamento, o mapeamento das zonas afectadas, que são os drones, temos os pilotos e também temos os telefones satélites que possam nos apoiar em caso de colapso do sistema de comunicação naquela região”, revelou.

Outrossim, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres diz que tem meios de bens alimentares, de abrigo, água e saneamento e também meios para apoiar os grupos vulneráveis, destacando meios específicos como mantas, kits de cozinha, redes mosquiteiras, kits de família, colchões, esteiras e roupas.

Os intervenientes no encontro propõem o destacamento de equipas de nível central que possam apoiar, equipas mínimas que possam apoiar as províncias de Cabo Delgado e Nampula, que são as que se mostram neste momento com alguma preocupação em relação ao impacto dos ciclones.

Por seu turno, Agostinho Vilankulo disse que esta chuva também pode trazer alguns impactos positivos para além das consequências que pode trazer. E apresentou três cenários que podem ser verificados com a queda das chuvas.

“O primeiro cenário é aquele que estamos a falar, que o ciclone entre da província de Nampula e nós temos cerca de 2 milhões de pessoas que estão dentro do risco. Atenção, há uma diferença e neste momento nós estamos falando de pessoas que estão em risco, são aquelas pessoas que vão sentir o efeito, ou de chuva, ou do vento, ou de caudal. Mas dentro desses, nós aplicamos um coeficiente de certeza, com uma probabilidade muito maior, que 10% daquela população pode precisar de assistência. E nós estamos a falar de cerca de 200 mil pessoas, esses podem precisar de assistência. É 10%, mas podemos ter um pouco mais. O universo daqueles que vão sentir o impacto por causa deste fenômeno, são cerca de 2 milhões de pessoas”, disse.

O segundo cenário, de acordo com Agostinho Vilankulo, é do ciclone entrar, por Nampula, mas antes de chegar, provocar impacto nas vias rodoviárias. No caso há vias que podem ser afectadas com destaque os que ligam alguns distritos.

“Este é o cenário costeiro. Se nós formos entrar para o interior, porque também há uma probabilidade de chuvas muito intensas. É certo que o vento vai também diminuindo, mas as chuvas vão continuar a ser intensas”, referiu.

Por fim, o último cenário, onde o ciclone pode entrar, por exemplo, da região de Mecufi ou Pemba, onde existem outras bacias que estão em consideração.

“Em termos de impactos, nós estamos a prever aqui, aqui os impactos são relativamente diferentes, temos cerca de 1 milhão e 400 mil pessoas, e certeza que se o sistema tiver aquela trajetória, mais ou menos cerca de 150 mil a 200 mil pessoas também podem precisar de assistência. Nós temos que, o extremo é cerca de 1 milhão de pessoas, mas aquelas que aparentemente devem ser assistidas, nós estimamos em 10% daquele valor. E também fizemos aqui um exercício sobre a ocorrência de cheias urbanas”, explicou Agostinho Vilankulo.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país.

Já na primeira metade de 2023, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afetaram no país mais de 1,3 milhões de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3.200 salas de aula, de acordo com dados oficiais do Governo.

A fome está a fustigar a província de Gaza, devido à seca prolongada que se verifica, em particular, no distrito de Limpopo. Apesar disso, o administrador nega a existência de bolsas de fome.

A seca agravada pelo fenómeno El Niño afecta severamente a província de Gaza. Famílias procuram saídas para escapar à fome extrema em Chicumbane no distrito de Limpopo.

João Conjo, residente em Chicumbane, uma das localidades do distrito de Limpopo, é exemplo da falta de alimentos e vive a situação da fome de perto. Diz que é uma ginástica fazer a divisão do dinheiro que consegue adquirir por dia para alimentar a família. “Cada dia eu levo 30 pães para vender, só ganho 30 meticais. Por exemplo, hoje só consegui vender 15 pães, restaram 15. Assim também é difícil preparar alimentos”, disse.

Ermelinda Justino 46 anos é mãe de 3 filhos, narra que estiagem arrasou tudo no seu pedaço de terra, e para alimentar a sua família tem feito trabalhos domésticos na sua comunidade. “Tive uma solicitação para fazer um trabalho na comunidade e recebi 35 meticais. É com esse dinheiro que consigo sustentar a minha família”, disse Ermelinda Justino.

A divisão desse valor exige um esforço bastante aturado, segundo conta Ermelinda Justino, que avança que “tirei parte do dinheiro e comprei cacana. Com os outros 20 meticais, vou comprar farinha para preparar a refeição”, sugere.

Para Ermelinda esta é uma situação que provoca sofrimento e incomoda as crianças. “As crianças vivem chorando, por falta de alimentos, por isso, fazemos o que podemos para aliviar a sua fome, e conseguir ter sono durante a noite”, revela.

Agricultora há mais de 30 anos, Florinda Almeida, diz ter perdido cerca de 4 hectares de culturas diversas, na última campanha agrícola. Infelizmente não conseguiu colher o que quer que seja, uma vez que nada encontrou.

“Vinha colher folhas de mandioca, mas infelizmente está tudo seco. Não temos comida”, lamenta, destacando ainda que a situação não tem sido boa nos últimos meses.

Mas há mais pessoas e famílias a viverem na extrema pobreza. É o caso do casal Júlio Bila e Maria Matusse que socorrem-se de mangas para contornar a fome.

Produtor de natureza, Júlio lamenta as perdas que teve. “Infelizmente, tivemos perda de culturas”, disse Júlio, confirmando que acabam recorredo a mangas para alimentar-se: “sim, alimentamo-nos de mangas. Do contrário, nada temos para comer”.

Entretanto, o administrador Virgílio Muchanga diz que o distrito de Limpopo não regista bolsas de fome. “Realmente a seca que se faz sentir afecta a todos, mas asseguramos estar garantida a segurança alimentar no nosso distrito. Sobre a existência de bolsas de fome no distrito de Limpopo, temos a dizer que não há registo. O nosso distrito é autosuficiente na produção de outras culturas”.

A Seca extrema arrasou mais de 150 hectares de culturas diversas no Limpopo em Gaza.

 

O novo governo da Síria vai congelar a Constituição e desactivar o Parlamento durante os três meses de transição.

Os radicais islâmicos, que no domingo passado tomaram o poder na Síria, nomearam um chefe de Governo de transição, Mohammad al-Bashir, que se vai manter em funções até 01 de Março de 2025. 

Durante três meses, o novo Governo sírio vai congelar a Constituição e o Parlamento. 

A actual Constituição data de 2012 e não especifica que o Islão é a religião do Estado, facto que leva à formação de uma comissão jurídica e de direitos humanos para examinar a matéria e introduzir alterações.

Na reunião de a transferência de poder o entre o  novo executivo  e o Governo da era de Bashar al-Assad, o porta-voz para os assuntos políticos das novas autoridades avançou que a prioridade é preservar as instituições e protegê-las, bem  como instaurar o Estado de Direito após mais de meio século de regime do clã Assad.

O responsável assegurou que todos aqueles que cometeram crimes contra o povo sírio serão julgados de acordo com a lei, e respeitando a diversidade religiosa e cultural da Síria.

 

O parlamento da Coreia do Sul aprovou, hoje, a destituição do ministro da Justiça, Park Sung–jae, e do chefe da polícia, Jo Ji–ho, devido à imposição de uma lei marcial, na semana passada.

Foi com 195 votos a favor e 100 votos contra a moção que visava derrubar o ministro da justiça,  Park Sung–jae. 

O parlamento da Coreia do Sul aprovou a destituição apresentada pelo principal movimento da oposição, o Partido Democrático, que alegou que Park participou na reunião do executivo e na tomada de decisões da aplicação da lei marcial, o que resultou numa conspiração para cometer rebelião.

De acordo com o Partido Democrático, o ministro agiu como se não reconhecesse a autoridade da Assembleia Nacional, ao estar de acordo com a perceção errada do Presidente Yoon, de considerar a imposição de lei marcial como um acto de governação e  que os políticos eram alvos de detenção.

Quanto a Jo Ji–ho, líder da Polícia Nacional da Coreia do Sul, sua destituição deve-se ao alegado abuso da autoridade para comandar e dar ordens à polícia para bloquear a entrada de membros da Assembleia Nacional, órgão constitucional.

O parlamento sul-correano aprovou, também, a criação de um procurador especial para investigar as acusações de insurreição contra o Presidente Yoon Suk-yeol.

O Conselho Constitucional reuniu-se, na manhã de hoje, com o partido Renamo. Lucia Ribeiro explicou que o seu órgão actua nalgumas vezes como única instância,  quando se trata da candidatura do Presidente da República e das decisões tomadas pela Comissão Nacional de Eleiçõe. Por seu turno, a mandatária do partido disse que está a exercer funções que deviam ter sido feitas pelas Comissões distritais.

“No âmbito do processo eleitoral, o Conselho Constitucional actua como única instância e algumas vezes como última instância. Ele actua como única instância quando se trata de processos relativos à candidatura do Presidente da República e também quando se trata das decisões da Comissão Nacional de Eleições. Relativamente às últimas matérias, ele actua como última instância”, explicou a presidente do Conselho Constitucional. 

A Renamo, por sua vez, culpa o STAE pela desorganização do processo, pois diz que o problema se devia ter resolvido ao nível do distrito. 

O Estádio Nacional do Zimpeto volta a fechar as portas para jogos das competições internacionais de futebol, devido a irregularidades detectadas durante a realização do jogo do último domingo, entre a Black Bulls e o Al-Masry do Egipto, a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Taça CAF. Assim, tanto a Federação Moçambicana de Futebol, bem como a Black Bulls, terão que encontrar outro campo para a realizarem seus jogos internacionais.

Pela terceira vez nos últimos cinco anos o Estádio Nacional do Zimpeto volta a ser interditado pela Confederação Africana de Futebol. Novamente os mesmos problemas estão no centro da interdição, nomeadamente a iluminação, o relvado e os torniquetes.

O jogo do último domingo, entre a Black Bulls e o Al-Masry do Egipto, da segunda jornada do grupo D da fase de grupos da Taça CAF, revelou as irregularidades detectadas. A primeira delas é a iluminação deficiente.

Os egípcios reclamaram da fraca iluminação no Estádio Nacional do Zimpeto, uma vez que não são todas as lâmpadas existentes que acendem, o que cria algum desconforto nos jogadores habituados a jogar de noite e com a melhor iluminação.

Nos últimos dois anos, o Estádio Nacional do Zimpeto acolheu apenas dois jogos noturno, nomeadamente a derrota dos Mambas diante do Mali, para a qualificação ao CAN-2024, e o empate entre os Touros e os egípcios, a um golo, no último domingo.

Outro aspecto detectado é a falta de torniquetes que ajudam a contabilizar o número de espectadores presentes nas bancadas. Ainda que o jogo tenha sido à porta-fechada, por decisão da direcção da Black Bulls, para garantir a segurança dos seus adeptos por conta das manifestações, a Confederação Africana de Futebol queria ver os torniquetes funcionais.

Trata-se de um sistema de segurança montado em 2022 e 2023 pela Federação Moçambicana de Futebol, com apoio do Governo, para permitir a contagem de pessoas que assistem aos jogos nas bancadas, na altura foi uma das exigências da CAF para que o Estádio Nacional do Zimpeto fosse aprovado.

O facto é que ainda não foi concluída a instalação de torniquetes e estão a ser utilizadas barreiras metálicas sem dispositivos eletrónicos que devem ser utilizados para o controle das entradas dos espectadores.

O terceiro grande problema detectado é a má qualidade do relvado do Estádio Nacional do Zimpeto. Com pouco uso para jogos de futebol, uma vez que somente acolhe jogos e treinos das selecções nacionais e das equipas nacionais nas provas africanas, o relvado não apresentou um bom aspecto aos membros da CAF presentes.

Por um lado apresenta locais com perda de cor esverdeada e natural de uma relva, e por outro lado há locais onde é deficiente, chegando a aparecer mais areia do que propriamente relva.

O facto é que esta é uma nova relva que o estádio recebeu, depois da remoção da anterior, em 2021, aquando da primeira interdição, tendo sido recolocada a nova em 2022.

Facto curioso é que este jogo teve como Coordenador Geral o sul-africano Joshua Robert Knipp, o mesmo que em 2022 foi mandatado pela Confederação Africana de Futebol para inspecionar o Estádio Nacional do Zimpeto.

 

Identificar outro campo para jogos internacionais

Assim, com essas anomalias detectadas e com a interdição do Estádio Nacional do Zimpeto, tanto a Federação Moçambicana de Futebol, como a Black Bulls, terão que encontrar outro lugar para realizarem seus jogos das competições internacionais no próximo ano.

É que o embate deste domingo, a partir das 15h00, entre a Black Bulls e o Enyimba da Nigéria, será o último naquele espaço, uma vez que a interdição vai iniciar a 16 de Dezembro corrente.

Com mais um jogo da Taça CAF a 12 de Janeiro, diante do Zamalek do Egipto, a contar para a quinta jornada do grupo D, a Black Bulls terá que identificar um outro relvado para esse jogo, uma vez que até o seu próprio relvado, na Arena Lalgy, por não ter as condições exigidas pela CAF.

O mesmo sucede com a Federação Moçambicana de Futebol que tem um jogo caseiro dos Mambas em Março do próximo ano, de qualificação ao Mundial de futebol de 2026, diante do Uganda, a contar para a quinta jornada do grupo G.

Com estas adversidades, o Estádio de Mbombela aparece como o mais próximo e o mais provável para ser utilizado pelos moçambicanos nas competições africanas.

 

O Costa do Sol, campeão nacional de basquetebol feminino, vai defender o título conquistado no ano passado a partir desta sexta-feira, diante do Ferroviário da Beira. Será uma final em play-off a melhor de três jogos, que vai ditar o próximo representante do país na Liga Africana de Basquetebol, BAL na sigla em inglês.

Trata-se de duas equipas que tiveram percurso diferente na fase regular e até mesmo nas meias-finais da prova, com o Ferroviário da Beira a ser a mais regular, enquanto o Costa do Sol oscilou bastante na competição.

Na fase regular, os “locomotivas” de Chiveve terminaram na primeira posição com apenas uma derrota sofrida, seguidos do Ferroviário de Maputo, com duas derrotas, enquanto o Maxaquene terminou na terceira posição e o Costa do Sol na quarta, ainda que tenham tido os mesmos pontos.

Com o cruzamento das meias-finais alterado à última hora, que ditou o primeiro contra o terceiro e o segundo contra o quarto, o Ferroviário da Beira “despachou” o Maxaquene com duas vitórias folgadas, sendo no primeiro jogo por 90-85, e no segundo por 82-101.

Mais dificuldades teve o Costa do Sol diante do Ferroviário de Maputo, obrigado a ir à negra para chegar à final da Liga Mozal.

No primeiro jogo do play-off das meias-finais a maior de três jogos, e depois de terem jogado juntos na última jornada da fase regular (vitória do Ferroviário de Maputo por 84-82) os “canarinhos” venceram o primeiro jogo por 79-73, permitindo o empate na eliminatória ao perderem o segundo jogo por 74-82, indo à negra.

No jogo decisivo, o Costa do Sol trouxe ao de cima o seu poderio, aproveitando algumas lesões dos jogadores do Ferroviário de Maputo para aplicar dez pontos de diferença, vencendo por 83-73 e marcando presença na final.

Assim, a partir das 17h00 desta sexta-feira, Costa do Sol e Ferroviário da Beira discutem a final da Liga Mozal, num play-off a maior de três jogos, jogando sucessivamente no sábado e terminando no domingo, em caso de nenhuma das duas equipas vencer os dois primeiros jogos.

Facto é que os “locomotivas” de Chiveve estarão mais frescos em relação ao Costa do Sol, uma vez que realizaram apenas dois jogos das meias-finais, tendo sido o segundo na segunda-feira, enquanto o Costa do Sol foi até ao terceiro jogo, que terminou na quarta-feira.

Ou seja, o Ferroviário da Beira tem mais quatro dias de descanso, enquanto o Costa do Sol tem apenas um dia. Ainda assim, apenas o final dos respectivos jogos vai ditar o vencedor e o campeão nacional de basquetebol, em masculinos, de 2024.

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