O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.
Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.
Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.
A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.
O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.
Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.
Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.
A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.
Morreu Rebecca Cheptegei, ugandesa que disputou os jogos olímpicos de Paris na prova dos 5000 metros. Trata-se de uma morte que fez soar os alarmes sobre o feminicídio, com a confederação do atletismo do Quénia a considerar morte prematura e trágica, para além de ser uma perda profunda, exigindo o fim da violência de género.
Rebecca Cheptegei foi atacada e incendiada em sua residência, em Endebess, Condado de Trans-Nzoia, Quénia. A polícia sustenta que Dickson Ndiema Marangach, seu antigo parceiro, a encharcou com gasolina e a incendiou. Cheptegei morreu devido à falência múltipla de órgãos, a 5 de Setembro de 2024, aos 33 anos de idade, um mês depois de ter disputado os Jogos Olímpicos de Paris.
Por outro lado, o funeral de Cheptegei promete ser um evento importante no Uganda, com a sua família a ter anunciado que lhe será dada a honra de um “enterro militar”, por ter feito parte da Força de Defesa Popular de Uganda, as forças armadas daquele país.
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou que a cidade homenageará Cheptegei, dando o seu nome a uma recinto desportivo em sua homenagem.
A morte de Rebecca Cheptegei trouxe à tona casos de feminicídio que abalaram o mundo do desporto.
Em Abril de 2022, a atleta nascida no Quénia, Damaris Mútua, foi encontrada morta em Iten, um polo conhecido no mundo do atletismo que fica no Vale do Rift. Suspeita-se que o seu companheiro a tenha matado.
Em Outubro de 2021, a atleta queniana Agnes Tirop, de 25 anos, medalhista de bronze nos 10 mil metros nos Mundiais de 2017 e 2019 e quarta colocada nos 5000 metros nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, morreu depois de ter sido esfaqueada em sua casa em Iten.
Os magistrados do Ministério Público dizem haver abertura do Governo face ao caderno reivindicativo submetido a 17 de Julho. A classe diz que só em última instância é que poderá tomar medidas drásticas para reivindicar melhores salários, independência financeira e segurança.
No dia 17 de Julho, os procuradores submeteram o seu caderno reivindicativo ao Governo, contendo as suas maiores preocupações.
No documento, as questões de fundo eram a autonomia e independência financeira do Ministério Público, salários, subsídios e segurança.
Passados mais de 30 dias, a classe diz que algumas das reclamações já estão a ser resolvidas.
“Estamos cientes de que algumas situações vão demandar alguma revisão legislativa. Como disse, nós apresentamos o caderno reivindicativo no dia 17 e o Parlamento funcionou até 10 de Agosto. Então, o timing em termos de submissão de proposta já era muito apertado”, disse.
Eduardo Sumana, presidente da Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público, garantindo que “aquelas preocupações que se mostram realizáveis, como os enquadramentos para a questão salarial, essas já estão a acontecer e, também, da discussão que está a haver agora, como disse, a base desse grupo que foi criado, sobre a questão da independência financeira”.
Para garantir que haja independência financeira, os profissionais sugerem que seja feita a proposta do “plano contendo as necessidades e, consequentemente, do orçamento respectivo e, daí, ir à aprovação por um órgão competente, que é o Parlamento. Nós clamamos por um modelo que não fique muito dependente desta disponibilidade do Executivo”.
A classe diz continuar aberta a conversações e só em última instância poderá tomar medidas drásticas.
A Selecção Nacional de Hóquei em Patins vai observar um estágio de dois dias em Portugal, participação no Campeonato do Mundo, competição que vai decorrer em Novara, Itália, entre os dias 16 e 22 do mês em curso. A chegada do combinado nacional no território português está prevista para esta quinta-feira.
Seguem para aquele país europeu o seleccionador nacional, Bruno Pimentel e mais cinco atletas, nomeadamente, Alfredo Manjate e Júlio Samuel (guarda-redes), Pedro Pimentel Jr. (defesa), Artur Mapinguisse (médio), Absalão Miquissene e Macário Issufo (avançados).
Esses atletas juntar-se-ão ao grupo que está nas terras lusas, no caso, Gustavo Carvalho (guarda-redes), Miguel Matias, Marinho, Kevin Pimentel, Tivane Jr., Filipe Nabais, Diego Pimentel e ainda Gabriel Pimentel (todos avançados).
Desta lista faz ainda parte o técnico Paulo Pereira, antigo internacional da Selecção Nacional, que esteve a trabalhar com o leque “luso” durante um mês.
A equipa moçambicana vai efectuar apenas unidades de treinos virados mais para a componente táctica e para a definição do cinco que alinhará no jogo de estreia com o México, a 16 de Setembro, naquela que será a primeira jornada do Grupo “A” da Taça Challenge, a III Divisão do Mundial de Hóquei. A delegação moçambicana desembarcará no local da competição no sábado.
Depois de ter falhado o Campeonato Africano realizado no Cairo, em Setembro de 2023, por motivos financeiros, a equipa nacional foi “empurrada” para o Grupo “C”.
Além do México, Moçambique vai defrontar o Japão, no dia 17, Uruguai, 18, Israel, 19, e por último, a Nova Zelândia, 20. Moçambique vai procurar regressar às glórias no contexto do hóquei em patins mundial, onde alcançou a sua maior prestação de sempre em 2011, em san Juan, Argentina, ao terminar a prova na quarta posição.
Apesar de já ter garantido a ida à Itália, a Federação Moçambicana de Patinagem (FMP) ainda enfrenta alguns problemas financeiros para cobrir as despesas inerentes à participação da selecção nesta competição. A FMP continua a bater às portas, tendo em vista garantir mais apoios por parte de parceiros.
MANINHO FALHA A PROVA
O capitão da selecção nacional, Ivan “Maninho” Escludes é a ausência de peso no conjunto moçambicano. Esta é a primeira vez que o atleta falha uma competição importante nos últimos anos. Maninho integrou tarde o grupo de trabalho durante a primeira fase de preparação para o Mundial.
O seleccionador nacional, Bruno Pimentel, está a levar a cabo um processo de renovação, sendo que para esta prova vai apostar nos jogadores que ainda estão à procura de um lugar ao sol. Ou seja, a maioria dos atletas que integram a convocatória são jovens.
Os candidatos presidenciais nos Estados Unidos, Donald Trump e Kamala Harris, trocaram acusações durante o primeiro frente-a-frente a caminho das eleições presidenciais de 5 de Novembro. O republicano diz que a democrata não dispõe de um plano económico ideal, ao mesmo tempo que Harris acusa Trump de ser inconsequente.
O debate começou num ambiente cordial, com os concorrentes às presidenciais nos Estados Unidos da América a darem o aperto de mão, antes de cada um deles defender as suas propostas de governação.
Foram quase duas horas de frente-a-frente entre Donald Trump e Kamala Harris, o primeiro entre os principais candidatos às presidenciais norte-americanas de 5 de Novembro.
Dez pontos foram colocados à mesa e os candidatos tinham a janela aberta para expor o seu manifesto.
Harris foi a primeira a usar o microfone, mas foi Trump quem acendeu o debate, acusando a democrata e seu partido de não disporem de um plano efectivo para manter a economia do país em pé.
“Acho que o meu plano é um plano brilhante. É um ótimo plano. É um plano que vai aumentar o nosso valor como país, e vai fazer com que as pessoas queiram trabalhar, criar empregos e criar muito dinheiro, o que é bom e sólido para o nosso país. E só para terminar, ela não tem um plano. Ela copiou o plano de Biden”, disse Donald Trump.
Na mesma onda, Kamala Harris acusou Trump de egoísmo económico, aquando da sua liderança na altura em que era presidente dos Estados Unidos da América.
“Bem, sejamos claros: a administração de Trump resultou num défice comercial, um dos mais elevados que alguma vez vimos na história da América. Convidou as guerras comerciais. Querem falar do seu acordo com a China. Durante a presidência de Donald Trump, ele acabou por vender barato os americanos à China para os ajudar a melhorar e modernizar as suas forças armadas”, acusou Kamala Harris.
A economia só abriu o debate, que foi descendo para questões mais sociais. O aborto também foi assunto, com as partes a divergirem sobre a proibição ou não.
“Ele disse, o bebé vai nascer, e nós vamos decidir o que fazer com o bebé. Por outras palavras, vamos executar o bebé. E foi por isso que eu fiz isso, porque isso predomina. Porque eles são radicais. Os democratas são radicais nisso. E a sua escolha para vice-Presidente, que eu acho que é uma escolha horrível”, acusou primeiro o candidato Republicano.
Haris não demorou em revidar: “Donald Trump não devia estar a dizer a uma mulher o que fazer com o seu corpo. Falei com mulheres de todo o país. Querem dizer que era isto que as pessoas queriam? Mulheres grávidas que querem levar uma gravidez até ao fim, que sofrem um aborto espontâneo, a quem são negados cuidados”.
Ademais, a política externa foi também um ponto divergente entre as duas figuras com ambição de chegar à Casa Branca.
Trump preferiu voltar a criar expectativas de ajudar no alcance da paz entre Rússia e Ucrânia, enquanto que Harris promete intervir para paz entre Israel e Palestina.
“Ela odeia Israel. Nem sequer se quis encontrar com Netanyahu quando ele foi ao Congresso fazer um discurso muito importante, recusando-se a estar presente porque estava numa festa da sua república. Ela queria ir à festa da república”, acusou Trump.
“Temos de ter uma solução de dois Estados em que possamos reconstruir Gaza, em que os palestinianos tenham segurança, autodeterminação e a dignidade que tão justamente merecem”, disse Harris.
Políticas de migração e ataque ao Capitólio também fizeram parte do debate entre Harris e Trump.
Desconhecidos colocaram veneno numa lagoa no Niassa e milhares de peixes morreram. Há um risco de envenenamento de outros animais que bebem da mesma água.
Uma camada branca em águas paradas, formada por milhares de peixes que morreram envenenados, numa área de conservação conhecida por Coutada Oficial Marangira, que fica no interior da província do Niassa, Norte de Moçambique. Trata-se de uma área de conservação que faz limite com a Reserva Especial do Niassa, que tem sido alvo de caçadores furtivos que usam todo o tipo de meios à sua disposição para conseguirem animais de pequeno, médio e grande porte.
Desta vez, a acção dos furtivos foi muito longe, ao recorrerem à perigosa tática de envenenamento da água para conseguirem os seus objectivos. Um dos sócios da empresa concessionária da coutada em causa é o luso-moçambicano Carlos Queiroz, que falou em exclusivo à nossa reportagem a partir de Portugal.
“No passado dia 5, detectamos umas queimadas e movimentações estranhas, e, de imediato, enviamos as nossas equipas de vigilância, que, infelizmente, na madrugada do dia 6, confirmaram o envenenamento de uma lagoa enorme, que confina com um rio muito importante da coutada e, infelizmente, quando chegamos, era devastador aquilo que víamos pela frente – estavam centenas e centenas, para não dizer milhares de peixes mortos, envenenados. A concessionária, de imediato, lançou uma operação de vigilância e controlo para conseguirmos controlar o peixe para que não fosse recolhido e em consequência chegasse às populações, às comunidades”, disse Carlos Queiroz.
Na manhã desta terça-feira, uma equipa do Serviço Provincial de Terra e Ambiente do Niassa deslocou-se ao terreno e esta quarta-feira poderá falar à nossa reportagem sobre as constatações feitas e medidas para reduzir o risco de envenenamento de pessoas e outros animais que compõem a fauna bravia envolvente nesta área.
Acções antecipadas à seca contribuíram para que 13 200 famílias em Sofala estejam agora a viver em segurança alimentar, numa altura em que, nas zonas Sul e Centro do país, mais de 510 mil pessoas estão a enfrentar crise alimentar. Estes resultados levaram o Governo a decidir implementar a iniciativa em todo o país.
Na passada época agrária, o Instituto Nacional de Gestão de Desastre (INGD), em parceria com vários sectores, decidiram implementar de acções antecipadas à seca nos distrito de Caia e Chemba, na província de Sofala. É uma iniciativa piloto no processo de gestão de desastres, na componente da seca, que envolveu 13 200 famílias.
A experiência foi relevante na abordagem da prevenção e mitigação dos impactos negativos da seca, pois, nos distritos não abrangidos, resultaram em situações de insegurança alimentar e migrações forçadas.
“As acções estiveram centradas na componente de água e saneamento, componente agrícola e pecuária, e os resultados divulgados por um estudo efectuado pela Universidade Eduardo Mondlane mostram que as acções ora referidas minimizaram o impacto da seca de forma atempada nas comunidades beneficiárias, neste caso 13 200 famílias dos distritos de Caia e Chemba”, explicou Paulo Tomás, director da divisão de desenvolvimento das zonas áridas e semi-áridas.
Dados os resultados positivos da iniciativa para a época chuvosa e ciclónica 2024/25, está em curso, em todo o país, um processo de desenvolvimento de procedimentos operacionais e planos específicos de acções antecipadas à seca, cheias, ciclones e cólera.
“Neste seminário no qual nós estamos, queremos engajar outros actores, porque se tivéssemos alcançado mais beneficiários teríamos minimizado o impacto resultante da pouca precipitação nos últimos meses.”
Refira-se que a época chuvosa passada foi caracterizada por pouca precipitação nas zona Sul e Centro do país, onde de acordo com dados do Governo, causou insegurança alimentar em cerca de dois milhões e 800 mil famílias, das quais 510 mil estão a enfrentar crise alimentar, “que precisam de assistência humanitária imediata. O INGD está a assistir as referidas famílias, em parcerias com o Programa Mundial de Alimentos”.
Paulo Tomás falava na Beira, durante o workshop sobre acções antecipadas à seca. A secretária de Estado da província de Sofala, Cecília Chamutota, que orientou o evento, exortou o INGD e parceiros a serem proactivos, para salvar vidas, preservar os meios de subsistência e minimizar danos.
“O foco deve estar em prever, planear e gerir antes que estes eventos ocorram, fortalecendo a capacidade das comunidades implementando soluções resilientes e sustentáveis. Devemos adoptar uma abordagem multissectorial, envolvendo uma participação activa de todos os sectores”, exortou Chamutota.
Os Mambas venceram a Guiné-Bissau por duas bolas a uma e são líderes do Grupo I de qualificação para o CAN 2025. Elias Macaso foi o autor do golo da vitória. A selecção nacional volta a jogar em Outubro contra Eswatini.
Os Mambas perseguem a sexta presença no CAN. A marcha iniciou-se no Mali. Guiné-Bissau é mais um obstáculo para chegar a Marrocos, local que vai acolher a fase final da maior prova futebolística africana ao nível das selecções. Longe de serem impressionantes, os Mambas fizeram o que se impunha: vencer.
Os guineenses entraram melhor, ditando as regras do jogo nos primeiros cinco minutos. Os “Djurtos” criaram algumas situações de golo sem, no entanto, conseguir concretizar. Os momentos especiais são também para pessoas especiais. Com o seu pé direito, Guima escreveu mais um pedaço de história de uma selecção que persegue sonhos maiores. Só as redes pararam o seu remate. É o segundo golo vestindo as cores nacionais. O primeiro foi na sua estreia diante do Benim, partida que confirmou a qualificação dos Mambas para o CAN 2024, na Costa do Marfim.
O marcador já estava a funcionar. A Guiné-Bissau soube levantar-se. Jogou, atacou e surpreendeu. Balde de água fria! Baldé esteve no lugar certo. Numa total atrapalhoice da defensiva moçambicana, o capitão da Guiné-Bissau surgiu a concluir com êxito. Mambas em crise de imaginação. Quase tudo saía mal.
Em duas ocasiões, Geny Catamo perdeu o duelo contra o guarda-redes da Guiné, primeiro numa jogada individual em que foi à linha do fundo onde tirou um remate para uma defesa apertada. Segundo, em situação de bola parada, em que, mais uma vez, viu o guardião a ser mais lesto. Mais uma desatenção na defensiva moçambicana. O único atento foi Reinildo, que evitou um golo certo dos “Djurtos”.
Mais uma vez, a Guiné-Bissau entrou melhor na segunda parte. Boa abordagem do jogo, com uma ligação segura nos dois sectores. Ou seja, defesa/meio-campo e meio-campo/ataque. Outra crise de imaginação. Geny! Sempre Geny! Mais um remate do seu pé esquerdo. Catamo era um dos jogadores mais inconformados com o resultado. Partida equilibrada. Chiquinho Conde mexeu na equipa, tirando Dominguez, Ratifo e Witi, lançando para os seus lugares Pepo, Gildo e Elias Macamo.
E sabia o que estava a fazer. Autêntica bala de prata, Elias Macamo, o melhor marcador do Moçambola. Foi, sim, de Elias que veio o golo da vitória. É o primeiro na era Chiquinho Conde. E foi com ele que festejou. É com Elias que a história do jogo termina. Os Mambas partilham a liderança do Grupo I com o Mali, ambos com quatro pontos. Que venha o Eswatini em Outubro.
Está confirmado! Os mambas venceram a sua congénere da Guiné Bissau por 2-1. Com os golos de Guima e Elias Macamo, os mambas somaram quatro pontos na tabela classificativa.
Os Mambas entraram a vencer no jogo desta tarde, quando aos sete minutos Ricardo Guima fuzilou, de fora da área, para um golaço de levantar o estádio.
Com uma entrada pressionante, onde os alas fazem a manobra ofensiva, Moçambique tem estado a ter maior posse de bola e a chegar mais vezes a baliza de Balde, guarda-redes guineense.
Fruto dessa pressão inicial, e a aproveitar uma jogada de insistência, Ricardo Guima apareceu de fora da área e fuzilou um míssil que só parou no fundo das malhas contrárias.
GUINÉ-BISSAU EMPATA POR MAMA
Depois do golo, a Guiné-Bissau acordou do sono inicial e começou a equilibrar os acontecimentos nas quatro linhas. Enquanto isso, os Mambas baixaram as linhas e deixaram-se encostar.
Os Djurtus aproveitaram e começaram a ameaçar até chegarem ao empate. Jogava-se o minuto 23 quando, numa jogada inofensiva, há um cruzamento da esquerda, onde apareceu Mama a encostar, perante passividade de Ernan, que divide responsabilidade com Reinildo, ao deixarem o atacante guineense introduzir a bola nas malhas moçambicanas.
CONDE FAZ TRIPLA SUBSTITUIÇÃO
Jogados os primeiros sete minutos da segunda parte, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde decidiu refrescar a equipa, fazendo três substituições de uma única vez.
Saíram Witi, Domingues e Ratifo, entrando para os seus lugares Gildo, Pepo e Elias Macamo, o melhor marcador do Moçambola 2024, que foi bastante ovacionado pelos adeptos.
Minutos depois de terem entrado, Gildo e Elias proporcionaram uma jogada que levantou o estádio, com o jogador da Académica de Coimbra a cruzar para o cabeceamento do jogador do Desportivo de Nacala.
Foi uma entrada em grande dos Mambas na segunda parte.
A selecção nacional de futebol, os Mambas, já está em campo, para o embate da segunda jornada do Grupo I de qualificação ao CAN de Marrocos em Dezembro de 2025, no Estádio Nacional do Zimpeto.
Para o jogo diante da Guiné-Bissau, Chiquinho Conde resgatou Dominguez e Witi para o onze inicial, dois jogadores que estiveram ausentes no jogo da passada sexta-feira, frente a Mali, em Bamako. Recorde-se que Witi não viajou para a capital maliana devido a problemas administrativos, enquanto Dominguez foi por lesão.
Assim, os Mambas entram com Ernan na baliza, um quarteto defensivo composto por Bruno Langa a esquerda, Renildo e Mexer Sitoe no centro, Mexer Macandza na direita, enquanto Nené vai ser o primeiro pivot da zona central, auxiliado por Ricardo Guina.
Witi, Dominguez e Geny Catamo são os homens com as sextas viradas para a baliza guineense, sendo Ratifo o mais adiantado.
Ou seja, da equipa que defrontou o Mali, Chiquinho Conde tirou Gildo e Pepo Santos e fez entrar Witi e Dominguez.
As expectativas dos adeptos, que estão em número considerável, apesar das baixas temperaturas e da chuva miúda que cai na cidade de Maputo, são de um resultado positivo, a apontarem para uma vitória dos Mambas neste jogo diante dos Djurtus.
Em caso de vitória, os Mambas assumem a liderança do grupo, enquanto aguardam pelo resultado do outro jogo do grupo, entre Eswatini e Mali, que se disputam na África do Sul.