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O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

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Nove pessoas morreram e outras três foram resgatadas com vida num naufrágio que ocorreu no domingo ao largo da costa senegalesa. informação foi avançada, esta segunda-feira, pelas autoridades marinhas daquele país, que continuam  a busca pelos desaparecidos. 

A embarcação afundou ao largo da costa de Mbour, no oeste do Senegal, e, segundo as autoridades, era envolvida na imigração irregular. Nove pessoas foram confirmadas óbitos, três recuperadas com vida  pelos pescadores locais, no momento em que continuam as buscas por outros desaparecidos.

Os familiares das vítimas continuam acampados no local do incidente até que o trabalho de buscas seja concluído. 

“O que se passou em Mours desde ontem é uma verdadeira catástrofe. Nós, os familiares que aguardamos pelos corpos desaparecidos na praia, decidimos manter- nos aqui”, disse On Mohamed Barro,  parente de uma das vítimas

O Senegal é um dos principais pontos de partida de milhares de migrantes africanos que, tomam a perigosa rota atlântica para tentar chegar à Europa, através do arquipélago espanhol das Canárias, a bordo de embarcações sobrecarregadas e, muitas vezes, em mau estado.

Nos últimos anos, milhares de pessoas morreram ao tentar chegar à Europa por esta via. Segundo dados da Organização Internacional de Migrações, mais de 22 mil migrantes desembarcaram nas Canárias desde o início do ano, mais do dobro do número registado no ano anterior.

A Primeira-Dama da República, Isaura Ferrão Nyusi, visitou, esta segunda-feira, o Museu de Artes e Cerâmica de Hanói, Vietname, para se inteirar do papel activo que a instituição assume na preservação e interpretação da cultura, história e educação, bem como no fortalecimento da cidadania e do respeito à diversidade cultural.

Segundo o Gabinete de Imprensa da Presidência da República, no fim da visita, a esposa do Presidente da República mostrou-se feliz e animada por ter ficado a saber do contributo da entidade para o enriquecimento do acervo cultural do povo vietnamita, ao coleccionar, conservar, interpretar e expor o património material que circula de geração em geração.

“O propósito da nossa visita é explorar a simbiose (associação, união e ligação) cultural, observando as obras de arte exibidas neste local, que marcam as narrativas folclóricas de uma nação em defesa, baseada em temas como o martírio, o patriotismo, a estratégia militar e a superação da incursão inimiga, da antiguidade até a modernidade”, disse no fim da visita, segundo avança a Presidência da República.

A Primeira-Dama Isaura Nyusi teve ainda a oportunidade de apreciar os serviços prestados pelo museu, o que a permitiu afirmar que sai do local enriquecida com muita experiência a ser implementada em Moçambique.

Na interacção com a direcção do Museu de Artes de Hanói, a Primeira-Dama aproveitou a ocasião para falar do Museu Nacional de Artes, que coincidentemente se localiza na Avenida Ho Chi Min, atribuída em memória ao revolucionário político vietnamita como forma de tornar evidente os laços de amizade entre Moçambique e Vietname.

“Por ser uma jóia arquitectónica, [o museu] abriga uma vasta colecção de arte e objectos que contam a história de Moçambique. Desde a sua fundação, em 1983, o museu tem sido um espaço de preservação e divulgação da arte e cultura moçambicanas, atraindo visitantes de todo o mundo”, informou.

Cerca de 39 mil habitantes estão com escassez de água e de uma ponte para fazer a travessia da localidade de Madal para a cidade de Quelimane. Actualmente, leva-se mais de uma hora para fazer um trajecto que não levava mais de 10 minutos.

Casas cobertas de folhas de palmeiras e outros sinais constituem alguns sinais de pobreza extrema, na localidade de Madal, distrito de Quelimane, na província da Zambézia.

Devido à escassez de água, várias mulheres percorrem longas distâncias com bacias à cabeça, a saírem das suas ‘machambas’.
Por falta de desenvolvimento, está em curso com financiamento do Banco Mundial para a construção de um sistema de água potável orçado em 39 milhões de Meticais.

Entretanto, enquanto o sistema não termina, as comunidades estão a viver um verdadeiro drama para ter acesso à água.

Através de poços tradicionais, sem o mínimo de condições, as famílias consomem o líquido que devia ser precioso.

Num dos poços a que o O País teve acesso, viu-se que, além de a água ser imprópria para o consumo, começa a escassear, o que aumenta a preocupação das famílias da localidade de Madal.

Outro problema desta região é a ponte que liga Quelimane a Madal, que está a fazer muita falta. As famílias são sujeitas a embarcações tradicionais sem o mínimo de dignidade.

Era expectável que tivéssemos explicações de nível governamental. O jornal O País contactou o administrador de Quelimane, Amostra Sobrinho, para explicar aquilo que está a correr à volta da infra-estrutura. Mostrou-se disponível, mas, quando voltámos a contactar telefonicamente, simplesmente fomos ignorados.

Quase todos os municípios do país não conseguiram cumprir com os seus planos de amortização de dívidas entre os anos 2019 e 2022. No período em análise, a dívida, principalmente com fornecedores, aumentou em 10%.

Com a excepção da Matola, todos os outros 18 municípios que contraíram empréstimos plurianuais não conseguiram cumprir com os seus planos de amortização, revela o Relatório de Riscos Fiscais do Ministério das Finanças.

De acordo com a direcção de Gestão de Riscos da instituição, o não pagamento de tais dívidas conforme planeado torna arriscada a sustentabilidade financeira dos municípios, em quase 1,3 mil milhões de Meticais entre 2019 e 2022.

“No período em análise, a dívida total aumentou em 10%, influenciado pelo aumento da dívida com fornecedores em 159,8%. Contudo, a dívida comercial, com um peso médio de 62,5%, constitui preocupação”.

De acordo com o relatório produzido por especialistas do Ministério da Economia e Finanças, apesar do crescimento das receitas próprias dos municípios em 53%, a dependência destes em relação ao Governo é de 44%.

“Estes resultados foram fortemente influenciados pela receita própria do Município Maputo que, no período analisado, em média, representa 40% da receita própria dos 18 municípios analisados.”

Os riscos associados aos municípios podem impactar a sustentabilidade fiscal e a estabilidade económica, que se manifestam em despesas elevadas, fraca arrecadação de receitas, podendo levar a défices e endividamento excessivo.

O posto administrativo de Namanhumbir, no distrito de Montepuez, Sul de Cabo Delgado, não está a receber os 2.75% das receitas resultantes da exploração de rubis para implementação dos projectos de desenvolvimento comunitário. O facto foi confirmado pela Administradora do Distrito, Isaura Máquina.

A alocação de uma parte da receita, resultante da exploração de rubis de Namanhumbir, para o desenvolvimento das comunidades locais, começou a falhar em 2023.

Em 2023, a comunidade de Namanhumbir recebeu cerca de 19 milhões de Meticais resultantes da exploração de rubis e, para este ano, prevê-se cerca de 20 milhões de meticais, que serão aplicados em diferentes projectos concebidos pelo conselho consultivo da aldeia.

Os Serviços  Provinciais de Economia e Finanças de Cabo Delgado prometeram se pronunciar oportunamente sobre as falhas na alocação dos 2.75% das receitas do Estado resultantes da exploração de rubis de Namanhumbir.

Às 11 horas desta terça-feira, no auditório da UP-Maputo, Campus de Lhangene, será lançado o livro “Moçambique e Finlândia: Perspectivas Educacionais Comparadas”, que será apresentado por Camilo Ussene.

“Moçambique e Finlândia: Perspectivas Educacionais Comparadas” é o título do livro colaborativo, organizado por Sarita Monjane Henriksen e Albino Fernando Chavale, da Universidade Pedagógica de Maputo. O livro reúne uma selecção de artigos científicos, fruto do “Projecto de Promoção de Equilíbrio entre a Teoria e Prática na Formação de Professores” (TEPATE), uma parceria entre a Universidade Pedagógica de Maputo, o Instituto Superior de Educação e Tecnologia (ISET – One World), Universidade de Lapónia e a Universidade de Ciências Aplicadas de Jyväskyllä.

Com 180 páginas, o livro é constituído por sete artigos que discutem os sistemas de ensino de Moçambique e da Finlândia. Os autores exploram não apenas as estruturas e metodologias educacionais presentes em ambos os países, mas também as implicações culturais, sociais e políticas que moldam a educação em cada contexto. Adicionalmente, o livro discute a “profissão professor” em Moçambique e o ensino da língua inglesa como língua estrangeira.

Segundo José Castiano, que prefacia a obra, “a ideia neste livro não é descrever, por um lado, um inferno educacional perdido no tempo do lado moçambicano; e, por outro, um paraíso educacional avançado do lado da Finlândia; todavia, e apesar dessas diferenças aparentemente abismais entre o estado da educação na Finlândia e em Moçambique, visamos encontrar, nas nossas observações e interrogações durante a visita [à Finlândia], o sentido ou o porquê de certas decisões diferenciais entre as duas formas de organização da educação”, lê-se na nota de imprensa da editora Gala Gala.

A fim de promover a cooperação, Moçambique e Vietname assinaram dois memorandos de entendimento nas áreas de recursos minerais, energia e aquacultura. Os acordos foram fechados esta segunda-feira, no âmbito da primeira visita oficial que o Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, efectua àquele país asiático.

Durante as conversações mantidas entre Filipe Nyusi e o seu homólogo, To Lam, o estadista moçambicano lamentou e manifestou solidariedade para com o povo vietnamita pelas mortes e destruição de infra-estruturas causadas pela mais recente passagem do tufão Yagi.

A visita de Nyusi ao Vietname começou este domingo, devendo terminar esta terça-feira, tendo, imediatamente à chegada, mantido um encontro de trabalho com a direcção da Vietnam National Coal & Mineral Industries (Vinacomin) com o objectivo de falar de investimentos para Moçambique.

Segundo se lê numa nota de imprensa, o encontro de audiência concedida pelo Presidente Nyusi, o grupo empresarial vietnamita tinha uma agenda sobre minérios industriais e carvão, matéria sobre a qual apresentou as perspectivas de investimentos em Moçambique.
A Vinacomin é um conglomerado industrial vietnamita que foca as suas operações na mineração de carvão e exploração de outros minerais, tendo a sua sede na cidade de Há Long, província de Quang Nunh.

O grupo tem algumas intervenções em Moçambique, mas mais na componente de exportação do carvão para o Vietname através das concessionárias que exploram e vendem o minério no país.

O Vietneme é um dos principais mercados do carvão moçambicano, pois o produto é usado no país asiático para a indústria de electricidade. Sabe-se que pelo menos 65 por cento da geração de electricidade naquele país é baseado em combustíveis fósseis, sendo o carvão um determinante na indústria.

No encontro com o Presidente da República, o grupo empresarial vietnamita reafirmou o interesse de avançar numa cooperação com Moçambique que permita fazer os investimentos directamente, sem necessariamente ser por via das concessionárias.

Em resposta, o Chefe do Estado mostrou a abertura de Moçambique a esta possibilidade de alargar os investimentos passíveis de gerar cada vez mais o desenvolvimento económico e social do país através da exploração dos diversos recursos naturais disponíveis, neste caso concreto o carvão mineral.

O Presidente Nyusi não só mostrou esta abertura, como também convidou a Vinacomin a visitar Moçambique para prospectar outras possibilidades de investimento e, com isso, alargar as dimensões da cooperação económica entre os dois países também como resultado das relações históricas que se prolongam desde 1975.

As projecções do Ministério dos Recursos Minerais e Energia revelam reservas de carvão a rondar os cerca de 30 biliões de toneladas em diferentes localizações, sendo Tete a província de destaque, onde se pode encontrar um grande percentual do carvão térmico e metalúrgico. Entretanto, há também reservas nas províncias de Niassa, Zambézia, Manica, entre outras regiões.

Há expectativas de que este potencial pode ser capitalizado para as operações que os parceiros de Moçambique procuram para os investimentos baseados em ganhos mútuos.

Esta é a primeira visita oficial que Nyusi efectua ao Vietname e sucede, em resposta ao convite formulado pelo homólogo, To Lam, para trocar impressões sobre o reforço e aprofundamento das relações históricas de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e Vietname.

Cabo Verde e Mauritânia defrontam-se, esta terça-feira, às 21h00 de Moçambique, no Estádio Nacional de Cabo Verde, na cidade da Praia, em jogo da segunda jornada da fase de qualificação para a próxima edição do Campeonato Africano das Nações, CAN 2025.

Na primeira jornada, os Tubarões Azuis foram goleados no Egipto, por uns inequívocos 3-0, enquanto a selecção da Mauritânia “bateu” o Botswana, no Stade Cheikha Ould Boidiya, em Nouakchott, por 1-0.

Cabo Verde registava somente duas derrotas nos seus últimos dez jogos e tinha chegado aos quartos-de-final na última edição da CAN, o que reforça o quão surpreendente foi a derrota por 3-0 no Cairo.

A equipa comandada por Bubista terá agora de se impor à Mauritânia, sob pena de se afastar dos dois lugares de apuramento. Já o conjunto magrebino sabe que um ponto na Praia será um resultado de acordo com os seus interesses.

As duas equipas encontraram-se pela última vez precisamente na mais recente edição da CAN, em Janeiro deste ano, nos oitavos-de-final. Os Tubarões Azuis foram mais fortes, impondo-se à Mauritânia por 1-0, com um golo de Ryan Mendes, de penálti, aos 88 minutos.

O Egipto, por seu turno, desloca-se a Gaborone, no Francistown Stadium, também a contar para a segunda jornada do grupo C de qualificação para o CAN 2025, que terá lugar em Marrocos.

O grupo da União Europeia (UE) para observação das eleições de 9 Outubro já começou a chegar ao país. Serão, no total, 150 membros que, segundo a chefe da missão, Laura Cereza, não vão interferir nas eleições e serão totalmente imparciais.

Os observadores eleitorais da União Europeia já começaram a chegar ao país. Esta segunda-feira, a chefe da missão foi recebida pelo vice-ministro de Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Laura Cereza diz que o grupo não vai interferir nas eleições e garante total imparcialidade.

“Queremos sublinhar os nossos princípios de trabalho, que são sempre a neutralidade e imparcialidade para observar este processo eleitoral. Não interferimos de nenhuma maneira e temos uma metodologia definida e testada por longos anos para fazer essa observação. Seguimos os padrões internacionais do resto das organizações”, disse Laura Cereza, eurodeputada chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia em Moçambique.

Aliás, a União Europeia levará mais de dois meses para divulgar o seu relatório ou deixar recomendações para o país.

“Não vamos fazer nenhuma declaração pública até 48 horas depois das eleições, porque queremos respeitar o máximo o processo eleitoral e não interferir, deixando que tudo se desenvolva como é devido. Depois de dois ou dois meses e meio, voltarei com uma equipa para apresentar as conclusões e o relatório de observação eleitoral, assim como possíveis recomendações”, explicou Cereza.

A missão será composta por 150 observadores e poderá actuar em todo o país.

“É uma missão muito grande, composta por observadores de curto e longo prazo. Nós vamos ter, igualmente, uma missão do Parlamento Europeu (eurodeputados), que vai chegar na semana de 9 de Outubro, e também de diplomatas de diferentes estados-membros”, concluiu a responsável.

Em Maio último, a União Europeia lançou um apelo para que o escrutínio deste ano fosse transparente e sem fraudes, considerando o nível de contestação e as supostas fraudes referidas pela sociedade civil e pelos partidos da oposição nas sextas eleições autárquicas.

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