Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A ONU alertou, nesta segunda-feira, que as reservas alimentares para o Sudão se esgotam em Outubro e a ajuda económica será suspensa em Setembro, caso não receba financiamento imediato, o que deixará 1,5 milhões de pessoas sem apoios.

Segundo o último relatório do Programa Alimentar Mundial (PMA), a organização necessita urgentemente de 288 milhões de dólares para manter os seus níveis mínimos de assistência durante os próximos seis meses, sem ser obrigada a reduzir as rações nem a excluir beneficiários.

No entanto, para operar na escala necessária e cumprir o plano anual completo no país africano, o orçamento necessário ascende a 624 milhões de dólares, indicou a agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar do défice financeiro e dos crescentes obstáculos no terreno, o PAM conseguiu prestar assistência, em Julho, a 3,7 milhões de pessoas em todo o país, atingindo, assim, o seu nível de cobertura mensal mais elevado desde o início do ano.

Deste número, um milhão de beneficiários recebeu alimentos em zonas classificadas como estando em risco iminente de fome, enquanto 1,3 milhões de pessoas beneficiaram de ajudas económicas directas para adquirir alimentos em mercados locais que ainda se mantêm em funcionamento.

As operações humanitárias continuam gravemente prejudicadas pelo recrudescimento do conflito armado – que inclui ataques com drones e confrontos entre comunidades em Darfur (região fronteiriça a oeste) e no Cordofão (centro-sul) –, bem como pelos graves obstáculos burocráticos e pelo impacto da estação das chuvas torrenciais.

No estado do Cordofão do Norte, os combates em torno de Al-Obeid – cidade estratégica que liga Cartum e o centro do país a Darfur – continuam a provocar deslocações em massa da população, enquanto nas regiões de Kassala, Gedaref, Nilo Branco e Nilo Azul, as graves inundações danificaram infra-estruturas essenciais e bloquearam a passagem de comboios.

A estes obstáculos junta-se o bloqueio de dezenas de camiões com milhares de toneladas de alimentos retidos nas estradas do interior.

Apesar disso, a agência conseguiu reativar vários postos fronteiriços essenciais, alargar a assistência médica e nutricional a mulheres e crianças e retomar a distribuição de alimentos nas escolas após a sua reabertura.

A guerra no Sudão entre o Exército e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) causou dezenas de milhares de mortos desde o seu início, em 15 de Abril de 2023, e forçou o êxodo de cerca de 14 milhões de pessoas na pior crise de deslocamento e fome do mundo, segundo a ONU.

Vídeos

NOTÍCIAS

O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique indica que, durante o primeiro trimestre do ano, o Índice do Ambiente Macroeconómico caiu de 62 para 55 por cento, enquanto o Índice de Robustez Empresarial recuou de 28 para 26 por cento. A escassez de divisas, as cheias e os constrangimentos logísticos continuam a afectar as actividades das empresas.

Os dados apresentados nesta quinta-feira, durante o Economic Briefing promovido pela CTA, referem que a desaceleração da economia, em oito pontos percentuais, foi  influenciada por questões como o clima e a guerra no Médio Oriente.

“Entre os principais desafios destacam-se os impactos das calamidades naturais que afectaram várias regiões do País, as limitações persistentes no acesso a divisas, as pressões sobre o abastecimento de combustíveis e um ambiente internacional marcado por crescentes incertezas geopolíticas e económicas”, disse o presidente da CTA, Álvaro Massingue.

Uma das consequências directas deste cenário é a redução da capacidade de resistência das empresas, face aos abalos.

No mesmo período, indica o sector privado, o Índice de Robustez Empresarial sofreu uma queda de dois pontos percentuais, isto é de 28% para 26%, “sinalizando uma deterioração da resiliência empresarial face aos múltiplos choques económicos e operacionais observados ao longo do período”.

“Esta evolução é explicada, em grande medida, pelos danos provocados pelas cheias em infra-estruturas produtivas, equipamentos e stocks empresariais, particularmente nas províncias de Gaza e Maputo, bem como pelas interrupções verificadas nas cadeias de abastecimento, que limitaram a circulação de pessoas e mercadorias, afectando simultaneamente o acesso aos insumos e a comercialização dos produtos finais.”

Estes indicadores mostram que, apesar dos progressos alcançados em algumas variáveis macroeconómicas, muitas empresas continuam a operar sob forte pressão, exigindo respostas coordenadas que reforcem a capacidade produtiva e a competitividade da economia nacional.

Apesar destes números, o sector privado empresarial considera alguns sinais positivos para a recuperação económica: os níveis de inflação e a taxa de câmbio.

Massingue revelou que a inflação se manteve em níveis moderados, situando-se em torno de 4,1%, “preservando um ambiente de relativa estabilidade de preços”. A taxa de câmbio, por seu turno, “continuou a apresentar um comportamento relativamente estável”, contribuindo para uma maior previsibilidade das operações empresariais.

“Por outro lado, a política monetária prosseguiu numa trajectória de flexibilização gradual, traduzida na redução progressiva das taxas de juro, factor que poderá contribuir para estimular o investimento privado e aliviar os custos de financiamento das empresas.”

Diante dos números e das promessas governamentais, a CTA fez uma lista, dirigida ao Executivo, como acções essenciais para melhoria do ambiente de negócios: “(…) destacam-se a melhoria do acesso ao financiamento, a regularização dos pagamentos em atraso do Estado ao sector privado, o reforço da disponibilidade de divisas, a modernização das infra-estruturas económicas e a aceleração das reformas orientadas para a competitividade”.

Diante do cenário, o Governo, que esteve representado pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, avalia o cenário positivamente, baseado nos dados de produção industrial.

“Na indústria, a nossa produção manteve-se estável, atingindo cerca de 34 825 milhões de meticais, acompanhada pela continuidade da actividade produtiva”, revelou o governante, que, sem apresentar números, se referiu ao registo de “crescimento de emprego em diversos sectores”.

No mesmo período, especificamente no comércio externo, o país registou um saldo no primeiro trimestre positivo de “114 milhões de dólares”, impulsionado pelo aumento das exportações e pela redução das importações.

“Este resultado demonstra que Moçambique está a reforçar a sua capacidade produtiva, a gerar mais divisas e a consolidar a sua presença nos mercados regionais e internacionais. Na promoção de investimento, foram aprovados cerca de 66 projectos avaliados em mais de  568 milhões de dólares norte-americanos, com potencial para gerar mais de 13 mil postos de trabalho.”

Muhate acrescenta que os números acima referidos representam as fábricas, empregos, oportunidades para a nossa juventude e maior dinamização das economias a nível local. “No sector do turismo, entraram em funcionamento no primeiro trimestre, 44 novos empreendimentos turísticos responsáveis pela criação de cerca de 398 postos de trabalho. Este desempenho confirma a crescente confiança dos investidores no potencial turístico que o nosso país oferece e reforça o papel deste sector como um dos principais motores de diversificação da nossa economia, geração de rendimento e desenvolvimento local”.

Em relação aos desafios apresentados pelo sector privado, o ministro da economia apresenta uma fórmula, que envolve sinergias.

“Os dados mais recentes apontam para um contexto marcado por factores internos e externos que exigem a vigilância permanente e uma actuação coordenada entre o Governo, o Banco Central e o sector privado. Em primeiro lugar, observa-se uma revisão em alta das perspectivas de inflação, influenciada, sobretudo, pelo ajustamento dos preços domésticos, dos combustíveis líquidos, pelas interrupções no fornecimento de combustíveis e pelas pressões inflacionárias em funcionários importados associados ao contexto internacional”.

A dívida interna é outro fenómeno reconhecido pelo Governo como um desafio para as empresas nacionais.

“É por isso que o Governo está a trabalhar no sentido de planificar e organizar melhor o processo de gestão da dívida pública, principalmente a dívida com os fornecedores, que já têm passos avançados em relação a uma planificação clara que prioriza as pequenas e grandes empresas ou aquelas empresas que realmente precisam de suporte para continuar a realizar as suas actividades.”

Face à resolução do conflito no Médio Oriente, que já demanda a redução da crise financeira global, o Governo apela às entidades para estarem atentas para tirarem maior proveito deste contexto, para a estabilização financeira.

O Ministério da Juventude e Desporto (MJD) recebeu uma doação de 2.000 bolas de futebol da empresa TZM Resources, SA, numa iniciativa destinada a fortalecer a massificação desportiva e ampliar o acesso à prática do futebol entre crianças, adolescentes e jovens em diferentes regiões do País.

A entrega do material desportivo foi formalizada durante uma cerimónia dirigida pelo ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, que destacou a importância do investimento no desporto como instrumento de inclusão social, promoção de talentos e desenvolvimento humano.

Segundo o governante, a disponibilização das bolas permitirá criar melhores condições para a prática desportiva nas comunidades, escolas e associações juvenis, contribuindo para o crescimento do futebol de base e para o surgimento de novos atletas.

“Investir no desporto é investir no futuro da juventude moçambicana”, afirmou Caifadine Manasse.

O ministro sublinhou ainda que cada bola entregue representa uma oportunidade para estimular a participação dos jovens em actividades saudáveis, fortalecer a coesão social e incentivar a descoberta de talentos capazes de representar o País em competições nacionais e internacionais.

A iniciativa enquadra-se nos esforços do Governo para expandir a prática desportiva em todo o território nacional, numa altura em que a massificação do desporto continua a ser apontada como um dos principais pilares para a promoção do bem-estar juvenil e da inclusão social.

Para além do valor material da doação, Manasse destacou o simbolismo da parceria entre o sector público e privado no apoio ao desenvolvimento da juventude.

“Mais do que 2.000 bolas, esta parceria entrega esperança, oportunidades e novos sonhos para a juventude moçambicana”, enfatizou.

A contribuição da TZM Resources surge num contexto em que o Governo tem apelado a uma maior participação das empresas na promoção de iniciativas sociais e desportivas, reconhecendo o papel do desporto na formação de cidadãos, na prevenção de comportamentos de risco e no fortalecimento das comunidades.

Com esta doação, espera-se que milhares de jovens tenham acesso a melhores condições para a prática do futebol, contribuindo para o desenvolvimento da modalidade e para o surgimento de uma nova geração de talentos no desporto moçambicano.

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) está a disponibilizar novas variedades de sementes certificadas de arroz, desenvolvidas para aumentar a produtividade e reforçar a resiliência dos produtores face aos impactos das mudanças climáticas.

O destaque vai para a variedade Macassane, já disponível no mercado através do instituto, com distribuição prevista para os perímetros irrigados das províncias da Zambézia e Sofala. A semente será comercializada ao preço de 200 meticais por quilograma, destinada sobretudo à produção de semente certificada.

Segundo o IIAM, a introdução destas variedades pretende impulsionar a produção de arroz nos sistemas de irrigação, num contexto em que muitos produtores ainda registam baixos níveis de produtividade.

Actualmente, a produção média ronda as duas toneladas por hectare, mas com o uso de sementes melhoradas, irrigação adequada e mecanização agrícola, espera-se um aumento significativo dos rendimentos.

“São 200 meticais ao quilo de semente básica, que deve ser adquirida por produtores que vão produzir semente certificada e não grão”, explicou Hermínio Abade, gestor do centro de pesquisa de arroz.

O responsável acrescentou que o projecto integra um consórcio financiado pela organização Agra, e prevê a instalação de áreas de produção nos perímetros irrigados das duas províncias, com o objectivo de assegurar o abastecimento de sementes melhoradas para futuras campanhas agrícolas.

A nova variedade Macassane foi desenvolvida para responder aos desafios impostos pelas alterações climáticas, especialmente a irregularidade das chuvas e os períodos de seca que têm afectado a produção agrícola no País.

O IIAM destaca que a resistência climática da semente poderá garantir maior estabilidade produtiva e reduzir perdas agrícolas, contribuindo para a segurança alimentar.

“Ora chove, ora não chove, e isso muda a agricultura”, explicou a produtora Helena Terra, sublinhando os impactos directos das mudanças climáticas no sector.

A Agência do Zambeze, envolvida na cadeia de produção e distribuição, explica que o modelo prevê a multiplicação da semente certificada e a sua utilização no fomento de pequenos produtores, com vista ao aumento da produção de arroz no País.

“A semente certificada é alocada e parte dela é usada para produção de grão através do fomento aos pequenos produtores”, afirmou Eduardo Mucavel, representante da instituição.

Apesar do entusiasmo com a introdução das novas variedades, os camponeses alertam para a necessidade de garantir mercados de escoamento capazes de absorver o eventual aumento da produção, de forma a assegurar sustentabilidade económica para os produtores.

A iniciativa do IIAM é vista como um passo importante na modernização da agricultura moçambicana, num contexto em que a aposta em sementes melhoradas e tecnologias agrícolas surge como factor-chave para o aumento da produtividade e da segurança alimentar no País.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta quinta-feira que os contactos e parcerias estabelecidos durante a Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, realizada em Luanda, representam um passo significativo no reforço da diplomacia económica de Moçambique e na atracção de investimento estrangeiro.

Falando em conferência de imprensa de balanço da sua participação no evento, o Chefe do Estado classificou a visita como “extremamente positiva e produtiva”, sublinhando que os resultados obtidos reforçam a estratégia nacional de diversificação económica e promoção do turismo como sector prioritário.

Chapo destacou que a participação na cimeira permitiu consolidar a visão de Moçambique sobre o turismo como motor de desenvolvimento, com forte impacto na criação de emprego e inclusão social, sobretudo para jovens e mulheres.

“Temos afirmado reiteradamente que a nossa visão é evitar que a economia fique excessivamente dependente de determinadas receitas, apostando na diversificação económica”, afirmou o Presidente.

O Chefe do Estado sublinhou que o turismo foi identificado como um dos sectores com maior potencial de crescimento, tendo em conta a vasta riqueza natural e cultural do país, incluindo os cerca de 2.700 quilómetros de costa, parques nacionais, ilhas e áreas de conservação.

Segundo o Presidente, existe uma convergência crescente entre países africanos e parceiros internacionais quanto à necessidade de reforçar o investimento no sector turístico, de modo a aumentar a competitividade do continente como destino global.

Chapo destacou ainda a experiência de Angola no processo de diversificação económica, afirmando que o país vizinho tem vindo a reduzir a dependência do petróleo através do investimento em sectores como agricultura, turismo, transportes e logística.

Encontros com investidores e instituições internacionais

À margem da cimeira, o Presidente da República manteve encontros com investidores e instituições internacionais, incluindo representantes de organizações do sector do turismo e grupos empresariais interessados em investir em Moçambique nas áreas de infra-estruturas, logística, energia e agro-indústria.

Entre os contactos realizados, destacam-se reuniões com dirigentes de empresas e fundos de investimento dos Emirados Árabes Unidos, bem como com grupos internacionais ligados ao desenvolvimento de projectos estruturantes.

Segundo o Chefe do Estado, estas interacções deverão ser acompanhadas por instituições nacionais como a APIEX e o Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos, em coordenação com os ministérios sectoriais, para garantir a materialização dos projectos anunciados.

Durante a visita, Daniel Chapo reuniu-se também com o Presidente angolano, João Lourenço, tendo ambos reafirmado o compromisso de reforçar a cooperação económica e comercial entre os dois países.

Um dos pontos abordados foi o aumento das ligações aéreas entre Luanda e Maputo, actualmente com cinco voos semanais, com perspectivas de evolução para ligações diárias, visando facilitar o fluxo de negócios e turismo.

O Presidente abordou igualmente a questão da segurança em Cabo Delgado, sublinhando que a situação está circunscrita a algumas zonas da província e que as Forças de Defesa e Segurança continuam a trabalhar com apoio de parceiros internacionais para conter a ameaça.

Chapo defendeu que a estabilidade é um factor essencial para a atracção de investimento e para o desenvolvimento sustentável do país, assegurando que Moçambique mantém condições para continuar a receber projectos de grande dimensão.

No balanço final, o Chefe do Estado reiterou que a diplomacia económica activa constitui uma prioridade do Governo, orientada para a criação de emprego, expansão do investimento privado e aceleração do desenvolvimento económico sustentável.

“Consideramos que esta visita foi extremamente positiva e produtiva”, concluiu o Presidente, destacando os resultados alcançados como um reforço da estratégia nacional de crescimento e internacionalização da economia moçambicana.

 

PR defende em Luanda o turismo como pilar da diversificação económica de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quinta-feira, em Luanda, a necessidade de transformar o turismo num dos principais motores da diversificação económica de Moçambique, reduzindo a dependência do país das receitas provenientes do gás natural.

A posição foi apresentada durante o painel de Diálogo Presidencial da Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, sob o lema “Moldando o Futuro do Turismo em Destinos Emergentes”, onde o Chefe de Estado destacou o potencial turístico e natural do país como eixo estratégico de desenvolvimento.

Chapo sublinhou que Moçambique dispõe de cerca de 2.700 quilómetros de costa, além de vastas áreas de elevado valor ecológico e turístico, que podem ser exploradas de forma sustentável para impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego.

Diversificação para além do gás natural

O Presidente reconheceu a importância dos grandes projectos de gás natural liquefeito em carteira, avaliados em dezenas de milhares de milhões de dólares, envolvendo empresas como a ENI, TotalEnergies e ExxonMobil, mas enfatizou que o futuro económico do país não deve depender exclusivamente do sector extractivo.

“Nós não queremos concentrar-nos apenas no gás. Queremos diversificar a nossa economia”, afirmou Daniel Chapo.

Segundo o Chefe do Estado, a estratégia do Governo passa por equilibrar o investimento em hidrocarbonetos com o desenvolvimento de sectores como o turismo, agricultura e serviços, considerados mais inclusivos em termos de geração de emprego.

Infra-estruturas e conectividade como prioridade

Chapo apontou o desenvolvimento de infra-estruturas básicas como condição essencial para a expansão do turismo, incluindo estradas, corredores de desenvolvimento e acesso regular a água e energia, de modo a tornar as zonas de interesse turístico mais atractivas para o investimento privado.

O Presidente revelou ainda que o Governo está a trabalhar na definição de um plano específico para áreas com maior potencial turístico e ecológico, com enfoque na organização territorial e melhoria das condições de acesso.

Outro desafio destacado foi a conectividade aérea no continente africano, que, segundo o estadista, continua limitada e pouco eficiente, dificultando o fluxo turístico entre países.

Chapo saudou a ligação aérea Luanda–Maputo, mas defendeu o reforço das rotas regionais na SADC e maior cooperação entre países africanos, com apoio de instituições financeiras como o Banco Africano de Desenvolvimento.

Reformas e facilitação de investimento

Na sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu a simplificação de processos administrativos e a criação de um ambiente de negócios mais competitivo, incluindo a digitalização de serviços públicos e a facilitação na concessão de vistos.

Chapo chegou mesmo a sugerir a introdução de mecanismos de incentivo para grandes investidores, como os chamados “vistos dourados”, destinados a atrair capitais estrangeiros e promover a residência de investidores com impacto económico relevante.

Turismo como gerador de emprego inclusivo

O Presidente destacou ainda o impacto social do turismo, defendendo que o sector tem maior capacidade de inclusão económica em comparação com as indústrias extractivas.

“O turismo gera emprego desde a mulher que vende na rua até ao gestor de um hotel ou resort”, afirmou.

Segundo o estadista, esta característica torna o turismo um sector estratégico para a redução da pobreza e para a criação de oportunidades em diferentes níveis da sociedade.

Segurança e imagem internacional

Chapo abordou igualmente a questão da segurança em Cabo Delgado, sublinhando que a situação não deve ser generalizada a todo o território nacional e que o país continua a registar avanços na estabilização da província.

O Presidente afirmou ainda que projectos de grande dimensão no sector energético têm vindo a retomar, reforçando a confiança dos investidores internacionais na economia moçambicana.

Integração africana no centro da visão

No encerramento da sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu uma maior integração económica africana, apelando à remoção de barreiras comerciais e ao reforço da Zona de Comércio Livre Continental Africana como instrumento de desenvolvimento do continente.

Chapo manteve ainda encontros com o Presidente angolano, João Lourenço, centrados no reforço da cooperação bilateral, incluindo a expansão de ligações aéreas e a articulação entre fundos soberanos e empresas estatais dos dois países, com vista ao fortalecimento das parcerias económicas regionais.

Um grupo de deputados membros do Gabinete da Juventude Parlamentar da Assembleia da República (AR) manifestou-se preocupado com o baixo nível de reembolso dos valores concedidos aos jovens através do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis (FAIJ), uma situação que compromete a possibilidade de mais jovens beneficiarem desta iniciativa para a criação de renda.

Esta preocupação foi manifestada esta quinta-feira durante um encontro de trabalho que o grupo manteve com o Governo do Distrito de Inharrime, tendo-o incentivado a reforçar as acções de sensibilização junto dos mutuários, de modo a garantir o cumprimento dos reembolsos para a sustentabilidade do FAIJ.

“Quando não há reembolso dos valores concedidos há impedimento que outros jovens possam beneficiar destes valores, comprometendo desta feita o principal objectivo da iniciativa em ajudar mais jovens a criar mais empregos e renda para o seu sustento”, disse o Presidente do Gabinete da Juventude Parlamentar, Inocêncio Fani.

O deputado Fani alertou ao Governo de Inharrime para a necessidade de privilegiar o incentivo de mais associações juvenis produtivas para que a iniciativa consiga abranger mais jovens e não apenas jovens singularmente.

Na ocasião, a Directora Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, Maria Ana Ernesto Cambula, assegurou que o governo está a desencadear acções tendentes a sensibilizar os mutuários para o devido reembolso dos financiamentos, tendo sublinhado que “este programa, os mutuários reembolsaram 35.500 meticais e falta por reembolsar 326.100 meticais”.

Cambula partilhou com os jovens deputados que o Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL) beneficiou 30 indivíduos dos 15 são mulheres e 15 jovens num valor de 1.500.000 de meticais, dos quais 12 iniciaram com o reembolso, cujo valor totaliza 97.817 de meticais.

No que concerne aos desafios do distrito, concretamente nos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia, Cambula relatou a exiguidade e/ou demora na libertação de fundos para a execução de algumas actividades e a falta de oportunidades de emprego para a juventude.

“Neste sentido estamos a sensibilizar a comunidade que vive na periferia da Vila de Inharrime para disponibilizar mais espaços para expansão da habitação de jovens e interagir com eles para abandonarem o consumo de álcool e drogas”, disse Cambula.

A Directora Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Inhambane sublinhando ainda que o sector que dirige se desdobra na criação de parcerias para alcançar a independência financeira, através do auto-emprego e alocar os serviços básicos no povoado do Ngulela de modo a acomodar os jovens naquela zona de expansão.

Dados apresentados pelo Governo de Inharrime indicam que o Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia, no âmbito da implementação do FAIJ, financiou de 2014 e 2018 um total de 17 projectos num valor global de 361.500 meticais, dos quais 12 beneficiaram homens e os restantes 05 são mulheres.

Ainda no Distrito de Inharrime, os deputados membros do Gabinete da Juventude Parlamentar reuniram-se com os jovens para uma reflexão sobre os problemas e avanços da juventude a nível daquele ponto do País.

O Secretário Permanente do distrito de Xai-Xai, Artur Sitoe, acusou os professores em greve de estarem a ser instrumentalizados por agendas políticas e anunciou medidas administrativas contra os docentes que aderiram à paralisação, incluindo a marcação de faltas e possíveis sanções disciplinares.

O posicionamento do governo distrital surge no contexto de uma greve que já afecta várias escolas do distrito, deixando centenas de alunos sem aulas e aumentando a tensão entre a classe docente e a tutela.

Segundo Artur Sitoe, a paralisação ultrapassa questões laborais e estaria a ser influenciada por interesses externos, apelando aos professores para não se deixarem “manipular”.

“Quem não estiver no local de trabalho nós vamos marcar falta. Temos informação de que há quem esteja a usar esta situação para fins políticos”, afirmou o responsável, acrescentando que existem “evidências” do alegado enquadramento político da greve.

O secretário permanente defendeu ainda que a actividade política não deve ser levada para o ambiente escolar, sublinhando que os professores devem concentrar-se no ensino e na estabilidade do processo educativo.

Em resposta, os professores rejeitam as acusações de motivação política e garantem que a paralisação continuará enquanto não forem resolvidas as suas reivindicações, sobretudo relacionadas com pagamentos em atraso e outras preocupações laborais.

Um representante da classe docente afirmou que os professores apenas exigem respostas concretas das autoridades competentes.

“Não conheço nenhuma agenda política. Somos apenas professores. Queremos soluções para as questões que já apresentámos”, declarou.

Os docentes alegam ainda estar a ser alvo de perseguição e contestam as medidas anunciadas pelo governo distrital, mantendo a posição de que a greve só terminará com a resolução efectiva dos problemas apresentados.

O impasse começa a ter impacto directo no funcionamento das escolas, com estudantes a manifestarem preocupação com o atraso na leccionação e a proximidade das avaliações.

Um dos alunos afectado alertou para o risco de prejuízo académico caso a situação se prolongue.

“Os professores não estão a vir às aulas e depois nos testes podem cobrar matéria que não foi dada”, disse.

A situação em Xai-Xai reflecte um clima de tensão crescente entre professores e autoridades locais, com discursos cada vez mais endurecidos de ambas as partes. Enquanto a administração distrital reforça a intenção de aplicar medidas disciplinares, os docentes mantêm a pressão através da continuidade da greve.

Com várias escolas parcialmente paralisadas, o conflito permanece sem sinais de resolução imediata, deixando milhares de alunos no centro de um impasse que continua a agravar-se.

Os secretários-gerais da FRELIMO e do Congresso Nacional Africano (ANC) reafirmaram esta quinta-feira o compromisso de reforçar as relações históricas entre os dois partidos e de consolidar a cooperação entre Moçambique e África do Sul, defendendo uma resposta conjunta aos desafios sociais, políticos e económicos que afectam ambos os países.

O encontro teve lugar na cidade de Maputo, após uma visita do secretário-geral do ANC, que também prestou homenagem aos Heróis Nacionais moçambicanos antes de se deslocar à sede da FRELIMO para a reunião de trabalho com a direcção do partido no poder.

Segundo os dois dirigentes, a relação entre a FRELIMO e o ANC continua a desempenhar um papel fundamental na promoção da solidariedade entre os dois povos e na coordenação de posições comuns face a desafios regionais.

A visita decorreu num contexto marcado por episódios de xenofobia na África do Sul, tema que esteve em destaque nas conversações entre as duas delegações. As lideranças partidárias manifestaram preocupação com o impacto destes fenómenos nas relações entre os dois países vizinhos.

O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, sublinhou que os dois partidos estão alinhados na condenação de actos de discriminação e violência contra cidadãos estrangeiros, considerando que tais práticas prejudicam a coesão regional e a convivência entre povos irmãos.

Por seu turno, o secretário-geral do ANC destacou os ganhos económicos resultantes da cooperação entre Moçambique e África do Sul, sublinhando a interdependência entre as duas economias em sectores estratégicos.

“As nossas economias estão ligadas. A energia de Cahora Bassa, o alumínio da Mozal, o gás e energia, os portos e logística, a agricultura e o turismo”, afirmou.

O dirigente sul-africano defendeu ainda a necessidade de avançar para uma nova fase da cooperação bilateral, centrada na industrialização e na transformação de matérias-primas, de modo a aumentar o valor acrescentado das economias nacionais.

Segundo o responsável, os dois países devem apostar na criação de cadeias produtivas integradas, reduzindo a dependência da exportação de produtos não transformados e promovendo o desenvolvimento industrial conjunto.

A reunião reforçou a ligação histórica entre a FRELIMO e o ANC, partidos que lideraram as lutas de libertação em Moçambique e na África do Sul, respectivamente, e que mantêm uma relação política de longa data baseada na solidariedade e cooperação.

Os dois lados coincidiram na necessidade de aprofundar a colaboração em áreas estratégicas e de continuar a trabalhar em conjunto para enfrentar desafios comuns, incluindo questões de desenvolvimento económico, integração regional e estabilidade social.

O encontro em Maputo é visto como mais um passo no reforço das relações entre os dois partidos e na consolidação da parceria entre Moçambique e África do Sul no contexto da África Austral.

Primeira-Dama Gueta Chapo anuncia expansão da parceria que já concedeu 34 bolsas de especialização e reforça aposta na formação de profissionais de saúde, educação de raparigas e combate ao estigma da infertilidade

O reforço da capacidade do sistema nacional de saúde, a formação de médicos especialistas, a educação de raparigas em situação de vulnerabilidade e a transformação de mentalidades através da comunicação social voltaram a colocar Moçambique no centro das prioridades da Fundação Merck durante a 13.ª edição da Conferência Luminary África-Ásia 2026, um dos maiores fóruns internacionais dedicados à saúde, educação e desenvolvimento social.

Perante mais de quinze Primeiras-Damas africanas e asiáticas, representantes governamentais, especialistas internacionais e líderes da Fundação Merck, a Primeira-Dama da República de Moçambique e Embaixadora da iniciativa “Fundação Merck Mais do que uma Mãe”, Gueta Chapo, apresentou um balanço considerado encorajador da parceria entre o país e a instituição, ao mesmo tempo que anunciou uma ambiciosa meta: aumentar para 100 o número de bolsas de especialização destinadas a médicos moçambicanos nos próximos anos.

A aposta surge numa altura em que Moçambique continua a enfrentar desafios significativos na disponibilidade de profissionais especializados em diversas áreas críticas da medicina, realidade que condiciona o acesso da população a cuidados de saúde diferenciados.

No seu discurso, Gueta Chapo destacou que o fortalecimento da capacidade do sistema nacional de saúde representa um investimento estratégico para o presente e para o futuro do país.

Segundo afirmou, garantir profissionais qualificados significa assegurar cuidados de saúde de qualidade, acessíveis e equitativos para todos os cidadãos, reforçando simultaneamente a resiliência do sistema perante os desafios actuais e futuros.

A Primeira-Dama revelou que a Fundação Merck já concedeu 34 bolsas de estudo a profissionais moçambicanos em áreas consideradas prioritárias, entre elas Diabetes, Endocrinologia, Medicina de Urgência, Doenças Infecciosas, Oncologia, Radiologia e outras especialidades de elevada procura.

Na sua avaliação, este apoio está a contribuir directamente para transformar o sector público de saúde, reduzindo gradualmente a dependência de especialistas estrangeiros e criando capacidade técnica nacional.

“Consideramos esta uma grande oportunidade e permanecemos empenhados em expandir o programa, continuando a inscrever mais profissionais de saúde em diversas especialidades críticas e carentes”, afirmou.

A intenção de aumentar o número de bolsas resulta do Memorando de Entendimento assinado no ano passado entre Moçambique e a Fundação Merck, instrumento que estabelece uma parceria de longo prazo destinada a reforçar a formação de profissionais da saúde, jornalistas e outros actores sociais.

O objectivo é criar um modelo sustentável de desenvolvimento de capacidades, permitindo que o conhecimento adquirido pelos bolseiros seja posteriormente multiplicado dentro do próprio sistema nacional de saúde.

Mas a cooperação entre Moçambique e a Fundação Merck vai muito além da medicina.

Gueta Chapo destacou igualmente o programa “Educar Linda”, iniciativa que já assegura bolsas anuais para 40 raparigas moçambicanas talentosas, mas provenientes de famílias economicamente vulneráveis.

O compromisso é manter o financiamento até à conclusão dos seus estudos, criando condições para que estas jovens possam construir carreiras nas mais diversas áreas do conhecimento.

Para a Primeira-Dama, investir na educação das raparigas representa uma das formas mais eficazes de promover inclusão social, reduzir desigualdades e acelerar o desenvolvimento económico do país.

“O programa está a transformar vidas e a dar às nossas meninas a oportunidade de perseguirem os seus sonhos, seja como médicas, engenheiras ou líderes em qualquer área que escolherem”, sublinhou.

Outro eixo estratégico da parceria passa pela comunicação social e pela produção de conteúdos educativos destinados a provocar mudanças culturais nas comunidades.

Neste âmbito, Moçambique já desenvolve, em conjunto com a Fundação Merck, livros infantis e filmes de animação em língua portuguesa, além de promover formações anuais dirigidas a jornalistas especializados em saúde.

A iniciativa procura melhorar a qualidade da informação disponibilizada ao público e incentivar uma cobertura mediática baseada em evidências científicas.

Paralelamente, o país participa na oitava edição dos prémios anuais da Fundação Merck, que distinguem jornalistas, músicos, estudantes, cineastas, estilistas e novos talentos que abordam temas como infertilidade, violência baseada no género, casamento infantil, diabetes, hipertensão e promoção de estilos de vida saudáveis.

Segundo Gueta Chapo, todas estas iniciativas têm um propósito comum: combater preconceitos, aumentar a consciencialização social e construir comunidades mais saudáveis, inclusivas e informadas.

Do outro lado da parceria, a directora executiva da Fundação Merck, Rasha Kelej, apresentou números que demonstram a dimensão global do programa.

Segundo revelou, a organização já concedeu mais de 2.680 bolsas de formação a profissionais de saúde provenientes de 52 países, abrangendo 42 especialidades médicas críticas e deficitárias.

Para Rasha Kelej, os acontecimentos dos últimos anos, incluindo pandemias, surtos de Ebola e o aumento das doenças crónicas, demonstraram de forma inequívoca que investir na formação de recursos humanos em saúde é uma das decisões mais estratégicas que um país pode tomar.

Por isso, garantiu que a Fundação continuará a expandir os programas de formação em parceria com os governos africanos e asiáticos.

Uma das prioridades é a Oncologia.

Em parceria com o Centro Memorial Tata, na Índia, a Fundação Merck pretende ampliar significativamente o número de bolsas destinadas à formação de especialistas em tratamento do cancro, uma área altamente complexa e que exige preparação técnica especializada.

A responsável destacou ainda os investimentos em Diabetologia, Medicina Cardiovascular Preventiva, Nutrição, Obesidade, Fertilidade, Embriologia, Psicologia Clínica, Medicina Familiar, Doenças Infecciosas, Saúde da Mulher, Pediatria e Geriatria.

Segundo explicou, a estratégia consiste em permitir que cada país forme os seus próprios especialistas, evitando a dependência do exterior e aproximando os cuidados de saúde das populações.

No âmbito da campanha “Mais do que uma Mãe”, Rasha Kelej recordou que a Fundação já apoiou a formação dos primeiros especialistas em fertilidade em vários países africanos, possibilitando a criação dos primeiros centros locais de reprodução assistida e contribuindo para reduzir o estigma associado à infertilidade.

A responsável sublinhou ainda que o programa “Educar Linda” já financia anualmente mais de 1.500 bolsas para raparigas em vários países, defendendo que a educação feminina constitui um dos pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável.

Ao encerrar a sessão, a CEO da Fundação Merck lançou um apelo às Primeiras-Damas participantes para identificarem as áreas médicas mais carenciadas nos seus países, de forma a permitir uma resposta mais ajustada às necessidades nacionais.

Para Moçambique, a expansão das bolsas, o reforço da formação especializada e o investimento contínuo na educação e na comunicação social representam uma oportunidade concreta para acelerar o desenvolvimento do capital humano, fortalecer o sistema nacional de saúde e promover mudanças sociais profundas.

Numa altura em que o país procura ampliar o acesso a serviços especializados e reduzir desigualdades, a parceria entre a Primeira-Dama Gueta Chapo e a Fundação Merck consolida-se como uma das mais abrangentes iniciativas internacionais de capacitação, apostando simultaneamente em médicos, jornalistas, estudantes e comunidades, numa estratégia que procura demonstrar que investir em conhecimento continua a ser uma das formas mais eficazes de transformar vidas.

A vitória dramática dos ganeses diante do Panamá foi bastante festejada, não só em Acra e outras cidades ganesas, mas também em vários cantos do continente, o que contrasta com o empate português diante da RD Congo. A segunda jornada entra em cena para os grupos C e D, com destaque para o Brasil, que defronta o Haiti.

A primeira jornada dos Grupos K e L do Mundial 2026 trouxe emoções fortes e resultados distintos para os treinadores portugueses em competição. Enquanto o Gana, orientado por Carlos Queiroz, arrancou a prova com uma vitória dramática sobre o Panamá, Portugal, sob o comando de Roberto Martínez, deixou escapar a liderança do grupo ao empatar com a República Democrática do Congo.

Em Toronto, os ganeses precisaram de esperar até aos descontos para celebrar. Quando tudo indicava um empate sem golos, Caleb Yirenkyi surgiu aos 95 minutos para marcar o único golo da partida e garantir os três pontos para as “Black Stars” frente ao Panamá. 

O triunfo coloca o Gana numa posição favorável no Grupo L e reforça as aspirações da equipa africana de alcançar os oitavos-de-final.

A vitória teve um significado especial para Carlos Queiroz, que voltou a demonstrar a sua vasta experiência em Campeonatos do Mundo ao conduzir os ganeses a uma entrada positiva na competição.

Já Portugal saiu de Houston com motivos para reflexão. A selecção das Quinas esteve em vantagem, graças a um golo do médio João Neves, mas não conseguiu segurar o resultado diante da RD Congo, permitindo o empate na segunda parte. 

O resultado impede os portugueses de assumirem o comando isolado do Grupo K e aumenta a pressão para os próximos compromissos.

 

Sexta-feira marcada por jogos de peso

O Mundial prossegue esta sexta-feira com vários encontros aguardados pelos adeptos, destacando-se o Brasil, uma das selecções apontadas como favoritas à conquista do título.

A “Canarinha” procura a primeira vitória na competição, depois de perdido dois pontos diante do Marrocos, num empate a um golo que fez tremer as aspirações. Entretanto, diante do Haiti, e com o estatuto de favorita e com a responsabilidade de confirmar em campo as expectativas que a colocam entre as principais candidatas ao troféu, o Brasil volta a ter outro teste, ainda que agora mais acessível.

No outro jogo do grupo C, Escócia e Marrocos protagonizam um confronto que poderá revelar-se decisivo na luta pelo apuramento, até porque os magrebinos mostraram que estão para defender o quarto lugar alcançado no Qatar e, quiça, subir alguns degraus.

O duelo entre Estados Unidos e Austrália promete marcar os jogos do Grupo D, com os anfitriões a serem claramente favoritos, diante do seu público, mas a precisarem provar dentro das quatro linhas.

Com a fase de grupos ainda nos primeiros dias, o Mundial 2026 começa já a produzir histórias marcantes, desde o triunfo épico do Gana até aos primeiros tropeções de algumas das selecções mais cotadas, prometendo mais emoções nas jornadas que se seguem.

 

JOGOS PARA ESTA SEXTA-FEIRA

México vs Coreia do Sul (Grupo A)

Estados Unidos vs Austrália (Grupo D)

Escócia vs Marrocos (Grupo C)

Brasil vs Haiti (Grupo C)

 

Avançado da Costa do Marfim impedido de viajar para investigação

O avançado da Costa do Marfim, Elye Wahi, foi impedido de viajar para o Canadá e falhará o jogo frente à Alemanha no Mundial 2026, após não ter obtido autorização administrativa para entrada em território canadiano, no contexto de uma investigação relacionada com alegada manipulação de resultados.

A informação foi avançada esta quinta-feira pela Federação Costa-marfinense de Futebol (FIF), que confirmou que o jogador, de 23 anos e que actua no Nice, permanecerá nos Estados Unidos até ao regresso da selecção ao País-sede do torneio.

Segundo a federação, a situação resulta de um processo em curso ligado a suspeitas de irregularidades associadas a apostas desportivas internacionais, que estão a ser investigadas por autoridades francesas.

O caso remonta a um jogo da Liga francesa entre o Nice e o Metz, disputado em Maio, no qual foram identificados volumes considerados “invulgares” de apostas a incidir sobre a possibilidade de o jogador receber um cartão amarelo. Nesse encontro, que terminou empatado sem golos, Wahi acabou por ser admoestado.

As informações recolhidas por sistemas de monitorização de mercados de apostas foram encaminhadas pela Liga francesa para as autoridades competentes, incluindo a federação nacional e a polícia, segundo dados confirmados por fontes judiciais.

O Ministério Público de Marselha já havia confirmado a detenção de um jogador de 23 anos da Ligue 1, a 29 de Maio, para interrogatório no âmbito de uma investigação que envolve suspeitas de fraude organizada, corrupção desportiva, receptação e branqueamento de capitais. O atleta foi posteriormente libertado após prestar declarações.

Apesar do desenvolvimento do caso, a Federação Costa-marfinense de Futebol sublinhou que não recebeu qualquer notificação judicial formal e manifestou apoio ao jogador, considerando-o uma peça importante da selecção nacional.

“Continuamos a confiar plenamente no nosso jogador, que é um membro importante da selecção”, indicou a FIFA em comunicado.

Os representantes de Elye Wahi ainda não se pronunciaram sobre as acusações.

A Costa do Marfim disputa a liderança do Grupo E no próximo sábado, em Toronto, frente à Alemanha, num jogo decisivo depois de ambas as selecções terem vencido na jornada inaugural do torneio.

O Mundial 2026, a primeira edição com 48 selecções, decorre nos Estados Unidos, México e Canadá e prolonga-se até 19 de Julho, num contexto já marcado por polémicas extracampo e investigações no futebol europeu.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria