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A crescente insatisfação da população sul-africana com a falta de água, electricidade e recolha de lixo está a enfraquecer o apoio ao Congresso Nacional Africano (ANC), numa altura em que o país se prepara para as eleições municipais, marcadas para 4 de Novembro. Várias sondagens recentes indicam uma redução da popularidade do partido, que enfrenta críticas pela corrupção e má gestão das autarquias.

A degradação dos serviços públicos tem levado alguns cidadãos a ameaçar boicotar as eleições, sobretudo nos bairros periféricos de Joanesburgo, onde milhares de famílias enfrentam dificuldades no acesso a serviços básicos.

Em Katlehong, nos arredores de Joanesburgo, cerca de 180 famílias dependem de ligações eléctricas ilegais há mais de 20 anos. Os cabos atravessam as calçadas e transportam energia de outras zonas da comunidade, numa tentativa dos residentes de contornar a falta de fornecimento regular. O líder comunitário Lesiba Rankapole afirma que os moradores decidiram não votar enquanto não tiverem acesso à electricidade. “Tomámos uma decisão colectiva: sem electricidade, sem voto”, declarou, defendendo que a falta de energia compromete o futuro das crianças e o desenvolvimento da comunidade.

A mesma revolta é manifestada por Enock Majola, outro residente de Katlehong, que acusa as autoridades de não resolverem os problemas locais, incluindo a deposição ilegal de lixo. O cidadão, que afirma ter crescido a apoiar o ANC, diz já não querer ouvir falar do partido devido às dificuldades que enfrenta.

Em Alexandra, outro bairro periférico de Joanesburgo, a situação também é preocupante. O lixo acumula-se nas ruas, as águas residuais correm a céu aberto e muitos residentes não dispõem de água canalizada.

Para vários cidadãos, a corrupção e a má gestão municipal estão entre as principais causas da deterioração dos serviços públicos e da perda de confiança nas autoridades. “Não vou votar porque já não acredito no nosso Governo. Decepcionou-nos inúmeras vezes”, afirmou o residente Sipho Mandala.

Apesar do descontentamento, alguns eleitores continuam fiéis ao ANC, sobretudo pelo seu papel histórico na luta contra o apartheid. Um morador de Katlehong, mesmo confrontado com problemas de saneamento na sua residência, admitiu que voltaria a votar no partido, caso conseguisse chegar a uma assembleia de voto.

O ANC, que tem no antigo Presidente Nelson Mandela uma das suas principais figuras históricas, conquistou quase 70 por cento dos votos nas eleições nacionais de 2004. Contudo, a sua influência eleitoral tem vindo a diminuir. Nas eleições municipais de 2021, o partido obteve 46 por cento dos votos, ficando pela primeira vez abaixo da fasquia dos 50 por cento.

A perda de apoio tornou-se ainda mais evidente nas eleições nacionais de 2024, quando o ANC conseguiu pouco mais de 40 por cento dos votos, resultado que o obrigou a formar uma coligação governamental.

Segundo o analista político Sethulego Matebesi, as eleições municipais tendem a registar uma participação inferior à das eleições nacionais. Ainda assim, os resultados poderão ajudar os partidos a avaliar a sua base de apoio e a preparar a disputa eleitoral de 2029.

Dos 257 conselhos municipais em disputa, Joanesburgo destaca-se como um dos principais campos de batalha política, devido à sua importância económica e à dimensão da população, estimada em mais de 4,8 milhões de habitantes.

Em Alexandra, o funcionário de manutenção Patrick Saohatse considera que o ANC não conseguiu melhorar as condições de vida da população, apesar de governar a região há vários anos. Por essa razão, afirma que pretende votar na Aliança Democrática (DA), o segundo maior partido da coligação governamental.

A DA, que governa a Cidade do Cabo, tem intensificado as críticas ao ANC, apontando falhas na prestação de serviços públicos e problemas de gestão. Num comício recente, Helen Zille, candidata à presidência da Câmara de Joanesburgo, alertou que mais cinco anos de corrupção e degradação das infra-estruturas poderão colocar a cidade numa situação irreversível.

Entretanto, a campanha eleitoral do ANC tem sido marcada por dificuldades, incluindo a ausência de um candidato escolhido para disputar a presidência da Câmara de Joanesburgo, segundo a informação divulgada.

O responsável pela comissão eleitoral do partido, Mdumiseni Ntuli, reconheceu que existem razões para a insatisfação dos eleitores, sobretudo em Joanesburgo e nas zonas circundantes.

Os analistas prevêem que vários municípios poderão terminar as eleições sem uma maioria absoluta, obrigando os partidos a negociar coligações. A instabilidade destes acordos poderá agravar os problemas de governação e comprometer ainda mais a prestação de serviços públicos, aumentando a pressão sobre o ANC.

 

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Há preocupações de que o Sudão do Sul esteja à beira de uma nova guerra civil após a prisão do principal líder do partido de oposição, Riek Machar. O seu partido disse, na quinta-feira, que sua detenção “desmoronou” um acordo de paz de 2018, que encerrou cinco anos de conflitos, que deixaram centenas de milhares de mortos, segundo escreveu a African News.

Seu vice-presidente, Oyet Nathaniel Pierino, disse que o acordo “foi revogado” e que a prisão de Machar mostra falta de boa vontade política, para alcançar paz e estabilidade. Sob o frágil acordo de partilha de poder, o presidente Salva Kiir lidera um governo de unidade com Machar, um antigo líder rebelde, como primeiro vice-presidente.

Há outros quatro vice-presidentes no país. Um membro do partido de Machar, o Movimento/Exército de Libertação do Povo do Sudão – Na Oposição (SPLM-IO), disse que um comboio de veículos armados entrou em sua residência, na quarta-feira, e o prendeu.

Machar é acusado de apoiar a milícia do Exército Branco, que entrou em confronto com os militares no estado do Alto Nilo, no início deste mês.

Os dois lutaram lado a lado durante a guerra civil, mas o SPLM-IO negou qualquer ligação com o grupo.

Machar e sua esposa estão detidos em sua casa na capital, Juba. Houve ampla condenação internacional à sua prisão.

A missão de paz das Nações Unidas no país (UNMISS) alerta que um novo conflito vai devastar não apenas o Sudão do Sul, mas toda a região.

O chefe da UNMISS, Nicholas Haysom, disse que depois dos relatos da detenção de Machar todas as partes deveriam “exercer contenção e defender o Acordo de Paz revitalizado”.

O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, disse que enviaria uma equipe para Juba “como parte dos esforços para acalmar a situação”. Em uma declaração no X, o departamento de assuntos africanos do Departamento de Estado dos EUA pediu que Kiir revertesse a prisão domiciliar e “impedisse uma maior escalada da situação”.

As tensões aumentaram entre os partidos de Kiir e Machar e pioraram desde o ataque de Março à base militar.

Seis pessoas morreram e nove ficaram feridas quando um submarino turístico transportando 45 passageiros afundou na costa egípcia, esta quinta-feira.

Equipas de emergência resgataram 29 pessoas do naufrágio numa das praias da área de passeio turístico no resort de Hurghada, no Mar Vermelho.

Além dos tripulantes, havia 45 passageiros a bordo, todos russos e alguns menores de idade, de acordo com as autoridades consulares russas em Hurghada.

O submarino, que pertencia ao Sindbad Hotel em Hurghada, estava em um passeio regular para ver recifes de corais. Ele partiu por volta das 10 da manhã de quinta-feira e afundou quando estava a cerca de 1 quilômetro (aproximadamente meia milha) da costa.

Os resgatados foram levados para hospitais e estão em condição estável, de acordo com o consulado russo. Ainda não se sabe o que causou o naufrágio.

O navio, que era operado por uma empresa sediada em Hurghada chamada Sindbad Submarines, tem 44 assentos para passageiros, dois assentos para piloto e uma janela de visualização redonda para cada passageiro, de acordo com o site da empresa.

Em Novembro, um iate turístico afundou no Mar Vermelho após alertas de águas agitadas, disseram autoridades egípcias. Pelo menos quatro pessoas se afogaram, enquanto 33 foram resgatadas.

Um novo mercado central está a nascer na cidade de Quelimane, com a requalificação e construção em curso. Através da organização Gain, com fundos da Noruega estimados em pouco mais de 44 milhões de meticais, o mercado que está a ser construído será inteligente e com padrões de segurança. 

Um mercado central que em 2023 sofreu com incêndio de grandes proporções está a tornar-se novo e espera-se que venha a ser Mercado inteligente, com sistema de incêndio, organização das bancas, acesso para pessoas com deficiência e não só. 

O novo mercado terá sistema de produção de energia solar para reforçar a da rede pública nos sistemas de frio e de iluminação da infraestrutura. 

Neste momento, os comerciantes estão a vender ao longo da via e mostram-se satisfeitos com as obras e esperam que termine no tempo previsto. 

As câmaras de frios que serão instaladas do lado do mercado em obras, serão industriais e vão apoiar na conservação dos produtos frescos dos comerciantes, outrossim as câmeras irão produzir para o mercado, para vender ao público e outros centros comerciais interessados. 

A Electricidade de Moçambique diz que foi completamente restabelecido o fornecimento de energia eléctrica à Linha Namialo – Monapo, na Província de Nampula, após a queda de Torres de Alta Tensão sob o Rio Monapo, causada pela passagem do Ciclone Jude. Inclusivamente, já estão em operação, ligadas à Rede Eléctrica Nacional, as Subestações de Monapo, Nacala Porto e Nacala-à-Velha.

“Contudo, importa realçar que, esta reposição é ainda preliminar, tendo consistido na implantação de duas Torres de Restauração de Emergência, movimentadas das Regiões Sul e Centro do País. O próximo passo prevê a construção de infra-estruturas mais resilientes, com postes metálicos e de betão, incluindo a revisão das especificações dos postes de madeira para àquela região”.

O mau tempo registado nas Províncias de Nampula e Zambézia, no dia 10 de Março, deixou cerca de 430 mil clientes, de 19 distritos, sem corrente eléctrica. Entretanto, até 14 de Março passado, já tinha sido reposto o fornecimento de energia eléctrica a cerca de 200 mil clientes, facto que aconteceu nas últimas duas semanas.

Assim, a reposição da corrente eléctrica em Nampula ocorre dentro do prazo de 15 dias previsto pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, Joaquim Ou-chim, durante a visita de monitoria dos trabalhos de reposição pós-ciclone Jude, realizada no dia 14 deste mês.

Há escassez de gasolina, na cidade de Tete. A situação obriga automobilistas e moto-taxistas com veículos a gasolina a suportarem filas e longas para abastecer.

A gasolina é um dos combustíveis mais procurados pelos automobilistas de veículos ligeiros, mas algumas bombas da cidade de Tete estão a registar problemas, desde a passada quarta-feira. 

Até o princípio da manhã desta quinta-feira, apenas uma bomba de combustível, no centro da cidade, estava a vender gasolina.

A situação criou filas e longas esperas de condutores na avenida Eduardo Mondlane.

Alguns automobilistas e moto-taxistas dizem que, caso o problema da escassez de combustível prevaleça, irão estacionar os seus veículos ou recorrer ao combustível vendido nas casas, mas a preços mais elevados.

Sobre o assunto, nenhum dos proprietários das bombas afectadas se predispôs a dar explicação sobre a escassez de gasolina. 

Contactámos, igualmente, os serviços provinciais de infra-estruturas em Tete, mas o director da instituição disse que não estava autorizado a prestar declarações à imprensa e remeteu o jornal ao Ministério de Energias.

O Ferroviário de Maputo e o Maxaquene disputam a final do Campeonato Provincial de Futebol ao nível da cidade de Maputo, a equipa que vai suceder a Black Bulls como campeã da capital do país. “Locomotivas” e “tricolores” terminaram em primeiro lugar nas respectivas series e, por isso, vão discutir a decisão da cidade de Maputo.

É o clássico do futebol moçambicano e do derby da capital do país, que opõe duas equipas centenárias e históricas do futebol nacional.

Ferroviário de Maputo e Maxaquene são os protagonistas da final da Liga JogaBets, este sábado, procurando substituir a Black Bulls no trono da capital do país.

Está será a segunda vez consecutiva que o Maxaquene chega à decisão, depois de ter disputado a final do ano passado diante da Black Bulls, com quem perderam por 5-4 na marca das grandes penalidades, depois do empate a um golo no final do tempo regulamentar.

Aliás, os “tricolores” chegaram a essa final às custas do Ferroviário de Maputo, a quem venceu nas meias-finais, também na marca das grandes penalidades.

Já o Ferroviário de Maputo há muito que não conquista a prova da cidade de Maputo, uma vez que o Costa do Sol foi, durante muito tempo, o vencedor da prova. Este será o regresso dos “locomotivas” à uma final da prova da cidade de Maputo, depois de ter estado pela ultima vez em 2012, no último troféu conquistado, na era Mussá Osman.

Os “locomotivas” conquistaram a prova por apenas quatro ocasiões, nomeadamente 1978, 2002, 2005 e 2012, procurando o quinto título da capital do país.

Mas há mais: o Ferroviário de Maputo procura fazer história, conquistado o terceiro título em cinco meses, depois de ter conquistado a Taça de Moçambique, ano passado, derrotando a União Desportiva do Songo, na final, e a Supertaça Mário Coluna, há duas semanas, às custas da Black Bulls.

Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, quer comentar o estatuto de candidato a conquistar todas provas que vai disputar, vencendo mais uma prova, resgatando a mística do clube e, principalmente, recheando as vitrinas de troféus.

Mas terá pela frente um Maxaquene que, mesmo estando na segunda divisão há seis anos, procura resgatar a sua mística, se firmando no futebol moçambicano. 

Vai contar, para os “tricolores”, o facto de ter sido finalista vencido da edição passada, para além de ter conquistado uma série (B), onde disputam equipas como Costa do Sol e Desportivo, todos rivais.

O Maxaquene procura o seu quarto título da cidade de Maputo, depois de ter vencido em 1979, 2013, 2016.

Ferroviário e Maxaquene vão disputar pela primeira vez juntos a final do Campeonato Provincial de Futebol ao nível da cidade de Maputo, a Liga JogaBets, também conhecida como torneio de abertura.

Liga Desportiva e Costa do Sol lutam pelo terceiro lugar

Para a disputa do terceiro lugar do Campeonato Provincial de futebol da cidade de Maputo, Liga Desportiva e Costa do Sol medem forças, quando forem 13h. As duas equipas terminaram em segundo lugar nos respectivos grupos.

Trata-se uma partida em que o Costa do Sol, equipa com mais títulos no país, é claro favorito a voltar ao pódio, quatro anos depois. Os “canarinhos” conquistaram 10 vezes a Taça de Honra da cidade de Maputo, nomeadamente em 1993, 1994, 2000, 2001, 2009, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2022, e vai jogar pela honra este sábado.

A Liga Desportiva poderá ter poucos argumentos para contrariar o Costa do Sol, olhando para o nível de planteis entre as duas equipas.

Os dois jogos terão lugar no campo do Costa do Sol.

A Liga Moçambicana de Futebol e os clubes que vão disputar o campeonato nacional de futebol, o Moçambola-2025, vão se reunir esta sexta-feira na sede do organismo que gere a prova, com o propósito de discutir a data do arranque e o modelo de disputa.

Trata-se de um encontro que pode ser definitivo e que vai, de alguma forma, dissipar algumas dúvidas que ainda pairam em relação à disputa do Moçambola no presente ano.

Inicialmente a prova tinha sido agendada, pela Federação Moçambicana de Futebol, para iniciar a 29 de Março, este sábado, mas foi desmentida pela Liga Moçambicana de Futebol, que avançou a data de 5 de Abril como de arranque.

Em cima da mesa do encontro desta sexta-feira podem estar duas propostas para viabilizar o Moçambola-2025. O primeiro deles seria da prova iniciar mais tarde, nomeadamente no segundo semestre, tendo em conta que a esta altura não há condições para deslocações aéreas, devido ao défice de aviões das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Segundo escreve o Plantel Olho Clínico, citando fonte da companhia de bandeira nacional, os oito aviões adquiridos para comporem a frota de transportes só chega ao país depois do dia 20 de Abril, o que colocaria o Moçambola a iniciar em Maio, mas bastante apertado para o seu final ainda este ano.

Está dificuldade leva os clubes a proporem a mudança do calendário futebolístico, adequando ao utilizado em vários países do mundo, incluindo pelos organismos que tutelam o futebol.

Esta proposta estaria em contramão com a última posição da FMF e da LMF em não mudar o calendário, alegadamente porque o pico da prova iria coincidir com a época chuvosa, o que dificultaria o decorrer da prova, principalmente entre os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro.

Entretanto, a segunda proposta a constar em cima da mesa pode ser da mudança do modelo de disputa da prova, uma vez que, para além das dificuldades de transporte aéreo, a Liga Moçambicana de Futebol debate-se com défice orçamental, no valor de 30 milhões de meticais, dos 100 milhões necessários para viabilizar a prova.

Esta proposta significaria o regresso ao campeonato em fases, sendo a primeira regional, onde se encontrariam os primeiros classificados de cada região, que se apuraram à fase nacional, enquanto os últimos classificados de cada região seriam despromovidos à segunda divisão.

São decisões que seriam tomadas esta sexta-feira no encontro entre a Liga Moçambicana de Futebol e os 13 clubes que até então estão confirmados no Moçambola-2025. O encontro será nos dois formatos, presencial e virtual, sendo que os clubes da cidade e província de Maputo estarão na sede da LMF e os das províncias vão entrar pelas plataformas digitais.

FMF a espera da proposta da LMF

Entretanto a Federação Moçambicana de Futebol diz que ainda não tem a data para o arranque do Moçambola e que ainda espera pela proposta da Liga Moçambicana de Futebol.

É que apesar de ser a gestora do futebol moçambicano, a Federação Moçambicana de Futebol atribuiu à Liga Moçambicana de Futebol os direitos de organização da prova e, por isso, mesmo, todas decisões devem ser tomadas em Assembleia Geral da LMF e comunicadas à FMF para cancelar.

Assim, Black Bulls, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo, Desportivo da Matola, Associação Desportiva de Vilankulo, Chingale de Tete, União Desportiva de Songo, Ferroviário da Beira, Ferroviário de Nampula, Desportivo de Nacala, Ferroviário de Nacala, Baía de Pemba e Ferroviário de Lichinga são os clubes confirmados, embora nem todos tenham terminado o processo de licenciamento de clubes, faltando a 14ª equipa que vai disputar a prova, em substituição do Brera Tchumene FC, que desistiu.

A Federação Moçambicana de Futebol confirmou ainda que está a espera da resposta da Confederação Africana de Futebol em relação a abertura de uma janela do Processo de Licenciamento de Clubes, para permitir que os clubes que ainda não concluíram o processo possam terminar, bem como o licenciamento da 14ª equipa que vai disputar o Moçambola.

Para já o Textáfrica de Chimoio é o clube que está mais próximo do regresso, depois de ter sido despromovido ano passado, devendo estar licenciado. Os finalistas vencidos das poules regionais do ano passado também são elegíveis a serem a última equipa do Moçambola, caso o Textáfrica não esteja apto para a prova.

Moçambique vai participar na Expo 2025, evento a realizar-se em Osaka, no Japão, entre 13 de Abril e 13 de Outubro. A participação do país estará focada na inteligência artificial e robótica.

Durante seis meses, em Osaka, o país vai exibir as suas potencialidades, as quais retratam a diversidade agrária, mineral, cultural e turística. 

“Educação e Trabalho, utilizando a Inteligência Artificial e Robótica” é o lema escolhido por Moçambique, que vai procurar soluções para estimular o uso da inteligência artificial no contexto do desenvolvimento sustentável em curso no país.

“O que se pretende trazer é a eficácia e eficiência dos processos. É a simplificação dos processos, que são muito mais complexos, que podem custar mais dinheiro, esforço humano. Podem custar uma série de ônus, para a nossa perspectiva vivencial, que podem ser simplificados. Por exemplo, Nós temos uma iniciativa, um projecto de um barco robô”, avançou Larsen Vales, curador do Pavilhão. 

A participação de Moçambique no evento é vista também como uma oportunidade para estabelecer parcerias que possam trazer benefícios para a economia nacional.

“Como vantagem de participação na Expo, ia enumerar duas: a oportunidade de promover a imagem do país e suas potencialidades e mobilizar parcerias estratégicas, para catapultar o desenvolvimento sócio-económico do nosso país. Espera-se que esta Expo seja presenciada, temos fios por 28 milhões de visitantes e, a nível mundial, 200 milhões de forma virtual”, Riduan Adamo, Comissário-geral da Expo Moçambique. 

A Confederação das Associações Económicas, CTA, que vai participar da Expo 2025, no Japão,  através de várias iniciativas empresariais, pretende alargar a sua área de actuação.

“Nós, como empresários, podemos aprender onde estão a ir os outros países, podemos fazer parcerias (…) podemos também apresentar Moçambique como oportunidade de investimento estrangeiro. Ainda mais, o Japão sempre foi um investidor em Moçambique, mas através da Expo pode conhecer outras áreas de Moçambique que podem investir, sobretudo, com as necessidades que temos, nas várias áreas da sociedade”, explicou Simone Santi, empresário. 

A participação de Moçambique terá o ponto mais alto no dia 16 de Junho, data escolhida para a máxima projecção da imagem do país

Entre esta sexta-feira e domingo, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, capital portuguesa, acolhe a terceira Mostra de Artistas Residentes PROCULTURA, um programa de dança contemporânea que reúne os artistas Pak Ndjamena, Mai-Júli Machado e Francisca Mirine (Moçambique) e Nuno Barreto, Djam Neguin e Rosy Timas (Cabo Verde).

Segundo pode-se ler no site da Fundação Calouste Gulbenkian, serão apresentadas criações recentes, que resultam do trabalho realizado nas residências promovidas pelo programa de mobilidade de artistas PROCULTURA, que, em geral, abrange artistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste.

“Este é um programa vibrante, que dá a conhecer um conjunto de práticas coreográficas de artistas africanos, no cruzamento entre tradição e dança contemporânea. A mostra promove um espaço de apresentação e partilha destas criações e o diálogo com outros contextos de criação contemporânea, incentivando a circulação internacional dos artistas participantes”, avança o site da Fundação Calouste Gulbenkian.

A partir das 18h30 desta sexta-feira, na Sala 1, na Fundação Calouste Gulbenkian, Francisca Mirine vai apresentar “Reflexos”, uma peça de dança que aborda questões sociais, reflectindo sobre o comportamento humano face às dificuldades de sobrevivência em sociedade.

A coreógrafa e bailarina Francisca Mirine examina o funcionamento do pensamento humano perante situações adversas, tendo em conta a actualidade moçambicana.

Francisca Mirine é uma bailarina freelancer, intérprete, professora de dança e coreógrafa moçambicana. Tem vindo a trabalhar com artistas nacionais e estrangeiros e a participar em festivais, workshops, criações de dança e residências artísticas e em programas de intercâmbio. Desenvolve as suas próprias criações de dança e escreve os seus projectos.

No domingo, a partir das 17:30, no estúdio do Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Pak Ndjamena vai apresentar “dEUs nOS aCudI”, um espectáculo de dança criado pelo artista, que reflecte sobre as sociedades de consumo e o lugar do corpo na actualidade.

“O corpo contemporâneo é livre ou controlado? Original ou imitado? A experiência do corpo é influenciada pelo padrão cultural no qual está inserido? Partindo destas questões, ‘dEUs nOS aCudI’ procura também investigar a forma como a religiosidade secularizada, as crenças, as divindades, os rituais e os mitos estão interligados no quotidiano. O artista questiona como estes podem ser utilizados como estratégia de controlo social, afectando directamente os corpos e a sociedade, através de regras e padrões”.

Pak Ndjamena, natural de Maputo, é um artista multifacetado. Bailarino, coreógrafo, professor de dança contemporânea, actor, realizador de filmes de dança contemporânea e músico. Tem vindo a desenvolver um conjunto de técnicas de dança híbrida. Coreografou e interpretou mais de 20 peças e foi o vencedor do Mozal Arts & Culture Award 2019, na categoria de dança, em Maputo. Tem levado a cabo as oficinas de Tremuria Project, uma nova terapia através do corpo dançante em África, Europa e América do Sul. Já se apresentou em vários festivais internacionais de renome.

Ainda no domingo, no caso, a partir das 19 horas, no Palco Grande Auditório, Mai-Júli Machado vai apresentar “AMELLE”, uma performance que aborda histórias sobre experiências e processos de desenvolvimento corporal, psicológico e espiritual partilhados pelas mulheres, constrangidas por questões fisiológicas, sociais e políticas relacionadas com padrões predefinidos.

“AMELLE – Atitude, Maturidade, Elegância, Legado, Liberdade e Esperança – é um ritual passado de geração em geração, atravessado por memórias comuns, vivências do passado, presente e futuro próximo. Com esta criação, Mai-Júli Machado invoca memórias de passagem de menina a mulher e denuncia as restrições impostas às mulheres cujos ideais não cabem em normas definidas pela sociedade. Neste pequeno ritual, a artista convida-nos a despertar a AMELLE que reside dentro de nós”, adianta a o site da Gulbenkian.

Mai-Júli Machado começou a dançar como profissional na Companhia Municipal de Canto e Dança Tradicional da Matola. Teve formação em técnicas de dança contemporânea na Casa da Cultura, em Maputo, e na Culturarte, com o coreógrafo Panaibra Canda. Em 2022, a sua primeira peça de dança foi apresentada no Festival Kinani, seleccionada e financiada pelo Instituto Francês. Em 2023, participou da peça da coreógrafa francesa Mathilde Monnier, intitulada “Black Lights” e foi seleccionada para representar Moçambique na competição de dança contemporânea no Burquina Faso.

 

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