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O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

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O governador de Inhambane, Francisco Pagule, diz que vai aproveitar a componente turística para gerar mais empregos na província. O dirigente, que falava na cerimónia de tomada de posse dos governadores provinciais, entende que o sector do turismo bem aproveitado pode, além de gerar empregos, alavancar a economia da província.  

“Temos cinco anos de grandes desafios, mas são desafios que devem ser transformados em oportunidade de melhor servir a população de Inhambane. Temos uma província que já é referência, no que concerne ao turismo e de tudo faremos para que Inhambane continue sendo o que é hoje, a melhor forma de o fazer é pegar no turismo e transformá-lo em oportunidades de emprego e de renda”, disse o governador. 

Pagule disse também ser necessário agregar a cultura e turismo, combinando os lugares históricos do país e o seu potencial turístico. 

O governador de Inhambane avançou ainda que pretende negociar com a multinacional Sasol, que opera neste ponto do país, para que os benefícios sejam visíveis para a população local.

Procuradores de 22 Estados dos EUA  apresentaram uma acção judicial para bloquear a iniciativa de Donald Trump de acabar com a prática migratória, conhecida como cidadania por direito de nascença. Enquanto isso, líderes mundiais estão reunidos em Davos, para debater estratégias económicas com o regresso ao poder de Donald Trump.

Um dia depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, tomar várias decisões com impacto nos Estados Unidos da América e no mundo, surgem reacções de vários cantos do mundo, a começar mesmo pelos EUA.

Procuradores-gerais de 22 estados norte-americanos tentam, por via de uma acção judicial, bloquear a iniciativa de Trump de acabar com a atribuição de nacionalidade norte-americana a descendentes de imigrantes ilegais.

Mas as reacções às decisões do estadista norte-americano não param por aí. A  bispa de Washington, Marianne Budde, fez, na terça-feira, um apelo directo a Donald Trump, durante o seu sermão, para que tenha misericórdia da comunidade LGBTQ+, depois de Trump ter dito que os EUA só vão reconhecer dois géneros, o masculino e o feminino.

Em nome do nosso Deus, peço-lhe que tenha misericórdia das pessoas do nosso país que estão assustadas neste momento”, disse a reverenda.

Em resposta, Donald Trump disse que a religiosa foi desagradável no tom e não foi convincente nem inteligente. “Ela e a sua igreja devem um pedido de desculpas ao público”, escreveu o líder norte-americano na plataforma Truth Social, rede social da qual é proprietário.

Enquanto isso, na Europa, concretamente em Davos, Suíça, os líderes mundiais presentes no Fórum Económico Mundial apelaram à Europa para repensar urgentemente as suas estratégias económicas e regulamentares, especialmente com o regresso de Donald Trump ao poder nos EUA. Entretanto, não se sabe ainda que decisões sairão deste fórum económico que começou na segunda-feira e termina na sexta-feira, 24 de Janeiro.

O internacional moçambicano, Ricardo Guimarães,  Guima, está sem clube, após rescindir o contrato com o Igdir FK da Turquia, clube que milita na segunda liga. 

Guima, que  anunciou, esta semana, o fim da ligação com o emblema turco que apenas durou seis meses, não avançou o seu próximo destino. 

O médio moçambicano chegou ao Igdir vindo do Desportivo de Chaves, emblema que representou durante três épocas. O também internacional, Gildo Vilanculos, está sem clube. 

O jogador já não faz parte da Académica de Coimbra, clube da segunda liga portuguesa. Os próximos serão determinantes ao futuro da dupla moçambicana. 

 

A dívida pública moçambicana cresceu 5%, no final do terceiro trimestre de 2024, comparativamente ao trimestre anterior, ultrapassando 16 730 milhões de dólares. Os dados são avançados pelo Ministério das Finanças. 

A dívida pública moçambicana cresceu 5%, no final do terceiro trimestre de 2024, comparativamente ao trimestre anterior, ultrapassando 16 730 milhões de dólares. Os dados são avançados pelo Ministério das Finanças. 

De acordo com o boletim da dívida pública divulgado ontem pelo Ministério das Finanças, o volume do endividamento público cresceu 50 840 milhões de meticais em três meses.

O documento justifica este incremento com “o aumento da dívida interna”, em 28 935 milhões de meticais, equivalente a mais 8%, “justificado maioritariamente pela emissão da dívida de curto prazo”, através de Bilhetes de Tesouro.

A dívida pública emitida internamente ascendia, até ao final de Setembro, a 396 056 milhões de meticais, segundo o boletim.

O mesmo documento diz ainda que: “contrariamente ao período anterior, a dívida externa verificou um incremento de 3,4%, ascendendo no final de Setembro a 673 175 milhões de meticais.

“Este aumento foi explicado pelo ajustamento de dados ocorrido em setembro, na migração do antigo sistema de gestão da dívida (CS-DRMS) para o atual (MERIDIAN)”, refere a informação.

Segundo dados do Centro de Contraterrorismo da União Africana, o continente africano registou 13,9 mil vítimas de terrorismo, em mais de três mil ataques. a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, fez referência  a Moçambique como  uma das nações que registam altos níveis de violência por ataques terroristas. 

As Nações Unidas expressaram preocupação com a propagação do terrorismo na África e com a necessidade de abordar as suas causas profundas. O Centro de Contraterrorismo da União Africana documentou mais de 3,4 mil ataques terroristas e 13,9 mil vítimas civis entre janeiro e setembro do ano passado.

Amina Mohammed disse que em outras partes de África, grupos terroristas como o Al-Shabaab, na Somália, as Forças Democráticas Aliadas, na República Democrática do Congo e o Ahlu Sunna Wal Jama, em Moçambique, continuam a desencadear  uma “violência horrível”.

“Estes grupos não apenas aterrorizam comunidades, mas também realizam atos inexprimíveis de violência sexual e de gênero, agredindo crianças e recrutando-as à força para suas fileiras”, disse.

Amina Mohammed advertiu que, sem qualquer acção, “o risco de perder a actual geração para os horrores do terrorismo é real. Esses jovens estão na iminência de ter o futuro roubado antes mesmo de terem a chance de o começar”.

No discurso, ela advertiu ainda para o impacto de actos terroristas sobre as mulheres e famílias exploradas e brutalizadas pela violência sexual e de género, incluindo casamentos forçados e sequestros. Esta situação causa traumas profundos que reverberam por comunidades inteiras.

A subsecretária-geral alertou para a complexidade da ameaça terrorista à medida que o tipo de atos evolui. A sugestão aos países é que sigam vigilantes à natureza do terrorismo em constante mudança e repensem continuamente nas soluções.

Os presidentes da África do Sul e do Burundi foram os únicos líderes africanos a felicitar Donald Trump pelo seu regresso à presidência dos Estados Unidos. Os líderes esperam reforçar as relações bilaterais nos próximos cinco anos.

De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, estes dois chefes de Estados da África subsaariana foram os únicos da região a felicitar Trump pela sua tomada de posse na segunda-feira em Washington, que marca o seu regresso à Casa Branca depois de ter governado o país entre 2017 e 2021.

Segundo escreve a Lusa, o Presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, disse que, “no momento em que [Trump] toma as rédeas do poder, esperamos fortalecer os laços duradouros entre o Burundi e os EUA”.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, escreveu também no X, antigo Twitter: “Estou ansioso por continuar a parceria estreita e mutuamente benéfica entre as nossas duas nações em todas as áreas da nossa cooperação”, disse Ramaphosa.

A África do Sul, que assumiu a presidência rotativa do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) a 01 de dezembro, já tinha manifestado o seu desejo, pouco depois da reeleição de Trump, de que o Presidente norte-americano participasse na cimeira de líderes e chefes de Estado que terá lugar em novembro próximo na África do Sul, escreve a Lusa.

O bailarino e coreógrafo Ídio Chichava prepara-se para apresentar o espectáculo “A consagração da Primavera”, nas cidades de Paris e Budapeste. O projecto inclui duas companhias, a Converge +, de Moçambique, e a LADP, dos Estados Unidos.

2025 tem sido auspicioso para Ídio Chichava. Neste princípio de ano, o artista tem agendado a estreia de um grande espectáculo de dança na afamada Philharmonie de Paris, em França. Para o efeito, o artista, através da sua companhia de dança, a Converge +, juntou-se à companhia LADP, dos Estados Unidos, para uma criação coreográfica do “Sacre du Printemps”, ou seja,  “A consagração da Primavera”, tema original da autoria do compositor russo Igor Stravinsky.

O convite, na verdade, surge na sequência de vários outros espectáculos que Ídio Chichava tem realizado na capital francesa, como “Vagabundus” e “Sentido Único”, em colaboração com Paris Dance Project, cujo director esteve em Maputo para assistir a última edição do Kinani. “Ele já me tinha convidado para uma colaboração na Philharmonie de Paris, onde eu teria de criar [uma coreografia] a partir da música do compositor Igor Stravinsky. Na sequência, vi nesta oportunidade não apenas uma criação artística, mas também uma possibilidade de intercâmbio entre os nossos bailarinos moçambicanos e os da LADP, que são amercicanos”.

Entre os artistas moçambicanos, encontram-se Osvaldo Passirivo, que também faz assistência coreográfica, Paulo Inácio e Cristina Jaime, todos bailarinos que têm trabalhado com Chichava há algum tempo. 

“Este projecto tem um grande peso para aquilo que são as nossas expectativas, como artistas moçambicanos. Estamos aqui como uma companhia moçambicana que interage com companhias estrangeiras e eleva a nossa fasquia de produção, de criação artística e forma de ver a dança num nível muito alto”. 

Para Ídio Chichava, a experiência internacional na Europa tem revelado que é necessário que se invistam em grupos culturais ou em actividades de iniciação artística em Moçambique. 

Além de Paris, “A consagração da Primavera” será apresentada no espaço MUPA, em Budapeste, capital da Hungria. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lamenta a decisão dos Estados Unidos da América de abandonar este organismo. A decisão da retirada dos EUA foi anunciada na segunda-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

“Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem a sua posição e envolvam-se num diálogo construtivo em prol da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo”, disse o porta-voz da OMS em Genebra, Tark Jasarevic.

Citado pela Lusa, o porta-voz afirmou que a retirada efectiva dos Estados Unidos ocorreria dentro de um ano. Jasarevic recordou que os Estados Unidos foram um dos fundadores da OMS em 1948 e a sua colaboração foi vital nas últimas sete décadas.

“A OMS e os Estados Unidos salvaram inúmeras vidas e protegeram todos de ameaças à saúde. Juntos, erradicámos a varíola e levámos a poliomielite à beira da erradicação”, disse o porta-voz da OMS.

Os Estados Unidos, que já tinham iniciado o processo de saída da OMS durante o primeiro mandato de Trump em 2020, são o principal doador e parceiro desta organização.

Espera-se que a saída dos Estados Unidos da OMS desencadeie uma grande reestruturação da instituição e prejudique os esforços globais de saúde pública, incluindo a vigilância e a resposta a surtos.

O Projecto de Música Clássica Xiquitsi participa, desde o dia 12 de Janeiro, no 20° Festival Internacional de Música de Santa Catarina-FEMUSC, em Jaraguá do Sul, no Brasil.

No festival, segundo uma nota de imprensa, que está a encantar o público com uma programação robusta e diversificada, os xiquitsianos apresentam canções moçambicanas e africanas como forma de representar as suas raízes.

Ao todo, 711 obras perfazem as apresentações programadas para esta edição, em 201 concertos distribuídos em 20 séries.

Ao longo do festival, a Scar (Sociedade Cultura Artística) será palco de 127 apresentações, divididas em 13 séries, com cerca de nove concertos diários. Outras sete séries, totalizando 74 concertos, levam música a locais públicos de Jaraguá do Sul.

Do Xiquitsi, participam no festival Yara Carvalho, Shaira Chaúque, Carla Cutana, Lourena Uamusse, Alfredo Matine, Moisés Cossa e Altino Munguambe.

Para além de participar em várias orquestras, o Xiquitsi também vai juntar-se à ópera Madama Butterfly.

Nesta vigésima edição, o festival homenageia os 80 anos de Elis Regina, em jeito de celebração do legado de uma das maiores intérpretes da música brasileira.

Além da SCAR, que é a realizadora do evento e a casa do FEMUSC, o maior festival-escola de música erudita da América Latina terá concertos sociais nos hospitais, Lar das Flores e no Jaraguá do Sul Park Shopping.

O Femusc termina a 25 de Janeiro.

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