O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.
Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.
Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.
A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.
O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.
Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.
Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.
A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.
O novo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, prometeu “apoio inabalável” a Israel. Segundo o departamento de Estado norte-americano, a promessa foi feita durante uma chamada telefónica com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Através de um comunicado, a porta-voz do departamento de Estado, Tammy Bruce, informou que, na quarta-feira, Marco Rubio falou com Benjamin Netanyahu para “sublinhar que o apoio contínuo e inabalável dos Estados Unidos a Israel é uma prioridade máxima para o presidente Donald Trump”.
Rubio também “felicitou o primeiro-ministro pelos êxitos de Israel contra o Hamas e o Hezbollah, comprometendo-se a trabalhar incansavelmente para ajudar a libertar todos os reféns ainda detidos em Gaza”, acrescentou.
No domingo passado, Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas começaram a aplicar um cessar-fogo, numa guerra que se arrastava há 15 meses, na Faixa de Gaza, que prevê uma troca de reféns e de prisioneiros.
O novo presidente norte-americano revelou, porém, na segunda-feira, poucas horas após a sua tomada de posse, que “não tinha a certeza” de que as tréguas em Gaza se mantivessem.
Numa das suas primeiras decisões, o presidente Donald Trump pôs igualmente termo às sanções impostas por Joe Biden aos colonos israelitas extremistas na Cisjordânia ocupada, na sequência das agressões destes contra os palestinianos.
Segundo o Departamento de Estado, Rubio também contactou o homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan.
Atrasos no envio da missão internacional de apoio policial para o Haiti pode permitir que gangues “tomem conta” de toda a capital. O alerta foi feito pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.
“O tempo está a esgotar-se. Qualquer novo atraso ou lacuna operacional na prestação de apoio internacional à polícia nacional (…) corre o risco de um colapso catastrófico das instituições de segurança nacional. Os gangues podem tomar conta de toda a área metropolitana (de Port-au-Prince), levando ao colapso total da autoridade do Estado”, escreveu António Guterres num relatório, citado por Lusa.
Guterres lamentou o facto da missão estar “totalmente implantada”, mas a sua capacidade operacional ser limitada, e apelou ao reforço imediato, com pessoal, equipamento e financiamento.
Refira-se que, em Outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU deu luz verde a uma missão internacional de apoio à segurança (MMAS), liderada pelo Quénia, para ajudar a força policial haitiana, que tinha sido esmagada pela violência dos gangues.
Entretanto, apenas cerca de 800 polícias de seis países é que foram, gradualmente destacados, dos mais de 2 500 esperados. Segundo a ONU, os ataques de gangues já controlam 85% da capital.
“Estou chocado com a brutalidade e a escala da violência perpetrada por bandos armados contra a população local”, afirmou António Guterres, condenando os assassinatos, raptos, violações e outras atrocidades.
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pelo menos 5 601 pessoas foram mortas, no ano passado, no país das Caraíbas, mais mil, comparativamente a 2023.
Nesse contexto, no verão passado, os Estados Unidos, sob a presidência de Joe Biden e a pedido das autoridades haitianas, solicitaram a transformação da MMAS numa operação de manutenção da paz da ONU.
Contudo, perante a hostilidade da China e da Rússia, o Conselho de Segurança pediu a António Guterres que apresentasse um relatório sobre esta questão até ao final de Fevereiro.
Setenta e seis pessoas morreram e 51 ficaram feridas, esta terça-feira, na Turquia, após um incêndio que atingiu um hotel de 12 andares.
O incidente ocorreu durante um feriado escolar e as 76 mortes ocorreram quando as vítimas tentavam saltar do prédio para escapar das chamas.
De acordo com informações avançadas pelo ministro da justiça turco, Yimlaz Tunc, citado pela imprensa internacional, quatro pessoas foram detidas, incluindo o gerente do Hotel.
O hotel tinha 238 hóspedes registrados e até aqui são desconhecidas as causas do incêndio.
A Administração Nacional de Estradas garante que até à primeira semana de Março não existirão buracos ao longo da Estrada Nacional Número Um, pelo menos, nos pontos tidos como críticos na Cidade de Maputo.
Esta terça-feira, o nosso jornal escreveu sobre o cenário a que se sujeitam os utentes da Estrada Nacional Número Um, sobretudo os automobilistas, no troço conhecido como paragem “Mafureira” no Zimpeto, Cidade de Maputo, caracterizado por buracos.
A Administração Nacional de Estradas conhece bem o problema e já decorrem intervenções no terreno. Há garantias de que até Março todos os trabalhos estarão concluídos.
Os trabalhos de manutenção da Estrada Nacional Número Um vão decorrer em vários pontos na Cidade de Maputo e estão avaliados em 54 milhões de meticais.
A TRAC, empresa que explora a Estrada Nacional Número Quatro (EN4), que liga a Cidade de Maputo à cidade sul-africana de Witbank, anunciou que vai retomar a cobrança de portagens instaladas do lado moçambicano a partir desta quinta-feira.
Segundo noticia a AIM, a cobrança foi interrompida durante as pilhagens e distúrbios ocorridos em Dezembro último, quando o antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane, suportado pelo partido da oposição, PODEMOS, ordenou a suspensão do pagamento das tarifas de portagens. Vendo que as portagens de outras estradas, operadas pela empresa moçambicana REVIMO foram totalmente destruídas por vândalos, a TRAC acabou por ceder às exigências ilegais de Mondlane.
Existem duas portagens na auto-estrada – uma na Matola e outra no distrito de Moamba.
O governo, escreve a AIM, afirma que as portagens pagas pelos automobilistas são cruciais para garantir a manutenção das estradas. Antes dos tumultos, a TRAC canalizava mensalmente cerca de 48 milhões de Meticais para os cofres do Estado.
A Assembleia-geral das Linhas Aéreas de Moçambique, reunida em sessão extraordinária, indicou Marcelino Gildo Aberto ao cargo de Presidente do Conselho de Administração da empresa.
Marcelino Gildo Aberto ocupa o lugar de Américo Muchanga, agora ministro das Comunicações e Transformação Digital.
Marcelino Gildo Alberto iniciou a sua carreira na empresa Electricidade de Moçambique (EDM) em 1993, onde desempenhou diversas funções, incluindo Chefe de Departamento, Gestor de Projectos, Director de Projectos, Membro do Conselho de Administração e Assessor do PCA.
Em 17 de Junho de 2020, foi nomeado Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, cargo que ocupou até 23 de Julho de 2024.
O ministro do Interior diz que a polícia deve envolver mais a comunidade no combate ao crime de raptos. Paulo Chachine criticou as práticas de corrupção, nepotismo e burocracia no Ministério do Interior.
Paulo Chachine foi, esta quarta-feira, apresentado ao efectivo do sector que dirige. No seu primeiro discurso público, o ministro do Interior criticou problemas como corrupção, nepotismo e burocracia desnecessária.
Chachine diz que a polícia deve aprender a trabalhar em harmonia com a população, até porque o combate a crimes graves como raptos depende da colaboração do cidadão.
No fim do discurso de ocasião, Chachine foi interpelado pela imprensa para responder a algumas perguntas sobre a estratégia de combate aos raptos.
Profissionais do hospital Rural de Chicumbane, no distrito de Limpopo, em Gaza, paralisaram actividades para exigir o pagamento do décimo terceiro salário. O Grupo diz que só volta ao trabalho com reposição dos seus direitos.
Os gritos de revolta e insatisfação fizeram-se ouvir, na manhã desta quarta-feira, na entrada do hospital Rural de Chicumbane, no distrito de Limpopo, em Gaza.
É que mais de 70 profissionais de saúde, entre técnicos e enfermeiros, serventes e motoristas decidiram paralisar as suas actividades e exigir o pagamento do décimo terceiro salário.
Com profissionais de saúde em greve, muitos doentes que buscavam por atendimento, no hospital rural de Chicumbane, tiveram de esperar por mais de três horas, para serem atendidos.
Carlos Cuna, por exemplo, está há dois “a madrugar” para o hospital, na esperança de ser atendido e receber os medicamentos.
Os manifestantes dizem que não vão prestar nenhum serviço, até que a sua reclamação seja atendida
A direção do hospital Rural de Chicumbane assegura a prestação de serviços mínimos.
Dois armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres, contendo produtos alimentares destinados às vítimas do fenômeno El-Niño, foram vandalizados e por populares no distrito de Mutarara, em Tete.
Ao todo, são 52 toneladas de produtos diversos que foram saqueados pela população. O Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres refere que os produtos roubados eram destinados a mais de duas mil famílias afectadas pelo fenômeno El Niño e explica que a acção foi motivada pela inexistência de alguns nomes durante os critérios de selecção para distribuição de alimentos.
A delegada provincial do INGD, explica também, que devido à vandalização do armazém e roubo de produtos, cerca de 450 famílias afectadas pelo fenómeno ficaram sem assistência alimentar naquele distrito.
Refira-se que, das 17 mil famílias afectadas pelo fenômeno El Niño na província de Tete, apenas 9 mil famílias tiveram assistência alimentar.