A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
Quatro campas de um cemitério tradicional no bairro Mateus Sansão Muthemba em Tete desabaram por conta da erosão provocada pelas chuvas. Entretanto, familiares de entes queridos sepultados no referido Cemitério, consideram a situação de imoral e pedem a rápida correção do problema.
A cidade de Tete registou, nas últimas vinte 24 horas, muita chuva, acompanhada de ventos fortes. O fenómeno não poupou nem os mortos. É que parte dos solos de um cemitério tradicional conhecido como cemitério Chimadzi cedeu, e quatro túmulos afundaram por conta da erosão causada pelas chuvas.
Moradores e familiares de entes queridos, sepultados no referido Cemitério, relataram que o problema de erosão é antigo, mas, neste ano, foi mais grave, pois, pela primeira vez, houve desabamento de túmulos.
A falta de um muro de vedação no cemitério também preocupa os moradores que habitam e exercem trabalhos nas proximidades, pois alegam que nunca tinham visto o cemitério tão abandonado. Aliás, na altura que gravamos esta matéria de reportagem, um rebanho de cabras, invadiu o cemitério e causou estragos nas campas.
Já na cidade de Moatize, os cemitérios sob gestão do município apresentam um cenário crítico de falta de manutenção e higiene. O capim e o lixo tomaram conta de muitos túmulos, transmitindo a ideia de abandono. No cemitério municipal do bairro 5, por exemplo, parte das campas, sobretudo de crianças, apenas têm cruzes e outros objectos.
Assustados com o cenário, familiares de entes queridos, dizem estar arrependido de terem sepultado seus parentes no referido cemitério
Sobre o assunto, o presidente do conselho municipal de Moatize, Carlos Portimão, culpa os os próprios familiares.
Refira-se que em 2023, o município de Tete fez saber que estava um plano de requalificação dos cemitérios municipais e tradicionais.
Está interrompida a transitabilidade na estrada N322 (Madamba-Rio Chire), devido à erosão resultante da chuva, no distrito de Mutarara, em Tete. A Administração Nacional de Estradas explica que a interrupção aconteceu no “drift misto sobre o rio Macalanga, do lado do distrito de Mutarara”.
Equipas técnicas da Delegação Provincial de Tete encontram-se no terreno a fazer intervenções para assegurar a transitabilidade, enquanto decorrem acções de mobilização dos equipamentos e materiais para a reparação dos danos.
A Administração Nacional de Estradas recomenda aos utentes das estradas em geral, para a “programação das deslocações e transporte de passageiros com observância redobrada das medidas de precaução na época chuvosa e em locais de fraca visibilidade, sobretudo, em locais alagados e na aproximação de estruturas de drenagem, como pontes, pontões, aquedutos e drifts”.
A instituição apela igualmente à não circulação de veículos com peso total acima de 10 toneladas em tempos chuvosos em estradas terraplanadas e recomenda o acompanhamento da informação disseminada pelas entidades competentes.
A população do bairro do Vaz, na cidade da Beira, bloqueou, nesta segunda-feira, a Estrada Nacional Número seis (EN6), por mais de uma hora, exigindo a reposição de uma ponte pedonal, destruída por um camião de carga há cerca de três meses.
A principal via que dá acesso ao centro da cidade da Beira, a EN6 ficou intransitável na manhã de hoje, por mais de uma hora, quando a população residente no bairro do Vaz colocou barricadas ao longo da via, exigindo ao governo a reposição de parte do tabuleiro de uma ponte pedonal, derrubada por um camionista em Novembro do ano passado. A população exigia também a iluminação da estrada.
A área bloqueada é de um trânsito muito intenso, principalmente nas horas de ponta, facto que preocupa os pais e encarregados de educação, que são obrigados a acompanhar os filhos para as escolas.
O bloqueio da via originou uma longa fila de viaturas na faixa que dá acesso ao centro da cidade da Beira, o que obrigou algumas pessoas a abandonarem os transportes semi-colectivos e seguirem a pé até aos seus destinos.
A polícia foi mobilizada para o local, juntamente com técnicos ligados à manutenção da estrada, que prometeram que o tabuleiro da ponte pedonal em causa será reposto dentro de 15 dias.
As barricadas foram removidas e a circulação voltou a normalidade, mas a população avisou que caso a ponte não seja reposta no prazo prometido a via voltará a ser bloqueada.
A REVIMO, responsável pela manutenção da estrada, deu garantias que ainda nesta semana a ponte pedonal será reposta.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuva moderada a forte acompanhada de trovoadas severas e vento com rajadas, que poderá cair a partir do final do dia de hoje, nas regiões sul e centro do país .
De acordo com o INAM, os distritos das províncias de Tete, Manica, Sofala, na região centro do país e os distritos das províncias de Gaza, Inhambane, Maputo Cidade e província de Maputo poderão ser os mais afectados com o mau tempo.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está “comprometido em comprar e possuir” a Faixa de Gaza, embora tenha convidado outros países da região a reconstruir o enclave palestiniano.
“Quanto à reconstrução [da Faixa de Gaza], podemos dá-la a outros Estados do Médio Oriente para construírem partes (…) Outras pessoas podem fazê-lo sob os nossos auspícios, mas estamos empenhados em possuí-la, tomá-la e garantir que o Hamas não a reocupa”, disse Trump aos jornalistas.
Pouco depois, o Hamas condenou as declarações do Presidente norte-americano.
“Condenamos as declarações de Trump sobre comprar e possuir Gaza’, que reflectem uma profunda ignorância sobre a Palestina e a região. Gaza não é uma propriedade que possa ser comprada e vendida, é parte integrante da nossa terra palestiniana ocupada”, disse Izat al-Rishq, um dirigente da ala política do Hamas.
Num comunicado divulgado pelo jornal ‘Filastín’, ligado ao movimento islamita, Al-Rishq salientou que a Faixa de Gaza “pertence ao seu povo e não o abandonará”.
A única forma de os palestinianos abandonarem voluntariamente o enclave é se puderem regressar às casas nas cidades e vilas que Israel ocupou em 1948, acrescentou o dirigente.
“Tratar a questão palestiniana com a mentalidade de um agente imobiliário é uma receita para o fracasso, e o nosso povo vai frustrar todos os planos de deslocação e deportação”, disse Al-Rishq.
Na terça-feira, Trump propôs expulsar mais de dois milhões de pessoas que vivem na Faixa de Gaza e transformá-la numa “Riviera do Médio Oriente”, gerando protestos globais, sobretudo no mundo árabe.
O Presidente dos Estados Unidos anunciou a ideia numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que a saudou como “a primeira boa ideia” que ouviu sobre o que pós-guerra no enclave devastado.
Também no domingo, o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que ninguém tem o poder de expulsar os habitantes da Faixa de Gaza, rejeitando o plano de Trump.
O príncipe Karim al Hussaini, 49.º imã hereditário dos muçulmanos ismaelitas, foi hoje sepultado no cemitério da família, na província de Assuão, no sul do Egito.
O funeral de Aga Khan IV, que morreu na terça-feira aos 88 anos, em Lisboa, foi realizado na presença de dezenas de familiares e seguidores, poucas horas após a sua chegada a Assuão, onde foram recebidos por altos responsáveis egípcios, incluindo o governador da província, Ismail Kamal.
Kamal, acompanhado pelo diretor do Aeroporto Internacional da cidade, o general Ahmed al Baz, recebeu o avião, que aterrou cerca das 12:00 (hora local) e que transportava o corpo de Aga Khan, bem como outro voo com 80 pessoas, entre familiares – incluindo o seu sucessor, o príncipe Rahim Aga Khan V – e membros da comunidade ismaelita.
O funeral teve lugar numa zona privilegiada da província, onde se encontra o mausoléu familiar que abriga os restos mortais do seu antecessor e avô, Aga Khan III – falecido em 1957 -, e da esposa, Begum Om Habibeh, que morreu em 2000.
Segundo a Presidência epícea, o ministro da Aviação ordenou “que fossem disponibilizadas todas as facilidades para receber o corpo do falecido”, e as autoridades aeroportuárias de Assuão tomaram “todas as medidas necessárias para assegurar uma boa receção e organização da chegada e saída das delegações que participaram nas cerimónias fúnebres”.
No sábado, realizou-se em Lisboa um funeral privado com cerca de 300 pessoas, com a presença de personalidades como o rei emérito de Espanha, Juan Carlos I, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. Participaram também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.
As exéquias ocorreram sob um forte dispositivo policial no Centro Ismaelita.
A capital do país, concretamente o pavilhão do Estrela Vermelha, será palco do Campeonato Africano de Boxe da zona IV, segundo deu a saber a Federação Moçambicana da modalidade.
A prova regional, que também conta para a pontuação rumo aos Jogos Olímpicos de 2028, vai contar a com a participação de países da região, com destaque para a África do Sul, Angola, Zimbabwe, Zâmbia, Lesotho, Namíbia, Tanzania e Malawi, para além do país anfitrião, Moçambique.
Para esta competição ainda não foi divulgada a lista dos pugilistas que vão representar o país, mas sabe-se que não vai fugir daqueles que têm estado a combater nestas provas, entre eles Yassine Nordine, Ivo Gonçalves, Armando Sigaúque, Vuzane Máquina, Edison Cumbane, Lázaro Come, Paulo Jorge, José Azarias, Tiago Muchanga, Abdul Francisco, Yanud Ibraimo, Abílio Júlio, Miguel Microsse, Alfredo Muzimba e Manuel Paulo, em masculinos, para além de Fidelicia Cumbe, Helena Bagão, Benilde Macaringue, Telma Mathule, Jéssica Ubisse, e as olímpicas Alcinda Panguana e Rady Gramane, em femininos.
A aposta da Federação Moçambicana de Boxe nesta prova é colocar o maior número de pugilistas nas finais das diversas categorias, bem como conquistar o maior número de medalhas, com vista a manter a sua hegemonia na modalidade, ao nível da região.
O Campeonato Africano de Boxe da zona IV terá lugar de 26 de Fevereiro a 2 de Março deste ano.
Com a época 2024/25 já iniciada com a pré-época das equipas que vão competir em diversas provas, quer nacionais quer provinciais, as competições também começam a ser projectadas.
Ao nível da Cidade de Maputo, o Campeonato Provincial, ou simplesmente o torneio de abertura, a Liga JogaBets, vai arrancar a 22 deste mês de Fevereiro, segundo confirmação do presidente da Associação de Futebol da Cidade de Maputo, Amílcar Jussub.
Falando no programa televisivo da Stv, o Mais Desporto, Jussub disse que a prova vai ser disputada por 16 equipas, tal como foi definido em assembleia geral, como forma de gerir melhor a prova e conter custos.
Trata-se das três equipas do Moçambola, Black Bulls, Ferroviário e Costa do Sol, e outras tantas da segunda divisão, nomeadamente Maxaquene, Desportivo, Vulcano, União Desportiva de Zimpeto, 1º de Maio, Estrela Vermelha, Mahafil, Académica, Liga Desportiva, Nacional, Águias Especiais, Ntsondzo, Ferroviário das Mahotas e Matchedje.
As equipas serão divididas em duas séries de oito equipas cada uma, tal como aconteceu no ano passado, sendo que a prova deste ano será disputada em menos tempo do que nos anos anteriores.
“Temos de entregar as equipas que vão disputar o Moçambola e a Supertaça até dia 22 de Março, por isso a prova deste ano será mais curta. Teremos de realizar jogos no fim-de-semana e no meio de semana para permitir correr com a prova e tentarmos realizar a final em finais de Março”, disse Amílcar Jussub.
Em termos de premiação, o presidente da Associação de Futebol da Cidade de Maputo confirmou que os vencedores serão premiados, não só com medalhas e taças, mas também com premiação monetária, sem no entanto avançar os valores envolvidos, garantindo apenas que vem do patrocinador oficial, a JogaBets.
Assim, o sorteio para a prova da capital está marcado para esta sexta-feira, na sede da colectividade.
O antigo jogador dos Mambas e recordista de golos numa edição do campeonato nacional de futebol, Amade Chababe, é o novo treinador da equipa principal de futebol do Grupo Desportivo Maputo. Chababe assinou um contrato válido por um ano, com opção de renovação.
É o recordista de golos numa edição do campeonato nacional de futebol em Moçambique, com 27 golos apontados em 1983, e antigo jogador da selecção nacional de futebol.
Abraçou a carreira de treinador há mais de 15 anos, mas estava sem clube há pouco menos de 10 anos. Regressa aos bancos de um clube como treinador pela porta do centenário Grupo Desportivo Maputo.
Amade Chababe foi apresentado na sexta-feira passada para dirigir os “alvi-negros” e tem como principal desafio devolver o clube ao Moçambola, em 2026.
“Temos um único modelo de jogo, que vai das equipas seniores até às camadas de formação. O outro grande objectivo é mesmo devolver o Desportivo ao Moçambola. Esses são os dois grandes objectivos que nós colocamos como desafios para o futebol. E achamos que ele têm condições de fazer, naturalmente com o suporte da sua equipa técnica, com o suporte da direcção do Desportivo e do Departamento de Futebol. E, claro, do 12º jogador, como vocês sabem, nós temos um 12º jogador que é muito forte”, afirmou Ângelo Matinene, presidente da colectividade, que disse ainda esperar que Amade Chababe “forme outros Chababes”.
Amade Chababe reconhece as dificuldades por que passa o clube que foi despromovido do Moçambola em 2020, mas diz ter uma dívida com o clube.
“Devo muito a este clube. É um contrato por objectivo o qual aceitei, humildemente, como homem do desporto. Sei que o Desportivo Maputo milita, neste momento, num campeonato onde não deveria estar. Não se pode falar do futebol moçambicano e africano sem mencionar o nome do Grupo Desportivo Maputo”, vincou.
Chababe assume o compromisso de trabalhar para devolver a equipa à alta roda do futebol moçambicano. E diz que “quando o convite chegou, não hesitei em aceitá-lo, sabendo, dentro de antemão, que não vão ser favas contadas, repito, que teremos de ombrear com outras colectividades que terão o mesmo objectivo, mas, neste caso concreto, para nós, o objectivo primordial é fazer com que o Desportivo retorne à ribalta do futebol nacional”.
Amade Chababe terá apoio dos antigos jogadores do clube, que esperam que o novo técnico devolva a mística “alvi-negra” que se perdeu com o tempo. É como disse Tico-Tico, antigo jogador do clube.
“Eu penso que essa escolha do mister Chababe é mesmo a pensar nisso, resgatar essa mística, esses valores do Desportivo, tentar ganhar a jogar ao Desportivo, porque eu penso que isso se perdeu ao longo dos anos”, disse Tico, acrescentando que “chegou uma altura em que qualquer um pensava que podia jogar no Desportivo, e penso que isso, em algum momento, distorceu aquilo que é a alma do Desportivo.”
Amade Chababe fez a formação como treinador de futebol na Holanda e, enquanto treinador, foi adjunto de Mart Nooij nos Mambas e seleccionador nacional de sub-20, para além de ter treinado os Ferroviários de Pemba e de Ferroviário de Nampula.

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