O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola.
Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento Infantil, onde se mostrou disponível para responder às preocupações levantadas pelos deputados, relacionadas com áreas como saúde, educação e segurança.
O Chefe do Estado chamou a atenção para a responsabilidade das escolas, das famílias e das instituições do Estado na protecção e desenvolvimento das crianças, defendendo que nenhuma deve ser silenciada ou privada do direito de expor as suas preocupações.
Entre os problemas levantados pelos deputados estiveram as gravidezes precoces e as uniões prematuras. Sobre a matéria, Chapo recordou que estas práticas são puníveis por lei, mas reconheceu que persistem dificuldades na denúncia, sobretudo em determinadas comunidades e ambientes sociais.
O Presidente da República destacou igualmente a necessidade de combater a insegurança em Cabo Delgado, apontando o terrorismo como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à continuidade da educação das crianças afectadas pelos deslocamentos.
“A primeira coisa que eu gostaria de fazer […] é resolver o terrorismo em Cabo Delgado”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando que muitas crianças são obrigadas a deslocar-se constantemente, o que compromete a sua permanência na escola.
No encerramento da sessão, o Chefe do Estado determinou ainda que, antes da realização da IX Sessão do Parlamento Infantil, seja apresentado um balanço das recomendações feitas pelas crianças, indicando claramente o que foi cumprido e o que permanece por concretizar.
Há inovações tecnológicas para a área de saúde, reciclagem e gestão de resíduos sólidos expostas na décima segunda edição da feira Moztech, que decorre em Katembe, Cidade de Maputo.
Já imaginou fazer uma consulta médica com apenas um clique no seu dispositivo conectado à internet?
Pois é! Não só é possível, como também é um facto, que está exposto na décima segunda edição da feira Moztech.
“Na Dr. Online, a pessoa pode agendar uma consulta com um clínico geral ou especialista de acordo com a sua preferência e, depois disso, será gerado um link, onde poderá conversar com o médico, directamente na plataforma por um vídeo chamada”, revelou Marlene Issaca, administrativa da Dr. Online.
Mas nem tudo termina na plataforma. Caso seja necessário realizar exames, o laboratório é que vai ao encontro do paciente, e não o contrário.
“Nós temos laboratórios que vão ao encontro do paciente para a extracção de amostras e os exames. Depois de ter os resultados, eles são colocados directamente na plataforma, o médico terá acesso e dará o seu diagnóstico. O paciente não precisa deslocar-se”, detalhou Marlene Issaca.
E esse exercício, garante a Dr. Online, é seguro e confiável.
Ainda na janela de inovação na Moztech, há objectos que, de longe, não parecem ter sido gerados a partir do que quase todo mundo descarta: o plástico e garrafas pet.
Através de uma impressora de três dimensões, a SEA GLASSES transforma o nada em algo tão valioso como óculos, chaveiro e outros objectos de adorno.
“O nosso produto principal são os óculos 3D, mas também temos os outros produtos que podemos ter a partir da personalização dos nossos clientes. Temos logotipos e outras coisas que são solicitações dos clientes. Os nossos produtos são feitos à base de plástico reciclado desde a recolha nas praias, ruas até ao produto final”, explicou Cláudia Machaieie, expositora da SEA GLASSES.
E o meio ambiente agradece por este gesto. “Trabalhamos com algumas associações. Elas nos dão o plástico e nós, também, recolhemos. Temos que limpar, processar o plástico até chegarmos ao produto final. Nós é que estamos envolvidos em todo o processo de produção”, sublinhou Cláudia Machaieie.
A tecnologia está à disposição da gestão de resíduos sólidos.
O sistema exposto na Moztech foi concebido para emitir alertas aos gestores de lixo quando um contentor estiver cheio.
“O sistema é composto por sensores e eles captam o nível de lixo que está no contentor. Através de GCM, o sistema manda mensagem para a central sobre a localização exacta do contentor que está cheio e o nível em que ele está. O sistema recebe os dados e são passados para o sistema web e processados. Isto dá-nos uma visão geral dos contentores de lixo e tomar melhores decisões”, expôs Cleyton Mundlovo da Command Line.
Ao apresentar este sistema na feira de tecnologia, a Command Line espera ajudar as instituições públicas e privadas a melhor gerir os resíduos sólidos.
“Isso permite que as entidades gestoras de resíduos sólidos tenham dados para poderem agir em tempo real porque, muitas vezes, não é a falta de recursos, mas a capacidade de responder e saber onde temos uma situação fora do controlo. É tecnologia ao serviço da recolha de lixo”, concluiu Cleyton Mundlovo.
É tudo isto, e muito mais, que está exposto na décima segunda edição da feira Moztech, evento que decorre na Arena 3D, KaTembe, Cidade de Maputo até sexta-feira.
Há falsos diagnósticos da Febre Tifoide na Província de Nampula, obtidos através do exame de sangue conhecido por teste de Widal. O ministro da Saúde promete banir imediatamente o uso do método no país. Ussene Isse assegura que não há níveis altos de Febre Tifoide em Nampula.
A província de Nampula soou um alerta para um suposto surto da Febre Tifoide, que se alegava afectar cerca de 40 por cento da população da província, um diagnóstico objectivo maioritariamente nas clínicas privadas.
Nesta quarta-feira, em sede do Parlamento, o Ministro da Saúde desdramatizou a situação por muitos considerada crítica.
“O grande problema da Febre Tifoide está no diagnóstico. O que está a acontecer na província de Nampula está a usar o teste que é chamado teste de Widal. O teste de Widal dá falsos positivos. Quando analisamos pelo teste de Vidal 40% da população de Nampula tem febre tifoide. Significa que tem bactéria mas não tem doença. São portadores assintomáticos, mas quando usamos o gold standard, aquilo que é o método recomendado internacionalmente, a prevalência é de 1.3. De 40 com o teste rápido e 1.3 com o teste apropriado”, explicou.
Ussene Isse fala de Banir o método de diagnóstico:
“O Ministério da Saúde vai desencorajar o uso do teste de Vidal na República de Moçambique. Será banido este teste porque este teste está a dar falsos positivos, para dar falso alarme. Em Nampula não há prevalência muito alta de febre tifoide, mas há portadores assintomáticos. Se eu fizer um teste aqui de fezes, há muitos de nós aqui, teremos também lá a febre tifoide connosco, mas estamos aqui doentes”, desafiou aos deputados.
O Governante respondia a uma pergunta dos deputados, que aliás fizeram várias outras. A solução para a aparente crise de combustíveis é uma delas.
“Embora o país tenha reservas suficientes de combustíveis, a escassez dos postos de abastecimento deve-se a questões de ordem logística, de fornecimento de combustível, bem como a necessidade de garantias bancárias para libertar o produto dos armazéns aduaneiros.
Existe um mecanismo de importação, todavia, temos dependência de combustíveis fósseis, pelo que é necessária a tomada de medidas que promovam o uso de outro tipo de combustíveis, como, por exemplo, o gás natural”, explicou Basílio Muhati, ministro da Economia.
Por sua vez, a ministra da Educação subiu ao pódio para defender que não há novo regulamento que exclua a avaliação quantitativa.
“Os nossos alunos tiveram uma avaliação qualitativa, o que significa? Ficou na décima primeira o aluno aprovou, e depois não teve nota, aprovou, e na décima segunda realizou o exame e teve as notas. Eles estão a estudar fora do país. Os alunos que estudaram anteriormente no país tiveram notas, portanto, nas diferentes classes, incluindo, claro, a classe de exame, que é a terminal de cima. E as universidades começaram a questionar, por que é que não tiveram nota na décima primeira classe? Então, nós, daquele documento, exatamente, os pais nos procuraram e disseram que há este problema. Em vez de responder só ao caso dos alunos que estavam a estudar na Espanha, especificamente, que tiveram esse problema, introduzimos aquele instrumento que é uma explicação do assunto pontual que aconteceu em 2020, a explicarmos que em 2020, efetivamente, os alunos dos diferentes, nós falamos basicamente dos diferentes subsistemas, estávamos a falar, e também do ensino, estamos a falar da alfabetização, estamos a falar do ensino primário, do ensino secundário, em relação às classes que não eram de exame, tiveram uma progressão qualitativa”.
O decreto do ministério da educação surge em resultado de, em 2020, durante a COVID-19, alunos terem progredido sem notas quantitativas.
Várias empresas subiram ao palco do Moztech para apresentar soluções e contributos para o processo de transformação digital das PME’s. Houve também a exibição de algumas IAs no âmbito de uma parceria entre a Moztech e Comunidade de Desenvolvedores de tecnologias em Moçambique.
São 12 anos da Moztech e uma das reflexões propostas foi a migração digital. Da tradição para o digital, o crescimento tecnológico facilita nos vários processos de gestão das empresas.
Esta quarta-feira, primeiro dia da décima segunda edição da maior feira de tecnologias do país, várias empresas apresentaram soluções para a transformação digital das PME’s.
A CEGID propôs a ANA, um IA que funciona como um assistente virtual.
“É a nossa Ana, com quem mais de 1200 colaboradores podem interagir e ter o seu dia muito mais flexível, em reportes financeiros, em fazer gráficos e análises de gráficos”, explicou a Diretora de negócios da CEGID Eliana Araujo.
Para a empresa Huawei Moçambique a conectividade é a chave para a transformação digital.
“Temos que olhar para a segurança. É importante também acompanhar o avanço tecnológico e garantir que todo o mundo tenha acesso à comunicação digital ” referiu o Gestor de vendas da Huawei Moçambique, Vagner Bango .
Mas o acesso continua um obstáculo bem notável para muitas pessoas em Moçambique o que gerou um debate entre os participantes.
“A questão de pessoas sem acesso a tecnologias é grave, acredito que muito menos do que se fala, da população tem acesso às tecnologias ou aos meios para as adquirir”, contribuiu Cláudia Santos, participante.
De acordo com a presidente da Comunidade dos maiores Desenvolvedores de tecnologias em Moçambique,Valquiria Pondja, um dos problemas é encontrar startups que trabalham para solucionar problemas reais dos clientes.
Numa parceria entre a Moztech e a Comunidade de Desenvolvedores de tecnologias em Moçambique 20 startups foram escolhidas para uma rede de facilitação de busca e troca de experiências.
“Tivemos 45 startups a concorrer e selecionamos 20. cinco das quais estão a expor hoje”, acrescentou Valquiria Pondja.
Uma das seccionadas é a IA Doutora Online, uma plataforma de consulta online, que une médicos das várias especialidades aos pacientes na comodidade das suas casas. A plataforma também permite acesso a laboratórios e documentos médicos variados.
As tecnologias abrem e ajudam a fechar portas, literalmente, atraves de uma inovação que consiste em uma fechadura inteligente acessada por meio de um smartphone, apelidado de E-kay.
Estas foram intervenções e contribuições de empresas e startups no momento TECH TALKS da Moztech. A feira tecnológica segue por mais dois dias, nesta quinta-feira e sexta-feira
Afinal, os 3 minutos de permanência de viaturas no Aeroporto Internacional de Maputo são só referentes ao momento em que o carro pára para deixar ou levar passageiros ou bagagens. A administração dos Aeroportos de Moçambique esclarece que, embora haja tempo determinado, o não cumprimento não implicará taxas nem multas para esses casos.
A partir do dia 1 de Junho haverá novo sistema de cobrança de estacionamento no Aeroporto Internacional de Maputo. A administração dos Aeroportos de Moçambique chamou a imprensa esta terça-feira para esclarecer alguns pontos.
Saíde Júnior, Administrador Financeiro da empresa, falou das diferenças dos sistemas de funcionamento dos dois parques, ou seja, o anterior e o actual “A diferença entre este parque, este sistema de cobranças e o anterior, é que, no anterior, o automobilista que se dirigia ao aeroporto retirava senhas logo à entrada. Todo utente que viesse ao aeroporto de Maputo retirava senha na entrada do aeroporto. Algumas pessoas ficavam por mais tempo e essas pessoas eram cobradas de acordo com a tabela em vigor. Outras pessoas que ficassem menos de 10 minutos ou até 10 minutos, essas ficavam, como se tem dito, for free, não pagavam”, explicou.
No novo sistema as coisas mudam, de acordo com Saíde Júnior. “Temos duas formas de estar no aeroporto. Se eu vou ao aeroporto para ficar mais tempo, vou esperar por alguém e acho que cheguei um bocadinho mais cedo, vou a uma loja, vou a um banco, vou a um restaurante, vou comprar bilhete, então sou obrigado a entrar para o parque. Aqui, sim, eu tiro a senha e fico no parque. Esta senha é paga até uma hora, 25 meticais, e assim em diante, de acordo com a tabela”, explica.
Entretanto, os outros utentes, aqueles que vão ao aeroporto só para descarregar ou levar alguém, não tiram nenhuma senha. “Tem uma linha verde que terá duas faixas de circulação e essas pessoas ou esses utentes, desde a entrada até a saída, poderão circular entre 10 a 12 minutos à vontade e de borla, for free”, realça o Administrador Financeiro dos Aeroportos de Moçambique.
A administração dos Aeroportos de Moçambique esclarece ainda que houve equívoco sobre a interpretação dos três minutos definidos para a permanência de viaturas no aeroporto.
“O comunicado que nós lançamos, e que por algum motivo poderemos ter sido infelizes na comunicação, dizia ou referia-se a um determinado tempo. Este tempo que nós nos referíamos, era o tempo em que a viatura efectivamente fica imobilizada. Não há tempo estipulado, desde que a pessoa entra no aeroporto até a saída”, eexplica Saíde Júnior, acrescentando que este processo normalmente leva entre 10 a 12 minutos numa marcha normal.
“O tempo que nós estamos a dizer é média. Quando chegares ali onde tem o alpendre, parar para a pessoa descer, o que estamos a dizer, faça-o com rapidez, porque estarás numa faixa de rodagem. Este tempo, poderemos ter calculado mal, achamos que o processo de estacionar, descer do carro, levar a sua mala, e o carro seguir, não poderá ultrapassar os 3 a 5 minutos. É o que nós achamos e testamos”, clarificou.
A questão que se coloca com esta explicação de Saíde Júnior é como pode se controlar o tempo de permanência no recinto e o que acontece em caso de exceder esse mesmo tempo.
O Administrador dos Aeroportos de Moçambique diz que não há um mecanismo de controle, “mas nós teremos pessoas, teremos a polícia de trânsito, teremos colegas que estarão a auxiliar no caso de algum utente chegar e estacionar”.
Nestes casos, em que algumas pessoas chegam e estacionam na faixa de rodagem, quando a pessoa que vai buscar ainda não aterrou e acaba permanecendo por mais de 15 a 20 minutos, “serão convidadas pelas colegas e pela polícia a entrarem para o parque”, segundo disse Saíde Júnior.
Ainda assim, o esclarecimento é que para levar e/ou deixar passageiros, os utentes com viaturas não vão pagar nenhuma taxa, nem multa.
O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu, nesta Quarta-feira, na vila da Macia, em de Gaza, que o seu Governo vai continuar a trabalhar e a tomar medidas que tragam benefícios ao povo. Chapo apelou ainda à contribuição activa dos cidadãos na construção do país.
“Nós vamos continuar a trabalhar e tomar medidas bem pensadas que beneficiam o povo moçambicano”, afirmou o Chefe de Estado durante comício, sublinhando a importância da paz como fundamento para o desenvolvimento do país.
O Presidente da República agradeceu à população de Bilene e de toda a província de Gaza pelo voto de confiança que lhe garantiu a vitória nas eleições do ano passado. E destacou o comportamento ordeiro da população que não aderiu às manifestações pós-eleitorais.
O estadista moçambicano destacou o diálogo nacional inclusivo como um instrumento essencial para a união e coesão social no país, explicando que essa iniciativa surge da necessidade de promover a unidade entre os moçambicanos, através do envolvimento de todas as forças da sociedade.
O governante apelou ainda à preservação das infra-estruturas públicas e privadas construídas com fundos do Estado.
A população, por sua vez, manifestou preocupações concretas, incluindo o custo de vida, a falta de financiamento para pequenos produtores, o difícil acesso às escolas básicas e o deficiente abastecimento de água potável na vila sede. Pediram ainda a construção de um instituto técnico-profissional para capacitação dos jovens.
O Ministério da Educação e Cultura determina que os alunos que perderam aulas em 2020, devido à pandemia da COVID-19, e que automaticamente passaram de classe devem ter as devidas declarações, mesmo sem notas, no âmbito das progressões qualitativas adoptadas na altura. Entretanto, esta medida só se aplica às classes sem exames para alunos que não frequentaram as aulas em 2020
Na semana passada, o Ministério da Educação e Cultura emitiu um despacho ministerial que confirma as progressões qualitativas dos alunos que estavam nas classes sem exames em 2020, que fazia a alteração pontual do Regulamento Geral de Avaliação de Ensino Primário, Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos e Ensino Secundário.
Na altura, o ministério determinava a progressão dos alunos de todas as classes sem exames no ano de 2020, de modo a permitir que nenhum aluno permanecesse na mesma classe, ainda que sem nota quantitativa por não ter frequentado as aulas.
Entretanto, o Ministério da Educação e Cultura, clarificou os critérios adoptados para a progressão ou transição dos alunos que, não tendo frequentado as aulas em 2020, progrediram de classe, e, através do decreto presidencial número 7/2025, de 6 de Fevereiro, no artigo 3, decretou que “a progressão ou transição dos alunos nas classes sem exames conforme o estabelecido nos artigos 77, 78, 79 e 80, do Diploma Ministerial s/nº/2020, de 31 de Dezembro, ocorre de forma qualitativa, sem a indicação das notas de frequência”.
Para esclarecer esta medida, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura, Silvestre Dava, explicou que a progressão qualitativa foi uma revisão pontual apenas para os alunos de 2020, afectados pela COVID-19.
“O despacho clarifica que os alunos, todos os alunos que em 2020 estiveram a frequentar classes sem exames, transitam ou progridem sem notas quantitativas. Decorre esta decisão do Ministério da Educação e Cultura pela confusão que se criou à volta da decisão do então Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, aquando da vigência da pandemia da COVID-19”, disse Silvestre Dava.
O dirigente explicou ainda que, em Dezembro de 2020, o ministério analisou todos os factores e “percebeu que poderíamos prejudicar os alunos se utilizássemos as notas quantitativas do primeiro trimestre, que foi o período em que os alunos estiveram presencialmente nas aulas”, ou seja, não havia espaço para dar usar a média do primeiro trimestre como a média final, uma vez que “alguns alunos podiam superar as notas que tiveram no primeiro trimestre, nos outros trimestres”, disse.
Silvestre Dava esclarece que a medida foi agora divulgada para permitir que os alunos que estão a frequentar o ensino universitário fora do país tenham direito a notas nos seus certificados.
“Esta medida decorre do facto de alguns alunos que estão a continuar com os estudos, sobretudo no exterior, as universidades onde estão inscritos exigem que apresentem notas, portanto, dos últimos três anos. Daí que o Ministério da Educação e Cultura entendeu que era necessário que produzisse algum documento para comunicar essas instituições”, explica Silvestre Dava.
Entretanto, o Ministério da Educação e Cultura refere que os alunos que não tiveram nota quantitativa em 2020 não serão prejudicados no somatório da média para o exame do ciclo, até porque “foi apenas um ano em que não houve nota quantitativa”.
Dava assegura que nos anos subsequentes houve atribuição de notas. Por isso, “a média do primeiro ciclo será calculada com base nas notas dos anos em que houve atribuição de nota quantitativa, excluindo, obviamente, o ano de 2020, em que não atribuímos nota quantitativa”.
Silvestre Dava esclareceu que não houve nenhuma alteração do Regulamento Geral de Avaliação de Ensino Primário, Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos e Ensino Secundário em vigor no país.
Ex-guerrilheiros da Renamo invadiram, na manhã desta quarta-feira, o gabinete de Ossufo Momade, na Cidade de Maputo. Os desmobilizados reiteram que o presidente do partido deve abandonar o cargo.
É mais uma forma de pressionar a demissão de Ossufo Momade do cargo de presidente da Renamo.
Depois de invadirem as delegações provinciais do partido, foi a vez do gabinete do presidente, na Cidade de Maputo.
Os desmobilizados tomaram de assalto o edifício, encerraram as portas, e o seu objectivo é bem claro: “Pretendemos acampar-nos aqui, como forma de fazer pressão para que o senhor Ossufo Momade se demita da presidência da Renamo, porque não está a fazer nada.”
Com a ocupação das delegações do partido e do gabinete de Ossufo Momade, os antigos guerrilheiros exigem que todas as actividades do partido sejam paralisadas.
“É claro que esta é a nossa intenção. Depois, iremos encerrar em todas as províncias, pois não estamos a traçar estratégia nenhuma, nem para ganhar as eleições. Usam dinheiro para comprar viaturas com o dinheiro das pensões e o que ganham na Assembleia da República.”
Os antigos guerrilheiros da Renamo afirmam que o partido está em crise, devido à gestão de Ossufo Momade.
Mais uma vez, o grupo reitera que só vai abandonar o local depois da demissão do líder da perdiz e abertura de espaço para a eleição do novo presidente.
O Ministro da Economia, Basílio Muhate, reiterou, esta quarta-feira, no parlamento, Cidade de Maputo, que a aparente crise de combustíveis que se tem registado nos últimos meses, nas principais cidades do país, resulta de problemas logísticos e não de falta de stock.
Basílio Muhate explica que o país tem disponibilidade de combustível suficiente, no entanto, o facto de haver dependência nos combustíveis fósseis, “que não temos”, impõe o desafio de se apostar no gás, gás veicular.
Basílio Muhate, que falava nesta quarta-feira, na Assembleia da República, apontou as medidas em curso para contenção do custo de vida: “Isenção do IVA para produtos de primeira necessidade, que agora se estendeu ao açúcar, sabões e óleo, mas também a isenção das taxas aduaneiras para a indústria transformadora, no que tange às importações de matérias-prima”.
Para que as medidas surtam efeitos, o Governo garante fiscalização dos preços dos produtos que se beneficiam das isenções.
Respondendo à pergunta da Renamo, sobre o impacto dos megaprojectos na economia e melhoria de vida das populações, Muhate respondeu nos seguintes termos: “Os megaprojectos têm contribuído em várias vertentes para a economia, sobretudo na criação de oportunidades para as pequenas e médias empresas. Por exemplo, temos o registo de mais de 2500 empresas moçambicanas que prestam serviços subsidiários aos empreendimentos, bem como a criação de mais de 10 mil postos de emprego, para além da previsão de empregar mais de 25 mil pessoas com o início de exploração do gás NLG, podendo reduzir gradualmente em função das necessidades”.
O Governo está na Assembleia da Republica, entre quarta-feira e quinta-feira, para responder às perguntas dos deputados das quatro bancadas parlamentares.
As bancadas da Frelimo e Renamo questionaram ao Executivo de Daniel Chapo sobre “para quando a solução da questão da rede de estradas para o país e onde parou o dinheiro alocado ao Governo anterior e anunciado para a reabilitação de, a título de exemplo, Estrada Nacional N1, Maniamba-Metangula, Cuamba-Mecanhelas, Cuamba-Marrupa, Maxixe-Panda, Massinga-Funhalouro, Alto Molócue-Gilé-Muiane- Namuaca, Namacurra-Maganja da Costa-Pebane, Moatize-Doa- Mutarara, Caia-Sena-Chemba, NZero-Mopeia-Luabo Espungabera-Machaze-Save-Massangena?
A Primeira-Ministra, em representação ao executivo, não foi ao ataque, mas garantiu que, “enquanto continuamos a mobilizar recursos e aguardar o desembolso dos fundos para a reabilitação da Estrada Nacional Número Um, o Governo dará especial atenção às manutenções de rotina em algumas vias prioritárias”.
Benvida Levi avançou que já foi lançado o concurso para a manutenção de rotina para as vias Gorongosa-Caia, Inchope-Gorongosa, Metoro-Pemba.