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O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola.

Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento Infantil, onde se mostrou disponível para responder às preocupações levantadas pelos deputados, relacionadas com áreas como saúde, educação e segurança.

O Chefe do Estado chamou a atenção para a responsabilidade das escolas, das famílias e das instituições do Estado na protecção e desenvolvimento das crianças, defendendo que nenhuma deve ser silenciada ou privada do direito de expor as suas preocupações.

Entre os problemas levantados pelos deputados estiveram as gravidezes precoces e as uniões prematuras. Sobre a matéria, Chapo recordou que estas práticas são puníveis por lei, mas reconheceu que persistem dificuldades na denúncia, sobretudo em determinadas comunidades e ambientes sociais.

O Presidente da República destacou igualmente a necessidade de combater a insegurança em Cabo Delgado, apontando o terrorismo como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à continuidade da educação das crianças afectadas pelos deslocamentos.

“A primeira coisa que eu gostaria de fazer […] é resolver o terrorismo em Cabo Delgado”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando que muitas crianças são obrigadas a deslocar-se constantemente, o que compromete a sua permanência na escola.

No encerramento da sessão, o Chefe do Estado determinou ainda que, antes da realização da IX Sessão do Parlamento Infantil, seja apresentado um balanço das recomendações feitas pelas crianças, indicando claramente o que foi cumprido e o que permanece por concretizar.

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O Presidente da República, Daniel  Chapo, concluiu, ontem,  a visita de trabalho de três dias à província de  Gaza, reforçando o seu compromisso com uma governança mais  próxima da população. A agenda incluiu comícios,  encontros com diversos sectores sociais, reuniões com órgãos locais do  Estado e a entrega de infra-estruturas cruciais para o desenvolvimento  agrícola. 

Um dos pontos de destaque da visita foi o anúncio da suspensão  temporária da cobrança de portagens em três vias da província, 

Macia-Chókwè, Macia-Praia do Bilene e Chókwè-Macaretane, uma  medida destinada a aliviar a carga sobre os cidadãos e priorizar  investimentos mais viáveis. 

A agenda de trabalho estendeu-se pela província, abrangendo a  cidade de Xai-Xai, onde o Chefe do Estado presidiu a uma Sessão  Ordinária do Conselho de Ministros e outra do Conselho Executivo  Provincial, alargada a administradores distritais e presidentes de  conselhos autárquicos. Essas reuniões foram cruciais para a  coordenação governativa e para se inteirar do trabalho desenvolvido  no terreno.

No distrito de Chókwè, considerada a capital económica de Gaza, Chapo dedicou tempo a encontrar-se com jovens,  funcionários e agentes do Estado, agricultores e agentes económicos.  O objectivo era claro: promover o diálogo a vários níveis e identificar  as prioridades para acelerar o desenvolvimento local. “Ao escutar  directamente a população, para além de comícios populares, temos  feito também encontros com vários estratos sociais,” salientou o  Presidente moçambicano. 

Os desafios levantados pela população foram diversos, incluindo a  necessidade de mais estradas, centros de saúde, medicamentos,  enfermeiros e médicos. A construção de mais escolas, principalmente 

salas de aula nos distritos, postos administrativos e localidades, foi  também uma preocupação central. 

A questão do abastecimento de água, especialmente na zona norte  da província, como Chigubo, onde há problemas sérios devido ao  nível freático, e a expansão da energia eléctrica, completaram o  quadro das principais reivindicações. 

Um dos momentos mais simbólicos da visita foi a entrega do Regadio 7  de Abril, no distrito de Guijá, um projecto considerado vital para o  desenvolvimento agrícola da província.

Pouco mais de 400 alunos no distrito de Mossuril, em Nampula, enfrentam enormes desafios de condições para terem aulas de forma decente. Todos estudam ao relento por falta de salas de aulas. O projecto Moz Norte está a financiar a construção de infra-estruturas públicas em 8 distritos de Nampula que pode ajudar esses alunos a deixarem de estudar sentados no chão

É um cenário que pode não ser novo no país, mas é notícia o facto de ser uma escola inteira onde os alunos estudam sentados no chão, muitos deles ao relento. Uma situação que acontece no posto administrativo de Matibane, distrito de Mossuril, na província de Nampula, onde pouco mais de 400 alunos estudam sentados no chão.

O director da referida escola, Paulino Afonso, diz que a situação critica, uma vez que não tem apoio para a construção de salas de aulas ou mesmo para reabilitar o que já existe.

“Isto que estamos a fazer é o que nós temos, são as condições que nós temos. Doutro lado é o que nós conseguimos, então aquilo que não conseguimos não estamos em condições de fazer”, disse Paulino Afonso.

Em termos numéricos, Paulino Afonso diz que é um efectivo de 435 estudantes que sentam no chão, “porque é um número que dividimos em duas partes, uma vez que 50% estuda de manhã e outra parte de tarde, até porque estamos a trabalhar em dois turnos”.

Mas a questão das salas de aulas não é o único problema que a escola enfrenta. O director da escola fala de outro problema. “Nos ressentimos não só da falta salas de aulas, mas também do efectivo de professores”, reclama.

A escola tinha salas precárias que foram destruídas por dois ciclones que atingiram o distrito de Mossuril nos últimos anos. Neste momento a escola está a beneficiar de um apoio para construção de salas de aula no âmbito do projecto Moz Norte, financiado pelo Banco Mundial, que actua em 8 distritos de Nampula. 

Felicidade Miocha, delegada do Fundo nacional do Desenvolvimento Sustentável, ao nível da província de Nampula, assegura que o projecto está a actuar na construção de infraestruturas de várias áreas.

“Na província de Nampula estão em curso agora cerca de 14 infraestruturas, entre centros de saúde, escolas e sistemas de abastecimento de água, basicamente”, assegura.

Em termos de orçamentos, Felicidade Miocha diz que “estamos a falar de cerca de 400 mil dólares em cada distrito”, que são desembolsados para a construção das referidas infraestruturas.

O posto administrativo de Lunga, ainda no distrito de Mossuril, terá um novo centro de saúde no âmbito do mesmo projecto. A zona procura reerguer-se depois da morte de 98 pessoas num naufrágio em Abril do ano passado.

O Administrador do distrito, Alfredo Machaieie diz que há desafios e dificuldades enfrentadas. “Tínhamos um empreiteiro a trabalhar na estrada de Naguema para cá e, infelizmente, por causa das chuvas, interrompeu os trabalhos. Igualmente estava sendo feito um trabalho de levantamento, um estudo para erguer uma ponte sobre o Monapo. Esse programa não parou, vai dar continuidade assim que as chuvas abrandarem. Inclusive o empreiteiro tem o equipamento no local e vai dar continuidade logo que pararem as chuvas”, assegura Alfredo Machaieie.

O Projecto de Resiliência Rural no Norte de Moçambique (MozNorte) foi planificado para  5 cinco anos (2021 – 2026) de implementação, que visa abordar os principais impulsionadores de fragilidade e conflitos, a fim de melhorar a resiliência das comunidades vulneráveis em paisagens seleccionadas do Norte de Moçambique. 

É um projecto que tem como principal objectivo contribuir para a resiliência das comunidades através de acções como a promoção da inclusão de comunidades vulneráveis e dependentes de recursos naturais na tomada de decisões sobre a reabilitação de meios de subsistência; a promoção do acesso aos recursos naturais, infraestrutura básica e serviços; e a promoção de soluções sustentáveis de oportunidades de subsistência. 

O Moz Norte é um projecto com duração de cinco anos de implementação, ou seja 2021 a 2026, orçado em 150 Milhões de dólares norte-americanos. Assim, o projecto termina em Julho do próximo ano.

Serão suspensas quatro e não três portagens na província de Gaza porque as tarifas cobradas não as tornam sustentáveis. A explicação é dada pela Rede Viária de Moçambique depois da decisão tomada pelo Governo.

Em menos de dois anos após a construção e entrada em funcionamento, quatro portagens serão suspensas a partir de meados de Junho próximo, na província de Gaza. 

O motivo é a insustentabilidade que tem feito com que a concessionária Rede Viária de Moçambique acumule prejuízos, segundo explicou a instituição.  

O porta-voz, Sérgio Nhancale, avançou em entrevista que existia uma expectativa de melhorias no fluxo de viaturas nas portagens, após a reabilitação das estradas, o que deveria, consequentemente, impulsionar a economia, mas tal não aconteceu. 

“O que acontece é que estes investimentos que estavam na carteira do Governo acabaram não sendo realizados. As projecções incluíam o crescimento do tráfego, que é o elemento primário para a viabilidade do negócio. Portanto, aquilo que foi projectado não aconteceu”.

Outro problema é que as taxas cobradas estavam aquém das previstas no estudo de viabilidade, o que tornou a actividade de portagem não lucrativa. 

“Nós reconhecemos quatro classes de viaturas…para as viaturas da classe 1, o modelo previa a cobrança de 150 meticais, no entanto, a taxa aprovada foi de 50 meticais… para a classe 4, que é para as viaturas pesadas, o modelo previa 1125 mas a taxa aprovada foi de 1000 meticais”.

Sobre o valor perdido com a construção das portagens e reabilitação das estradas, o porta-voz da Revimo explica que: “Há um trabalho que vai ser feito, que vai trabalhar na implementação, olhando para a situação da Revimo, da operação destas estradas e discutir os mecanismos de compensação. A suspensão é na ideia de que os troncos não são viáveis e o Governo vai tomar em princípio, a  operação destas infraestruturas”.

Sobre as portagens destruídas, durante os protestos pós-eleitorais, em Maputo, o porta-voz da Revimo diz que as de Cumbeza e Mahubo continuam inoperacionais, prevendo-se que voltem a operar em Julho próximo. 

As empresas moçambicana Interactive Soluções Tecnológicas e a angolana Mirantes Tecnology, lançaram na noite de ontem, um concurso de “startups” e desenvolvimento de software dentro de uma plataforma, denominada Code Point-Moçambique.  

O acto foi efectivado com a assinatura de um memorando entre as duas empresas, com o objectivo de promover a tecnologia, no país, capacitar, alavancar as startups e fomentar o crescimento de novos negócios. 

Segundo Carlos Daniel, representante da Mirantes, através do Codepoint Moçambique as empresas e startups independentes, poderão concorrer a um prêmio de 20 mil dólares, após passarem por 100 desafios durante cinco meses e com três fases. 

Na primeira fase, conforme explicou,  os participantes irão, durante 30 dias, passar por formações, “workshops”, interação directa com profissionais de diversas empresas e na segunda fase deverão criar algum produto. 

Você pode até começar com uma ideia, mas tem uma fase de 60 dias para prototipar, trazer um produto que seja apresentável e  que as pessoas possam utilizar, então, durante 60 dias, as startups do concurso estarão a construir e a desenvolver tecnologia”, explicou a avançou que na terceira fase “as startups nos darão a ideia de que de facto o que estão a construir faz sentido para a sociedade, vamos estar a medir se de facto há aceitação, se precisa de limar as arestas e se precisamos de facto daquela solução do mercado”. 

Esta fase também terá a duração de 60 dias e as melhores ideias ou que tiverem melhor aceitação, serão as premiadas. 

Para o representante da Interactive Soluções Tecnológicas, Enoque Massango, com este concurso  será potencializada a transformação digital em larga escala no país. 

 “A nossa intenção é também acelerar a transformação digital, alinhando inovação, talento e impacto social, para construir um futuro mais conectado, eficiente e sustentável”, referiu Massango. 

Realizado jantar de Gala Moztech Awards 2025 

O lançamento deste concurso, foi feito durante o jantar do Moztech Awards 2025, que marca o fim das actividades do primeiro dia da 12ª edição da Moztech, segundo o Presidente do Conselho de Administração do Soico, Daniel David,  o momento representa a “resiliência”. 

A nossa resiliência é como se fosse investir na bolsa, né? Quando os outros fogem da bolsa, nós vamos investir; Quando as pessoas voltam em massa, nós vendemos as acções.

Vamos tentar fazer isso, fazer o contraciclo daquilo que muita gente chama de seguir a boiada. Não seguirmos a boiada, tentaremos ser  consistentes, resilientes e focados num projeto transformador”, Disse. 

No jantar feito para ser mais um espaço para network, houve  também momento para reflectir em torno da “Tecnologia com propósito”, cujo orador foi o administrador do BIM, Sérgio Magalhães. 

Magalhães falou dos desafios e caminho para uma  a transformação digital de forma responsável, segura e inteligente, falou de situações como importância da literacia digital e a necessidade de ensinar as pessoas, como por exemplo, se prevenir dos ataques cibernéticos, ensinar as crianças a usarem o telemóvel de forma segura. 

“Isto, se calhar, até devia se incluir em currículos escolares e garantir que toda a gente tenha acesso a esta informação e que está preparada para o futuro, se quisermos que mais moçambicanos, por exemplo, tenham contas digitais, que confiem nas plataformas online”, apontou o administrador. 

Outra interveniente, foi a Presidente do Conselho de Administração do Instituto comunicações de Moçambique, Helena Fernandes,  que avançou que os desafios para a transformação digital são muitos, mas a missão é garantir que “ninguém fique para trás” e até 2030 a pretensão é  criar condições para que os moçambicanos tenham acesso  a internet de qualidade, segura e acessível. 

O Japão quer elevar a balança comercial com Angola para patamares que justifiquem o potencial económico dos dois países.

Segundo o Jornal de Angola, a intenção foi manifestada, esta quarta-feira, em Luanda, pelo embaixador do Japão em Angola, Toru Suzuki, no termo da audiência com o Presidente da República, João Lourenço, no Palácio da Cidade Alta.

O diplomata nipónico, que se deslocou à Cidade Alta para apresentar os cumprimentos de despedida ao Estadista angolano, por estar em fim de missão, disse que os registos actuais da balança comercial entre os dois países não reflectem a capacidade económica dos dois países.

“Não disponho, neste momento, dos números exactos da balança comercial entre os dois países, mas não estamos satisfeitos com o quadro actual”, adiantou Toru Suzuki, citado pelo Jornal de Angola. 

O diplomata japonês, acrescenta a fonte, que esteve no país durante dois anos e meio, disse ter aproveitado a ocasião para convidar o Chefe de Estado a participar na próxima edição da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD), prevista para Agosto deste ano, em Yokohama.

Segundo escreve o Jornal de Angola, o evento será organizado pelo Governo do Japão em co-parceria com a Organização das Nações Unidas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Banco Mundial e a Comissão da União Africana (CUA).

 

O magnata norte-americano Elon Musk anunciou a saída do Governo de Donald Trump, após expressar decepção com o megaprojeto fiscal e orçamental do republicano, que diz prejudicar o trabalho que desempenha como assessor na área da eficiência, publica o Notícias ao Minuto: “Agora que o meu tempo programado como funcionário especial do Governo chega ao fim, quero agradecer ao Presidente Donald Trump pela oportunidade de reduzir os gastos supérfluos”, disse Musk na noite de quarta-feira [esta madrugada em Maputo] numa breve mensagem na rede social X.

Ainda de acordo com a fonte, o empresário acrescentou que a missão do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), uma iniciativa focada na redução de burocracia e gastos federais, “vai fortalecer-se com o tempo, à medida que se tornar um modo de vida em todo o Governo”.

Elon Musk já tinha dado conta, nos últimos dias, da intenção de deixar o Governo e concentrar-se nas empresas que detém, especialmente a aeroespacial SpaceX, que realizou, na terça-feira, o nono voo de teste de um foguetão com o objetivo de levar a humanidade a Marte.

 

Musk diz estar “dececionado” com plano fiscal de Trump

O empresário norte-americano disse estar “decepcionado” com o projecto fiscal e orçamental promovido pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando que o projecto de lei aumenta o défice e eleva a despesa pública. Nesse dia, Elon Musk disse, ao programa televisivo CBS Sunday Morning, estar decepcionado com o projecto fiscal e orçamental promovido por Donald Trump, alegando que o projecto de lei aumenta o défice e eleva a despesa pública.

Musk, que nos últimos meses serviu como conselheiro especial de Trump, à frente do DOGE, criticou o projecto de lei orçamental, que foi aprovado pela Câmara dos Representantes, na semana passada, e enviado para apreciação do Senado dos EUA.

“Francamente, fiquei decepcionado ao ver o enorme projecto de lei de despesas, que aumenta o défice orçamental (…) e prejudica o trabalho que a equipa do DOGE está a fazer”, disse Musk, de acordo com excertos de uma entrevista divulgados pela cadeia de televisão antes da transmissão no próximo domingo.

“Acho que um projecto de lei pode ser grande ou bonito, mas não sei se pode ser as duas coisas. Essa é a minha opinião pessoal”, reforçou.

A aprovação da proposta orçamental representou uma vitória para os republicanos na Câmara dos Representantes, apesar de várias vozes dissidentes dentro do partido tentarem aprofundar os cortes nas despesas e acelerar a sua implementação.

Agora, o projecto de lei orçamental enfrenta uma batalha difícil no Senado, apesar da maioria republicana na câmara alta do Congresso.

O projecto de lei orçamental procura alargar os incentivos fiscais decretados por Trump durante o primeiro mandato (2017-2021) e acrescentar novos cortes de impostos, juntamente com um maior financiamento para a gestão de fronteiras e a aplicação da política dura de imigração do Presidente.

Para compensar o aumento de despesa, o projecto de lei propõe cortes na segurança social e nos programas de assistência.

Embora se tenha mantido muito próximo do Presidente antes e depois da tomada de posse de Trump, em Janeiro passado, Musk afastou-se gradualmente do trabalho no polémico DOGE, que levou à demissão de milhares de funcionários federais e recomendou uma redução das operações governamentais.

Em Abril, o magnata anunciou que iria reduzir as responsabilidades como consultor do Governo a partir de Maio – uma decisão anunciada pouco depois de a sua empresa automóvel Tesla ter reportado uma queda de 71% no lucro líquido no primeiro trimestre.

 

O Governo angolano criou o “Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens”, a ser desenvolvido até 2029, com apoio financeiro de 250 milhões de dólares do Banco Mundial, para beneficiar 500 mil pessoas

O projecto que visa melhorar o acesso ao emprego essencialmente para jovens, perspectivando-se a criação de 500 mil empregos nos próximos quatro anos, com prioridade para mulheres e pessoas com deficiências, segundo aprovação do Conselho de Ministros angola, esta quarta-feira.

Em declarações à imprensa, a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Teresa Dias, disse que o processo tem vindo a ser tratado desde 2023, ano em que foi realizado um estudo com o Banco Mundial, que teve como enfoque nas suas recomendações a criação de uma estratégia multissectorial para a criação de empregos, a necessidade do aumento da produtividade a curto prazo e a necessidade de investir no capital humano para o desenvolvimento das competências.

“Para termos melhores empregos, sobretudo na vertente do género, das mulheres, e, não menos importante, criarmos nas políticas activas programas para jovens vulneráveis”, disse a ministra, adiantando que, dos 500 mil beneficiários, 40% devem ser mulheres e 60% pessoas com deficiência.

Teresa Dias frisou que o programa, aprovado pela direcção do Banco Mundial em Março deste ano, vai ser desenvolvido entre 2025 e 2029.

Segundo Teresa Dias, o projecto vai apoiar jovens vulneráveis entre 16 e 35 anos, por meio de abordagens multifacectadas, visando eliminar constrangimentos e barreiras no domínio da oferta e procura do trabalho, criar incentivos às empresas para inserirem recém-formados, a promoção de empregos verdes, digitais, empreendedorismo e melhorar a baixa qualidade de empregos já existentes e pouco sustentáveis.

Com esta iniciativa prevê-se o aumento dos rendimentos dos beneficiários, “promovendo maior desenvolvimento da economia das famílias, o aumento da qualidade dos empregos dos cidadãos apoiados, a melhoria das oportunidades do acesso ao emprego e empreendedorismo”.

O Governo pretende apoiar 100 mil jovens vulneráveis com oportunidades económicas, 5.000 empreendedores com potencial de crescimento e 400 mil com oportunidades de emprego, esperando com este projecto ajudar a baixar a “crítica” taxa de desemprego.

Ainda esta quarta-feira, o Conselho de Ministros angolano apreciou e recomendou a aprovação pelo Titular do Poder Executivo do Decreto Presidencial do Catálogo de Referências das Funções Públicas, harmonizando-se a nomenclatura das categorias da administração pública, em conformidade com o classificador internacional do padrão de profissões e o classificador de profissões de Angola.

A governante destacou que num ano devem ter o catálogo definitivo, havendo ainda desafios, porque algumas categorias e funções, especialmente das magistraturas e órgãos legislativos, estão contidas em leis, que não podem ser alteradas por decretos presidenciais.

O Conselho de Ministros apreciou também o decreto presidencial que aprova o Ajustamento dos Vencimentos Base de todo o Quadro Pessoal do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SINSE) e do Serviço de Inteligência Externa (SIE), para “reposição do poder de compra dos funcionários públicos e agentes administrativos”.

Cinco startups finalistas do MozTech Challenge apresentaram, nesta quarta-feira, as suas ideias inovadoras que concorrem a uma premiação que será entregue na sexta-feira. No palco, foram expostas inovações nas áreas de saúde, cultura e arquitetura.

Das 45 startups inscritas na edição 2025, 20 foram classificadas, e dessas cinco subiram ao palco na décima segunda edição do MozTech. A primeira a apresentar sua inovação foi a Dr. Online, com a Virada, solução transformadora para a área de saúde.

Com base na inovação, os pacientes podem fazer diagnósticos completos e obter resultados sem sequer sair de casa. “Nós realizamos consultas por vídeo, como já mencionei, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Contamos com vários especialistas no nosso banco de médicos afiliados e podemos emitir diversos documentos digitais, incluindo receitas, que o médico consegue fazer via prescrição. Além disso, o paciente consegue acompanhar seu histórico médico-clínico no próprio perfil”, explicou Márcia Chiluvane, CEO da Dr. Online.

Na sequência da apresentação, a Smart Key foi outra ideia inovadora entre as cinco melhores concorrentes ao maior prémio. A criação possibilita o manuseio de sistemas de segurança em residências e empresas. Durante a exposição, o CEO afirmou que “a SmartKey garante mais segurança, além de evitar questões de cópias de chaves. Se uma chave for perdida, teremos controle sobre quem entra e sai de nossas casas, assim como quem acessa nossos espaços”.

Outra inovação surpreendente foi a Mozabeatz, uma plataforma tecnológica criada para resolver a falta de plataformas de streaming nacionais e dar maior visibilidade aos criadores de cultura no país. “Queremos atender esses usuários e, após três meses, essas pessoas começarão a pagar pelo plano. Se 8 mil pessoas fizerem assinatura em cinco meses, com um valor de 60 meticais por mês, teremos um volume de negócios mensal de 480 mil meticais . Em cinco meses, esse valor pode chegar a 2,4 milhões de meticais”, explicou Ângelo Cossa, CEO da Mozabeatz.

Com o objectivo de melhorar a indústria de construção, arquitectura e design, também subiu ao palco a startup Buildfy, que apresenta soluções na área imobiliária. A Suse é outro sistema universal de soluções, um ecossistema que integra o setor educacional, e foi a última a encerrar as apresentações.

As demonstrações foram acompanhadas por membros do júri, responsáveis por analisar cada projecto e votar na melhor inovação.

Há inovações tecnológicas para a área de saúde, reciclagem e gestão de resíduos sólidos expostas na décima segunda edição da feira Moztech, que decorre em Katembe, Cidade de Maputo. 

Já imaginou fazer uma consulta médica com apenas um clique no seu dispositivo conectado à internet?

Pois é! Não só é possível, como também é um facto, que está exposto na décima segunda edição da feira Moztech. 

“Na Dr. Online, a pessoa pode agendar uma consulta com um clínico geral ou especialista de acordo com a sua preferência e, depois disso, será gerado um link, onde poderá conversar com o médico, directamente na plataforma por um vídeo chamada”, revelou Marlene Issaca, administrativa da Dr. Online. 

Mas nem tudo termina na plataforma. Caso seja necessário realizar exames, o laboratório é que vai ao encontro do paciente, e não o contrário. 

“Nós temos laboratórios que vão ao encontro do paciente para a extracção de amostras e os exames. Depois de ter os resultados, eles são colocados directamente na plataforma, o médico terá acesso e dará o seu diagnóstico. O paciente não precisa deslocar-se”, detalhou Marlene Issaca. 

E esse exercício, garante a Dr. Online, é seguro e confiável. 

Ainda na janela de inovação na Moztech, há objectos que, de longe, não parecem ter sido gerados a partir do que quase todo mundo descarta: o plástico e garrafas pet. 

Através de uma impressora de três dimensões, a SEA GLASSES transforma o nada em algo tão valioso como óculos, chaveiro e outros objectos de adorno. 

“O nosso produto principal são os óculos 3D, mas também temos os outros produtos que podemos ter a partir da personalização dos nossos clientes. Temos logotipos e outras coisas que são solicitações dos clientes. Os nossos produtos são feitos à base de plástico reciclado desde a recolha nas praias, ruas até ao produto final”, explicou Cláudia Machaieie, expositora da SEA GLASSES. 

E o meio ambiente agradece por este gesto. “Trabalhamos com algumas associações. Elas nos dão o plástico e nós, também, recolhemos. Temos que limpar, processar o plástico até chegarmos ao produto final. Nós é que estamos envolvidos em todo o processo de produção”, sublinhou Cláudia Machaieie. 

A tecnologia está à disposição da gestão de resíduos sólidos. 

O sistema exposto na Moztech foi concebido para emitir alertas aos gestores de lixo quando um contentor estiver cheio.

“O sistema é composto por sensores e eles captam o nível de lixo que está no contentor. Através de GCM, o sistema manda mensagem para a central sobre a localização exacta do contentor que está cheio e o nível em que ele está. O sistema recebe os dados e são passados para o sistema web e processados. Isto dá-nos uma visão geral dos contentores de lixo e tomar melhores decisões”, expôs Cleyton Mundlovo da Command Line. 

Ao apresentar este sistema na feira de tecnologia, a Command Line espera ajudar as instituições públicas e privadas a melhor gerir os resíduos sólidos.

“Isso permite que as entidades gestoras de resíduos sólidos tenham dados para poderem agir em tempo real porque, muitas vezes, não é a falta de recursos, mas a capacidade de responder e saber onde temos uma situação fora do controlo. É  tecnologia ao serviço da recolha de lixo”, concluiu Cleyton Mundlovo. 

É tudo isto, e muito mais, que está exposto na décima segunda edição da feira Moztech, evento que decorre na Arena 3D, KaTembe, Cidade de Maputo até sexta-feira.

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