Maputo O Ministro da Economia, Basílio Muhate, defendeu o reforço dos pequenos negócios e do empreendedorismo como pilares do crescimento económico e da criação de emprego nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Muhate falava no âmbito do diálogo sobre Pequenos Negócios e Empreendedorismo da CPLP, onde destacou o papel das micro, pequenas e médias empresas na dinamização das economias e no fortalecimento das famílias.
“Os pequenos negócios e o empreendedorismo são a espinha dorsal das nossas economias. Estão nas cidades e no campo. Fortalecê-los é fortalecer as famílias, fortalecer o emprego e as próprias economias dos nossos países”, afirmou.
Segundo o ministro, o empreendedorismo permite transformar recursos disponíveis nas comunidades, conhecimentos e criatividade dos jovens em rendimento, dignidade e postos de trabalho.
“Empreender significa muitas vezes transformar aquilo que a terra produz, aquilo que as mãos sabem fazer e aquilo que a criatividade dos nossos jovens conseguem imaginar em rendimento, dignidade, esperança e postos de trabalho”, sublinhou.
Basílio Muhate defendeu ainda uma maior integração económica entre os Estados-membros da CPLP, apontando a necessidade de criar condições para que os pequenos empreendedores possam aceder a mercados para além das fronteiras nacionais.
Para o governante, a unidade económica da CPLP será mais efectiva quando uma ideia ou negócio desenvolvido num dos países puder encontrar oportunidades nos restantes mercados da comunidade.
“A nossa unidade só será verdadeiramente económica quando uma boa ideia puder atravessar fronteiras, quando um pequeno empreendedor de Maputo puder encontrar oportunidades em Luanda, na Cidade da Praia, em São Tomé, em Bissau, em Díli, no Rio de Janeiro ou em Lisboa”, afirmou.
O ministro defendeu, por isso, uma economia assente numa base empresarial forte, dinâmica e inclusiva, na qual as micro, pequenas e médias empresas constituam um dos principais motores da produção, do emprego, da inovação e do crescimento económico.
O encontro serviu igualmente para reforçar a importância da cooperação entre os países da CPLP na partilha de experiências e conhecimentos sobre o desenvolvimento dos pequenos negócios. A representante brasileira destacou, neste contexto, a disponibilidade para colocar a experiência de instituições como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) ao serviço da cooperação com os demais países.
“Temos muito que colaborar e aprender uns com os outros”, afirmou.
A aposta na cooperação e na abertura de novos mercados pretende contribuir para que os empreendedores do espaço lusófono encontrem mais oportunidades para desenvolver e expandir os seus negócios.