A Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) já desembolsou cerca de 25 milhões de meticais em indemnizações, cobrindo cerca de nove mil produtores nas duas últimas campanhas agrícolas. O balanço foi apresentado pelo administrador técnico-operacional da seguradora, Santos Magaia.
O responsável destaca a estratégia da empresa para mitigar o impacto dos eventos climáticos extremos no sector produtivo nacional.
Embora reconheça que o nível de adesão e de consolidação do seguro agrícola no país ainda se encontra numa fase incipiente, muito impulsionado pela complexidade técnica da avaliação de risco e estudos agrícolas prévios, a seguradora pública mantém uma visão optimista quanto à expansão deste ramo.
Para responder às especificidades do mercado, a Emose disponibiliza o produto em duas modalidades: o índice climático, que cobre riscos associados a anomalias meteorológicas (secas e precipitações extremas); e o índice de rendimento, que protege o produtor contra perdas directas na produtividade da colheita decorrentes de pragas ou doenças.
Segundo o administrador da empresa, este canal viabiliza a operacionalização do micro-seguro, tornando-o financeiramente acessível ao pequeno produtor.
Magaia destaca os apoios que estão a ser prestados no Norte do país. Na campanha 2024/2025, dos cerca de 7 mil agricultores segurados entre as províncias de Nampula e Zambézia, os produtores do distrito de Muecate (Nampula) registaram perdas significativas na cultura do amendoim e encontram-se a receber as respetivas indemnizações.
“A mensagem que queremos levar aos produtores é que, estando agregados, podem ter solução para os problemas climáticos e sanitários que enfrentam no campo”, disse o administrador Técnico-Operacional da Emose.
Ao marcar presença na Feira Internacional de Maputo (FACIM), a seguradora aproveita a grande concentração de decisores e investidores para reforçar a sua posição no mercado como entidade estratégica do agronegócio e da resiliência climática em Moçambique.