Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
A cólera continua a propagar-se em Angola, tendo registado 267 novos casos e três mortos ,nas últimas 24 horas, totalizando 17 528 casos e 566 óbitos, desde o início da epidemia, em Janeiro.
Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de Angola, citado por Notícias ao Minuto, Angola registou, nas últimas 24 horas, um total de 267 novos casos, maioritariamente na província de Benguela (101) casos, sendo a localidade o novo epicentro da doença.
Desde o início da epidemia, foi reportado um total cumulativo de 17 258 casos, sendo 5 820 em Luanda, Benguela (3.670), Bengo (2.951), Cuanza Norte (1.871), Icolo e Bengo (1.093), Malanje (823), Cuanza Sul (404), Namibe (207), Cabinda (150), Huíla (103), Zaire (84), Huambo (40), Cubango (23), Uíje (15), Bié (02) e Cunene e Lunda Sul com um caso cada.
A cólera, que se propaga em 17 das 21 províncias angolanas, já matou 566 pessoas.
Pelo menos 262 pessoas receberam alta nas últimas 24 horas, e estão, actualmente, internadas 710 pessoas com a doença.
A Renamo diz que as medidas implementadas nos primeiros 100 dias de governação não tiveram um impacto significativo na vida dos moçambicanos. O partido liderado por Ossufo Momade diz ainda que a falta de recursos financeiros não pode ser usada para explicar a falta de avanços.
O Partido Renamo reagiu, esta sexta-feira, ao relatório dos 100 dias de governação, recentemente apresentado pelo Presidente da República. O porta-voz do perdiz, Marcial Macome, afirmou que os problemas estruturais que afectam a sectores como saúde e educação permanecem sem soluções eficazes.
“Profissionais da Educação e Saúde ainda enfrentam dificuldades com a paralisação e queixas de falta de condições adequadas”, reclamou.
A Renamo reconhece que houve um esforço para iniciar o pagamento de salários em atraso e promover um diálogo com a oposição, mas reclama que a implementação das medidas ainda gera dúvidas, devido ao histórico do país.
“Moçambique tem um histórico de acordos políticos que pouco resultaram em mudanças reais. A população precisa de acções concretas e não apenas promessas. A assinatura de acordos políticos e a implementação de medidas sociais, como projectos de habitação para jovens são importantes, mas a questão central permanece: essas acções terão impacto duradouro ou serão medidas paliativas”, questionou.
O Renamo criticou, igualmente, o Informe do Procurador-geral da República, afirmando que as soluções para os casos de corrupção e aumento de criminalidade carecem de profundidade. O partido exigiu também o fortalecimento do sistema de justiça.
Grupos corais de Moçambique e da África do Sul realizaram, nesta quinta-feira, um ensaio conjunto rumo ao concerto internacional de música coral, o MOSA. Emoção e harmonia marcaram o primeiro encontro.
“Niranguele Tatana” significa Deus na dianteira, e esse foi um dos coros que marcaram o encontro entre alguns membros dos grupos corais moçambicano e sul-africano.
Numa verdadeira prova de que a música não conhece fronteiras, os dois grupos corais uniram as suas vozes num único ritmo.
O encontro, que faz parte de um projecto de intercâmbio cultural entre Moçambique e África do Sul, não deixou dúvidas do que está por vir.
“Nós queremos trazer para este concerto uma diversidade de géneros musicais. O público poderá viajar connosco neste concerto. O desafio, neste momento, está no equilíbrio das vozes, tendo em conta o número e o género, mas estamos preparados. Gostamos de desafios e estamos aqui para isso”, afirmou Helena Rosa, maestrina moçambicana.
Porém, antes do desafio, os coristas participaram em rodas de conversa, compartilharam experiências e trocaram impressões sobre a vivência coral nos seus respectivos países.
Além de uma agradável recepção e apresentações, o ponto alto da tarde desta quinta-feira foi a execução conjunta dos ensaios.
Helena Rosa voltou a fazer o primeiro remate num ensaio conjunto dos corais. O maestro sul-africano, por sua vez, colocou os corais numa outra performance.
E assim será nos próximos dois dias até à chegada da primeira edição realizada da Arena 3D, em KaTembe.
O crescimento da economia moçambicana poderá ser de cerca de 2,9% neste ano, depois de 5,5% no ano de 2024. Trata-se da menor previsão de crescimento económico do Governo desde 2021, ano em que o país procurava recuperar-se da pandemia da Covid-19.
Na proposta de lei do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, aprovada nesta semana pelo Governo e submetida ao Parlamento, prevê-se que a inflação, que mede o custo de vida, aumente neste ano em torno de 7%, depois de um agravamento de 5,48% em 2024.
O Governo moçambicano almeja aumentar a Receita do Estado para cerca de 385,8 mil milhões de Meticais neste ano, depois de ter previsto um aumento para 383,5 mil milhões no orçamento do ano passado. Trata-se de uma subida de cerca de 2,3 mil milhões de Meticais.
O Executivo prevê um défice orçamental de 126,8 mil milhões de Meticais, menor do que o do ano de 2024, que foi de 184,3 mil milhões, num contexto em que a despesa do Estado deverá rondar os 512,7 mil milhões, depois de cerca de 567,9 mil milhões no ano passado.
Para alcançar o crescimento, espera que o país exporte bens que custam 8,4 milhões de dólares. Como resultado, as reservas de moeda estrangeira no país deverão situar-se em 3,4 milhões de dólares, suficientes para 4,7 meses de importações, excluindo os megaprojectos.
Os dados foram apresentados nesta semana por Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, após a habitual sessão das terças-feiras do Conselho de Ministros. Na ocasião, explicou que, depois da aprovação do Plano Económico e Social, o ambiente económico e social no país poderá melhorar, e haverá espaço para implementar várias medidas e soluções em diversas áreas.
O Plano Económico e Social estrutura-se em cinco pilares, observando o formato adoptado pela Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044 e pelo Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, sublinhou o porta-voz do Conselho de Ministros.
“Dispõe no pilar 1 – Unidade Nacional, Paz, Segurança e Governação; no pilar 2 – Transformação Estrutural da Economia; no pilar 3 – Transformação Social e Demográfica; no pilar 4 – Infra-estruturas, Organização e Ordenamento Territorial; e no pilar 5 – Sustentabilidade Ambiental, Mudanças Climáticas e Economia Circular”, avançou Impissa.
Para viabilizar os investimentos nos sectores prioritários e garantir a sustentabilidade fiscal, o Governo diz que vai apostar na consolidação fiscal, com vista a assegurar a correcção do défice estrutural do Orçamento do Estado e a estabilização da dívida pública.
“Para tal, serão adoptadas medidas adicionais de mobilização de receitas, racionalização e contenção da despesa, assim como a melhoria dos padrões de eficácia e eficiência na gestão dos recursos públicos”, avançou Inocêncio Impissa.
O Conselho de Ministros apreciou ainda, na última terça-feira, a Conta Geral do Estado para o Exercício de 2024, bem como o relatório anual da dívida pública, no qual se constatou que, em 2024, aumentou até atingir um valor tido como bastante alto.
“O stock da dívida pública aumentou em 75 547 milhões de Meticais, totalizando cerca de 1,1 trilhões de Meticais, o equivalente a 76,9% do Produto Interno Bruto (PIB), referiu o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, logo após a sessão do Conselho de Ministros.
Diante da realidade herdada do Governo de Filipe Nyusi, o actual Executivo de Daniel Chapo assume haver necessidade de reforçar a consolidação fiscal, de maior mobilização de receitas, do foco em créditos concessionais e de dinamização do mercado secundário de dívida.
OCTÁVIO MANHIQUE – Economista
“Já são dois trimestres em que nós tivemos crescimento negativo, e isso, naturalmente, vai afectar todo o processo de crescimento da nossa economia, daí que haja este abrandamento de 5,5% do crescimento previsto no ano passado para 2,8%. É resultado, também, da própria expectativa, pelo facto de os riscos terem aumentado e a retoma dos pequenos e médios empresários estar a ser lenta, porque faltam os apoios financeiros e, segundo, há receios de eventualmente voltarem a acontecer os protestos pós-eleitorais. É verdade que tivemos os eventos climatéricos na zona Norte, a zona Sul foi poupada, e mesmo esses eventos têm quase sempre impacto. Já que estamos na costa do Oceano Índico, os riscos de eventos climáticos extremos tornaram-se normalidade.”
PIEDADE NOGUEIRA – Economista
“Precisamos de fazer algum esforço, de modo a controlar o crescimento económico. Estamos a ver alguma tendência positiva em relação àquilo que era a expectativa, porque, diante da tensão pós-eleitoral, podemos dizer que todo o primeiro trimestre do ano em curso teve ressentimentos negativos, e a perspectiva de começar a ver o Produto Interno Bruto a ter algum crescimento no segundo trimestre já é um sinal positivo. Podemos dizer que tem a ver com algumas acções que estão a ser levadas a cabo pelo Governo, mas também podemos dizer que, olhando para aqueles que eram os cenários das manifestações, pelo menos no fim do primeiro trimestre, começamos a ver o cenário de redução das manifestações, que, de certo modo, condicionam a produção dos empresários que já começam a ter confiança.”
O Conselho Superior de Magistratura Judicial expulsou três juízes por se ter provado o seu envolvimento em actos de corrupção e cobranças ilícitas a cidadãos envolvidos em processos. O órgão de disciplina dos juízes deliberou ainda pela abertura de processos disciplinares contra outros juízes, escrivães e oficiais de justiça.
Um documento traz a síntese das principais decisões tomadas na mais recente sessão plenária do Conselho Superior de Magistratura Judicial, órgão de disciplina dos juízes. Entre as deliberações tomadas no último dia 17 de Abril, destaque para a expulsão de três juízes.
Um dos três casos está relacionado com a polémica em torno da exportação de feijão bóer, a partir do Porto de Nacala. Após abrir processos disciplinares, a magistratura concluiu que o juiz Noé Zimpinga, juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Nacala, ordenou o arresto de 42 mil toneladas de produtos como milho, feijão bóer e arroz em numa circunstância em que:
o arresto preventivo não tinha fundamento legal (…);
O arguido ordenou o arresto e autorização total da carga mesmo o Ministério Público tenho ordenado o arquivamento do processo crime;
Prometeu, a uma das partes, arresto mediante cobrança de 1.2 milhões de meticais, valor que depois reduziu para 400 mil meticais.
Os factos foram considerados provados e o juiz foi expulso.
Na cidade de Nampula, foi sancionado com decisão de expulsão o Juiz Seguei da Costa, Juiz de Direito C, depois de se ter provado que mandou deter uma arguida por recusar assinar uma notificação que era dirigida ao seu advogado.
Segundo o órgão de disciplina: “Agir deste modo, privando uma cidadã da sua liberdade, sob alegação de erro de percepção, não justifica a falta do cumprimento da lei (…) A conduta do arguido violou o seu dever especial de desempenhar a sua função com seriedade”.
O mesmo juiz de Nampula era acusado de condenar um menor de idade, uma decisão que tomou por não verificar as idades dos arguidos.
O terceiro juiz sancionado é do distrito de Manica. Chama-se Timóteo Chemai, o magistrado de Direito C demitido após um processo disciplinar que levou a que ficasse provado que cobrou valores ilícitos para libertar um cidadão detido na Cadeia de Manica, mesmo depois do mesmo cumprir todos os procedimentos para libertação.
“A vítima, detida, confirmou a cobrança ilícita dos valores monetários constantes da nota de acusação por parte do Director da Penitenciária de Manica, em conluio com o juiz arguido. O mesmo também sem motivo justificado e legal recusava a libertação do cidadão”.
Sobre os casos em apreciação do Conselho Superior da Magistratura Judicial está o caso da fábrica de Cimentos da Beira, em que um juiz do Tribunal Judicial da Província de Sofala deverá ser ouvido sobre a exposição feita pela empresa em causa.
Para outros juízes foram instaurados processos disciplinares.
O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse que há uma possibilidade da selecção nacional de futebol, os Mambas, realizar um estágio curto antes de chegar à fase final do Campeonato Africano das Nações do Marrocos, em Dezembro próximo. A possibilidade foi deixada numa entrevista concedida ao jornal Esférico.
Ainda com seis meses de antecedência, a Federação Moçambicana de Futebol já prepara a participação dos Mambas na fase final do CAN do Marrocos, naquela que será a sua segunda participação consecutiva e a sexta na história.
Numa entrevista prestada ao jornal Esférico, Feizal Sidat deixou ficar a possibilidade de a selecção nacional de futebol cumprir um estágio pré-competitivo de 12 dias em Marrocos, antes do arranque do Campeonato Africano das Nações que vai acolher.
Para Sidat, o estágio iria ajudar a selecção a adaptar-se às temperaturas marroquinas, numa época de muito frio. “Temos o plano de estar em Marrocos 12 dias antes do arranque do Campeonato Africano das Nações, para poder fazer um estágio pré-competitivo. Lá faz muito frio em Dezembro e Janeiro, e acreditamos que esse período poderá ajudar a selecção nacional a se adaptar”, referiu Feizal Sidat ao Esférico.
O plano de estágio em Marrocos enquadra-se nas relações existentes entre as federações de futebol dos dois países, tendo em conta as visitas que o timoneiro da Casa do Futebol efectuou no ano passado.
Caso se concretize o referido estágio, o campeonato nacional de futebol, Moçambola, deverá terminar mais cedo, ou seja, em Novembro, para permitir que o seleccionador nacional possa fazer as suas escolhas que vão compor a convocatória e, assim, fazerem parte do estágio em Marrocos, numa altura em que os jogadores que actuam na Europa poderão chegar mais tarde devido aos compromissos que tem com os seus clubes.
Outro aspecto relacionado ao estágio em Marrocos é o facto de a selecção nacional poder realizar jogos de controlo com outras selecções qualificadas para o CAN, tal como aconteceu em 2023, quando se preparava para a prova da Costa do Marfim, ou mesmo com equipas locais que são conhecidas pela sua boa performance e prestação em provas continentais, com um histórico de conquistas, o que seria de mais-valia para o seleccionador nacional.
Na entrevista ao Esférico, Feizal Sidat falou ainda das possíveis nacionalizações de jogadores que actuam na Europa para fazerem parte do quadro de jogadores dos Mambas, nomeadamente Diogo Calila, jogador do Santa Clara, e Rúben Lameiras, avançado do Al-Sailiya do Qatar, mas formado no Tottenham da Inglaterra.
Sidat garantiu que os dois processos estão quase concluídos.
Relativamente a outros dois jogadores convidados a naturalizarem-se para também fazerem parte dos Mambas, nomeadamente Francisco Chissumba, do SC Braga, e Armindo Sieb, emprestado pelo Bayern de Munique ao Mainz, Feizal Sidat disse que recusaram os convites da Federação Moçambicana de Futebol.
“Francisco Chissumba agradeceu o convite e disse que está à espera de ser chamado para representar a selecção portuguesa. O mesmo aconteceu com o Armindo Sieb que espera pela selecção alemã”, disse Sidat ao Esférico.
Para já, a maior concentração da Federação Moçambicana de Futebol em relação aos Mambas são os jogos de qualificação para o Mundial de Futebol, já na data-FIFA de Agosto e Setembro, onde vão receber o Botswana e visitar Uganda.
Poderão ser parte da preparação do combinado nacional para a fase final do Campeonato Africano das Nações, prova que terá lugar no Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026.
Recorde-se que Moçambique estará integrado no grupo F da fase final, juntamente com Costa do Marfim, actual campeão em título, Camarões e Gabão.
Centenas de trabalhadores de várias agências das Nações Unidas manifestaram-se em frente à sede europeia da ONU para protestar contra os cortes de pessoal que muitas das organizações internacionais estão a sofrer.
Sob o lema “O pessoal da ONU não é mercadoria” e “Defendemos a humanidade”, a manifestação contou com a participação da Public Services International (PSI), da Federação das Associações Internacionais de Funcionários Públicos (Ficsa) e do Comité Coordenador dos Sindicatos e Associações da ONU (Ccisua).
“Estamos numa situação muito difícil e infeliz, em que não são apenas os governos do mundo que estão a ser atacados, mas também a ONU e as suas agências”, afirmou o secretário-geral da PSI, Daniel Bertossa, na manifestação de protesto.
Segundo a agência EFE, a situação está a ser agravada pela retirada de grande parte da ajuda do seu principal contribuinte, o governo dos Estados Unidos.
“Não somos uma mercadoria, mas seres humanos que têm direito a boas condições de trabalho e ao respeito pela nossa dignidade”, acrescentou a presidente do sindicato dos trabalhadores da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Severine Deboos.
Muitas das agências da ONU já estavam a sofrer crises orçamentais antes da chegada de Donald Trump, mas o regresso à Casa Branca do Presidente dos Estados Unidos, com uma atitude hostil ao multilateralismo, exacerbou os problemas e causou graves cortes no pessoal.
Na sequência do corte drástico na ajuda dos EUA, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) e o Programa Alimentar Mundial (PAM) reduziram o pessoal em todo o mundo em cerca de 30%, enquanto a OIT cortou 10% dos seus postos de trabalho, de acordo com os organizadores da manifestação.
Outras agências, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a ONUSIDA e o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) também foram obrigados a reduzir milhares de postos de trabalho, enquanto o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) viu o seu orçamento diminuir em 20%.
“Não são apenas estatísticas, por detrás delas estão milhares de pessoas que levam ajuda humanitária, asseguram o acesso à água potável, alimentos e cuidados de saúde, protegem os refugiados e as pessoas deslocadas, mantêm as crianças na escola, previnem o trabalho forçado e defendem os direitos humanos”, afirmaram as dirigentes da Ccisua e da Ficsa, Nathalie Meynet e Cristina Pierini.
Trabalhadores por toda a Ásia assinalaram o 1.º de Maio com marchas e protestos que evidenciaram o crescente desconforto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o receio de instabilidade económica global
O feriado, também conhecido como Dia Internacional dos Trabalhadores ou Dia do Trabalho, homenageia as lutas e conquistas dos trabalhadores e do movimento trabalhista.
Foram realizadas diversas manifestações em todo o mundo, incluindo na Europa e nos Estados Unidos.
Em vários países asiáticos, a agenda de Trump foi citada como uma fonte de preocupação.
Em Taiwan, o Presidente Lai Ching-te referiu-se às novas tarifas impostas por Trump ao promover uma proposta de lei de despesas destinada a estabilizar o mercado de trabalho e a apoiar os meios de subsistência.
Nas Filipinas, o líder do protesto, Mong Palatino, avisou que “as guerras tarifárias e as políticas de Trump” ameaçavam as indústrias locais.
No Japão, houve quem dissesse que as políticas de Trump pairavam sobre o dia como uma sombra, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).
Um camião da marcha de Tóquio ostentava um boneco parecido com o Presidente dos Estados Unidos.
As exigências dos participantes nas marchas no Japão iam desde salários mais altos e igualdade de género a cuidados de saúde, ajuda em caso de catástrofe, um cessar-fogo em Gaza e o fim da invasão russa na Ucrânia.
“Para que os nossos filhos possam viver com esperança, os direitos dos trabalhadores têm de ser reconhecidos”, disse Junko Kuramochi, membro de um grupo de mães em Tóquio.
Tadashi Ito, um trabalhador sindicalizado da construção civil, disse estar preocupado com o aumento dos preços das matérias-primas importadas.
“Toda a gente está a lutar por trabalho e, por isso, os contratos tendem a ir para onde os salários são mais baratos”, afirmou, citado pela AP.
“Pensamos que a paz está em primeiro lugar. E esperamos que Trump erradique os conflitos e as desigualdades”, acrescentou.
Sob um céu nublado, cerca de 2.500 sindicalistas marcharam em Taipé, representando sectores que vão das pescas às telecomunicações.
Os manifestantes alertaram que as tarifas de Trump podem custar postos de trabalho em Taiwan. “É por isso que esperamos que o governo possa propor planos para proteger os direitos dos trabalhadores”, disse o líder sindical Carlos Wang.
Um sindicato de trabalhadores do sector automóvel exibiu um carro recortado com uma fotografia de Trump.
Em Manila, milhares de trabalhadores filipinos marcharam perto do palácio presidencial, onde a polícia bloqueou o acesso com barricadas. Os manifestantes exigiram salários mais elevados e uma maior proteção dos empregos e das empresas locais.
Na Indonésia, o Presidente Prabowo Subianto saudou milhares de trabalhadores que o aplaudiram no Parque do Monumento Nacional de Jacarta. “O governo que lidero vai trabalhar para eliminar a pobreza da Indonésia”, disse Subianto à multidão.
De acordo com o presidente da Confederação dos Sindicatos Indonésios, Said Iqbal, cerca de 200.000 trabalhadores terão participado nas marchas do 1.º de Maio na maior economia do Sudeste Asiático.
Na Turquia, a data serviu não só para os direitos laborais, mas também para apelos mais alargados à defesa dos valores democráticos, uma vez que os manifestantes planeavam protestar contra a prisão do presidente da câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu.
A prisão do opositor do regime, em Março, desencadeou os maiores protestos do país em mais de uma década, e o feriado desta quinta-feira ofereceu a perspectiva de novas manifestações contra o governo.
As autoridades bloquearam o acesso ao centro de Istambul e fecharam as vias de trânsito.
Uma associação de advogados afirmou que mais de 200 manifestantes foram detidos perto da Praça Taksim, um ponto de encontro simbólico há muito vedado às concentrações do 1.º de Maio.
A Fundação Moreira Chonguiça celebrou, neste 30 de Abril, em parceria com o Hospital Central de Maputo, o Dia Internacional do Jazz. O patrono da Fundação Moreira Chonguiça passou a manhã no Hospital Central de Maputo.
Primeiro, Moreira Chonguiça visitou e interagiu com os pacientes da Oncologia. Depois realizou um concerto de aproximadamente uma hora para os médicos, pacientes e outros profissionais da saúde.
Eugênia Macassa, Directora da Pediatria, em representação da irecção do hospital disse que a presença do Moreira Chonguiça e sua banda é um acto de extrema importância, dada a utilidade da música como terapia. “Há bons anos que temos o privilégio de ter o Moreira aqui no hospital. Tem nos ajudado bastante não só nos doentes da Oncologia, assim como noutros. Esta boa parceria permite conexão com a equipa médica do hospital. A musicoterapia tem um papel importante nos nossos pacientes e temos visto resultados, por isso expandimos para outros pacientes. Esperamos continuar juntos por mais anos e que o hospital receba mais iniciativas destas. Estamos numa profissão stressante a música ajuda-nos a relaxar”.
Moreira Chonguiça dirigiu-se aos presentes dizendo: “A interacção que tive é de privilégio, por poder partilhar o que sei fazer com eles. O primeiro activo da cultura é o ser humano. Sinto-me honrado por puder conversar e tocar para esta classe que são nossos Embaixadores, numa data especial no mundo. Estar aqui rodeado por médicos, pacientes internados é um privilégio, pois partilhamos a moçambicanidade, celebrando as nossas diferenças. Parafraseei naquilo que eles fazem, por isso disse obrigado por nunca nos abandonar, pelo esforço que fazem pois esta classe é que protege o país”.
Por sua vez, a Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, disse que as artes, e por extensão a cultura, devem ser o pilar estratégico para a consolidação da Unidade Nacional e para a promoção do desenvolvimento do país. “Ao fazer a celebração do dia do Jazz no hospital, mais do que celebrar o dia, o acto traz esperança, promove a cura emocional e transmite a mensagem de que estamos todos juntos, apesar das adversidades de saúde que os nossos doentes enfrentam neste momento”.
Por fim, o representante da UNESCO em Moçambique, Michael Croft, disse não ter entendido logo à primeira a razão do convite para celebrar o jazz no hospital. “Mas
agradecemos pela escolha atenciosa pois no coração do jazz está a inclusão. A UNESCO celebra o jazz exactamente porque ele não tem barreiras ou fronteiras. O
jazz une as pessoas através de fronteiras que as separam. Neste momento de desafios vamos nos unir como seres humanos, pelo jazz que fala aos nossos corações”.
“Frisar que Moreira Chonguiça foi o primeiro músico moçambicano a participar no All-Star lineup para o International Jazz Day Global Concert (concerto global do Dia Internacional do Jazz), realizado em 2024, em Tangier, Morrocos”, adianta o comunicado de imprensa.
A cerimónia de celebração e visita ao Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo, vem seguindo uma tradição criada pelo etnomusicólogo e activista social, Moreira Chonguiça, desde 2019. Nesta edição, contou com a presença de parceiros, Corpo Diplomático, convidados, entre outros.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) designou oficialmente o dia 30 de Abril como Dia Internacional do Jazz, a fim de destacar o jazz e seu papel diplomático de unir as pessoas em todos os cantos do globo. O International Jazz Day é presidido e liderado por Irina Bokova, antiga Directora-Geral da UNESCO, e pelo lendário pianista e compositor de jazz Herbie Hancock, que é Embaixador da UNESCO para o Diálogo Intercultural e Presidente do Herbie Hancock Institute of Jazz.
Moreira Chonguiça é parceiro da UNESCO, desde 2016, para a concepção e produção das celebrações do Dia Internacional do Jazz em Moçambique a 30 de Abril; e também é parceiro do Herbie Hancock Institute of Jazz em New York, Estados Unidos da América, no âmbito das celebrações do Dia Internacional do Jazz.

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