Comida supostamente envenenada no mercado “Matlanga Bwissa” causa a morte de duas pessoas e deixa outras 12 internadas, entre elas uma gestante de oito meses. Os pacientes deram entrada no Hospital Provincial de Xai-Xai após ingerir um frango supostamente envenenado no mercado Matlanga Bwissa. O hospital detectou sinais de intoxicação por substâncias tóxicas nos pacientes assistidos.
Uma refeição que deveria “matar” a fome transformou-se numa tragédia no mercado Coca Missava, mais conhecido por Matlanga Bwissa, em Xai-Xai. O consumo de um prato de frango com arroz, suspeito de estar envenenado, levou ao internamento de 14 pessoas. “Duas delas não resistiram e perderam a vida horas depois de darem entrada no Hospital Provincial de Xai-Xai”, confirmou,Anselmo Lisboa, representante do Hospital Provincial de Xai-Xai.
Entre as vítimas
Silvina de 32 anos de idade, uma gestante de oito meses, deu entrada na maternidade após o agravamento do seu estado de saúde, na sequência do consumo do alimento por volta das 23 horas de quinta-feira. A intoxicação colocou em risco a sua gravidez.
“Não sei como vim parar aqui. Tinha diarreia, tonturas e vómitos, e sentia pontadas na barriga. Pensei que fosse morrer”, contou a vítima.
No leito hospitalar encontra-se também Suzana Mutemba, cozinheira da barraca onde o prato foi preparado. A trabalhadora diz desconhecer a origem das substâncias tóxicas que terão causado a intoxicação, uma situação que atingiu inclusive a patroa do estabelecimento.
O Hospital Provincial de Xai-Xai confirma ter identificado sinais de intoxicação por substâncias tóxicas nos pacientes assistidos.
“Cinco pessoas continuam internadas sob observação médica, uma delas em estado crítico, enquanto sete já receberam alta hospitalar”, avançou Lisboa.
No mercado Matlanga Bwissa, o ambiente é marcado por medo e incerteza, com exigências de uma investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.
“Queremos que a polícia seja séria e investigue este assunto que levou à morte de pessoas. As mortes não podem ficar impunes”, exigiu a chefe do mercado.
A Polícia da República de Moçambique deverá pronunciar-se sobre o assunto na próxima