Os sete candidatos a suceder ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, receberam votos contrários de pelo menos um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança nesta sexta-feira, segundo uma fonte diplomática.
Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia, que têm poder de veto no Conselho, rejeitaram, pelo menos um, dos sete nomes dos candidatos para liderar a Organização das Nações Unida . O resultado abre caminho para a apresentação de novas candidaturas.
Quatro mulheres e três homens disputam a sucessão de António Guterres, de 77 anos, que encerra no dia 31 de Dezembro o segundo mandato de cinco anos à frente da organização.
A votação desta sexta-feira foi a primeira consulta informal e anónima, em que os cinco membros permanentes usaram cédulas coloridas para indicar seus vetos. Os outros dez integrantes do Conselho de Segurança continuaram usando cédulas sem essa distinção.
A costa-riquenha Rebeca Grynspan, que esteve entre os nomes mais bem colocados nas cinco votações anteriores, recebeu desta vez o maior número de votos de apoio. Ela também teve cinco votos contrários, dois deles de membros permanentes.
Segundo a imprensa americana, o governo de Donald Trump se opõe aos sete candidatos.
A escolha do próximo secretário-geral ocorre em um dos períodos mais difíceis para a ONU, marcado por conflitos em diferentes regiões do mundo, dificuldades financeiras e divisões dentro do Conselho de Segurança.
Refira-se que, para ser recomendado pelo Conselho de Segurança, um candidato precisa obter pelo menos nove votos favoráveis entre os 15 integrantes do órgão e não receber veto de nenhum dos cinco membros permanentes.
O Presidente da Ucrânia disse que a República Popular da China não pode ser uma garantia de segurança para a Ucrânia “contra a Rússia”, referindo-se directamente ao apoio de Pequim a Moscovo.
Segundo a imprensa internacional, as declarações de Zelensky foram prestadas na quarta-feira a um grupo de jornalistas, incluindo da Agência France Presse, mas sob embargo até hoje de manhã.
“Em primeiro lugar, a China não nos ajudou a acabar com esta guerra desde o início. Em segundo lugar, a China ajudou a Rússia abrindo o mercado dos `drones`”, disse Zelensky sobre as posições de Pequim face ao conflito.
Zelensky referiu-se também ao eventual encontro bilateral Ucrânia-Rússia, no quadro dos contactos diplomáticos estabelecidos nos últimos dias, afirmando que o encontro com o Presidente da Rússia pode ocorrer na Suíça, na Áustria e na Turquia.
O Presidente ucraniano disse ainda que acredita que um encontro com Vladimir Putin “é possível após um acordo sobre garantias de segurança para Kiev”.
Na mesma conferência de imprensa, o Presidente ucraniano disse que a Rússia está a concentrar tropas na região ocupada de Zaporijia, no sul da Ucrânia, preparando uma potencial ofensiva.
Segundo Zelensky, Moscovo está a transferir as forças da região russa de Kursk para Zaporijia, na Ucrânia.
Em questões relacionadas com armamento, o presidente ucraniano afirmou que Kiev testou com “sucesso” um novo míssil com um alcance de três mil quilómetros.
O míssil “Flamingo” pode começar a ser produzido em grande escala a partir do início do próximo ano, de acordo com Zelensky.
O Presidente ucraniano revelou ainda que pediu ao homólogo norte-americano, Donald Trump, para “convencer” o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, a desbloquear a abertura das negociações sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia.
“Pedi ao presidente [Donald] Trump que garantisse que Budapeste não bloqueava a nossa adesão à União Europeia. O presidente Trump prometeu que a equipa norte-americana vai trabalhar no assunto”, disse Zelensky.
Os Estados Unidos suspenderam o processamento da maioria dos pedidos de visto para o Zimbabwe até novo aviso. A embaixada dos EUA em Harare citou preocupações não especificadas em relação ao governo do Zimbabwe como o factor determinante por trás dessa decisão.
A embaixada também esclareceu que essa suspensão não constitui uma proibição de viagem e que os vistos emitidos actualmente vão permanecer válidos.
Segundo a imprensa internacional, a suspensão entrou em vigor em 7 de Agosto e se aplica a todos os serviços de visto, com excepção da maioria das categorias de vistos diplomáticos e oficiais.
Essa medida segue restrições anteriores impostas pelo Departamento de Estado dos EUA, com o objetivo de lidar com excessos de permanência e abusos de visto.
Um relatório recente, citado pela African News, indicou que a taxa de permanência excessiva de visto para o Zimbabwe foi de 10,57% em 2023.
O Zimbabwe disse expressou preocupação com o impacto dessa suspensão.
Nesta sexta-feira, será inaugurado o Jardim de Marracuene. O evento terá início às 17h00 e contará com diversas figuras, a destacar a presença do Governador da Província de Maputo, Manuel Tule.
Trata-se de uma cerimónia mista, que vai contemplar diferentes momentos, a frisar o descerramento da placa de inauguração da requalificação do Jardim de
Marracuene e uma breve visita pelo local; discursos institucionais e intervenções culturais.
A requalificação do Jardim de Marracuene é uma intervenção da Evolution Participações, através de uma parceria com o Município de Marracuene.
Para além do Governador da Província de Maputo, a cerimónia de inauguração
da requalificação do Jardim de Marracuene será testemunhada pela administradora do distrito de Marracuene, Teresa Helena Boaventura Mauaie; pelo presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat; entre outras figuras de Marracuene, do Governo e demais convidados.
Pelo menos 22 pessoas morreram na última semana, devido à cólera, no Sudão, elevando, assim, o número para 2.515 mortes, desde Agosto de 2024. Os dados são do Ministério da Saúde daquele país.
O Sudão enfrenta uma emergência sanitária cada vez mais grave. O Ministério da Saúde daquele país avança que 22 pessoas morreram na última semana, vítimas de cólera.
Na mesma semana, houve registo de 1.575 novas infecções, totalizando 101.000 casos confirmados, desde o início da epidemia.
A doença já se alastrou por quase todo o país, num contexto em que este é assombrado também pela guerra.
Desde Abril de 2023, o país está mergulhado num conflito violento entre os militares sudaneses e as Forças de Apoio Rápido.
Segundo as Nações Unidas, mais de 20.000 pessoas foram mortas e mais de 14 milhões foram forçadas a fugir das suas casas.
Com o sistema de saúde a entrar em colapso devido à pressão combinada da guerra e da doença, o Sudão enfrenta agora uma das crises humanitárias mais graves do mundo.
A Polícia Federal do Brasil encontrou no celular do antigo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, uma carta de pedido de asilo político destinada ao presidente da Argentina, Javier Milei. A polícia acredita que Bolsonaro pretendia fugir da justiça.
A referida carta de pedido de asilo político integra o inquérito que fez com que Jair Bolsonaro fosse indiciado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.
A carta, segundo a Polícia Federal brasileira, evidencia um plano para deixar o país e evitar consequências judiciais da operação Tempus Veritatis, que investiga uma trama golpista.
O texto foi localizado em formato editável e sem assinatura, com última modificação registrada em 12 de Fevereiro de 2024, data em que Bolsonaro se refugiou por dois dias na embaixada da Hungria.
Segundo a Polícia Federal, o conteúdo da carta afirma que Bolsonaro é alvo de perseguição política no Brasil e que medidas judiciais recentes teriam motivado o pedido de asilo.
A introdução do texto alega que ele sofre retaliações por razões ideológicas e políticas, e que busca protecção em solo estrangeiro diante do que considera injustiças em curso.
Pelo menos 79 pessoas morreram esta terça-feira, num acidente de viação no Afeganistão. As vítimas estavam num autocarro superlotado que transportava afegãos expulsos do Irão.
O acidente na rodovia Herat-Cabul que ocorreu na noite da última terça-feira, envolveu uma moto, um caminhão e um autocarro, segundo o governo local.
O autocarro transportava refugiados afegãos expulsos do Irão, parte de um êxodo de centenas de milhares de pessoas, que estavam a caminho da fronteira para Cabul.
As autoridades afegãs apontaram que o autocarro pegou fogo após o acidente e que o número de mortos era de 79, com 17 crianças entre os mortos.
Os afegãos referem que os acidentes de trânsito têm sido comuns no Afeganistão devido à precariedade das estradas, situação agravada por décadas de guerra e motoristas que não seguem as regras.
Nas cerimónias fúnebres de Francisco Carrilho, realizadas na manhã desta quinta-feira, na Igreja Santa Ana da Munhuana, na Cidade de Maputo, coube à Directora de Informação do Grupo SOICO, Olívia Massango, fazer chegar à família enlutada a mensagem de condolências da instituição que o falecido empresário ajudou a fundar.
Durante o elogio fúnebre, o Grupo SOICO manifestou o seu respeito e a sua consideração diante de um dos seus mais ilustres fundadores. Segundo disse Olívia Massango, Francisco Carrilho não foi apenas um sócio-fundador, foi um visionário, um homem que acreditou na comunicação como força transformadora da nação. Por isso mesmo, acrescentou a jornalista, a sua memória continuará a ser inspiração permanente e indestrutível no coração da SOICO e de Moçambique.
Desde os primeiros dias da SOICO, foi com fé que Francisco Carrilho ajudou a erguer as bases da STV, do jornal O País, da SFM e as bases de tudo o que hoje o grupo é.
Para a SOICO, continuou Olívia Massango, a grandeza de Francisco Carrilho não se mede pelas palavras, mas pelas obras, pelo homem que foi, com dom de motivar a toda gente à sua volta, transformando desafios em esperança.
Francisco Carrilho é lembrado como um homem íntegro e de bom carácter. Dele o Grupo SOICO aprendeu que a grandeza da organização se mede com o carácter dos seus dirigentes. Por isso, a sua partida deixa um vazio profundo, mas também um legado que se impõe como farol para todos os dirigentes e colaboradores da empresa.
De igual modo, acrescentou Olívia Massango, em nome da SOICO, a maior homenagem a Francisco Carrilho é continuar-se com a obra que ele começou, com a mesma coragem, ética e paixão. Esse é o compromisso solene do grupo, como instituição.
Por fim, a Directora de Informação do Grupo SOICO disse que a vida de Francisco Carrilho não se apaga, “o seu exemplo viverá sempre connosco. Por isso, hoje não dizemos adeus, mas obrigado, pela visão, sonho e amizade”.
A cidade da Matola, na Província de Maputo, volta a ser palco do Matola Sundown in the Garden, uma experiência que regressa no dia 27 de Setembro, com espectáculo que cruza os artistas moçambicanos e angolanos.
A primeira edição do ano combina música ao vivo, presença de vários DJ, para além de animação cultural que contempla feira gastronómica, activações de marcas e momentos de intercâmbio entre participantes.
O público poderá viver, desta vez, uma experiência única com a fusão entre artistas moçambicanos e angolanos, o que reforça o compromisso do projecto em criar pontes entre culturas e aproximar diferentes expressões musicais africanas.
Criado em 2017, ao longo das suas edições, o evento já recebeu artistas nacionais e internacionais que marcaram o público com performances inesquecíveis, entre eles, Pérola, Edmázia Mayembe, Anna Joyce, Sir Trill, Scotts Maphuma, Landric, entre outros.
O “Matola Sundown” aposta em experiências imersivas que celebram a identidade local, ao mesmo tempo que promovem a circulação de artistas e a troca cultural entre países.
“Mais do que um concerto, o projecto tem desempenhado um papel importante no fortalecimento da economia criativa, estimula o turismo cultural, o que gera oportunidades para jovens artistas e fortalece o ecossistema cultural da Matola e da região. Com o regresso marcado para Setembro, o “Matola Sundown” reafirma a sua relevância no panorama artístico nacional e regional, a consolidar a sua identidade como projecto que valoriza a cultura, a diversidade e o talento africano”, adianta o comunicado de imprensa sobre o evento que pretende colocar a cidade da Matola no mapa da cena artística nacional e regional, atraindo públicos diversos.
A província de Inhambane está prestes a viver um momento histórico na sua trajectória de desenvolvimento económico. O Conselho Executivo Provincial e a MozParks Holding formalizaram um memorando de entendimento para a criação de dois parques industriais, um em Inhassoro e outro em Jangamo, avaliados inicialmente em cerca de 2 milhões de dólares, com implementação faseada.
A escolha destes distritos combina factores estratégicos fundamentais. Inhassoro e Jangamo beneficiam de proximidade aos projectos de gás natural, areias pesadas e transformações energéticas em curso no país, acessibilidade a portos e rodovias, e um forte potencial agrícola e turístico que pode sustentar novas cadeias de valor. Essas características posicionam os parques como pólos de atracção para investimentos, com capacidade para integrar empresas de sectores como agroindústria, manufactura leve e logística.
Durante a cerimónia de assinatura, o governador Francisco Pagula destacou que o acordo vai muito além de um compromisso institucional. Segundo ele, os parques industriais “vão criar um ambiente que promova a integração de micro, pequenas e médias empresas, permitindo que empreendedores locais conquistem espaço na cadeia de fornecimento dos grandes projetos energéticos”. Para Pagula, a iniciativa representa uma resposta concreta ao desafio da diversificação econômica, reduzindo a dependência do turismo, um setor vulnerável à sazonalidade.
A MozParks Holding, representada pelo CEO Onório Manuel, enfatizou que a empresa busca consolidar um modelo de parques industriais sustentáveis, com planejamento e gestão moderna. “Queremos espaços onde empreendimentos nacionais e internacionais operem de forma eficiente, com infraestrutura partilhada, logística integrada e incentivos que promovam competitividade”, afirmou o gestor, citando como modelo bem-sucedido o Parque Industrial de Beluluane (Maputo), que abriga mais de 70 empresas de 18 nacionalidades, emprega cerca de 10 mil trabalhadores e acumulou mais de 3 mil milhões de dólares em investimentos.
Além da geração direta e indireta de empregos, a província espera que a implantação dos parques estimule o fortalecimento de cadeias produtivas municipais, leve a capacitação técnica de jovens e favoreça o surgimento de novos empreendimentos locais. O plano, conforme autoridades, dá ênfase à inclusão econômica, ao envolver pequenos empresários no fornecimento de insumos, serviços de apoio e mão de obra especializada.
O contexto atual consolida a importância desta aposta. Inhambane luta para diversificar sua economia, desde os impactos da pandemia — que afectou turismo, pesca e informalidade. A industrialização surge, portanto, como oportunidade de reequilibrar a economia e dar um rumo mais sustentável no médio e longo prazo.
O memorando prevê a criação de uma estrutura de governança compartilhada entre governo e MozParks, com critérios claros para uso das terras, infraestrutura inicial já projetada e serviços de apoio, como eletrificação, tratamento de águas e acesso rodoviário. A expectativa é que os parques sejam operacionalizáveis dentro dos próximos 18 a 24 meses, com previsão de transformarem Inhambane em uma plataforma exportadora competitiva e integrada à economia nacional.
Concluindo, o governador sublinhou que “se este plano for executado com eficiência e transparência, Inhambane pode se transformar no principal motor industrial do sul do país”. O desafio agora é garantir que o avanço seja apoiado por políticas públicas firmes, incentivos adequados e monitoramento contínuo — para que a promessa possa, de fato, reverberar em transformação econômica e qualidade de vida para a população.