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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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Os Mambas empataram, este sábado, com as Maurícias sem abertura de contagem, em jogo da segunda jornada do Grupo A da Taça COSAFA, prova que decorre na África do Sul. A selecção nacional decide a qualificação para as meias-finais na próxima terça-feira, diante do Zimbabwe.

Depois da vitória na jornada inaugural diante da anfitriã África do Sul, Moçambique partiu para o jogo contra as Maurícias com o objectivo de manter o ciclo de vitórias. A selecção mauriciana estava avisada e, por isso mesmo, veio com a lição bem estudada, criando a primeira oportunidade de golo. 

Com o total controlo do jogo, o combinado nacional procurou explorar o jogo interior respondendo com alguns contra-ataques. Fernandinho descobriu um furo à entrada da grande área e testou a atenção do guarda-redes mauriciano, que esteve à altura. 

As Maurícias poderiam ter-se adiantado no marcador neste lance, valendo a atenção de Muendane. A primeira parte terminou com o nulo no marcador. No reatamento, Moçambique entrou determinado a chegar ao golo. 

Mais certeiros nas na abordagem do jogo, os Mambas encostaram as Maurícias. Fernandinho, mais inconformado, de fora da área tentou a sorte com um remate forte, mas o guardião das Maurícias estava atento. 

Os mauricianos respondiam com alguns contra-ataques, porém sem criar perigo. O jogo terminou empatado sem abertura de contagem. Moçambique decide o apuramento para as meias-finais na próxima terça-feira diante do Zimbabwe, partida em que precisa vencer.

 

A cólera está a alastrar-se rapidamente em várias regiões do Sudão, país já fragilizado pelo conflito armado e pelo colapso do sistema de saúde. Segundo as autoridades locais, citadas pela imprensa internacional, agora são registados mais de mil casos só num dia.

A situação da cólera no Sudão é mais crítica nos estados de Kassala, Gedaref, Rio Nilo, Al Jazirah e na capital Cartum e é causada pela falta de água potável e de saneamento básico.

As equipas dos Médicos Sem Fronteiras alertam que, sem uma resposta coordenada e urgente, a situação pode tornar-se incontrolável. As unidades de tratamento estão superlotadas, e em algumas zonas, os doentes são atendidos em tendas ou mesmo ao ar livre.

Segundo o Ministério da Saúde sudanês, desde Agosto de 2024, foram registados mais de 49 mil casos e pelo menos 1.300 mortes. A situação, descrita como catastrófica, exige não apenas uma resposta médica, mas também humanitária e diplomática.

A comunidade internacional está a ser chamada a intervir. Enquanto isso, milhares de famílias estão em risco de contrair uma doença evitável, num país marcado por guerra, fome e desespero.

O governo congolês proibiu os meios de comunicação social de noticiar todas as actividades do ex-presidente Joseph Kabila, e de entrevistar membros do seu partido. A decisão foi tomada após o regresso de Kabila à RDC, no meio de tensões crescentes entre ele e o governo, liderado pelo seu sucessor, o presidente Félix Tshisekedi.

Nem mais! Estão proibidas as coberturas da imprensa aos eventos que envolvam o ex-presidente da  República Democrática do Congo, Joseph Kabilá e o seu partido.

E a violação a esta proibição pode resultar em suspensão do órgão de comunicação social, disse o chefe do órgão regulador dos media da RDC, Christian Bosembe, citado pela imprensa internacional. 

Em resposta ao anúncio do organismo regulador, conhecido como Conselho Supremo do Audiovisual e da Comunicação, um porta-voz do Movimento rebelde 23 de Março, que se supõe ter ligação com Kabila, afirmou que os meios de comunicação social que estão em áreas controladas por este grupo não se vão submeter a esta proibição.

Sobre a decisão do governo congolês, não houve ainda nenhuma reacção pública de Kabila, no entanto, o secretário do seu partido rejeitou a proibição, descrevendo-a como arbitrária.

Kabila foi visto na semana passada na cidade de Goma, no leste da RDC, uma das cidades sob controlo do M23. Na ocasião, criticou duramente o governo depois de o senado ter votado pelo levantamento da sua imunidade pelo seu alegado apoio ao grupo M23. 

As autoridades deste país de áfrica querem processar o ex-Estadista através de acusações de traição e alegadas ligações aos rebeldes do M23, que combatem o exército congolês, algo que ele nega. 

Mais de duas mil salas de aula precisam de reabilitação na província da Zambézia. As referidas salas são de escolas construídas com material precário. Mais de 100 mil alunos têm aulas em condições pouco dignas. O sector da Educação está a reflectir os católicos problemas na primeira reunião de coordenação com todos os distritos. 

Só com o ciclone Freddy, que passou pela Zambézia em 2023, foram destruídas 810 Salas, deste número 500 já foram reabilitadas, outras estão a ser intervencionadas pelos parceiros. 

Pelo menos 160 salas de aula sofreram com a vandalização pós-eleitoral.  Mocuba, Gurué, Mocubela e Pebane estão entre os distritos que foram duramente afectados. Há registo de 2 mil salas degradadas por falta de manutenção, que carecem de intervenção.

O facto está a forçar alunos a estudarem em condições não dignas. Por isso, o sector da Educação está a reflectir, na primeira reunião de coordenação com todos os directores distritais da Zambézia, sobre mecanismos para ultrapassar os vários problemas que o sector enfrenta. 

Casal oficial deixou claro que o que provocou a danificação das salas deve-se a degradação das infraestruturas e não as manifestações. 

Entretanto, o sector da Educação e parceiros estão apostados em construir escolas evolutivas, aquelas que facilmente podem sair de um formato para o outro. São cobertas de chapas, caniço e podem avançar para a colocação de blocos. Resistem à intempérie e são sustentáveis. Perto de 84 salas já foram construídas neste momento.

Três magistrados foram expulsos do sistema Judicial em Nampula, por má aplicação da lei e envolvimento em actos de corrupção. O vice-presidente da Associação Moçambicana de Juízes diz que o facto deve ser visto como positivo, por ser o sector que menos tolera desvio profissional.

Nampula está na lista das províncias que mais casos de sanção e expulsão de Magistrados registou no presente ano. De Janeiro a esta parte, houve registo de quatro casos, sendo um demitido do Tribunal da cidade de Nampula e dois de Nacala, tendo sido todos punidos por má aplicação da lei e envolvimento em actos de corrupção. 

Para o vice-presidente da Associação Moçambicana de Juízes os números não devem constituir preocupação.

Jafete Fremo defende o escrutínio como uma das formas de combate ao fenómeno. A sociedade tem, também, parte da culpa por este comportamento, entende a Juíza Cremilda da Silva.

Os magistrados falavam, este sábado, à margem das celebrações dos 20 anos de criação da Associação Moçambicana de Juízes.

A Primeira-Dama da República recebeu, ontem, o Grupo Interinstitucional de Rastreio Oncológico, Útero e Próstata. Gueta Chapo comprometeu-se a continuar a trabalhar na expansão dos serviços de rastreio, diagnóstico e tratamento dessas doenças.

Patrona e defensora da causa do rastreio e tratamento do cancro, a Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, e o Grupo Interinstitucional de Rastreio Oncológico, Útero e Próstata reuniram-se em busca das melhores soluções para o combate dessas doenças no país.

“O encontro foi bastante positivo. Para esta iniciativa, sua excelência Primeira-Dama foi solicitada, através dos nossos parceiros de colaboração, a continuar a advogar para o cancro do colo do útero, cancro da mama,  da próstata e cancro pediátrico, para a expansão dos serviços, não só do rastreio, mas também para os serviços de  diagnóstico e tratamento. Então, há um compromisso de sua excelência Primeira-Dama de continuar como uma patrona desta causa do cancro”, disse a representante do grupo interinstitucional. 

Gueta Chapo recebeu do Grupo Interinstitucional a explicação sobre o ponto de situação do país na componente rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro.  

Apesar dos esforços conjuntos para o combate dessas doenças, persistem desafios sobretudo na divulgação de mensagens nas comunidades. O cancro é um problema de saúde pública em Moçambique.

O ex-ministro das Finanças de Gana, Kenneth Ofori-Atta, foi colocado na lista vermelha de alertas da Interpol, acusado de usar cargo público para obter lucro, segundo escreve a African News.

Em 12 de Fevereiro, o Gabinete do Promotor Especial de Gana (OSP) declarou Ofori-Atta uma pessoa procurada e fugitiva da justiça depois que deixou o país e “não indicou um prazo razoável para seu retorno à jurisdição”.

O OSP afirmou ter informado Ofori-Atta de que ele era suspeito em diversas investigações de corrupção e o instruído a comparecer a uma reunião no OSP em uma data específica. Seis dias depois, o OSP anunciou que Ofori-Atta havia entrado em contacto para reagendar uma nova reunião em Maio e, portanto, não estava mais na lista de procurados.

Mas sua ausência no horário marcado levou as autoridades ganesas a colocá-lo na lista vermelha de alertas da Interpol, alertando as autoridades internacionais para o deter até à extradição.

As acusações contra o ex-ministro das finanças do Gana incluem violação de procedimentos de aquisição relacionados a ambulâncias e a um projeto de catedral nacional, que permanece inacabado apesar do desembolso governamental de cerca de 58 milhões de dólares.

Ofori-Atta, que se acredita estar a receber tratamento médico fora do país, contestou as acusações, e alegou que foi tratado de forma injusta.

Ofori-Atta foi Ministro das Finanças e Planejamento Económico do presidente Nana Okufo-Addo, do Novo Partido Patriótico, de Janeiro de 2017 a Fevereiro de 2024.

Em Novembro de 2022, Ofori-Atta sobreviveu a uma tentativa parlamentar de destituição por má gestão económica, quando a economia de Gana declinou e sua moeda foi classificada como uma das piores do mundo. No mês seguinte, Gana deixou de pagar a maior parte de sua dívida externa e Ofori-Atta supervisionou a reestruturação da dívida do país.

O país passa a contar com um sistema melhorado de Plataforma Bank Supervision Application, criada para responder ao crescimento do número das instituições de seguros no país. A mesma foi lançada esta sexta-feira em Maputo.

De 2020 a 2024 o número de operadores da área de seguros  passou de 809 para 961, dos quais 20 seguradoras, três micro-seguradoras, uma resseguradora e 8 entidades gestoras de fundos de pensões. 

No mesmo período, o volume de produção incrementou de 18.5 milhões de meticais para 23.3 milhões de meticais, daí que o governo entende a necessidade da introdução de uma plataforma melhorada de supervisão.

Aliado à necessidade de melhorar a eficiência operacional, o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique vai também aprimorar a formação de recursos humanos.

O crescimento de instituições e seu desempenho no mercado nacional é notório. Nos últimos quatros anos no sector contribuiu em 1.62 % para o PIB.

O Presidente do Sudão do Sul declarou esta semana o estado de emergência em diversas regiões do país, na sequência de intensos confrontos étnicos que resultaram em dezenas de mortos e milhares de deslocados. A medida visa conter a escalada da violência e restaurar a ordem pública.

O anúncio foi feito pelo Presidente Salva Kiir, depois de dias marcados por violentos confrontos entre comunidades rivais nos estados de Warrap e Unity. Os combates, que terão começado por disputas territoriais e de gado, deixaram um rasto de destruição e aumentaram o clima de insegurança.

O Governo sul-sudanês prometeu mobilizar forças de segurança para as zonas afectadas, ao mesmo tempo que apela ao diálogo entre as comunidades em conflito. 

Organizações humanitárias alertam para o agravamento da situação, com milhares de civis obrigados a fugir das suas casas.


O Sudão do Sul enfrenta uma instabilidade crónica desde a sua independência, em 2011. Apesar dos acordos de paz assinados nos últimos anos, a violência intercomunitária continua a ser uma das principais ameaças à paz e ao desenvolvimento do país mais jovem do mundo.

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