O Governo reiterou o compromisso de reforçar a participação das crianças na definição de soluções para os principais desafios que afectam a infância em Moçambique, durante a abertura da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil.
A sessão reúne crianças provenientes das diferentes províncias do país, que representam outras crianças nas escolas, famílias e comunidades. Na ocasião, foi destacado que os participantes trazem para o Parlamento Infantil as suas experiências, preocupações, sonhos e propostas recolhidas junto das comunidades de origem.
Falando em representação do Governo e do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, a responsável destacou a importância da iniciativa como espaço de participação infantil, onde as crianças podem apresentar, directamente, as suas preocupações e propostas sobre questões que afectam as suas vidas.
Segundo explicou a ministra, a realização da sessão nacional resulta de um processo de participação que incluiu debates e sessões aos níveis distrital e provincial, antes da definição dos temas e do programa pela Comissão Permanente do Parlamento Infantil.
“Vocês estão aqui não apenas em vosso nome, mas em nome de todas as crianças”, afirmou, sublinhando que representar a infância moçambicana constitui, simultaneamente, uma honra e uma responsabilidade.
A dirigente saudou igualmente a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, e a instituição parlamentar pelo acolhimento da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil na chamada Casa do Povo.
A iniciativa é promovida pelo Governo, através do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, em parceria com a Assembleia da República e conta com o apoio de instituições públicas, organizações da sociedade civil, agências das Nações Unidas, famílias, escolas e comunidades.
A oitava sessão nacional do Parlamento Infantil conta com a participação de crianças eleitas nas diferentes províncias, que, durante os trabalhos, deverão apresentar preocupações e propostas relacionadas com os direitos, o bem-estar e o futuro das crianças moçambicanas.
A partir desta segunda-feira, entra em vigor a proibição da venda informal nos passeios e bermas da estrada, na zona da Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo.
No entanto, a poucas horas do início da operação de retirada, o cenário permanece o mesmo: os vendedores informais continuam a ocupar os passeios, as bermas e até partes da estrada. A venda de produtos acontece de forma intensa, como tem sido habitual todos os dias.
Durante as duas semanas de sensibilização conduzidas pela Polícia Municipal, foi solicitado que os vendedores abandonassem voluntariamente os locais impróprios. Ainda assim, muitos dizem não ter para onde ir e garantem que preferem continuar nos mesmos locais.
Os vendedores afirmam que não conseguiram encontrar espaço nos mercados durante o período de sensibilização e que todas as bancas disponíveis já estão ocupadas.
Apesar de reconhecerem os perigos de vender nas bermas e passeios, dizem não ter outra alternativa.
A Polícia Municipal afirma que a fase de sensibilização já foi concluída e que, a partir desta segunda-feira, dará início à remoção dos vendedores informais da zona.
A Ucrânia propôs, para a próxima semana, uma nova ronda de negociações com a Rússia, que estão suspensas desde Junho, avançou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Zelensky explicou que a proposta foi feita pelo secretário do Conselho de Segurança ucraniano, Roustem Oumerov, esclarecendo ainda que quer negociar directamente com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
O Presidente ucranian precisou, ainda, ser necessária uma reunião ao mais alto nível para garantir verdadeiramente a paz.
As negociações realizadas a 2 de Junho, na cidade turca de Istambul, pouco fizeram para se avançar os esforços para um cessar-fogo.
Durante as últimas negociações, em junho, a Rússia voltou a apresentar várias exigências, incluindo a cedência pela Ucrânia de quatro regiões e a renúncia a toda a ajuda militar ocidental. A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de Fevereiro de 2022.
Moçambique já é membro do grupo global das unidades de informação financeira Egmont. Trata-se de uma unidade de cooperação, coordenação e capacitação aos Estados no combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e crimes conexos.
A admissão do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), ao Grupo Egmont (Grupo das Unidades de Informação Financeira à escala global), aconteceu durante a reunião Plenária da organização, em Luxemburgo, há dias.
Uma nota do GIFiM refere que o exito está enquadrado nos esforços do Governo para tornar o sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e crimes conexos mais robusto e eficaz.
O Grupo Egmont é actualmente constituído por 170 Países, criado em Junho de 1995, para promover a cooperação, troca de informações e coordenar a capacitação entre às Unidades de Informação Financeira, com o fim último de melhorar a intervenção dos países na prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e outros crimes conexos.
O Especialista em Políticas Públicas, Nelson Mabucanhane, diz que a introdução de tractores para o transporte de passageiros não vai conferir dignidade às pessoas e que os tractores são ideais para o transporte de carga.
Especialista em Políticas Públicas, Nelson Mabucanhane, entende que com a iniciativa de introduzir tratores para transportar pessoas em zonas rurais, o Governo está a mostrar sinais de consciência sobre a problemática da mobilidade.
No entanto, no seu entender, este pode não ser o prenúncio de evolução, até porque várias outras iniciativas foram tomadas para reduzir o drama do transporte, mas são abandonadas a meio.
Mabucanhane admite que os meios em questão são ideais para o transporte de cargas, mas não para o propósito que o Governo os concede: transportar pessoas.
Por não ser a solução mais viável, o especialista em Políticas Públicas defende que o Governo deve continuar focado em melhorar as condições das vias de acesso para a alocação de viaturas que possam transportar pessoas com dignidade.
O escritor e artista plástico Adelino Timóteo foi homenageado pelo Centro Cultural Portugues na Beira. Intervindo no evento, o Governador de Sofala, Lourenço Bulha, referiu que o artista tem contribuído para o desenvolvimento da literatura moçambicana.
No ano em que Adelino Timóteo celebra três décadas de percurso artístico, o Centro Cultural Portugues, na Beira, resolveu homenagear o artista.
No reencontro entre familiares, amigos e admiradores, o Governador de Sofala, Lourenço Bulha, enalteceu as qualidades de um autor que oscila entre a ficção, a poesia e as artes plásticas.
“Nesta ocasião saudamos o artista Adelino Timotéo, um filho de Sofala, amigo de Sofala, amigo da Beira, pelo seu notável contributo para o desenvolvimento da literatura moçambicana”, referiu o Governador de Sofala.
Para o autor de 26 livros, como Jorge Jardim e O regresso ao sagrado Macurungo, a iniciativa do Centro Cultural Portugues, na Beira, reflecte a consideração que a sua cidade natal tem por si.
“Esta cerimónia demonstra o amor, o carinho da comunidade beirense, de Sofala, por mim”, disse o escritor, comprometendo-se a continuar com o seu trabalho de criação, dentro dos valores que o inspiraram e o levaram a abraçar as artes
Adelino Timóteo nasceu em 1970, na Beira, e vive entre Moçambique e Espanha. No seu repertório, soma distinções em Moçambique, Portugal e Brasil.
Os Estados Unidos da América confirmaram, na madrugada de hoje, que a Síria e Israel entraram num acordo para cessar-fogo, após ataques israelenses.
A Síria foi palco de confrontos locais intensos e ataques israelitas, nos últimos dias, que resultaram em vários mortos, feridos, dezenas de milhares de pessoas desalojadas e cerca de 800 mil deslocados, segundo a ONU.
Contudo, há sinal de bons ventos. O embaixador dos EUA na Turquia e enviado especial para a Síria, Tom Barrack, na rede social X, anunciou, na madrugada deste sábado, que a Síria e Israel tinham chegado a acordo sobre um cessar-fogo.
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, garantiu o envio de tropas para reprimir os combates. Embora não tenha avançado detalhes sobre o acordo entre as duas nações, Barrack esclareceu que a iniciativa de paz liderada pelos EUA é apoiada por vários países da região.
O governador de Cabo Delgado, Valige TAUABO, apela aos empresários a não ceder às ameaças terroristas, e garante uma solução para o problema que afecta a província há quase oito anos.
O apelo do governador de Cabo Delgado aos empresários da província foi lançado na cidade de Pemba, durante uma reunião de Diálogo Público Privado 2025.
“A nossa população regressou para a sua origem, onde tinha abandonado, para desafiar os extremistas. Extremistas violentos não podem ter lugar aqui”, disse Valige Taubo, Governador de Cabo Delgado.
Para evitar que a insegurança comprometa o futuro da província e das próximas gerações, o governador de Cabo Delgado pediu o envolvimento dos empresários no combate ao terrorismo.
O apelo do governador de Cabo Delgado surge na sequência de frequentes ataques terroristas na estrada N380, onde grupos armados têm supostamente emboscado algumas viaturas e raptado algumas pessoas, para depois pedir o resgate, uma condição para evitar mortes.
O algodão, a maior cultura agrícola de rendimento dos camponeses de Cabo Delgado, desapareceu do mercado devido ao encerramento da única empresa fomentadora e compradora do chamado ouro branco.
Pela primeira vez na história, o algodão não fez parte dos produtos em exposição na Feira Económica de Cabo Delgado, que está a ser realizado na cidade de Pemba, a capital da província.
“Desta vez não há algodão, porque, como já é sabido na província de Cabo Delgado, nós tínhamos uma fomentadora da produção do algodão, que teve os problemas que teve e, nesta campanha, nós não produzimos algodão, mas esperamos que nos próximos anos, com as novas políticas e dinâmicas, possamos continuar a produzir a cultura de algodão, porque traz algum rendimento ao nível dos nossos produtores”, disse Arsénio Maliambulo, expositor de Montepuez.
O governo também está preocupado com a situação e compromete-se a reactivar a produção de algodão em Cabo Delgado num futuro próximo.
“O Ministério da Agricultura lançou um concurso e está no processo de selecção de uma nova empresa, que vai trabalhar no fomento desta cultura, mas a cultura não está morta em Cabo Delgado. Nós temos um grande activo que é a população de Cabo Delgado, que tem conhecimento e tem solo fértil para a produção de algodão”, assegurou Alson Banze, Director da Indústria e Comércio de Cabo Delgado.
Cabo Delgado era um dos maiores produtores de algodão ao nível do país, e já chegou a produzir cerca de 100 mil toneladas por ano.