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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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A tão aguardada reabilitação dos passeios na Avenida 25 de Junho, no centro de Tete, encontra-se num impasse que coloca em risco a segurança dos pedestres. Embora o Município tenha anunciado a conclusão dos trabalhos, a realidade no terreno é outra: apenas 500 metros dos cerca de dois quilómetros de passeios foram requalificados, deixando a maior parte da via em estado precário e com sarjetas abertas. A alegada falta de fundos é apontada como a razão para a interrupção das obras.

Os trabalhos, iniciados em Abril deste ano, visavam melhorar as condições de circulação e mobilidade pedonal numa das avenidas mais movimentadas da cidade. Contudo, o entusiasmo inicial transformou-se em frustração para os munícipes, que se veem obrigados a disputar espaço com veículos e vendedores ambulantes na estreita via.

A situação é agravada pela já limitada capacidade da Avenida 25 de Junho para suportar a demanda de veículos, muitos dos quais ficam estacionados ao longo da estrada. A presença de vendedores ambulantes nos precários passeios força os pedestres a descer para a faixa de rodagem, aumentando o risco de acidentes. 

Utentes da via expressam a sua preocupação e clamam pela conclusão abrangente dos trabalhos em toda a avenida, de modo a garantir a segurança e fluidez do trânsito pedonal. O contraste entre o anúncio oficial e a realidade visível no terreno levanta questões sobre o planeamento e a execução de infraestruturas essenciais para a mobilidade urbana em Tete.

O Governo da região chinesa de Hong Kong pediu cautela aos residentes que estão nos Estados Unidos ou pretendam visitar o país devido aos confrontos na cidade de Los Angeles, na Califórnia.

Aumenta a preocupação estrangeira com os seus cidadãos residentes na maior cidade do estado da Califórnia, Los Angeles, palco de destruição desde sexta-feira, quando protestos entre residentes e autoridades subiram de tom devido às rusgas anti-imigração a que Donald Trump deu ‘luz verde’.

Esta terça-feira, as autoridades da região administrativa especial de Hong Kong aconselharam aos chineses residentes ou que pretendam visitar a região a terem cautela, acompanhando a situação local e cuidando da segurança pessoal, evitando grandes aglomerações.

Na segunda-feira, o Departamento de Segurança de Hong Kong emitiu alertas de viagens para os Estados Unidos e aconselhou os chineses residentes da Califórnia a manterem-se vigilantes, recorda a Agência Notícias Ao Minuto.

Sem a aprovação do governador, que é o comandante-chefe Guarda Nacional da Califórnia, na primeira vez em 60 anos que o executivo norte-americano se impõe desta forma, Trump enviou na segunda-feira mais dois mil soldados e 700 fuzileiros para Los Angeles, subindo para quase cinco mil o número total de militares mobilizados naquela área metropolitana.

Francisco Nangura foi eleito pelos camaradas na primeira conferência extraordinária com 72 votos. O segundo mais votado foi Chabane Jalilo com 26 votos e Ângela Serrote ficou em terceiro lugar com 21 votos. 

Francisco Nangura foi eleito primeiro-secretário do comité provincial, na madrugada desta terça-feira, no decurso da primeira sessão extraordinária do comité provincial. Chabane Jalilo amealhou 26 e Ângela Serrote, 21.

No seu primeiro discurso disse que quer resgatar os municípios governados pela oposição, Quelimane e Alto-Molocue. 

“Sozinho não vou conseguir guiar este barco, é muito grande, Quero contar com o vosso apoio. Todas as ideias serão sempre válidas e as terei em conta. Quero deixar claro aqui que o Primeiro secretário da Frelimo na Zambézia é apenas o primeiro entre iguais. Vamos começar a falar da Frelimo na Zambézia, com a Frelimo na Zambézia, porque só assim conseguiremos recuperar o município de Quelimane. É um desafio ao nosso alcance. Queremos resgatar o município de Quelimane, para dar dignidade a nossa população”, disse Nangura. 

José Pacheco, chefe adjunto da brigada central de assistência a Zambézia, destacou a coesão dos camaradas para que o novo primeiro-secretário logre sucessos.

“Estamos a entregar a liderança do partido na Zambézia, forjada para trabalhar com todos, no espírito de consolidar  o espírito de equipa e de trabalho interno”, disse  

A primeira sessão extraordinária iniciou na segunda-feira e terminou na manhã desta terça-feira. 

 

Uma comissão internacional de inquérito das Nações Unidas afirmou, hoje, que os ataques israelitas contra escolas e locais religiosos e culturais em Gaza constituem crimes de guerra e crime contra a humanidade.

Num comunicado, citado por Lusa, que acompanha o relatório, que será apresentado no dia 17 deste mês, a Comissão de Inquérito das Nações Unidas acusa Israel de aniquilar o sistema de educação de Gaza e culpa o país pela destruição de mais da metade dos locais religiosos e culturais da Faixa de Gaza.

A ONU diz que os israelitas cometeram crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, ao matarem civis refugiados em escolas e locais religiosos, aponta a Agência portuguesa de notícias Lusa.

A comissão diz ter provas de que as forças de segurança israelitas se apoderaram de centros de ensino para impor bases ou zonas de espera militares.  

A Comissão de Inquérito Internacional Independente é composta por três membros e foi criada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em maio de 2021, para investigar violações do direito internacional em Israel e nos territórios palestinianos ocupados.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, defronta esta terça-feira a sua congénere da África do Sul, em partida de carácter amigável, inserido na Data-FIFA.

A partida, marcada para iniciar quando forem 19h30, serve de preparação das duas selecções para os compromissos que terão pela frente em Setembro e Outubro, nomeadamente de qualificação ao Mundial de futebol de 2026.

Os Mambas terão dois jogos em Setembro, nomeadamente diante da Uganda, fora de portas, e Botswana, em casa, enquanto a África do Sul defronta Lesotho e Nigéria, respectivamente.

Por seu turno, quando forem 15h00, os Mambinhas dos sub-23 defrontam Zimbabwe, em partida da terceira jornada da fase de grupos do COSAFA-2025. O combinado nacional precisa vencer o jogo para se qualificar às meias-finais da prova.

Os Mambinhas lideram o grupo A com quatro pontos, seguido da África do Sul com três, Maurícias com dois, e Zimbabwe com apenas um ponto.

Luís Boa Morte já não é seleccionador nacional da Guiné-Bissau, anunciou, esta segunda-feira, Carlos Alberto Teixeira, presidente da Federação Guineense de Futebol.

O líder federativo diz que a decisão de rescisão de contrato com o ex-internacional português foi tomada em consonância com o Governo, que paga os honorários do seleccionador nacional.

Carlos Alberto Teixeira acrescentou ainda que Luís Boa Morte e os seus adjuntos saem da selecção da Guiné-Bissau não por falta de empenho, mas por falta de sorte.

Boa Morte deixa a selecção da Guiné-Bissau depois de 14 meses, após não ter atingido os objectivos que tinha, nomeadamente de qualificar os Djurtus para a fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), eliminado pelos Mambas, levar o país pela primeira vez ao Mundial, também falhado, e formar treinadores locais.

O técnico despediu-se esta segunda-feira com derrota diante do Gabão, em partida amigável inserida na Data-FIFA.

A Associação Cultural Xitende realiza, hoje, um intercâmbio literário entre a professora brasileira, Assunção de Maria Sousa e Silva, os escritores e o público em geral.

Segundo o comunicado, esta efeméride realiza-se no âmbito da visita da professora Assunção de Maria Sousa e Silva, que circunjaze no estágio do pós-doutorado na Universidade de Playa Ancha em Santiago do Chile, que está em curso. 

O mesmo documento justifica ainda que, por se tratar de uma  pesquisadora de literaturas africanas de língua portuguesa, a professora brasileira pretende trocar experiências com a Xitende, um exercício que ocorre com a supervisão da Profa.Dra. Daiana Nascimento, também pesquisadora. 

Assim, terá lugar um workshop intitulado: Função da Literatura; na sala da Casa Velha da Escola Secundária de Xai-Xai, nesta terça-feira, pelas 11 horas e conta com a moderação de Deusa d’África. A visita inclui entrevistas aos escritores da Xitende no âmbito das pesquisas que Assunção realiza. 

De realçar que, Assunção de Maria Sousa e Silva é Nordestina brasileira. Professora-Doutora, Titular da Universidade Federal do Piauí. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Piauí. Estuda e pesquisa literaturas africanas de língua portuguesa e literatura negra brasileira. 

O antigo assessor pessoal do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro garantiu, perante o Supremo Tribunal Federal, que o ex-chefe de Estado planeou a anulação das eleições de 2022, que perdeu contra o actual Presidente, Lula da Silva.

Mauro Cid, que colaborou com a Polícia Federal nas investigações contra Bolsonaro, confirmou, ontem, que assessores do ex-chefe de Estado lhe apresentaram um documento que previa a declaração do estado de defesa e de sítio e a detenção de magistrados do Supremo.

“O Presidente recebeu e leu. Ele, de certa forma, enxugou o documento, basicamente retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor [juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes] ficaria como preso. O resto, não”, disse Mauro Cid, que foi ontem interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. 

O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de património.

O antigo assessor pessoal do ex-Presidente brasileiro detalhou que o documento era composto por duas partes distintas, com a primeira a relatar “possíveis interferências” do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o processo eleitoral.

“Na segunda parte, entrava em uma área mais jurídica, estado de defesa, estado de sítio e prisão de autoridades”, afirmou.

Durante essa reunião, que ocorreu após a segunda volta das eleições de Outubro de 2022, Bolsonaro reduziu a lista de autoridades que seriam presas, mantendo Alexandre de Moraes, que na altura era o presidente do (TSE) e que agora é o relator do processo contra o próprio Bolsonaro.

O assessor pessoal confirmou que, dias depois, uma minuta do documento foi apresentada aos comandantes das Forças Armadas numa reunião presidida por Bolsonaro no Palácio da Alvorada, a residência oficial do Presidente brasileiro, em Brasília.

Além de Mauro Cid e do ex-Presidente vão também ser ser interrogados na Primeira Turma do STF, em Brasília, Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno, (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro).

No final desta fase, o juiz de instrução consultará o Ministério Público e as equipas de defesa dos arguidos para determinar se são necessários mais interrogatórios e diligências ou se se deve passar às alegações finais.

O plano golpista terá começado após a vitória do actual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de Outubro de 2022.

Bolsonaro tentava a reeleição e não aceitou a derrota nas urnas. Segundo a acusação, foi então elaborado um plano de golpe de Estado para impedir a posse de Lula da Silva, que culminou com a invasão das sedes dos três poderes em 08 de Janeiro de 2023.

Nas presidenciais de 2022, Lula da Silva venceu Bolsonaro, que se recusou a reconhecer a derrota, descredibilizou o sistema e o processo eleitoral (que levou à proibição de se recandidatar para cargos públicos durante oito anos) e incentivou os seus seguidores a montarem acampamentos em frente a bases militares para protestar contra o resultado das presidenciais e para exigirem uma intervenção militar.

Fontes judiciais afirmaram que a intenção é que o julgamento seja concluído ainda este ano e que as sentenças sejam proferidas entre outubro e Novembro.

A produção agrícola de mais de 300 agricultores no distrito de Limpopo, província de Gaza, está seriamente ameaçada devido à invasão de hipopótamos. Em apenas um mês, os animais já destruíram cerca de 250 hectares de culturas diversas, levando os produtores a exigirem medidas urgentes.

As comunidades mais afetadas são Chimangue e Makandene, localizadas nas margens do rio Limpopo. Segundo o líder comunitário João Chopo, os hipopótamos têm invadido as machambas durante a noite, provocando prejuízos significativos.

“Apesar de termos colocado bandeirolas para tentar afugentá-los, não surte efeito. Trata-se de uma manada inteira, não são dois ou três, são muitos hipopótamos que destroem tudo à noite”, explicou.

De acordo com os relatos locais, cerca de 300 hectares de terras pertencentes a aproximadamente 400 agricultores foram afetados. “Os prejuízos são enormes. Os hipopótamos não dão trégua. Estão a devastar tudo”, acrescentou Chopo.

Camponeses Desesperados

Laurinda Azarias, de 56 anos, é uma das agricultoras atingidas. Com deficiência física e sem outra fonte de rendimento, dependia da colheita de milho e feijão em 3,5 hectares de terra, onde esperava produzir entre 8 a 10 toneladas para o consumo da família.

“Sou deficiente, acordo cedo, esforço-me com a esperança de conseguir alguma coisa, mas não sobrou nada. Pedimos socorro”, clamou.

Mequidónia Mucache, de 45 anos, também viu a sua produção desaparecer. “Essa machamba é minha, tem dois hectares. Não conseguimos colher nada. Os hipopótamos invadiram tudo. Precisamos de ajuda, de verdade”, pediu.

Com medo de perder o que resta das suas colheitas, muitos agricultores passaram a pernoitar nas machambas, tentando proteger os campos durante a noite.

Mais Problemas para os Agricultores

Além da destruição causada pelos hipopótamos, os agricultores enfrentam outras dificuldades, como a falta de insumos agrícolas e a ausência de infraestrutura de drenagem. Os líderes comunitários denunciam que há mais de 50 anos que as valas de drenagem não são reabilitadas, o que contribui para a inundação de cerca de 100 hectares de terra.

“Recebemos queixas todos os dias, mas quando levamos às autoridades, ninguém nos dá atenção. A situação das valas é antiga e continua por resolver”, lamentaram os líderes de Chimangue e Makandene.

As autoridades distritais, por meio do Serviço Distrital de Actividades Económicas, confirmaram estar a par da situação e prometeram pronunciar-se esta quinta-feira.

Enquanto aguardam uma resposta oficial, os agricultores vivem num clima de tensão e desespero, temendo pela perda total da produção e pela insegurança alimentar nas suas comunidades.

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