Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
Três pessoas da mesma família morreram, no final de uma cerimónia fúnebre, depois de consumirem uma bebida alcoólica de fabrico caseiro, no distrito de Dondo, em Sofala. Uma quarta pessoa está internada e o caso está a ser investigado pela Polícia.
No passado domingo os restos mortais do chefe de uma família foram enterrados num cemitério local. Ele morreu vítima de doença. No final da cerimónia fúnebre, como é habitual, em rituais desta natureza, os membros da família fizeram contribuições monetárias para compra de bebidas alcoólicas.
Parte dos membros da família comprou uma bebida de fabrico caseiro, um aguardente de cana-doce, denominado Nipa. Os relatos da família apontam para a morte de três pessoas que tinham consumido a bebida tradicional.
O líder do bairro lamentou as mortes. A vereadora para a área de saúde do Conselho Municipal do Dondo disse que é prematuro avançar dados consistentes sobre as causas da morte.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal disse ao “O País” que há um sobrevivente, ora internado, e que na quinta-feira irá partilhar informações detalhadas sobre o caso.
A Maternidade e o Berçário do Hospital Provincial da Matola estão temporariamente encerradas, durante quatro meses, a partir de 16 de Junho.
O Ministério da Saúde diz que a medida visa permitir a execução de obras de melhoria das instalações e a reorganização dos serviços.
Durante o período do encerramento, os utentes poderão deslocar-se a unidades sanitárias alternativas, tais como, os Centros de Saúde da Matola 1 e 2, da Matola Gare, Machava, Centro de Saúde de São Dâmaso, Muhalaze, Boquisso, Khongolote , Malhampsene e Centro de Saúde do Ndlanvela.
O jornalista moçambicano Omardine Omar lança “As Aventuras do Detective Malaica Muniga”, o segundo livro da sua pena, em Maputo, no Centro Cultural Português, no dia 19 de Junho. A apresentação do livro será feita pelo activista político Wilker Dias.
Com 108 páginas que transbordam mistério, a obra desdobra-se em 10 narrativas de crime, que se afastam do convencional, mergulhando o leitor num universo onde o imprevisível é a única certeza. A saga de Malaica Muniga, desvendando enigmas por todo o território moçambicano, promete ser de tirar o fôlego. A grande questão, que o próprio autor sugere no último conto, ecoa no ar: terá Maputo um novo Sherlock Holmes a desvendar os seus segredos mais recônditos?
Segundo o Frei Lafim Monteiro, que assina o prefácio, “As Aventuras do Detective Muniga conflui numa mistura de géneros literários, que registam, cuidadosamente, os dilemas de vida de inúmeros jovens jogados à própria sorte. São histórias de vida e sobrevivência, tanto no campo como na cidade, nas três regiões do nosso belo Moçambique. Sem sombras de dúvidas, a obra é uma autêntica radiografia do cenário moçambicano”.
A apresentação da obra estará a cargo do activista político Wilker Dias. “As Aventuras do Detective Malaica Muniga” sai pela chancela da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Swikiro”.
A atleta Moçambicana Amélia Armando Pinga faz história no Meeting Cidade de Lisboa, ao estabelecer um novo recorde nacional e pessoal no triplo salto.
Amélia Pinga, que competiu, esta terça-feira, em Lisboa, registou a marca de 13.35 metros, terminando na segunda posição, mas a superar a sua própria marca anterior, que era de 13.09 metros, e fixando um novo recorde nacional.
A participação da atleta no Sport Lisboa e Benfica no meeting de Lisboa reforça a presença positiva da atleta no Africano de Junior que será realizada na Nigéria em Julho próximo.
Por seu turno, o atleta moçambicano Steven Sabino também fez história numa competição realizada na Pretoria, que serviu de preparação para os Campeonatos Africanos na Nigéria, ao estabelecer um novo recorde nacional nos 100 metros com o tempo de 10.29 segundos.
O novo recorde bate o anterior que era da sua autoria e que tinha sido fixado no ano passado.
Pelo menos sete pessoas morreram na província do Cabo Oriental, na África do Sul, devido a inundações causadas por condições climáticas severas. Há temores de que o número de mortos possa aumentar.
Segundo o noticiário African News, a África do Sul tem sido assolada por fortes tempestades de inverno, desde o fim-de-semana, causando frio intenso, neve e inundações em várias províncias.
A região do Cabo Oriental foi a mais atingida, com o Serviço Meteorológico da África do Sul a alertar sobre o alto risco de inundações, com estradas fechadas e condições perigosas de viagem.
Equipas de gerenciamento de desastres e serviços de emergência foram mobilizadas para as áreas mais afectadas.
Há ainda, segundo o African News, equipas de resgate em busca de um autocarro, que transportava crianças em idade escolar, arrastado pelas águas da enchente na Cidade do Cabo.
Não está claro quantos alunos estavam no veículo, mas três foram encontrados vivos antes que os esforços de resgate fossem suspensos ao anoitecer.
A queda de neve é comum em algumas regiões da África do Sul. No entanto, meteorologistas alertaram, na semana passada, que uma frente fria, particularmente forte, estava prestes a atingir o país.
“Filhos do Oceano”, assim se intitula a exposição da artista plástica e antropóloga espanhola Ruth Bañón, que será inaugurada nesta quarta-feira, 11 de Junho, na galeria da Fundação Fernando Leite Couto.
As obras, que foram feitas utilizando a técnica de colagem digital sobre papel, são resultado do projecto “Afrika Poem”, uma viagem visual ao passado imaginário do continente africano através da combinação de fotografia e ilustração.
Segundo explica a artista, o objectivo deste projecto é trabalhar principalmente com retratos de homens e mulheres, interpretar e recriar as histórias de vida destas pessoas que viveram há décadas atrás nos diferentes territórios e países do mapa africano.
Assim, “Filhos do Oceano” são quadros que combinam diferentes técnicas, com a intenção de criar uma ponte entre os arquivos fotográficos e imagens antigas do continente e a recriação contemporânea dessas imagens com ilustrações.
A exposição pretende também fazer a ponte com o tempo e com realidades distantes e alheias, já esquecidas, através de uma visão mágica e poética, onde os animais e o mundo vegetal estão bem presentes, e ligando o percurso humano ao da natureza, caminhando ao encontro dos mitos fundadores da origem da vida.
“Adoro a liberdade que sinto quando posso criar universos imaginários, inspirados em factos simples e, ao mesmo tempo, transmitir uma visão poética deste mundo e, porque não, de outros mundos possíveis. Sinto-me muito inspirada pela natureza e pela sua fonte inesgotável de vida, em constante mutação. Posso dizer que as florestas, a vida vegetal e os animais estão muito presentes nas minhas obras e são os meus pontos de referência para me ligarem a esta região interior onde vive a criança que há em todos nós”, afirma Ruth Bañón.
A mostra chega a Moçambique com o apoio da Embaixada da Espanha, tem a curadoria de Yolanda Couto e estará patente até 12 de Julho na galeria situada no primeiro piso da Fundação Fernando Leite Couto.
Ruth Bañón, antropóloga e artista plástica, especializada em ilustração, vive em Moçambique há mais de quinze anos, onde tem desenvolvido a sua carreira artística.
Licenciada em Antropologia Social e Cultural, com especialização no domínio da cultura e da educação, durante vários anos trabalhou em museus etnológicos, fundações e ONG nacionais e internacionais, em diferentes países como Brasil, Portugal, Marrocos e Moçambique. Viajou para outros países, conhecendo diferentes culturas e formas de trabalho.
Conta com mais de 10 exposições entre individuais e colectivas em vários países, entre eles, Moçambique, Espanha, Portugal e Cuba, tem livros publicados na Espanha e em Moçambique. Aliás, em Moçambique, trabalhou durante vários anos na investigação de contos de tradição oral, no âmbito de um projecto de colaboração entre a Fundaciò Contes pel Món (Barcelona) e a redação da Escola Portuguesa de Moçambique em Maputo.
O músico e escritor moçambicano, Isaú Meneses, vai lançar o livro “A diversidade cultural e a construção da nação” e o álbum “África Lamuka”. O evento, em forma de concerto, terá lugar neste sábado, a partir das 13h00, na Cidade de Maputo.
Este é o primeiro de vários eventos multidisciplinares que a GM Records vai realizar em Maputo, como forma de promover os artistas e trabalhos que a produtora tem realizado desde 2017, em que já compilou 100 projectos discográficos.
“O Restaurante Mar à Vista é uma peça que faltava nos lançamentos de obras da GM Records e aparece para ser um “quebra-cabeça” , na medida em que é o nosso próprio espaço de lançamentos, o que sempre sonhamos”, sustenta Sidney Mavie, acrescentando que “os produtos gerados por nós serão expostos e vendidos aqui”.
De acordo com Dj Sidney GM, iniciar este périplo pelos eventos culturais com Isaú Meneses é, sem dúvida, um bom ponto de partida, pois se trata de um artista sonante e que tem uma longa trajectória musical e literária, além de ser uma figura pouco vista em eventos, apesar de “África Lamuka” ser a sua décima segunda obra.
O evento de lançamento do álbum e livro de Isaú Meneses será moderado pelo filósofo e crítico de arte Dionísio Bahule. De acordo com Dj Sidney GM, escolher Bahule é apostar na qualidade.
“Neste momento não existe alguém que melhor se assenta ao programa que Dionísio Bahule, pelas suas qualidades científicas e artísticas, e porque esse evento marca o começo tínhamos que elevar a fasquia”, sustenta Dj Sidney GM.
A expectativa para o evento é maior e Sidney Mavie não tem dúvida, afinal é um programa tradicional-clássico, porque, apesar de juntar uma banda que aposta em ritmos tradicionais moçambicanos, os seguidores de Isaú Meneses são seleccionados e apostam em ambientes mais particulares.
O livro “A diversidade cultural e a construção da nação” será apresentado por Miguel Marrengula e terá comentários do General na Reserva, António Hama Thay. Já o álbum, “África Lamuka”, será apresentado por Dionísio Bahule.
A selecção nacional dos sub-23 falhou o acesso às meias-finais do torneio regional Cosafa após perder diante do Zimbabwe por 3-1, em jogo da última jornada da fase de grupos.
O jogo iniciou com as duas selecções posicionadas nos extremos, nomeadamente os Mambinhas na primeira posição e o Zimbabwe na cauda. Ao conjunto nacional apenas a vitória interessava, ou pelo menos o empate, esperando que África do Sul e Maurícias também empatassem.
Mas da previsão para a realidade há uma grande distância e Thando Ngwenya provou com o primeiro golo apontado aos 28 minutos.
Cinco minutos depois o mesmo Ngwenya obrigou Acácio a cometer falta na área e na marca dos 11 metros não vacilou, enganando o guarda-redes moçambicano.
Ainda com 35 minutos jogados o resultado apontava para 2-0 e o objectivo dos Mambinhas cada vez mais distante. Mas havia que levantar a cabeça o mais rápido possível.
Foi o que fez a selecção nacional, que a fechar a primeira parte reduziu, por Leonel, que apareceu à entrada da área para desferiu um remate que desviou num adversário e enganou o guarda-redes zimbabweano.
O resultado estava reduzido ao intervalo e as esperanças renascidas, até porque na outra partida o empate prevalecia.
Na segunda parte, o combinado nacional correu atrás do prejuízo, criou inúmeras oportunidades de marcar, mas fartou-se de falhar ocasiões de marcar e empatar a partida.
Não havia pontaria suficiente para desfazer o nó diante do Zimbabwe e o tempo passava para enervar ainda mais os moçambicanos.
E como quem não marca sofre, eis que o Zimbabwe, mesmo na ponta final, dá a machadada final com o terceiro golo apontado por Junior Makunine, numa jogada confusa dentro da área moçambicana, em que os defesas não conseguiram aliviar a bola, após cobrança de canto.
Era o fim do sonho de Moçambique de tentar chegar à final e sonhar com o primeiro título do COSAFA, na categoria máxima, na sua história.
A África do Sul, que na outra partida terminou empatada sem abertura de contagem com Maurícias, agradeceu e apurou-se em primeiro lugar para as meias-finais da competição.
Zimbabwe terminou em segundo lugar e Moçambique, que entrou como líder, caía para a terceira posição, todos com quatro pontos cada, enquanto Maurícias terminou na cauda com apenas dois pontos.
Com a guerra civil no Sudão em seu terceiro ano, a situação humanitária está a piorar, com mais de 25 milhões de pessoas a enfrentar insegurança alimentar aguda.
À medida que refugiados continuam a chegar ao vizinho Chade, o Representante Especial da ONU para a África Central, Abdou Abarry, deu o alarme sobre o agravamento da crise.
“A inação da comunidade internacional corre o risco de agravar a situação humanitária, especialmente porque o conflito em curso no Sudão continua a resultar num número crescente de refugiados a caminho do Chade”, disse, citado pelo Africanews.
Estima-se que cerca de 1,2 milhão de sudaneses encontraram abrigo na parte oriental do Chade, a maioria após fugir da violência crescente no país.
Falando no Conselho de Segurança da ONU, Abarry disse que, sob o sistema da ONU, o Chade estava a tentar fornecer assistência humanitária de emergência adicional e programas de estabilização em vários locais.

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