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O Governo reiterou o compromisso de reforçar a participação das crianças na definição de soluções para os principais desafios que afectam a infância em Moçambique, durante a abertura da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil.

A sessão reúne crianças provenientes das diferentes províncias do país, que representam outras crianças nas escolas, famílias e comunidades. Na ocasião, foi destacado que os participantes trazem para o Parlamento Infantil as suas experiências, preocupações, sonhos e propostas recolhidas junto das comunidades de origem.

Falando em representação do Governo e do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, a responsável destacou a importância da iniciativa como espaço de participação infantil, onde as crianças podem apresentar, directamente, as suas preocupações e propostas sobre questões que afectam as suas vidas.

Segundo explicou a ministra, a realização da sessão nacional resulta de um processo de participação que incluiu debates e sessões aos níveis distrital e provincial, antes da definição dos temas e do programa pela Comissão Permanente do Parlamento Infantil.

“Vocês estão aqui não apenas em vosso nome, mas em nome de todas as crianças”, afirmou, sublinhando que representar a infância moçambicana constitui, simultaneamente, uma honra e uma responsabilidade.

A dirigente saudou igualmente a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, e a instituição parlamentar pelo acolhimento da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil na chamada Casa do Povo.

A iniciativa é promovida pelo Governo, através do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, em parceria com a Assembleia da República e conta com o apoio de instituições públicas, organizações da sociedade civil, agências das Nações Unidas, famílias, escolas e comunidades.

A oitava sessão nacional do Parlamento Infantil conta com a participação de crianças eleitas nas diferentes províncias, que, durante os trabalhos, deverão apresentar preocupações e propostas relacionadas com os direitos, o bem-estar e o futuro das crianças moçambicanas.

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Os Estados Unidos anunciaram, esta terça-feira, que irão abandonar novamente a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), justificando a decisão com o que consideram ser uma tendência ideológica da instituição, especialmente no que diz respeito a Israel.

Segundo a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tammy Bruce, a UNESCO tem seguido uma linha de atuação “facciosa” em causas culturais e sociais, mantendo uma atenção excessiva aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Na sua opinião, trata-se de uma “agenda globalista e ideológica” que já não corresponde aos interesses de política externa dos Estados Unidos.

A directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lamentou profundamente a decisão, embora tenha reconhecido que o anúncio já era esperado. A saída dos EUA será formalizada até ao final de dezembro de 2026, segundo noticiou a agência Associated Press (AP).

Esta será a terceira vez que os Estados Unidos se afastam da UNESCO. A mais recente ocorreu em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, também sob a alegação de um viés anti-Israel. O país só regressou à organização em 2023, após o pedido de reintegração feito pela administração do então presidente Joe Biden.

Em Fevereiro deste ano, o ex-presidente Donald Trump ordenou uma revisão da presença dos EUA na UNESCO, com foco especial em sinais de “antissemitismo ou sentimento anti-Israel” dentro da entidade. Fontes da Casa Branca, citadas pela imprensa norte-americana, revelaram que a decisão levou em conta a avaliação das políticas da organização ligadas à diversidade, equidade e inclusão, além do seu alegado alinhamento com a Palestina e a China.

Entre os pontos criticados pela atual administração está a classificação de determinados sítios como “Património Mundial da Palestina”, que, segundo Trump, são de origem judaica, além da utilização do termo “ocupação” para se referir aos territórios palestinianos sob controlo israelita, conforme definido por resoluções da ONU.

A Casa Branca também manifestou oposição à iniciativa da UNESCO intitulada “Transforming MEN’talities”, que tem como objetivo abordar questões de género, promover a inclusão e desconstruir normas sociais que sustentam discriminação e preconceito.

Vinte e sete pessoas morreram, esta segunda-feira, após a queda de um jato de treinamento militar numa escola na capital do Bangladesh. As vítimas incluem alunos, um professor e o piloto.

O acidente aéreo é descrito  como o mais mortal na capital do Bangladesh nos últimos tempos. O caça F-7 BGI, de fabricação chinesa, apresentou uma falha técnica logo após a decolagem e caiu no campus da escola, causando um grande incêndio. 

O piloto teria tentado desviar o jato para uma área menos populosa, mas sem sucesso. Era seu primeiro voo de treinamento sem um supervisor.

Mais de 170 pessoas foram resgatadas, muitas com queimaduras graves  e 78 permanecem hospitalizadas, a maioria estudantes. Algumas vítimas ficaram carbonizadas e irreconhecíveis. 

O governo declarou luto nacional devido à tragédia.

Investigações estão em andamento, enquanto mensagens de condolências chegam de alguns cantos do mundo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje em audiência Chen Xinzhi,  representante da companhia chinesa Yucheng Group, que  apresentou o interesse em estabelecer um parque industrial de  reciclagem de metais não ferrosos em Moçambique. 

A proposta de investimento prevê uma produção anual de cerca de  um milhão de toneladas, a criação de três mil empregos e a geração  de “receita significativa de moeda estrangeira”.

Esta é a primeira visita de Chen a Moçambique. O representante do  Grupo Yucheng declarou à imprensa, após o encontro com o Chefe  do Estado, que o país lhe “deu uma muito boa impressão”. 

O Grupo Yucheng, que possui presença em mercados como Estados  Unidos da América, Europa e Austrália, está “a procurar oportunidades  para estabelecer um parque industrial de reciclagem de metais não  ferrosos” em África, tendo Moçambique sido identificado para este  projecto. 

O investimento proposto pelo grupo chinês na área da reciclagem de  metais é de grande porte. Chen Xinzhi indicou que o “volume total de  produção será por volta de um milhão de toneladas por ano”, o que  implica um volume considerável de processamento de materiais como  cobre, alumínio e níquel. 

Em termos de impacto social, o projecto prevê a criação de  empregos. “Vamos criar empregos por volta de três mil trabalhadores,”  afirmou Chen. 

A recepção por parte do Presidente Daniel Chapo foi um ponto  abordado por Chen Xinzhi. “Fomos muito bem recebidos e nos deu a  confiança de que vamos trabalhar bem aqui em Moçambique,”  reportou o representante do grupo. 

A produção do futuro parque industrial incluirá produtos como “cabos  de cobre, fios eléctricos, fios de cobre para automóveis, entre outros”. 

O Grupo Yucheng manifestou o seu interesse em avançar  rapidamente com a iniciativa. “Nós vamos implementar o projecto o  mais rápido possível em Moçambique”, assegurou Chen Xinzhi.

Este potencial investimento indica o interesse de grupos internacionais  em Moçambique no sector de recursos, com a concretização do  parque industrial de reciclagem de metais não ferrosos, podendo  posicionar Moçambique como um centro neste segmento na região.

A Polícia da República de Moçambique capturou sete jovens que faziam assaltos com recurso a catanas, na cidade de Pemba, em Cabo Delgado. 

A suposta  quadrilha fazia uso de catanas para realizar os assaltos, segundo avançou a Polícia da República de Moçambique (PRM). Os acusados foram capturados na cidade de Pemba, mas actuavam em boa parte dos distritos de Mecufi e Metuge. 

Alguns dos indiciados negam o seu envolvimento nos crimes de que são acusados, mas outros confessam ter participado de assaltos a  residências. 

Durante este ano, a PRM já neutralizou diversas quadrilhas de supostos assaltantes com recurso a catanas, no entanto, a onda de criminalidade continua alta, especialmente nos distritos de Mecufi, Metuge, Montepuez e a cidade de Pemba.

 

A próxima rodada de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia está prevista para quarta-feira, na Turquia, segundo afirmou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, citando o chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, na segunda-feira.

“Hoje conversei com Rustem Umerov sobre a preparação para uma troca de prisioneiros e outro encontro com o lado russo na Turquia”, disse o líder ucraniano em seu pronunciamento em vídeo noturno, citado pela CNN.

Umerov, atualmente secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, liderou as duas primeiras rondas de negociações com a Rússia.

Graça Machel diz que a sociedade moçambicana está doente e chama todas as esferas a reflectirem em torno dos valores sociais, sobretudo em relação à dignidade da mulher e criança. A activista visitou hoje a escola Básica da Machava Quilómetro 15, no Município da Matola, para se solidarizar com a menor filmada em actos sexuais com quatro colegas, também menores. 

A activista e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, interagiu com a direcção da escola, com os alunos e no fim fez o seu pronunciamento público sobre o caso.

Para Graça Machel, o caso não deve ser entendido de forma isolada. A seu ver, a sociedade moçambicana está doente e precisa de reflexão e, por isso, julga ser preciso acabar com o que chamou de “coisificação” da mulher.

Três dos rapazes que se envolveram no acto sexual são  da mesma escola da menina envolvida no acto. A direcção da instituição de ensino escusou-se a dar qualquer informação sobre a situação das crianças.

O Presidente da República recebeu, esta segunda-feira, em audiências separadas, a Alta-comissária do Canadá, Sara Nicholls, e o Presidente do Hass Petroleum Group, Abdinassir Ali Hassan. Os encontros, realizados na Presidência da República, focaram-se na diplomacia bilateral e em novas oportunidades de investimento para Moçambique.

A audiência com a Alta-comissária marcou o encerramento da missão diplomática de Sara Nicholls em Moçambique, após três anos de trabalho. Na ocasião, a diplomata apresentou cumprimentos de despedida e fez um balanço positivo da cooperação entre os dois países. Nicholls destacou os 50 anos de solidariedade e parceria entre Moçambique e o Canadá, com avanços em áreas prioritárias como saúde, educação, protecção da criança, paz e promoção da igualdade de género.

“Este foi um momento importante para reflectir sobre três anos de parceria, mas também para reconhecer os 50 anos de relações entre os nossos países. Falámos das nossas prioridades comuns, incluindo a importância de investir nas mulheres e nas raparigas”, afirmou a diplomata à imprensa. Nicholls manifestou ainda confiança na continuidade desta colaboração, mesmo com a transição diplomática em curso.

Num outro momento, o Chefe de Estado recebeu Abdinassir Ali Hassan, Presidente do Hass Petroleum Group, que esteve em Moçambique em representação da OQT, o braço comercial do governo de Omã. O empresário apresentou uma proposta de cooperação estratégica com o objectivo de estabelecer soluções no domínio da energia e combustíveis.

“Viemos apresentar ao Presidente uma proposta de fornecimento energético e desenvolvimento do negócio petrolífero em Moçambique. A reunião foi muito produtiva e focada em parcerias entre Omã e o governo moçambicano”, explicou Hassan. O empresário destacou a abertura e hospitalidade do Presidente Chapo, bem como o potencial de Moçambique como destino de negócios.

Segundo Hassan, as vantagens logísticas e geoestratégicas do país — como a sua extensa costa marítima e portos em Maputo, Beira e Nacala, tornam Moçambique um ponto estratégico para abastecer mercados regionais sem acesso ao mar, incluindo o Malawi, Zâmbia, República Democrática do Congo, Congo e Zimbabwe.

Os dois encontros ilustram o compromisso do governo moçambicano em reforçar a cooperação internacional, ao mesmo tempo que promove parcerias para impulsionar o desenvolvimento sustentável e o investimento estrangeiro no país.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defende que os processos de planificação no país, incluindo o orçamento, não devem depender de soluções externas e alerta que é preciso romper o ciclo de improviso e resistência à mudança.

Quadros de diversas áreas do Ministério de Planificação e Desenvolvimento estão reunidos, desde esta segunda-feira, na Matola, para procurar os melhores caminhos para a definição de estratégias de planificação para 2026. Um dos maiores desafios passa por fortalecer a Estratégia Nacional de Desenvolvimento, daí que se exige uma nova abordagem. Para Salim Valá, está na hora de valorizar as opções nacionais.

Salim Valá defende uma planificação baseada em problemas reais e com soluções construídas em diálogo com a população, quebrando-se, deste modo, as barreiras como a inércia, o comodismo e o receio de sair da zona de conforto. Para o governante, só com essa abordagem é que o país poderá alcançar resultados palpáveis no quadro dos esforços para o desenvolvimento em várias áreas.

Neste primeiro dia da reunião de planificação, esteve também o secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, que, respondendo a questões de jornalistas, disse que o seu sector está a reforçar o mecanismo de controlo para evitar esquemas de libertação do dinheiro do tesouro.

Tivane defende que cada unidade do metical que sai dos cofres públicos deve destinar-se a pagar despesas programadas, e não o contrário, e insta todos os actores ligados ao processo de libertação de recursos a pautarem por uma postura responsável.

Durante três dias de reunião, será feita a elaboração das estratégias territoriais, que vão servir como um instrumento orientador de planificação para 2026, assim como será apresentada a proposta de prioridades para o sector.

Mais de mil pessoas morreram, durante a semana passada, marcada por conflitos locais e ataques israelitas na Síria. O balanço é do Observatório Sírio para os Direitos Humanos. 

Os confrontos intensos entre as comunidades beduínas e drusas, no sul da Síria, provocaram 1100 mortos, em apenas uma semana, segundo o Observatório sírio dos Direitos do Homem.

Entre as vítimas, há combatentes e civis drusos de um lado, minoria religiosa derivada no século 11 do islamismo xiita, mas que não se identifica como muçulmana,  do outro, agentes de segurança do governo sírio e beduínos sunitas.

Neste momento, há uma trégua desde domingo, mas a região enfrenta destruição.

Segundo a DW, os moradores da região sul da Síria, relatam que, apesar da trégua, a região enfrenta falta de água, eletricidade e outros serviços básicos, como assistência médica.

Refira-se que no último sábado, foi anunciado um cessar-fogo permanente, após tentativas de acordos entre as partes beligerantes. 

O conflito evoluiu a ponto de envolver o governo liderado por islamistas, as forças armadas israelenses e tribos armadas de outras partes da Síria.

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