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O Governo reiterou o compromisso de reforçar a participação das crianças na definição de soluções para os principais desafios que afectam a infância em Moçambique, durante a abertura da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil.

A sessão reúne crianças provenientes das diferentes províncias do país, que representam outras crianças nas escolas, famílias e comunidades. Na ocasião, foi destacado que os participantes trazem para o Parlamento Infantil as suas experiências, preocupações, sonhos e propostas recolhidas junto das comunidades de origem.

Falando em representação do Governo e do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, a responsável destacou a importância da iniciativa como espaço de participação infantil, onde as crianças podem apresentar, directamente, as suas preocupações e propostas sobre questões que afectam as suas vidas.

Segundo explicou a ministra, a realização da sessão nacional resulta de um processo de participação que incluiu debates e sessões aos níveis distrital e provincial, antes da definição dos temas e do programa pela Comissão Permanente do Parlamento Infantil.

“Vocês estão aqui não apenas em vosso nome, mas em nome de todas as crianças”, afirmou, sublinhando que representar a infância moçambicana constitui, simultaneamente, uma honra e uma responsabilidade.

A dirigente saudou igualmente a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, e a instituição parlamentar pelo acolhimento da oitava sessão nacional do Parlamento Infantil na chamada Casa do Povo.

A iniciativa é promovida pelo Governo, através do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, em parceria com a Assembleia da República e conta com o apoio de instituições públicas, organizações da sociedade civil, agências das Nações Unidas, famílias, escolas e comunidades.

A oitava sessão nacional do Parlamento Infantil conta com a participação de crianças eleitas nas diferentes províncias, que, durante os trabalhos, deverão apresentar preocupações e propostas relacionadas com os direitos, o bem-estar e o futuro das crianças moçambicanas.

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Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) balearam  mortalmente um indivíduo e feriram outros cinco, durante protestos populares contra a detenção de um médico tradicional, no distrito de Guijá, em Gaza. 

A tarde e noite desta terça-feira foram trágicas na província de Gaza. Uma  pessoa morreu e outras cinco ficaram gravemente feridas, depois de terem sido baleadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Pelane e Chinhacanine, em Guijá. Júlio Nhamussua, diz que a população tentava assaltar o comando distrital.

Os incidentes aconteceram quando os agentes da Polícia  tentavam  conter  uma revolta popular contra a detenção de um líder religioso, supostamente envolvido em polémicas mais a norte da província.

A esposa do indiciado confirma a detenção, mas desconhece as causas por trás da acção policial. Testemunhas no local dizem que os tumultos iniciaram pela manhã e prolongaram-se até  por volta das 18 horas.

O administrador de Guijá, Jaime Mugabe, confirma uma morte e cinco feridos que seguem sob cuidados médicos no centro de saúde local. 

Refira-se que três dos cinco pacientes internados estão em estado crítico no Centro de Saúde de Guijá. 

A Direcção provincial de Educação em Nampula confirma a existência de cerca de 290 mil alunos que estudam ao relento, e diz estar a mobilizar recursos para minimizar o problema. A exposição ao frio e ao sol causam problemas de saúde, alerta um médico.

Mesmo no frio, os alunos da escola primária de Saua-Saua fazem-se a escola, nas salas improvisadas, sem carteiras. Para sentar ao chão, os pequenos usam a criatividade. 

À busca de aquecimento, as crianças juntam-se na parede para apreciarem os raios solares. O director provincial da Educação visitou a  escola para ver de perto o que passam alunos e professores e confirmou o que já havia sido noticiado.

“Estamos a falar, na província de Nampula, em toda ela, cerca de 290 mil crianças que estudam embaixo das árvores”, avançou o Director Provincial de Educação em Nampula, William Tuzine. 

Conhecido o problema, que acções para reverter o cenário? “Estamos a trabalhar com os nossos parceiros estratégicos, para ver se conseguimos minimizar este assunto, esta problemática  dos nossos alunos estudarem debaixo das árvores. Portanto, precisaríamos de mais de mil salas em toda a província de Nampula”, disse o responsável. 

Para a Escola Primária de Saua Saua, Williamo Tuzine prometeu alguma intervenção a curto e médio prazo. “Vamos mobilizar parceiros, para ver se conseguimos minimizar esta situação de turmas ao relento, crianças no chão, mas também temos um grande problema que é a água. Não temos água nesta escola. Portanto, vamos mobilizar parceiros para ver se conseguimos minimizar esse problema de água e de casas de banho nesta escola”, garantiu o responsável.  

A exposição ao frio, sol e poeira pode criar várias doenças, tal como alerta este médico de clínica geral, Dalito Cândido Agostinho.  

A vida destes alunos exige muito equilíbrio porque os desafios não são para fracos…

Um jovem de 23 anos de idade morreu, após cair de um prédio durante um trabalho de limpeza, numa empresa onde foi subcontratado, na cidade de Maputo. A família queixa-se de dificuldades para falar com o empregador .

Tinha apenas um mês de trabalho, numa empresa de construção civil. No sábado passado, o jovem Eugénio Maungue lutava para concluir sua tarefa de limpeza numa obra, no fim da tarde, mas tal nunca aconteceu. 

Segundo familiares, a vítima terá caído do sétimo para o quarto andar, num momento em que o seu único colega em serviço não estava presente. Quando regressou, Felisberto Armando encontrou Eugénio estatelado e a sangrar. 

Diz ter procurado por ajuda na companhia do guarda da empresa onde estava a realizar o trabalho e a primeira que chegou foi da Polícia, mas já era tarde.

Inconsolável, a família do malogrado clama pela responsabilização da empresa. O irmão da vítima diz que a empresa ainda não se pronunciou sobre o incidente.

Para ter o posicionamento da empresa,  o “O País” dirigiu-se ao local do sucedido, tendo encontrado as portas fechadas e ninguém disponível para se explicar.

Caso a empresa não assuma a responsabilidade,  o jurista Custódio Pedro sugere que a família do malogrado denuncie-o à Inspecção Geral de Trabalho. 

Até aqui, a Inspecção Geral do Trabalho desconhece o caso, mas, depois da abordagem do “O País”, destacou uma equipa para investigar o sucedido.

Enquanto isso, aguarda-se pelos resultados das investigações.

As defesas aéreas russas abateram 33 ‘drones’ ucranianos, na terça-feira à noite, em seis regiões do país, na véspera de mais uma ronda de negociações entre os dois países que decorre hoje na Turquia.

De acordo com o relatório militar do Ministério da Defesa, citado por Lusa, a maioria dos ataques aéreos concentrou-se nas regiões de Tula e Rostov, onde foram abatidas 12 e 11 aeronaves não tripuladas, respectivamente.

Os restantes ‘drones’ foram destruídos nas regiões de Nizhny Novgorod (6), Bryansk (2), Kursk (1) e Kaluga (1).

As autoridades russas impuseram restrições temporárias às operações nos aeroportos de Nizhny Novgorod e Kaluga, capitais das regiões com o mesmo nome, para garantir a segurança dos voos.

O ataque aéreo ocorreu horas antes da terceira ronda de negociações russo-ucranianas em Istambul, anunciada pela presidência turca.

O Kremlin afastou a possibilidade de “avanços milagrosos” na nova ronda de negociações.

De acordo com a presidência turca, a reunião terá lugar no Palácio Otomano Çiragan, em Besiktas, onde decorreu a última ronda de negociações, no dia 02 de junho.

Após duas semanas de paralisação devido aos problemas logísticos ligados à indisponibilidade de voos para transportar as equipas, o Moçambola vai retomar este fim-de-semana. 

O jogo entre o Costa do Sol e Chingale de Tete, inserido na sexta jornada, partida agendada para sábado, vai marcar o regresso da prova. As restantes partidas desta ronda serão disputadas na próxima semana, com destaque para o confronto entre os Ferroviários da Beira e Maputo, marcado para terça-feira. 

Apesar do anúncio da retoma da prova, a Liga Moçambicana de Futebol não avança detalhes sobre a disponibilidade ou não dos 100 milhões de dólares, valor necessário para custear as despesas do pagamento das passagens aéreas. 

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou “profundamente” a saída dos Estados Unidos da Unesco, mas garante que a decisão não vai impedir a organização de continuar com as suas actividades e a sua missão.

“O secretário-geral lamenta profundamente a decisão dos Estados Unidos de se retirarem mais uma vez da Unesco”, afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária, citada pela RTP.

Dujarric sublinhou que Guterres apoia o comunicado de Paris divulgado anteriormente pela diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, no qual recordava que a Unesco  duplicou os seus esforços “para actuar onde a missão do organismo possa contribuir para a paz”.

O Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, ontem, em comunicado, a saída do seu país da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que se tornará efectiva a 31 de Dezembro de 2026, por considerar que a adesão à agência não contribui para os seus interesses nacionais.

A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, insistiu que a Unesco trabalha “para promover causas sociais e culturais divisivas” e o seu “enfoque desproporcionado” na “agenda globalista”, proposta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contradiz a política externa dos “EUA, em primeiro lugar”, promovida por Trump.

Um dia depois da ordem de retirada, vendedores informais voltaram a ocupar parte significativa dos passeios na Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo. Alegam que não há espaços disponíveis nos mercados para onde foram encaminhados pelas autoridades municipais.

À primeira vista, o trânsito na zona decorre com normalidade, sugerindo cumprimento da ordem. No entanto, observações no local indicam que, de forma discreta e por vezes camuflada, alguns vendedores continuam a exercer atividade nos passeios.

Agentes da Polícia Municipal continuam a realizar ações de sensibilização, apelando à retirada voluntária dos vendedores informais.

Apesar da presença policial reforçada, os vendedores mantêm-se nos passeios. No mercado Mucoreano, um dos locais indicados para a sua reinstalação, verifica-se a existência de bancas desocupadas. O mesmo cenário repete-se em pelo menos 18 mercados distribuídos pela cidade de Maputo.

As autoridades continuam a monitorar a situação, com o objetivo de garantir a organização do espaço público e a segurança de peões e automobilistas.

A Rússia diz que se mantém disponível a continuar a apoiar Moçambique no sector da Defesa, particularmente no combate ao terrorismo. Num encontro havido hoje entre os ministros dos Negócios Estrangeiros russo e de Moçambique, o chefe da diplomacia russa prometeu visitar Moçambique.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, confirmou hoje em Conferência de Imprensa que a Rússia está disponível para reforçar a capaciadade de defesa de Moçambique que está a braços com o terrorismo, desde 2017. 

A declaração surge após ter sido convidado pela diplomata moçambicana, Maria Manuela dos Santos Lucas, com quem se reuniu, hoje de manhã, para assinalar os 50 anos de “amizade e cooperação” entre as duas nações, conforme noticiou a agência russa TASS.

Lavrov sublinhou que ameaças à segurança, nomeadamente por terrorismo, continuam a afectar Moçambique e outras nações africanas.

O representante russo referiu que, durante as conversações, as partes também discutiram outros conflitos em África, incluindo a situação na República Democrática do Congo, na região dos Grandes Lagos, no Sahel e no Corno de África.

Falando em terrorismo, ainda esta terça-feira, a Rússia aprovou uma lei que vai punir todos os cidadãos deste país que pesquisarem conteúdos ligados aos actos terroristas.

Mais de 48 mil pessoas foram diagnosticadas com Tuberculose nos primeiros seis meses deste ano, no país, contra 54 mil em igual  período do ano passado. Entretanto, o Ministério da Saúde diz haver aumento de casos em algumas províncias devido ao corte de financiamento  internacional ao sector da saúde. 

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível,  causada por uma bactéria, e que em casos graves, pode levar à morte. 

No país, a doença é considerada um problema de saúde pública, pois por ano é responsável pela morte de milhares de pessoas, tal como explicou o secretário-permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça. 

“Moçambique continua a enfrentar uma elevada carga dessa doença, muitas vezes associada ao HIV, afectando principalmente as populações mais vulneráveis, exigindo acções coordenadas, investimentos contínuos e inovações tecnológicas para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz ”.  

Só nos primeiros seis meses deste ano, o Ministério da Saúde detectou 48 mil pessoas com Tuberculose. O abandono ao tratamento continua a ser uma das maiores causas das mortes.

“Olhando para aquilo que é a incidência da população em geral, há 361 em cada 100 mil habitantes. Com as estimativas reais esperamos encontrar cerca de 121 mil casos de tuberculose, por ano”, explicou Benedita José, a responsável Nacional do Programa de Controlo da Tuberculose.

José acrescentou que o corte de financiamento internacional como causa do aumento de casos em algumas províncias.

“Algumas áreas em certas províncias começam a registar aumento do número de casos, seguindo aquilo que era o ritmo antes da interrupção do financiamento da USAID. Tivemos uma paragem na implementação das actividades, que era uma das componentes que mais contribui com os casos da tuberculose, nas unidades sanitárias. Contudo, esforços estão a ser envidados pelo Ministério da Saúde para a implementação destas actividades usando os nossos agentes polivalentes, que dão suporte  em diferentes areas”.

O Centro de Investigação em Saúde da Manhiça vai testar uma nova vacina de prevenção contra a tuberculose.  O director do CISM explica que o processo está na fase de recolha de amostras. 

“Devo primeiro dizer que existe uma vacina da tuberculose, que tem mais de 100 anos, só que tem uma eficácia limitada para prevenir infecções. Estamos a ensaiar uma nova, usando tecnologias mais recentes e estamos ainda na fase inicial de avaliação e estamos à espera que se conclua o recrutamento em todos os sítios,  para se concluir a análise preliminar dos dados”, explicou Francisco Saúte, director do CISM.

Os intervenientes falavam esta terça-feira, no âmbito do Primeiro Fórum da Iniciativa contra a Tuberculose,  organizado pela Fundação Manhiça,  na Cidade de Maputo. 

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